Público lota Arraial do Ipem

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Milhares de pessoas prestigiaram a vasta agenda de atrações do São João do Maranhão no Arraial do Ipem, no fim de semana. A diversidade do folclore maranhense com as apresentações de grupos de cacuriá, bandas de forró pé-de-serra e bumba boi animaram quem escolheu o espaço para prestigiar mais uma noite de festejo junino. Estimativa da Polícia Militar apontou aproximadamente seis mil pessoas na noite do último sábado, curtindo a maior festa junina do país com alegria, diversidade e segurança.

A agenda do arraial inclui atividades para as diversas faixas etárias. O público infantil é contemplado com um espaço pensado para eles. A programação para as crianças tem início na abertura do arraial, às 17h, com a contação de histórias, atraindo a criançada. Em seguida, houve apresentação do grupo de bumba meu boi Mimoso. A brincadeira do sotaque de orquestra é formada por alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

No Barracão do Forró, o arrasta pé atraiu o público para curtir o melhor do Forró. No palco principal, mais forró, bumba meu boi e cacuriá que fez o público dançar, cantar junto e aplaudir. A decoração soma no atrativo ao público. O colorido das bandeirolas que enfeitam toda a extensão do arraial, fazem sempre lembrar deste período de festa e animação que movimenta a cidade e atrai milhares de pessoas.

“A programação está linda e o arraial dá gosto de ver. Muito seguro, bem organizado e com muitos grupos que a gente gosta. Aqui é que se faz o São João mais bonito, mais cultural, mais colorido e alegre do Brasil”, disse a aposentada Rita Carvalho, 80 anos, que saiu de casa com a nora Márgilla Santana Oliveira, 28 anos, para aproveitar a estrutura e segurança do arraial. “Sou turismóloga, sei a importância de estar aqui e valorizar a nossa cultura. Essa festa é a maior do país e atrai todos os olhares para nossa cidade. Uma festa linda e bem feita”, enfatizou.

Animado e um ótimo ambiente para a família, avaliou o supervisor administrativo Antônio Fernando Silva Ribeiro, 34 anos, que prestigiou a variedade de atrações com a esposa Marcelle Ribeiro, 37 anos e os filhos Luís Emanoel, quatro anos, e Fernanda Marcelle, 10 anos. “Aqui está tudo ótimo. Tem segurança em todos os cantos, tem espaço para as crianças e realmente só atrações próprias da nossa cultura que dá vontade de ver. Nós chegamos para aproveitar e vamos voltar, porque é bom demais”, disse ele.

A animação é garantida assim como a segurança com o grupamento de mais de 100 policiais militares, com viatura e realizando abordagens, monitoramento e revistas a pé por todo o arraial durante a programação. Também há reforço de equipes do Corpo de Bombeiros e segurança privada.

Organizado pelo Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de São Luís, o São João do Maranhão se estende até dia 30 de junho.

Foto: Handson Chagas

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Moto ‘amarela’ e cai para o Floresta no Castelão

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Aconteceu de novo…

Quando o torcedor do Moto mais esperava, mais uma vez, o Moto decepcionou em pleno Castelão e acabou desclassificado do Campeonato Brasileiro Série D ao ser derrotado pelo Floresta-CE por 2 a 0.

Na primeira partida, as duas equipes haviam empatado por 3 a 3, por isso tanto Moto quanto Floresta jogavam por uma vitória simples.

Os cearenses repetiram o script do primeiro jogo e logo no inicio o zagueiro Álisson fez 1 a 0, numa jogada de bola áerea que durante todo o ano destruiu a equipe. No segundo tempo, com Zé Carlos, o Floresta acabou com o sonho da torcida rubro-negra.

Vocês que me acompanham sabem que durante toda a competição, o Moto não foi nem de longe a equipe que disputou o Estadual e a Copa do Nordeste. Em nenhum momento, apesar dos números positivos senti que o Moto chegaria. Era muita soberba, excesso de confiança e pouco futebol.

Hoje, na sua pior partida na temporada o Moto foi dominado pelo “Lobo” e não conseguiu reagir. As substituições de Wallace Lemos foram totalmente equivocadas.

O Moto não conseguia entrar na defesa do Floresta e não ganhava uma nas bolas lançadas na áerea, mesmo assim a opção foi errada por Bruno Henrique. A entrada de Vander, definitivamente acabou qualquer possibilidade de reação do Moto.

A temporada para o Moto encerra aqui. A perda do acesso e do Campeonato Maranhense vão custar caro ao clube que vai pagar um preço muito alto em 2020.

Vem muita turbulência por ai…

Foto: Gaudêncio Carvalho / Moto Club

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Emoção e reconhecimento marcam São João do Reino

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Meninos se vestem de meninas. Meninas se vestem de meninos. É assim a tradição na Quadrilha Invertida do Terceirão, no São João do Reino Infantil. (Veja a cobertura completa no Instagran do Reino Infantil).

No ano em que celebra 45 anos, o Reino realizou na última sexta-feira (21), na Fábrica Recepções, o espetáculo “Memórias que não se apagam” e relembrou seus 30 anos de festa junina.

Alunos dos Ensinos Médio e Fundamental retrataram o melhor da cultura e da culinária maranhense nas danças com belas indumentárias e coreografias.

O momento mais marcante da festa foi a despedida dos alunos do Terceirão. Ao final da apresentação, todos se abraçaram no meio do salão e gritaram: “Eu não vou embora”. (Veja o vídeo aqui).

Do palco, a diretora e uma das fundadoras da escola, Socorro Naufel respondia no microfone: “Quem é Reino, sempre será Reino”.

Foi o suficiente para os alunos, de forma emocionante subirem ao palco para abraçar Socorro e revelar todo amor por ela e pela escola. Foi o maior reconhecimento que a família Reino Infantil poderia receber nestes 45 anos de sucesso na formação de gerações no Maranhão. (Veja o vídeo aqui) e (aqui também).

Nas redes sociais, a publicação dos vídeos rendeu comentários e elogios de ex-alunos e pais.

Parabéns, Reino!!!!!

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Junho, festas e fogos

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Por José Sarney

São Luís é uma terra que bem merece ser chamada de Ilha do Amor. Melhor seria se fosse do Amor Demais. Falo do amor a sua história e a sua gente, a seu espírito, a sua beleza. Para parodiar Hemingway, que dizia que “Paris é uma Festa”, eu diria que São Luís é um amor. É para mim uma terra de lembranças que estão associadas a minha mocidade/juventude, já que são uma mesma coisa. Mocidade, o tempo da vida, juventude, a vida do tempo em que descobrimos a alma, o espírito, os pensamentos, as pessoas que definitivamente vão se incorporar ao nosso universo sentimental.

Mas a São Luís que está na minha alma, na saudade e na lembrança já não existe mais. Mataram-na os anos em que o progresso criou outras cidades dentro da minha cidade. Eu mesmo ajudei-a a desaparecer, quando construí a Ponte José Sarney, que criou uma outra cidade, moderna, sem os paralelepípedos e as pedras de cantaria, sem os sobradões e os azulejos, sem os mirantes e as moradas inteiras, meia-moradas e porta-e-janelas, e sem os bondes, onde jogávamos os primeiros olhares para as moças do nosso tempo, lindas nos seus uniformes de saia azul e blusa branca.

Mas a cidade não era a Ilha do Amor, era a Ilha Rebelde, rebelde pelas heranças do passado que a fez resistir a todas as ocupações, dos franceses, dos holandeses e dos portugueses, e a todos os governos, para ser uma cidade sem amarras, bem brasileira, na miscigenação das raças, em que negras magras e elegantes tiveram forte influência.

Falo da cidade para falar da alegria do nosso povo, dos folguedos populares, do nosso Carnaval — que até hoje resistiu às invasoras tendências de modernidade para se manter autêntico e puro. Depois o São João, que copiaram da gente e em que jamais serão o que nós somos.

E falar de São João é falar de Junho, mês em que chegam os ventos gerais, em que os dias vão se transformando de chuvosos para de sol aberto, e as noites são os sotaques dos bois, do Bumba-Meu-Boi, em que se misturam os caboclos de paus de fita, os índios de cabeças de pena, as “catirinas”, os “pais-franciscos”, e, por fim, os “bois”, de couro, de miçangas e com figuras religiosas bordadas por mãos de fada, como aquela “Neusa”, cantada nas toadas de matraca e de pandeiros gigantes: “foi Neusa quem bordou”. E os cantadores, heróis do nosso povo, que deixaram até provérbios como este: “como o Boi de Tolentino, só fama”, quando a decadência chegava, ou com a velhice ou com a perda do prestígio e beleza.

E ainda o Tambor de Crioula, das saias rodadas e das “pungas sensuais”. Tudo isso misturado com os fogos, os busca-pés, as danças e o trejeito das mulatas.

Entre fogos e festas brincamos todos. Tribuzzi, Bogéa, Evandro, Luís Carlos, Sílvio, Cadmo, Floriano, Figueiredo e eu passávamos a noite acompanhando, com matracas na mão, o Boi da Maioba.

Junho, Maranhão, festas e fogos.

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Cebolinha fez a diferença na Seleção Brasileira

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O Brasil só precisou de pouco mais de 30 minutos para liquidar com o Peru em partida pela Copa América, na Arena Corinthians, em São Paulo. A partida já estava 3 a 0, com direito a uma atuação de gala do atacante Everton, do Grêmio.

Ao final dos 90 minutos, o Brasil fez 5 a 0, e ainda perdeu um pênalti com Gabriel de Jesus. Mas o placar é o que menos importa. O Brasil jogou bem, bem diferente do que vi contra Bolívia e Venezuela.

Depois de três jogos, enfim, o Brasil jogou como uma Seleção que é cinco vezes campeã do mundo. Marcou, atacou, brigou pela bola, teve atitude em campo e acabou construíndo o placar com extrema facilidade.

Tite demorou dois jogos para entender que Everton, o Cebolinha é muito mais jogador do que Neres. Partiu pra cima dos adversários, fez gol outro golaço, enfim, não tinha porque ter sofrido antes, mas o nosso treinador preferia fazer diferente.

Firmino e Philipe Coutinho também cresceram e o Brasil, no lugar das vaias do jogo contra a Venezuela, saiu de campo aplaudido pelo torcedor.

Agora é aguardar o adversário das quartas de final e esperar que o Brasil faça outra boa atuação e que conquiste mais uma vitória.

Foto: Bob Paulino/BP Filmes

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