Oligarquia PDT em São Luís?

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Por Adriano Sarney

No último fim de semana a capital maranhense foi vitimada por fortes chuvas que destruíram parte do Centro Histórico, desabrigaram centenas de pessoas, atrapalharam a vida de outros milhares e expuseram a situação de vulnerabilidade de São Luís.

Como político cabe a mim a crítica política. Lancei mão deste direito para fazer um parâmetro entre a situação caótica em que se encontra São Luís e a hegemonia do PDT na prefeitura durante as últimas décadas. Esperava que minhas colocações fossem contrapostas de forma racional, com um debate propositivo e responsável. Mas, como sempre, a resposta dos que comandam a prefeitura e o estado é sempre no âmbito pessoal, familiar, e completamente distorcida. Para se ter uma ideia, minha passagem por Harvard, que resultou em muito suor, dedicação aos estudos e distância de pessoas queridas, foi tratada com desdém.

A única coisa que talvez possa justificar tal atitude é o desespero pela impotência frente à necessidade de defesa do indefensável. Tentar tirar a responsabilidade administrativa de um partido que participou diretamente do comando de quase todas as gestões de 1989 até 2019 é uma tarefa forçosa, impossível e ingrata.

É fato que toda e qualquer discussão sobre a cidade deve ser iniciada identificando-se os responsáveis. Por isso é lógico que o PDT tem sim responsabilidade sobre a situação vulnerável de nossa capital em todos os setores. Assim também é o Governo do Estado, que foi reeleito no ano passado com um discurso de parceria com a Prefeitura, prometendo melhorias para São Luís. Prometeu, mas não cumpriu. Agora em meio ao caos, o governador e sua equipe se escondem, como se tudo que está acontecendo não fosse também responsabilidade deles.

Fato é que a gestão municipal não dispõe de uma rede de proteção que possa tomar medidas rápidas para situações que não deveriam ser inesperadas.

Tentando mostrar serviço, põe-se a imagem do prefeito Edivaldo Holanda Jr nas redes sociais afirmando que acompanha os técnicos da prefeitura nas visitas aos locais atingidos pelas chuvas, ao mesmo tempo em que são mostradas as ruínas do Centro Histórico, isto é, temos aí o ponto alto de um modelo de gestão falido. Na ausência de atitudes, resta ao prefeito apenas a contemplação dos efeitos. E por onde anda o governo do estado e sua tão alarmada parceria?

A boa gestão deveria prever esse tipo de situação que, dadas as circunstâncias, é facilmente previsível. Entra ano e sai ano continua o PDT, cujo modelo de gestão é sempre optar pelos tapa buracos e outros paliativos, mas raramente ações concretas como obras de drenagem e saneamento. Preparem-se para daqui a um ano, pois às vésperas das eleições do ano que vem a Prefeitura e Estado vão derramar asfalto de péssima qualidade nas ruas sem ao menos executar os serviços de drenagem.

Já prevendo essa tragédia, no final do ano passado tentei garantir R$ 5 milhões do orçamento estadual para a defesa de desabrigados e ações que visassem prevenir os impactos das chuvas. Esta proposta foi rejeitada por toda a bancada governista, inclusive o PDT, que há quase 30 anos mantém-se no poder em São Luís.

Por fim, dirijo-me aos demais que sempre irão apelar para ataques pessoais quando o assunto lhes for inconveniente. Da mesma forma que amo a minha família, respeito as demais famílias. Assim procedo na política e na vida. O vício de confundir família com política, sangue com retórica, nunca fará parte do meu repertório. Tenho a maturidade para honrar meu sobrenome seguindo meu próprio caminho e sempre travando debates pertinentes que passem longe da falácia e do ataque gratuito. Vou seguir trabalhando e muito, diferente daqueles que buscam o caminho mais fácil.

Bradar aos ventos e pôr a culpa nos outros não irá apagar os 30 anos de abandono de São Luís. Sei que o povo é ciente disso.

*Adriano Sarney é deputado estadual, economista com pós-graduação pela Université Paris (Sorbone, França) e em gestão pela Universidade Harvard.

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Palavras mágicas: Sarney e oligarquia

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Basta se aproximar as eleições de dois em dois ou de quatro em quatro anos que duas palavas surgem com toda força na política do Maranhão. São elas: Sarney e Oligarquia.

E não é que faltando seis meses para as eleição, as duas ‘palavras mágicas’ estão na moda e presentes em praticamente todas as postagens nas redes sociais feitas pelo governador Flávio Dino e seus seguidores.

Não importa o que seja, mas Flávio Dino a todo momento apela para essas duas palavrinhas deixando muitas vezes de lado até as suas ações no governo. O importante mesmo é falar de Sarney e da oligarquia.

Dino sabe que o uso dessas duas expressões ainda dá muitos votos no Maranhão e apesar do desgaste vai se valendo disso para justificar os erros da sua gestão e assim, avanção, rumo a quem sabe uma nova vitória nas urnas.

Dino se vale da máxima: eu não faço, mas basta colocar a culpa no Sarney e na oligarquia que o povo cai fácil…

Por enquanto, falar de Sarney e de oligarquia ainda vai render uma ou duas eleições, mas a população do maranhão já sabe que tudo não passa de um simples discurso.

E explico: quanto mais Flávio Dino fala de Sarney e da oligarquia, mais gente desse núcleo Flávio Dino atrai.

Vocês já viram quantos Sarneys e quantos integrantes da oligarquia que ele tanta condena cercam Flávio Dino hoje?

A confusão é tão grande que tudo parece até um grupo só.

Dino atrai uns e chuta outros. Exemplos recentes como Roberto Rocha, Zé Reinaldo Tavares, Waldir Maranhão, Raimundo Cutrim e por ai vai…

Chegaram Gastão Vieira, Pedro Lucas, Pedro Fernandes, Juscelino Filho, tudo fruto da tal oligarquia e que dentre outros que serão descartados no futuro bem próximo.

Viram só?

É só discurso de Flávio Dino para enganar eleitor, pois no fundo ele quer mesmo é ganhar a eleição às custas de um discurso manjado sobre Sarney e a oligarquia.

Foto: Reprodução

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Aula ou campanha na escola?

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Depois que foi demitido pelo governador Flávio Dino da Sedel, o ex-secretário Márcio Jardim vem anunciado o seu retorno às salas de aula, fato que ainda não se registrou. Mas essa semana, Jardim repostou no Facebook, uma publicação feita há três anos (do dia 13 de novembro de 2014), quando ainda esperava ser nomeado secretário.

“Depois de um período afastado da atividade do magistério para exercer a função de Sub-Secretário de Assuntos Federativos da Prefeitura de Maricá/RJ, Secretário de Articulação Institucional da Prefeitura de São Luis/MA e também para a disputa eleitoral deste ano, retomei esta semana os trabalhos em sala de aula”, destacou.

Na época, o “professor de história”, Márcio Jardim escolheu um tema que merece a reflexão de todos: “A Era das Revoluções”. Coincidência ou não, o ítem 6.5 chama bastante atenção.

O professor Márcio Jardim aborda “A Tomada da Bastilha”e a “Derrocada da Oligarquia”….

O que chama atenção é o destaque para o ítem. No quadro percebam que o número 6.5 que está circulado é o número de campanha do governador Flávio Dino. E o tema “Oligarquia”. Vejam que é o único ítem destacado.

No último dia 13 de novembro, em seu perfil no Facebook, Márcio Jardim repostou quatro fotos com o 6.5 em destaque, relembrando o episódio.

A mim não parece uma simples coincidência. Será que o ex-secretário está querendo ser lembrado pelo governador e voltar a exercer um cargo público que não o de professor?

Só lembrando que, a repostagem ocorre após Márcio Jardim ter sido demitido e humilhado pelo governador Flávio Dino, pois a secretaria que Márcio Jardim ocupava foi entregue a um outro partido político em plena disputa dos Jogos Escolares Maranhenses.

Fotos: Facebook

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