A MELHOR FORMA DE AMOR

EU PREFIRO MIRAR NA SOLIDÃO E ACERTAR NO AMOR POR MIM MESMO

É MAIS CONFIÁVEL E SAI MUITO MAIS BARATO

Carnaval Atualizado, segundo 645

645 o número pensativo continua o mesmo.
Sincero como todo número
Gozador como ele mesmo

O BEIJO E AS BACTÉRIAS

645 O NÚMERO PENSATIVO COMENTA

SINCERO COMO TODO NÚMERO

PRECISO COMO A MATEMÁTICA

FERINO COMO ELE SÓ

ESSE QUE VAI NOS MATAR

O TEMPO  

Ninguém sabe qundo o tempo começou, se é que começou. É sempre bom lembrar que o tempo nunca foi um sujeito digamos assim, identificável. Tem muita gente sábia, inclusive, que acha até que ele nunca existiu. Ora, que ele não existirá um dia,  isso não resta a menor dúvida, mas quanto à sua existência no passado e presente….

            Tenho a impressão de que Albert Einstein, num momento mais de sutileza do que de sabedoria,  criou  a tal de Teoria da Relatividade para resolver essa questão. Ao dizer que o tempo é relativo, ficando em cima do muro, selou definitivamente a sina do tempo como  elemento improvável, sem revelar que este nunca passou de  uma invenção humana. Relativo, ora bolas! Que você, leitor,  diria a um teste de paternidade que lhe confirmasse que o filho era seu, mas que isso era relativo?

            2.Durante milhões de anos pairou sobre nós  a desconfiança de que preocupar-se com o  tempo era coisa de quem não tinha o que fazer,  porque ninguém ligava muito pra ele. Vivia-se, ou melhor,  sobrevivia-se,  e isso era mais importante que o tempo. As preocupações com este só começaram pra valer depois da revolução industrial quando chegaram as locomotivas.  A partir daí, sim, porque era preciso saber a que horas um trem ia chegar e partir. Foi então  que os homens  adotaram o relógio, sem desconfiar de que estavam entrando na maior fria de sua história.

            3. Algumas dezenas de anos se passaram, o suficiente para comprovar aquilo que, hoje,   preferimos não atinar. Oprimidos, neuróticos, controlados por uma caixinha presa em volta do braço os homens é que se tornaram escravos de sua criação. Como marginais vigiados por uma tornozeleira,   somos também  prisioneiros do tempo a nos determinar   o que devemos fazer hoje, amanhã e sempre.

Como reação, só nos resta  xingar o dito cujo,  convictos de que, assim, estamos nos vingando dele  . “Que tempo vagabundo! Por que passa tão depressa?”                                                       

            Execramos o tempo mas esquecemos de acusar a máquina que  inventamos. Lá com seus botões o Tempo, se pudesse falar responderia: “Parem de me xingar, bobalhões. Livrem-se dos seus relógios. Suas vidas valem  muito mais que eles.”

O ÚLTIMO VÔO DO PÁSSARO

EM HOMENAGEM AO DIA DA POESIA (ontem) um poema do livro

CIDADE ARITMÉTICA

O ÚLTIMO VÔO DO PÁSSARO

  

O mar era ainda mais o mar

E o palpitar de tudo que era vida

Batia no muro do céu e se refletia

Em sua amplidão e superfície

Um pássaro que sobrevoava a longa calma

Em azul sobre a marinha tombou.

E do céu caiu oblíquo, projétil carnal de luz,

Ponte pênsil entre as amarras de espuma e nuvem,

Pedra dura em rota marítima pouca de destino

Mas, à medida que afundava

As ondas se infestavam dos fantasmas

Dos seus ossos aquosos, cintilando

Entre as espumas como vagas ou centelhas

Um músculo do mar moveu-se então

Como um murmúrio da história

Arrancado de entre as águas, ponto de ardor,

Pleno de morte, partícula de sal tocada pela dor

…E o pássaro continuou então sua trajetória

De onde há pouco pousara por descuido

Por um instante tangente

à superfície do mar

645 E A REENCARNAÇÃO

645 O NÚMERO PENSATIVO REFLETE SOBRE A FRASE DO DIA

A POESIA SEM DIA

A POESIA SEM DIA

Lá vai a poesia sem dia, viajando pelas esquinas e monturos

como se fossem nuvens — as mesmas nuvens que os poetas exaltam

mas não sabem —

sempre suave e calma.

Que limpa o suor das horas

no orvalho das madrugadas ou

no sangue ardente dos crepúsculos

que flutua nos sussurros melancólicos

para matar a sede dos tristes

e nas gargalhadas felizes

para emoldurar a festa dos alegres

que jorra dos precipícios e dos abismos

e evola aos céus carregando a alma dos desvalidos

tombados em queda

que não tem nome, nem espaço, nem tempo,

nem direitos , nem deveres e que foge

das simbologias, exaltações e epifanias

arfando toda poesia do mundo

     num breve suspiro de sobrevivência eterna

É ESSA POESIA QUE PREFIRO A 50 MIL DIAS DE POESIA

ANUNCIADO O FIM DO BBBRASIL

645 O NÚMERO PENSATIVO REFLETE SOBRE AS BESTEIRAS DO NOSSO PAÍS

SINCERO COMO TODO NÚMERO

PRECISO COMO A MATEMÁTICA

GOZADOR COMO SÓ ELE SABE

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