Acusado de matar Delegado de Polícia Civil em Caxias é condenado a 43 anos de prisão
Por: Daniel Matos • 18 de março de 2026 • 0 comentários

Em sessão do Tribunal do Júri ocorrida nesta terça-feira (17), em Caxias, o Conselho de Sentença decidiu pela culpabilidade de Leandro da Silva Sousa. Ele estava sendo acusado de ter matado o Delegado de Polícia Civil Márcio Mendes Silveira, e de ter tentado contra a vida dos investigadores Idelmar Felismino Ibiapina e Valdemir Moraes da Silva Júnior. Os crimes ocorreram em 10 de julho de 2025, durante o cumprimento de um mandado de prisão no Povoado Jenipapeiro, zona rural de Caxias.
O Conselho de Sentença acatou as qualificadoras de motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e crime praticado contra autoridade de segurança pública no exercício da função, além de condenar o réu, Leandro da Silva Sousa, pelo crime conexo de receptação de uma motocicleta. A pena total aplicada foi de 43 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, além de 10 dias-multa.
O CASO
O delegado Márcio Mendes e a equipe foram até o povoado Jenipapeiro, localidade da zona rural de Caxias, nas primeiras horas do dia 10 de julho de 2025, para cumprir um mandado de prisão preventiva por crime de roubo. Segundo as investigações da polícia, ao chegarem à residência do investigado, os policiais foram recebidos a tiros de espingarda. Márcio foi atingido na região do pescoço e morreu. Os outros dois agentes foram socorridos com ferimentos de menor gravidade.
Segundo o apurado, Márcio Mendes, que seguia à frente, foi alvejado com um tiro de espingarda Calibre 20, tendo o mesmo disparo atingido Idelmar nas regiões do braço e da coxa. Em seguida, o investigador Valdemir Moraes, ao tentar entrar pela porta dos fundos para prestar socorro, também foi alvejado por outro disparo, sofrendo fratura no antebraço e na mão direita.
Os crimes causaram grande comoção e foi amplamente noticiado na imprensa local e nacional.
Empório Fribal aposta em experiências e afeto para a Páscoa
Por: Daniel Matos • 18 de março de 2026 • 0 comentários

Com o slogan “Feita para Partilhar”, a Páscoa do Empório Fribal propõe ressignificar a data. Tradicionalmente marcada por guloseimas e ovos de chocolate, a celebração ganha um novo olhar — ampliando-se para momentos de convivência, afeto e construção de memórias entre amigos e familiares.
Abrindo essa programação especial, o Empório Fribal promove a Oficina de Chocolates Artesanais, que será realizada no dia 25 de março, das 19h às 22h, no Atelier Gourmet da unidade da Ponta D’Areia, em São Luís.
Com vagas limitadas, o workshop traz técnicas e dicas para a produção de chocolates artesanais e será conduzido pela chocolatier Fernanda Lisboa, fundadora da marca maranhense Chocolates Tapuio. A marca se destaca pela produção no conceito tree to bar — da árvore à barra — com o uso de cacau orgânico cultivado em parceria com agricultores familiares.
Mais do que ensinar técnicas, a proposta da oficina é proporcionar uma imersão sensorial e afetiva. A experiência convida os participantes a vivenciarem o processo, compreenderem a origem do chocolate e levarem consigo não apenas o produto final, mas também a memória do que foi construído.
Do produto à experiência
A Chocolates Tapuio valoriza o cacau maranhense e aposta em práticas sustentáveis. Fernanda Lisboa também está à frente do Projeto Nosso Cacau, iniciativa que atua na formação de agricultores e na valorização do cacau produzido no estado, fortalecendo uma cadeia produtiva baseada em qualidade, rastreabilidade e impacto social positivo.
As inscrições para a oficina já estão abertas e podem ser realizadas via WhatsApp, pelo aplicativo do Empório Fribal ou diretamente na loja da Ponta d’Areia.
Workshop de Patologia no Hospital do Servidor Estadual (HSE): Medicina de Precisão começa na Coleta
Por: Daniel Matos • 18 de março de 2026 • 0 comentários
Laboratório Lacmar leva ao HSE/HSLZ debate sobre qualidade diagnóstica e biomarcadores com Presidente da Sociedade Brasileira de Patologia

A consolidação da medicina de precisão — abordagem que orienta tratamentos a partir de características individuais do paciente — depende, antes de tudo, de uma etapa muitas vezes subestimada: a coleta adequada do material biológico.
Foi esse o eixo central do workshop promovido pelo Laboratório Lacmar, por meio de sua divisão Lacmar Patologia, para médicos e profissionais do Hospital do Servidor Estadual (HSE/HSLZ), em São Luís.

O encontro reuniu especialistas em torno do tema “Medicina de precisão começa na coleta: como garantir um material adequado para diagnóstico e biomarcadores”, com palestra e roda de conversa conduzidas pelo experiente patologista Dr. Gerônimo Júnior, diretor do Lacmar Patologia e atual presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), considerado uma das principais referências nacionais na área.
Ao longo da apresentação, Gerônimo Jr. destacou que erros nas fases iniciais do processo — especialmente no pré-analítico — podem comprometer toda a cadeia diagnóstica. “A qualidade da amostra é determinante para a precisão do diagnóstico e para a confiabilidade dos biomarcadores, que hoje orientam decisões terapêuticas cada vez mais complexas”, afirmou durante o encontro.

O evento teve caráter exclusivo para o corpo clínico e equipes multidiciplinares do hospital, reforçando a estratégia de aproximação entre o laboratório e os profissionais assistenciais. Segundo Juliana Oliveira, coordenadora do setor pré-analítico do Lacmar, a iniciativa buscou fortalecer a parceria institucional e qualificar as práticas médicas.
“Como parceiros que somos do HSE/HSLZ, promovemos esse evento para aproximar os médicos do Dr. Gerônimo Júnior. Ele trouxe esclarecimentos importantes sobre as condutas nas fases pré-analítica, analítica e pós-analítica da patologia, além de tirar dúvidas práticas do dia a dia”, disse.

Na prática, o debate evidenciou que a correta manipulação de peças cirúrgicas, o acondicionamento adequado de amostras e seu tempo de envio podem impactar diretamente o resultado de exames — e, por consequência, a influenciar na conduta clínica.
A médica intensivista Ana Cláudia Carvalho destacou o caráter aplicado da palestra. “Foi uma apresentação muito esclarecedora. O Dr. Gerônimo destacou a importância do preparo das peças cirúrgicas e trouxe exemplos de procedimentos simples, mas muito eficazes, que podemos adotar no centro cirúrgico. São medidas que certamente vão melhorar nossas práticas em benefício do paciente”, afirmou.
A discussão sobre biomarcadores — fundamentais na oncologia e em outras especialidades — também ganhou espaço, especialmente no contexto da medicina personalizada, que exige precisão desde a coleta até a análise final.

Para o diretor-geral do HSE/HSLZ, Plínio Túzzolo, a iniciativa se insere em um movimento mais amplo de qualificação da assistência. “O Laboratório Lacmar é um grande parceiro e, com a criação da divisão Lacmar Patologia, contribuirá ainda mais para o atendimento aos nossos pacientes, que são servidores estaduais vinculados ao FUNBEN. Instituímos 2026 como o Ano da Qualidade e da Humanização no HSE / HSLZ, e ações como essa reforçam esse compromisso”, afirmou.
Segundo ele, a troca com especialistas de referência nacional amplia o repertório técnico da equipe e contribui para a padronização de protocolos. “O Dr. Gerônimo Jr., com sua experiência, trouxe sugestões importantes para o manejo das peças e para a melhoria dos processos diagnósticos”, completou.

Entre os participantes, a avaliação foi de que o conteúdo apresentado pode gerar impacto direto na rotina assistencial. “Essa palestra vai nos ajudar a melhorar ainda mais o atendimento aos pacientes, especialmente no diagnóstico. Foram dicas práticas, detalhadas e aplicáveis à nossa realidade”, disse o ginecologista Gilson Barbosa.
A iniciativa reforça uma tendência crescente na medicina contemporânea: a integração entre laboratórios e equipes clínicas como elemento-chave para ganhos de qualidade, segurança e efetividade no cuidado ao paciente.
Operação federal prende 4 e bloqueia quase R$ 300 milhões do tráfico na Grande São Luís e em Barreirinhas
Por: Daniel Matos • 18 de março de 2026 • 0 comentários
Ofensiva das forças de segurança pública reforça a atuação integrada no combate ao crime organizado

São Luís-MA – A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Maranhão (FICCO/MA) deflagrou, nesta quarta-feira (18/3), a Operação Íctio, com o objetivo de desarticular organização criminosa voltada ao tráfico de drogas em larga escala e à lavagem de capitais. A operação acontece no âmbito da Operação Força Integrada, iniciativa nacional realizada simultaneamente em 15 estados da Federação para combater o crime organizado.
As investigações apontam que o grupo criminoso atua na distribuição de cocaína e de crack em comunidades da Grande São Luís/MA. Os investigados utilizavam empresas de fachada, movimentações financeiras fracionadas e interpostas pessoas para ocultar e para dissimular valores provenientes da atividade ilícita.
Foram cumpridos 4 mandados de prisão temporária e 30 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados do Tribunal de Justiça do Maranhão, nos municípios de São Luís/MA, de São José de Ribamar/MA, de Paço do Lumiar/MA, de Barreirinhas/MA, de Juazeiro do Norte/CE, de Vila Velha/ES e de Itapema/SC.
A Justiça determinou, ainda, o bloqueio de, aproximadamente, R$ 297 milhões em contas bancárias de investigados e de empresas vinculadas ao grupo, além do sequestro de bens, incluindo imóveis de alto padrão e veículos de luxo.
Um dos investigados foi autuado em flagrante pela posse de uma arma de fogo sem registro.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico, de organização criminosa e de lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no curso das diligências.
A operação teve apoio da Polícia Federal no Espírito Santo e em Santa Catarina, da Polícia Civil do Ceará, além da Força Estadual Integrada de Segurança Pública e do Corpo de Bombeiros do Maranhão.
A FICCO/MA é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Civil, pela Polícia Militar e pelo Centro de Inteligência de Segurança Pública da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão.
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