Após denúncia, governo pagará vigilantes

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Depois da denúncia da deputada Andrea Murad no sábado, o governo do estado correu para contatar os vigilantes que trabalham no Hospital Carlos Macieira na tentativa de resolver o atraso de 3 meses de salário, motivo que fez boa parte deles parar as atividades.

Para garantir a guarda no hospital, a SES também teve que recrutar vigilantes de outras unidades para cobrirem o HCM, segundo informações que chegaram até a deputada. A medida veio com a promessa da secretaria resolver o problema nesta segunda-feira e garantir o retorno dos vigilantes. Poucos voltaram de fato, sábado apenas 6 compareceram para cumprir o expediente e no domingo, três fizeram a vigilância de todo o Hospital Carlos Macieira.

Enquanto isso, o HCM segue desfalcado na área da vigilância. Após essa denúncia, a parlamentar vem recebendo relatos de vários outros atrasos nos salários de funcionários da área da saúde.

Foto: Nestor Bezerra

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Andrea Murad denuncia calamidade no HCM

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A deputada estadual andrea Murad (PMDB) utilizou as redes sociais para denunciar o que chamou de “calamidade” no Hospital Carlos Macieira.

Segundo a parlamentar, além do atraso de salário dos anestesistas, vários equipamentos estão quebrados e sem funcionar.

“O hospital Carlos Macieira está uma calamidade. Além dos salários atrasados dos anestesistas, que paralisaram as atividades, são vários equipamentos essenciais com problemas, denúncia dos próprios pacientes. Endoscopia quebrada, sem previsão de conserto. Tem 2 tomógrafos, 1 está quebrado e o outro não imprime a película. Ecocardiograma está sem contrato com a equipe médica, ou seja, não tem o profissional para operar o equipamento. Em um hospital de alta complexidade onde tem várias UTIS e realiza cirurgia cardíaca, o ecocardiograma precisa estar funcionando”, disse.

Andrea Murad também denunciou que o serviço de hemodinâmica do HCM instalado recentemente, também parou de funcionar.

“O serviço de hemodinâmica, que foi inaugurado em setembro, funcionou um tempinho fazendo apenas angioplastia coronária e cateterismo, e em pouquíssimos casos de pacientes internados. Ora, um laboratório de hemodinâmica, que faz procedimentos no coração, neuro, vascular, arritmia, era totalmente restrito. E quando o governo tem um serviço desse, tem que abrir para a população a marcação ambulatorial. E a população não estava usufruindo do serviço de hemodinâmica. E pior, além de subutilizada, a hemodinâmica, mal inaugurada, quebrou uma peça e também está sem previsão de conserto. Resumindo: tomografia, ecocardiograma, endoscopia, hemodinâmica; tudo ali no Hospital Carlos Macieira, de alta complexidade, todos sem funcionar”, finalizou.

Foto: Divulgação

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Lula admite que governo mudou obra no HCM

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Durante reunião da Comissão de Saúde, na Assembleia Legislativa, onde o secretário de saúde Carlos Lula foi apresentar o relatório do quadrimestre sobre as ações do setor, a deputada Andrea Murad, titular na comissão, levantou uma série de questionamentos sobre a obra de ampliação do Hospital Carlos Macieira, o Hospital do Servidor e a Clínica Eldorado, esta alugada por R$ 90 Mil por mês, durante um ano sem funcionar, pertencente à família de uma assessora jurídica da própria Secretaria de Estado da Saúde.

Andrea Murad questionou o secretário sobre o fato do Estado optar por alugar uma clínica velha em vez de implantar a traumatologia e ortopedia no anexo do Hospital Carlos Macieira. A parlamentar também abordou sobre a reforma de R$ 903 mil na clínica particular, cujo processo licitatório para executar a obra foi a adesão de uma ata do Tribunal de Justiça para manutenção de fóruns, sem qualquer previsão para se reformar unidades hospitalares.

“O que ouvimos aqui hoje do secretário Lula foi uma confissão seriada de crimes contra a administração pública que se continuarem os prejuízos serão incalculáveis para os maranhenses e não podemos permitir que aconteça. Um exemplo é a reforma da Clínica Eldorado, onde foram gastos mais de R$ 903 mil por conta de manutenção corretiva e preventiva em um prédio que nunca funcionou, quando na verdade deveria ter adotada outra modalidade de licitação por conta do valor que está sendo gasto com recursos públicos. E o mais grave ainda, a reforma está sendo realizada através de uma ata de adesão específica para manutenção de fóruns do Tribunal de Justiça, sem qualquer especificidade para se transformar clínica em hospital”, explicou Andrea Murad após a reunião.

Sobre o Hospital do Servidor, outro questionamento levantado pela deputada Andrea, o secretário Lula confirmou que o objeto da obra de ampliação do Hospital Carlos Macieira foi desviado para atender ao que se transformará no Hospital do Servidor. “Não existe licitação do Hospital do Servidor, nunca vai existir. Porque não se licita hospital do servidor, se licita unidade hospitalar e posteriormente se dá a destinação para esta unidade”, respondeu Carlos Lula.

Para a deputada, o Estado comete um crime gravíssimo se utilizando de recursos do orçamento estadual e do BNDES destinados à saúde, aplicados em uma obra cuja licitação é voltada para ampliação do Hospital Carlos Macieira, mas, como confirmado pelo secretário Lula, o objeto da construção está sendo totalmente alterado para atender outra finalidade no Governo Flávio Dino.

“O Hospital Carlos Macieira foi entregue com todo o seu projeto de ampliação para ser em sua plenitude a referência em alta complexidade no Maranhão, onde já se previa, inclusive, o atendimento em trauma e ortopedia porque é no HCM onde existe toda a estrutura para abrigar essa demanda como por exemplo, uma central de imagem com ressonância, o que não existirá na Clínica Eldorado, equipamento fundamental para pacientes politraumatizados. Então, o governo simplesmente não pode mudar o objetivo de uma unidade como esta, onde recursos da saúde estaduais e federais estão sendo investidos, onde existe desde a gestão passada um objetivo final para esse grande hospital que poderá atender muito além do que uma clinicazinha particular, alugada para atender interesses de terceiros”, reforçou a deputada.

A deputada fez questão de dizer que tinha em mãos um ofício do secretário de Infraestrutura onde atesta que as obras de ampliação do HCM continuam de acordo com o projeto original, fato categoricamente contestado pelo secretário Lula.

Foto: Kristiano Simas/Agência AL

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Instituto esclarece drama de paciente no HCM

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O Instituto Gerir que administra o Hospital Carlos Macieira encaminhou nota para esclarecer matéria divulgada nesta segunda-feira no Blog do Zeca Soares.

A matéria mostrou o drama do senhor Francisco João da Silva, de 74 anos, que passou por enorme constrangimento nesta segunda-feira, no Hospital Carlos Macieira.

A cirurgia que o senhor Francisco João da Silva faria ontem teve que ser cancelada por falta de material.

Leia o esclarecimento:

“Sobre o caso do paciente Sr. Francisco João da Silva, a administração do Hospital Carlos Macieira vem a público dizer que:

1 – O hospital se sensibiliza com o caso. Pedimos desculpas pelo transtorno causado ao Sr. Francisco e aos seus familiares. Esclarecemos que a cirurgia foi reagendada no mesmo dia em que o paciente recebeu alta. A remarcação não prejudica em nada o tratamento;

2 – Não há falta de materiais para cirurgias e todos os componentes essenciais para realizar procedimentos cirúrgicos são provisionados e mantidos em estoque. Há alguns materiais especiais usados em casos específicos. Eles são requisitados somente quando um desses casos surge;

3 – No caso do Sr. Francisco, o hospital requisitou um tipo de eletrodo especial para a cirurgia. Contudo, o fornecedor não entregou o equipamento em tempo e, por isso, a cirurgia teve que ser remarcada;

4 – A administração do hospital está analisando os processos internos para evitar que esse tipo de problema volte a ocorrer. Nosso corpo clínico se dedica à recuperação plena dos nossos pacientes e nos colocamos à disposição para, caso haja necessidade, fornecer mais esclarecimentos.”

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Andrea denuncia caos no Carlos Macieira

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A deputada Andrea Murad recebeu uma grave denúncia sobre a situação do Hospital Dr. Carlos Macieira. O hospital é administrado pelo Instituto Gerir que, além de não pagar os direitos trabalhistas dos funcionários, a exemplo do reajuste previsto na convenção coletiva, está economizando na alimentação de funcionários e pacientes e deixando faltar materiais básicos.

“A alimentação dos funcionários se reduz a feijão, ovo, arroz e farinha. Pasmem! Os pacientes tiveram as suas refeições também reduzidas, foi ordem a redução com objetivo de economizar para fazer de 4 quentinhas 6. É assim que o governador Flávio Dino diz que economiza na saúde”, disse Andrea.

Grave ainda é a redução do alimento parenteral, um tipo de nutrição para pacientes que segundo a deputada estão definhando de fome porque a empresa não está adquirindo o alimento. Além faltar soro e fita para medir glicemia.

“E a alimentação parenteral, um alimento especial para pacientes, também foi reduzida, porque o Instituto não está adquirindo esse tipo de alimentação. Ou seja, os pacientes estão passando fome, definhando. Esta semana não tinha, sequer, soro fisiológico de 250 ml para medicação. Não tinha fita para medir glicemia. É o caos instalado no HCM!”, disse.

Nota do Instituto Gerir:

O Instituto Gerir, responsável pela administração do Hospital Carlos Macieira, esclarece que as denúncias feitas pela Deputada Andrea Murad são equivocadas. A administração do Hospital Carlos Macieira paga os salários dos funcionários imediatamente após receber os repasses do governo estadual. Não há atrasos no pagamento de salários. A administração do hospital atua com total transparência e respeito aos funcionários, colaboradores, pacientes e acompanhantes.

A deputada também se equivoca ao falar sobre a alimentação e o serviço de nutrição do hospital. Ao contrário do que afirma, não houve redução no número de refeições e nem na variedade do cardápio oferecido. O principal objetivo do Instituto Gerir é a prestação de um serviço de qualidade para melhor recuperar a saúde dos pacientes. Fornecemos refeições seguras do ponto de vista bacteriológico e sanitário, nutricionalmente balanceadas e adequadas às necessidades de cada paciente e funcionário.

O Setor de Nutrição é responsável por todas as etapas do planejamento, preparo, cocção, porcionamento e distribuição das refeições para funcionários, pacientes e acompanhantes dos pacientes. Os pacientes têm direito a seis refeições diárias: desjejum, colação, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Funcionários e acompanhantes dos pacientes recebem três refeições diárias: desjejum, almoço e jantar. Diariamente são servidas, em média 1837 (mil oitocentos e trinta e sete) refeições.

Foto: Agência Assembleia

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Andrea Murad quer informações do HCM

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AndreaMurad

Deputada estadual Andrea Murad (PMDB)

Andrea Murad anunciou nesta terça-feira (5) que encaminhará ofício para o Hospital Dr. Carlos Macieira pedindo explicações sobre a denúncia da interdição da sala de emergência para atender com exclusividade a esposa do governador Flávio Dino. A parlamentar lembrou que fez a denúncia na semana passada, relatada à deputada por funcionários do próprio hospital, em que pacientes ficavam privados de serem atendidos na emergência.

“Irei enviar um ofício para o Diretor do Carlos Macieira relatar o episódio. Onde estava a esposa do governador, em qual sala tomava a medicação, quem realizou os procedimentos e dependendo da resposta aí, sim, vamos fazer a acareação. Vamos fazer acareação entre funcionários e pacientes que foram impedidos de entrar, e quero ver Márcio Jerry ir para o Twitter desmentir, porque isso não é brincadeira! Quando eu subo aqui nesta tribuna eu não subo pra brincar e não subo pra mentir. Cumpro meu papel com seriedade, honestidade e com verdade”, disse Andrea Murad.

A parlamentar anunciou ainda, conforme conversou com o Presidente da Comissão de Saúde, deputado Antônio Pereira, que vai iniciar uma série de visitas nas unidades de saúde do estado.

“Eu vou in loco visitar as unidades de saúde, eu falei com o Presidente da Comissão de Saúde e eu vou às unidades, eu vou às UPAS, eu vou ao Hospital Geral, eu vou ao Macieira, eu vou aos municípios e eu vou mostrar que a saúde está um fiasco! Muda secretário, mas continua não prestando, continua ruim. Nada presta, a saúde não presta, o Governo não presta e o secretário pode ser um bom técnico para uma Casa Legislativa, mas não para cuidar da saúde do povo do Maranhão”, discursou.

Foto: Nestor Bezerra

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Falta gestão

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AndreaMurad

Falta de energia, falta de combustível em gerador, ar condicionado quebrado, risco de equipamentos serem danificados por falta de manutenção adequada e ameaça de mais redução nas cirurgias eletivas do Hospital Dr. Carlos Macieira, foram alguns dos problemas denunciados hoje (14) pela deputada Andrea Murad (PMDB) durante o seu pronunciamento.

“O Hospital Dr. Carlos Macieira desde sábado está funcionando precariamente o sistema de refrigeração. Um prejuízo tanto para o estado em termos de equipamentos, caríssimos, que precisam do sistema de refrigeração funcionando adequadamente, quanto para o conforto dos pacientes. Eu quero saber como vão fazer com as cirurgias? Vão operar sem ar-condicionado, improvisando Split como está acontecendo? O setor de hemodiálise está sem ar condicionado. Na verdade, alguns poucos setores estão com ar improvisado e isso tudo por falta de manutenção. Aparelho de ressonância, tomografia como é que vai ficar?”, denunciou.

Para a parlamentar, a empresa que administra a unidade não tem capacidade para atender o hospital de alta complexidade, considerado um dos mais avançados do Brasil e que hoje atende todo o estado do Maranhão, por isso cobrou providências imediatas do governo para resolver os problemas.

“A empresa Gerir nunca administrou um hospital como Carlos Macieira. E a irresponsabilidade do Governo é tamanha que coloca uma empresa que não tem capacidade técnica de administrar um hospital dessa complexidade causando um prejuízo enorme para a população. O setor de hemodiálise está sem ar condicionado. Na verdade, alguns poucos setores estão com ar improvisado e isso tudo por falta de manutenção. A gente espera realmente que haja uma resposta do Governo e uma atitude rápida para que isso possa ser resolvido”, solicitou a deputada Andrea Murad.

Foto: Nestor Bezerra

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Saúde em crise

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CarlosMacieira

Por Ricardo Murad

Má gestão, corrupção e incompetência revelam o caos em que se encontra os hospitais do estado.

No Hospital Carlos Macieira, o maior hospital de alta complexidade do Maranhão, construído, equipado e estruturado dentro do maior programa de saúde pública do país, o Saúde é Vida, responsável pelo atendimento de todos os pacientes graves do Estado, com equipamentos de ponta, iguais aos maiores hospitais do país que realiza cirurgias e procedimentos nunca antes realizados no estado, está parado porque não fizeram manutenção no sistema de ar condicionado.

É impressionante a incapacidade de Flávio Dino. O sistema de ar condicionado do HCM é altamente sofisticado e necessita de manutenção permanente e especializada.

A situação é de calamidade e as autoridades precisam agir.

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Mutirão no Carlos Macieira

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Mutirao

O Hospital Estadual de Alta Complexidade Dr. Carlos Macieira realiza neste sábado (11), a partir das 8h, um mutirão cirúrgico de hérnia. A iniciativa visa reduzir o tempo de espera dos pacientes já cadastrados pela rede estadual de saúde para submeter-se a esse tipo de procedimento.

Será o segundo mutirão de intervenções cirúrgicas realizado pela equipe médica do Hospital de Alta Complexidade Dr. Carlos Macieira, desde a inauguração do seu centro cirúrgico, que conta com sete salas de cirurgia em pleno funcionamento. O primeiro mutirão ocorreu no mês passado, quando 16 pacientes foram submetidos a uma técnica cirúrgica inovadora para tratamento de varizes em membros inferiores.

De acordo com o médico Luis Alfredo Guterrez, coordenador da equipe de cirurgiões que atuará no mutirão, nessa nova etapa serão beneficiados 20 pacientes que sofrem com dores abdominais causadas por hérnias inguinais, epigástricas e umbilicais (este é o tipo mais comum entre as três formas) e têm uma série de limitações para desenvolverem atividades rotineiras.

“Esses mutirões, além de ser uma forma de restabelecer a saúde do paciente e normalidade das ações diárias, são uma forma de diminuir o tempo de espera dos pacientes que não têm condições financeiras para buscar atendimento na rede suplementar e aguardam por este tipo de procedimento na rede pública de saúde há algum tempo, devido à grande demanda por este tipo de serviço”, explica Luis Alfredo .

Para estarem aptos a passar pelo procedimento, todos os pacientes já diagnosticados com casos de hérnia tiveram que realizar exames pré-operatórios necessários para avaliar o risco e comprovar as perfeitas condições para que eles sejam levados ao centro cirúrgico.

Foto: Nestor Bezerra

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HCM realiza 100 cirurgias eletivas

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cirurgia

Cem cirurgias eletivas e de urgências foram realizadas no Hospital Estadual de Alta Complexidade do Maranhão Dr. Carlos Macieira nesta primeira semana de funcionamento do novo centro cirúrgico. Nesta terça-feira (22) foram realizados 28 procedimentos cirúrgicos em pacientes que aguardavam na fila de espera do Hospital Estadual Tarquínio Lopes Filho (Geral) e pacientes graves que estavam em outras unidades estaduais de saúde.

O diretor do Hospital Geral e chefe do serviço de cirurgia do HCM, Luis Alfredo Netto Guterres, disse que estão sendo realizadas mais de 20 cirurgias diariamente. “Estamos chamando as pessoas que estavam com os exames atualizados e aguardavam pela cirurgia em casa e os pacientes de urgência que estão em unidades estaduais”, explicou. O centro cirúrgico tem nove salas, onde são realizadas as cirurgias gerais, plásticas, bariátricas, proctológicas, urológicas, neurocirurgias (cabeça e pescoço) e outras intervenções cirúrgicas de alta complexidade.

O aposentado Manoel Aguiar da Cruz, 66 anos, residente na Divinéia, em São Luis, foi submetido a cirurgia de hérnia inguinal, na manhã desta terça-feira (22). “Estava há cinco meses aguardando em casa pela cirurgia e graças a Deus fui chamado”, disse. O autônomo Antonio Pedro Silva, 50 anos, veio do município de Pinheiro para fazer a cirurgia de hérnia. “Terminei de fazer os exames no início deste ano e estava aguardando ser chamado”, disse.

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O pedreiro Mozaniel da Conceição Azevedo Martins, 47 anos, morador do Parque Vitória, foi submetido ao procedimento para retirada de hemorróida. “Fiz a consulta e os exames no Hospital Geral e aguardava há mais de um ano pela cirurgia. Quero fazer logo, antes que este problema dificulte as minhas atividades do dia-a-dia”, comentou.

A cabeleleira Antonia Ribamar Alves Rocha, 34 anos, moradora da Divinéia, foi submetida a histerectomia supracervical (cirurgia para remoção do útero, deixando intacto o colo uterino). Ela disse que, como conseqüência da doença, sente dores nas pernas. “Trabalho no salão de beleza e fico muito tempo em pé. Fiz todos os exames e o medico recomendou a cirurgia porque os nódulos estão grandes”, justificou.

Oncologia – Com o funcionamento do novo centro cirúrgico, todas as cirurgias realizadas no Hospital Geral, à exceção das oncológicas, estão sendo transferidas para o HCM, possibilitando a implantação do Hospital de Câncer do Maranhão Tarquínio Lopes Filho. Com essa mudança, o número de leitos destinados a pacientes com câncer aumentará de 12 para 106 leitos.

Além do centro cirúrgico, o Governo do Estado entregou no HCM um centro de hemodiálise com 30 máquinas para atender pacientes internados e ambulatoriais; uma unidade crítica cardio-AVC com 18 leitos com acompanhamento 24 horas de neurologistas e cardiologistas para atender pacientes com infarto e acidente vascular cerebral (AVC);  uma UTI com 8 leitos individuais e que permite a presença permanente de um acompanhante; serviços de apoio logístico (farmácia, almoxarifado, transporte) e de apoio diagnóstico e terapêutico (laboratório de análises clínicas e tomografia).

Fotos: Nestor Bezerra

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