Golden Shopping Calhau recebe campanha de Multivacinação com foco no HPV nos dias 30 e 31 de janeiro

Nesta sexta-feira (30) e no sábado (31), o Golden Shopping Calhau recebe, a partir das 10h, a “Campanha de Multivacinação com ênfase no HPV ”, em parceria com o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria Estadual de Saúde. A ação tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e conscientizar a população sobre a importância da prevenção contra o HPV e outras doenças contempladas no Calendário Nacional de Vacinação. A campanha acontece no Piso L2 do shopping, próximo à Praça de Alimentação.

O HPV (Papilomavírus Humano) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o vírus está diretamente relacionado a mais de 99% dos casos de câncer do colo do útero. Estima-se que milhões de brasileiros tenham contato com o HPV ao longo da vida, muitas vezes sem apresentar sintomas, o que reforça a importância da vacinação como medida preventiva.

A vacina contra o HPV é gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível para meninas e meninos de 9 a 14 anos, faixa etária em que a resposta imunológica é mais eficaz. Também podem receber a vacina, em situações específicas, pessoas imunossuprimidas, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Para a superintendente do Golden Shopping Calhau, Julianna Buzar, este período, de volta às aulas, é considerado ideal para intensificar a vacinação de crianças e adolescentes, pois facilita a organização das famílias e contribui para garantir que meninos e meninas estejam protegidos.  “Vacinar nessa fase é um passo fundamental para reduzir, no futuro, a incidência de doenças graves relacionadas ao HPV. O shopping, como um ambiente de grande circulação, acessível e acolhedor, é um facilitador do acesso das famílias aos serviços de saúde. Iniciativas como a “Campanha de Multivacinação com ênfase no HPV ”, reforçam o nosso papel social, mostrando que somos um espaço de promoção da saúde, cidadania e bem-estar da população”, observou Julianna Buzar.

Lula e Brandão pavimentam caminho para uma senadora do PT no Maranhão

Por Marlon Botão, ex-secretário de Cultura de São Luís, marqueteiro e militante político há mais de 40 anos

O governador Carlos Brandão em audiência com o prwais Lula, no Palácio do Planalto

A política exige leitura de conjuntura, coragem e, sobretudo, capacidade de tomar decisões no tempo certo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a experiência de quem construiu a maior trajetória política da história recente da América Latina, acaba de dar uma demonstração clara dessa maestria ao sinalizar, em parceria com o governador Carlos Brandão, um caminho que recoloca o PT do Maranhão no centro do jogo político nacional.

Trata-se de uma decisão de grande relevância para o Maranhão e para o campo progressista. Ao construir, com o governador Brandão, a possibilidade de o PT eleger uma senadora no estado, Lula não apenas fortalece o partido localmente, como também responde a uma demanda histórica da política brasileira: ampliar, de forma concreta, a presença das mulheres nos espaços de poder.

A indicada para esse projeto é a deputada estadual Iracema Vale, atual presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão. Não se trata de um nome improvisado ou circunstancial. Iracema consolidou-se nos últimos anos como uma das principais lideranças políticas do estado, exercendo um papel central na articulação institucional e na estabilidade política do Maranhão. Sua trajetória expressa, com clareza, a força de um campo progressista que compreende a política como instrumento de transformação social.

A eventual chegada de Iracema Vale ao Senado, pelo PT e pelo campo progressista do Maranhão, teria um significado que vai além da representação formal. Trata-se de um acúmulo político e simbólico relevante: uma mulher, nordestina, com trajetória construída no Legislativo estadual, ocupando um dos espaços mais estratégicos da política nacional. Isso tende a gerar efeitos duradouros, estimulando outras mulheres a se engajarem na vida pública e fortalecendo a presença feminina em instâncias de decisão.

Essa construção ocorre em um momento histórico marcado por forte polarização. O Brasil não vive apenas uma disputa entre partidos, mas um embate mais profundo entre projetos de sociedade. De um lado, forças progressistas que defendem democracia, inclusão social e redução das desigualdades. Do outro, uma direita — e uma “outra direita” — que opera pelo oportunismo político e pela tentativa permanente de naturalizar privilégios, empurrando o país para o atraso.

Nesse contexto, a formação de uma bancada sólida no Senado e na Câmara dos Deputados é estratégica. Reeleger o presidente Lula é fundamental, mas não suficiente. É indispensável construir maioria política capaz de sustentar projetos estruturantes, barrar retrocessos e enfrentar iniciativas autoritárias travestidas de pragmatismo. A articulação envolvendo o PT do Maranhão dialoga diretamente com esse desafio nacional.

No plano estadual, o gesto também é carregado de significado político. O governador Carlos Brandão, hoje a principal liderança política do Maranhão, ratifica essa construção e reafirma, mais uma vez, que o caminho do PT no estado passa pela convergência com o projeto que governa o Maranhão. Essa parceria não enfraquece o partido — ao contrário, amplia sua capacidade de influência e protagonismo.

O PT maranhense, ao longo de sua história, jamais esteve tão próximo de ocupar um espaço estratégico como o que se desenha agora. A possibilidade de eleger uma senadora, articulada com o Palácio do Planalto e com o governo estadual, recoloca o partido em posição central no debate político, tanto em Brasília quanto no Maranhão.

Não se trata de um movimento isolado nem de uma escolha de ocasião. É uma decisão política madura, que combina visão nacional, leitura do cenário estadual e compromisso com a renovação do campo progressista — especialmente no que diz respeito à representação das mulheres.

Quem ganha com isso não é apenas um nome ou uma sigla. Ganha o PT do Maranhão, ganham as mulheres na política, ganha o projeto progressista nacional e ganha o Brasil, que precisa de mais democracia, mais equilíbrio institucional e menos espaço para o autoritarismo disfarçado de pragmatismo.

É assim que se faz política com responsabilidade histórica: olhando para o presente, mas decidindo com os olhos no futuro.

Prefeitura de São José de Ribamar supera marca de 2.400 cirurgias oftalmológicas

Em uma iniciativa que combina tecnologia, saúde pública e inclusão, a Prefeitura de São José de Ribamar, comandada pelo prefeito Dr. Julinho (PODEMOS), tem transformado a vida dos ribamarenses através de um programa contínuo de cirurgias oftalmológicas. Coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, sob a liderança da secretária Bernadete Ferreira, o programa já realizou mais de 2.400 procedimentos desde o início de 2022 até o momento atual.

Os números refletem o impacto direto na saúde da população: foram realizadas 1.483 cirurgias de catarata, principal causa de cegueira reversível no mundo; 736 cirurgias de pterígio, tratamento para a membrana que cresce sobre a córnea e pode comprometer a visão; e 190 capsulotomias (aplicação de laser YAG para corrigir a opacidade da cápsula posterior após a cirurgia de catarata).

Para o prefeito Dr. Julinho, os números vão além da estatística. “Cada um desses mais de 2.400 procedimentos representa uma história de vida recuperada. É o avô que volta a enxergar o neto, o trabalhador que retoma suas atividades, a dona de casa que recupera sua autonomia. Investir em saúde ocular é investir em dignidade, em produtividade e, acima de tudo, na qualidade de vida do nosso povo. Essa é uma prioridade absoluta da nossa gestão, e os resultados estão aí, mostrando que é possível fazer muito com compromisso e gestão eficiente dos recursos públicos”, declarou o gestor.

A secretária municipal de Saúde, Bernadete Ferreira, detalha o esforço logístico e humanizado por trás dos números. “Não se trata apenas de agendar e realizar as cirurgias. É um trabalho de formiguinha que começa nas unidades básicas com a triagem, os encaminhamentos e o acolhimento. Montamos um fluxo dedicado para garantir segurança, agilidade e o melhor cuidado no pré e pós-operatório. Ver a felicidade e o alívio no rosto de cada paciente ao retirar o curativo é a nossa maior recompensa. Estamos cumprindo nosso papel de cuidar das pessoas, especialmente daquelas que mais precisam do SUS municipal”, afirmou Bernadete.

O programa segue em plena atividade, com novas cirurgias sendo realizadas regularmente. A expectativa da Secretaria de Saúde é ampliar ainda mais o acesso a esses serviços especializados, consolidando São José de Ribamar como referência em oftalmologia no âmbito da saúde pública municipal. A ação demonstra como o investimento em áreas específicas da saúde pode gerar um retorno imensurável em bem-estar para a comunidade.

Cachoeira Grande: MPMA aciona Justiça para obrigar Município a garantir o pagamento de servidores

Funcionalismo municipal não recebeu os salários de dezembro

O prefeito de Cachoeira Grande César Castro, ainda não pagou salário do mês de dezembro de 2025 a servidores

O Ministério Público do Maranhão, por intermédio da Promotoria de Justiça da Comarca de Morros, ajuizou, no dia 23 de janeiro, uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cachoeira Grande, para garantir o pagamento do funcionalismo público, que não recebeu os salários referentes ao mês de dezembro de 2025. Cachoeira Grande é termo judiciário da comarca.

Assinada pela promotora de justiça Érica Beckman, titular da Promotoria de Morros, a medida ocorre após o esgotamento de tentativas administrativas de resolução.

O Ministério Público requereu medida liminar para que o Município de Cachoeira Grande efetue, em até cinco dias, o pagamento integral e imediato dos vencimentos do mês de dezembro de 2025. Também foi requerido que o Município, no mesmo prazo de cinco dias, apresente cronograma detalhado e objetivo para o pagamento dos vencimentos dos servidores, referentes ao mês de janeiro e fevereiro de 2026.

Em caso de descumprimento, foi solicitado ainda o bloqueio de valores em contas bancárias do Município de Cachoeira Grande em montante suficiente para cobrir a folha de pagamento. Além disso, a Promotoria de Justiça requereu a aplicação de multa no valor de R$ 10 mil reais, a ser paga pessoalmente pelo prefeito Raimundo César Castro de Sousa.

SEM JUSTIFICATIVA

Segundo a promotora de justiça Érica Beckman, após ser acionado para esclarecer os fatos, o Município não apresentou, no prazo inicialmente fixado, “qualquer resposta, justificativa ou comprovação de regularização dos pagamentos devidos”.

Somente na noite do dia 22 de janeiro passado, a gestão encaminhou ofício em que alegou “dificuldades financeiras transitórias” sem qualquer explicação objetiva ou fundamentação concreta para a falta de pagamento dos servidores.

A representante do Ministério Público observa que a questão é ainda mais grave porque ficou constatado que o Município dispõe de recursos financeiros para honrar seus compromissos, conforme demonstram os extratos bancários dos repasses destinados ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Deputado Wellington solicita reajuste salarial para policiais do Maranhão e cobra valorização da categoria

Wellington citou o estado de Goiás, onde o Governo Estadual anunciou um reajuste de 25,6% para os profissionais da segurança pública

O deputado estadual Wellington solicitou oficialmente ao Governo do Estado a concessão de reajuste salarial para os policiais do Maranhão. A iniciativa reafirma a atuação permanente do parlamentar em defesa da valorização das forças de segurança pública, destacando a importância dos profissionais que atuam diariamente na proteção da população e no combate à criminalidade em todo o estado.

Como referência, o parlamentar citou o estado de Goiás, onde o Governo Estadual anunciou um reajuste de 25,6% para os profissionais da segurança pública, demonstrando que é possível avançar na valorização da categoria.

“O nosso mandato é atuante e comprometido com quem está na linha de frente garantindo a segurança do povo maranhense. Os policiais não podem continuar sendo cobrados apenas por resultados, sem o devido reconhecimento. Valorização salarial é respeito, é justiça e é também uma política de segurança pública eficiente. Vamos seguir cobrando do Governo do Estado medidas concretas que assegurem dignidade, reconhecimento e melhores condições para esses profissionais que arriscam a própria vida todos os dias”, destacou o deputado Wellington.

Assista ao vídeo:

MPMA pede restabelecimento do serviço de transporte marítimo entre Alcântara e São Luís

Embarcação utilizada para transporte marítimo de passageiros entre São Luís e Alcântara, a partir da Rampa Campos Melo

Devido à interrupção do transporte marítimo entre os municípios de Alcântara e São Luís, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) pediu, em Ação Civil Pública, nesta segunda-feira, 26, que o Município e a administração estadual adotem, no prazo de 30 dias, as medidas necessárias para o reestabelecimento imediato do serviço.

Segundo o titular da Promotoria de Justiça de Alcântara, Raimundo Nonato Leite Filho, autor da Ação, o transporte marítimo entre os dois municípios é a única via regular e acessível à população e é essencial para o deslocamento dos cidadãos que dependem do serviço para exercer atividades cotidianas.

“A interrupção do transporte marítimo causa grandes transtornos à população e impede o acesso a serviços essenciais de saúde, educação, trabalho e lazer. Gestantes, pacientes com doenças graves, estudantes universitários e trabalhadores que exercem suas atividades laborais em São Luís estão impossibilitados de se deslocar”, enfatiza.

Ainda para o MPMA, a paralisação é resultado da falta de fiscalização pelo Poder Público e investimentos na infraestrutura portuária e nas embarcações, o que compromete a regularidade do serviço e a segurança dos usuários.

INVESTIMENTOS E FISCALIZAÇÃO

O Ministério Público igualmente solicita que, ao final do processo, os acionados sejam condenados a garantir, de forma permanente e ininterrupta, a prestação do serviço de transporte marítimo entre Alcântara e a capital maranhense, com a observância dos devidos padrões do serviço.

Entre os pedidos estão a realização de investimentos em infraestrutura portuária, renovação e manutenção da frota de embarcações, fiscalização permanente, capacitação de tripulantes e implementação de sistema de monitoramento do serviço.

Outra solicitação é o estabelecimento de multa por descumprimento das determinações judiciais.

Após vistorias, DNIT informa que só 2,5% das pontes construídas nas 7 BR’s que cortam o Maranhão precisam ser recuperadas

Programa avalia 235 estruturas em sete rodovias federais e prioriza ações preventivas

Técnico do DNIT faz medição em uma das pontes inspecionadas

Com foco na segurança viária e no reforço da capacidade estrutural das Obras de Arte Especiais (OAEs), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) segue avançando com vistorias técnicas e ações de manutenção em pontes, viadutos e pontilhões no Maranhão. Ao todo, 235 pontes foram inspecionadas nas sete rodovias federais que cortam o estado, no âmbito do PROARTE, programa do DNIT voltado à prevenção de danos estruturais e à preservação da funcionalidade das estruturas.Vistorias de pontes no Maranhão

As OAEs contempladas estão localizadas ao longo das rodovias BR-316/MA, BR-010/MA, BR-222/MA, BR-226/MA, BR-230/MA, BR-402/MA e BR-135/MA. Todo o segmento é considerado corredor estratégico, abrangendo municípios como São Luís, Barreirinhas, Rosário, Itapecuru Mirim, Timon, Caxias, Bacabal, Presidente Dutra, entre outros. Do total de estruturas inspecionadas, apenas 2,55% indica a necessidade de serviços de reabilitação, o que evidencia o caráter preventivo do programa e a boa condição geral das pontes federais no estado.

Um dos destaques das ações é a ponte localizada no km 364 da BR-222/MA, no município de Santa Inês, que foi totalmente reconstruída após danos causados por fortes chuvas. A nova estrutura recebeu investimento de aproximadamente R$ 5 milhões, com recursos do Novo PAC, além de serviços complementares de terraplenagem e pavimentação, garantindo mais segurança, durabilidade e conforto aos usuários.

Uma das pontes vistoriadas pela autarquia federal e que obteve avaliação positiva

As ações do PROARTE contemplam inspeções técnicas, manutenção preventiva, corretiva e reabilitação, contribuindo para a ampliação da vida útil das estruturas e o aumento da capacidade de suporte, além de reduzir riscos e custos futuros.

Com a conclusão das vistorias em todas as pontes previstas, o DNIT reforça seu compromisso com a segurança, confiabilidade e eficiência da malha rodoviária federal no Maranhão, beneficiando diretamente o tráfego de pessoas e o escoamento da produção no estado.

Programa “Luz Para Todos” avança no Leste do Maranhão e impulsiona o desenvolvimento econômico das comunidades

Parceria entre Equatorial Maranhão e Governo Federal amplia o acesso à energia e gera mais qualidade de vida no interior do estado

O acesso à energia elétrica é um fator essencial para a melhoria das condições de vida e para o desenvolvimento das comunidades. Com esse objetivo, a Equatorial Maranhão, em parceria com o Governo Federal, avança na execução do Programa “Luz Para Todos”, promovendo novas etapas de expansão no Leste do estado.

Na região, o investimento soma R$ 162 milhões, viabilizando 4.297 novas ligações de energia elétrica em comunidades rurais e localidades de difícil acesso. A ampliação do serviço leva mais dignidade, segurança e qualidade de vida para milhares de famílias, além de contribuir para o fortalecimento da economia local e das atividades produtivas da região. Diversas cidades, como Caxias, Timon, Codó e Chapadinha, estão entre as contempladas.

A presença da energia no dia a dia das comunidades traz impactos diretos, como melhores condições para o aprendizado, ampliação da renda familiar, reforço aos serviços públicos e maior conforto para a população. As obras também estimulam a economia local, com a geração de empregos por meio da contratação de empresas e trabalhadores da própria região.

Impacto em todo o Maranhão

O Programa “Luz Para Todos” prevê investimento total de R$ 720 milhões em todo o estado, com 19.047 novas ligações e a construção de aproximadamente 10 mil quilômetros de rede elétrica. Todos os municípios maranhenses serão contemplados, beneficiando milhares de pessoas. As obras já estão em andamento em diversos municípios e serão concluídas nos próximos dois anos.

Para o Consultor de Clientes da Equatorial Maranhão, Samuel Freitas, a ampliação do programa vai além da infraestrutura. “A expansão do Luz Para Todos contribui para reduzir desigualdades e conectar comunidades. O acesso à energia elétrica cria condições para o fortalecimento das atividades econômicas locais, melhora a oferta de serviços básicos e amplia as possibilidades de crescimento social. Essa iniciativa reforça a atuação da Equatorial Maranhão como parceira do desenvolvimento das regiões e da melhoria da qualidade de vida da população”, informou Samuel.

Expansão do Luz Para Todos no Maranhão

  • Investimento total: R$ 720 milhões
  • Conclusão das obras: dezembro de 2026
  • Novas ligações: 19.047
  • Extensão de rede: 10 mil km
  • Pessoas beneficiadas: mais de 76 mil maranhenses

A execução do programa é realizada com o apoio do Governo do Estado e das prefeituras municipais, fortalecendo a atuação conjunta para ampliar o acesso à energia elétrica em todas as regiões do Maranhão, inclusive em localidades de difícil acesso.

Atualmente, a Equatorial Maranhão atende mais de 2,9 milhões de clientes em todo o estado, levando energia com qualidade para residências, comércios, indústrias, serviços públicos e atividades produtivas. Onde a luz chega, chega também mais segurança, mais conforto e mais oportunidades.

PRF autuou 1.715 condutores por embriaguez ao volante no Maranhão em 2025

Em média, quase 5 pessoas foram flagradas dirigindo sob efeito de álcool por dia nas rodovias federais do Maranhão

Etilômetros utilizados pela PRF flagraram mais de 1,7 mil casos de alcoolemia em rodovias federais dono Maranhão ano passado

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Maranhão registrou, em 2025, um crescimento expressivo no número de autuações por dirigir sob influência de álcool. Ao todo, foram 1.715 autos de infração, contra 731 em 2024, um aumento de 134,61%. Na prática, isso significa que 4,7 pessoas, em média, foram flagradas todos os dias conduzindo veículo sob efeito de álcool nas rodovias federais que cortam o estado.

O resultado está diretamente relacionado à intensificação das fiscalizações, ao reforço do efetivo e às estratégias voltadas para a redução de acidentes graves.

Mais veículos fiscalizados e mais testes realizados

O número de veículos fiscalizados pela PRF também cresceu de forma significativa. Em 2024, foram 108.723 inspeções, enquanto em 2025 esse total subiu para 151.782 — um aumento de 39,60%.

Esse avanço permitiu ampliar a presença policial e alcançar um número maior de usuários das rodovias federais no Maranhão.

Da mesma forma, o número de testes de alcoolemia realizados também foi maior. Foram 83.114 testes realizados em 2024, contra 132.017 em 2025, incremento de 58,84%. A ampliação das fiscalizações específicas de alcoolemia contribuiu diretamente para a identificação de condutores que colocam em risco a própria vida e a de terceiros.

Prisões por embriaguez ao volante:

Além das autuações administrativas, a PRF também atua no enfrentamento ao crime de embriaguez ao volante. Em 2025, 169 pessoas foram presas pelo crime previsto no art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Houve um leve recuo em relação a 2024, quando foram registradas 197 prisões (redução de 14,21%), mas o número ainda é considerado elevado e reflete a atuação firme da instituição na repressão à condução de veículos por motoristas com a capacidade psicomotora alterada.

Diferença entre infração e crime — o que diz a lei:

Segundo o CTB, dirigir sob influência de álcool pode ser:

  • INFRAÇÃO (art. 165):

Ocorre quando o teste indica valor abaixo de 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. 

Penalidades:

  1. Multa gravíssima multiplicada por 10 (R$ 2.934,70);
  2. Suspensão da CNH por 12 meses 
  • CRIME (art. 306):

Ocorre quando:

  1. O teste aponta 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar ou mais, ou;
  2. O motorista apresenta sinais de alteração da capacidade psicomotora, mesmo sem teste.

 Penalidades:

  1. Detenção de 6 meses a 3 anos;
  2. Multa;
  3. Suspensão da CNH 

E se o condutor recusar o teste?

A recusa ao teste do etilômetro, o famoso “bafômetro”, está prevista no art. 165-A do CTB. O motorista pode recusar, mas a penalidade é a mesma de quem testa positivo, na esfera administrativa: 

  1. Multa de R$ 2.934,70;
  2. Suspensão da CNH por 12 meses 

Contudo, é fundamental compreender a diferença:

  • Se o motorista recusa e NÃO apresenta sinais de embriaguez, ele é autuado exclusivamente pela recusa;
  • Se recusa e apresenta sinais claros de embriaguez, ele pode ser preso pelo crime de trânsito, mesmo que não tenha realizado o teste.

O artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê expressamente que o crime de embriaguez ao volante pode ser constatado tanto pela aferição do etilômetro, quando a concentração for igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, quanto pela verificação de sinais que indiquem alteração da capacidade psicomotora, permitindo a caracterização do crime mesmo na ausência do teste do “bafômetro”.

O combate à alcoolemia é uma das principais frentes para reduzir mortes e lesões graves nas rodovias federais. As ações intensificadas em 2025 demonstram o compromisso da PRF em proteger vidas e promover um trânsito mais seguro em todo o Maranhão.

Por que Braide não quer enfrentar Brandão no governo

Por Marlon Botão, ex-secretário de Cultura de São Luís, marqueteiro e militante político há mais de 40 anos

O prefeito Eduardo Braide já foi recebido pelo governador Carlos Brandão para reunião no Palácio dos Leões

Nos bastidores da política maranhense, cresce a avaliação de que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, prefere um cenário em que o governador Carlos Brandão deixe o comando do Executivo estadual e se coloque como candidato ao Senado. Essa leitura não é casual, nem fruto de especulação gratuita. Ela nasce de um cálculo político bastante objetivo: enfrentar Brandão no exercício do governo, com sua estrutura, capilaridade e base política, é um risco alto demais para qualquer projeto estadual liderado por Braide.

Braide conhece Brandão muito bem. Há entre eles não apenas relações políticas, mas também vínculos históricos e familiares, o que ajuda a explicar por que o prefeito tem plena consciência do tamanho da força que o governador acumulou ao longo dos últimos anos. Justamente por isso, ele sabe que é muito difícil partir para uma disputa estadual com Brandão governador — e ainda mais com um candidato apoiado por ele, sustentado por uma base municipal ampla e consolidada.

Hoje, o grupo político liderado por Brandão reúne algo em torno de 180 prefeitos, mais de 700 vereadores e uma base social espalhada por praticamente todo o território maranhense. Essa estrutura não se sustenta apenas em alianças formais, mas em um conjunto contínuo de obras, programas e ações que alcançam municípios de todas as regiões do Estado. Trata-se de uma capilaridade territorial que nenhum projeto restrito à capital consegue neutralizar.

Há ainda um componente institucional que pesa fortemente nesse cálculo. Governar uma capital, mesmo uma cidade complexa como São Luís, é muito diferente de liderar um Estado federativo como o Maranhão, marcado por realidades regionais diversas, conflitos distributivos permanentes e necessidade constante de articulação política. Braide sabe que a transição de um modelo de gestão concentrado para o comando de um Estado exige experiência política, capacidade de negociação e presença territorial — atributos que não se constroem apenas com visibilidade urbana ou desempenho administrativo local. É justamente nesse ponto que a vantagem de Brandão se torna ainda mais evidente.

No fundo, esse contraste revela dois modos distintos de fazer política. De um lado, a política de vitrine, baseada na comunicação rápida, na imagem e na gestão concentrada. De outro, a política de território, construída na negociação, na presença contínua e na articulação federativa. É essa diferença estrutural que torna o embate estadual desigual e ajuda a explicar por que Braide prefere um cenário em que Brandão não esteja no comando do Executivo.

Mesmo em São Luís, onde Braide construiu sua principal vitrine política, o governo estadual mantém presença significativa. A capital concentra um volume expressivo de obras e intervenções do governo Brandão que, em termos de impacto urbano e social, não fica devendo às ações da Prefeitura ao longo de cinco anos de gestão, já incluindo o primeiro ano do segundo mandato do prefeito. Ou seja, mesmo após esse período, Braide vê o governo estadual ocupando espaço relevante na capital, reduzindo a margem de diferenciação política que ele tenta explorar exclusivamente no território ludovicense.

Outro fator central nesse cálculo são as pesquisas de opinião. Braide é conhecido por acompanhar com atenção quase obsessiva os números de popularidade, mas sabe — melhor do que ninguém — que pesquisas são fotografias de um momento específico. Elas têm temporalidade. Mesmo com sua forte capilaridade digital e presença intensa nas redes sociais, ele sabe que, até a chegada efetiva do período eleitoral, parte significativa da popularidade hoje registrada em São Luís tende a se diluir, sobretudo quando o debate deixa de ser local e passa a ser estadual.

Diante desse cenário, há ainda um elemento decisivo: o tempo político. Braide sabe que, quanto mais Brandão permanece no comando do governo, mais o tabuleiro estadual se consolida a favor do governador e do grupo que o sustenta. A cada obra entregue, a cada aliança municipal reafirmada e a cada agenda no interior, o espaço para aventuras eleitorais se estreita. Antecipar o debate sobre a saída de Brandão não é apenas desejo — é uma tentativa de interferir no ritmo natural de amadurecimento do cenário político maranhense.

Do outro lado, Brandão mantém índices de aprovação elevados, acima dos 60%, sustentados não apenas por visibilidade institucional, mas por capacidade estratégica de mobilização política e proximidade com a população em diferentes regiões do Estado. Essa combinação torna o governador um adversário particularmente difícil, sobretudo quando se considera o peso do seu grupo político e a possibilidade real de transferência de capital político para um sucessor.

Diante desse conjunto de fatores, o raciocínio de Braide é pragmático. Enfrentar Brandão e o seu grupo significaria assumir um risco elevado de derrota e, pior, ficar no limbo da política: perder mais dois anos de mandato em uma disputa de alto custo, com chances reduzidas de sucesso, e comprometer o próprio futuro político. Nessas condições, enfrentar Brandão não é apenas arriscado — é flertar com a possibilidade real de desaparecer do centro do jogo político estadual.

Não se trata, porém, apenas de uma preferência circunstancial. Há algum tempo, Braide vem operando de forma calculada para tentar retirar Brandão do centro do tabuleiro estadual. Nesse esforço, delegou ao próprio irmão, Fernando Braide, um papel ativo nas articulações políticas que lhe interessam, especialmente aquelas voltadas a fragilizar o governador por dentro do campo que historicamente sustenta o projeto progressista no Maranhão.

Uma das primeiras manobras foi justamente a aproximação com setores da oposição ligados a esse campo progressista. Não se trata de convergência programática, mas de uma tentativa deliberada de produzir fissuras, gerar ruído e deslocar o governador do eixo central da disputa estadual. Esse movimento se repetiu em articulações fora do Estado, no plano nacional, com uma pseudoaproximação com o Partido dos Trabalhadores — diálogo que, embora exista em Brasília, não encontra sustentação real na política maranhense.

Braide conhece bem seus próprios números e sabe que uma aliança efetiva com o PT, no plano estadual, colocaria em risco o principal tripé de sustentação do seu projeto político: o eleitorado ligado à direita liberal, aos conservadores e ao bolsonarismo urbano que lhe garantiu forte desempenho em São Luís. Esse é o núcleo duro da sua base. Qualquer movimento que sinalize adesão consistente ao campo petista tende a produzir perda imediata de apoio nesse segmento, algo que ele não está disposto a bancar.

Essa contradição fica ainda mais evidente quando se observa a prática concreta da sua gestão. Embora tenha executado obras visíveis — especialmente intervenções viárias, asfaltamento e ações voltadas à fluidez do trânsito —, Braide não estruturou políticas continuadas de assistência social capazes de enfrentar os problemas históricos da população mais pobre de São Luís. O transporte coletivo urbano, principal drama cotidiano das camadas populares, permanece sem resposta estrutural. As reformas em escolas e unidades de saúde seguem um padrão paliativo, enquanto o foco da comunicação oficial privilegia ações que dialogam muito mais com quem anda de automóvel do que com quem depende do serviço público.

Essa postura revela um traço ainda mais profundo da gestão Braide: uma lógica política personalista e avessa à construção coletiva, que chega ao ponto de ignorar até mesmo aquilo que as urnas expressam de forma direta. Um exemplo emblemático é o Passe Livre Estudantil. Enquanto o governo federal já desenvolve estudos para avançar rumo à tarifa zero no transporte público, em São Luís o prefeito sequer implementou o passe livre para estudantes — um segmento central da cidade, formado majoritariamente por jovens das camadas populares. Trata-se de uma escolha política que despreza a mobilidade como direito social e reafirma a distância da gestão municipal em relação às demandas dos mais pobres e dos excluídos.

Mesmo com essas limitações evidentes, a estratégia política adotada por Braide não foi inócua. A recente manifestação pública de parlamentares do PT em espaço nacional, defendendo a existência de uma vertente favorável ao prefeito, revela que a infiltração política funcionou como operação tática. Mas esse movimento não altera o dado central: Braide não quer o PT e não estará com o PT nesta eleição. Qualquer aliança orgânica com o partido colocaria em xeque a identidade política que ele construiu na capital e ameaçaria diretamente sua base conservadora.

Essa operação também produz um efeito colateral grave dentro do próprio Partido dos Trabalhadores. Pensar o PT ao lado de Braide significaria, na prática, isolar de forma absurda o candidato próprio que uma parcela significativa do partido reconhece como expressão das bases sociais e históricas da legenda. Mais do que isso, seria desconsiderar a identidade política construída ao longo de décadas junto à população mais pobre. Nesse contexto, causa estranhamento que setores do partido — inclusive lideranças como o vice-governador Felipe Camarão — cheguem a cogitar essa possibilidade não por afinidade programática, mas por divergências pessoais com o governador Brandão. Trata-se de um movimento que, se levado adiante, não enfraquece apenas Brandão, mas desfigura o próprio PT no Maranhão.

Foi nesse contexto que o prefeito passou a acionar, de forma mais direta, a relação com o Partido dos Trabalhadores, numa aproximação artificial e oportunista que não se sustenta na realidade concreta de sua gestão. Braide não quer o PT. Nunca quis. Desde o primeiro mandato, sua relação com a representação petista em São Luís foi marcada pelo desprezo político sistemático.

O exemplo mais evidente está na Câmara Municipal, onde o Coletivo Nós, primeiro mandato coletivo do PT no Maranhão, apresentou inúmeras proposições voltadas à melhoria das políticas estruturantes e da assistência social na capital. Essas proposições foram reiteradamente ignoradas pelo Executivo. O próprio co-vereador Jonathan denunciou em plenário que o prefeito sequer respondia às solicitações encaminhadas pelo mandato petista, comportamento que se estendia aos secretários municipais, numa clara orientação de silenciamento político.

Na prática, enquanto o discurso oficial vendia uma gestão moderna e eficiente, o que se viu foi o esvaziamento deliberado das políticas de assistência social continuada. Equipamentos fundamentais, como CRAS e abrigos, foram fragilizados. Iniciativas simbólicas e estruturantes, como o Circo Escola da Cidade Operária, simplesmente desapareceram. Tudo isso foi denunciado por quem estava na ponta, dialogando diretamente com a população mais pobre de São Luís — exatamente a base social histórica do PT.

As ações mais divulgadas da gestão Braide dialogam com uma visão liberal de cidade: asfalto, intervenções pontuais, reformas paliativas em escolas e postos de saúde e, sobretudo, políticas voltadas à fluidez do trânsito para quem anda de automóvel. Enquanto isso, o problema crônico da população mais pobre — o transporte coletivo urbano — segue praticamente sem enfrentamento estrutural. Essa opção política não é neutra: ela revela o campo ideológico do prefeito e o eleitorado que ele prioriza, fortemente ancorado nos setores conservadores e bolsonaristas.

Por isso, a ideia de uma aliança entre Braide e o PT não passa de uma falácia. Um verdadeiro Frankenstein político. Em cinco anos de gestão, o prefeito não construiu nenhuma parceria relevante com o governo federal, nunca participou de agendas do presidente Lula e jamais se vinculou às políticas de transferência de renda e de proteção social que marcaram os governos petistas. Imaginar Braide fazendo campanha ao lado de Lula seria não apenas incoerente, mas profundamente prejudicial ao presidente e ao próprio partido no Maranhão.

Esses fatos retiram o debate do campo das suposições e revelam, com clareza, que a relação de Braide com o PT não é apenas circunstancialmente improvável — ela é estruturalmente incompatível.

Essa movimentação não tem como objetivo aproximar Braide do campo progressista. Serve apenas para atingir Brandão, fragilizar sua posição no tabuleiro estadual e criar confusão política. Trata-se de uma estratégia calculada para tentar empurrar o governador para fora da disputa, alimentando a expectativa de que, sem Brandão no jogo, o cenário se tornaria menos desfavorável ao prefeito.

Por isso, digo sem medo de errar: Braide ainda não anunciou sua pré-candidatura porque espera, até os 45 do segundo tempo, que Brandão fique fora da disputa estadual. Vai esticar o tempo político ao máximo, apostando num cenário que talvez nunca se concretize. Mas os fatos indicam que essa espera não passa de uma tentativa desesperada de evitar um enfrentamento que ele sabe ser extremamente arriscado.

A história política do Maranhão mostra que, sempre que projetos progressistas se fragmentaram por disputas internas ou cálculos de curto prazo, o resultado foi o enfraquecimento coletivo e a perda de oportunidades estratégicas. Repetir esse erro agora, isolando ou tentando neutralizar uma liderança com a capilaridade de Brandão, não seria apenas uma decisão equivocada — seria um retrocesso político com impacto direto no futuro do Estado e com repercussões nacionais, pois abrir mão de um Estado estratégico como o Maranhão significa fragilizar o campo progressista em uma disputa nacional cada vez mais polarizada, criando espaço para que setores da direita avancem sobre mais uma unidade da Federação.

É justamente essa leitura histórica e estratégica que ajuda a compreender o comportamento de Eduardo Braide no presente. Não se trata de torcida explícita, mas de lógica política. Braide sabe que, enquanto Brandão permanecer no comando do governo, com sua base municipal robusta, sua presença no interior e sua força institucional, qualquer aventura estadual se transforma em uma aposta arriscada demais. E é exatamente por isso que, nos bastidores, o prefeito parece preferir um tabuleiro sem Brandão no centro do jogo.

Busca

E-mail

No Twitter

Posts recentes

Categorias

Comentários

Arquivos

Arquivos

Mais Blogs

Rolar para cima