Moto vence o Sampaio pela Copa do Nordeste

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Em uma semana, o Moto repetiu a dose e venceu o seu principal rival em duas competições diferentes por 1 a 0, no Estádio Castelão.

No sábado passado, o Moto havia vencido o Sampaio pelo Campeonato Maranhense e garantido 100% de aproveitamento na competição, o Moto venceu mais uma, agora pela Copa do Nordeste.

A partida foi bastante equilibrada e teve grande disputa no meio-campo, o Moto soube aproveitar uma de suas oportunidades e numa cobrança de Escanteio, no primeiro tempo, o zagueiro artilheiro Lucas Dias mandou forte de cabeça para fazer o gol da vitória rubro-negra.

Com o resultado, o Moto subiu para a quinta posição no grupo B, com 6 pontos ganhos e esta apenas a um ponto do G4. O Sampaio permanece na penúltima colocaçào do grupo A, com apenas 1 ponto.

O próximo jogo do Moto será no sábado (2) de março, às 16, no Estádio Castelào, contra o Santa Cruz. O Sampaio só volta a jogar na quinta-feira (7), às 19h, nos Aflitos, em Recife.

Veja a classificaçào e os próximos jogos

Foto: Lucas Almeida/ L17 Comunicação

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Maranhãozinho vetou Sérgio Frota na Sedel

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Rogério Cafeteira foi escolhido para ser o novo secretário de Esportes do governo Flávio Dino. No entanto, o nome para ocupar a pasta era o do ex-deputado estadual e presidente do Sampaio Corrêa Sergio Frota (PR).

Para alguns, seria uma escolha até óbvia, por ter sido o único representante do esporte na Assembleia na última legislatura..

O martelo estava praticamente batido, quando o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) foi comunicar ao também deputado federal Josimar de Maranhãozinho que o PR ficaria com a Sedel, e o nome de Frota tinha sido aprovado pelo governador.

Maranhãozinho reagiu, enfático: “Frota não!”. Para ele, a indicação do presidente do Sampaio não seria encarada como um pleito do partido.

Jerry, então, levou a informação do presidente do PR a Flávio Dino, que escolheu Rogério Cafeteira para comandar a secretaria de Esportes.

Vale lembrar que Maranhãozinho é vice-presidente do Sampaio Corrêa.

Frota nunca admitiu isso publicamente, mas há quem diga que essa não foi a primeira vez que Josimar jogou contra ele. Durante a campanha, o chefe do PR escanteou o “aliado” para colocar Hélio Soares debaixo do braço.

Soares, como se sabe, elegeu-se deputado. Frota não conseguiu a reeleição.

Blog de Gilberto Léda

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Ambev compra mandioca produzida em Santa Rita

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A Prefeitura de Santa Rita, através da Secretaria Municipal de Agricultura e do programa Santa Rita produtiva, firmou uma parceria com a AMBEV, fabricante da cerveja Magnífica e o município passará agora a fornecer a matéria-prima para a produção da bebida alcóolica. De acordo com o prefeito Hilton Gonçalo, já está programada a aquisição de 50 mil quilos de mandioca dos produtores do municipio.

A AMBEV, está buscando mandioca de qualidade proveniente da agricultura famíliar, apostando no micro empreendedor. O produto agrícola deve ser legitimamente maranhense e a ideia é que essa produção gere emprego e renda no estado.

Cada tonelada de mandioca será adquirida por R$534, ou seja, o valor total dessa primeira remessa será de R$26700, o valor é repassado integralmente aos produtores.

“Com essa parceria firmada, Santa Rita agora também irá nos fornecer Mandioca de qualidade, para que possamos continuar fabricando uma cervreja de qualidade e espalhando por todo o Brasil um pouco do gostinho maranhense. O prefeito Hilton Gonçalo e o Secretário Berré, demonstraram bastante interesse e isso é bom para o município, para o agricultor e para nós da AMBEV”, destacou Vitor Monteiro, representante da AMBEV.

O secretário Berré, falou que parcerias como essas só são possíveis, quando se tem interesse por parte da administração municipal e que o prefeito Hilton Gonçalo, não mede esforços quando o assunto é investir no micro e pequeno empreendedor e isso com certeza irá ajudar os agricultores economicamente.

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Maranhão na UTI

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Coluna do Adriano

Poucos anos atrás a saúde de nosso estado era um exemplo para todo o Brasil. Na época, pela primeira vez na história do Maranhão e do Brasil, a sociedade preferia o atendimento público ao serviço privado. O povo preferia as UPAS em detrimento dos hospitais particulares. Entretanto, estes foram tempos que ficaram para trás. Hoje, a realidade é muito diferente.

Na semana passada, o fechamento repentino de um hospital em Matões do Norte escancarou não apenas a desordem na saúde pública, mas também o completo despreparo das autoridades. O Governo do Estado fechou a unidade de saúde e demitiu os profissionais sem nenhum tipo de aviso prévio. A população também não foi informada. Alguns dias depois foi anunciada uma “reforma” emergencial que mais parece desculpa.

Recentemente, um caso chamou a atenção da imprensa e revelou a dimensão da crise na Saúde: No dia 22 de janeiro, o senhor João Espíndola faleceu em São Luís. A imagem da filha dele, desesperada, empurrando a maca hospitalar pelas ruas do centro de São Luís, tomou as redes sociais maranhenses em um turbilhão de tristeza e revolta.

Espindola, infelizmente, representa a volta de uma das chagas de nosso estado que estava banida fazia anos: as procissões de ambulâncias do interior trazendo pessoas para a capital. Não para serem tratadas, mas para morrerem nas filas de hospitais superlotados que não possuem a capacidade de atender a todos os pacientes do estado.

Se em um passado recente os municípios do interior conviviam com inaugurações de hospitais, contratações de médicos e enfermeiros, verbas o suficiente para cuidar dos seus pacientes em suas cidades, hoje o que se constata são grandes e pomposas solenidades, divulgadas maciçamente pela mídia governista, para entrega de ambulâncias, ou seja, muita propaganda e poucas ações de uma política de saúde séria e eficiente.

Outro fato agravante da crise na Saúde: No dia 5 de fevereiro as maternidades da capital entraram em colapso. Dias após sofrer com o fechamento do hospital de Matões, o povo maranhense sentiu o descaso em relação às maternidades. Esse dia será lembrado na saúde como o dia em que maternidades RECUSARAM o atendimento a mães, crianças nascidas e ainda por nascer.

Tudo isto está acontecendo por causa da inoperância do governo, que permitiu o fechamento da maternidade Maria do Amparo. O mesmo governo que abandonou o Materno Infantil e o deixou impossibilitado de prestar atendimentos naquele dia. Caso semelhante ao da Maternidade Benedito Leite, que havia passado por uma greve de profissionais de limpeza e estava de portas fechadas.

O dia 5 de fevereiro foi de caos na maternidade Marly Sarney. Congestionada e com pessoas sendo atendidas em macas nos corredores, pessoas expostas e desamparadas sendo atendidas em cadeiras de plástico!

Enquanto idosos agonizam dentro de ambulâncias, bebezinhos se amontoam nos corredores das maternidades e o povo sofre decepcionado com a queda de atendimento nas UPAS, o governador tem como principal ocupação as provocações ao presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais.

Também é lamentável a situação de nossos médicos e profissionais da saúde. Que agora convivem com o medo de perda do diploma. Porque nós bem sabemos que quando acontecer uma tragédia, e se persistir o descaso ela irá, o governo irá culpar os profissionais da saúde em vez de reconhecer sua falha como gestor da Saúde, deixando um legado de hospitais regionais fechados, maternidades agonizando e UPAs sem medicamentos, enfim, a saúde do Maranhão está na UTI.

Adriano Sarney
Deputado Estadual, Economista com pós-graduação pela Université Paris (Sorbone, França) e em Gestão pela Universidade Harvard.

Foto: Reprodução

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Dom Motta e o horário de Deus

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Por José Sarney

No Maranhão não existe mais horário de verão, sentido pela população apenas nas mudanças dos programas de televisão. Mas quando ele começou, na década de 1960, foi um inconformismo grande. Eu era governador em 1965, o último eleito diretamente pelo povo depois do movimento de 1964.

O povo chamava o horário de verão de horário novo e o outro, de horário velho ou “horário de Deus”. Era uma confusão muito grande porque ninguém obedecia ao relógio. Quando se marcava um encontro, vinha a primeira pergunta: “É no horário novo ou no horário de Deus?”

Senti isso na própria carne de maneira dramática, pois àquele tempo tínhamos ainda, no Natal, a Missa de Galo celebrada à meia-noite. Fazia parte dos costumes e dos respeitos a presença do Governador e do Sr. Arcebispo, àquele tempo, Dom João Motta, irmão do meu querido amigo e depois colega da Academia Brasileira de Letras, o grande poeta Mauro Motta. À meia-noite, cumprindo o horário de verão, cheguei à Igreja da Sé e lá sentei-me com minha mulher no lugar que nos era reservado.

E aí é que vem a história. Deu meia-noite e quinze, meia-noite e trinta, quinze para a uma, e o Arcebispo não chegava. Fiquei preocupado e com medo de que tivesse acontecido alguma coisa com ele.

Eis que, calmamente, então, Dom Motta veio entrando na Igreja, me cumprimenta na primeira fila, e eu, ingenuamente, pergunto: “Houve alguma coisa com o senhor?”Evidentemente, me referindo à demora. Ele, calmamente, me respondeu: “Ah, o senhor veio no horário novo? Eu vim no horário de Deus.”

A verdade é que, no Norte e Nordeste, ninguém se conformava com essa mudança de horário. Antônio Carlos Magalhães, com um projeto de lei, acabou com ele no Nordeste e na Amazônia. Nessas regiões, era uma confusão danada em todas as solenidades e festas. Muita gente perdia avião, enterro, batizado e casamento.

A justificativa de sua existência era a do consumo de energia e de a luz do sol entrar pelas primeiras horas da noite deixando as luzes públicas e residenciais apagadas. Pelos cálculos que tenho lido, ao longo desse tempo, a economia mensal tem sido de cerca de 5%.

Hoje, dezesseis de fevereiro, à meia-noite, no sul, eles vão aumentar os relógios em uma hora. Deus queira que, com o novo horário, desapareça o urubu que pousou na nossa sorte neste início de 2019. Brumadinho, restos de Mariana, jogadores do Flamengo queimados, jornalista Boechat vítima de lamentável acidente aéreo, Presidente Bolsonaro operado — graças a Deus já voltou —; o Fluminense ganhou do meu Flamengo de 1 x 0, o meu Bode Gregório suou para bater no Santa Quitéria, e eu, não encontrando assunto, estou malhando o horário de verão.

Que Deus nos afaste essa onda de tragédia!

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