Ambientalistas denunciam obra no Rangedor

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Palmeiras nativas e de babaçu estão sendo derrubadas na Reserva ambiental do Rangedor, em São Luís. Um trator faz o serviço para a construção de um parque. A intenção é construir um espaço de visitação pública, mas ambientalistas dizem que a obra representa crime ambiental.

Cerca de 120 hectares da reserva deverão ser derrubados para a construção do espaço. Segundo o ambientalista Diogo Neves , pelo menos seis bairros do entorno da obra serão afetados pelo impacto ambiental, principalmente em relação ao abastecimento de água.

“ Com a impermeabilização do solo, conforme o Governo do Estado anunciou… construção de estacionamento, praça, parques, etc… o solo vai ficar impermeabilizado e vai deixar de receber água da chuva. O que vai acontecer? Esses bairros vão ficar sem água”, afirmou o ambientalista.

Outros impactos ambientais observados pelos ambientalistas estão na sobrevivência de animais e no clima da região. Diogo Neves também afirma que áreas verdes dentro dos centros urbanos contribuem para uma sensação térmica mais confortável. Além disso, raras espécies que vivem dentro da reserva estão sendo impactadas com a obra.

“Isso aqui é uma área de pré-amazônia e você tem animais da amazônia vivendo aqui nessa área. Estão sendo impactados com essa obra e com o que vai acontecer depois”, declarou.

A bióloga Nayara Valle também discorda com o andamento da obra. Segundo ela, não houve consulta pública para o início das obras e diz que a destruição será irreversível. “Há um processo de dispensa de licença que é atribuído a empreendimentos de baixo impacto, como lava jato, por exemplo. Ninguém foi consultado e o problema vai ser democratizado“, declarou a bióloga.

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