A culpa nunca é dele

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O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), deu, ontem, mais uma mostra de como tem dificuldades em assumir as responsabilidades pelos seus atos.

Em entrevista à Globo News, ele foi pressionado a responder o que faria no seu segundo mandato para resolver o problema da extrema pobreza no estado, já que não conseguiu isso no primeiro – dados do IBGE apontam que a situação de miséria só aumentou entre os maranhenses nos últimos quatro anos.

Como sempre, Dino esquivou-se. E culpou a conjuntura nacional.

– O estudo ao qual você se refere mostrou, infelizmente, o aumento da extrema pobreza em todo o país. No Brasil, cresceu a extrema pobreza e em todos os estados, em razão da brutal recessão econômica. É claro que os estados que têm historicamente, uma maior dependência das transferências constitucionais federais, notadamente chamadas de FPE e FPM sofrem mais duramente com uma recessão econômica – disse.

E sobre o que fazer para reverter o quadro, o comunista já mudou de opinião. Diz, agora – diferentemente do que dizia há duas semanas -, que 2019 será um ano de recuperação da economia e de melhores possibilidades para a saída dos estados da recessão.

Estado Maior

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Nas alturas

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Um fato chamou especial atenção de fornecedores do Governo do Maranhão na entrevista que concedeu o governador Flávio Dino (PCdoB) à Folha de S. Paulo, publicada na segunda-feira, 7.

Em determinado ponto, o comunista admite “algum atraso de fornecedores, mas nada alarmante”.

Após uma rápida pesquisa no Portal da Transparência do Maranhão, percebe-se que o conceito de “alarmante” do governador maranhense pode não ser o mesmo do homem médio – muito menos dos fornecedores com faturas em atraso.

Segundo dados oficiais, a atual gestão estadual entrou o ano de 2018 com mais de R$ 807 milhões de restos a pagar – ou seja, débitos não quitados do ano anterior -, quase R$ 200 milhões a mais que os R$ 624 milhões de 2017. São valores que só aumentam ano a ano. Por isso, hoje estão nas alturas.

Em 2015, assim que assumiu o governo, Dino recebeu o Estado com restos a pagar da ordem de R$ 289 milhões. Quatro anos depois, o valor do “calote” em fornecedores praticamente triplicou. Mas não é “nada alarmante”.

Aguardemos os dados de 2019, que estarão disponíveis para consulta pública em breve.

Estado Maior

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Chacina e horror

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A chacina registrada na última sexta-feira no povoado Mato Grosso, Zona Rural de São Luís, atesta a incompetência e a falta de comando da Segurança Pública no estado.

Enquanto gestores da SSP se preocupam em atacar a imprensa, criminosos andam sem destemor, unidos até a gente da própria Segurança Pública, para espalhar terror e dor à população.

Uma lamentável e triste situação.

Violência

E não se passaram sequer duas semanas, depois de o governador Flávio Dino armar nas redes sociais que houve redução no índice de criminalidade na capital.

Não se sabe da credibilidade dos dados que a própria SSP apresenta. O que se enxerga nas ruas é uma violência desenfreada.

Assaltos a ônibus, assassinatos de jovens e trabalhadores e a população com medo de sair de suas próprias casas. Isso parece não ocorrer no mundo virtual de Flávio Dino…

Mais violência

Profissionais que atuam com o serviço de transporte de passageiros por meio do aplicativo Uber realizaram uma manifestação ontem, na capital.

O protesto, contra a Segurança Pública do estado, se deu em decorrência do assassinato de Edmilson Azevedo no bairro da Liberdade, durante uma tentativa de assalto.

Edmilson era motorista credenciado pelo aplicativo e estava trabalhando, quando foi surpreendido pelos bandidos.

Silêncio

Em gozo de férias, com todos os privilégios disponíveis ao chefe do Poder Executivo, o governador Flávio Dino silencia sobre os casos.

Depois de armar nas redes sociais que houve a redução no índice de criminalidade na capital, Dino não comenta a chacina dos jovens na Zona Rural e o assassinato do trabalhador de Uber.

Mas o silêncio do comunista não apaga as marcas deixadas pela violência no estado. É preciso agir de forma enérgica, trabalhar e combater a criminalidade.

Estado Maior

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Omissão e crescimento

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O PDT vem a cada ano, no Maranhão, ganhando o espaço que perdeu no estado – em especial em São Luís – a partir de 2008 e principalmente após a queda do partido em 2009, com a cassação por abuso de poder político e econômico do governador Jackson Lago. De lá para cá, o partido veio rastejando entre as mudanças no perfil político do país e do estado para conseguir os espaços de volta.

E parece que vem conseguindo. Ao contrário do PCdoB – que surfa na onda de ter o governador e o presidente da Assembleia Legislativa, que o PDT teve em boa parte do tempo -, a legenda comandada por Weverton Rocha vem voltando à cena política mais forte do que nos tempos de Jackson Lago, cuja inuência deixou a sigla por quase 20 anos no comando da capital maranhense.

O PDT – que nacionalmente não avançou, pelo contrário, reduziu-se com menos governadores e deputados federais – ganhou mais força no Maranhão e já é visto como ameaça por aliados do governador Flávio Dino.

Mesmo assim, o comandante do estado não parece preocupado com a atuação do senador eleito, que além de ter um mandato pelos próximos oito anos, já conseguiu ter o PDT no comando da Prefeitura de São Luís com Edivaldo Júnior, tomou a presidência da Câmara Municipal da capital e agora avança para ter o comando da Famem, entidade que reúne os prefeitos do Maranhão e garante força nas eleições.

Como fica Flávio Dino em todo este contexto? Para o Senado, aceitou ainda na pré-campanha o nome de Weverton Rocha. Antes disto, na disputa municipal de 2016, até ensaiou não gritar a favor de Edivaldo, mas cedeu aos “encantos” do presidente do PDT. Na Câmara de São Luís, usou a influência necessária para ajudar o PDT a ficar no comando da Casa.

Para a Famem, Dino, por enquanto, incorpora o papel de omisso e garante que quer o consenso. Mas Weverton não quer consenso. Ele que mais força, mais espaço. E pretende buscar mais. Em 2020, depois 2021 e assim se consolidar no ano seguinte para, quem sabe, substituir o próprio Dino, que parece não ter forças para impedir os “avanços” no poder do PDT.

Racha

Do grupo do governador Flávio Dino, quem parece disposto a iniciar um enfrentamento ao PDT é o vice-governador, Carlos Brandão (PRB). Ele pretende declarar apoio pela reeleição à presidência da Famem ao prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB), amanhã durante entrega de obras no município. Com isto, iniciará o princípio do racha do grupo de Flávio Dino, cujo ponto final deverá ser a eleição de 2022. Resta saber o quanto o governador influenciará em todo o processo.

Na disputa

E Cleomar Tema – muito influenciado pelo ainda deputado federal Zé Reinaldo Tavares (PSDB) – não desistiu ainda da disputa pela Famem. A eleição ocorrerá no próximo dia 30 e Tema vem buscando todo tipo de apoio e de ação que traga os prefeitos para seu projeto de reeleição. Pelo tom do atual prefeito da Famem, não há clima para qualquer tipo de consenso e com um aliado no Palácio dos Leões, a possibilidade de alinhar com os projetos do PDT é quase zero.

Estado Maior

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A culpa é de quem?

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O governador Flávio Dino ainda não se manifestou sobre o resultado do PIB do Maranhão em 2016. Segundo o IBGE, houve queda de 5,6%, a segunda seguida – em 2015 já havia caído 4,1%.

Conhecendo o perfil do comunista, no entanto, é possível imaginar o que ele dirá sobre o assunto.

Deve apontar como culpados o governo anterior, a conjuntura nacional, o governo Temer, a guerra fiscal entre Estados Unidos e China…

Podem ser vários os “culpados”, no modo Dino de ver as coisas. Mas nunca será culpa do inchaço da folha de pagamento, dos aumentos de impostos, da pressão sobre empresários, que foram obrigados a fechar as portas. Não pode ser culpa, também, dos gastos com asfalto de qualidade duvidosa às vésperas de eleições – em alguns casos bancados com recursos que deveriam ser usados para pagar aposentados.

Nada disso. A culpa não é da gestão que comanda o Palácio dos Leões. Porque, para o comunismo maranhense, a culpa nunca é do seu governo.

Estado Maior

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Como Flávio Dino trata a Oposição

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A bancada de oposição do Maranhão deu um exemplo de democracia, quando, afirmou a O Estado que lutaria junto a Jair Bolsonaro para que o Maranhão não fosse prejudicado pela campanha virulenta com que o governador Flávio Dino agrediu o presidente eleito. Sua falta de decoro nos comícios que fazia, nos quais comandava e exercia o papel de apresentador de auditório, orquestrando o coro de “Fora, Bolsonaro” e o atingindo com palavras de ódio, não deve se voltar contra o estado.

Fique claro que os recursos que a bancada vai pedir para o Maranhão devem ser fiscalizados e ter sua aplicação acompanhada, a fim de evitar uso político ou favorecimento de aliados do governo, em detrimento daqueles que não dizem amém aos Leões.

O presidente Bolsonaro deve exigir, na aplicação de verbas mandadas para o estado, lisura em sua destinação e que o governador deixe de tratar a oposição de maneira diferente de como tem sido tratado pelo governo federal.

Para muitos que sentiram o peso da foice comunista, apesar de criticar a ditadura, Dino age como ditador. Para os amigos, afagos, verbas e obras. Aos opositores, ataques e punhos cerrados.

O presidente eleito Jair Bolsonaro deve estar atento e vigilante. E a bancada de oposição, não deixe de fiscalizar e denunciar quando houver uso unilateral dos recursos federais. O Maranhão, certamente, agradecerá.

Juvenil

A postura de estudante juvenil de Flávio Dino tem deixado aberto o espaço para novas lideranças da oposição que têm relações com o presidente eleito Jair Bolsonaro.

Na verdade, tem deixado espaço aberto para seus opositores, que olham na postura do governador uma oportunidade de mostrar que o comunista não tem preparo político para governar o estado.

E dizem isto porque Dino decidiu atacar o presidente eleito, quando todos os chefes de Executivos estavam parabenizando Bolsonaro pela vitória.

Estado Maior

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Tropeço e autoritarismo

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Segundo analistas, o governador Flávio Dino protagonizou mais um episódio patético em sua tentativa de amordaçar os veículos do Grupo Mirante, impedindo que se questione os malfeitos do seu governo. Desde a chegada até a saída da TV Mirante, onde foi entrevistado, ele fez questão de carregar o clima, com desrespeito a profissionais, agressões gratuitas e gestos deselegantes por onde passou.

Mas nem o autoritarismo de Flávio Dino o livrou do confronto com suas próprias promessas. A maior delas, desmascarada em questionamento do jornalista Sidney Pereira: a de que, ao fim do seu mandato, “nenhuma das cidades maranhenses” estaria “no rol das 100 piores do Brasil”. E as aspas são necessárias para restaurar discurso do próprio Dino, na sacada do Palácio dos Leões, em janeiro de 2015.

Flávio Dino concluirá o mandato em dezembro entregando ao Maranhão mais 312 mil miseráveis gerados em seu governo, segundo dados oficiais do IBGE. O comunista tentou negar que tenha feito tal promessa e ainda a classificou de “absurda”.

Um absurdo que ele mesmo criou, como foi comprovado apenas horas depois de sua entrevista, quando começou a circular o vídeo de seu discurso de posse, exatamente no trecho em que ele faz a promessa fracassada. Talvez já sabendo disso é que Dino deixou a Mirante com incontido mau humor.

Foto: Reprodução/TV Mirante

Estado Maior

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Campanha na TV

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A coligação do governador Flávio Dino (PCdoB) terá 4 minutos e 22 segundos por programa na propaganda eleitoral que começa dia 31. Já Roseana Sarney (MDB) terá 2 minutos e 32 segundos.

O tempo do Horário Eleitoral foi anunciado ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral. Roberto Rocha (PSDB) apresentará suas propostas ao longo de 1 minuto e 29 segundos, fechando o grupo dos candidatos com mais de 1 minuto de tempo.

A partir daí, os candidatos terão tempos bem reduzidos em relação aos adversários principais. Odívio Netto (PSOL), por exemplo, terá apenas 24 segundos por programa, seguido de Maura Jorge (PSL), que ficará com 11 segundos, e Ramon Zapata (PSTU) com 9 segundos.

Além do programa eleitoral, os candidatos terão à disposição as inserções diárias, programas de 30 segundos espalhados na programação das emissoras de rádio e de TV. Flávio Dino terá direito a 478 inserções durante toda a campanha; Roseana ficará com 277 e Roberto Rocha com 162.

Divididos pelos 35 dias de campanha, o comunista aparecerá algo em torno de 13 vezes na programação de TV. Roseana aparecerá oito vezes e Roberto Rocha algo em torno de cinco vezes.

Por outro lado, Odívio Netto, Maura Jorge e Ramon Zapata terão aparições reduzidas nas inserções. Para se ter ideia de comparação, Ramon Zapata terá direito a apenas 16 aparições ao longo da campanha na TV e no rádio, o que dá uma inserção a cada dois dias, no mínimo.

O horário eleitoral terá dois programas diários no rádio e na TV, à exceção dos domingos. Já as inserções serão veiculadas diariamente, inclusive aos domingos. A campanha eletrônica começará dia 31 e vai até o dia 4 de outubro.

Estado Maior

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Desagregador

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O senador Roberto Rocha (PSDB), pré-candidato ao governo do Maranhão, mostrou com fatos, em entrevista à Rádio Mirante FM, que o comunista faz o contrário do que a política pede, que é agregar aliados. Rocha se considera mais um dos políticos traídos por Flávio Dino (PCdoB).

Em entrevista ao programa “Jornal da Mira”, o candidato do PSDB pontuou como funciona o comportamento político do governador Flávio Dino. Segundo o senador, o Maranhão nunca teve um governador e, por isso, apresenta números pouco expressivos. Para Rocha, desde 2014, mesmo depois de eleito, o comunista continuou candidato e passou todos os anos de seu mandato de governador nessa condição.

E nessa condição de eterno candidato é que Flávio Dino decidiu afastar e trair aliados que estavam ao seu lado. O tucano falou de Zé Reinaldo Tavares e de Waldir Maranhão. Sobre Tavares, o senador o classificou como o pai político de Flávio Dino, o tirando do nada e o transformando em deputado federal, em 2006. Mesmo sendo criado por Zé Reinaldo, o comunista não teve o menor pudor em desconsiderar quem o ajudou a entrar na vida pública.

Outro traído foi Waldir Maranhão, que, segundo Rocha, virou piada após defender a tese jurídica de Dino no caso do impeachment de Dilma Rousseff.

Mas antes desses dois, o traído foi o próprio Roberto Rocha. Segundo ele, Dino se afastou e o tratou como inimigo político pelo simples fato de vê-lo (isso ainda em 2015) como adversário em 2018.

Sobre a posição de desagregador de Dino, Rocha alfinetou e disse que para homem público, Dino precisa de outro “ingrediente”.

“Para ser homem público, antes de tudo precisa ser homem”, comentou o tucano sobre a posição de traidor de Flávio Dino.

É mais um traído mostrando a face que o governador do Maranhão tem nos bastidores da política.

Estado Maior

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Jogo começa agora

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O jogo eleitoral tem início a partir de hoje, com o início do prazo das convenções partidárias. No entanto, no Maranhão, o clima não deve esquentar tanto na primeira semana desse período. A tendência é de que os bastidores fervam na segunda semana de prazo para as convenções, que vai até o dia 5 de agosto.

As convenções dos partidos que têm candidatos ao governo estadual estão marcadas para acontecer a partir do próximo dia 26, com o PSTU, partido que apenas cumprirá o que determina a Justiça Eleitoral, já que tem sua chapa majoritária consolidada entre os membros da sigla.

Depois vêm PSL, de Maura Jorge, e PCdoB – e outros partidos aliados -, de Flávio Dino. A candidata do PSL precisa de um vice e um candidato ao Senado. Já Dino virou mesmo as costas para as reivindicações do PT e confirmou que dia 28 escreve a ata da convenção com os nomes de Carlos Brandão como vice, Weverton Rocha e Eliziane Gama para o Senado. E o PT? O partido vive ainda em sua eterna incoerência com alas trabalhando somente para a sobrevivência dentro dos espaços dados pelo Poder Executivo a nomes que têm vez e voto na legenda. Talvez seja por isso que o governador não se preocupa com as reclamações dos petistas de terem que apoiar a candidatura de Eliziane Gama. Como já foi dito um dia: “vão ter que engolir” o que Flávio Dino decidiu.

O MDB reúne sua militância, e também de outros partidos aliados, como PV, PRP e PSD, para confirmar a candidatura de Roseana Sarney ao governo e de Edison Lobão e Sarney Filho para o Senado. Falta somente definir quem será o candidato a vice. Os debates estão sendo feitos e os emedebistas terão aí uma semana para chegar a uma conclusão.

O PSOL vem com Odívio Neto para governo do Maranhão, nome que será confirmado dia 2 de agosto. Por lá, assim como ocorre com o PSTU, não há muito debate a ser travado, porque as composições da chapa majoritária já foram definidas faz tempo.

E fechando o período de convenção vêm Roberto Rocha e seu PSDB. Por enquanto, não há partidos que coligarão com os tucanos. Rocha precisa fechar o nome de seu candidato a vice-governador e também definir quem será o segundo candidato ao Senado: se Waldir Maranhão ou se Zé Reinaldo Tavares. Os tucanos terão mais duas semanas para terminar as costuras já iniciadas desde a abertura da janela partidária para troca de partidos.

Depois das convenções, virá o período de pedido de registro de candidaturas e, logo depois, se iniciará a campanha em 15 de agosto. Em menos de um mês, os candidatos começarão a buscar de forma legal o voto de cada eleitor.

Estado maior

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