Manobra política

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O candidato do PPL ao Governo do Maranhão Zeluís Lago atribuiu ao adversário Flávio Dino (PCdoB) e classificou de manobra política em entrevista coletiva a ação de impugnação do seu registro de candidatura na Justiça Eleitoral.

A ação foi protocolada pelo candidato a deputado federal Antônio Ferreira Martins, o Totó Martins (PHS), que, apesar de pertencer a um partido da coligação do grupo governista, segundo Lago, é diretamente ligado a Flávio Dino e ao prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC). Totó Martins, de acordo com o candidato a governador, atuou até o mês de abril como funcionário de cargo comissionado da Prefeitura de São Luís e mantém relação de proximidade com o comunista.

A entrevista coletiva foi concedia por Lago em sua residência, na Ponta do Farol, ao lado da candidata a vice-governadora, Cristiana Jansen (PPL) e do candidato ao Senado da República, Gersão (PPL).

Para ele, a mesma estratégia contra a sua candidatura, foi utilizada por Dino em 2010 contra o seu irmão, o ex-governador Jackson Lago (PDT). Naquela ocasião, explicou, o comunista espalhava no interior do estado a “informação” de que Jackson não poderia ser eleito, com base na Lei da Ficha Limpa, o que acabou desestruturando a campanha do pedetista. No ano passado, o médico Igor Lago (PPS), filho do ex-governador, também abordou o tema. Igor afirmou que Flávio Dino foi “desleal” com Jackson e “massacrou” a sua candidatura de 2010.

“O que estão tentando fazer conosco, de forma errada, mentirosa e covarde, com a montagem de um factoide, foi o mesmo que fizeram com Jackson em 2010. O candidato que espalhava que Jackson era ficha suja tinha 6% das intenções de votos, enquanto o governador tinha 32%. Muita gente de boa-fé, no entanto, acabou acreditando e votando nele [Flávio Dino], mas ele não venceu aquela eleição”, disse.

De acordo com o candidato, o questionamento utilizado pelo aliado de Flávio Dino na Justiça Eleitoral para questionar o seu registro de candidatura não dispõe de segurança jurídica. Ele apresentará a sua defesa hoje, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão. “Sou fundador nacional do PPL. Portanto, a justificativa de que há problemas na minha filiação não passa de mentira. Já sabemos de onde partiu esse factoide e vamos acionar o responsável por litigância de má-fé”, disse.

Compra de votos – Zeluís Lago repudiou a atuação de Flávio Dino no período que antecede a eleição – o grupo do comunista também impugnou a candidatura de outro adversário – e sugeriu que o ex-presidente da Embratur foi eleito com emendas do Governo do Estado na época em que José Reinaldo Tavares (PSB) era governador do Maranhão. Dino é afilhado político de Tavares. “Não vamos nos curvar àquele que começou a sua vida política com mandato comprado por emendas do Palácio dos Leões. Esse daí não sabe o que é ganhar a eleição e quer levar por W.O.”, completou.

Lago se disse vítima de manobra política pelo fato de representar a verdadeira oposição e ameaçar o projeto comunista. Para ele, quando o eleitor o comparar com Dino e analisar a sua trajetória de vida, a tendência é de crescimento. “Nós somos a verdadeira oposição. Esse que está aí e se diz oposição, é na verdade apenas dissidente do grupo da situação. Por isso ele tenta eliminar quem se coloca no campo da oposição. Ele já tirou do caminho Eliiane Gama. Mas sabe que com Zeluís Lago não tem conversa”, finalizou.

Assédio comunista

O candidato a governador Zeluís Lago (PPL) afirmou ter sido “assediado” por Flávio Dino (PCdoB) para desistir de sua candidatura ao Palácio dos Leões. A acusação, além de grave, abriu no meio político nova discussão sobre a postura ética a qual um candidato ao Governo deve assumir ao longo de sua vida pública.

Zeluís disse ter rejeitado a proposta e rechaçado atuar como uma espécie de “laranja” de Dino na eleição 2014. Em 2012, o candidato a prefeito de São Luís Ednaldo Neves (PRTB), aliado de Flávio Dino, atacou durante toda a campanha o então prefeito João Castelo (PSDB). Após o fim do primeiro turno, quando saiu da disputa, ele aderiu à campanha de Edivaldo Holanda Júnior (PTC). Depois de eleito, Edivaldo Júnior nomeou Ednaldo como um de seus assessores especiais no Palácio La Ravardière.

“Fui procurado, sim, inclusive por alguém da minha família [Wagner Lago] ligado a ele, que chegou a pedir para eu desistir de minha candidatura. Esse alguém da minha família atuou como uma espécie de pombo-correio. Mas, como me conhece desde criança, sabe que não sou de fugir à luta. Tenho 35 anos de militância e luta social. Comigo não tem esse tipo de conversa. Não aceitei e não farei papel de laranja a quem quer que seja”, disse.

Visivelmente irritado, ele voltou a fazer duras críticas a Flávio Dino. “Todo mundo no Maranhão sabe quem foi que criou factoides contra a candidatura do meu irmão Jackson Lago em 2010. Todos sabem quem é que teve campanha financiada por um agiota e andou de jatinho de um lado para o outro. Esse grupo. que se diz oposição. Foi esse tipo de coisa que acelerou a morte de Jackson. O representante deles é quem mais se parece com um coronel e que não aceita o voto livre, que não aceita a liberdade”, finalizou.

Foto: Flora Dolores

O Estado

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