Após turbulência, jogadores do Moto voltam a treinar

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Após o início de semana com muita turbulência e que culminou com greve de jogadores, saída de treinador, jogador e demissão do diretor de futebol, o Moto retorna aos treinamentos na manhã de hoje, no CT do Paranã. O dia será de treinamento integral, pois à tarde haverá outro treinamento no Nhozinho Santos.

Será o primeiro treinamento comandado pelo  novo técnico Luis Miguel e enfim, o início da preparação para a partida decisiva contra o Altos-PI, no domingo, às 15h45, pelo Campeonato Brasileiro Série D.

Os jogadores decidiram retornar aos treinos depois que a diretoria pagou o salário do mês de fevereiro. Ainda estão abertos os meses de março e abril.

Em meio a essa grave crise financeira, o meia Doda pediu para deixar o clube. O atacante Val Barreto, apesar das especulações sobre uma possível transferência para o Imperatriz permanece no clube. “Vou ficar no Moto mesmo só estou me recuperando de uma lesão”, disse o atacante.

Os jogadores contratados na semana passada Márcio Diogo, Dener e Maicon Talhetti ainda não foram registrados. Até o técnico Luis Miguel terá que ser regularizado, mas neste caso, o Moto não terá que pagar taxa de inscrição.

A venda de ingressos para a partida de domingo será iniciada hoje na sede do Sócio torcedor e postos autorizados. A cadeira coberta custará R$ 40 e as arquibancadas R$ 20.

Apesar de tudo, o Moto é lifer do grupo A5 com 6 pontos ganhos e 100% de aproveitamento e em caso de vitória ficará muito perto da classificação para o primeiro mata-mata da Série D.

Foto: João Ricardo

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MA está no azul, mas pede ajuda ao governo

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PalaciodosLeoes

O G1 publica hoje um especial sobre a crise nos estados brasileiros. No raio-x da crise, 19 esatdos e o Distrito Federal estão com as contas no vermelho. O Maranhão está no azul, mas pediu ajuda ao governo federal.

Apesar da crise econômica que se instalou no Brasil nos últimos meses, o governo do Maranhão afirma que as contas do estado estão em dia. O estado tem superávit primário de R$ 438 milhões no primeiro semestre deste ano, quase o mesmo valor registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados do Siconfi/Tesouro. Mesmo assim, o estado foi um dos signatários de uma carta enviada ao governo federal em setembro relatando calamidade financeira e pedindo ajuda à União.

Segundo a assessoria do governo, o estado não cortou investimentos ou atrasou salários este ano. O atraso em algumas obras no território maranhense foi decorrente de fatores jurídicos e também técnicos.

O governo do Maranhão revela que há alguns atrasos no pagamento de fornecedores derivados do alto volume do restante a pagar que foi recebido da administração anterior.

Governo não comenta

O G1 enviou um email à Secretaria de Comunicação e Articulação Política com algumas questões relativas às finanças do estado, mas o governo do estado não respondeu.

Oposição em alerta

De acordo com a deputada Andrea Murad (PMDB), que faz parte da Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa do Maranhão, a crise financeira pode causar reflexos no Maranhão.

“A situação do Maranhão não é tão agradável como ele (Flávio Dino) diz. Na peça (orçamentária) está tudo ótimo, mas se nós deputados não tivermos cautela a tendência é o estado virar um Rio Grande do Sul. Todo dia é um empréstimo que chega a Assembleia Legislativa e as dividas vão aumentando. A tendência é o estado parar” revelou.

“Está enxuto”

Na análise do deputado estadual Adriano Sarney (PV), que também é membro da Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa do Maranhão, o estado não corre o risco de vivenciar uma crise como acontece com outras unidades federativas do país como o Rio de Janeiro. Segundo ele, apenas um erro na Lei de Responsabilidade Fiscal poderia reverter esse quadro.

“Apesar da crise, as contas do Maranhão estão em ordem. De 2014 a 2015, a ex-governadora deixou as contas bem abaixo do limite orçamentário permitido e a atual gestão aumentou as receitas tributárias, aumentando a receita total. Está enxuto. Não vejo possibilidade de o estado viver uma crise, a não ser que o governador cometa algum erro na Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, que haja aumento desordenado de despesas” destacou.

O deputado enumerou razões que autenticam seu diagnóstico, destacando o recebimento de R$ 285 milhões, recurso advindo do pagamento de imposto de renda referente à regularização de bens e ativos no exterior – a repatriação de recursos.

“O Maranhão vai receber o segundo maior volume de recursos de repatriação e estes recursos que vão para o Tesouro Estadual. Além disso, existem recursos do BNDS de R$ 2 bilhões prontos para serem investidos. Tem dois empréstimos de mais ou menos R$ 200 milhões, um de um banco internacional e outro da Caixa Econômica Federal para mobilidade urbana. Amanhã deve chegar autorização de mais um empréstimo de milhões, mas ainda preciso confirmar essa informação”, afirmou o deputado.

Foto: Jonas Alves Júnior / VC no G1

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Prefeitos realizarão ato contra crise financeira

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prefeitos

Prefeitos e prefeitas de várias regiões do Estado realizarão, nesta terça-feira (22), ato público que visa chamar a atenção da sociedade para a situação de crise financeira vivida pelos municípios maranhenses.

A mobilização inédita acontece a partir das 8h na BR – 135 (próximo a Ponte do Estreito dos Mosquitos), rodovia federal que dá acesso a capital São Luís.

Neste dia, Prefeituras do Maranhão deverão fechar as portas – somente os serviços essenciais irão funcionar – também como forma de protestar contra a crise financeira que está penalizando as cidades.

Informações da Secretaria do Tesouro Nacional revelam que as Prefeituras maranhenses irão encerrar o ano com uma perda de aproximadamente R$ 195 milhões de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), repassado pelo Governo Federal.

Só para ser uma ideia, no primeiro decênio do FPM deste mês de dezembro foi registrado déficit de 25,17% nos repasses em relação ao mesmo mês de 2014. Para janeiro de 2016, é esperado forte impacto negativo de 17,2%.

Durante o ato, os gestores irão apresentar dados que mostram as dificuldades pelas quais as administrações municipais estão passando para manter os serviços públicos em dias e executar novos.

Além da queda constante de recursos do FPM, prefeitos e prefeitas deverão abordar outros assuntos que, de acordo com eles, estão dificultando as gestões, dentre eles o subfinanciamento dos programas federais e judicialização das administrações municipais.

Foto: Divulgação/Famem

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Coroatá adotará medidas para combater crise

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TeresaMuradA prefeita de Coroatá, Teresa Murad, vai reunir o secretariado nesta quinta-feira (17), para anunciar as medidas que serão adotadas por causa da crise financeira do município, provocada pelo caos econômico que se instalou no país.

A decisão foi tomada após reunião com os técnicos da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão que demonstraram a crítica situação da receita que poderá comprometer até os serviços essenciais se medidas de contenção de despesas não forem tomadas imediatamente.

A prefeita disse que não há perspectiva de melhora na arrecadação para o próximo ano, muito pelo contrário, a projeção é de piora da crise econômica agravada pela crise política que se instalou no Brasil com o processo de impeachment que sofre a presidente da República, Dilma Rousseff.

“As prefeituras de todo o país estão para fechar as portas, com seus prefeitos e prefeitas desesperados sem ter condições de manter os serviços funcionando e o funcionalismo recebendo salários. A mesma coisa está acontecendo com os governos estaduais, muitos em situação de falência sem condições de manter a máquina pública em atividade. O governador do Rio de Janeiro, o segundo estado mais rico do Brasil, anunciou redução no próprio salário para demonstrar a gravidade da crise econômica que o país enfrenta”, explicou a prefeita de Coroatá.

Nos últimos dois meses, o município enfrentou dificuldades para pagar seus funcionários dentro dos dias programados e também as despesas para manter os serviços essenciais que já registram déficits mensais.

Os cortes nas despesas de custeio serão praticados a partir de 1º de janeiro, atingindo principalmente despesas não essenciais e mesmo as essenciais poderão ser objeto de cortes em percentual menor.

Será necessário reduzir as despesas com pessoal, suspender gratificações, diminuir uso de celulares funcionais, reduzir o consumo de energia, rever contratos de prestação de serviços, aluguéis, locação de veículos além de outras despesas para cobrir o déficit entre a receita e a despesa decorrente da queda de arrecadação.

A necessidade de um corte significativo visa equilibrar a despesa e a receita, devido a queda de arrecadação que vem se verificando ao longo desse ano de 2015 e a perspectiva de piora para o ano de 2016.

A prefeita informou que irá fazer o esforço que for preciso e que tomará todas as medidas necessárias para manter o equilíbrio fiscal ao fazer essa travessia entre 2015 e 2016.

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Prefeitos farão ato contra crise financeira

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prefeitosPrefeitos e prefeitas de várias regiões do Estado irão promover, no dia 22 deste mês, ato público e ordeiro que terá como objetivo chamar a atenção da sociedade para a situação de crise financeira vivida pelos municípios maranhenses.

A realização do ato, que terá como tema “Crise Financeira nas Prefeituras”, foi definida nesta sexta-feira (11) durante reunião de trabalho entre os prefeitos Rochinha (Balsas), Gil Cutrim (São José de Ribamar), Alan Linhares (Bacabeira), Beto Pixuta (Matinha), Josemar Sobreiro (Paço do Lumiar), Hernando Macedo (Dom Pedro), Queiroz (Monção), Adalberto Rodrigues (Belágua), Antônio Carlos (Colinas), Miltinho (São Mateus) e Solimar Oliveira (Matões do Norte).

A manifestação pacífica ocorrerá a partir das 8h, na BR-135 (próximo a ponte do Estreito dos Mosquitos), rodovia federal que dá acesso a capital São Luís. Neste dia, todas as Prefeituras do Maranhão deverão fechar as portas também como forma de protestar contra a crise financeira.

Os gestores municipais, durante o ato, irão apresentar informações concretas que mostram a constante queda de recursos do Fundo de Participação dos Municípios e abordar temas que integram a pauta municipalista permanente de discussão, dentre eles o subfinanciamento dos programas federais e judicialização das administrações municipais.

“O que faremos é mostrar a verdadeira situação de crise financeira vivida pelas cidades maranhenses. Mostrar à sociedade que a queda do FPM está inviabilizando as administrações municipais e, isso, não é culpa do prefeito ou prefeita”, explicou Gil Cutrim, que é presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem).

Rochinha destacou o sentimento de união que deve prevalecer entre prefeitos e prefeitas maranhenses. De acordo com ele, somente unindo forças será possível modificar este cenário devastador que assola as administrações municipais. “Estamos conclamando todos os gestores a estarem conosco, no dia 22, participando deste grande ato. Será uma grande demonstração de união de uma classe que, diariamente, é massacrada”, afirmou.

Déficit – Informações da Secretaria do Tesouro Nacional revelam que, até o mês passado, os municípios maranhenses foram prejudicados com a perda de mais de R$ 100 milhões de recursos do FPM.
E as previsões da própria Secretaria são desanimadoras e apontam que a queda de recursos continuará.
Só para ser uma ideia, no primeiro decênio do FPM deste mês de dezembro foi registrada déficit de 25,17% nos repasses em relação ao mesmo mês de 2014.

Para janeiro de 2016, é esperado forte impacto negativo de 17,2%.

Foto: Divulgação/ Famem

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