Soberba e mentira

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Não condiz com a verdade a declaração dada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) ao jornal Folha de S. Paulo de que o Maranhão não carece de recursos federais para o atual exercício financeiro.

Em tom de soberba, no início da semana, o comunista afirmou o seguinte: “Não faço planejamento contando com novos recursos federais. Não está na minha contabilidade. Se aparecer [o recurso], ótimo […].”, disse.

Ocorre que o estado depende sim da ajuda do Governo Federal em todas as áreas de atuação e tem usufruído desse suporte.

Na manchete da página 3 da editoria de Política de ontem, por exemplo, O Estado trouxe a denúncia da Clínica Biorim, que atende pacientes renais crônicos no estado e tem sofrido calote do Executivo Estadual.

O recurso que deve ser destinado para a clínica que realiza o procedimento de hemodiálise na região dos municípios de Bacabal, Santa Inês e Zé Doca, é repassado aos cofres do estado pelo Governo Federal. Sem esse dinheiro, a hemodiálise não funciona no estado.

Há outros recursos como contrapartida para a construção e reparo de estradas estaduais e obras de infraestrutura, escolas, creches e ações na saúde, com aporte do SUS.

Flávio Dino, portanto, não fala a verdade quando diz que não conta com recursos do Governo Federal.

E isso ficou mais evidente ainda, quando, logo após a declaração, secretários de Estado e o vice-governador buscaram audiências com ministros do governo Jair Bolsonaro com a missão de atrair recursos para o Maranhão.

Mas quem é que espera de Flávio Dino a verdade?

Estado Maior

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Dino omite distorções sobre verba publicitária

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O governador Flávio Dino (PCdoB) contou apenas meia verdade ao relatar à Folha de S. Paulo, em entrevista divulgada ontem, que diminuiu os gastos do Governo do Estado com publicidade paga à TV Mirante.

À repórter Thais Bilenky, o comunista disse que reduziu de 54%, em 2012, para 19%, em 2017, o total da verba publicitária destinado ao veículo de maior audiência no Maranhão.

Dino não contou, no entanto, que o valor caiu drasticamente neste ano – sobretudo nos últimos meses -, porque o governo simplesmente não paga o que deve. A inadimplência provocou o bloqueio da mídia do Executivo na afiliada da TV Globo no Maranhão.

Omitiu, também, o fato de que a mais recente pesquisa de audiência do Ibope aponta que a TV Mirante detém exatamente 54% de participação na audiência do estado. As três principais concorrentes, juntas, apenas metade disso: 27%.

Esse dado aponta, então, para possível improbidade do governo comunista – porque, se a maior audiência recebe apenas 19% da verba publicitária, para onde estariam indo os 81% restantes? – e para a comprovação de que, na gestão passada, a verba era apenas dividida de acordo com índices de audiência.

Distorções – Flávio Dino também evitou falar sobre outras distorções na distribuição da verba de publicidade na sua gestão.

Não comentou, por exemplo, por que a publicidade legal do Executivo tem sido publicada massivamente no jornal O Imparcial, que não é auditado pelo Instituto Verificados de Comunicação (IVC) – no Maranhão, o único que passa por auditoria externa é o jornal O Estado.

E esqueceu de mencionar o rumoroso caso da verba destinada ao apoio do Campeonato Maranhense de Futebol de 2017. Por meio da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel), o governo liberou R$ 1,8 milhão. Desse total, R$ 900 mil foram rateados entre os clubes e outros R$ 900 mil ficaram a cargo da Federação Maranhense de Futebol (FMF) e da TV Difusora.

Em tese, parte da verba deveria custear a transmissão de jogos pela TV. Ao fim da competição, no entanto, apenas um jogo da fase classificatória e da final foram efetivamente transmitidos.

O Estado

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Folha destaca repúdio a Waldir Maranhão

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Deputado estadual Edilázio Júnior (PV)

Deputado estadual Edilázio Júnior (PV)

A coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, assinada pela jornalista Natuza Nery, repórter especial do veículo, destacou na edição de hoje o repúdio do deputado estadual Edilázio Júnior (PV) ao presidente da Câmara Federal em exercício, deputado Waldir Maranhão (PP).

Numa nota, intitulada “Vergonha alheia”, o veículo lembra da atuação oposicionista de Edilázio ao governador Flávio Dino (PCdoB) e informa que ele subiu à tribuna da Assembleia Legislativa e sugeriu um abaixo-assinado para que Waldir deixe de usar na política, o nome do estado na sua assinatura.

A justificativa utilizada por Edilázio é justamente a vergonha provocada por Waldir à população do estado, quando anulou temporariamente – aconselhado por Dino -, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Na terça-feira a base governista no Legislativo Estadual rejeitou requerimento de autoria de Edilázio, que consistia na edição de uma nota de repúdio a Waldir Maranhão. Orientados pelo líder do governo, Rogério Cafeteira (PSB), os deputados aliados do governador chegaram num primeiro momento a demonstrar interesse no repúdio. Mas, depois, pressionados pelo Palácio dos Leões, rejeitaram a peça.

A “blindagem” a Waldir Maranhão foi uma exigência do Palácio dos Leões

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Uma farsa…

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videoFarsa I

É uma farsa o vídeo com suposto preso que teve a perna supostamente rasgada na penitenciária de Pedrinhas. A polícia já descobriu que o vídeo é, na verdade, de um acidente de moto, que nem ocorreu no Brasil, e se deu há quase dois anos. Na investigação, soube-se que foi espalhado por um agente penitenciário com fortes ligações com gente que faz oposição cerrada à política de Segurança.

Farsa II

O juiz Douglas Melo Martins acabou numa esparrela ao aceitar o vídeo fraudulento como sendo mais um fato de Pedrinhas. Pior ainda fizeram os jornais Folha de S. Paulo e O Globo, que publicaram a história sem sequer checar a informação. O que poderia ter sido feito com uma simples consulta na Internet.

Farsa III

O vídeo fajuto é só mais um aspecto do jogo político que esteve por trás da sua divulgação da “investigação” dos problemas sobre a crise no sistema penitenciário do Maranhão. Fortemente ligado a movimentos e partidos de esquerda, o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA, Rafael Silva, também escorregou. Açodado partiu dele a irresponsável afirmação de que havia estupros no presídio, mas os fatos desmoralizam tal versão.

Coluna Estado Maior

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