Incêndio atinge Socorrinho em Imperatriz

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Um incêndio atingiu o Hospital Municipal Infantil de Imperatriz, o Socorrinho, na noite deste sábado (2), no Centro do município. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ainda não sabe a causa do incêndio.

O fogo tomou conta de uma parte do terceiro andar do prédio, que realiza atendimentos em pacientes de Imperatriz e regiões próximas. Por medida de segurança, todos os pacientes e funcionários deixaram o hospital. Cerca de 32 crianças internadas na ala infantil e 28 adultos internados na ala ortopédica e cardiovascular foram removidos do local.

Não há registro de vítimas. Os pacientes removidos foram transferidos para a Unidade de Pronto Atendimento de Imperatriz (UPA), o Hospital Macrorregional e o Hospital Municipal de Imperatriz (Socorrão).

G1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde que ainda não se manifestou sobre o caso.

Por meio de uma rede social, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) informou que o Estado e a Secretaria de Saúde devem prestar todo o apoio necessário aos pacientes que foram transferidos.

“Sobre incêndio em hospital da prefeitura de Imperatriz, nesta noite, determinei ao nosso Secretário de Saúde Carlos Lula prestar todo o apoio possível por intermédio dos nossos hospitais estaduais situados na cidade. Não há notícia de vítimas fatais. Corpo de Bombeiros relata agora que incêndio foi controlado e pacientes estão sendo transferidos para hospitais estaduais”.

G1 MA

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Socorrinho

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neto

O deputado Neto Evangelista (PSDB) leu na tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão desta quinta-feira (3), uma carta do médico Tiago Cavalcante, que denuncia precárias condições de funcionamento de um hospital público de São Luís – o Hospital “Socorrinho”, do Bairro São Francisco, do qual acaba de pedir demissão.

Neto Evangelista afirmou que recebeu a carta via internet, através do Facebook, e resolveu divulgá-la em razão da gravidade dos fatos que são relatados.

“Este relato é de um colega médico, muito conhecido do deputado César Pires, Dr. Tiago Cavalcante, e não poderia deixar de ler esta carta aos meus pares, para que a população de São Luís tome conhecimento do que acontece hoje com a saúde pública e de quem vive na saúde pública. Eu acredito piamente nestas palavras porque vem de um amigo de longas datas que conheço e sei que tudo que ele colocou aqui pra mim se torna realmente realidade. Essa é a mudança que Edivaldo Holanda Júnior prometeu”, declarou Neto Evangelista. Em seguida, ele passou a ler na íntegra o conteúdo da carta:

“Hoje meu dia começou mais triste. Acabo de sair do meu último plantão no Socorrinho, do São Francisco, lugar que foi meu primeiro emprego após formado e onde fiz grandes amizades. Fico triste, pois os motivos que me fizeram pedir demissão desta Casa de Saúde não cabem em fotos. Este foi durante as noites de quinta-feira dos meus últimos seis meses.

O meu consultório repouso, lugar onde até à meia-noite eu atendia os pacientes e após este horário eu colocava um colchão no chão e estendia meu lençol em cima, me submetendo a condições subumanas com o mínimo de conforto e higiene necessária para um ser humano passar a noite enquanto o próximo paciente chega para ser atendido.

E esta não é uma condição minha isolada, é a condição de todos os médicos, homens que dão plantão noturno neste hospital. Pois há vários meses o ar condicionado do repouso masculino está quebrado e o repouso não possui sequer uma janela para o vento circular.

Fora isso, perdi as contas de quantas vezes as técnicas de enfermagem vieram me pedir para não prescrever Dexametazona, Dipirona, dentre outras medicações pois estavam em falta na casa. Medicação por via intramuscular, pois não tinha agulha apropriada para aplicar a medicação ou ainda não prescrever nebulização para as crianças asmáticas, pois o hospital estava sem máscara para nebulização ou oxigênio na tubulação.

Não estou mentindo nem aumentando. Pelo contrário, tive que escolher algumas coisas para citar senão ficaria um texto muito grande. É uma calamidade que vive hoje, e há vários meses, vive o Socorrinho do São Francisco que se isola em um bairro tão grande e de pessoas tão necessitadas.

Esta carta hoje é para além de tudo mostrar a minha revolta com as pessoas que ainda hoje acreditam que o problema de saúde do Brasil se resume apenas a falta de médicos. Pedi demissão porque era a única coisa que eu podia fazer, pois não aguentava mais ter que ver esse povo tão sofrido se submeter a esse tipo de saúde pública, sendo enganado pelo atual gestor.

Fica aqui a minha revolta e os meus votos de dias melhores para o povo do São Francisco e para os funcionários deste hospital com que até ontem eu dividi dias de revolta e angústia. Abraço, Tiago Cavalcante.”

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