O dia mais triste no jornalismo esportivo

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Dia de chuva e muitas orações na Arena Condá em Chapecó

Dia de chuva e muitas orações na Arena Condá em Chapecó no velório coletivo dos jogadores

Estou com um nó na garganta…

Após mais de 30 anos no jornalismo esportivo confesso que já vivi muitas emoções acompanhando vitórias e derrotas, mas jamais tinha sentido uma emoção tão forte e acompanhada de tanta dor como na manhã deste sábado 3 de dezembro de 2016.

A chuva forte, em Chapecó foi um ingrediente a mais e que talvez ninguém consiga explicar. Parecia o céu chorando com a cidade. E chorando forte como a chuva.

Imagens como a homenagem dos torcedores do Atlético Nacional no estádio de Medellín, a solidariedade dos colombianos e do mundo inteiro,  a retirada dos caixões com os corpos no aeroporto, o cortejo e a entrada em campo para a última jornada, enfim. Tudo forte demais!!!

Nós que trabalhamos com esporte sabemos muito bem o que é perder, além de um time de futebol completo, um timaço de craques da imprensa esportiva. O que dizer da imagem e o consolo da mãe do goleiro Danilo, a dona Alaíde ao repórter  Guido Nunes do SporTV?

É verdade, vinte e um dos nossos colegas acostumados a dar notícias, são agora a própria notícia na maior de todas as tragédias aéreas do esporte no mundo.

Essas são as únicas palavras que ainda consigo escrever de uma história que ficará marcada para sempre nos corações te todos nós.

Então vamos, vamos Chape!!!!

Foto: Buda Mendes/AFP

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