Governador de fato

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RicardoMurad

Por Ricardo Murad

Flávio Dino mistura sua relação com Márcio Jerry com suas obrigações institucionais de governo, fazendo do seu companheiro “governador de fato”, provocando intensa insatisfação em todos segmentos políticos, governamentais, econômicos e da sociedade civil.

Com uma visão canhestra do que significa “governar”, optou por aparelhar o Estado para servir unicamente aos interesses do PCdoB, sob o comando pessoal de Márcio Jerry e à sua obstinação em perseguir gestores e colaboradores do governo passado.

Isolou as principais lideranças do seu grupo político – deputado federal José Reinaldo, senador Roberto Rocha, deputado Humberto Coutinho, deputada federal Eliziane Gama para citar apenas os mais graduados -, tudo feito para seguir os desejos e orientação do primeiro-damo do Maranhão que desdenha dessas lideranças e as coloca cotidianamente em situações vexatórias.

Humilhando sua base parlamentar na Assembleia, prossegue retirando dos deputados toda a representação em suas bases eleitorais para agraciar membros do PCdoB, na sua imensa maioria, sem nenhuma qualificação para o exercício das funções para as quais são nomeados.

As diretorias regionais do Governo são indicações exclusivas de filiados do partido e necessariamente passa pelo crivo pessoal do primeiro-damo, não importando qual deputado ou partido tenha representação na regional.

Com currículo de “coveiro de prefeitos” – casos de Jomar Fernandes de Imperatriz e Edvaldo Holanda de São Luís – Márcio Jerry prossegue na sua sina, desta vez para nossa infelicidade, enterrando precocemente com todas as honras fúnebres, um governo que em apenas oito meses acabou com o sonho da mudança que prevaleceu na eleição do comunista.

Eu já sabia que isso aconteceria.

Hoje, o povo também sabe.

* Ricardo Murad é ex-deputado estadual e ex-secretário de Estado da Saúde

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Audiência qualificada

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BrenoeGilsonO ator maranhese Breno Nina que acabou de conquistar o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Gramado – principal festival de cinema do país como sempre faz quando está em São Luís foi ver de perto mais uma vitória do Sampaio no Campeonato Brasileiro Série B.

É pé quente o cara…

Ao lado do narrador da Rádio Mirante AM Gilson Rodrigues a quem Breno atribui “o mais belo grito de gol do futebol mundial!”, ele vibrou com o 1 a 0 sobre o Vitória e a chegada do Sampaio ao G4.

Além de apaixonado pelo futebol maranhense, Breno revela ser um daqueles ouvintes de carteirinha da Rádio Mirante AM. Nas redes sociais, o ator escreveu:

“Grande abraço a Gilson, Afonso Diniz, Bruno Alves, Zeca Soares, Tércio Dominici, Laércio Costa e toda essa equipe maravilhosa campeã de audiência nas ondas do rádio! Espalhando o melhor do nosso futebol pelo Brasil e pelo mundo! Porque no canto do planeta que tenha chegado Wi-Fi, lá terá um maranhense pra se ligar na Mira! #Vamossubirpaio!!!”, disse.

Nós é que agradecemos a honra de ter como um dos nossos milhares de ouvintes o melhor ator do país no Festival de Gramado.

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PV na eleição

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AdrianoSarney

O deputado estadual Adriano Sarney (PV) concedeu entrevista exclusiva a O Estado para falar sobre a movimentação da sigla para as eleições de 2016. Adriano revelou que passará a comandar o diretório municipal do PV na capital, falou do projeto de reorganização da sigla e afirmou que, caso assim o partido decida, poderá disputar a Prefeitura de São Luís. De acordo com o parlamentar, o PV deverá ter candidatura própria na capital e trabalhará para eleger dois vereadores para a Câmara Municipal. Ele assegurou que o partido possui quadros qualificados para o pleito, mas deixou também em aberto a possibilidade de composição da legenda com algum outro pré-candidato na capital.

O Estado: Quais são os planos do PV para 2016 na capital?
Adriano Sarney:
A meta em São Luís é realista, eleger vereadores e ter participação de destaque na majoritária. Vamos buscar ter na capital o tamanho que o partido tem no Estado. Hoje, somos uma das maiores agremiações do Maranhão, tanto em termos de parlamentares, vereadores, deputados estaduais e federais, quanto em número de prefeitos e vice-prefeitos. Claro que uma estratégia arrojada como essa vai exigir muito trabalho e organização, mas isto nós temos de sobra.

O Estado: Como o partido pretende atingir esses objetivos?
Adriano Sarney:
No que se refere às eleições proporcionais, vamos buscar alianças estratégicas para a estruturação de uma coligação responsável com outros partidos. Existe também a possibilidade de criarmos uma chapa “puro sangue”, bastante competitiva. Seguimos estudando a melhor formatação, temos bons nomes, pessoas de confiança, militantes partidários, lideranças comunitárias e estamos sendo procurados por políticos que querem ingressar em nossas fileiras.

O Estado: E para a majoritária?
Adriano Sarney:
O PV tem nomes competitivos como o do deputado Federal Victor Mendes, que foi um bom Secretário de Meio Ambiente no Governo Roseana Sarney e tem serviços prestados na cidade. Ele foi, por exemplo, o idealizador da revitalização do Parque do Itapiracó. Na Assembleia Legislativa, dos quatro deputados estaduais do PV, eu e o Edilázio Júnior tivemos boa votação em São Luís e temos capacidade e legitimidade de entrar em uma disputa. E, claro, o deputado federal Sarney Filho, uma liderança histórica da capital, responsável por obras e ações estruturantes como a viabilização da urbanização da Lagoa da Jansen, quando ministro do Meio Ambiente.

O Estado: Caso o PV opte pela candidatura própria, o senhor estará disposto a encarar a disputa?
Adriano Sarney:
Aceitei a missão de trabalhar para fortalecer o Partido Verde na Ilha [ele passa a ser presidente municipal da legenda]. As eleições estão longe e qualquer decisão definitiva agora é precipitada. Trabalharemos de forma estruturada, o partido decidirá ano que vem quem será o candidato após muitas conversas e análises, mas sempre colocando os interesses da cidade acima dos nossos próprios interesses. Se o partido decidir pelo meu nome para compor uma chapa majoritária, aceitarei de bom grado.

O Estado: O senhor disse que o PV vai atuar como protagonista na disputa. Isso se dará com outros partidos ou com um projeto independente?
Adriano Sarney:
O diálogo faz parte da política. Mas sempre colocando os interesses da sociedade acima dos interesses individuais do partido. Então, o PV está aberto ao diálogo com outras legendas que tenham dentro de seus programas propostas concretas para a melhoria da qualidade de vida da população.

O Estado: A vereadora Rose Sales já conversou com o PV?
Adriano Sarney:
Conversou na semana anterior a sua filiação ao PP, prova disso que fui convidado e estive presente no ato. O pai da Rose, seu Hugo Reis, foi uma grande liderança política da Ilha e era aliado do deputado Sarney Filho, então existe essa ligação. A vereadora Rose Sales tem uma boa atuação em São Luís , é um quadro qualificado; portanto, seria muito bem aceita no partido.

O Estado: E o Partido Verde tem propostas para São Luís?
Adriano Sarney:
Claro, o PV tem propostas inovadoras, principalmente em áreas como mobilidade urbana, saúde, segurança, educação e meio ambiente. São Luís é uma capital que não usa ferramentas tecnológicas e de informação, apesar de existirem recursos do Banco Mundial para esse tipo de investimento. Numa cidade inteligente, os gestores podem usar a tecnologia para melhorar praticamente tudo. Destacamos como exemplos: os semáforos inteligentes, sistemas de vigilância para a segurança nas ruas, informações compartilhadas entre escolas, gestão mais transparente e menos burocrática, mais eficiência no uso de energia e água e o agendamento de consultas on-line. Tudo isso faz parte do programa do partido.

O Estado

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Efeito Orlof

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joaquimhaickelPor Joaquim Haickel

Em 2013 escrevi alguns textos falando sobre as mudanças que aconteceriam numa eventual troca de grupo político no comando do governo de nosso Estado. Esses textos fizeram com que eu recebesse uma ligação do então candidato e hoje governador Flávio Dino que me disse que eu era um homem de pouca fé, que era um descrente, que não acreditava que ele seria capaz de proceder de maneira diferente da “oligarquia”.

Expliquei-lhe que não se tratava de não acreditar em seus propósitos e em suas intenções, muito pelo contrário, que eu acreditava nelas e era isso que mais me preocupava, pois se ele não conseguisse implementá-las, resultaria numa grande decepção, numa grande frustração, não apenas para seus eleitores, mas para todos em nosso estado, pois mudanças cíclicas são muito importantes e necessárias.

Os detentores do poder deveriam saber disso e para prolongarem seu tempo no comando deveriam ciclicamente afastar-se dele para depois voltarem melhor preparados, mas o poder vicia e esse vício faz com que pessoas inteligentes não pensem da forma que deveriam pensar.

Naquela época eu dizia em meus textos que numa eventual mudança de comando político em nosso Estado, mudariam os nomes, mudariam até as diretrizes, mudariam inclusive algumas posturas, mas o sistema em si mudaria muito pouco ou quase nada, pois o chassi onde o poder está montado, este só muda quando há uma completa mudança de modelo, quando o projeto é totalmente novo e não traz nada do passado. Nada neste caso significa apoiamentos e compromissos que possam fazer o novo poderoso continuar preso a conceitos e práticas antigas. A coisa mais importante no “novo” é a total independência, o descompromisso com quem quer que seja, mas para o novo ser verdadeiramente novo ele também precisa ter atitudes elevadas, altruístas, nobres…

Veio a eleição e Flávio se elegeu. Na época me manifestei também aqui nesse espaço dizendo que após seis meses faria uma análise sobre seu governo. Os seis meses se passaram e resolvi dar mais 180 dias de prazo para mim mesmo, para que eu pudesse melhor avaliar, haja vista esses seis primeiros meses mostraram-se escassos para uma análise mais justa e coerente do novo governo, uma vez que as peças novas montadas na antiga máquina ainda não renderam o suficiente para que possam ser analisadas de forma justa.

No entanto, existem algumas coisas que posso adiantar sem medo de fazer algum mau juízo, coisas estruturais, programáticas, algo que poderíamos analogicamente chamar de sangue venoso e sangue arterial, aqueles que fazem o corpo funcionar satisfatoriamente. É sobre essas observações que passo a tratar agora.

Conversando com alguns amigos que tenho dentro do atual governo, disse-lhes de minha preocupação quanto a sensação de que nele, de bom mesmo só haja o próprio Flávio Dino. De que as peças da máquina estão muito aquém do maquinista. Sei que essa sensação é falsa, pois sei do grande valor individual de alguns membros do governo, tais como Marcelo Tavares, Felipe Camarão, Marcellus Ribeiro, Marcos Pacheco, Rodrigo Lago, Robson Paz, Márcio Jardim, Ted Lago, Bira do Pindaré, Francisco Gonçalves e mesmo, do algumas vezes tão injustamente criticado, Márcio Jerry, entre outros poucos.

Criticar Flávio Dino por permitir que Márcio Jerry detenha grande poder de influência e de decisão em seu governo é no mínimo ter memória curta e não ser capaz de se lembrar do que fazia Jorge Murad nos governos de Roseana, Milhomem e Edinho no governo Lobão, dona Isabel no de Cafeteira, Teixeira com Luiz Rocha, Zé Burnet com Castelo, Araújo Careca com Nunes Freire e Jaime Santana com Pedro Neiva.

O que está errado agora assim como antes, é os mandatários comissionados agirem de forma mais dura que o necessário para quem é apenas um comissionado. Maquiavel falou sobre isso. O príncipe pode e deve delegar poderes, mas o secretário deve usá-los com a devida sabedoria e delicadeza para que não transpareça ser dele o poder originário, pois poderá causar ciúmes em uns e raiva em outros.

O segundo ponto que gostaria de tocar diz respeito ao fato do atual governo demonstrar uma fixação maior com o passado, que a devida obsessão que precisa ter com o presente e com o futuro de nosso Estado.

Não se pode negar que FD implantou novas práticas na gestão pública, mas também não se pode dizer que todas são eficientes, mesmo que sejam aparentemente salutares.

Ter descartado quase todos os funcionários que faziam a máquina estatal funcionar fez com que ela não funcionasse nos primeiros meses de governo. Agora é que ela está começando a se mover. Nisso o governo errou feio.

Esses funcionários não são, nunca foram e nunca serão partidários de ninguém. São eles que fazem o Estado andar. Seus substitutos foram orientados a repudiar qualquer conversa com quem quer que fosse. Aterrorizados tiveram ainda mais dificuldade.

O terceiro e último ponto que eu gostaria de comentar é sobre a totalmente equivocada forma de comunicação que o atual governo adotou. Em quase nove meses, tempo de um parto, não conseguiu fazer uma licitação para esse importante setor da administração e usa alguns Blogs, o Twitter, o Facebook, o Instagram e outros veículos mais para combater os adversários do que para se comunicar com a população. Esse erro poderá custar muito caro ao governo que não consegue enxergar e saber que uma coisa é campanha politica e eleitoral e que outra é o dia a dia da administração pública.

O velho mestre Nicolau também tem uma lição para isso. Existem formas distintas de agir. Uma para tempos de guerra e outra para tempos de paz. Mas se Maquiavel não seduzir com suas palavras, tentem as da Bíblia que diz que há um tempo para cada coisa, tempo de plantar e tempo de colher…

Não sou adversário do atual governo, nem sou seu correligionário. Sou apenas um maranhense que quer ver seu Estado bem administrado. Que antes exigia dos antigos mandatários as mesmas coisas que exige dos atuais e que exigirá dos futuros: Procurem fazer o melhor possível; Sejam inteligentes e por isso, humildes; Olhem para frente sem se esquecer do passado e não o contrário; Ouçam o que dizem seus amigos com os dois ouvidos, mas reservem um deles para ouvirem aqueles que nem sempre concordam com vocês; Cuidado com o Efeito Orloff…

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Prefeita segue foragida

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LidianeLeite

Três dias após ser iniciada a Operação Éden, da Polícia Federal (PF) no Maranhão, que investiga denúncias de desvios de verbas da educação no município de Bom Jardim – a 275 km de distância da capital maranhense, São Luís –, a prefeita da cidade Lidiane Leite (PP), de 25 anos, segue foragida.

A investigação foi iniciada após denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e Ministério Público Federal (MPF). Na quinta-feira (20), foram presos os ex-secretários de Agricultura, Antônio Gomes da Silva, conhecido como Äntônio Cesarino”, e de Assuntos Políticos, Humberto Dantas dos Santos, conhecido como Beto Rocha, ex-namorado da prefeita.

Com o sumiço da prefeita, moradores da cidade estão sem saber quem está no commando do município, com 39.049 habitantes. Na cidade, o clima é de incerteza. Vereadores estão impedidos de realizar votação para afastar a prefeita do comando da cidade por causa de uma medida cautelar obtida por Lidiane na Justiça. Ela já havia sido afastada três vezes do cargo: na primeira vez, em abril de 2014, pelo prazo de 30 dias após denúncias de improbidade administrativa, retornando ao cargo em 72 horas, depois de obter liminar na Justiça; na segunda, pelo período de 180 dias, em dezembro de 2014, com liminar suspensa pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) em 48 horas; e  terceira em maio de 2015, retornando em 72 horas.

Na prefeitura, o expediente é de 8h às 12h, mas poucas pessoas foram encontradas no prédio nessa sexta-feira (21). Somente o secretário de Administração e Finanças, Dal Adler Castro, poderia responder pelo órgão, mas não quis falar com a imprensa.

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