DEUS, O DIABO E O COVID

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Preocupado em sua labuta diária (acreditem, ser Diabo dá trabalho!) o Diabo mandou chamar Satanás 1, uma espécie de seu primeiro ministro. O diabo o chamava em sua intimidade de Sassá.

-Bom dia, Sassá, ou  melhor,  Satã 1, pois nossa conversa agora é profissional.

-Às sua ordens, senhor  Diabo.

-Indo direto ao assunto, Satã. O que anda acontecendo pros lados do Brasil?

-Senhor Diabo. No Brasil sempre acontecem coisas estranhas, e isso não é de hoje. Não temos muito controle dessa turma, como vossa alteza sabe perfeitamente. Sendo mais específico, aonde o Senhor quer chegar?

-Satã, você consegue me explicar porque nesse tal de Brasil  só se morre agora de Covid? Não tem mais outro tipo de morte? Onde entram câncer, pneumonia, coração, suicídio, rins, fígado,  paranoia, chifre, enfim, essas coisas que nós inventamos só para fazer o mal. Agora só ta dando  esse tal de Covid. Estão nos desmoralizando.

-Como? O que diz, Senhor?  Ah sim,,, agora entendi. Quer dizer que esse Covid não foi invenção nossa? Juro que pensei que…

-Pensou o quê, Satã? Você é mesmo muito incompetente e pensa demais para o meu gosto.  Se tivéssemos inventado o Covid você deveria ser o primeiro a  saber pelo cargo que ocupa. Além de nada saber, nada conta sobre a origem desse monstro diabólico que, no entanto,  nasceu à nossa revelia. Desta vez não tivemos nada a ver com isso. A natureza o criou, não fomos nós. E quer saber mais? É um minúsculo  coisa alguma. Nem ser vivo é…

-Meu Deus!

– Pare de falar o nome de Deus aqui, Satã, sabe que isso é proibido aqui. Estamos no inferno Satã.

– Desculpe, Senhor. Mas eu confesso estar todo embaralhado. Tanta maldade causada por um monstro quase invisível e sem nada a ver com a gente.

– Você é mesmo pra lá de incapaz, Satã. Esclareça agora, antes que o demita, esta perturbação que está me deixando prostrado por dias e dias. Que explicação existe para o fato de nessa Terra só ter morte, agora, de Covid?

– Excelso senhor Diabo, a única explicação possível é que nesse país  eles nos superam: hoje em dia não carece de interferência diabólica para acontecer o mal, porque eles são piores que a gente. Um bando de corruptos e sacripantas!  Essa é a verdade.

– Como assim Satã? Da pra você explicar melhor?

-Eles não constroem hospitais, eles deixam a população à míngua e sem recursos. De presidente a governadores passando pelo judiciário que os deixam livres,  os cargos públicos entregues a corruptos levam o povo á morte por falta de leitos, vacina e remédio.  Não é só o covide que os está matando, mas eles próprios.

– Basta, Satã. Acho que desta vez você tem toda razão. Pra cada um que morre de Covid, dois morrem por falta de assistência, saúde precária etc e eles dizem que é Covid para ficar com o dinheiro.

-É a única explicação possível, senhor Diabo.

– Tomei uma decisão Satã!

– Qual?

– A partir de amanhã estou de férias. Você me substitui. Quando a epidemia passar você me chama de novo. Não tenho coragem de responder  a Deus, quando for perguntado, que não temos nada a ver com essas mortes e que os maiores responsáveis são eles, que vivem sobre essa terra, se achando à imagem e semelhança de Deus  e apregoando que ele é brasileiro. Dá pra acreditar?

JOSÉ EWERTON NETO é autor de O entrevistador de lendas

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COMO A PANDEMIA AFETOU A INTERPRETAÇÃO DAS LEIS

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A FAMOSA LEI DE MURPHY TEM NOVA VERSÃO PANDÊMICA

1.”Se alguma coisa pode dar errado, dará”. (Considerado o postulado fundamental da Murphologia básica)

Versão Pandêmica. Além de dar errado, se prolonga por muito tempo.

Corolário 2. E ninguém jamais saberá quem causou o erro inicial.

 2.”Coloque um fusível para proteger o circuito que o circuito acabará protegendo o fusível”.

Versão Pandêmica.  Doe-se dinheiro, para que os governantes protejam o cidadão, que eles protegerão o dinheiro, esquecendo-se do cidadão.

3.”É impossível fazer alguma coisa à prova de idiotas, porque os idiotas tendem a se superar”.

Versão Pandêmica. Numa Pandemia o vírus da idiotice se aperfeiçoa e se propaga ainda mais depressa do que o vírus. Exemplo. Lives de música sertaneja, imagens do fiofó tatuado de Anita bombando na net, celebridades como Gabigol, do Flamengo, se escondendo debaixo de mesas em cassinos,  etc.etc. (…)

5.”Nada é tão ruim que não possa piorar ainda mais”.

Versão Pandêmica. Por pior que seja um presidente, o próximo será ainda pior. Exemplos práticos: Lula, Dilma e Bolsonaro.

7.”Errar é humano, mas a sensação disso é divina!”

Versão Pandêmica. É por isso que o pleno do STF está pleno de quem se julga divino:  de Marco Aurélio a Toffoli, passando pelo beiço de Gilmar Mendes e pela  careca de Alexandre de Moraes. (…)

9.”Quando se faz muita reunião para debater determinado assunto a reunião acaba se tornando mais importante do que o assunto”.

Versão Pandêmica. Quando se fazem muitas Lives  para debater a Pandemia, as Lives acabam se tornando mais importantes do que a Pandemia.

10.”A mãe natureza é uma sacana”.

Versão Pandêmica. Depende do referencial. Do ponto de vista da Natureza esta talvez esteja apenas  se vingando de quem tem sido mais sacana ainda com ela: os seres humanos!

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620 raios num só dia em São Luis

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645 É O PENSADOR POLITICAMENTE INCORRETO DA PANDEMIA

SINCERO COMO UM NÚMERO

CERTEIRO COMO A MATEMÁTICA

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Viva a corrupção! Fim de Sérgio Moro e lava-jatos

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645, o pensativo da Pandemia

645 , O PENSADOR POLITICAMENTE INCORRETO DA PANDEMIA

SINCERO COMO UM NÚMERO, SUTIL COMO A MATEMÁTICA

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MARANHÃO DE GENTE FEIA

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artigo publicado no jornal O estado
do Maranhão

Tempos atrás foi um certo Xandy, uma semana atrás uma tal de Karol Conká. Ele, cantor, entrevistado após show. Ela, que não sei que apito toca, num programa chamado BBBrasil que muito maranhense, infelizmente, assiste. Os dois deitaram falação (soube pelas redes sociais), sobre a feiúra do maranhense. Xandy disse que aqui só tinha mulher feia. Conká foi mais longe e disse que, por aqui, todos são feios.

O curioso é que os colunistas sociais da terrinha, não param de dizer em suas colunas, que suas festas sempre estão cheias de “gente bonita” Qual deles tem razão, Maranhão?

Coisa de 6 anos atrás escrevi uma crônica, neste jornal, informando que a revista Veja anunciara em reportagem a descoberta de um método científico para medir a beleza das pessoas. Fico imaginando qual método teria sido utilizado, tanto por Xandy e Karol, quanto pelos colunistas, para chegarem a opiniões tão díspares.

O certo é que não constatei manifestação alguma dos maranhenses, em geral, para rebater tal injúria. É como se os maranhenses de alguma forma reconhecessem a precisão da escala de beleza usada por ambos (qual seria?) ao achincalhar-nos. Sim, porque não venha me dizer que ser chamado de feio é um elogio. As mulheres, especialmente, sempre consideraram esse um dos piores insultos.

Há nessa história, porém, algo que salta do contexto. Só é chamado de feio aquele que se expõe ao raio visual do infrator. Só é xingado quem ouve, só é achincalhado quem se oferece ao algoz. No caso destes pseudo-cantores, os maranhenses foram insultados de feios porque se submeteram, de bom grado, às suas escalas de indelicadezas, o que já era de se esperar por se prestarem a assistir a um programa onde os participantes se sujeitam à pior forma de degradação a que se pode submeter um ser humano: que é o exibicionismo e a exploração de suas intimidades a troco de grana.

A razão pela qual alguém se submete a isso é algo tão difícil de entender quanto a disposição de assistir a um show tão raso quanto o de um cantor como Xandy, sabendo-se que a liberdade de insultar alguém, especialmente a um povo inteiro, é própria de toscos que falam de beleza numa tentativa de compensar suas mais recônditas frustrações.

O que parece notório é que a pecha de feiúra, de repente repetida e generalizada pelas redes sociais passa, a partir desses disparates, a constituir uma marca maranhense, perigosamente prejudicial a um estado tão decantado pelas suas belezas naturais, sobretudo por não ser verdadeira

Ao pensar que esses indivíduos foram convidados a se deleitar com as coisas belas da ilha (que ironia, não é mesmo?) por iniciativa de conterrâneos cuja hospitalidade foi retribuída pela exibição da régua de suas mediocridades, chego à convicção de que nós maranhenses estamos nos especializando em atirar pérolas a porcos, (como no dizer bíblico) e a transformar nossa ilha cercada de água e encanto por todos os lados, numa ilha cada vez mais invadida por acéfalos em todos os lados.

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