Propaganda e nada mais

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O governo Flávio Dino vem anunciando periodicamente em sites, jornais e revistas de circulação nacional. Além dos valores para as propagandas, chama atenção o que dizem as peças publicitárias. Em uma delas, a gestão comunista diz ter gasto R$ 2 bilhões em vias urbanas e estradas.

O problema é que as estradas e ruas que receberam “a benfeitoria” do governo estão deixando de existir. Diante disso, ficam duas dúvidas: o alto investimento em obras nas estradas e ruas na zona urbana não significa qualidade e, por isso, para ajeitar tudo que vem se desfazendo serão necessários mais R$ 2 bilhões? Ou então: as propagandas do governo não têm qualquer fundo de verdade?

Para a primeira questão, uma resposta é simples: se foi usada toda essa verba, o governador Flávio Dino e seu secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, precisam explicar como foi usado todo este dinheiro em obras que estão deterioradas com menos de três anos entregues. Exemplos das obras que estão se desfazendo: as MAs 315, 122, 386 e 012.

No caso da primeira, há pontos diversos que estão alagados e com buracos, e foi entregue em janeiro deste ano. A Estrada do Arroz (MA-386) rompeu-se após dois anos entregue à população. Nas demais, ocorreu o mesmo.

Em São Luís, o programa Mais Asfalto não conseguiu resistir a uma parte do período de chuva na capital.

Enfim, dinheiro público gasto com asfalto que está indo embora com a chuva, que na República do Maranhão é vista como adversária do governo comunista.

Foto: Sidney Pereira

Estado Maior

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Conta cruel

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Os quatro anos do primeiro mandato do governador Flávio Dino (PCdoB) – e, pelo visto, também assim será o seu segundo – ficaram marcados pelo sucessivo aumento de alíquotas de tributos, sobretudo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Foram dois reajustes entre 2015 e 2017 e um terceiro em 2018, que passou a vigorar no início deste mês. No total, o maranhense paga hoje 31% a mais de ICMS que há quatro anos.

O resultado é matemática pura: com um Estado cada vez maior, mais voraz na busca por recursos – que não podem sair de outro lugar que não do bolso do contribuinte -, o povo fica cada vez mais pobre.

E isso também pode ser analisado com dados matemáticos.

Segundo o IBGE, desde que Flávio Dino assumiu o governo, a pobreza só cresceu e o PIB só caiu no Maranhão.

É o resultado da nefasta política de inchaço da máquina, sem a garantia de um ambiente econômico que pudesse permitir o crescimento por meio de mais investimentos, levando à criação de mais empregos e geração de renda.

Com um Estado tão pesado, sobra apenas a conta a ser paga.

Uma conta que tem sido cruel para os maranhenses.

Estado Maior

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O resultado do ‘mais imposto’

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Os sucessivos aumentos do ICMS no Maranhão já podem ser vistos por meio dos números. Segundos dados da Secretaria Estadual de Fazenda, o governo de Flávio Dino (PCdoB) já arrecadou nos dois primeiros meses deste ano mais de R$ 1 bilhão por meio do imposto.

Este valor é quase R$ 400 milhões a mais se comparados com a arrecadação do mesmo período de 2015 – quando o comunista decidiu proclamar a República do Maranhão.

E é na República do Maranhão que a mão do Estado vem sendo pesada para o contribuinte. São produtos e serviços que se tornaram mais caro em apenas quatro anos. E qual o resultado disso tudo?

Um Maranhão mais empobrecido, com mais da metade da população na extrema pobreza, com índices altos de desemprego, ameaça de falta de dinheiro para pagar aposentados e pensionista, caos na saúde, educação deciente, infraestrutura precária e pressão nos servidores públicos.

É um estado bem diferente do que mostram as peças publicitárias do governo estadual. É uma gestão que tem custado muito alto para o contribuinte.

E, diante de dados alarmantes, Flávio Dino e seus subordinados e subalternos reclamam que não há verba, que o país continua em crise econômica e que, mesmo assim, o Maranhão vai “se segurando e avançando”.

Mas só se for o avanço da mão pesada do Estado no bolso dos maranhenses.

Mais arrecadação

Os dados da arrecadação com o ICMS nos primeiros 60 dias de 2019 representam somente os dois primeiros aumentos do imposto com Flávio Dino à frente do comando do Maranhão.

Em março deste ano, chegou um terceiro reajuste em alíquotas do ICMS em vários produtos e, devido a isso, o governo já arrecada mais.

Segundo dados da Fazenda, nos primeiros 20 dias de março o governo já embolsou do contribuinte mais de R$ 468 milhões.

Estado Maior

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Que crise é essa?

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O governador Flávio Dino (PCdoB) editou um decreto para aumentar o valor máximo das gratificações técnicas pagas a servidores comissionados do Estado do Maranhão.

Segundo o ato, publicado no Diário Oficial do Estado do dia 26 de fevereiro, o valor passa de R$ 1,5 mil para R$ 1,8 mil aos ocupantes de cargos de nível médio e de R$ 4 mil para R$ 4,8 mil aos de nível superior.

A decisão do comunista pega de surpresa pelo menos 60 mil servidores, que, recentemente, tiveram suspenso pelo governo o pagamento de reajuste de 21,7%.

O corte dos salários desses servidores tem como base uma decisão recente do desembargador José de Ribamar Castro, do Tribunal de Justiça do Maranhão, numa ação rescisória proposta pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Segundo o órgão, a gestão Dino mira a economia de recursos ao pedir o corte dos 21,7%.

– A Procuradoria Geral do Estado entende ser indevido o acréscimo pecuniário de 21,7% aos servidores postulantes, pois tal aumento, além de ilegal e inconstitucional, representará uma ampliação de mais de R$ 953 milhões ao ano na despesa com pessoal e respectivos encargos sociais – diz uma nota da PGE.

Tiraram os 21,7% dos servidores e aumentaram gratificações dos comissionados. Carnaval triste para alguns, feliz para outros.

Estado Maior

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A culpa nunca é dele

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O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), deu, ontem, mais uma mostra de como tem dificuldades em assumir as responsabilidades pelos seus atos.

Em entrevista à Globo News, ele foi pressionado a responder o que faria no seu segundo mandato para resolver o problema da extrema pobreza no estado, já que não conseguiu isso no primeiro – dados do IBGE apontam que a situação de miséria só aumentou entre os maranhenses nos últimos quatro anos.

Como sempre, Dino esquivou-se. E culpou a conjuntura nacional.

– O estudo ao qual você se refere mostrou, infelizmente, o aumento da extrema pobreza em todo o país. No Brasil, cresceu a extrema pobreza e em todos os estados, em razão da brutal recessão econômica. É claro que os estados que têm historicamente, uma maior dependência das transferências constitucionais federais, notadamente chamadas de FPE e FPM sofrem mais duramente com uma recessão econômica – disse.

E sobre o que fazer para reverter o quadro, o comunista já mudou de opinião. Diz, agora – diferentemente do que dizia há duas semanas -, que 2019 será um ano de recuperação da economia e de melhores possibilidades para a saída dos estados da recessão.

Estado Maior

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Nas alturas

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Um fato chamou especial atenção de fornecedores do Governo do Maranhão na entrevista que concedeu o governador Flávio Dino (PCdoB) à Folha de S. Paulo, publicada na segunda-feira, 7.

Em determinado ponto, o comunista admite “algum atraso de fornecedores, mas nada alarmante”.

Após uma rápida pesquisa no Portal da Transparência do Maranhão, percebe-se que o conceito de “alarmante” do governador maranhense pode não ser o mesmo do homem médio – muito menos dos fornecedores com faturas em atraso.

Segundo dados oficiais, a atual gestão estadual entrou o ano de 2018 com mais de R$ 807 milhões de restos a pagar – ou seja, débitos não quitados do ano anterior -, quase R$ 200 milhões a mais que os R$ 624 milhões de 2017. São valores que só aumentam ano a ano. Por isso, hoje estão nas alturas.

Em 2015, assim que assumiu o governo, Dino recebeu o Estado com restos a pagar da ordem de R$ 289 milhões. Quatro anos depois, o valor do “calote” em fornecedores praticamente triplicou. Mas não é “nada alarmante”.

Aguardemos os dados de 2019, que estarão disponíveis para consulta pública em breve.

Estado Maior

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Chacina e horror

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A chacina registrada na última sexta-feira no povoado Mato Grosso, Zona Rural de São Luís, atesta a incompetência e a falta de comando da Segurança Pública no estado.

Enquanto gestores da SSP se preocupam em atacar a imprensa, criminosos andam sem destemor, unidos até a gente da própria Segurança Pública, para espalhar terror e dor à população.

Uma lamentável e triste situação.

Violência

E não se passaram sequer duas semanas, depois de o governador Flávio Dino armar nas redes sociais que houve redução no índice de criminalidade na capital.

Não se sabe da credibilidade dos dados que a própria SSP apresenta. O que se enxerga nas ruas é uma violência desenfreada.

Assaltos a ônibus, assassinatos de jovens e trabalhadores e a população com medo de sair de suas próprias casas. Isso parece não ocorrer no mundo virtual de Flávio Dino…

Mais violência

Profissionais que atuam com o serviço de transporte de passageiros por meio do aplicativo Uber realizaram uma manifestação ontem, na capital.

O protesto, contra a Segurança Pública do estado, se deu em decorrência do assassinato de Edmilson Azevedo no bairro da Liberdade, durante uma tentativa de assalto.

Edmilson era motorista credenciado pelo aplicativo e estava trabalhando, quando foi surpreendido pelos bandidos.

Silêncio

Em gozo de férias, com todos os privilégios disponíveis ao chefe do Poder Executivo, o governador Flávio Dino silencia sobre os casos.

Depois de armar nas redes sociais que houve a redução no índice de criminalidade na capital, Dino não comenta a chacina dos jovens na Zona Rural e o assassinato do trabalhador de Uber.

Mas o silêncio do comunista não apaga as marcas deixadas pela violência no estado. É preciso agir de forma enérgica, trabalhar e combater a criminalidade.

Estado Maior

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Omissão e crescimento

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O PDT vem a cada ano, no Maranhão, ganhando o espaço que perdeu no estado – em especial em São Luís – a partir de 2008 e principalmente após a queda do partido em 2009, com a cassação por abuso de poder político e econômico do governador Jackson Lago. De lá para cá, o partido veio rastejando entre as mudanças no perfil político do país e do estado para conseguir os espaços de volta.

E parece que vem conseguindo. Ao contrário do PCdoB – que surfa na onda de ter o governador e o presidente da Assembleia Legislativa, que o PDT teve em boa parte do tempo -, a legenda comandada por Weverton Rocha vem voltando à cena política mais forte do que nos tempos de Jackson Lago, cuja inuência deixou a sigla por quase 20 anos no comando da capital maranhense.

O PDT – que nacionalmente não avançou, pelo contrário, reduziu-se com menos governadores e deputados federais – ganhou mais força no Maranhão e já é visto como ameaça por aliados do governador Flávio Dino.

Mesmo assim, o comandante do estado não parece preocupado com a atuação do senador eleito, que além de ter um mandato pelos próximos oito anos, já conseguiu ter o PDT no comando da Prefeitura de São Luís com Edivaldo Júnior, tomou a presidência da Câmara Municipal da capital e agora avança para ter o comando da Famem, entidade que reúne os prefeitos do Maranhão e garante força nas eleições.

Como fica Flávio Dino em todo este contexto? Para o Senado, aceitou ainda na pré-campanha o nome de Weverton Rocha. Antes disto, na disputa municipal de 2016, até ensaiou não gritar a favor de Edivaldo, mas cedeu aos “encantos” do presidente do PDT. Na Câmara de São Luís, usou a influência necessária para ajudar o PDT a ficar no comando da Casa.

Para a Famem, Dino, por enquanto, incorpora o papel de omisso e garante que quer o consenso. Mas Weverton não quer consenso. Ele que mais força, mais espaço. E pretende buscar mais. Em 2020, depois 2021 e assim se consolidar no ano seguinte para, quem sabe, substituir o próprio Dino, que parece não ter forças para impedir os “avanços” no poder do PDT.

Racha

Do grupo do governador Flávio Dino, quem parece disposto a iniciar um enfrentamento ao PDT é o vice-governador, Carlos Brandão (PRB). Ele pretende declarar apoio pela reeleição à presidência da Famem ao prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB), amanhã durante entrega de obras no município. Com isto, iniciará o princípio do racha do grupo de Flávio Dino, cujo ponto final deverá ser a eleição de 2022. Resta saber o quanto o governador influenciará em todo o processo.

Na disputa

E Cleomar Tema – muito influenciado pelo ainda deputado federal Zé Reinaldo Tavares (PSDB) – não desistiu ainda da disputa pela Famem. A eleição ocorrerá no próximo dia 30 e Tema vem buscando todo tipo de apoio e de ação que traga os prefeitos para seu projeto de reeleição. Pelo tom do atual prefeito da Famem, não há clima para qualquer tipo de consenso e com um aliado no Palácio dos Leões, a possibilidade de alinhar com os projetos do PDT é quase zero.

Estado Maior

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A culpa é de quem?

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O governador Flávio Dino ainda não se manifestou sobre o resultado do PIB do Maranhão em 2016. Segundo o IBGE, houve queda de 5,6%, a segunda seguida – em 2015 já havia caído 4,1%.

Conhecendo o perfil do comunista, no entanto, é possível imaginar o que ele dirá sobre o assunto.

Deve apontar como culpados o governo anterior, a conjuntura nacional, o governo Temer, a guerra fiscal entre Estados Unidos e China…

Podem ser vários os “culpados”, no modo Dino de ver as coisas. Mas nunca será culpa do inchaço da folha de pagamento, dos aumentos de impostos, da pressão sobre empresários, que foram obrigados a fechar as portas. Não pode ser culpa, também, dos gastos com asfalto de qualidade duvidosa às vésperas de eleições – em alguns casos bancados com recursos que deveriam ser usados para pagar aposentados.

Nada disso. A culpa não é da gestão que comanda o Palácio dos Leões. Porque, para o comunismo maranhense, a culpa nunca é do seu governo.

Estado Maior

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Como Flávio Dino trata a Oposição

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A bancada de oposição do Maranhão deu um exemplo de democracia, quando, afirmou a O Estado que lutaria junto a Jair Bolsonaro para que o Maranhão não fosse prejudicado pela campanha virulenta com que o governador Flávio Dino agrediu o presidente eleito. Sua falta de decoro nos comícios que fazia, nos quais comandava e exercia o papel de apresentador de auditório, orquestrando o coro de “Fora, Bolsonaro” e o atingindo com palavras de ódio, não deve se voltar contra o estado.

Fique claro que os recursos que a bancada vai pedir para o Maranhão devem ser fiscalizados e ter sua aplicação acompanhada, a fim de evitar uso político ou favorecimento de aliados do governo, em detrimento daqueles que não dizem amém aos Leões.

O presidente Bolsonaro deve exigir, na aplicação de verbas mandadas para o estado, lisura em sua destinação e que o governador deixe de tratar a oposição de maneira diferente de como tem sido tratado pelo governo federal.

Para muitos que sentiram o peso da foice comunista, apesar de criticar a ditadura, Dino age como ditador. Para os amigos, afagos, verbas e obras. Aos opositores, ataques e punhos cerrados.

O presidente eleito Jair Bolsonaro deve estar atento e vigilante. E a bancada de oposição, não deixe de fiscalizar e denunciar quando houver uso unilateral dos recursos federais. O Maranhão, certamente, agradecerá.

Juvenil

A postura de estudante juvenil de Flávio Dino tem deixado aberto o espaço para novas lideranças da oposição que têm relações com o presidente eleito Jair Bolsonaro.

Na verdade, tem deixado espaço aberto para seus opositores, que olham na postura do governador uma oportunidade de mostrar que o comunista não tem preparo político para governar o estado.

E dizem isto porque Dino decidiu atacar o presidente eleito, quando todos os chefes de Executivos estavam parabenizando Bolsonaro pela vitória.

Estado Maior

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