Satélite desenvolvido pela UFMA é perdido após anomalia em foguete lançado na Índia

A Agência Espacial Brasileira (AEB) informa que o lançamento comercial do foguete PSLV-C62, conduzido pela NewSpace India Limited (NSIL), foi realizado às 1h48 (horário de Brasília) desta segunda-feira, 12 de janeiro, a partir do Satish Dhawan Space Centre, na Índia. No entanto, o foguete não atingiu a órbita prevista devido a uma anomalia no terceiro estágio do veículo. Como resultado, os 16 satélites integrados à missão, entre eles, o nanossatélite brasileiro Aldebaran-I e mais quatro satélites de desenvolvedores nacionais, foram perdidos.

O Aldebaran-I, um cubesat 1U desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), contou com financiamento e apoio institucional da AEB desde sua concepção até a preparação para o lançamento. Apesar da falha, o nanossatélite gerou avanços relevantes, como a formação de mão de obra especializada e a realização de ensaios de qualificação alinhados ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2022-2031). 

Conforme o Coordenador-Geral do projeto de desenvolvimento do Aldebaran-I, professor Carlos Brito, o impacto educacional do nanossatélite envolveu um número considerável de estudantes em atividades de pesquisa e teve como resultado publicações e inserção de alunos em programas de pós-graduação do setor espacial.

A AEB reconhece o esforço técnico e o comprometimento das equipes responsáveis pelos nanossatélites Orbital Temple, EduSat-1, Galaxy Explorer e UaiSat, bem como da AlltoSpace, empresa responsável pela integração da constelação brasileira ao PSLV-C62.

A Agência ressalta que falhas dessa natureza fazem parte do ciclo de desenvolvimento de sistemas espaciais e reafirma seu compromisso em apoiar iniciativas nacionais que promovam capacitação, inovação e acesso ao espaço. Além disso, a AEB acompanhará o relatório oficial indiano sobre a falha do PSLV-C62, com o objetivo de incorporar recomendações técnicas e adotar medidas mitigadoras aplicáveis a futuras campanhas com cargas úteis brasileiras.

Sobre a AEB

A Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

MPF obtém sentença para reduzir risco aviário no aeroporto internacional de São Luís (MA)

Decisão obriga entes públicos e concessionária a eliminar focos de atração de aves e regularizar gestão de resíduos

Risco aviário é real no Aeroporto de São Luís, o que levou o MPF a acionar a Justiça Federal

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença que determinou medidas para reduzir o risco de acidentes aéreos no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís (MA), provocado pela grande concentração de aves na área de segurança aeroportuária. A Justiça Federal condenou o município, o estado do Maranhão, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e a Concessionária do Bloco Central S.A. (CCR Aeroportos) a adotarem, em até 90 dias, providências para fiscalizar e eliminar depósitos irregulares de lixo que atraem urubus e outras aves.

A sentença obriga o município de São Luís a apresentar um plano de ação definitivo para extinguir todos os depósitos irregulares de resíduos sólidos localizados na Área de Segurança Aeroportuária (ASA). O foco principal reside nos bairros Vila Cascavel, São Raimundo e na Avenida José Sarney. Além da remoção dos resíduos e recuperação ambiental das áreas, a prefeitura tem 60 dias para regularizar a coleta no Mercado do Peixe e em seu entorno, no Portinho, e deve manter vigilância permanente, sob pena de multa diária de cinco mil reais, caso novos focos de descarte não sejam removidos em 48 horas.

O estado do Maranhão terá que apresentar um cronograma anual de fiscalização ambiental para todos os empreendimentos potencialmente atrativos de fauna na ASA, incluindo frigoríficos, matadouros e hortomercados. Além disso, deve realizar vistorias regulares nos referidos empreendimentos, aplicando as sanções administrativas cabíveis em caso de constatação de irregularidades no manejo de resíduos e efluentes, sob pena de multa de R$ 500 mil reais em caso de omissão.

A Infraero deve apresentar, em conjunto com a CCR, um laudo técnico detalhado sobre o estado atual do muro patrimonial do aeroporto, indicando todas as falhas e pontos de vulnerabilidade, para evitar depósitos irregulares de lixo. A empresa pública também deverá arcar, solidariamente com os demais réus, com os custos de reparação integral do dano ambiental consolidado até a data da transferência da concessão para a CCR, em novembro de 2021.

À CCR Aeroportos foi determinada a execução, no prazo de 180 dias a contar da apresentação do laudo, de todas as obras de reparo e adequação do muro e do perímetro do aeroporto, a fim de garantir sua total integridade e impedir o acesso não autorizado e o descarte de resíduos. Além disso, terá que implementar e manter um sistema de gestão e fiscalização permanente na área, para coibir o lançamento de lixo e efluentes, sob pena de multa diária de cinco mil reais, limitada a R$ 300 mil em caso de descumprimento.

A Justiça também estabeleceu multa diária de mil reais, limitada a R$ 200 mil, pelo eventual descumprimento injustificado de qualquer das obrigações pelos réus. Ainda cabe recurso da decisão.

Entenda o caso – O MPF propôs a ação civil pública em 2013 e obteve decisão liminar, que deferiu parcialmente a tutela de urgência, determinando, ao município, ao estado do Maranhão e à Infraero que adotassem as medidas necessárias para remoção dos resíduos sólidos no entorno do aeroporto e fiscalização dos empreendimentos atrativos de aves. O período entre 2013 e 2021 foi marcado pelo descumprimento contínuo das ordens judiciais, sendo realizadas múltiplas audiências de conciliação, resultando em um acordo judicial, homologado em abril de 2019. Contudo, seu cumprimento foi apenas parcial.

Em 2022, diante da persistência do descumprimento da liminar por quase uma década, o Juízo da 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão determinou a intimação pessoal do prefeito e do secretário estadual de Meio Ambiente para que, em 15 dias, comprovassem o cumprimento das obrigações, sob pena de multa diária de caráter pessoal.

Entre 2022 e 2023, o governo estadual iniciou as obras de duplicação da Avenida José Sarney e a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC-MPOR) recomendou um acordo entre o estado e a concessionária para a transferência de posse da faixa de terra necessária para a obra, que margeia o muro do aeroporto. Em maio de 2025, a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou provimento a recurso interposto pelo município, mantendo a validade da multa pessoal aplicada ao gestor público, por considerar a medida justificada diante do longo histórico de descumprimento da decisão judicial.

Thaís Coutinho obriga pacientes acamados a se deslocarem para marcar tomografia e gera revolta em Caxias

Print de diálogo de pessoas insatisfeitas com a medida determinada por Thais Coutinho

Uma denúncia grave envolvendo a coordenadora Thaís Coutinho tem causado revolta entre familiares de pacientes que dependem do serviço público de saúde. Segundo relatos, uma ordem direta da gestora estaria impedindo que exames de tomografia sejam marcados por terceiros, mesmo em situações em que o paciente está acamado ou impossibilitado de se deslocar.

O caso mais recente envolve a prima de uma paciente que vive a quase 30 quilômetros do Hospital Microrregional. Ela afirma que tentou marcar o exame em nome da familiar, mas foi impedida.

A denunciante relata que, apesar de explicar que a paciente está acamada e sem condições mínimas de locomoção, a equipe afirmou que, por determinação de Thaís Coutinho, a marcação só poderia ser feita presencialmente pelo próprio paciente.

“Eu iria marcar, mas não deixaram por ordem da Thaís Coutinho. Minha prima está acamada e não pode vir, mas mesmo assim me negaram a marcação do exame. Iria falar com ela pessoalmente, mas disseram que ela só chega 9h30 para as 10h. Um absurdo”, relatou a familiar.

Segundo ela, outros pacientes estariam enfrentando a mesma dificuldade, e muitos seguem sem realizar o exame por não conseguirem se deslocar até o setor de marcação.

A situação tem levantado questionamentos sobre a falta de sensibilidade com pacientes vulneráveis e acamados, que dependem exclusivamente do sistema público para ter acesso a exames essenciais. Também há críticas ao fato de uma orientação interna se sobrepor a necessidades urgentes de saúde.

Até o momento, familiares aguardam que a gestão revise a medida e garanta atendimento humanizado e acessível, especialmente para quem mais precisa.

Casos de dengue caem mais de 50% no Maranhão em 2025

Os óbitos também apresentaram recuo: 1,6 mil mortes, uma redução de 72% em relação ao ano anterior

O Maranhão registrou, em 2025, 5,3 mil casos prováveis de dengue, número que representa uma redução de 52% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram notificados 11,1 mil casos da doença. Em relação aos óbitos, o estado confirmou três mortes em 2025, resultado inferior ao registrado no ano passado, quando houve sete óbitos.

A redução acompanha a tendência nacional. Em todo o Brasil, foram contabilizados 1,6 milhão de casos prováveis de dengue em 2025, uma queda de 75% na comparação com o mesmo período de 2024. Os óbitos também apresentaram recuo: 1,6 mil mortes, o que representa uma redução de 72% em relação ao ano anterior.

Apesar do cenário mais favorável, a chegada do período chuvoso acende um alerta para o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Especialistas destacam que este é o momento de intensificar as ações de prevenção e conscientização. Medidas simples, como eliminar água acumulada em vasos de plantas, garrafas, calhas e recipientes descartados em quintais, são fundamentais para impedir a formação de criadouros e evitar novos casos.

A médica infectologista e docente do IDOMED, Silvia Fonseca, explica que a atenção precisa ser redobrada especialmente durante o verão, quando há aumento das chuvas e das temperaturas. “Existem quatro tipos do vírus da dengue, e todos podem causar doenças que variam de leves até muito graves, que necessitam de internação hospitalar. O tipo 2 costuma causar mais casos graves, mas qualquer um deles pode levar a sérias complicações. Os sintomas são os mesmos para qualquer tipo: dor de cabeça, febre, dor nas articulações, vômitos e diarreia”, destaca.

A infectologista alerta ainda que uma pessoa pode contrair dengue mais de uma vez ao longo da vida. “Quando a infecção acontece por um tipo diferente do anterior, há maior risco de evolução para formas graves. Por isso, é essencial redobrar os cuidados e ficar atento aos sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e tontura, que indicam necessidade de atendimento médico imediato”, reforça.

Outro ponto considerado essencial no enfrentamento da doença é a vacinação contra a dengue, iniciada no Brasil em 2024. O país foi o primeiro do mundo a oferecer o imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS), priorizando crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em 2.752 municípios com maior risco. Até outubro de 2025, mais de 10,3 milhões de doses foram distribuídas aos estados, e outras 9 milhões estão previstas para 2026.

Silvia Fonseca lembra que a vacinação segue disponível na rede pública e reforça a importância da adesão. A vacina contra a dengue é destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, enquanto o imunizante contra o HPV atende jovens de 15 a 19 anos. A Secretaria de Saúde alerta que, com a previsão de aumento na circulação do mosquito, a vacinação é fundamental para prevenir casos graves e evitar internações.

A professora de Biomedicina da Estácio, Camila Alvim, reforça que o combate à dengue começa dentro de casa. “O Aedes aegypti se reproduz em água limpa e parada. Um simples pratinho de planta ou uma garrafa deixada ao ar livre pode se tornar um criadouro. A conscientização é o primeiro passo. Limpar o quintal, tampar caixas d’água e eliminar recipientes que acumulam água são atitudes que salvam vidas”, enfatiza.

Segundo Camila, a educação também tem papel central na prevenção. “Nas escolas, trabalhamos constantemente o tema com os alunos, porque crianças e jovens são grandes multiplicadores de informação em casa. A prevenção começa pelo conhecimento”, afirma.

De acordo com as especialistas, embora os números de 2025 indiquem queda nos casos e mortes por dengue, o combate à doença depende da participação ativa da população durante todo o ano, ganhando ainda mais importância neste período de transição para o verão. “A prevenção é uma responsabilidade compartilhada, e pequenas ações diárias têm grande impacto na saúde coletiva”, conclui Silvia Fonseca.

Como reforço às ações de prevenção e controle da doença, o Ministério da Saúde anunciou a realização de uma campanha nacional de vacinação contra a dengue, prevista para fevereiro de 2026, que abrangerá todo o território brasileiro. A iniciativa tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal, reduzir a circulação do vírus e prevenir principalmente os casos graves e óbitos, somando-se às medidas já adotadas pelos estados e municípios. A expectativa é que a vacinação em escala nacional represente um avanço importante no enfrentamento da dengue no país, aliada ao engajamento contínuo da população no combate aos focos do mosquito.

Avanço histórico: Dr. Julinho confere última etapa da pavimentação da Nossa Senhora da Vitória

O prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho, acompanhou pessoalmente o andamento das obras e dialogou com trabalhadores

A Prefeitura de São José de Ribamar, sob a liderança do prefeito Dr. Julinho, avança de forma consistente na transformação da infraestrutura urbana do município. Por meio da Secretaria Municipal de Obras, Serviços Públicos e Urbanismo (SEMOSP) liderada por Roberto Mouchreck, foi executada uma das mais relevantes intervenções viárias da região: a obra de pavimentação asfáltica e drenagem profunda da Avenida Nossa Senhora da Vitória, no bairro Parque Vitória.

A intervenção beneficia diretamente os bairros Parque Jair, Alto do Turu e Parque Vitória, impactando positivamente também a mobilidade entre os municípios de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e São Luís. Trata-se de uma obra estruturante, que resolve problemas históricos de alagamento, trafegabilidade e segurança viária, além de fortalecer a integração urbana e regional.

O projeto contempla 3,2 quilômetros de pavimentação asfáltica, com implantação de drenagem superficial, construção de calçadas acessíveis e sinalização viária completa, garantindo mais conforto e segurança para motoristas, pedestres e moradores da região.

Dr. Julinho apresentou aos populares os benefícios que resultarão da obra de pavimentação asfáltica

Um dos grandes diferenciais da obra é a execução de 4,5 quilômetros de drenagem profunda, solução técnica essencial para enfrentar os recorrentes problemas de acúmulo de água e deterioração do pavimento, especialmente em períodos de chuvas intensas. A drenagem profunda assegura maior durabilidade da via e reduz significativamente riscos de alagamentos.

O investimento total da obra é de R$ 11.749.344,37, resultado da soma de recursos do Ministério das Cidades e de recursos próprios do município, reforçando o compromisso da gestão com a boa aplicação do dinheiro público e com a busca ativa por parcerias institucionais.

A execução dos serviços está a cargo da empresa Pavirrol, conforme o Contrato nº 05/2024, seguindo critérios técnicos, prazos e padrões de qualidade exigidos para obras de grande porte.

Asfaltamento favorece a mobilidade, acessibilidade e proporciona outras melhorias à comunidade

A Prefeitura de São José de Ribamar segue investindo em obras estruturantes, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento urbano sustentável, a mobilidade eficiente e a melhoria contínua da qualidade de vida da população ribamarense.

MPMA reconstitui Gaeco após pedido de exoneração coletiva

Órgão ministerial afirmou que parecer pela soltura de todos os suspeitos de corrupção em Turilândia segue regras constitucionais

O Ministério Público do Estado do Maranhão vem a público reafirmar seu compromisso com a legalidade, a transparência e a defesa do interesse público, prestando esclarecimentos sobre a atuação institucional relacionada à operação realizada no município de Turilândia.

Todas as medidas adotadas e propostas no curso da investigação estão rigorosamente conforme à Constituição Federal e à legislação vigente. As decisões proferidas e as medidas requeridas não extrapolam os limites da lei, tampouco representam qualquer tentativa de abrir mão ou contornar as normas que regem o processo penal.  Em verdade, observam os critérios legais que estabelecem que medidas mais gravosas, como a prisão, somente devem ser aplicadas quando estritamente necessárias, sendo legítima a adoção de outras medidas cautelares eficazes e adequadas ao caso concreto, quando suficientes e proporcionais.

A operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) foi bem-sucedida, alcançando resultados concretos e relevantes para a investigação. Foram colhidas provas importantes e adotadas medidas capazes de proteger o andamento do processo, evitar prejuízos à apuração dos fatos e resguardar o interesse da sociedade.

Os investigados foram afastados de suas funções públicas, justamente para impedir interferências nas investigações e garantir a lisura da administração pública. Além disso, foram propostas outras medidas cautelares que, no momento, se mostram capazes de assegurar o controle das situações apuradas e a continuidade do procedimento, não significando que os investigados serão inocentados (absolvidos), caso soltos.

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público também propôs a representação para intervenção no município, com o objetivo de assegurar o respeito aos princípios constitucionais fundamentais, preservar a normalidade institucional e garantir o correto funcionamento da Administração Pública.

No tocante à saída dos membros do GAECO, é importante destacar que alterações em estruturas administrativas e em cargos de coordenação são eventos naturais na dinâmica institucional e não comprometem a continuidade das ações estratégicas.  Nesse sentido, foi nomeado o Procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito para a coordenação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI), assegurando estabilidade, experiência e liderança à condução dos atos, e que serão nomeados os demais integrantes da nova equipe para continuidade aos trabalhos abandonados pela equipe anterior.

O Ministério Público do Maranhão reafirma que seguirá atuando com responsabilidade, firmeza e respeito às leis, combatendo a criminalidade e defendendo o patrimônio público, sempre com equilíbrio, justiça e compromisso com a sociedade maranhense.

Desembargadora não segue parecer do MPMA e mantém prisão de suspeitos de corrupção em Turilândia

Operação Tântalo II foi deflagrada em Turilândia pelo Gaeco, órgão do Ministério Público do Maranhão

A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, manteve a prisão do prefeito de Turilândia, Paulo Curió, da primeira-dama, dos 11 vereadores e dos demais oito suspeitos de participação no esquema de corrupção que resultou em um desvio de cerca de R$ 56 milhões do erário municipal. A magistrada não seguiu o parecer emitido, no último sábado (10), pelo Ministério Público do Maranhão, recomendando a soltura de todos os presos na Operação Tântalo II.

No parecer, assinado pelo procurador-geral de justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, o órgão ministerial opinou pela concessão de liberdade provisória e/ou pela revogação da prisão preventiva de todos os requerentes citados, mediante a aplicação cumulativa das medidas cautelares diversas da prisão previstas no Código de Processo Penal (CPP).

Ao analisar a manifestação do MPMA, a desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim não se viu convencida a conceder liberdade aos presos. Assim, todos permaneceram na cadeia e o a investigação, após a fase de oitivas, pode dar origem a um processo judicial, visando à aplicação de penas aos envolvidos.

Exoneração

Nesse domingo (11), os 10 promotores que atuaram na investigação do desvio milionário de recursos públicos em Turilândia, como integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), pediram exoneração das funções investigativas, em reação ao parecer ministerial pela liberação dos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção em Turilândia.

Sobre a Operação Tântalo II

A Operação Tântalo II foi deflagrada na manhã 22 de dezembro passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Maranhão. Foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão.

As ordens foram expedidas pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, por decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim. A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, deflagrada em fevereiro deste ano.

De acordo com procedimento investigatório instaurado no GAECO, há indícios da prática dos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, ocorridos durante a gestão do então prefeito José Paulo Dantas Filho (Paulo Curió) no município de Turilândia.

Equatorial lança projeto inovador para modernizar tarifas de energia e proporcionar controle na conta de luz

Barreirinhas (MA) e Maragogi (AL) são os municípios selecionados para testar o Minha Energia

O Grupo Equatorial deu início ao projeto Minha Energia, uma iniciativa pioneira de Sandbox Tarifário da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que busca modernizar o setor elétrico brasileiro com a disponibilidade de opções de tarifas de energia diferenciadas e novas formas de faturamento. O projeto pretende ampliar o controle sobre o consumo de energia elétrica e incentivar hábitos eficientes com o objetivo de adequar a capacidade de pagamento do cliente.

Durante o período do projeto Minha Energia, será aplicada a Tarifa Planejada, um modelo tarifário inovador, que varia conforme o horário de consumo, em períodos específicos. Pela Tarifa Planejada, o cliente será informado sobre horários em que poderá economizar na conta de luz, que é a Hora Econômica: de 1h até 17h59, oportunidade para usar equipamentos que consomem mais energia nesse período. Já no horário das 18h às 0h59, será aplicada a tarifa Hora de Pico, que exige mais atenção no uso da energia, pois pode impactar mais no valor da conta de luz.

A Tarifa Planejada começou a ser aplicada neste mês de janeiro de 2026, exclusivamente para os consumidores selecionados para participar do projeto. “Com o Minha Energia, estamos contribuindo para a inovação do setor elétrico e oferecendo aos consumidores a possibilidade de planejar melhor seu consumo e economizar. A iniciativa incentiva o uso da energia elétrica nos horários de menor demanda e custo, tornando o sistema mais eficiente e sustentável, além de proporcionar economia real na conta de luz”, afirma Renata de Oliveira e Silva, Gerente Corporativa de Regulação Econômica.

A fase piloto com a aplicação da Tarifa Planejada nos municípios de Barreirinhas (MA) e Maragogi (AL), terá duração de 12 meses. A primeira etapa do projeto, que consistiu na instalação de medidores inteligentes, já foi concluída. Com esse novo equipamento, os clientes podem acompanhar o consumo de energia diariamente, por meio do aplicativo “Minha Energia” da Equatorial, conectado ao aparelho de medição por meio da tecnologia bluetooth, sem a necessidade de internet ou dados móveis.

O aplicativo Minha Energia da Equatorial, está disponível tanto para sistema iOS quanto para Android. A ferramenta permite aos clientes participantes do projeto monitorar o consumo de energia de forma diária, semanal ou mensal. Com o app Minha Energia, é possível visualizar os horários de maior e menor consumo, além de acompanhar o acumulado antes do fechamento da fatura. Isso facilita ajustar hábitos para manter as despesas dentro do planejado e da capacidade de pagamento dos clientes.

Outras informações – Em caso de dúvidas ou para mais detalhes sobre o projeto, os clientes podem acessar o site www.minhaenergiaequatorial.com.br.

Em Barreirinhas, no Maranhão, os clientes também podem entrar em contato com a Central de Atendimento da Equatorial Energia pelo número 116, disponível 24 horas. Caso prefira o atendimento presencial, pode se dirigir à Avenida Joaquim Soeiro de Carvalho, 682H, das 8h às 17h.

Orleans destaca força das parcerias ao entregar obras em Açailândia

O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, acompanhou o governador Carlos Brandão e o prefeito Dr. Benjamin na entrega de obras e serviços estaduais em Açailândia

Em mais uma agenda de trabalho em Açailândia, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, acompanhou neste sábado (10) o governador Carlos Brandão e o prefeito Dr. Benjamin na entrega de obras e serviços estaduais que comprovam a importância da parceria com o Governo do Estado para o desenvolvimento dos municípios.

“Tudo o que foi prometido há um ano está sendo cumprido: Açailândia já recebeu ambulância, viatura, cinco quilômetros de pavimentação entregues hoje e mais 10 quilômetros estão chegando. A segunda etapa do Hospital Regional já foi entregue e a tão sonhada UPA será inaugurada no próximo dia 6 de fevereiro. Todos os municípios têm obra do Governo mais municipalista que o estado já viu. E a população de Acailândia está vendo o quanto temos trabalhado em parceria com o prefeito Benjamin, que tem ido buscar recursos para desenvolver a cidade. As obras estão acontecendo, saindo do papel, transformando sonhos em realidade”, enfatizou Orleans Brandão.

O governo estadual e a Prefeitura de Açailândia entregaram a reforma da Quadra Poliesportiva Cândido Belarmino de Sousa

À população de Açailândia foram entregues a reforma da Quadra Poliesportiva Cândido Belarmino de Sousa, no bairro Plano da Serra, e 5 km de pavimentação asfáltica no bairro Nova Açailândia II, além dos veículos do programa Coopera Maranhão doados para as secretarias municipais de Educação e Assistência Social, e para a Câmara Municipal. A comitiva ainda visitou a obra de construção da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), no residencial Tropical, e o local destinado à implantação do Serviço de Oncologia no município.

Autoridades percorrem trecho que recebeu pavimentação asfáltica no bairro Nova Açailândia II

“Nossa cidade está se desenvolvendo porque temos essa grande parceria com o Governo do Estado. E Orleans é realmente um parceiro que quer desenvolver os municípios, cada um com as suas características e necessidades. E Açailândia tem recebido grandes obras como a nossa tão sonhada UPA, que vai dar melhores condições de atendimento à população e de trabalho para os funcionários”, declarou o prefeito Benjamin.

ARTIGO – Lula e Brandão unidos pelo Maranhão

Por Marlon Botão, ex-secretário de Cultura de São Luís, marqueteiro e militante político há mais de 40 anos

Marlon Botão ressalta que não há subordinação na relação entre o governo Brandão e o Governo Federal, mas sim convergência política e institucional

Nos últimos meses, setores da oposição têm insistido em construir a narrativa de que o governador Carlos Brandão estaria politicamente fragilizado ou condicionado a uma suposta autorização do presidente Lula para conduzir os rumos do Maranhão. Essa tentativa de enquadramento ignora o essencial: a relação entre Lula e Brandão não nasce agora, nem se sustenta por conveniências eleitorais. Ela foi construída desde o início do atual governo estadual, com base em confiança política, identidade de propósitos e compromisso concreto com o desenvolvimento do Maranhão.

Desde os primeiros momentos da gestão, Brandão foi consolidando uma forma de governar alinhada à visão de Lula sobre o papel do Estado: gerar equilíbrio social, combater desigualdades históricas e criar condições para que a população viva com dignidade. Esse entendimento comum explica por que o Maranhão passou a ocupar um lugar estratégico na agenda do governo federal. Não há subordinação nessa relação, mas convergência política e institucional, que permitiu ao Estado ampliar o alcance das políticas nacionais e, em muitos casos, complementá-las com iniciativas próprias.

No campo social, essa identidade é evidente. As políticas federais de combate à pobreza e de proteção social encontraram no Maranhão um governo disposto a fortalecê-las e ampliá-las. Há o Bolsa Família, mas há também ações estaduais que reforçam a rede de proteção e enfrentam diretamente a extrema pobreza, como o programa Maranhão Livre da Fome, criado para ampliar o alcance das políticas sociais e retirar milhares de famílias maranhenses da situação de vulnerabilidade extrema. Há o Pé-de-Meia nacional, e há iniciativas locais que caminham na mesma direção, fortalecendo a permanência dos jovens na escola. O mesmo ocorre na educação, com a expansão dos Institutos Federais combinada ao crescimento da rede estadual, e na segurança alimentar, com a ampliação de equipamentos públicos como os restaurantes populares.

Essa parceria ganha sua expressão mais visível em São Luís, que se consolidou como a grande vitrine dessa união entre o governo federal e o governo estadual. A capital concentra a maior população do Estado e recebe diariamente pessoas de todas as regiões do Maranhão. O que acontece em São Luís reverbera por todo o território maranhense. E é exatamente ali que algumas das obras mais simbólicas dessa parceria estão em curso.

A Avenida Metropolitana é um exemplo eloquente. Trata-se de uma intervenção de enorme impacto social e urbano, que interliga os quatro municípios da Grande Ilha e, dentro de São Luís, atende diretamente pelo menos 58 bairros, muitos deles historicamente marginalizados pelo poder público. Regiões como o bairro do São Raimundo, com mais de cem mil habitantes, passam a experimentar uma transformação profunda: valorização de imóveis, fortalecimento do comércio local, melhoria da mobilidade e, sobretudo, resgate da autoestima de quem vive nesses territórios. É uma obra que reorganiza a cidade e devolve dignidade a áreas esquecidas.

Outro exemplo emblemático é o prolongamento da Avenida Litorânea, que amplia o acesso da população às praias, melhora significativamente o deslocamento de quem utiliza transporte coletivo e cria uma alternativa concreta de mobilidade urbana para uma cidade que sempre sofreu com gargalos estruturais nessa área. Mais do que um cartão-postal, a Litorânea ampliada se consolida como eixo de integração urbana e regional, conectando São Luís aos demais municípios da Ilha e facilitando a circulação de trabalhadores, estudantes e famílias.

Essas obras não são exceções, mas parte de um conjunto mais amplo. A parceria entre Lula e Brandão já viabilizou mais de 1.700 projetos no Maranhão, abrangendo áreas como infraestrutura, saúde, educação, habitação, mobilidade e saneamento. Entre os desafios históricos mais sensíveis está o acesso à água. Resolver esse problema exige investimentos de grande porte, planejamento de médio e longo prazo e articulação federativa. Nesse ponto, Brandão teve papel decisivo ao levar essa demanda ao governo federal, que passou a apontar investimentos estruturantes para a área de saneamento e abastecimento no Maranhão.

Esse alinhamento, justamente por ser real e produzir resultados, passou a incomodar. Não por acaso, Brandão se tornou alvo permanente de ataques de setores do próprio campo progressista no Maranhão, que tentam enquadrá-lo como obstáculo político ou figura deslocada do projeto nacional. Esses ataques não decorrem de divergências programáticas profundas, mas de disputas internas por espaço, protagonismo e controle do processo sucessório. Trata-se de uma tentativa de desfazer, na marra, um compromisso político que não é circunstancial, mas estrutural.

O país segue polarizado, mesmo com avanços importantes. Essa polarização atribuiu a cada Estado um peso ainda maior na disputa nacional. O Maranhão, nesse contexto, tem relevância estratégica. Em 2022, a votação expressiva de Lula no Estado — em torno de 70% — foi decisiva para compensar derrotas em grandes colégios eleitorais do Sudeste. Em outras palavras, o Maranhão ajudou a equilibrar o jogo nacional. Em 2026, esse papel tende a se repetir.

É exatamente por isso que excluir Brandão do processo político é um erro eleitoral grave para o campo progressista. Ele é, hoje, o único líder no Estado capaz de dialogar com setores mais ao centro da política maranhense e transformar esse diálogo em capilaridade eleitoral junto à população. Retirá-lo da equação significa, na prática, inviabilizar a ampliação da vitória nacional de Lula no Maranhão. É, como se diz popularmente, dar um tiro no próprio pé.

Ao contrário do que tentam fazer crer, Brandão não é figura secundária nesse processo. Ele exerce protagonismo. Além de fortalecer as políticas sociais, tem atuado de forma decisiva para atrair investimentos e reposicionar o Maranhão no cenário nacional e internacional. O trabalho de potencialização do Porto do Itaqui, o debate sobre a ampliação da malha ferroviária, os investimentos em infraestrutura aeroportuária, a promoção do Estado em feiras e eventos, bem como o incentivo à cultura, à indústria, ao comércio e ao turismo, fazem parte de uma estratégia clara de desenvolvimento.

Na mesma direção, o governo estadual tem ampliado investimentos em ciência, tecnologia e inovação. O fortalecimento da FAPEMA, o estímulo à pesquisa aplicada e a criação de um ambiente favorável a startups demonstram que há uma visão de futuro em curso. Essa agenda está plenamente alinhada às políticas do governo federal e reforça a ideia de que o Maranhão pode — e deve — se transformar, a médio e longo prazo, em uma potência social, econômica e logística.

Há, contudo, um ponto de amarração decisivo para compreender essa visão de futuro: o olhar estratégico para a juventude, tendo a educação pública e a ciência como pontas de lança do desenvolvimento. Pensar o Maranhão do amanhã exige identificar onde se concentra, hoje, a face mais dura da desigualdade social — e ela está, em grande medida, na população que depende integralmente dos serviços públicos, especialmente na rede estadual de ensino.

É ali que estão os jovens mais pobres, os mais vulneráveis, aqueles que historicamente tiveram menos acesso a oportunidades. E foi exatamente para esse público que o governo estadual direcionou uma política integrada, partindo do princípio de que não há desenvolvimento possível sem investir, de forma estruturada, na formação dessa juventude. A lógica é simples e poderosa: jovens precisam estar nutridos, protegidos e conectados para que possam desenvolver plenamente suas capacidades cognitivas e projetar novos horizontes.

Nesse sentido, a política de alimentação escolar ganhou centralidade. Programas como a Merenda de Verdade, voltados à oferta de alimentação de qualidade, cumprem um papel que vai muito além do prato servido: garantem condições mínimas para o aprendizado, fortalecem a permanência na escola e impactam diretamente a saúde e o desempenho dos estudantes. Nutrir a juventude é condição básica para liberar o potencial intelectual de uma geração inteira.

O segundo eixo desse tripé é a permanência escolar. Iniciativas alinhadas ao Pé-de-Meia, em articulação com ações estaduais complementares, ajudam a assegurar que o jovem permaneça estudando, reduzindo a evasão e criando perspectivas concretas de futuro. Trata-se de uma política que reconhece a realidade material das famílias mais pobres e atua para quebrar o ciclo da exclusão educacional.

O terceiro pilar é a democratização do acesso à tecnologia. A distribuição de tablets para os estudantes da rede estadual não se resume à entrega de um equipamento eletrônico. Ela representa a abertura de portas para o mundo do conhecimento. Ao colocar esses jovens em contato direto com conteúdos educacionais, científicos e culturais, o Estado amplia horizontes, estimula a autonomia intelectual e insere essa juventude no circuito contemporâneo da informação e da inovação.

Essas três vertentes — alimentação de qualidade, permanência escolar e acesso à tecnologia — formam um conjunto coerente, integrado e profundamente transformador. Elas expressam uma visão de Estado que reconhece a juventude como mola mestra de qualquer processo real de transformação social e dão sustentação ao caminho que o Maranhão vem trilhando.

Por isso, é preciso afirmar com clareza: não será uma disputa eleitoral que vai desfazer tudo o que foi construído ao longo desses anos. A união entre Lula e Brandão não é fruto de conveniência momentânea. Ela nasce de uma visão comum de Estado, de compromisso com a justiça social e de um projeto de desenvolvimento que o Maranhão não pode se dar ao luxo de interromper. O povo maranhense não merece retrocessos nem aventuras políticas. Merece continuidade, seriedade e respeito ao futuro.

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