Representantes do povo

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Com o fim da eleição para a Presidência da República, fica a dúvida quanto ao que ocorrerá politicamente no Maranhão em relação ao Governo Federal, que terá Jair Bolsonaro como comandante. As posições firmes de Flávio Dino, que fez críticas ácidas ao deputado do PSL, poderão refletir na relação com o Palácio do Planalto.

Em tese, Bolsonaro não pode penalizar Flávio Dino, dificultando, por exemplo, repasses de recursos voluntários ao Maranhão. Se assim quiser, pode fazer, sim. Não deve fazê-lo, porque penalizará a população maranhense.

Independentemente de se ter um comunista à frente do Governo do Estado, o futuro presidente representará todos os brasileiros, incluindo, claro, os maranhenses.

A mesma linha de raciocínio serve para o governador Flávio Dino em relação à cidade de Bacabal, que no último domingo optou pelo prefeito em exercício do município, Edvan Brandão (PSC), principal adversário de César Brito (PPS), que era o candidato do governador.

Não foi porque a maioria da população de Bacabal escolheu o adversário de Dino que o comunista dificultará a gestão de Brandão, porque, se fizer, prejudica os bacabalenses.

Mas tudo isso é teoria. Na prática mesmo, Dino já demonstrou – como ele mesmo disse – governar “melhor com amigos”.

Para os adversários, pedras no caminho. O exemplo maior no Maranhão é o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Rodrigues, que não recebe qualquer apoio do governo estadual nem para a Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura.

E quem perde com tudo isto? O prefeito? Ele perde, sim, mas perde também os mais de 4,4 mil habitantes do município.

Que Bolsonaro não faça com o Maranhão o que Dino faz com São Pedro dos Crentes. E que o comunista não repita com Edvan Brandão o que faz com Lahésio Rodrigues.

Estado Maior

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