Apatia

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Desde o fim do mês de março notícias e críticas às nomeações de capelães no sistema de Segurança do governo de Flávio Dino vêm sendo difundidas. No início do mês passado – logo no dia 2 -, a nomeação de 50 pastores evangélicos, principalmente, ganhou as pautas da imprensa nacional.

Depois disso, vieram representações acusando o governador do Maranhão de abuso de poder político e religioso. Isso ocorreu no fim de março.

Até agora, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) pediu apenas explicações a Flávio Dino sobre as nomeações.

Sem obstáculos maiores, o governador e seus aliados religiosos se mantêm firmes no propósito que levou à criação de mais de 40 cargos de capelão para o sistema de segurança. O fato mais recente a respeito foi de um culto (com a presença de aliados do governador) sendo conduzido pelo líder do Ministério Apostólico Ágape para as Nações.

Nesse culto, o capelão dos bombeiros louvou o nome de Flávio Dino. “Nós queremos orar pelo governador. Esse governador que o Maranhão levantou e que nós lutamos – eu, o Porto, o Edivaldo e o nosso nome está escrito na história – para ver um Maranhão melhor”, disse o pastor.

E assim, Dino e seus aliados de todas as ordens seguem com práticas de autofavorecimento que podem deixar o processo eleitoral desequilibrado.

Parecer

Lembrando que o uso do poder religioso já foi usado para mostrar que há crime eleitoral em parecer do irmão do governador Flávio Dino, o procurador eleitoral, Nicolao Dino.

Em 2014, Nicolao defendeu a inelegibilidade do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, quando este se candidatou ao governo carioca.

“A liberdade religiosa não permite que lideranças clericais comprometam a normalidade e a legitimidade das eleições, notadamente quando buscam amparo na autoridade espiritual para subjugar fiéis”, disse Nicolao Dino em seu parecer.

Estado Maior

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Era melhor que Flávio Dino continuasse calado…

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Sem ter como explicar a imoral nomeação de 36 capelães no seu governo, o governador Flávio Dino, para variar, tentou distorcer os fatos, responsabilizar os outros e fazer comparações absurdas.

Na rede social, Flávio Dino chegou a comparar a importância de hospitais e restaurantes populares com a nomeação exagerada de capelães, já que na gestão comunista o número de capelães saltou de 14 para 50, ou seja, quase quadruplicou.

O exagero foi tanto que fez com que os estados que mais se “aproximam” do Maranhão possuem 10 vezes menos o número de capelães da gestão comunista. Sendo que em boa parte dos estados nem mais existe a figura do capelão.

Por conta desse exagero, que ganhou repercussão nacional, o Ministério Público Eleitoral quer uma explicação, afinal existe a desconfiança de que a criação de mais 36 cargos de capelães seja uma estratégia política do governador para atrair o apoio de religiosos para sua reeleição. E, em assim sendo, poderá se configurar como abuso do poder político.

Só que diante de todo esse escândalo, Flávio Dino optou por tergiversar ao invés de explicar, mas se preferiu não fazer publicamente, será obrigado a fazer ao MPE, por bem ou por mal.

É aguardar e conferir.

Blog do Jorge Aragão

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Outras igrejas

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Apesar de o foco estar sendo todo na Assembleia de Deus – que tem a maior parte dos indicados e está mais na linha de frente do debate político – o excesso de capelães promovidos pelo governador Flávio Dino (PCdoB) no sistema de Segurança envolve outras denominações evangélicas, e a igreja católica.

Denominações como a Igreja Batista do Angelim, de cunho pentecostal, e a Presbiteriana, do ramo das igrejas históricas, também indicaram capelães religiosos a Flávio Dino.

De todas as denominações religiosas mais tradicionais, não se tem conhecimento apenas de membros da Igreja Batista indicado para compor o quadro de “conselheiros espirituais” nas forças policiais durante o governo comunista. Aliás, é da Batista que vem a única manifestação oficial contra o que ficou convencionado na imprensa como “farra dos capelães”.

O presidente da Ordem dos Pastores Batista (OPB), pastor Elizeu Fernandes, manifestou-se publicamente contra a indicação de capelães sem concurso público e criticou duramente o excesso promovido por Flávio Dino.

“Essa prática vem trazendo prejuízos à imagem dos evangélicos, porque se entende como uma mistura das práticas religiosas com a política”, disse o reverendo Fernandes.

No foco do debate sobre o tema, as lideranças da Assembleia de Deus não se posicionaram.

Capelania – Soa como pura falta do que dizer a tentativa do governo comunista de acusar aqueles que questionam a nomeação excessiva de capelães de estarem agindo contra os evangélicos.

Em primeiro lugar, líderes religiosos que agem de forma questionável, por interesses pessoais e políticos, não podem ser apontados como representantes da massa evangélica. Logo, questioná-los, em absoluto refere-se à essência do segmento religioso ou da denominação a qual pertencem.

Segundo: em nenhum momento a imprensa livre ou membros da oposição agiram contra os evangélicos, pelo contrário. Agiram em favor da capelania séria e da premissa moral de que representantes religiosos devem estar isentos da manipulação política.

Estado Maior

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Pastores e parentes

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Uma estranha coincidência marca as nomeações de capelães da Polícia Militar no governo Flávio Dino (PCdoB) e caracteriza ainda mais o crime eleitoral promovido pelo comunista.

A maioria dos 50 capelães que chegaram à PM/MA – e também aos demais órgãos do sistema de Segurança Pública – é formada por pastores da igreja Assembleia de Deus ou parentes deles, nomeados em postos policiais sem concurso e com altos salários na corporação.

E por trás das nomeações estão lideranças políticas da própria denominação, principalmente, o pastor Luiz Carlos Porto e a deputada federal Eliziane Gama (ambos do PPS). A nomeação generosa de capelães, aliás, foi tentada por iniciativa de Eliziane e Porto também no governo Jackson Lago (PDT), quando o pastor era vice-governador.

Foi nessa época que Jackson Lago foi apresentado às “doçuras” do apoio eleitoral evangélico e criou boa parte dos postos de oficiais PMs entregues a pastores, que fecharam com ele nas eleições de 2006 e seguiram nas eleições municipais de 2008, no apoio ao tucano João Castelo, curiosamente adversário de Flávio Dino naquelas eleições.

Quando Dino assumiu o governo, em 2014, foi levado ao poderoso presidente da AD em São Luís, pastor José Guimarães Coutinho, que se encarregou de “desfazer o mal-entendido” entre os fiéis. Em troca, Coutinho ganhou, de cara, duas vagas de capelão: uma para o próprio filho, Jessé Coutinho, e outra para o fiel escudeiro na área política, o pastor Fábio Leite, até então tido como “roseanista” na igreja. Ambos ganharam a patente de tenentes da PM.

Desde então, outros pastores – ou parentes destes – invadiram o oficialato da PM, dos bombeiros e postos de comando também na Secretaria de Administração Penitenciária. E agora se prepararam para ocupar vagas na estrutura da Polícia Civil.

Estado Maior

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Levantamento aponta discrepância de capelães no MA

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O Maranhão possui o maior número de capelães dentre todos os estados do país. Enquanto nos outros estados o número máximo chega a cinco capelães, o Maranhão tem 50. O levantamento foi feito pela TV Mirante com base nas respostas de todos os estados brasileiros

No 16 estados que responderam, Rio Grande do Norte, Alagoas e Minas Gerais responderam que possuem 5 capelães. O estado populoso do país, São Paulo, informou que não tem nenhum capelão nomeado nas polícias.

Com base na discrepância nos números, uma denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que deu um prazo até o dia 6 de maio para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), responder sobre a nomeação de 36 dos 50 capelães.

De acordo com a denúncia, a nomeação dos 36 capelães ocorreu sem concurso público na Polícia Militar, Bombeiros, Polícia Civil e Sistema Penitenciário do estado. Em alguns casos os salários passam dos 20 mil reais por mês e o motivo seria para obtenção de apoio político-religioso para as eleições.

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MPE quer explicações sobre nomeações de capelães

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) deu um prazo até o dia 6 de maio para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), responder sobre a nomeação de 36 capelães na segurança pública do estado. De acordo com a denúncia feita ao MPE, o governador tem nomeado capelães sem concurso público para obter apoio político-religioso para as eleições.

A denúncia foi motivada pelo número de as nomeações feitas pelo Governo do Estado para os cargos de capelão da Polícia Militar, Bombeiros, Polícia Civil e Sistema Penitenciário. A acusação é de que Flávio Dino estaria abusando de abuso do poder religioso com a captura de diversos líderes religiosos para participar de empreitada política religiosa eleitoral.

O capelão é um tipo de conselheiro espiritual dos agentes da segurança pública. O Maranhão tem 50 capelães, sendo que 36 foram criados sem concurso público no ano passado. Em alguns casos os salários passam dos 20 mil reais por mês.

O documento redigido pelo Partido Republicano Nacional (PRN) diz que o ápice da inconstitucionalidade e ilegalidade é que os cargos públicos só podem ser preenchidos por concurso público, mas estariam sendo escolhidos pelo interesse do governador do estado. Ele estaria fazendo nomeações para qualquer cargo e com remuneração por interesses eleitorais.

Um dos casos é o do coronel Misael Mendes da Rocha, que entrou na Polícia Militar em 2009, como major. Ele foi promovido em 2015 a tenente coronel e, no ano passado, chegou ao posto de coronel capelão com um salário de R$ 21.438 reais, segundo a denúncia. Ainda segundo o documento, ele é filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – que faz parte da base de apoio do governo – e pelo menos outros seis capelães teriam filiação partidária.

Em um vídeo de dezembro do ano passado, o governador Flávio Dino aparece em um discurso na Assembleia de Deus da cidade de Chapadinha destacando a nomeação de pastores da igreja como capelães.

“Quero cumprimentar aqui todos os capelães da Polícia Militar, não só da denominação Assembleia de Deus, mas especialmente da Assembleia de Deus, que são muitos. E quero saudar a pessoa do coronel Misael, que vem a ser o primeiro coronel capelão da história da Polícia Militar”, disse Flávio Dino no discurso.

Outra nomeação que teve destaque na denúncia foi do pastor Felipe Madureira Silva como capelão religioso da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP). Ele é filho do pastor do Rio de Janeiro, Marcos Pereira, que é filiado ao PCdob, segundo o relatório encaminhado à procuradoria.

Policiais de carreira criticaram a forma como as nomeações vem acontecendo. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Elton Neves, diz que, além de serem irregulares, há questões mais urgentes a serem tratadas e que não tem o interesse do governo.

“É tudo muito obscuro. É tudo muito incerto. Apenas se criam os cargos sem ouvir qualquer opinião. É importante o capelão? Não digo que não seja, mas em critério de prioridade talvez fosse importante fazer isso depois de resolver outros problemas mais urgentes, como a falta de policial no estado de modo geral, nas delegacias e unidades policiais”, afirmou.

Já Ideraldo Gomes, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, disse que a categoria precisa dos serviços que normalmente são realizados pelos capelões.

“Quando se precisa, às vezes… o diretor de uma unidade precisa de um culto para os internos e até para os servidores, eles procuram o pessoal que trabalha voluntariamente, que atendem as solicitações das direções”, disse Ideraldo.

A Ordem dos Pastores Batistas também se manifestou sobre as nomeações. O presidente Elizeu Fernandes defende a nomeação por concurso público.

“A nomeação de capelães ou de outro setor da vida pública, o acesso há de ser por concurso. O Ministério Público deve estar atento a essas práticas que vem trazendo prejuízos a imagem dos evangélicos, porque se entende como uma mistura das práticas religiosas com a política”, contou Elizeu.

Por telefone, o pastor Daniel Matos, uma das lideranças da igreja Assembleia de Deus, informou que a igreja não iria dar nenhuma posição sobre o assunto. Ninguém do PTB foi encontrado para comentar o caso e o pastor Felipe Madureira não retornou os contatos.

O Governo do Maranhão disse que o número de cargos criados de capelão da Polícia Militar manteve-se na média das gestões anteriores, totalizando 6 novas vagas. Também informaram que, na Polícia Civil, no Corpo de Bombeiros e no sistema prisional, a criação de cargos de capelania, conforme previsto na constituição federal, atendeu igualmente à necessidade de oferta da assistência a esses servidores, que tiveram seus quadros ampliados na atual gestão em 50%. O Governo também disse que as mudanças de patente efetivadas seguiram, como de praxe, as regras da corporação.

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Estadão mostra farra dos capelães no governo Dino

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A deputada Andrea Murad (PRP) foi quem denunciou a farra dos capelães no governo Flávio Dino em março deste ano, no dia em que mais 10 cargos de capelães foram criados para o quadro da Polícia Civil, somando mais de 50 cargos de capelania, às vésperas das Eleições 2018. Esta semana, o repórter enviado pelo Estado de S. Paulo repercutiu a farra no governo comunista.

“De olho nos votos dos evangélicos, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), tem estreitado as relações com os grupos religiosos do Estado. Nos últimos meses, Dino aumentou de 14 para 50 o número de capelães contratados pelo governo estadual. A maioria dos novos cargos foi entregue a líderes evangélicos, alguns deles filiados a partidos da base de Dino”, escreveu Ricardo Galhardo em texto publicado no portal do Estadão.

Na época, a parlamentar destacou a ação protocolada pelo PRP que denunciou ao Ministério Público Eleitoral a distribuição de cargos para lideranças políticas ligadas a igrejas evangélicas.

“São pastores do PDT, PP, PTB, PPS, DEM, PSC, PR. Gente que trabalhou em campanha eleitoral de Flávio Dino, nomeados capelães para se reafirmar um compromisso político e sair garimpando votos dos fiéis pelo Maranhão afora. Lideranças religiosas que detêm também espaço na mídia e influência no maior número de eleitores. Por que não fazer concurso público? Não, Flávio Dino está loteando mais uma vez seu governo com lideranças religiosas em troca de votos este ano. Isso é abuso de poder, com a captura de diversos líderes, evangélicos, católicos, para a empreitada político-religiosa-eleitoral”, fatos denunciados por Andrea e também repercutidos pelo Estadão.

Foto: Nestor Bezerra

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MPE precisa conter farra de capelães, diz Andrea

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Durante a discussão do Projeto de Lei 365/2017 que trata da organização da Polícia Civil e também cria novos cargos de capelães, a deputada Andrea Murad criticou a farra do governador Flávio Dino com a criação de mais vagas e a nomeação de lideranças religiosas, filiadas a partidos políticos, em troca de votos dos fiéis para estas eleições.

A líder do Bloco de Oposição destacou que o Ministério Público Eleitoral recebeu a denúncia de autoria do Partido Republicado Progressista (PRP) que revela os cargos sendo preenchidos por pastores membros do PDT, PP, PTB, PPS, DEM, PSC e PR.

“O Ministério Público Eleitoral precisa conter a farra comunista com cargos de capelães. E mais uma vez, usando a estrutura da Polícia Civil, Flávio Dino age de completa má fé, abuso de poder e político, desviando a finalidade do cargo de capelão com único objetivo de angariar votos. À beira das eleições de outubro nomeia lideranças de igrejas, inclusive muitos são filiados a partidos políticos, para assumirem cargos de capelania junto ao governo Flávio Dino. O que é isso?? São pastores do PDT, PP, PTB, PPS, DEM, PSC, PR. Gente que trabalhou em campanha eleitoral de Flávio Dino, nomeados capelães para se reafirmar um compromisso político e sair garimpando votos dos fiéis pelo maranhão afora. Lideranças religiosas que detêm também espaço na mídia e influência no maior número de eleitores”, discursou.

Nesta quinta-feira (22), mais 10 cargos foram criados através do PL 365/2017, enviado pelo governo Flávio Dino e aprovado pela bancada governista da Assembleia Legislativa. A pauta foi fortemente criticada pela categoria que acompanhava a Sessão Plenária e por vários parlamentares contrários ao projeto.

Para a deputada Andrea Murad, além da proposição desfavorecer a classe policial em vários itens e contribuir para cooptação de votos através de religiosos alinhados ao projeto de reeleição do comunista, não existem critérios técnicos para nomeação do cargo, apenas políticos.

“Por que não fazer concurso público? Não, Flávio Dino está loteando mais uma vez seu governo com lideranças religiosas em troca de votos este ano. Isso é abuso de poder religioso, com a captura de diversos líderes, evangélicos, católicos, para a empreitada político-religiosa-eleitoral. Durante evento religioso ano passado o próprio Flávio Dino, sem respeito algum às leis, comete abusos atrás de abusos eleitorais, ele mesmo confessa a utilização desse espaço como moeda de troca política. Se realmente tivesse boas intenções em ampliar com qualidade o serviço de capelania em nosso estado, seriam observados critérios objetivos, com isonomia, para nomear tais pessoas. Mas os critérios de Flávio Dino são: qual o partido político? Quantos fiéis tem a igreja do pastor ou do padre?  Vai trabalhar na campanha este ano? Quem está indicando o pastor? Onde vai ajoelhar, tomar a ceia ou a hóstia? Esse religioso possui meios de comunicação, tem influência? Tá na mídia? Quantos seguidores? Esses são os critérios do governador na hora de nomear um capelão”, destacou Andrea.

Foto: Nestor Bezerra

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PRP representará contra Flávio Dino

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Por Ricardo Murad

Queridos maranhenses, estimados padres, pastores, religiosos de todas as igrejas e credos,

É impossível guardar silêncio quando vemos o Maranhão se afundar numa administração desastrada. Sobretudo, se o que nos move é a crença naquilo que acreditamos ser o melhor para o Maranhão. Minhas ações, durante toda a minha vida pública, foram baseadas na verdade e na sinceridade. Quem me conhece mais de perto sabe disso.

As loucuras de Flávio Dino ultrapassaram todos os limites. A busca pela reeleição faz com que ele transgrida as leis e os valores, nada o detém. Só que agora ele se superou. Se na história política do Maranhão já se viu de tudo, com ele, estamos assistindo coisas inimagináveis.

Imaginem um louco, num carro desgovernado e sem freios, numa ladeira, e verão Flávio Dino à frente da máquina pública. O déficit primário apurado pelo Tesouro Nacional já alcança R$ 1,1 bilhão e o IBGE constatou o aumento da pobreza em todo o Estado. Não satisfeito, saqueou os cofres do Fundo de Previdência, que garante o pagamento das aposentadorias dos funcionários do Estado. E tudo porque não admite perder o poder sob nenhuma hipótese.

Agora, no ápice do delírio, criou dezenas de CARGOS COMISSIONADOS para nomear pessoas estranhas aos quadros das polícias civil, militar e do Corpo de Bombeiros para ocupar postos de CAPELÃES.

Sem concurso público, pessoas estranhas à carreira militar e policial, como padres e pastores, serão nomeadas nas patentes de coronel, tenente-coronel, major, tenente, para prestar, segundo Flávio Dino, assistência religiosa aos integrantes do sistema de segurança estadual e aos presos do sistema de Administração Penitenciária.

Será que se lembrou dos espíritas, dos budistas, dos umbandistas? Conheço e sei de centenas e centenas de padres e pastores que se dedicam aos presos, enfermos, dependentes de drogas, pessoas com problemas mentais, sem receber nada em troca por todo o Maranhão. Por que não as nomear também? Fazem isso como profissão de fé, de graça, como parte de suas atividades religiosa e espiritual.

Agora, sem concurso, sem cumprir anos de interstícios para promoção, iremos ter padre nomeado como coronel da PM, ganhando mais de R$ 16.000,00 por mês, usando farda ao invés de batina; pastor tenente-coronel dos Bombeiros, fardado, sem o tradicional terno e gravata, ganhando mais de R$ 14.000,00 por mês, todos estranhos aos seus quadros, escolhidos a dedo pelo governador, filiados aos partidos políticos que o apoiam.

Essa insanidade está comprovada num discurso de Flávio Dino, repleto de crimes eleitorais, que publico abaixo para análise e providências do Ministério Público:

“… saudar o Pastor Cavalcanti, que preside a convenção no sul do Maranhão, na região Tocantina; quero cumprimentar, muito especialmente, meu fraterno amigo, pastor Coutinho que sempre me recebe no seu templo central em São Luís; QUERO CUMPRIMENTAR AQUI TODOS OS CAPELÃES DA POLÍCIA MILITAR, NÃO SÓ DA DENOMINAÇÃO DA ASSEMBLEIA DE DEUS, MAS EM ESPECIALMENTE OS DA ASSEMBLEIA DE DEUS, SÃO MUITOS; QUERO SAUDAR NA PESSOA DO CORONEL MISAEL, QUE VEM A SER O PRIMEIRO CORONEL CAPELÃO DA HISTÓRIA DA POLÍCIA MILITAR DO MARANHÃO; E SÓ HÁ UM, E EU ESCOLHI QUE FOSSE O DA ASSEMBLEIA DE DEUS, QUE É O CORONEL MISAEL; E NA SUA PESSOA, CLARO, CUMPRIMENTO TODOS OS SEUS COMANDADOS QUE AQUI ESTÃO; ABAIXO DE DEUS E DO GOVERNADOR, O CORONEL MISAEL QUE É O CHEFE DA CAPELANIA DA POLÍCIA MILITAR DO NOSSO ESTADO; Quero saudar muito especialmente aqueles que me acompanham nesse importante evento; cumprimentar o Gilderemi, que tá ali, meu amigo, FEZ A MINHA CAMPANHA 2014 DOENTE, SOB MUITO GRAVE; NOSSA AMIGA ELIZIANE PEDIU E ELE ATENDEU E CHEGOU PÁLIDO, MAGRINHO EU DISSE ESSE HOMEM NÃO VAI DAR CONTA DE FAZER CAMPANHA, MAS A FÉ É REALMENTE PODEROSA; ELE DEU CONTA DE FAZER CAMPANHA E HOJE ELE TÁ AÍ CORADO E FORTE, PRONTO PRA OUTRA CAMPANHA…E ESSA É A PRÁTICA DO NOSSO GOVERNO; A PRÁTICA DO NOSSO GOVERNO TEM SIDO ASSIM; E POR ISSO EU ESTOU AQUI; EU ESTOU AQUI PORQUE NÓS GARANTIMOS UM PRINCÍPIO MUITO ESPECIAL, O PRINCÍPIO DO ESTADO LAICO; O ESTADO LAICO NÃO É O ESTADO ANTIREGILIOSO; HÁ ÀS VEZES UMA CONFUSÃO EM RELAÇÃO A ISTO; O ESTADO LAICO É AQUELE ESTADO CUJO GOVERNANTE NÃO PROTEGE UMA IGREJA EM PARTICULAR; É O QUE LEI MANDA, A CONSTITUIÇÃO MANDA; PORÉM, O ESTADO LAICO, PARA SER LAICO DE VERDADE, ABRANGE, ACOLHE E ESTIMULA TODAS AS IGREJAS; E ISSO NÓS TEMOS FEITO; QUANDO EU CHEGUEI AO GOVERNO, PASTOR PEDRO OTIL, OS CAPELÃES ERAM APENAS 14 (QUATORZE), HOJE SÃO 50 (CINQUENTA). E NÓS VAMOS CRIAR, ANUNCIO AQUI, EM PRIMEIRA MÃO, PASTOR PORTO TEM CONDUZIDO ISSO, DEPUTADA ELIZIANE, DEPUTADO LEVI, VAMOS MANDAR PARA ASSEMBLEIA, VAMOS CRIAR MAIS 10 (DEZ VAGAS), POR QUE EU CRIEI AS VAGAS DOS BOMBEIROS, TÁ ALI O PASTOR CAETANO, QUE É O CUIDA DOS INCÊNDIOS, TAMBÉM FÍSICOS E DOS INCÊNDIOS ESPIRITUAIS, COMO MAJOR CAPELÃO DO CORPO DE BOMBEIROS, E OUTROS, ACHO QUE O SANDRO TAMBÉM COMPÕE O CORPO DE CAPELÃES QUE NÓS CRIAMOS; NÓS CRIAMOS O DO CORPO DE BOMBEIRO, NÓS CRIAMOS DA PENITENCIÁRIA, MAS FALTOU O DA POLÍCIA CIVIL. E OS POLICIAIS ME PROCURARAM, GOVERNADOR O SENHOR CRIOU, AMPLIOU PARA POLÍCIA MILITAR, PORQUE QUE NÓS AMPLIAMOS PASTOR RAPOSO, PORQUE NÓS AUMENTAMOS O NÚMERO DE POLICIAIS, NÓS AUMENTAMOS O TRABALHO PASTORAL, ENTÃO NÓS TEMOS QUE POR ISSO AUMENTAR O NÚMERO DE CAPELÃES; CRIAMOS DO BOMBEIROS, CRIAMOS DA PENINTENCIÁRIA, E AÍ PASTOR CAVALCANTI ELES DISSERAM: E A POLÍCIA CIVIL? ENTÃO NÓS VAMOS CRIAR 10 (DEZ) VAGAS DE CAPELÃES PARA POLÍCIA CIVIL.”

O PRP fará uma representação junto ao Ministério Público Eleitoral e Estadual contra Flávio Dino por mais esse abuso. Todos querem e exigem eleições limpas, uma administração proba, vença quem vencer, desde que através do voto livre das pessoas. Useiro e vezeiro em programas e ações com objetivo de cooptar votos, comprar políticos e seus partidos, desta vez Flávio Dino se superou. Perdeu a noção da decência e da realidade.

Um governo decente, eficiente e ciente dos seus deveres para com as pessoas fragilizadas, deve ter programas institucionais junto às entidades religiosas para incentivá-las financeiramente a fim de auxiliar o Estado a prestar assistência que lhes dê conforto e dignidade. Jamais beneficiando líderes religiosos dessa forma, apenas para buscar votos, vincular religiosos a um partido político em detrimento da fé e do apoio aos milhares que realmente necessitam de amparo para prestar bons serviços às pessoas que precisam de apoio espiritual.

Se as polícias civil e militar, o Corpo de Bombeiros e a Administração Penitenciária precisam de capelães em seus quadros só há um meio, concurso público. O resto é política e não pode ser aceito.

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