Troca-troca

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Alexandre-Almeida

O prazo para troca de partidos com vistas às eleições de 2014 terminou ontem. Na Assembleia Legislativa, 11 deputados mudaram de legendas sem ter mudado de posição política, com exceção de Raimundo Cutrim, que deixou a base de apoio da governadora Roseana Sarney (PMDB) e se filiou no PCdoB da bancada oposicionista. Na Câmara Federal, somente Domingos Dutra e Simplício Araújo trocaram de sigla. Eles fazem parte do recém- criado Partido da Solidariedade.

O partido que mais perdeu quadros foi o PSD, que antes contava com seis deputados estaduais, ficando agora somente com um. O primeiro a deixar a legenda foi Raimundo Cutrim, que se tornou comunista ainda em setembro.

Também saíram do PSD os deputados Alexandre Almeida (foto), Andre Fufuca, Camilo Figueiredo e Dr. Pádua. André Fufuca (foto) decidiu se filiar no PEN. Camilo Figueiredo optou pelo PR e Dr. Pádua foi para o PRB. Almeida não havia decidido qual a legenda que se filiaria. A opção principal era o PRB.

andrefufuca

Trocou de partido ainda o deputado Hélio Soares, que deixou o PP, e se filiou ao PMDB. A decisão de Soares de trocar de legenda foi a mudança de posição do PP do deputado Waldir Maranhão.

Fábio Braga saiu do PMDB e decidiu se filiar ao PTdoB. O parlamentar é um dos únicos dos quadros peemedebistas que deixou a legenda. Afonso Manoel, por exemplo, decidiu deixar o PSD quando já havia assumido o comando municipal da legenda.

Rogério Cafeteira deixou o PMN e se filiou ao PSC. “Demorei, mas escolhi o partido para me filiar. Recebi o convite da direção nacional do PSC e aceitei”, afirmou Cafeteira. Trocaram ainda de sigla Graça Paz, que se filiou ao PSL; Bira do Pindaré, que trocou PT por PSB; e Othelino Neto, o qual mudou do PPS para o PCdoB.

biradopindare

Lideranças sem mandato também trocaram de sigla

Além dos deputados estaduais e federais, outros nomes da política maranhense entraram na dança do troca-troca partidário. O médico Igor Lago, após deixar o PDT em meio a polêmicas com os atuais dirigentes, escolheu o PPS, justificando ser o partido uma alternativa de poder para o Maranhão.

“O PPS representa a alternativa popular e democrática a tudo que está aí no estado e no país, por que é um partido sensível à necessidade principal, que é a renovação e reformulação da política”, disse Igor Lago.

Também se filiaram ao PPS os ex-pedetistas Rubem Brito, Cândido Lima e Eduardo Teles.

O vereador Chaguinhas foi o único vereador de São Luís que trocou de legenda. Inicialmente, o parlamentar havia decidido deixar o PRB e ingressar no PSL. No entanto, no penúltimo dia, Chaguinhas mudou de posição e se filiou ao PSB.

Aderson Lago e Wagner Lago, primo e irmão de Jackson Lago, escolheram o Partido da Solidariedade para se filiar. Segundo Simplício Araújo, presidente estadual da legenda, não há intenção nem de Aderson e nem de Wagner de entrar na disputa eleitoral de 2014.

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Até o fechamento desta edição, o deputado Stênio Rezende ainda não havia decidido se permaneceria ou não no PMDB. Ele estava negociando a transferência para uma sigla menor, mas não havia conseguido liberação de candidatos que não querem nos quadros partidários alguém já com mandato.

O Estado

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Recado ao governo

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cesarpires

O líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado César Pires (DEM) disse em pronunciamento durante a sessão desta quarta-feira (2) que espera que o governo, ao findar o período de filiação partidária, não vire as costas para os aliados, que não dê proteção a alguns e libere outros à própria sorte. O deputado observou ser necessário que a governadora, como líder política do grupo ao qual pertence, comece a fazer um programa de coordenação dos Blocos e partidos aliados e que nesse momento tenha a compreensão exata do que significa a atuação de um deputado na Assembleia na defesa permanente do governo.

César afirmou que o seu cargo político pertence ao governo, mas a sua sorte política e o seu destino político pertencem a ele próprio. Na sua avaliação, os deputados têm que olhar os próprios caminhos para poderem se defender e desejou que acabe de uma vez por todas o comércio de vagas em pequenos partidos em troca de dinheiro ou emendas.

“O que não é certo é se ganhar emendas iguais por uma quantidade de votos maior, enquanto que outros deputados que se escondem da defesa do governo ganham na mesma quantidade. É preciso que se discuta isso de forma igual, de forma equânime com a mesma igualdade. Não é preciso fugir e se esconder da discussão”, disse César.

O deputado César Pires denunciou ainda que há candidatos saindo de grandes partidos, se escondendo, vendendo emendas e cargos futuros para poder ganhar eleição. Disse que quer o bem do governo, mas não há como se ajoelhar diante da própria sorte. Ele condenou o tipo de comportamento em que muitos mudam de partido para poder receber as benesses do poder perto da eleição e depois retornam porque não aquinhoaram votos e nem tiveram musculatura para suportar a dor política.

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Quase no fim

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biraehelio

A apenas quatro dias do fim do prazo determinado pela Justiça Eleitoral para as filiações partidárias daqueles que pretendem disputar as eleições de 2014, é grande a movimentação de partidos na Assembleia Legislativa. Ontem, mais dois deputados confirmaram desfiliações de legendas pelas quais haviam sido eleitos em 2010. Hélio Soares deixou o PP e Bira do Pindaré anunciou a sua saída do PT. Também deputado estadual – licenciado – o secretário de estado do Meio Ambiente, Victor Mendes, pré-candidato a deputado federal, trocou o PV pelo PSL.

A movimentação também é intensa entre pretensos candidatos à Assembleia e à Câmara Federal. O suplente de deputado federal e empresário Carlos Wellington Bezerra, o Wellington do Curso, se filiou ao PPS e quer uma cadeira no legislativo estadual. O ex-deputado federal e estadual e ex-prefeito Chico Coelho também deve confirmar filiação ao PSL. O ex-diretor do Socorrão Yglesio Moyses chegou a ser sondado por vários partidos, mas deve permanecer no PT – sobretudo com a confirmação da saída de Pindaré.

Sem espaços no PP, o deputado Hélio Soares confirmou ontem a O Estado a sua saída do partido. Ele pretendia ser candidato ao Senado pelo grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB), mas a direção estadual da sigla passou a se posicionar como oposição na veiculação do programa político em TV e rádio.

Foi a própria direção da legenda quem oficializou a saída do parlamentar junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão. Os dirigentes Ribamar Soares e Daniel Bandeira levaram ao tribunal documento de desfiliação. Hélio afirmou que discutia o seu futuro partidário com o PSDC, PT, PTdoB e PSD. “Por enquanto, não há nada decidido”, adiantou.

Outro parlamentar que ficou sem partido após deixar a legenda que o elegeu em 2010 foi Bira do Pindaré. Em conflito com a direção estadual e sem espaços no partido, ele utilizou ontem o grande expediente da sessão ordinária para anunciar a sua desfiliação.

O ex-petista falou de toda a sua trajetória no partido, iniciada em 1990 e disse ter sido obrigado de deixar a sigla. “Não me sobrou escolha. Sou forçado a sair do PT e procurar outro caminho”, disse.

Pré-candidatos ao governo também precisam se definir

Os pré-candidatos ao Governo do Estado Eliziane Gama (PPS) e Hilton Gonçalo (PDT) ainda têm futuro partidário indefinido. Eliziane aguarda uma definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação à liberação do Rede, legenda criada pela pré-candidata a Presidência da República Marina Silva. Já Hilton tenta sem muito sucesso articular a candidatura própria dentro do PDT, que deve apoiar a candidatura de Flávio Dino (PCdoB) e indicar o vice na chapa majoritária.

Eliziane já se manifestou várias vezes a imprensa sobre o assunto. Em todas as oportunidades, garantiu que continuaria a aguardar a liberação do Rede para a disputa eleitoral do próximo ano.

Até o momento, ela trabalha na articulação de sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões, mas não obteve apoio de nenhum partido. Mantém diálogo com o PSDB, que também não se posicionou definitivamente sobre 2014.

A situação de Hilton, por outro lado, é diferente. Ele ainda é filiado ao PDT e pretende ser candidato ao Governo do Estado pelo partido, mas não conta com o apoio da direção da legenda. Hilton chegou a ser convidado para filiar-se ao PP, mas não chegou a anunciar nenhuma decisão. Ele procura um partido que esteja disposto a lhe conceder espaço para uma disputa majoritária. Até o momento, no entanto, não obteve êxito.

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O PSD é o partido que passa pelo maior processo de esvaziamento no Maranhão. Criado no fim de 2011, por iniciativa do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, a legenda foi o destino de seis parlamentares – chegando depois a sete com a filiação de Afonso Manoel. A estratégia de todos era clara: sair de onde estavam sem perder os mandatos e garantir, no futuro, a possibilidade de uma nova troca, mais uma vez sem ser incomodados pela Justiça Eleitoral. Afonso Manoel foi obrigado a retornar ao PMDB. Já os deputados Alexandre Almeida, André Fufuca, Camilo Figueiredo e Dr. Pádua, devem sair. No mês passado, Raimundo Cutrim deixou a sigla e migrou para o PCdoB.

O Estado

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Filiação partidária

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joaquim-haickel

Por Joaquim Haickel

Aproxima-se o prazo limite para a filiação partidária daqueles que desejarem ser candidatos a um cargo eletivo no pleito de 2014. A data é 5 de outubro, um ano antes da eleição.

Os cidadãos brasileiros elegerão ano que vem seus representantes à Presidência de República e aos governos de estados e distrito federal, além de deputados estaduais, federais e um senador em cada unidade da federação.

Uma grande rearrumação vem acontecendo nos bastidores partidários já faz algum tempo, fato que configura o primeiro passo para quem deseja se eleger, ou para quem pelo menos deseja competir tendo alguma chance de sucesso.

A lógica partidária para uma eleição majoritária é diferente daquela que deve seguir quem almeja um posto proporcional. Explico: quem quiser ser candidato a presidente, governador ou senador, deve buscar um partido grande, forte, bem estruturado, com diretórios no maior número possível de municípios, com bastante tempo de propaganda no rádio e na televisão, com uma boa cota do fundo partidário, fatores que ajudam na eleição.

Já quem concorre a um cargo proporcional, ou seja, para deputado federal ou estadual, deve procurar um partido que o acolha e lhe proporcione a possibilidade de concorrer com uma mínima chance de se eleger. Quem tiver a garantia de uma votação expressiva deve escolher as legendas mais fortes, pois em qualquer hipótese sua eleição é mais viável. Quem tiver uma razoável musculatura eleitoral pode optar também por entrar nos grandes partidos que ainda assim terá boas chances de se eleger ou ficar em uma suplência que possibilite sua ascensão. Os candidatos de pouco coturno eleitoral devem se agrupar nos pequenos partidos para que juntos possam fazer o maior número de legendas, o que possibilitará eleger os mais votados de suas agremiações ou das possíveis coligações que esses partidos possam vir a fazer. Candidatos de grande poder eleitoral buscam pequenos partidos no intuito de vencer fazendo menos força. Os pequenos são pequenos, mas não são burros. No máximo um ou dois fortes candidatos são aceitáveis nos pequenos partidos para que estes tenham o sucesso que pretendem.

Dizer tudo isso é chover no molhado para quem é do ramo, mas o digo hoje para algumas pessoas que onde me encontram pedem que eu explique como funciona uma eleição, principalmente a proporcional que ainda causa muitas dúvidas não só nos eleitores, mas também em candidatos de pouca experiência.

No caso do Maranhão as candidaturas majoritárias postas são as de Luis Fernando e Flavio Dino, havendo a possibilidade de um terceiro nome concorrer ao governo do estado: Eliziane Gama.

Aqui aparece a primeira grande questão do pleito do ano que vem: quem será mais beneficiado com uma terceira candidatura ao governo do estado? Acredito que será a própria Eliziane, que certamente se fará mais conhecida e estará se credenciando para concorrer à prefeitura da capital, a uma vaga de senadora ou mesmo ao governo nas eleições subsequentes para estes cargos. Além dela quem mais se beneficiaria? O governo ou a oposição?

A existência de três candidatos efetivos ao governo certamente empurrará a eleição para o segundo turno. Quem se beneficiaria com isso? Responda quem souber ou quem puder. Confesso que não sei a resposta para essa questão.

Quanto ao Senado, se a governadora Roseana for candidata, não haverá concorrência relevante. Se ela não for, a disputa entre o candidato da oposição, Roberto Rocha, e o do governo, Gastão Vieira, será equilibrada, sem previsão de vencedor.

Há aqui outra questão que deve ser analisada com muito cuidado. Roseana ajuda mais seu candidato ao governo disputando o Senado ao seu lado, correndo o estado pedindo votos ou no controle da administração até o último dia de seu mandato? Eis aqui outra questão que não sei responder. Diga quem souber!

Inclusive, há nesse caso desdobramentos perigosos. Em caso de Roseana ser candidata ao governo quem deve sucedê-la? O vice-governador ou um governador eleito indiretamente na Assembleia? Em sendo a segunda opção, quem seria o escolhido? O próprio presidente do Poder Legislativo ou outra pessoa?

São muitas perguntas difíceis a serem respondidas, por isso me obrigo a ficar comentando sobre a disputa eleitoral no que diz respeito às coligações proporcionais, onde me sinto mais confortável para opinar.

Ressalto que mesmo fazendo meros prognósticos, um ano antes do pleito, tenho muito mais segurança no resultado deles que na conjectura do que pode acontecer no pleito majoritário.

Acredito que a futura composição da Assembleia Legislativa contará com 11 deputados eleitos pelos partidos do grupo conhecido como Chapão e outros 15 deputados eleitos pelos pequenos partidos ligados ao governo, acomodados em varias coligações ou em voos solos. As outras 16 vagas deverão ser preenchidas por deputados de partidos de oposição agrupados em duas ou três coligações. O resultado seria 26 x 16.

No caso da Câmara Federal o desenho será parecido com o do último pleito, sendo que a oposição deverá fazer um deputado a mais desta vez, ficando o placar em 11 x 7.

Antecipar os acontecimentos pode não ajudar muito, mas enquanto se pratica esse passatempo somos obrigados a analisar com mais cuidado o que acontece hoje, o que nos faz entender as circunstancias e consequências dos fatos e algumas vezes nos permite corrigir rumos e repensar formas de atingirmos os nossos objetivos.

PS: O texto acima não visa ensinar ninguém o seu ofício, visa apenas registrar um ano antes do fato acontecer, uma previsão bastante plausível sobre seus resultados, além de também registrar as dúvidas que nos perseguem e que caso não sejam dirimidas a contento podem acabar por nos prejudicar eleitoralmente.

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