Fantástico mostra esquemão no futebol da Paraíba

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O campeonato paraibano de futebol deste ano, que terminou no domingo (8) e que teve o Botafogo como campeão está sob suspeita.

A polícia investiga um grande esquema de manipulação de resultados em diversas partidas da série A.

Dirigentes de clubes são suspeitos de pagar propina para árbitros e bandeirinhas, para garantir a vitória nos jogos.

Segundo a polícia, até o presidente da Comissão de Arbitragem do estado estava envolvido na fraude revelada pela Operação Cartola.

A reportagem mostra que vários jogos suspeitos envolve o Botafogo, aquela mesma equipe que esteve aqui no ano passado e venceu o Sampaio que facilitou a vida dos paraibanos, na última rodada da Série C, rebaixando o Moto para a Série D.

Veja na reportagem do Fantástico.

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Levi Pontes é flagrado em esquema eleitoreiro

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Errar é humano, mas repetir o erro, além de burrice é sem-vergonhice. O deputado estadual Levi Pontes (PCdoB) foi, mais uma vez, flagrado em esquema eleitoreiro que remetem a suposta prática de crime eleitoral.

Em abril de 2017, às vésperas da Semana Santa, Levi Pontes foi flagrado, através de um áudio vezado nas redes sociais, negociando peixes, adquirido com dinheiro público da Prefeitura de Chapadinha. O deputado afirmava que possuía uma “cota de peixe” e que ele iria destinar para suas lideranças, vereadores “insatisfeitos” e até outros municípios de sua base eleitoral (reveja).

A deputada Andrea Murad (MDB) chegou a fazer uma representação junto à Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, à época presidida pela deputada Francisca Primo (PT), mas prevaleceu o corporativismo e o caso foi arquivado.

Só que nesta semana, acabou vazando um novo áudio de Levi Pontes. O deputado comunista aparece novamente em suposta prática de crime eleitoral, mas desta vez afirmando que condicionou a manutenção da UPA pelo Governo Flávio Dino a continuidade do apoio do prefeito de Chapadinha, Magno Bacelar, ao próprio deputado.

“Me pediu para manter e para melhorar a prefeitura pelo menos um pouco mais um ano. Resposta minha: ‘depende prefeito, se o senhor me tratar bem eu posso conseguir’. Porque do jeito que eu consegui para botar para funcionar, eu consigo que o governador devolva o que é dele” afirmou Levi.

O parlamentar comunista, que recentemente foi eleito para a Mesa Diretora da Assembleia, ainda afirmou que o prefeito Magno Bacelar já foi comunicado que a UPA será entregue a Prefeitura de Chapadinha pelo fato do Governo estar prestes a inaugurar um hospital na cidade. Levi Pontes assegura que já até conversou com o governador e o secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula.

“Ele já foi chamado e oficializado que vão entregar, mas eu já falei com o governador e liguei para o secretário hoje: “Lula, não é para devolver até a segunda ordem, liga para o governador que ele sabe”, declarou o deputado.

O parlamentar chega a demonstrar toda sua subserviência ao governador, dizendo que trocou a foto da esposa pela foto de Flávio Dino. Só que no mesmo instante, incrivelmente, ofende o governador com palavras de baixo calão.

“Botar retrato de macho dentro de casa, até no meu quarto de dormir eu tirei o da mulher e botei o dele. Não é possível que esse filho da puta [Flávio Dino] não me ajude […] Mão lavada, lava a outra. Se eu to ajudando ele, então ele tem que me ajudar. Não tem comida de graça” disse Levi Pontes. Clique aqui para ouvir o áudio publicado no Blog do Luis Pablo.

Agora é aguardar e conferir o posicionamento, diante desse triste e grave episódio, da Assembleia Legislativa, do Ministério Público Eleitoral e do próprio governador Flávio Dino, que teve seu nome envolvido na situação pelo deputado Levi Pontes.

Blog do Jorge Aragão

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Justiça ouve envolvidos em fraude no Detran

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O juiz José Gonçalo de Sousa Filho, titular da 3ª Vara Criminal de São Luís, começou nesta terça-feira (9), no Salão do 2º Tribunal do Júri, no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau), a série de audiências de instrução, para colher os depoimentos de testemunhas e envolvidos na chamada Fraude do Detran, que atinge proprietários e funcionários de autoescolas, examinadores e candidatos para obtenção de carteira de habilitação, totalizando 49 acusados. Na acusação atuou o promotor de justiça José Alexandre Rocha, e na defesa, advogados e defensores públicos.

De acordo com a denúncia assinada pela promotora Lize de Maria Brandão de Sá Costa, titular da 5ª Promotoria de Justiça Criminal, os envolvidos fazem parte de uma organização criminosa, composta de proprietários e funcionários de autoescolas e examinadores terceirizados da empresa “Thomas Greg e Sons”, junto ao Detran-MA, que atuavam com o objetivo de obter carteira de habilitação ou mudança de categoria de habilitação para candidatos, “mediante pagamento de propina”.

O Ministério Público sustenta que os candidatos à obtenção do documento de habilitação ou mudança de categoria de habilitação compactuavam com o esquema criminoso. Os fatos apurados compreendem o período de abril a outubro de 2015 e ocorreram tanto em São Luís, como em cidades do interior maranhense, entre elas Pinheiro, Bacabal, Santa Inês, Vitória do Mearim, Cantanhede, Viana, Barreirinhas, Itapecuru-Mirim, Turilândia, São João dos Patos e Timon.

A peça acusatória do Ministério Público assinala que o esquema era controlado pelos denunciados Jhonson Abdon, proprietário da “Autoescola Abdon”; Marcos Raimundo Coutinho, dono da “Autoescola Coutinho”, e Frank Leonardo, examinador terceirizado. Consta que Johson Abdon, em cooperação com proprietários das autoescolas Coutinho, Unidas, Cometa, Andrade e Autoescola Junior, cooptavam candidatos agenciados, oferecendo-lhes vantagens, “para que estes lograssem êxito junto ao Detran-MA, sem que cumprissem as formalidades legais”.

Conforme a denúncia, Frank Leonardo, que controlava um grupo de examinadores, oferecia-lhes vantagem ilícita, fruto da propina dos candidatos, para que os aprovassem sem realizar exames admissivos. “Tais examinadores agiam de diversas formas, seja recebendo o pagamento diretamente dos candidatos, quando da realização do exame prático; facilitando a realização dos exames teóricos e aulas teóricas, sem a necessidades de os alunos comparecerem ao local de avaliação”, bastando somente coletar as impressões digitais.

Também orientavam os candidatos a assinarem uma prova em branco, que era entregue aos examinadores, proprietários e funcionários de autoescolas. “Tais aprovações (…), já garantidas (aos candidatos), eram em seguida direcionadas a um dos líderes (da organização), Frank Leonardo Gomes Ferreira, que montava escala de examinadores e os orientava a atuar na capital ou no interior do Estado, nas provas dos candidatos cujas propinas já teriam sido pagas ou ainda pendentes de pagamento a funcionários, proprietários de autoescolas ou examinadores destacados para supervisionarem as provas”.

Foto: Divulgação

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