Fascismo de ‘oposicionistas’

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igorlagoPor Igor Lago

or respeito à opinião pública e a aqueles que são pela renovação verdadeira da política, pela transparência e pela ética em todas as circunstâncias da vida, faço as seguintes considerações sobre matéria encomendada dos auxiliares do fascismo de quinta categoria no Maranhão:

1. Jamais dei entrevista exclusiva ao jornal “O Estado do Maranhão”. Mas aqueles que lidam com a informação poderiam se lembrar que o ainda juiz federal Flávio Dino, em 2004, já teve o “prestigiado” espaço de página inteira quando tentou viabilizar a sua candidatura a prefeito de São Luis com o apoio dos Sarneys e do Lula, o que veio a acontecer nas eleições para prefeito de São Luis em 2008;

2. Quem atinge a imagem de qualquer partido político é quem, ao ocupar cargos administrativos ou mandatos eletivos, os usa em benefício próprio, em vez de servir à sociedade. Quando presidente do PDT do Maranhão ajudei a reorganizá-lo sob o legado de papai, apesar de todas as sabotagens dos que se encontram apadrinhados pelos donos nacionais do partido. Ao contrário, lutei até o fim por sua refundação, uma vez que se desfigurou e virou espaço da politicalha, do fisiologismo,  balcão de negócios e partícipe de escândalos que não param de vir à tona para decepção dos verdadeiros trabalhistas;

3. Em todos os textos que escrevo está clara a minha posição política alternativa às duas forças que se digladiam no estado, o sarneísmo e os seus dissidentes reinaldo-dinistas. Ambos, duas caras da mesma moeda, pensam e fazem a “realpolitik”, a luta pelo poder e nada mais. Além dessa posição, procuro manter-me distante daqueles que usam a política como “escala social” e carregam processos nas justiças estadual e federal por atos de corrupção e/ou de improbidade administrativa;

4. Quanto à minha vida profissional, sou médico concursado funcionário público federal licenciado por motivo de doutorado, e médico concursado funcionário público estadual no interior do estado de São Paulo onde resido. Trabalho, ainda, na cidade de Imperatriz, desde julho de 2006, como médico de uma empresa da qual sou sócio minoritário (proprietário de 10% de suas cotas) que presta serviço de alta complexidade na área de cardiologia e recebo meus honorários médicos, como os demais colegas. Nunca fui administrador nem diretor clínico da empresa que presta seus serviços de forma legítima, assim como nunca tive sinecuras ou cargos públicos em prefeitura de São Luis, governo do Maranhão ou orgãos e autarquias federais. (Ah! Jamais fui dono de hospital em lugar nenhum, seja em Fortaleza, Ribeirão Preto ou Imperatriz, como espalham por aí);

5. Este serviço, por ser o único de Imperatriz e região, além de ter contratos com convênios e seguros de saúde, tem, desde 2006, contrato com a secretaria de saúde do estado, para realização de exames diagnósticos e terapêuticos pelo SUS, o que vem sendo feito nos governos José Reinaldo, Jackson Lago e Roseana Sarney e com os secretários de saúde Dra. Helena Duailibe, Dr. Edmundo Gomes e o atual Sr. Ricardo Murad, o que pode ser confirmado no Diário Oficial do Estado do Maranhão.

O “modus operandi” do fascismo sempre foi o de atingir, por todos os meios, os adversários e discordantes. Mussolini e Hitler foram antônimos da tolerância política. Stalin e o atual chefete gordinho da Coréia do Norte idem. E estamos assistindo no Brasil situações semelhantes como, por exemplo, o uso da mídia virtual para publicar matérias pseudojornalísticas com o único objetivo de atingir as pessoas sem sequer fazer uma investigação da informação, ouvir as partes envolvidas, saber profundamente dos fatos.

Expor o pensamento político com argumentação política, e não pessoal,   é o que todos devemos fazer. Infelizmente, em sua grande maioria, as instituições brasileiras e maranhenses, assim como os seus atores estão vulgarizados. No Maranhão, os atuais baluartes de uma determinada oposição criaram uma rede virtual para caluniar e inibir a todos que não compartem de suas ideias e práticas políticas. Sob o véu de um antisarneísmo (logo eles!) usam o vale tudo contra todos os que discordam e se opõem aos seus pontos de vista. Fico a imaginar do que seriam capazes se chegarem ao governo do estado. Oxalá que tenhamos alternativa!

Mas, acredito que o povo é maior. E, mentira, como diz o ditado popular, tem pernas curtas.

* Igor Lago é médico e filho do ex-governador Jackson Lago

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Dono do PDT

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Opinião equilibrada

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igorlagoPor Igor Lago

No Brasil e no Maranhão, a situação dos presídios – muitos, infelizmente, verdadeiras universidades do crime, estão colocando em cheque as políticas adotadas até aqui por vários governos estaduais, a exemplo do Maranhão, Rio Grande do Sul e o Rio Grande do Norte.

As diferentes organizações e entidades que tratam do tema tem alertado, constantemente, o grave problema a ser tratado como prioridade, ainda que tardiamente.

No caso específico do Maranhão, devo lembrar que houve uma tentativa de adotar uma política diferente para a área, centrada na prevenção, no controle e na repressão qualificada da violência, criando-se a primeira Secretaria de Segurança Cidadã do Brasil, com compromisso de implantar no Maranhão o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que se caracterizava principalmente pela integração entre as polícias.

Muitos avanços se deram, dentre estes, o aumento do contingente desses bravos profissionais, os policiais militares, para tentar compensar o seu déficit histórico. Foram contratados 1000 novos policiais militares. É preciso compreender que nos 172 anos da Polícia Militar do Maranhão, o efetivo total era de 6.706, ou seja, aumentou-se em 14,91%. Também foram entregues 400 novas viaturas quando a frota inteira era de 1240 viaturas, ou seja, um aumento de 32,25%.

Foram criadas, também, 500 novas vagas nos presídios, o que ainda era pouco para a demanda crescente, mas que representava algo se levarmos em consideração os 9 anos precedentes que só criaram 450 e, em toda a história do estado, 1716 vagas.

Mas, repito, o que se estava formatando era o novo enfoque da segurança pública no sentido de aproximá-la do cidadão, das comunidades, no respeito aos direitos humanos.

E, precisamos reconhecer, aquele governo que durou pouco, não era “mil maravilhas”. Também tinha os seus problemas em muitas áreas, inclusive na segurança pública, que teria de enfrentar ou sofrer os desgastes inerentes.

Creio que uma boa visão administrativa é continuar aquilo que está dando resultados positivos, independentemente da cor política de quem implementa a iniciativa.

Essa crise na segurança pública, os alarmantes índices de violência, as lastimáveis tragédias pessoais e familiares são inaceitáveis porque resultantes de uma política nacional e estadual a ser reformulada.

Que me desculpem os portadores de ambições políticas e eleitorais, os bem-pagos mercadores da opinião pública na grande, média e pequena mídia, alinhada ou não ao sarneyísmo e/ou aos seus dissidentes, o reinaldo-dinismo, é dever de todos ter serenidade, altivez e sentimento cívico para não cairmos no uso vulgar e barato da atual situação.

Percebe-se, nitidamente, o uso político-partidário e pré-eleitoral de uma situação que exige algo muito maior, a civilidade baseada nos melhores valores da cidadania.

Chega-se ao cúmulo do irracional a divulgação de boatos, o uso de imagens de fotos ou vídeos que ocorreram em outras localidades e tempos diferentes, ou seja, a mentira usada da forma mais sorrateira na tentativa de espalhar ou ajudar a criar um clima de pânico numa população já insegura e fragilizada que merece muito mais atenção e respeito.

Lastimável, também, o uso corriqueiro de imagens da violência no nível mais repugnante pelos meios de comunicação. É a banalização da violência e do crime a serviço do lucro empresarial. É o apelo pela audiência e, consequentemente, pelos dividendos das publicidades.

Mas, sou daqueles que pensam que as autoridades maranhenses podem fazer muito mais, como rever a política adotada até aqui, aproveitar o que se inovou no passado e foi abandonado, incentivar os profissionais da área com mais investimentos e melhores salários, insistir na presença da polícia nas ruas e chamar as entidades do setor para sugerir e ajudar a adotar políticas administrativas mais efetivas e comprometidas com o nosso futuro.

Precisam, na verdade, calçar as sandálias da humildade e enfrentar a crise junto com a sociedade para o bem de todos.

* Igor Lago é médico e filho do ex-governador do Maranhão, Jackson Lago

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Igor no PPS

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igornopps

O médico Igor Lago, filho do ex-governador Jackson Lago se filiou ao PPS na tarde desta sexta-feira (4). Além de Igor Lago, outras lideranças egressas do PDT também se filiaram ao PPS, como o ex-deputado Rubem Brito, Cândido Lima, Eduardo Teles e Jô Santos, além de lideranças comunitárias como José Raimundo Aroucha, Patrício do Santa Cruz, José Raimundo Silva, Zé Maria de Icatu, entre outras fortes lideranças políticas.

“É um grande privilégio para o PPS ter o Dr. Igor Lago e os demais líderes de um projeto que sofreu ruptura histórica no Maranhão, que foi o Governo de Jackson Lago. Tê-los ao nosso lado é uma demonstração que este legado continua vivo, e aumenta ainda mais a nossa responsabilidade na construção de um Maranhão para os maranhenses”, afirmou a presidente estadual do PPS.

Os membros do partido e lideranças políticas do Maranhão também participaram do ato. A filiação também contou com a presença da ex-primeira-dama Clay Lago.

Durante o ato de filiação, Igor Lago esclareceu por que escolheu o PPS como partido. “O PPS representa a alternativa popular e democrática a tudo que está aí no estado e no país, por que é um partido sensível a necessidade principal que é a renovação e reformulação da política para a reaproximação do eleito e do eleitor, do representante e do representado”, destacou Igor Lago.

O filho do ex-governador Jackson Lago também elogiou a postura e a história política de Eliziane Gama. “Eliziane Gama é a grande e boa novidade da política maranhense. Deputada de segundo mandato, mulher, jornalista de origem humilde e que tem natureza democrática e que contribui muito com nosso estado através do seu trabalho”, completou.

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Senado

joaqui-haickel

O presidente do PSDC, Aragão trabalha junto aos pequenos partidos, num eventual apoio ao nome de Luís Fernando Silva ao governo do Estado, a possibilidade de indicação do nome do suplente de senador na chapa. E o nome pode ser o do ex-deputado e atual secretário de Esporte e Lazer, Joaquim Haickel.

Prestigiado

ivaldorodrigues

O vereador de São Luís, Ivaldo Rodrigues é homenageado com o título de cidadão de Morros. A cerimônia foi bastante prestigiada. Daqui seguiram os vereadores Honorato Fernandes, Bárbara Soeiro, Estevão Aragão e Manoel Rego, além do secretário de Esporte, Raimundo Penha e do deputado federal, Weverton Rocha. Ivaldo está licenciado e se prepara para realizar um processo cirúrgico nos próximos dias.

Feira do Livro

edivaldo

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior visitou ontem pela primeira vez a badalada Feira do Livro de São Luís, na Praia Grande. Acompanhado do presidente da Func, Francisco Gonçalves, o prefeito visitou stands e conversou com visitantes. Edivaldo Holanda Júnior participará do encerramento da Feira, no domingo.

Investigação

mp

O Ministério Público vai investigar o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), com base na acusação feita pelo vereador Fábio Câmara (PMDB), de que o gestor público teria praticado atos de nepotismo e improbidade administrativa. A procuradora Regina Rocha, decidiu remeter o caso à Diretoria das Promotorias de Justiça para que proceda a devida distribuição a Promotoria de Justiça com atribuição na Defesa do Patrimônio Público e Probidade Administrativa.

Igor no PPS

igorlago

Quem se filia hoje ao PPS é o filho do ex-governador Jackson Lago, o médico Igor Lago que deixou o PDT. A ex-primeira dama Clay Lago também vai se filiar ao partido. Essa semana, o professor Wellington também ingressou no PPS de Eliziane Gama.

Filiação de Bira

bira

O presidente Luciano Leitoa e vice-presidente do PSB do Maranhão, Roberto Rocha, acompanharam, em Recife, na última quarta-feira a filiação do deputado Bira do Pindaré. O ato de filiação contou com a presença do presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, além de outros integrantes do partido.

Miosótis no PSDB

miosotislucio
Aqui em São Luís, a professora Miosótis Lúcio que foi candidata a vice-governadora na chapa de Flávio Dino em 2010, assinou a filiação ao PSDB de Pinto da Itamaraty, Gardênia Castelo, Carlos Brandão e Neto Evangelista.

Buriticupu

leocunha

É de autoria do deputado Léo Cunha (PSC) o Projeto de Indicação que irá beneficiar o município de Buriticupu, com a liberação de mais de R$13 milhões em recursos. O valor será investido na execução de obras apontadas pelo parlamentar, que incluirão a pavimentação, a drenagem, a sinalização e a construção de calçadas em vias localizadas no Bairro do Centro e em áreas urbanas da cidade.

Prioridade

nelmasarney

A reativação da Central de Inquéritos com a proposta de garantir celeridade no acompanhamento de inquéritos policiais e peças informativas de competência das varas criminais ainda não distribuídos, evitando a perda de provas ou direitos, é uma das prioridades da gestão da desembargadora Nelma Sarney, corregedora-geral de Justiça eleita para o biênio 2104/2015.

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Camisa de força

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igorlago

Por Igor Lago

Parece evidente o rompimento da chamada “camisa de força” que um segmento da oposição quer submeter aos demais.

A deputada estadual Eliziane Gama (PPS), além de fazer um bom segundo mandato no legislativo maranhense, em pouco tempo, conseguiu apoios importantes no eleitorado evangélico, avançou nas conversas com outras lideranças políticas do estado, a exemplo do PSDB e, segundo as últimas pesquisas publicadas e não publicadas, já está empatada, tecnicamente, no primeiro lugar em São Luis.

Um detalhe: tem 1/3 da rejeição do candidato da camisa-de-força!

Como escrevi em texto anterior, o Maranhão precisa do debate e, não, da imposição de candidaturas. Só assim, saberemos quem é quem.

Vejamos o que está sucedendo na nossa capital. Fizeram uma campanha eleitoral rica e pujante divulgando a ideia da renovação e da mudança (e quem não quer isso?).

E o que está acontecendo? Uma das maiores frustrações administrativas em 9 meses. Os episódios ocorridos até agora, são, no mínimo, decepcionantes para quem desejava representar o “novo”. Até a saúde estão tratando como um negócio!

Para enriquecer ainda mais o debate, falta o surgimento de outra(s) candidatura(s), que represente(m) o PSOL, PSTU e PCB que, certamente, irão apresentar o(s) seu(s) candidato(s).

Mas, além das candidaturas a governador, para evitar uma possível decepção com a candidatura que se pretende impor, e que já começa a dar sinais de fragilidade,  é necessário um despertar entre as oposições: A candidatura única ao senado. Por quê? Por uma questão muito simples: Só haverá uma vaga a ser decidida num único turno!

Seja qual for o nome escolhido, este deve assumir um compromisso de campanha: o de estar presente no palanque de todos os candidatos a governador e, se possível, de forma equitativa.

Os ventos são bons e, os tempos, alvissareiros.

* Igor Lago é médico e filho do ex-governador Jackson Lago

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PDT na lama

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igorlago

Por Igor Lago

Depois de fazer todos os esforços para que o PDT do Maranhão fosse respeitado pela Executiva Nacional (leia-se Carlos Lupi e Manoel Dias, pois são os dois que tocam o partido e decidem tudo); depois de solicitar todas as reparações garantidas pelo Estatuto e que não foram sequer acusadas de recebimento; depois de tentar criar com outros companheiros um movimento nacional que enfrentasse a atual direção e disputasse a convenção nacional, e que acabou sendo proibida a formação da chapa opositora devido à resolução nacional criada por eles mesmos; depois de aguardar o desfecho de algumas ações judiciais que visavam anular a convenção nacional por eles feita em fevereiro último, não nos restou senão a decisão de sair do PDT.

Não tinha como continuar num partido dominado, absolutamente, por esses distintos senhores, e sem vislumbrar mudanças no futuro porque, como já disse, eles tem o controle de tudo e usam o Estatuto partidário a seu bel-prazer. A rigor, um partido que se preze não deveria tê-los em suas fileiras! Contudo, não liguei ou convidei ninguém para sair do partido e deixei que cada um tomasse a sua decisão livremente.

Considero que o PDT do Maranhão, desde o dia 4 de junho, data da nossa desfiliação e de outros companheiros e companheiras, marca uma linha na história do PDT do Maranhão. Este PDT que aí está é outro! Aqueles que decidiram por permanecer no partido, sabiam muito bem da situação do mesmo e, pior, optaram por compactuar com essa triste realidade.

Desde cedo, percebi que o que estava em jogo, não era apenas a sobrevivência política de alguns de seus líderes regionais mas, sim, a opção por um futuro que visa os seus interesses próprios, e não os da busca coerente por um papel melhor a desempenhar pelo partido como, por exemplo, a discussão de um plano de governo que os candidatos assumam um compromisso.

Na última reunião em que participei em minha casa com os senhores Chico Leitoa e Deoclides Macedo, na companhia de outros companheiros, desejei-lhes boa sorte.

Além de trabalharem intensamente para convencer muitos pedetistas a permanecerem no PDT, com promessas várias e arranjos de cargos e/ou de benesses em prefeituras amigas, decidiram realizar uma convenção da unidade, da união do PDT, a que fizeram no último sábado 14.

O resultado foi o de uma convenção marcada pela mediocridade, além de uma entrega total ao segmento que tomou o partido com o canetaço do Lupi e do Manoel Dias.

Pior: Se renderam a um cargo, o de vice-presidente da Comissão Executiva estadual, ao contrário do que diziam, que iriam dividir “meio a meio” a direção do partido. Mera ilusão? Ou, apenas, blá-blá-blá para os ouvidos ingênuos?

A festa ainda teve direito à submissão declarada ao projeto pessoal de um segmento da oposição maranhense que em nada se distingue do atual grupo dominante.

A bem da verdade, optaram por realizar a unidade com pessoas que só tem maculado a imagem do partido perante a sociedade, e com o único fim de buscar a realização de seus objetivos eleitorais.

Coincidindo com a concretização de seus conchavos – a convenção, vem à tona mais um escândalo protagonizado pelos distintos senhores com quem aceitaram compactuar, se unir e se render. Em plena convenção, nenhuma fala ou debate ou manifestação de mal estar com o que estava acontecendo. As ausências de Lupi e Manoel Dias não foram sequer mencionadas e justificadas.

O que importava era a encenação da unidade, em torno de seus interesses pessoais, e utilizar uma sigla histórica relegada à desfiguração do fisiologismo e pragmatismo. Ah! Utilizando a imagem de Jackson Lago.

Não sei se tiveram, tem ou terão sorte, mas creio que as coisas ficaram, ficam e ficarão cada vez mais claras para todos.

Quanto a mim, estou com a consciência tranquila de que cumpri o meu dever e tentei fazer a política que a sociedade espera e cobra, a do P maiúsculo.

Fui derrotado, mas jamais quis ficar no lugar de quem me venceu.

Ainda assim, boa sorte na vida a todos!

Partido é organização de gente a serviço de interesses. Uns nobres, outros menos ou nem tanto, ou algo que não valha a pena se referir!

” Igor Lago é medico e filho do ex-governador Jackson Lago

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PDT

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igorlago

Por Igor Lago

O PDT do Lupi e do Manoel Dias fez a sua pseudoconvenção estadual neste sábado no Maranhão.

Os discursos, vazios, teciam loas a uma unidade em torno de interesses pessoais e eleitorais ligados ao projeto de poder de uma oposição maranhense anti-democrática, liderada pelos senhores Zé Reinaldo e Flávio Dino.

A direção estadual do partido ficou com a turma do Lupi e do Manoel Dias: Julião Amin, atual superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego, continuou na presidência, mas tutelado pelo “menino de ouro” do Lupi e “amigão do peito” do Flávio Dino, o deputado federal Weverton Rocha, que continuou como secretário-geral; e Renato Dionísio, Tesoureiro.

Portanto, tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Ah! As anunciadas presenças dos dois donos nacionais do partido foram as grandes ausentes.

E, pelo que foi noticiado, ninguém ousou discursar sobre a atual crise no Ministério ocupado pelo partido desde 2007.

Como se vê, a ética, a moral e os bons costumes estão cada vez mais distantes da pauta da política maranhense e brasileira.

Depois não querem que o povo saia às ruas…

* Igor Lago é médico e filho do ex-governador Jackson Lago

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Defesa de Eliziane

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igorlago

Por Igor Lago

Há mais de um ano escrevemos um texto sobre o nosso estado, no qual fizemos algumas considerações sobre a sua história política e seus diversos atores.

Todos sabemos que o nosso estado é o único que ainda não teve, desde a redemocratização do país, uma alternância política efetiva de poder.

Historicamente, os grupos políticos que chegaram ao Palácio dos Leões, de uma forma ou de outra, se prolongam, se eternizam, se perpetuam e ficam determinando os nossos destinos por 10, 20 ou, como agora, quase 45 anos.

Dizem que aqueles dois leões, que vigiam a entrada principal do Palácio, são os principais responsáveis por essa nossa “ditosa” tradição.

É bem verdade que, ao contrário do que costumamos dizer, ler e escrever sobre o domínio político do grupo atual, houve dois interregnos, a exemplo do período Nunes Freire, em plena Ditadura Militar, que teve sua indicação patrocinada pelo então longevo e ex-mandante local Vitorino Freire que, apesar da derrota eleitoral de 1965, ainda atuava nos cenários políticos estadual e nacional, numa evidente vitória na disputa sobre o seu antigo aliado, José Sarney.

O outro interregno só veio a acontecer em 2006 e, por pouco tempo, 2 anos, 3 meses e 17 dias, o tempo de duração do mandato do governador Jackson Lago. Atenho-me, exclusivamente, à eleição de 1965, às indicações políticas aprovadas pelos militares, formalizadas por meio das eleições indiretas na Assembléia Legislativa, e às candidaturas eleitas dos governadores desde 1982 que, como costumo lembrar, pairam a suspeição da eleição de 1994 e a frustração com o imbróglio jurídico que envolveu o TRE e o TSE, o que evitou o segundo turno em 2002. Das brigas e desentendimentos internos durante os diferentes governos  do grupo dominante – o sarneyísmo-, somente a última lhes resultou prejudicial, a que levou o ex-governador de então a apoiar as oposições em 2006.

A ideia da unidade das oposições não é nova, vem de longe. É muito natural que se pense em união de forças políticas diferentes ou semelhantes, quando se tem um objetivo maior que dirima as suas diferenças. Entretanto, esta nunca foi alcançada num primeiro momento. Em 2006, a unidade das oposições só se deu no segundo turno.

Em 2010, quando havia uma forte razão para que esta acontecesse – a cassação do mandato legítimo de um governador oposicionista -, os interesses de grupo e pessoais prevaleceram e, durante a campanha eleitoral, o comportamento desleal de um setor para com um outro acabou provocando a não realização do segundo turno. Uma oposição desgastou a outra, representada pelo ex-governador Jackson Lago, até o dia da eleição, o que fez com que muitos eleitores deixassem de votar, votassem em branco ou nulo.

Desde 2010, assistimos as ações de um mesmo grupo oposicionista no sentido de hegemonizar-se, a qualquer custo, sobre as demais, e no eleitorado que deseja a alternância política. O seu candidato não parou de fazer campanha eleitoral desde então, o que reflete nas pesquisas patrocinadas pelo mesmo grupo ao qual representa. Não sabemos de programas de governo, de compromissos e ideias concretas para o estado. E tem contado com a ausência de outros nomes que poderiam muito bem se apresentar e, assim, enriquecer o debate dos problemas e a busca por soluções para os nossos diversos problemas. Ao contrário do que pensam, isto seria de bom proveito para a população e as diferentes oposições, inclusive eles.

Em todo esse período, não teve nem mesmo a iniciativa de fazer uso da ideia de formação de um “governo paralelo”, ao estilo do outrora trabalhista inglês shadow cabinet (gabinete sombra), para se contrapor às ações administrativas do atual governo estadual.  Preferiu o de sempre, a mesmice das promessas de palanques, das frases superficiais, da exploração do sentimento natural do eleitor que quer a mudança e, acima de tudo, tentar penetrar nos espaços políticos e administrativos do governo federal, amplamente ocupados e a serviço do grupo dominante estadual, levando alguns prefeitos e/ou lideranças políticas para serem recebidos por ministros e funcionários, no afã de obter algum dividendo político-eleitoral.

Pior, esse mesmo grupo oposicionista tenta se impor aos outros e a todos como a única solução, o único caminho, a única via para se conquistar a alternância de poder no nosso estado. Assim, optam pela estratégia de um tosco salvacionismo, um barato messianismo com o ungido já “escolhido e eleito”, conforme percebemos nos espaços midiáticos tradicionais e alternativos. Ai de quem se atreva a pensar, falar e escrever diferente! Quando surge algum texto, ideia ou palavra discordante, atiram as pedras e soltam os cachorros para inibir ou calar aos poucos desinibidos. É o que temos assistido, o que não é nada mais que um comportamento pouco afeito à democracia e típico dos autoritários.

O debate, a diferença, o pluralismo, a tolerância e a transparência devemos sempre preservar, principalmente num país cujas instituições estão ameaçadas pela corrupção e pelo distanciamento de seus políticos e a sociedade.

Daí que devemos ver com bons olhos, e torcer muito, para que a pré-candidatura ao governo da deputada estadual Eliziane Gama (PPS) consiga superar todos esses obstáculos e sensibilizar parte das oposições. A tarefa não é simples e pequena. A camisa de força está aí, no nosso dia-a-dia. Cabe a todos nós, que pensamos diferente, ajudar a tirá-la.

* Igor Lago é médico

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Reforma Política

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igorlago

Por Igor Lago

Nem o PT tampouco o PMDB querem Reforma Política. Hoje por hoje, só lhes interessa o caminho mais curto para a manutenção do poder que tem nas mãos.

A Reforma Política séria, que aprofunde a democracia brasileira, passa longe destes partidos, bem como dos seus partidos satélites, ou seja, o PC do B, PDT, PR, PV, P…,P…, etc.

O assunto da moda, o chamado “Plebiscito”, só veio à tona após o pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão da presidente Dilma Roussef que, num lance marqueteiro, tentou tirar a atenção da sociedade brasileira e o significado das manifestações.

Ora, estas foram um basta ao Brasil atual da corrupção, da piora de todos os seus serviços públicos (saúde, educação, transporte e segurança), dos projetos faraônicos, das grandes obras não terminadas fontes de mais corrupção, da impunidade, da justiça que tarda e falha, da defasagem dos salários dos servidores públicos, dos privilégios humilhantes das nossas elites patrimonialistas; enfim, da frustração com os atuais ocupantes do poder que, nos últimos 12 anos, não fizeram as políticas necessárias e de real transformação do país.

Optaram pela manutenção de um modelo que privilegia o setor financeiro em detrimento do produtivo e esqueceram do povo que trabalha, sua, paga impostos e sofre para manter o sustento do dia-a-dia. Ah! O poder é o poder. E a vontade de poder justifica tudo. A Política, ora, é a do poder. Esta é a que vale! Rasgaram as ideias que defendiam em nome do poder que oferece tudo, dinheiro, luxo, status e, até… os céus. Para não escancarar que estavam fazendo o mesmo do mesmo, inventaram a unificação de todos os programas assistencialistas de governos anteriores num só: o Bolsa Família. E, assim, “ajudaram” aos nossos mais necessitados que nisto ficou e fica, não tem como sair. Quem entrou no programa não sai. Daí a dependência visceral, a da sobrevivência que os nossos patriotas mais necessitados estão mergulhados.

Não vê saída porque, simplesmente, não há sem que o governo faça investimentos maciços nas áreas que movimentam a economia produtiva. E, para investimentos maciços, é preciso ter vontade e coragem políticas de mudar as prioridades do Estado, mexer no seu orçamento, ter “aquilo roxo” para chegar à banca e dizer: Olha, nós não podemos mais continuar pagando esses juros, essas taxas que comprometem metade do nosso orçamento. Precisamos renegociar tudo porque o povo e o país estão em primeiro lugar…Mas, não… Mudaram(?) de lado. E estabeleceram esse modelo que combina o predominante financismo e o subjugado assistencialismo numa espécie de coronelismo eletrônico (uma modernização do voto cabresto da República Velha) que teima em persistir por nossas plagas atrasadas.

Ajudados pelo bom momento econômico internacional, ou melhor, a capitalista China, atravessamos esses últimos 10-12 anos exportando nossa matéria-prima para o mundo que crescia e cresce muito mais que nós, inclusive os nossos vizinhos descendentes dos primos ibéricos.

Mais a interminável propaganda. Nunca é demais lembrar que os gastos com publicidade foram e são astronômicos, bancados pelo tesouro, estatais e autarquias para alegria dos Dudas, Santanas e outros gulosos tupiniquins. Os mitos foram construídos, os PACs disso e daquilo, as mentiras repetidas tornando-se verdades ou meias-verdades.

Mas, e a Reforma Política que pode acabar esquecida como nos últimos 20 anos?

Caso aconteça, será séria se começar pela mudança da natureza dos partidos políticos com regras básicas para todos de democracia interna, gestão transparente, limites de mandatos de seus dirigentes e cláusulas de barreiras para evitar o que existe hoje, um mercado de partidos-empresas tocados por caciques, oligarcas e negociadores, com raras exceções.

Será séria se acabar com o Fundo Partidário. Aí gostaria de ver os negocistas se transformarem em líderes. Por que não? Cada um que se vire com a contribuição dos seus filiados e simpatizantes e faça a política das ideias, dos programas, do servir.

Será séria ao adotar o financiamento exclusivo das campanhas eleitorais por pessoas físicas com limite determinado por percentual da declaração do imposto de renda do ano anterior. Por que não? O financiamento público exclusivo é garantia de algo melhor? Ou seria apenas uma garantia de um caixa dois em inimagináveis proporções aos ocupantes do poder?

O Poste se elegeu, não governa, ludibria os manifestantes e só quer continuar…

” Igor Lago é médico

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