Flávio Dino e o CLA

0comentário

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), concedeu entrevista à revista Veja, publicada na última edição, em que se posiciona favorável à exploração comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) pelos Estados Unidos da América (EUA).

Na entrevista, o chefe do Executivo, que também tem discutido com o Ministério do Meio Ambiente a concessão do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses – como já mostrou O Estado -, coloca apenas como condicionante a garantia de preservação da soberania nacional no CLA.

“O que nós temos colocado sobre a base é o seguinte: em primeiro lugar, não há problema em assinar acordo de salvaguarda tecnológica com os Estados Unidos ou qualquer outro país. Segundo ponto: na eventual exploração da base, que espero que aconteça, a soberania brasileira deve ser preservada. Terceiro: para que haja exploração comercial da base, é essencial que o direito das populações tradicionais de Alcântara seja respeitado”, afirmou.

Desde o início das discussões, essa foi a primeira vez que o governador falou abertamente sobre o seu apoio ao projeto apresentado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

Deputados aliados ao Palácio dos Leões também aprovam, mesmo que timidamente, a iniciativa do Governo Federal e têm perspectiva de desenvolvimento socioeconômico da população de Alcântara.

A proposta de acordo Brasil-Estados Unidos deve ser aprovada pelo Congresso Nacional. Não há, até o momento, qualquer oposição consistente sobre o projeto.

Ao que tudo indica, um acerto incontestável do Governo Federal para o centro de lançamento instalado há décadas no Maranhão.

E até o comunismo aplaude.

Estado Maior

sem comentário »

Alcântara e o babaçu

0comentário

Por José Sarney

O Maranhão teve vários sonhos de salvação. Na Colônia e no Império foram os do algodão e do açúcar. Vivemos com um e outro momentos de euforia. Uns mais e outros menos. O que mais nos realizou foi o do algodão, assim mesmo porque, quando os Estados Unidos se separaram da Inglaterra, esta perdeu o seu grande fornecedor de algodão — era o início da revolução industrial e a indústria têxtil era o carro-chefe da economia inglesa. A esse tempo devemos a bela cidade de São Luís, construída pela riqueza do algodão.

Depois veio o açúcar. Não vingou. Nossas terras eram pobres e não tinham a fertilidade das terras do Estado do Rio nem de Pernambuco ou Bahia.

Outro sonho foi o do babaçu. O interventor Paulo Ramos era um crente fanático de que a riqueza do babaçu ia salvar o Maranhão. Depois, vimos que pelo babaçu só mantínhamos a pobreza.

Nossa geração pensou na vocação maranhense. Como iríamos sair do ciclo de coletor e delegado, de roças pobres e vaqueiros sem futuro.

Coube-me liderar os que começaram a pensar no desenvolvimento do Maranhão. Tínhamos apenas um trunfo, já que o Criador não nos dera minérios nem terras boas. Qual era? O Itaqui, sabendo que em torno de um grande porto sempre se desenvolve uma civilização. A primeira grande luta foi construí-lo e convencer o Ministério do Transporte de que ele seria o porto do Nordeste e da grande exportação.

Lutamos com o Pará e trouxemos o minério da Serra dos Carajás para o Maranhão. Presidente da República, pensei na Norte-Sul para completar a integração do Porto, que teria como carga de volta combustível para o Centro-Oeste, que ia, como vai até hoje, de caminhão e carro.

Depois o sonho da refinaria e da siderurgia. Quantas vezes sonhamos com essas hipóteses. Pois bem, agora aconteceu o que de pior podia nos acontecer. Perdemos força política e o Pará nos derrotou: acaba de assinar com a Vale e os chineses a construção, no Pará, da siderurgia que seria no Maranhão.

Agora só nos resta Alcântara. A Base de Lançamento de Satélites de Alcântara. Os foguetes espaciais e os satélites são as indústrias que mais crescem no mundo. Eu sempre acreditei em Alcântara e ajudei a construí-la. Agora temos que agarrá-la com todas as mãos e forças, e nos unir para fazer de Alcântara o grande polo tecnológico e espacial.

Não vamos chorar, vamos lutar. Alcântara pode nos salvar.

Precisamos mais do que nunca de recursos humanos, de ensino básico e de qualificar nossas universidades para isso. Ainda tenho forças para sonhar. O acordo que foi firmado com os EUA é o primeiro. Alcântara não pode ser o fracasso da refinaria ou do velho babaçu.

*Coluna do Sarney

sem comentário »

Parlamentares destacam papel da missão à Guiana

0comentário

Parlamentares maranhenses que integraram a missão brasileira em visita ao Centro de Lançamentos de Kourou, na Guiana Francesa, destacaram, nas redes sociais, a importância da troca de ideias que possam ser implementadas no Centro de Lançamento de Alcantara, no Maranhão.

Acompanhados pelo ministro Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, os parlamentares conheceram o Centro de Lançamento de Kourou, responsável por gerar 10 mil empregos e que representa 17% do PIB da Guiana Francesa.

O deputado Pedro Lucas Fernandes (PTB) disse que a responsabilidade de incluir o Brasil no mercado aeroespacial aumentou após a visita. “Precisamos avançar no nosso Centro de Lançamento de Alcântara. Encerrando a missão oficial Kourou, nossa responsabilidade de incluir o Brasil no mercado aeroespacial aumentou. Receitas e geração de empregos para o Brasil e Maranhão estão no Acordo de Salvaguardas Tecnológicas”, destacou.

O deputado Edilázio Júnior (PSD) disse que foi possível trazer conhecimento para aplicar na Base de Alcântara. “Estive na Guiana Francesa, com o ministro Marcos Pontes para conhecer um pouco mais o Centro Espacial de Kourou. O nosso objetivo é trazer esse conhecimento para aplicar na nossa Base de Alcântara”, destacou Edilázio.

Para o deputado Gastão Vieira (Pros) o modelo do Centro de Lançamentos de Kouru é viável e pode ser adotato também em Alcântara. “O objetivo desta visita foi conhecer de perto o modelo de exploração que deve ser adotado no Centro de Lançamento de Alcântara. O Centro de Lançamento Kourou já passou, e o CLA vai passar também! Vamos trabalhar com evidências, exemplos… esse é melhor caminho!”, disse Gastão.

O mesmo entendimento é o do senador Weverton Rocha (PDT). “Já na Guiana Francesa, dialogando com autoridades locais sobre a experiência do Centro Espacial de Kourou. Essa troca será muito importante para a construção de um modelo para a Base de Alcântara”, afirmou Weverton.

Também fizeram parte da missão brasileira a Kourou, o vice-governador do Maranhão Carlos Brandão, os deputados Pastor Gyldenemir, Aluíso Mendes e Júnior Lourenço.

Foto: Divulgação

sem comentário »

Braide prestigia Festa do Divino em Alcântara

0comentário

O deputado federal Eduardo Braide (PMN-MA) participou, neste fim de semana do Festejo do Divino em Alcântara – uma das festas mais marcantes e tradicionais do Maranhão.

Braide mais uma vez deu uma grande demonstração de atenção e carinho com as nossas manifestações culturais.

Figura sempre presente nos eventos culturais no Maranhão, o parlamentar recebeu o carinho de todos nas ruas de Alcântara.

“Quem já foi sabe o quanto é emocionante participar do Festejo do Divino em Alcântara. O toque das caixeiras, o simbolismo da corte e a alegria de sempre dos alcantarenses”, disse.

ALém da cultura e religiosidade, Eduardo Braide destacou a importância da culinária que é outra atração do festejo.

“Além de tudo isso, as delícias que a gente só encontra por lá: bolos, doce de espécie, licores e o chocolate que eu ajudei a preparar. Agradeço a companhia dos amigos sargento Leitão e Wendell Lages. Quem ficou com vontade, ainda dá tempo! O festejo vai até o próximo domingo!”, destacou nas redes sociais.

Foto: Divulgação

sem comentário »

Pedro Lucas preside Frente Parlamentar do CLA

0comentário

Por iniciativa do líder do PTB, Pedro Lucas Fernandes (MA), a Câmara dos Deputados vai instalar, nesta quarta-feira (24), a Frente Parlamentar para Modernização do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O evento ocorrerá no Salão Nobre, às 15 horas.

Pedro Lucas Fernandes irá presidir a frente, que conta com a adesão de 200 deputados e 2 senadores.

Um dos objetivos do grupo é apoiar, incentivar e defender, no Congresso Nacional, as proposições e ações em favor da modernização do CLA.

A frente também vai servir de ponte entre o Parlamento e entidades ligadas ao setor de tecnologia aeroespacial, e buscará a implementação de projetos relativos à engenharia aeroespacial.

Ainda irá acompanhar a tramitação de matérias no Congresso Nacional de interesse da instituição, entre outras atribuições.

FAB – O CLA atua no desenvolvimento de tecnologias e em missões de lançamentos espaciais, sendo subordinado à Força Aérea Brasileira (FAB).

O município de Alcântara é considerado o melhor local do mundo para lançar foguetes, porque fica próximo à linha do Equador, o que permite uma economia de combustível de cerca de 30% nos lançamentos.

sem comentário »

Eliziane discute acordo sobre uso da Base de Alcântara

0comentário

A senadora Eliziane Gama (MA), líder do Cidadania, se reuniu, nesta terça-feira (9), com o comando do Ministério da Aeronáutica para conhecer detalhes do acordo firmado entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos para uso da Base de Alcântara no Maranhão.

Na ocasião, a senadora destacou a preocupação com as comunidades locais e enfatizou que acordos firmados no passado trouxeram prejuízos às famílias envolvidas.

“Não somos contrários ao acordo, mas todos aqui têm que se preocupar com as 790 famílias que serão diretamente atingidas”, destacou Eliziane.

A senadora é autora do requerimento que levou ao Senado o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, para explicar o acordo.

A reunião contou com a presença da bancada da Câmara dos Deputados e com o senador Weverton Rocha.

Foto: Divulgação

sem comentário »

A luta de Eliziane Gama em defesa de Alcântara

2comentários

Há algumas semanas, a senadora Eliziane Gama (Cidadania/MA), conhecida por defender as bandeiras dos maranhenses mais humildes e dos movimentos sociais, tem travado uma árdua batalha em defesa da cidade de Alcântara, cidade localizada a 30 km de São Luís.

Desde que foi assinado um acordo de salvaguarda entre Brasil e Estados Unidos, na última visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) à terra do Tio Sam, sem qualquer consulta às comunidades habitantes de Alcântara, a senadora tem se reunido com diversas entidades, incluindo representantes do governo federal para estudar e avaliar um melhor caminho para um acordo que resulte, sim, em desenvolvimento tecnológico, porém sem, novamente, causar prejuízo às comunidades e ao ecossistema local.

Incansavelmente, Eliziane tem tentado resolver a questão juntos dos demais colegas de bancada e também com os colegas do parlamento da Câmara Federal. Assim, sua mais nova reunião para avaliar o caso foi em conjunto com representantes da Defensoria Publica da União, Yuri Costa, da Federação Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Breno Ribeiro, do Movimento de Atingidos pela Base de Alcântara (MABE), Danilo Serejo, do morado da cidade, Leonardo dos Anjos, e o deputado federal pelo Maranhão, Márcio Jerry (PCdoB).

Eliziane crê que é preciso defender a dignidade das pessoas bem como a moradia das comunidades quilombolas que sempre estiveram morando e preservando Alcântara. É preciso desenvolvimento, claro, mas também a garantia de direitos fundamentais e da soberania nacional. E Eliziane mostra que entende exatamente disto.

Foto: Divulgação

2 comentários »

Gastão defende renda para moradores de Alcântara

0comentário

O deputado federal Gastão Vieira (PROS) acredita que o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara pode trazer benefícios econômicos em vários setores do município. O principal é a possibilidade de melhorar a qualidade de vida das comunidades no entorno da Base de Lançamento. Por isso, ele defende a transferência de renda para todos os moradores e quilombolas de Alcântara.

“Estamos trabalhando para saber como isso seria possível. A princípio seria nos moldes do Bolsa Família, mas tudo depende dos estudos que solicitei à consultoria legislativa da Câmara para formular um projeto. Mas é bom lembrar que tudo depende, primeiramente, da aprovação do Acordo Brasil/Estados Unidos pelo Congresso”, explicou.

O deputado federal Gastão Vieira (PROS) defende a necessidade de o governo brasileiro e do Maranhão priorizem os debates sobre o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas assinado entre Brasil e Estado Unidos. “Acredito que o acordo com os Estados Unidos trarábenefícios para o Maranhão e para Alcântara, mas é preciso que tomemos um posicionamento mais objetivo”. 

Ele alerta que outros estados do Nordeste também estão na disputa. “Não é só o Maranhão que está na disputa, o Ceará e o Rio Grande do Norte também têm potencial para o tipo de operação que os americanos procuram. O nosso diferencial estaria na profundidade do mar no norte do Maranhão. O que permitiria mais segurança nos lançamentos e facilitaria a chegada de equipamentos e insumos em navios”, disse.

Esta semana os deputados vão discutir ainda a extinção da Medida Provisória da Alcântara Cyclone Space. “Somente depois dessa discussão é que poderemos seguir com a análise do Acordo com os Estados Unidos. Precisamos definir como será distribuída a receita com os lançamentos, saber qual a parte dos royalties caberá ao governo federal e ao Maranhão”. 

Gastão Vieira também defende uma discussão sobre a possibilidade de que outros municípios do norte do Maranhão sejam incluídos no repasse de recursos do Acordo. “Pela proximidade com Alcântara, acredito que os municípios de Cedral, Porto Rico e Guimarães também possam sem beneficiados pelo Acordo. Vamos estudar essa possibilidade e, se for possível, daremos encaminhamento ao assunto. Por enquanto, estamos empenhados em fazer esse Acordo sair do papel e somente depois, ver qual a possibilidade real de transformar esses projetos em benefícios para os maranhenses, pois os benefícios para o Programa Espacial Brasileiro são inegáveis”, finalizou.

Foto: Agência Câmara

sem comentário »

Roberto comemora extinção de acordo com a Ucrânia

0comentário

A comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 858/2018 que extingue a empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS) aprovou nesta quarta-feira (27) o relatório preliminar. A empresa de capital brasileiro e ucraniano foi formada por acordo assinado entre os dois países em 2003. O relatório, apresentado pelo deputado Hugo Leal (PSD-RJ), ainda será votado nos Plenários da Câmara e do Senado.

A MP 858/2018 determina que a União suceda a empresa extinta em seus bens, direitos e obrigações contraídos situados em território brasileiro. Também põe fim ao mandato dos conselheiros, devolve a área ocupada pelo empreendimento, localizado no centro de lançamentos de foguetes de Alcântara, ao Comando da Aeronáutica e define o inventário para apurar gestão de passivos e ativos da empresa, como forma de favorecer um acerto de contas transparente com a Ucrânia.

Ao justificar a extinção da ACS, o governo brasileiro alega a ocorrência de “desequilíbrio na equação tecnológico-comercial” que justificou a constituição da parceria com a Ucrânia, a partir de 2003. Declara ainda que a Ucrânia, “esgotadas as tentativas brasileiras de distrato amigável, tem oferecido sucessivas resistências para a realização de Assembleia Geral com o objetivo de deliberar sobre a dissolução e a liquidação” da empresa.

O governo brasileiro alega ainda que a manutenção e a estrutura da ACS, “tendo em vista a magnitude dos recursos financeiros envolvidos, tende a gerar, com o passar do tempo, impactos negativos no Orçamento da União”. O governo detalha que o Brasil aportou, ao longo do empreendimento, a quantia de R$ 483,8 milhões, devendo ser este o valor a constar como volume de recursos fiscalizados, embora o capital social da ACS tenha chegado a US$ 1 bilhão, na assembleia geral realizada em maio de 2013.

Ambiente de negócios

Presidente da comissão mista, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) saudou a aprovação do relatório e disse que a cooperação entre Brasil e Ucrânia não trouxe nenhum ganho, mas um “prejuízo bilionário” ao país e ao Maranhão.

Roberto Rocha defendeu ainda a criação de ambientes favoráveis a bons negócios em Alcântara, no litoral maranhense, como forma de favorecer “a exploração econômica da riqueza, e não a exploração política da pobreza”. Ele também destacou as vantagens decorrentes do posicionamento geográfico do centro de lançamentos de Alcântara.

A ilha de São Luís tem o melhor porto das Américas. Alcântara está a dois graus abaixo da linha do Equador, o que gera economia de 30% de combustível. O Cabo Canaveral, na Flórida, está a 25 graus acima da linha do Equador. Quanto menos combustível for gasto, haverá mais espaço no foguete para o transporte de equipamentos usados em pesquisas científicas”, destacou.

Foto: Divulgação

sem comentário »

Maranhão, centro espacial do mundo

0comentário

Por José Sarney

A viagem do Presidente Bolsonaro aos Estados Unidos consolidou o nosso sonho de ver Alcântara como um dos grandes centros espaciais do mundo.

Quando, em 1980, iniciaram-se os estudos para a Missão Espacial Completa Brasileira, criada em 1979, eles incluíam a localização de nova base de lançamentos de foguetes, satélites e monitoramento de naves espaciais. Era Ministro da Aeronáutica Délio Jardim de Matos, meu amigo, que me disse que Alcântara, no Maranhão, estava entre os possíveis locais. Suas condições técnicas eram imbatíveis. Mais tarde o Brigadeiro Délio me procurou para dizer que tinha batido o martelo e Alcântara tinha sido escolhida.

Em 1º de março de 1983 foi criado formalmente o Centro de Lançamento de Alcântara. Era a vitória da nossa batalha. Devemos fazer justiça ao Governador João Castello, que ofereceu todo o apoio do Estado para sua construção.

Presidente da República, pude efetivar o esforço de implantação, e, em 21 de fevereiro de 1990, num dos meus últimos atos de governo, inaugurar as instalações do seu centro de operações e assistir ao lançamento de um foguete meteorológico. Foi com orgulho que apertei o botão para que subisse em céus do Maranhão. Destinei, como Presidente, os maiores recursos de nossa História ao nosso sonho espacial.

Alcântara foi escolhida. Na minha cabeça eu já via o Maranhão tendo um ITA e rivalizando com Cabo Canaveral e Kourou. Daí em diante, só tivemos decepções.

Em minha visita oficial à China, em 1988, fizemos um convênio de cooperação es­pacial, no qual estava previsto um programa de lançamentos conjuntos: os chineses lançariam um foguete em Alcântara e nós, um satélite em seu similar, o deserto de Gobi. Infelizmente, no Brasil, um governo não dá continuidade ao que o outro fez, e Alcântara ficou no esquecimento. Depois, com lágrimas e lamento, fui enterrar os corpos das vítimas da explosão do foguete brasileiro VLS-1 V03, cujo fracasso enterrou o sonho nacional de um programa próprio do CTA. Com Lula, demos um suspiro tentando um acordo com a Ucrânia, que foi uma perda de tempo e um fracasso completo.

Alcântara renasce agora, com o acordo firmado com os Estados Unidos, e vamos retomar o sonho de lançar foguetes, satélites e participar da aventura espacial do mundo. Ficar contra esse acordo seria um crime contra o Brasil, que não teve, e não tem, recursos para realizar esse sonho. Esse acordo nos dá a oportunidade de sermos referência mundial de tecnologia de ponta e de a nossa juventude entrar na modernidade.

Saudemos a ressurreição de Alcântara. Ela pode ser um grande passo para aumentar o patamar de desenvolvimento do Maranhão e participarmos do Futuro.

sem comentário »