Feira do Livro tem programação especial no feriado

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Nesta terça-feira (20) é celebrado em todo país o Dia Nacional da Consciência Negra, em referência à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. No Maranhão, será feriado em todo Estado pela primeira vez. A 12ª Feira do Livro de São Luís, maior evento literário maranhense, promovido pela  Prefeitura de São Luís, implementou em sua programação uma série de atividades para colocar a cultura negra em foco e abriu espaço para a I Feira SLZ Preta, que além dos estandes de exposição e comercialização de produtos afro, traz discussões pertinentes e de valorização desta cultura. A FeliS, organizada pela gestão do prefeito Edivaldo, ocorre no Multicenter Sebrae até o dia 25 de novembro, com programação gratuita das 10h às 22h.

A Feira SLZ Preta do Estado do Maranhão (FSP) surge da necessidade de apresentar para a sociedade ludovicense a cadeia produtiva de diversificados produtos afro-brasileiros confeccionados por artesãos, pintores, escritores, trancistas, cabeleireiros afros, artistas, designers de moda étnica, entre outros produtores. O evento está acontecendo dentro da 12ª Feira do Livro de São Luis e é uma vitrine para investidores, empresários e consumidores maranhenses, além de ser um espaço para a promoção da economia solidária e criativa, contando com produtos de alta qualidade. É também um espaço para shows, atividades educacionais, intervenções artísticas, elaboração de oficinas e muito mais.

“A Prefeitura coloca no centro essa discussão tão rica e tão importante dentro da 12ª FeliS. Mais de 80% da população do Maranhão é negra e nada mais justo do que enfatizarmos esta nossa cultura, nossas raízes, nosso povo. Somos conhecidos mundialmente pela nossa cultura popular, que nasce na cultura negra e é feita por nós, que somos negros”, ressaltou o secretário municipal de Cultura, Marlon Botão.

Outro ponto bastante relevante da FSP, serão as palestras e mesas redondas promovidas por escritores locais e de renome nacional. Esta 1º edição conta com a participação do escritor Luciano Góes, vencedor do Prêmio Jabuti de obra jurídica 2017; dra. Vanda Machado; pós doutora Rosane Borges; professora Aurea Borges, presidenta do Conselho das Populações Afrodescendentes (Comafro); Gabriel Furtado, subdefensor geral da Defensoria Pública do Estado do Maranhão; Isabella Miranda, diretora da Escola Superior da Defensoria Pública; Eduardo Ribeiro, pesquisador e militante negro de Salvador (BA); Bruna Candido, advogada e membro a Associação de Advocacia Negra do Brasil (São Paulo).

Foto: Agência São Luís

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