Tudo começa na falta de investimento na base

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Entra ano e sai ano e falamos a mesma coisa dos nossos times de futebol. e mais uma vez vamos falar da falta de interesse e investimento na base.

Na prática, a impressão que temos é que nossas equipes, principalmente Sampaio, Moto, Maranhão e Imperatriz são equipes ricas e que não tem qualquer dificuldade financeira.

Reclamam a falta de patrocínio, mas gastam aquilo que não tem com a importação de uma enxurrada de jogadores. E sabe porque isto acontece? Exatamente porque não possuem trabalho de fato na base.

E digo que nossas equipes não tem trabalho de base porque trabalho na base é bem diferente do “arranjo” que é feito por aqui na maioria das equipes, principalmente nessas equipes tidas como “grandes” no Maranhão.

Nossas equipes saem por ai buscando um ou outro atleta e monta uma equipe na base em cima da hora disputar uma competição nas diversas faixas etárias. O treinador de fora, quando chega descarta logo a prata da casa e por ai vai.

O resultado de tudo isso podemos ver na Copa São Paulo que é a principal competição de futebol da base no país. Nenhuma das nossas principais equipes estarão lá. E sabe porque isso acontece? Exatamente porque elas não possuem trabalho sério na base.

Nossos clubes precisam profissionalizar as ações na base, criar ou fortalecer as suas escolinhas. Precisam montar uma comissão técnica permanente que trabalhe na formação de atletas a base e consequentemente para a equipe principal.

Identificado o atleta com potencial na base, o clube deve investir nele da mesma forma como acontece nas grandes equipes.

Dessa forma, além de aproveitar o excelente material humano que o Maranhão possui, nossas equipes de fato começarão a gastar menos e a gastar certo.

Sem isso não vejo como o nosso futebol voltar aos seus grandes momentos.

Foto: Site do Sampaio

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Sampaio erra ao não priorizar a sua base

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O Sampaio está anunciando a contratação do meia Marcelinho, de 19 anos, que vem do América-RN. O jogador foi indicado ao clube pelo técnico Francisco Diá.

A contratação desse jogador mostra o total descaso do Sampaio a suas divisões de base. Não estou dizendo que não se trata de um bom jogador, mas que é uma mancada grande do clube não tenho a menor dúvida.

Todos nós sabemos que o Maranhão é um celeiro de bons atletas e que muitos clubes do país levam nossos jogadores de forma gratuita.

Enquanto isso, o Sampaio vai buscar um jogador do América-RN para projetá-lo. E porque não olhar para a sua base e projetar os seus próprios jogadores. O Sampaio até pode e deve “monitorar” o Marcelinho do América-RN, mas deve olhar e buscar os milhares de Marcelinhos que existem no futebol do Maranhão.

Enquanto nossos clubes, principalmente o Sampaio não tiverem um olhar para as suas divisões de base, vamos ver as equipes gastando os recursos que já são poucos. Aos que parece, o S00ampaio vê “negócios” futuro ao trazer o jogador.

É necessário que as nossas equipes olhem mais e valorizem mais a prata de casa, pois temos bons valores e não precisamos buscar nenhuma “promessa” lá fora.

Foto: Fabiano de Oliveira/GloboEsporte.com

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MPF vai investigar acordo com os EUA

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O Ministério Público Federal (MPF/MA) reuniu-se com representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Alcântara (STTR), do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe), vereadores do município e lideranças quilombolas para tratar sobre suposto acordo entre Brasil e Estados Unidos que levaria à ampliação da área do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). O encontro ocorreu em 7 de julho.

Na ocasião, os representantes informaram que as comunidades quilombolas não foram ouvidas sobre a possibilidade de expansão da base aeroespacial (conforme prevê a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho). Apesar de não possuírem informações concretas sobre o suposto acordo, relataram que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, esteve no município em maio deste ano, onde teria tratado do projeto expansionista no local.

“É de conhecimento dos representantes que os EUA cogitam utilizar uma área de aproximadamente 12.000 ha, na área litorânea do município, em evidente prejuízo às atividades de pesca e ao direito de acesso ao mar das comunidades afetadas. Além disso, a expansão da área traria notáveis prejuízos ao trânsito de pessoas e às áreas de roçado na região”, disse o procurador da República Hilton Araújo de Melo.

Também foi denunciado que as condicionantes estabelecidas ao tempo da instalação da base nunca foram cumpridas, especialmente no que diz respeito ao pagamento das indenizações. Algumas das lideranças presentes afirmaram, ainda, que o empreendimento não possui licenciamento ambiental. Na oportunidade, foi pedido celeridade na conclusão do processo administrativo de titulação da área aos quilombolas, que está parado na câmara de conciliação e arbitragem federal, na Advocacia-Geral da União.

Encaminhamentos – O MPF/MA vai requisitar informações junto ao Ministério da Defesa, à Agência Espacial Brasileira e à Diretoria do CLA sobre o suposto acordo que prevê a expansão da base aérea de Alcântara e pedirá vista da ação civil pública que trata do processo de titulação da área em benefício das comunidades quilombolas de Alcântara. Também será verificado se há no MPF/MA procedimento que investiga suposta ausência de licenciamento ambiental para o empreendimento da base aérea de Alcântara.

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