Satélite desenvolvido pela UFMA é perdido após anomalia em foguete lançado na Índia
Por: Daniel Matos • 12 de janeiro de 2026 • 0 comentários

A Agência Espacial Brasileira (AEB) informa que o lançamento comercial do foguete PSLV-C62, conduzido pela NewSpace India Limited (NSIL), foi realizado às 1h48 (horário de Brasília) desta segunda-feira, 12 de janeiro, a partir do Satish Dhawan Space Centre, na Índia. No entanto, o foguete não atingiu a órbita prevista devido a uma anomalia no terceiro estágio do veículo. Como resultado, os 16 satélites integrados à missão, entre eles, o nanossatélite brasileiro Aldebaran-I e mais quatro satélites de desenvolvedores nacionais, foram perdidos.
O Aldebaran-I, um cubesat 1U desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), contou com financiamento e apoio institucional da AEB desde sua concepção até a preparação para o lançamento. Apesar da falha, o nanossatélite gerou avanços relevantes, como a formação de mão de obra especializada e a realização de ensaios de qualificação alinhados ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2022-2031).
Conforme o Coordenador-Geral do projeto de desenvolvimento do Aldebaran-I, professor Carlos Brito, o impacto educacional do nanossatélite envolveu um número considerável de estudantes em atividades de pesquisa e teve como resultado publicações e inserção de alunos em programas de pós-graduação do setor espacial.
A AEB reconhece o esforço técnico e o comprometimento das equipes responsáveis pelos nanossatélites Orbital Temple, EduSat-1, Galaxy Explorer e UaiSat, bem como da AlltoSpace, empresa responsável pela integração da constelação brasileira ao PSLV-C62.
A Agência ressalta que falhas dessa natureza fazem parte do ciclo de desenvolvimento de sistemas espaciais e reafirma seu compromisso em apoiar iniciativas nacionais que promovam capacitação, inovação e acesso ao espaço. Além disso, a AEB acompanhará o relatório oficial indiano sobre a falha do PSLV-C62, com o objetivo de incorporar recomendações técnicas e adotar medidas mitigadoras aplicáveis a futuras campanhas com cargas úteis brasileiras.
Sobre a AEB
A Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.
Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.
MPF obtém sentença para reduzir risco aviário no aeroporto internacional de São Luís (MA)
Por: Daniel Matos • 12 de janeiro de 2026 • 0 comentários
Decisão obriga entes públicos e concessionária a eliminar focos de atração de aves e regularizar gestão de resíduos

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença que determinou medidas para reduzir o risco de acidentes aéreos no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís (MA), provocado pela grande concentração de aves na área de segurança aeroportuária. A Justiça Federal condenou o município, o estado do Maranhão, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e a Concessionária do Bloco Central S.A. (CCR Aeroportos) a adotarem, em até 90 dias, providências para fiscalizar e eliminar depósitos irregulares de lixo que atraem urubus e outras aves.
A sentença obriga o município de São Luís a apresentar um plano de ação definitivo para extinguir todos os depósitos irregulares de resíduos sólidos localizados na Área de Segurança Aeroportuária (ASA). O foco principal reside nos bairros Vila Cascavel, São Raimundo e na Avenida José Sarney. Além da remoção dos resíduos e recuperação ambiental das áreas, a prefeitura tem 60 dias para regularizar a coleta no Mercado do Peixe e em seu entorno, no Portinho, e deve manter vigilância permanente, sob pena de multa diária de cinco mil reais, caso novos focos de descarte não sejam removidos em 48 horas.
O estado do Maranhão terá que apresentar um cronograma anual de fiscalização ambiental para todos os empreendimentos potencialmente atrativos de fauna na ASA, incluindo frigoríficos, matadouros e hortomercados. Além disso, deve realizar vistorias regulares nos referidos empreendimentos, aplicando as sanções administrativas cabíveis em caso de constatação de irregularidades no manejo de resíduos e efluentes, sob pena de multa de R$ 500 mil reais em caso de omissão.
A Infraero deve apresentar, em conjunto com a CCR, um laudo técnico detalhado sobre o estado atual do muro patrimonial do aeroporto, indicando todas as falhas e pontos de vulnerabilidade, para evitar depósitos irregulares de lixo. A empresa pública também deverá arcar, solidariamente com os demais réus, com os custos de reparação integral do dano ambiental consolidado até a data da transferência da concessão para a CCR, em novembro de 2021.
À CCR Aeroportos foi determinada a execução, no prazo de 180 dias a contar da apresentação do laudo, de todas as obras de reparo e adequação do muro e do perímetro do aeroporto, a fim de garantir sua total integridade e impedir o acesso não autorizado e o descarte de resíduos. Além disso, terá que implementar e manter um sistema de gestão e fiscalização permanente na área, para coibir o lançamento de lixo e efluentes, sob pena de multa diária de cinco mil reais, limitada a R$ 300 mil em caso de descumprimento.
A Justiça também estabeleceu multa diária de mil reais, limitada a R$ 200 mil, pelo eventual descumprimento injustificado de qualquer das obrigações pelos réus. Ainda cabe recurso da decisão.
Entenda o caso – O MPF propôs a ação civil pública em 2013 e obteve decisão liminar, que deferiu parcialmente a tutela de urgência, determinando, ao município, ao estado do Maranhão e à Infraero que adotassem as medidas necessárias para remoção dos resíduos sólidos no entorno do aeroporto e fiscalização dos empreendimentos atrativos de aves. O período entre 2013 e 2021 foi marcado pelo descumprimento contínuo das ordens judiciais, sendo realizadas múltiplas audiências de conciliação, resultando em um acordo judicial, homologado em abril de 2019. Contudo, seu cumprimento foi apenas parcial.
Em 2022, diante da persistência do descumprimento da liminar por quase uma década, o Juízo da 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão determinou a intimação pessoal do prefeito e do secretário estadual de Meio Ambiente para que, em 15 dias, comprovassem o cumprimento das obrigações, sob pena de multa diária de caráter pessoal.
Entre 2022 e 2023, o governo estadual iniciou as obras de duplicação da Avenida José Sarney e a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC-MPOR) recomendou um acordo entre o estado e a concessionária para a transferência de posse da faixa de terra necessária para a obra, que margeia o muro do aeroporto. Em maio de 2025, a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou provimento a recurso interposto pelo município, mantendo a validade da multa pessoal aplicada ao gestor público, por considerar a medida justificada diante do longo histórico de descumprimento da decisão judicial.
Thaís Coutinho obriga pacientes acamados a se deslocarem para marcar tomografia e gera revolta em Caxias
Por: Daniel Matos • 12 de janeiro de 2026 • 0 comentários

Uma denúncia grave envolvendo a coordenadora Thaís Coutinho tem causado revolta entre familiares de pacientes que dependem do serviço público de saúde. Segundo relatos, uma ordem direta da gestora estaria impedindo que exames de tomografia sejam marcados por terceiros, mesmo em situações em que o paciente está acamado ou impossibilitado de se deslocar.
O caso mais recente envolve a prima de uma paciente que vive a quase 30 quilômetros do Hospital Microrregional. Ela afirma que tentou marcar o exame em nome da familiar, mas foi impedida.
A denunciante relata que, apesar de explicar que a paciente está acamada e sem condições mínimas de locomoção, a equipe afirmou que, por determinação de Thaís Coutinho, a marcação só poderia ser feita presencialmente pelo próprio paciente.
“Eu iria marcar, mas não deixaram por ordem da Thaís Coutinho. Minha prima está acamada e não pode vir, mas mesmo assim me negaram a marcação do exame. Iria falar com ela pessoalmente, mas disseram que ela só chega 9h30 para as 10h. Um absurdo”, relatou a familiar.
Segundo ela, outros pacientes estariam enfrentando a mesma dificuldade, e muitos seguem sem realizar o exame por não conseguirem se deslocar até o setor de marcação.
A situação tem levantado questionamentos sobre a falta de sensibilidade com pacientes vulneráveis e acamados, que dependem exclusivamente do sistema público para ter acesso a exames essenciais. Também há críticas ao fato de uma orientação interna se sobrepor a necessidades urgentes de saúde.
Até o momento, familiares aguardam que a gestão revise a medida e garanta atendimento humanizado e acessível, especialmente para quem mais precisa.
Casos de dengue caem mais de 50% no Maranhão em 2025
Por: Daniel Matos • 12 de janeiro de 2026 • 0 comentários
Os óbitos também apresentaram recuo: 1,6 mil mortes, uma redução de 72% em relação ao ano anterior

O Maranhão registrou, em 2025, 5,3 mil casos prováveis de dengue, número que representa uma redução de 52% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram notificados 11,1 mil casos da doença. Em relação aos óbitos, o estado confirmou três mortes em 2025, resultado inferior ao registrado no ano passado, quando houve sete óbitos.
A redução acompanha a tendência nacional. Em todo o Brasil, foram contabilizados 1,6 milhão de casos prováveis de dengue em 2025, uma queda de 75% na comparação com o mesmo período de 2024. Os óbitos também apresentaram recuo: 1,6 mil mortes, o que representa uma redução de 72% em relação ao ano anterior.
Apesar do cenário mais favorável, a chegada do período chuvoso acende um alerta para o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Especialistas destacam que este é o momento de intensificar as ações de prevenção e conscientização. Medidas simples, como eliminar água acumulada em vasos de plantas, garrafas, calhas e recipientes descartados em quintais, são fundamentais para impedir a formação de criadouros e evitar novos casos.
A médica infectologista e docente do IDOMED, Silvia Fonseca, explica que a atenção precisa ser redobrada especialmente durante o verão, quando há aumento das chuvas e das temperaturas. “Existem quatro tipos do vírus da dengue, e todos podem causar doenças que variam de leves até muito graves, que necessitam de internação hospitalar. O tipo 2 costuma causar mais casos graves, mas qualquer um deles pode levar a sérias complicações. Os sintomas são os mesmos para qualquer tipo: dor de cabeça, febre, dor nas articulações, vômitos e diarreia”, destaca.
A infectologista alerta ainda que uma pessoa pode contrair dengue mais de uma vez ao longo da vida. “Quando a infecção acontece por um tipo diferente do anterior, há maior risco de evolução para formas graves. Por isso, é essencial redobrar os cuidados e ficar atento aos sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e tontura, que indicam necessidade de atendimento médico imediato”, reforça.

Outro ponto considerado essencial no enfrentamento da doença é a vacinação contra a dengue, iniciada no Brasil em 2024. O país foi o primeiro do mundo a oferecer o imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS), priorizando crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em 2.752 municípios com maior risco. Até outubro de 2025, mais de 10,3 milhões de doses foram distribuídas aos estados, e outras 9 milhões estão previstas para 2026.
Silvia Fonseca lembra que a vacinação segue disponível na rede pública e reforça a importância da adesão. A vacina contra a dengue é destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, enquanto o imunizante contra o HPV atende jovens de 15 a 19 anos. A Secretaria de Saúde alerta que, com a previsão de aumento na circulação do mosquito, a vacinação é fundamental para prevenir casos graves e evitar internações.
A professora de Biomedicina da Estácio, Camila Alvim, reforça que o combate à dengue começa dentro de casa. “O Aedes aegypti se reproduz em água limpa e parada. Um simples pratinho de planta ou uma garrafa deixada ao ar livre pode se tornar um criadouro. A conscientização é o primeiro passo. Limpar o quintal, tampar caixas d’água e eliminar recipientes que acumulam água são atitudes que salvam vidas”, enfatiza.
Segundo Camila, a educação também tem papel central na prevenção. “Nas escolas, trabalhamos constantemente o tema com os alunos, porque crianças e jovens são grandes multiplicadores de informação em casa. A prevenção começa pelo conhecimento”, afirma.
De acordo com as especialistas, embora os números de 2025 indiquem queda nos casos e mortes por dengue, o combate à doença depende da participação ativa da população durante todo o ano, ganhando ainda mais importância neste período de transição para o verão. “A prevenção é uma responsabilidade compartilhada, e pequenas ações diárias têm grande impacto na saúde coletiva”, conclui Silvia Fonseca.

Como reforço às ações de prevenção e controle da doença, o Ministério da Saúde anunciou a realização de uma campanha nacional de vacinação contra a dengue, prevista para fevereiro de 2026, que abrangerá todo o território brasileiro. A iniciativa tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal, reduzir a circulação do vírus e prevenir principalmente os casos graves e óbitos, somando-se às medidas já adotadas pelos estados e municípios. A expectativa é que a vacinação em escala nacional represente um avanço importante no enfrentamento da dengue no país, aliada ao engajamento contínuo da população no combate aos focos do mosquito.
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