Encontro com Eliziane

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eliziane

A deputada estadual Eliziane Gama (PPS), que atualmente preside o PPS no Maranhão, destacou na Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira (24) a reunião realizada entre os membros do PPS e integrantes do Instituto Jackson Lago, egressos do PDT. A reunião teve como objetivo discutir o pleito de 2014 e o projeto de candidatura própria ao Governo do Maranhão aprovada pelo PPS.

“Quero fazer registro da importante reunião realizada ontem, em que a direção do PPS foi recebida por figuras ilustres e que representam das mais belas histórias políticas desse estado, que é dona Clay Lago e várias outras representações egressas do PDT, dentre elas o Dr. Rubem Brito, a Jô que é do Movimento de Mulheres e vários outros líderes e militantes que hoje estão sem nenhuma filiação partidária e que representam um legado importante na história política do Maranhão”, enfatizou.

Na tribuna Eliziane Gama destacou a importância do encontro, e da busca de apoio e ampliação do debate para a construção do Plano de Governo da legenda para 2014. “O PPS esta na caminhada em defesa do projeto majoritário ao Governo do Maranhão e nessa perspectiva esta construindo um Plano de Governo, buscando pessoas com condições técnicas e políticas para construir de forma consolidada um plano real, factível de ser aplicado, e que vá ao encontro das aspirações populares e da população excluída do estado”, esclareceu.

Eliziane Gama explicou que durante o encontro a tese de candidatura própria foi apresentada. Segundo a parlamentar, o grupo se prontificou a ajudar na construção do Plano de Governo do PPS, especialmente na área da saúde, cuja implantação foi iniciada no Governo Jackson Lago. O grupo realizará nova reunião para definir apoio ao projeto de candidatura e filiação ao PPS.

Na reunião desta segunda-feira (23) Clay Lago, esposa do ex-governador Jackson Lago (PDT), o ex-deputado Rubem Brito, Jô Santos do movimento de mulheres, e demais lideranças egressas do PDT receberam a comitiva do PPS formada pela deputada Eliziane Gama, Paulo Matos, Altemar Lima, e os suplentes de vereador Batista Matos, Vieira Lima e Eduardo Bruno. O médico Yglésio Moyses, recentemente convidado para integrar as fileiras do PPS e contribuir com a construção do Plano de Governo do partido, também participou do encontro.

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PDT na lama

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igorlago

Por Igor Lago

Depois de fazer todos os esforços para que o PDT do Maranhão fosse respeitado pela Executiva Nacional (leia-se Carlos Lupi e Manoel Dias, pois são os dois que tocam o partido e decidem tudo); depois de solicitar todas as reparações garantidas pelo Estatuto e que não foram sequer acusadas de recebimento; depois de tentar criar com outros companheiros um movimento nacional que enfrentasse a atual direção e disputasse a convenção nacional, e que acabou sendo proibida a formação da chapa opositora devido à resolução nacional criada por eles mesmos; depois de aguardar o desfecho de algumas ações judiciais que visavam anular a convenção nacional por eles feita em fevereiro último, não nos restou senão a decisão de sair do PDT.

Não tinha como continuar num partido dominado, absolutamente, por esses distintos senhores, e sem vislumbrar mudanças no futuro porque, como já disse, eles tem o controle de tudo e usam o Estatuto partidário a seu bel-prazer. A rigor, um partido que se preze não deveria tê-los em suas fileiras! Contudo, não liguei ou convidei ninguém para sair do partido e deixei que cada um tomasse a sua decisão livremente.

Considero que o PDT do Maranhão, desde o dia 4 de junho, data da nossa desfiliação e de outros companheiros e companheiras, marca uma linha na história do PDT do Maranhão. Este PDT que aí está é outro! Aqueles que decidiram por permanecer no partido, sabiam muito bem da situação do mesmo e, pior, optaram por compactuar com essa triste realidade.

Desde cedo, percebi que o que estava em jogo, não era apenas a sobrevivência política de alguns de seus líderes regionais mas, sim, a opção por um futuro que visa os seus interesses próprios, e não os da busca coerente por um papel melhor a desempenhar pelo partido como, por exemplo, a discussão de um plano de governo que os candidatos assumam um compromisso.

Na última reunião em que participei em minha casa com os senhores Chico Leitoa e Deoclides Macedo, na companhia de outros companheiros, desejei-lhes boa sorte.

Além de trabalharem intensamente para convencer muitos pedetistas a permanecerem no PDT, com promessas várias e arranjos de cargos e/ou de benesses em prefeituras amigas, decidiram realizar uma convenção da unidade, da união do PDT, a que fizeram no último sábado 14.

O resultado foi o de uma convenção marcada pela mediocridade, além de uma entrega total ao segmento que tomou o partido com o canetaço do Lupi e do Manoel Dias.

Pior: Se renderam a um cargo, o de vice-presidente da Comissão Executiva estadual, ao contrário do que diziam, que iriam dividir “meio a meio” a direção do partido. Mera ilusão? Ou, apenas, blá-blá-blá para os ouvidos ingênuos?

A festa ainda teve direito à submissão declarada ao projeto pessoal de um segmento da oposição maranhense que em nada se distingue do atual grupo dominante.

A bem da verdade, optaram por realizar a unidade com pessoas que só tem maculado a imagem do partido perante a sociedade, e com o único fim de buscar a realização de seus objetivos eleitorais.

Coincidindo com a concretização de seus conchavos – a convenção, vem à tona mais um escândalo protagonizado pelos distintos senhores com quem aceitaram compactuar, se unir e se render. Em plena convenção, nenhuma fala ou debate ou manifestação de mal estar com o que estava acontecendo. As ausências de Lupi e Manoel Dias não foram sequer mencionadas e justificadas.

O que importava era a encenação da unidade, em torno de seus interesses pessoais, e utilizar uma sigla histórica relegada à desfiguração do fisiologismo e pragmatismo. Ah! Utilizando a imagem de Jackson Lago.

Não sei se tiveram, tem ou terão sorte, mas creio que as coisas ficaram, ficam e ficarão cada vez mais claras para todos.

Quanto a mim, estou com a consciência tranquila de que cumpri o meu dever e tentei fazer a política que a sociedade espera e cobra, a do P maiúsculo.

Fui derrotado, mas jamais quis ficar no lugar de quem me venceu.

Ainda assim, boa sorte na vida a todos!

Partido é organização de gente a serviço de interesses. Uns nobres, outros menos ou nem tanto, ou algo que não valha a pena se referir!

” Igor Lago é medico e filho do ex-governador Jackson Lago

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Costa Rodrigues

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wevertonrocha

O ex-secretário de Estado de Esporte e Lazer e atual deputado federal, Weverton Rocha (PDT) quebrou o silêncio sobre a polêmica obra de reforma do ginásio Costa Rodrigues e sobre a investigação de irregularidades no Minsitério do Trabalho.  “É importante salientar que o processo não é por “desvio de recurso”, o Ministério Público questiona o contrato. Mais, o MP quebrou o sigilo bancário da Construtora, e comprovaram que os recursos destinados foram utilizados na compra de Material”.

“O que aconteceu foi a interrupção do governo que fazíamos parte, antes que pudéssemos concluir a reforma do ginásio e ainda inúmeros projetos que o Governo do Doutor Jackson se propôs. Aí pergunto: Como um secretário de um governo cassado termina uma obra?. Com a interrupção do governo Jackson Lago tive de deixar a secretaria de Esportes e Juventude e a obra foi interrompida pelo atual Governo e até agora não o entregou, mesmo com todo material comprado e guardado no Ginásio Costa Rodrigues.”, disse ao Blog do Robert Lobato.

Veja na íntegra o que esclareceu o deputado

“É importante salientar que o processo não é por “desvio de recurso”, o Ministério Público questiona o contrato. Mais, o MP quebrou o sigilo bancário da Construtora, e comprovaram que os recursos destinados foram utilizados na compra de Material.

Em tempos de Responsabilidade Fiscal e Transparência Pública, é no mínimo “inocência” achar que a Obra do Ginásio Costa Rodrigues teve verba desviada. O que aconteceu foi a interrupção do governo que fazíamos parte, antes que pudéssemos concluir a reforma do ginásio e ainda inúmeros projetos que o Governo do Doutor Jackson se propôs. Aí pergunto: Como um secretário de um governo cassado termina uma obra?

Agora, na Copa das Confederações, todos puderam observar dois tipos de estádios. O primeiro como a Arena Pernambuco foi construído onde nada havia. O segundo tipo, como o Novo Maracanã, teve de ser colocado todo abaixo e uma nova praça construída. Ou seja, seria impossível colocar naquela estrutura do Ginásio Costa Rodrigues, o que se exige atualmente do ponto de vista legal com o Estatuto do Torcedor e principalmente, para jogos internacionais. Esse era o nosso sonho, colocar o estado na rota dos eventos deste porte. Havia um decreto de emergência do governo que o ginásio necessitava de intervenções urgentes, e num segundo momento o laudo comprovou que a estrutura estava deteriorada e por isso o Ginásio Costa Rodrigues teve de ser demolido e um novo seria levantado.

Com a interrupção do governo Jackson Lago tive de deixar a secretaria de Esportes e Juventude e a obra foi interrompida pelo atual Governo e até agora não o entregou, mesmo com todo material comprado e guardado no Ginásio Costa Rodrigues”.

Irregularidades no Ministério do Trabalho

“É estratégia contumaz deles tentarem colocar sob a mesma ótica assuntos diferentes. Nada tenho a ver com essa operação dessa operação Esopo da Policia Federal”.

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Defesa de Eliziane

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igorlago

Por Igor Lago

Há mais de um ano escrevemos um texto sobre o nosso estado, no qual fizemos algumas considerações sobre a sua história política e seus diversos atores.

Todos sabemos que o nosso estado é o único que ainda não teve, desde a redemocratização do país, uma alternância política efetiva de poder.

Historicamente, os grupos políticos que chegaram ao Palácio dos Leões, de uma forma ou de outra, se prolongam, se eternizam, se perpetuam e ficam determinando os nossos destinos por 10, 20 ou, como agora, quase 45 anos.

Dizem que aqueles dois leões, que vigiam a entrada principal do Palácio, são os principais responsáveis por essa nossa “ditosa” tradição.

É bem verdade que, ao contrário do que costumamos dizer, ler e escrever sobre o domínio político do grupo atual, houve dois interregnos, a exemplo do período Nunes Freire, em plena Ditadura Militar, que teve sua indicação patrocinada pelo então longevo e ex-mandante local Vitorino Freire que, apesar da derrota eleitoral de 1965, ainda atuava nos cenários políticos estadual e nacional, numa evidente vitória na disputa sobre o seu antigo aliado, José Sarney.

O outro interregno só veio a acontecer em 2006 e, por pouco tempo, 2 anos, 3 meses e 17 dias, o tempo de duração do mandato do governador Jackson Lago. Atenho-me, exclusivamente, à eleição de 1965, às indicações políticas aprovadas pelos militares, formalizadas por meio das eleições indiretas na Assembléia Legislativa, e às candidaturas eleitas dos governadores desde 1982 que, como costumo lembrar, pairam a suspeição da eleição de 1994 e a frustração com o imbróglio jurídico que envolveu o TRE e o TSE, o que evitou o segundo turno em 2002. Das brigas e desentendimentos internos durante os diferentes governos  do grupo dominante – o sarneyísmo-, somente a última lhes resultou prejudicial, a que levou o ex-governador de então a apoiar as oposições em 2006.

A ideia da unidade das oposições não é nova, vem de longe. É muito natural que se pense em união de forças políticas diferentes ou semelhantes, quando se tem um objetivo maior que dirima as suas diferenças. Entretanto, esta nunca foi alcançada num primeiro momento. Em 2006, a unidade das oposições só se deu no segundo turno.

Em 2010, quando havia uma forte razão para que esta acontecesse – a cassação do mandato legítimo de um governador oposicionista -, os interesses de grupo e pessoais prevaleceram e, durante a campanha eleitoral, o comportamento desleal de um setor para com um outro acabou provocando a não realização do segundo turno. Uma oposição desgastou a outra, representada pelo ex-governador Jackson Lago, até o dia da eleição, o que fez com que muitos eleitores deixassem de votar, votassem em branco ou nulo.

Desde 2010, assistimos as ações de um mesmo grupo oposicionista no sentido de hegemonizar-se, a qualquer custo, sobre as demais, e no eleitorado que deseja a alternância política. O seu candidato não parou de fazer campanha eleitoral desde então, o que reflete nas pesquisas patrocinadas pelo mesmo grupo ao qual representa. Não sabemos de programas de governo, de compromissos e ideias concretas para o estado. E tem contado com a ausência de outros nomes que poderiam muito bem se apresentar e, assim, enriquecer o debate dos problemas e a busca por soluções para os nossos diversos problemas. Ao contrário do que pensam, isto seria de bom proveito para a população e as diferentes oposições, inclusive eles.

Em todo esse período, não teve nem mesmo a iniciativa de fazer uso da ideia de formação de um “governo paralelo”, ao estilo do outrora trabalhista inglês shadow cabinet (gabinete sombra), para se contrapor às ações administrativas do atual governo estadual.  Preferiu o de sempre, a mesmice das promessas de palanques, das frases superficiais, da exploração do sentimento natural do eleitor que quer a mudança e, acima de tudo, tentar penetrar nos espaços políticos e administrativos do governo federal, amplamente ocupados e a serviço do grupo dominante estadual, levando alguns prefeitos e/ou lideranças políticas para serem recebidos por ministros e funcionários, no afã de obter algum dividendo político-eleitoral.

Pior, esse mesmo grupo oposicionista tenta se impor aos outros e a todos como a única solução, o único caminho, a única via para se conquistar a alternância de poder no nosso estado. Assim, optam pela estratégia de um tosco salvacionismo, um barato messianismo com o ungido já “escolhido e eleito”, conforme percebemos nos espaços midiáticos tradicionais e alternativos. Ai de quem se atreva a pensar, falar e escrever diferente! Quando surge algum texto, ideia ou palavra discordante, atiram as pedras e soltam os cachorros para inibir ou calar aos poucos desinibidos. É o que temos assistido, o que não é nada mais que um comportamento pouco afeito à democracia e típico dos autoritários.

O debate, a diferença, o pluralismo, a tolerância e a transparência devemos sempre preservar, principalmente num país cujas instituições estão ameaçadas pela corrupção e pelo distanciamento de seus políticos e a sociedade.

Daí que devemos ver com bons olhos, e torcer muito, para que a pré-candidatura ao governo da deputada estadual Eliziane Gama (PPS) consiga superar todos esses obstáculos e sensibilizar parte das oposições. A tarefa não é simples e pequena. A camisa de força está aí, no nosso dia-a-dia. Cabe a todos nós, que pensamos diferente, ajudar a tirá-la.

* Igor Lago é médico

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Saída dos Lagos

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IgorClayPor Robert Lobato

A ex-primeira-dama do Maranhão, Clay Lago, viúva do ex-governador Jackson Lago, e o médico Igor Lago, filho do saudoso líder trabalhista morto em abril de 2011, oficializarão a saída deles do PDT na próxima terça-feira (4), às 15h, no Fórum Eleitoral, no Anel Viário.

Clay e Igor Lago estão descontentes com os rumos tomados pelo partido desde a morte do Jackson Lago, quando passou a ser controlado pelo grupo liderado pelo deputado federal, o “Maragato” Weverton Rocha e o seu fiel escudeiro, o ex-deputado Julião Amin, o “Maragato II”.

A Rede Sustentabilidade, partido comando por Marina Silva, deverá ser o destino dos dois Lagos. Igor já admitiu a possibilidade de disputar uma vaga de deputado federal em 2014.

A imprensa está convidada, segundo a assessoria da família, para fazer a cobertura do ato de desfiliação dos herdeiros de Jackson Lago.

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Max reage a ataques

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maxbarros

O deputado Max Barros (PMDB) rebateu, na sessão desta terça-feira (14), o discurso do petista Bira do Pindaré, que havia acusado o governo do Estado de ‘roubar’ a estrada que liga Coroatá a Vargem Grande. Também falaram do assunto os deputados governistas Tatá Milhomem (PSD) e Magno Bacelar (PV), em apoio às declarações de Barros.

“Vivemos uma situação kafkiana, aquela em que o cara rouba e sai correndo, gritando ‘pega ladrão’, para disfarçar. Isso está acontecendo nesta Casa. O governo, que roubou, e aqueles que fizeram parte do governo que roubou, vêm denunciar onde não tem corrupção. Isso é um absurdo! Talvez para fazer média e tentar conquistar o eleitorado de Coroatá, mas se conquista [o cidadão] com trabalho, fazendo as obras acontecerem, e não com mentiras e inverdades”, garantiu Max Barros .

O deputado, que até recentemente foi secretário de Infraestrutura do Estado, afirmou que procura pautar a atuação dele na Assembleia com questões propositivas. “Aquilo que apurei como irregularidade na secretaria da qual fui secretário eu jamais trouxe para a tribuna, porque eu deixo a cargo dos órgãos de controle, da Corregedoria, do Tribunal de Contas, do Ministério Público. Procuro trazer aqui um diálogo propositivo, mas infelizmente, às vezes, a gente tem que descer mais o nível para fazer o debate. Quem roubou a estrada Coroatá/Vargem Grande foi o governo do qual o deputado Bira fazia parte”, reagiu.

Max Barros revelou que já foi comprovado e está na Corregedoria que quem enganou a população com essa obra foi o governo Jackson Lago, quando anunciou que ia fazer a MA, com todas as pontes de concreto armado. De acordo com o parlamentar, foi contratada a Gautama, mas os esqueletos da ponte estão lá e a Polícia Federal periciou as pontes e constatou que todas elas estão superfaturadas.

“Eu queria até fazer uma isenção, porque nem sempre o governador sabe o que acontece nos bastidores, e eu reputo pessoalmente o doutor Jackson, um homem correto, mas o governo Jackson Lago, do qual o deputado Bira fez parte, pagou R$ 2 milhões a mais pela estrada Coroatá/Vargem Grande. Ele disse que ia fazer a estrada, e nunca fez”, acusou.

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Carta de Igor Lago

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Igor-Lago-300x300Aos pedetistas do Maranhão,

Amigas e amigos, companheiras e companheiros,

Estivemos substituindo o nosso pai na presidência da Comissão Provisória Estadual do PDT, a convite da maioria de seus antigos membros, entre os dias 6 de junho e 1º de dezembro de 2011.

A direção nacional do PDT exercida, autoritariamente, pelos senhores Carlos Lupi e Manoel Dias, nos aceitou depois de quase 60 dias da indicação (Eles tinham outros planos para o PDT do Maranhão, que vieram a ser confirmados posteriormente!)

Nesse período, ajudamos a reorganizar o partido em 211 municípios, apesar de todas as adversidades internas estaduais e nacionais. Do conhecido Fundo Partidário Nacional, não recebemos 1 real.

As denúncias de corrupção que envolveram o ex-ministro do Trabalho e Emprego e alguns de seus assessores, além da mal fadada viagem realizada ao Maranhão em 2009,    culminaram com a demissão daquele no dia 04 de dezembro de 2011, o que fez com que se voltassem contra nós e a nossa postura ao lado da verdade e esclarecimento dos fatos. Não nos surpreendeu, pois conhecemos a trajetória dos mesmos e o que tem feito ao partido durante todos esses anos após a morte de Leonel Brizola.

Após a decisão de nos tirar da presidência do PDT, apesar de todas as iniciativas que confirmavam o apoio da maioria de nossos companheiros para uma solução que respeitasse a nossa história, impuseram os atuais dirigentes para o seu controle cartorial.

Fiz o que pude para reverter a decisão baseando-me no Estatuto. Contudo, nem responderam às nossas reivindicações de discutir e confirmar a decisão tomada a fim de que fosse discutida por todos os membros da Executiva Nacional. Assim, caso confirmada, teríamos a oportunidade de levar o assunto à última reunião do Diretório Nacional – instância máxima do partido. Mas, como já disse antes, o PDT é deles e, não mais, dos trabalhistas, dos nacionalistas, dos democratas, do povo brasileiro.

Sempre fomos a favor do diálogo pela boa política, a qual coloca um partido político a favor dos interesses da maioria da sociedade, não somente na palavra mas, principalmente, na ação, no exemplo. Foi o que procurei fazer no PDT!

Infelizmente, acontece justamente o contrário.

Enfrentamos tudo e todos que se opunham a esta postura. Preferimos romper a lei do silêncio, a lei da esperteza, a lei das comodidades, a lei do convencionalismo e a lei do conforto que, incrivelmente, constituíram-se em condicio sine qua non para o  almejado “êxito político”, o que, para mim, não é nada mais que a prática da velhaca política que só nos conduz ao atraso.

Como alternativa de atuação política, uma vez que não há ambiente democrático partidário,  criamos com vários companheiros o Comitê de Resistência Democrática Jackson Lago e, assim, representar um canal de manifestação das nossas posições para todo(a)s o(a)s companheiro(a)s e a sociedade.

Igualmente, optamos por estimular a formalização do Comitê de Resistência Nacional Leonel Brizola, para que tivesse uma atuação nacional e, assim, encorajasse as lideranças mais expressivas, deputados e senadores. De forma voluntária, amadora, artesanal, tudo foi feito com o altruísmo de muitos companheiros e companheiras Brasil afora aos quais rendo as minhas sinceras homenagens. Tínhamos como objetivo apresentar uma chapa nacional e provocar o debate na Convenção Nacional, já que o V Congresso e sua fase deliberativa não foi realizado (como anunciado oficialmente pelos próprios dirigentes nacionais) no primeiro semestre de 2012.

Infelizmente o nosso partido já não é mais o mesmo. Seus melhores nomes concordam com as nossas posições (democratização partidária, eleições diretas, gestão transparente, etc.) mas, jamais tiveram a coragem e disposição políticas necessárias para enfrentar o establishment partidário que, quando muito, faz homenagens estéreis aos que dedicaram suas vidas a um país melhor e tinham, no PDT, um instrumento de luta em defesa do povo maranhense e brasileiro. Assim, acreditam ludibriar a boa índole e confiança de nossos militantes e de nosso povo.

Na última terça-feira, dia 7, o Comitê de Resistência Democrática Jackson Lago se reuniu e, após a exposição do ponto de vista de cada um, decidiu, por ampla maioria, pela desfiliação partidária. Creio ser a maior homenagem que possamos prestar aos nossos fundadores que já se foram! (Lembram quando o Brizola disse que fecharia o partido caso este deixasse de ser um instrumento do povo trabalhador brasileiro?)

Creio ser a decisão mais coerente a ser tomada depois de tudo o que aconteceu e temos feito até aqui. Aos que possam pensar o contrário, meus respeitos. Vejo que as motivações são, para uns, de ordem sentimental (as quais respeito); para outros, de cunho político-eleitoral.

Mas, o importante é que reconheçamos todos que, após o desfecho da Convenção Nacional do PDT que, pela forma em que aconteceu, com regras arbitrárias e impeditivas para que se formasse outra chapa, onde não houve sequer debate, não foi nada mais que um casuístico e falso episódio partidário, uma pseudo-convenção, depois da qual não se vislumbra nenhuma luz no fim do túnel para que ilumine a democratização do partido – causa maior de nossa luta partidária.

A iconoclastia foi concretizada. Para mim, o PDT acabou e, com estas direções nacional e local que tem, sem limites de todo tipo e de mandato, não é nada mais que uma sigla a negociar, para proveito próprio de seus dirigentes, a já maculada imagem do trabalhismo.

Esteja onde estiver, filiado ou não a outra sigla partidária, carregarei sempre as convicções democráticas e trabalhistas para que guiem os nossos passos.

Acredito, profundamente, ser a mais digna homenagem que possa prestar ao meu pai.

Abraço afetuoso, fraterno e amigo,

Igor Lago.
Imperatriz, 09/05/2013

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Nina garante construção de hospital de urgência

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viniciusnina1O secretário de Saúde, Vinícius Nina, garantiu a construção do novo hospital de Urgência e Emergência Dr. Jackson Lago, a ser construído pela Prefeitura de São Luís na entrada da cidade. Além disso, assegurou que haverá recurso para mantê-lo junto ao Ministério da Saúde. A declaração foi dada nesta segunda-feira (8), durante painel na Câmara Municipal para discutir a saúde de São Luís.

Um dos temas mais questionados foi em relação ao novo hospital. O secretário Vinícius Nina lembrou que o local onde seria construída a unidade de saúde é de difícil acesso, não possuindo linhas de ônibus e com problemas de topografia. “Foi criada uma comissão de estudo técnico para verificar o local. Estamos em negociação com o terreno que hoje é usado pelo Ministério do Exército, que já sinalizou positivamente. A capitação de recursos será feita junto ao BNDES e participação do tesouro”, afirmou.

Em um balanço das ações da Secretaria de Saúde (Semus), Nina explanou sobre o ingresso de 45 novos médicos na atenção básica municipal; a reestruturação do SAMU, que no início da gestão apenas duas ambulâncias tinham condições de atender a população, e que agora conta com 20 veículos. Ele falou ainda das escalas de trabalho dos profissionais da saúde que foram normalizadas, bem como do atendimento nas Unidades Mistas que foi restabelecido. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cohatrac, o Socorrinho I, o serviço médico foi regularizado nas diversas especialidades, incluindo os serviços de odontologia e ortopedia.

viniciusninaO secretário também anunciou a adesão ao programa “Crack, é possível vencer”, que em breve será lançado. Também falou da implantação da reforma da Unidade Mista do Coroadinho, reestruturação do Socorrão II e do Hospital da Mulher, com os 35 leitos para retaguarda por conta da superlotação do Socorrão I. Vinícius Nina ainda retratou dos favoráveis índices da Vigilância em Saúde e controle da dengue, tanto pelo carro fumacê quanto pelas 250 mil visitas dos agentes apenas em dois meses.

A vereadora Helena Duailibe (PMDB), que foi a propositora do Requerimento pedindo a audiência, reconheceu a disposição da Prefeitura em dar transparência às ações, respondendo os questionamentos do poder legislativo.

O líder do governo na Câmara Municipal, Honorato Fernandes (PT), disse que a avaliação do evento foi positiva, pela demonstração de várias ações já feitas em pouco tempo da atual gestão municipal. “A avaliação é positiva. Agora, precisamos de uma articulação muito maior com o Governo do Estado e Governo Federal. Precisamos de uma saúde integrada. Fico satisfeito com a quantidade de ações na área da saúde em tão pouco tempo, demonstrando a mudança no modo administrar”, ressaltou.

Foto: Honório Moreira

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Costa Rodrigues começa a receber nova cobertura

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costarodrigues

Começou a montagem da cobertura do ginásio Costa Rodrigues. Aos poucos, o maior símbolo do esporte amador no Maranhão começa a ser reerguido.

Segundo conseguimos apurar os recursos da ordem de R$ 3,9 milhões serão insuficientes para deixar o Costa Rodrigues com toda infraestrutura necessária. O governo ainda terá que investir algo em torno de R$ 2 milhões para finalizar toda a obra.

A reforma do Costa Rodrigues foi iniciada pelo então secretário de Esporte e Lazer, Weverton Rocha, no governo Jackson Lago e já deveria ter sido concluída. Parte dos recursos chegaram a ser pagos, mas a obra não ficou pronta.

A previsão de entrega da obra é para 30 de junho.

Foto: Biaman Prado

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Pedetistas criticam a decisão de Igor Lago

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wevertonrochaO Estado

Desde a morte do ex-governador Jackson Lago, em abril de 2011, o PDT maranhense passa por mudanças de comando. Como herdeiro do espólio político de Jackson, assumiu a legenda o filho, Igor Lago, que três anos depois – após perder a direção da sigla – anuncia que deixará o PDT. Os atuais dirigentes, como o deputado federal Weverton Rocha, garantem que o partido não perderá com isso.

Ainda no campo das possibilidades, a saída do médico Igor Lago – filho do fundador do PDT, junto com Leonel Brizola, Jackson Lago – não é vista como problema pelo presidente do PDT de São Luís, Weverton Rocha. De acordo com o deputado federal, não há como avaliar a saída de Lago porque considera que este nunca fez parte de fato dos quadros pedetistas.

“Não se perde algo que nunca se teve. E nunca tivemos de fato o Igor Lago trabalhando pelo PDT. Por isso, não tenho como avaliar a saída dele do partido se não considero que ele realmente foi do PDT”, afirmou Weverton Rocha.

Renato Dionísio – um dos históricos do PDT, que sempre participou das administrações de Jackson Lago – também considera irrelevante a debandada do filho de Jackson Lago.

De acordo com Dionísio, foi errado filiar Igor Lago ao PDT apenas para ele ser presidente da legenda, já que ele não tem relação com os pedetistas. “Comandar de Ribeirão Preto um dos maiores partidos do Maranhão é no mínimo falta de respeito com os militantes. Ele deixa o partido e pergunto: quando ele realmente foi do PDT?”, disse.

Menos indiferente foi o presidente estadual da legenda. Julião Amin se mostrou surpreso com a possibilidade da saída de Igor Lago. De acordo com Amin, Lago é um importante quadro para o PDT. Sem comentar os problemas pedetistas apontados pelo filho de Jackson Lago, ele diz esperar somente que o médico Igor Lago desconsidere essa possibilidade de deixar o partido.

ivaldorodriguesO vereador do PDT Ivaldo Rodrigues garante que Igor Lago só quer participar da legenda se estiver no posto de comando usando a legitimidade de ser filho de Jackson Lago.

“Nunca o observei participando de nenhuma campanha de Jackson Lago ou do próprio PDT. Igor sempre foi uma figura ausente e quer aparecer agora, à custa da morte do pai.”, criticou o vereador.

Saída – Igor Lago anunciou que sairia do PDT em carta distribuída aos membros do Movimento de Resistência Pedetista (que tem figuras como a viúva de Jackson Lago, dona Clay, e ainda históricos como Rubem Brito e o novato Edson Vidigal, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal). No documento, o médico – que chegou a ser presidente estadual da legenda com o aval de Weverton Rocha – garante que os fins do PDT previstos no estatuto desde a época de sua criação não são mais alcançados.

Segundo Igor Lago, o partido é comandado por uma oligarquia nacional representada pelo presidente nacional, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi, e pelo deputado Weverton Rocha, que vendem a legenda de acordo com seus objetivos de dar continuidade ao projeto de poder.

“No PDT, não há mais defesa da democracia nem do trabalhismo. A moda agora é vender o partido”, disse Igor Lago.

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