Folia que vira terapia: crianças com TEA participam de atividade especial de Carnaval
Por: Daniel Matos • 19 de fevereiro de 2026 • 0 comentários

Abram alas para o bloquinho da inclusão! Mais de cem crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) participaram, ao longo da semana, de uma programação especial de Carnaval na Clínica de Medicina Preventiva da Hapvida, em São Luís. A iniciativa reuniu pacientes, familiares e profissionais em atividades que utilizaram o pretexto da temporada de folia para promover a socialização entre as crianças e, com isso, estimular autonomia e desenvolvimento.
Em grupos de dez, as crianças participaram de diversas atividades, que incluíram a confecção de itens típicos da festa, como máscaras, instrumentos de percussão, chocalhos e acessórios para fantasia, utilizando materiais como garrafas PET, folhas de EVA, papel crepom, cola, tesouras, confetes e serpentina. As próprias crianças escolheram o que queriam produzir e participaram ativamente do processo criativo. Ao final, com máscaras e instrumentos nas mãos, seguiram em cortejo pela unidade, formando um animado bloquinho de Carnaval.
Aline Sandes, psicóloga da Hapvida especialista em psicomotricidade e integrante da equipe que acompanha as crianças com TEA, destacou que as datas comemorativas são aproveitadas para promover atendimentos coletivos, já que, no dia a dia, as terapias costumam ser individuais. “Durante o ano, realizamos programações em datas como Carnaval, Páscoa e Natal. É um momento multidisciplinar, em que todas as especialidades se unem na mesma sala”, explica.

Sandes explicou que atividades como a realizada no Carnaval contribuem para desenvolver a coordenação motora fina e, especialmente, a socialização. “A criança com TEA precisa muito dessa socialização, mas muitas vezes têm pouco acesso a ela no cotidiano. Quando juntamos as crianças, estimulamos essa interação e também observamos como reagem umas com as outras, algo que não conseguimos avaliar da mesma forma no atendimento individual”, pontua a especialista.
A fonoaudióloga Cláudia Buzar, especialista em TEA, também reforça a importância da interação. “São crianças que precisam dessa interação, justamente porque, às vezes, tendem ao isolamento. Nesse momento, a gente trabalha a troca de ideias, o olhar para o que o colega está fazendo”, afirma. Segundo ela, atividades em grupo ajudam a estimular a comunicação e a capacidade de interação. “A gente reforça essa confiança e mostra que eles têm capacidade de interagir e de produzir”, conclui.
DESENVOLVIMENTO
Vestida com um macacão de personagem da Disney, Isabela Cutrim, de dez anos, recorta estrelas coloridas para confeccionar a própria máscara de Carnaval. O desenvolvimento de habilidades é visível na menina que, há três anos, tinha dificuldades na memória, na comunicação e na aprendizagem.

“Parecia que as coisas não ficavam na cabeça dela. A gente explicava e ela não absorvia. Ela não se comunicava bem e socializava pouco”, relembra o pai, Nilson Cutrim, que hoje comemora a evolução da filha, diagnosticada há três anos com TEA e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). “É incrível a melhora que ela teve, o quanto ela já conversa. A gente percebe a evolução no desenvolvimento dela e vê o tratamento surtindo efeito”, afirma.
Para a coordenadora da Clínica de Medicina Preventiva da Hapvida, Adriana Anjos, o tratamento precisa ir além do atendimento individual no consultório. “O desenvolvimento acontece quando unimos estímulos terapêuticos à vivência social e ao lúdico. Nessa ação que organizamos, o Carnaval deixa de ser só uma festa popular para se tornar uma ferramenta de trabalho multidisciplinar. Cada sorriso representa uma conquista nesse processo”, conclui.
Secretário da Sinfra nega superfaturamento na obra do novo prolongamento da Avenida Litorânea
Por: Daniel Matos • 19 de fevereiro de 2026 • 0 comentários
O secretário de Estado de Infraestrutura, Aparício Bandeira, negou que tenha havido superfaturamento na obra do novo prolongamento da Avenida Litorânea, entre o Olho d’Água e o Araçagi. Ele informou detalhes da fiscalização realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e sobre os procedimentos que atestam a total regularidade da execução do projeto.
De acordo com o Governo do Estado, o trecho citado ainda não foi iniciado e não houve qualquer prejuízo aos cofres públicos. Eventuais diferenças foram assumidas pela empresa, sem impacto financeiro para o Maranhão.
O projeto segue com acompanhamento dos órgãos de controle e dentro da legalidade.
São José de Ribamar se prepara para a 80ª edição do Lava Pratos
Por: Daniel Matos • 19 de fevereiro de 2026 • 0 comentários

A cidade de São José de Ribamar celebra neste fim de semana (21 e 22 de fevereiro) uma de suas maiores tradições: a 80ª edição do Lava Pratos. O evento marca o encerramento oficial do período carnavalesco no município e reafirma seu lugar no calendário cultural do Maranhão.
A festa acontece na Parque Folclórico Therezinha Jansen e na Avenida Gonçalves Dias, com uma programação que mescla ritmos locais e grandes nomes da música nacional.
Programação:
Sábado (21)
16h- Arrastão dos blocos (concentração na avenida gonçalves dias)
18h30 – Glaucia Furtado
20h – Rayanne Passos e banda
22h – Márcia Fellipe
0h – Banda Energia
· Domingo (22)
13h30 – Turma do Bodão
15h – Dj Beto
15h30 – Banda Alta Tensão
17h – Thaís Moreno
18h – Bicho Terra
19h30 – Chicabana
21h – DJ Deco
21h30 – Zé Vaqueiro
A Prefeitura de São José de Ribamar, liderada pelo prefeito Dr. Julinho (PODEMOS), por meio de ações integradas das secretarias, preparou uma estrutura completa para o evento, com reforço na segurança, apoio logístico e infraestrutura de palco, som e iluminação.
Com oito décadas de história, o Lava Pratos se consolida como um dos maiores polos de entretenimento da região, impulsionando a economia local, fortalecendo o turismo e garantindo lazer para os foliões.
CGU vê sobrepreço milionário na reconstrução de ponte que desabou entre Maranhão e Tocantins
Por: Daniel Matos • 19 de fevereiro de 2026 • 0 comentários
Auditoria indica custo até R$ 20 milhões acima de parâmetros de mercado na reconstrução da ponte que liga os estados de Maranhão e Tocantins

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou indícios de sobrepreço no contrato de R$ 171,9 milhões firmado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a reconstrução da ponte que desabou entre Tocantins e Maranhão em dezembro de 2024.
A tragédia na ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que vitimou 14 pessoas, teve a nova estrutura entregue em 22 de dezembro do ano passado, após um ano do colapso. Ela liga os estados de Maranhão e Tocantins.
Financiada pelo Novo PAC e executada pelo Dnit, a obra na BR-226 apresentou, segundo a CGU, sobrepreço e fragilidades na metodologia utilizada para definição do orçamento. O total do valor mais alcança uma diferença de R$ 20 milhões.
De acordo com o relatório, a auditoria apontou inconsistências no processo de estimativa de custos, possibilidade de acréscimo de valores por meio de aditivos contratuais e falhas na pesquisa de mercado referente à demolição da estrutura anterior.
As conclusões, de novembro do ano passado — um mês antes da entrega da ponte — indicam que o valor contratado pelo órgão pode estar acima do parâmetro considerado adequado. A equipe técnica da CGU também recomendou mudanças nos critérios de formação de preços e revisão dos procedimentos internos do Dnit.
No documento, a CGU afirma que as inconsistências identificadas “indicam que os custos estimados para a reconstrução da ponte tenham sido superestimados”, além de apontar risco de aumento do valor final do contrato em razão de cláusulas que permitem pagamento conforme os quantitativos efetivamente executados, em aparente conflito com o regime de preço global previsto na legislação.
R$ 20 milhões
Embora a obra tenha sido anunciada pelo governo federal no valor de R$ 171,9 milhões, o custo atualizado no contrato, dois dias após a entrega, passou para R$ 174,6 milhões devido a um aditivo, conforme apurou a coluna. Os números, entretanto, não haviam sido divulgados corretamente pelo governo quando a obra foi concluída.
Os auditores calcularam que, considerando parâmetros ajustados de mercado, todas as etapas da obra — demolição, projetos e reconstrução — poderiam alcançar cerca de R$ 154,1 milhões, valor aproximadamente R$ 17,8 milhões inferior ao inicialmente contratado para reconstruir a Ponte JK — diferença que chega a R$ 20,4 milhões se somado o aditivo.
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