Urbanismo e qualidade de vida

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Por Adriano Sarney

São Luís é uma cidade agraciada pela natureza como poucas no país. Nossa localização geográfica e nossas belezas naturais são qualidades incontestáveis. Acontece que o descuido do poder público com o urbanismo, como em quase todos os outros setores, faz de nossa cidade um lugar hostil aos que aqui residem e aos turistas. A capital maranhense precisa urgentemente de um pacto pelo urbanismo.

Uma cidade bem cuidada reflete diretamente no aumento da autoestima de sua população, em atrativo para turistas e incide também na saúde pública e qualidade de vida.

Quem não iria melhor para o trabalho ao perceber que nossos canteiros centrais são bem tratados? Quem não sentiria mais orgulho de São Luís ao caminhar por calçadas planejadas e sem obstáculos? E que bem faria ao espírito do ludovicense viver em uma cidade arborizada, com uma temperatura mais amena? Basta um simples passeio por São Luís para perceber que estas são realidades muito distantes do nosso cotidiano.

Salvo a recente intervenção do Governo Federal, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na Praça Deodoro e Rua Grande, São Luís passou décadas sem um plano de ação que deixasse nossa cidade mais bela. É impressionante o descaso com lugares que poderiam abrigar as pessoas de forma adequada e acolhedora.

A Lagoa da Jansen foi um projeto ousado e inovador, mas caiu em abandono. O mesmo pode-se dizer da Avenida Litorânea, o Parque do Bom Menino, a APA do Itapiracó, o Reviver, o Aterro do Bacanga, os Vivas, dentre outros.

Infelizmente a mentalidade atrasada do governo comunista é pelo abandono de todo o patrimônio construído por governos anteriores. Governo e prefeitura devem investir em novos projetos, como é o caso da Pracinha da Lagoa e do Parque do Rangedor, mas não ao custo de esquecer as áreas existentes e que já se provaram bem-sucedidas com a população.

Não se trata da falta de novas iniciativas, mas do abandono do que é feito ao longo do tempo. O mesmo pode ser dito dos atos administrativos. O caso da Blitz Urbana é emblemático. Criada pelo ex-prefeito João Castelo, chegou a ser destaque na imprensa nacional, hoje pairam sobre ela suspeitas de desvio de finalidade.

Deixando de lado os péssimos exemplos, São Luís precisará discutir de forma responsável suas opções frente ao desafio que é resgatar sua beleza por meio de planejamento urbano sério e inovador.

Dessa forma, é impreterível que se busquem soluções que tornem a cidade esteticamente mais agradável ao mesmo tempo em que tenham funcionalidade prática. Um bom exemplo diz respeito ao emaranhado de fios nos postes de São Luís. Uma situação que já foi banida de grandes cidades ao redor do mundo, mas que ainda aflige o ludovicense. Acredito que um plano que tire as fiações dos postes e crie canais subterrâneos pode ser aplicada nos grandes corredores.

Os abrigos nos pontos de ônibus são outra oportunidade que passa despercebida. Parcerias Público-Privadas (PPP’S) poderiam garantir abrigos melhor estruturados em troca de publicidade.

Urbanismo não diz respeito apenas à infraestrutura. Sendo assim, o resgate do mobiliário urbano por meio de atividades também é importantíssimo. E aqui cabe destacar a Feirinha São Luis, realizada aos domingos na Praça Benedito Leite, talvez a única ação plausível da atual gestão. Esse tipo de projeto não deveria ser segmentado a um local, mas expandido por toda a cidade. Que bom seria se a cada fim de semana tivéssemos mais ações dessa natureza pela cidade em bairros diversos.

As possibilidades e as ideias são muitas, o fato é que São Luís precisa ser melhor cuidada e de fato debatida!

*Adriano Sarney é deputado estadual, economista com pós-graduação pela Université Paris (Sorbone, França) e em Gestão pela Universidade Harvard.

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Mais qualidade de vida

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Proporcionar bem-estar e inclusão da prática de atividades físicas no cotidiano, promovendo saúde e qualidade de vida. Foi com este propósito que a moradora do bairro da Vila Palmeira, Maria Augusta, de 56 anos, participou das atividades desenvolvidas no projeto Melhor Vida na Melhor Idade, promovido pela Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel) durante todo este ano. Assim como ela, mais de 260 pessoas também aderiram ao projeto.

“O projeto contribuiu para nossa qualidade de vida. Hoje, tenho mais disposição para algumas atividades e sem contar que minha saúde melhorou bastante após minha participação no Melhor Vida na Melhor Idade”, pontuou Maria Augusta.

Para a senhora Francisca Ferreira, de 73 anos, as atividades melhoraram na sua desenvoltura e, principalmente, no seu problema de saúde que é a osteoporose. “Hoje, me sinto muito bem fazendo as atividades do projeto. Participo desde o início e vejo diferença na minha vida e na minha saúde. Tenho osteoporose e sentia muita dor, mas após as atividades me sinto com mais disposição e sem dor alguma”, afirmou.

melhoridade
O projeto Melhor Vida na Melhor Idade, que é desenvolvido pela Sedel desde o mês de fevereiro, realizou, na tarde dessa quinta-feira (14), a solenidade de encerramento desta primeira temporada. O encontro ocorreu na área vip do Estádio Castelão e contou com a participação do secretário de Estado do Esporte e Lazer, Joaquim Haickel e demais idealizadores da ação.

O secretário de Estado de Desporto e Lazer Joaquim Haickel aproveitou a solenidade e agradeceu a participação e motivação de todos no projeto. Haickel enfatizou a continuidade nas atividades desenvolvidas no projeto, além de dar uma boa notícia às participantes e moradoras das áreas adjacentes do complexo.

“Fico feliz que o projeto Melhor Vida na Melhor Idade venha cada vez mais contribuindo na saúde e bem-estar de vocês e que cada vez mais aumenta o número de adeptos as atividades físicas. E, para melhoria nas atividades desenvolvidas, a Sedel irá proporcionar, no próximo ano para todos vocês e comunidade em geral, uma academia ao ar livre nas áreas do Complexo Esportivo que beneficiará na continuação do projeto Melhor Vida na Melhor Idade e nas atividades que vocês desempenharão durante a semana”, declarou.

Durante a solenidade, foi entregue os certificados aos coordenadores e estagiários participantes do projeto e, em seguida, os alunos participaram de uma aula com o professor-mestre de tai chi chuan, Franciney Diniz, que desenvolveu movimentos de equilíbrio, concentração e relaxamento.

O projeto Melhor Vida na Melhor Idade, retoma suas atividades no início de fevereiro do próximo ano, e com a certeza de encontrar mais adeptos a prática de atividades físicas.

Fotos: Izabela Pinheiro

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Iniciativa interessante

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eduardobraideO deputado Eduardo Braide (PMN), na sessão desta terça-feira (12), na Assembleia Legislativa fez o encaminhamento do projeto de lei, de sua autoria, que contribuirá para a melhoria da qualidade de vida das crianças, jovens e adolescentes que não dispõem de espaços públicos para a prática de esportes.

Trata-se do projeto que dispõe sobre a utilização – pela sociedade civil organizada, movimentos populares, associações e conselhos – dos espaços da rede pública estadual de ensino, praças e outros espaços de área cultural, com a finalidade aproveitá-los para a prática de esportes. Após o encaminhamento, o projeto de lei foi aprovado pelo plenário e encaminhado à sanção da governadora Roseana Sarney.

Ao defender sua proposta, Eduardo Braide disse que o espaço que hoje fica ocioso passará, de forma oficial, a ser utilizado pela comunidade. Segundo ele, essa medida também vai ajudar os diretores das escolas que, muitas das vezes, por boa vontade, cedem os espaços das instituições, sem uma legislação adequada que o acobertem para a realização daquele ato.

O texto do projeto, no seu artigo Art. 3º, diz o seguinte: “as ações previstas nesta Lei atenderão as requisições encaminhadas aos órgãos de direção das unidades da rede estadual de ensino e cultura feita pelas Entidades Sociais, Movimentos Sociais, Associações e Conselhos de qualquer natureza, inclusive aos finais de semana e feriados, desde que não comprometam o bom funcionamento da unidade”.

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