Iniciativa pioneira promove o protagonismo feminino e a integração entre as principais entidades empresariais do estado
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) realiza, na terça-feira (7), às 19h, o lançamento da Câmara Empresarial da Mulher.
O evento, que marca um passo decisivo para o fortalecimento do empreendedorismo feminino, acontecerá no Teatro Sesc, localizado no Condomínio Fecomércio, na Avenida dos Holandeses.
A nova Câmara nasce com um caráter amplamente colaborativo, reunindo forças das entidades que a compõem, como: Associação Comercial do Maranhão (ACM), Associação de Jovens Empresários (AJE-MA), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de São Luís, Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Maranhão (FCDL-MA), Federação das Associações Empresariais do Maranhão (Faem), Sebrae-MA, Sesc e Senac.
O objetivo central é criar um ambiente estratégico de liderança, capacitação e representatividade para as mulheres que movimentam a economia local.
POSSE DA PRESIDÊNCIA E PALESTRA “DIGITAL SEM FILTROS”
A solenidade oficial contará com a posse da presidente da Câmara, a empresária Michelinne Feijó, e das lideranças femininas que compõem o colegiado. Na ocasião, será assinado o ato formal que consolida a governança da entidade, reforçando o compromisso do Sistema Comércio com a equidade e o desenvolvimento sustentável.
A empresária Michelinne Feijó vai tomar posse como Presidente da Câmara Empresarial da Mulher, iniciativa da FECOMÉRCIO – MA
Como parte das ações de fortalecimento do setor, a noite contará com o lançamento da Campanha de Fomento ao Comércio Local liderado por Mulheres.
Também haverá a apresentação do Programa Up Varejo, iniciativa do Sebrae-MA que oferece consultoria para adaptar pequenas empresas ao mercado digital. Reforçando essa temática, haverá a palestra “Digital Sem Filtros” com Vinicius Victor, consultor com atuação em marketplaces como Mercado Livre, Shopee, Amazon e TikTok Shop.
FEIRA DE NEGÓCIOS DE EMPREENDEDORAS MARANHENSES
Simultaneamente às atividades no teatro, o hall e o estacionamento térreo receberão uma Feira de Negócios. O espaço funcionará como uma vitrine para produtos e serviços de empreendedoras maranhenses, estimulando o networking direto e a troca de experiências com o mercado.
A noite será encerrada com um coquetel de integração e apresentações culturais, promovendo um momento de união entre o setor produtivo e a sociedade.
O evento de lançamento da Câmara Empresarial da Mulher e do Programa Up Varejo acontece no Teatro Sesc, no Condomínio Fecomércio, na Avenida dos Holandeses nesta terça – feira (7) às 19h
PROGRAMAÇÃO – 07.04.2026 às 19H
• Oficialização da Câmara Empresarial da Mulher; • Lançamento da Campanha de Fomento ao Comércio Local liderado por Mulheres; • Apresentação do Programa Up Varejo (Sebrae-MA); • Palestra “Digital Sem Filtros” com Vinicius Victor, consultor com atuação em plataformas como Mercado Livre, Shopee, Amazon e TikTok Shop; • Feira de Negócios (acontece simultaneamente às outras atividades).
SERVIÇO
O Quê: Lançamento da Câmara Empresarial da Mulher e Feira de Negócios de Empreendedoras Maranhenses Quando: 07 de abril, às 19h. Onde: Teatro Sesc – Condomínio Fecomércio (Av. dos Holandeses, em frente ao Hotel Ibis) Entrevista: Michelinne Feijó / Presidente da Câmara Empresarial da Mulher
Com experiência e liderança reconhecidas, Fábio Gentil é um dos quadros mais qualificados na eleição deste ano
O ex-prefeito de Caxias, ex-secretário de Estado e líder político Fábio Gentil reafirmou sua candidatura na eleição deste ano. Filiado ao União Brasil, ele concorrerá ao pleito pela federação União Progressista, que tem tudo para ser uma das mais vitoriosas nas urnas, em outubro, no Maranhão e em todo o Brasil.
Fábio Gentil ainda definirá qual cargo vai disputar, mas adianta que não ocupará nenhum espaço da deputada federal Amanda Gentil (PP) e da deputada estadual Daniella (MDB), que buscarão a reeleição com total apoio do grupo político que garantiu a ambas os atuais mandatos.
A expectativa é que Fábio Gentil concorra a outro cargo eletivo e fortaleça não só o projeto de reeleger Amanda e Daniella, mas toda a aliança em torno da candidatura de Orleans Brandão ao governo estadual.
Quadro político dos mais qualificados, com liderança reconhecida em Caxias, em todo o leste maranhense e em outras regiões do estado, Fábio Gentil exercerá papel fundamental na chapa governista e sua contribuição pode ser decisiva ao longo da campanha.
A divulgação da pesquisa do instituto Veritá provocou forte reação entre lideranças petistas no Maranhão. Militantes e figuras públicas do partido foram às redes sociais para repudiar os números apresentados, que indicam um cenário apertado entre Luiz Inácio Lula da Silva (46,7%) e Jair Bolsonaro (45,3%). Para os críticos, o levantamento não reflete a realidade do estado e levanta suspeitas sobre sua credibilidade.
Entre os que se manifestaram estão Eri Castro, Criciele Muniz e o ex-deputado Zé Inácio, que classificaram o resultado como uma tentativa de manipulação da opinião pública. Segundo eles, o Maranhão possui histórico consolidado de apoio a Lula, o que torna os números apresentados, no mínimo, questionáveis.
Nos bastidores políticos, a leitura é de que a pesquisa vem sendo utilizada pelo pré-candidato Eduardo Braide como instrumento para influenciar o eleitorado e criar uma narrativa artificial de equilíbrio eleitoral no estado. A estratégia, segundo os petistas, teria como objetivo não apenas desgastar Lula, mas também atingir Orleans Brandão, associando ambos a uma suposta perda de força política.
Outro ponto levantado nas críticas é a contradição no posicionamento político de Braide. Apesar da tentativa de impactar a imagem de Lula, seu alinhamento nacional é com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, nome colocado como presidenciável e conhecido opositor do atual presidente.
Para os petistas, mais do que um simples levantamento, a divulgação da pesquisa faz parte de uma estratégia de pré-campanha baseada em marketing político e construção de narrativas. Eles defendem maior transparência metodológica e alertam para o risco de indução do eleitor por meio de dados que consideram distorcidos.
Genival Alves tem como proposta construir uma atuação “diferente” em relação ao modelo tradicional da política
O ex-vereador de São Luís, Genival Alves, confirmou que é pré-candidato ao Senado Federal do Brasil nas próximas eleições. A declaração foi feita durante conversa com a , quando Genival apresentou as primeiras diretrizes de sua possível candidatura.
Segundo Genival, a proposta é construir uma atuação “diferente” em relação ao modelo tradicional da política. Entre os principais pontos defendidos, está o combate a benefícios que considera excessivos para agentes públicos, além de uma postura mais firme na fiscalização das ações do governo federal.
A ideia, de acordo com o pré-candidato, é fortalecer o papel fiscalizador do Legislativo e garantir que os interesses do Maranhão sejam defendidos com maior intensidade em Brasília.
Apesar de já se posicionar como pré-candidato, Genival Alves preferiu não detalhar, neste momento, qual partido deverá integrar. Ele afirmou que essa definição ainda está em construção, mas reforçou que sua candidatura será pautada por propostas voltadas à redução de privilégios e ao aumento da eficiência no serviço público.
A movimentação marca a entrada de mais um nome no cenário político estadual com foco na disputa por uma vaga no Senado. Nas próximas semanas, a expectativa é que o ex-vereador avance nas articulações políticas e apresente de forma mais detalhada suas propostas ao eleitorado maranhense.
O líder político e pré-candidato ao Senado, Hilton Gonçalo, com o novo presidente do Agir, Celso Gonçalo
O cenário político maranhense ganha um novo movimento estratégico com a ascensão de Celso Gonçalo ao comando estadual do Partido Agir no Maranhão. Presidente do Sebrae/MA, Celso já aparece devidamente registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) como dirigente da legenda, consolidando sua posição à frente do partido no estado.
A chegada de Celso Gonçalo ao comando do Agir representa mais do que uma simples mudança partidária: ela fortalece diretamente o grupo político liderado pelo ex-prefeito de Santa Rita, Dr. Hilton Gonçalo, que desponta como um dos nomes em articulação para a disputa ao Senado Federal em 2026.
Com forte influência política e administrativa, Celso passa a ter papel estratégico na construção de alianças, no fortalecimento da sigla nos municípios e na ampliação da base de apoio ao projeto de Hilton Gonçalo, que vem se consolidando como uma das principais lideranças emergentes do Maranhão.
A movimentação reforça a musculatura do grupo Gonçalo no tabuleiro eleitoral e sinaliza que a corrida para 2026 já começou com articulações importantes nos bastidores. Sob o comando de Celso, o Agir tende a ganhar protagonismo no estado, funcionando como peça-chave dentro da estratégia que visa ampliar a presença política do grupo e viabilizar uma candidatura competitiva ao Senado.
Evento será realizado na sede do grupo folclórico, às 13h, com apresentação do batalhão e seresta
SÃO LUÍS – O clima de São João já começa a tomar conta de São Luís, e um dos sinais mais aguardados desse aquecimento cultural vem do Boi de Maracanã, sotaque de matraca. No próximo dia 5 de abril, a partir das 13h, o grupo realiza, em sua sede, a tradicional ‘Cantoria’, evento que marca o início simbólico da temporada junina.
A programação é um dos momentos mais importantes para os brincantes e admiradores do bumba meu boi, pois será quando o grupo apresentará as novas toadas que irão embalar as apresentações deste ano.
Além disso, o público conhecerá o nome do touro que será destaque nas noites de São João, elemento central da manifestação cultural.
A festa também abre espaço para outros ritmos, com uma seresta comandada pelos cantores Camila Pereira e Ricardo Lobo, garantindo um clima animado e diverso ao longo da tarde.
Movimento de preparação para o São João
O evento integra um movimento mais amplo de preparação para o período junino na capital maranhense. Nesta época do ano, diversos grupos folclóricos intensificam seus ensaios, ajustando coreografias, figurinos e repertórios.
No caso do bumba meu boi, uma das expressões mais emblemáticas da cultura local, os encontros reúnem brincantes, músicos e comunidades inteiras em torno da preservação da tradição.
“Com os primeiros ensaios ganhando força e eventos como o nosso mobilizando o público, vamos, gradualmente, entrando no ritmo do São João 2026, reforçando nossa identidade cultural e mantendo viva uma das festas mais populares do Maranhão”, disse Maria José Soares, presidente do Boi de Maracanã.
Realizado pelo Sinepe-MA nos dias 8 e 9 de abril, EDUCA|MA reunirá palestrantes com expertise em inovação e gestão educacional para debater o futuro da educação. Temas como o recente “ECA Digital” integram a programação
Será que as escolas estão preparadas para lidar com os impactos do ECA Digital e os novos desafios legais do ambiente online dentro da sala de aula? E a inteligência artificial, será que é uma aliada estratégica ou uma ameaça silenciosa ao atual modelo educacional? Por falar em ameaça, em um cenário de aumento do burnout e de crises emocionais, como as instituições de ensino podem proteger a saúde mental de alunos e educadores sem comprometer os resultados?
Respostas a essas e a muitas outras questões deverão ser discutidas nos debates e palestras que farão parte da programação do Congresso EDUCA|MA, promovido pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Maranhão (Sinepe/MA), nos próximos dias 8 e 9 de abril. O evento, que será realizado no Espaço Residencial, em São Luís, reunirá especialistas de diversas regiões do Brasil e convidados internacionais para discutir tendências, desafios e soluções inovadoras para o setor educacional.
Release na íntegra: https://docs.google.com/document/d/1qUbvY6OZGyfqKVdHIfIg8BSxCoKG87fgC22Cwuhjko4/edit?usp=drive_link
O deputado federal Duarte Jr. e o presidente estadual do partido Avante, Aldo Rogério, exibem ficha de filiação
O deputado federal Duarte Jr. se filiou ao partido Avante na manhã de hoje (03/04) e pôs fim à expectativa quanto ao seu rumo político nas eleições deste ano. A ficha de filiação de Duarte Jr. foi abonada pelo presidente estadual da sigla, Aldo Rogério.
Aldo Rogério, apesar de ter assumido o partido faltando sete dias para o fim da janela, segue trabalhando firme para montar as chapas de deputados estaduais e federais, além de reunir quadros que compartilham de um projeto político sério, moderno e conectado com as reais necessidades da população brasileira.
“Em pouco tempo à frente da presidência, trabalhamos com foco, diálogo e estratégia para fortalecer o Avante no Maranhão. A chegada do deputado Duarte Júnior é resultado muitas articulações, de esforços diários e mostra que estamos no caminho certo, construindo um partido cada vez mais forte e competitivo”, destacou.
Sob a liderança do Ministro Carlos Augusto Pires Brandão e do desembargador federal Roberto de Carvalho Veloso, essas iniciativas revelam uma visão contemporânea do sistema de justiça
Em um tempo em que se cobra do Poder Judiciário não apenas produtividade, mas capacidade real de transformação social, duas experiências recentes no Maranhão demonstram que há caminhos institucionais capazes de aproximar a Justiça da vida concreta das pessoas. A Praça de Justiça e Cidadania, realizada em Caxias/MA, e a Semana da Paixão, promovida em Alcântara/MA, não foram apenas eventos de prestação de serviços. Foram manifestações de um modelo de Justiça que deixa os gabinetes, ocupa o território, reconstrói vínculos sociais e enfrenta conflitos que o processo convencional, sozinho, não consegue resolver.
Sob a liderança do Ministro Carlos Augusto Pires Brandão e do desembargador federal Roberto de Carvalho Veloso, essas iniciativas revelam uma visão contemporânea do sistema de justiça: menos centrada na lógica isolada da petição, contestação e sentença, e mais comprometida com redes colaborativas, soluções estruturais e presença institucional qualificada. Trata-se de compreender que há conflitos que não cabem em planilhas nem se resolvem apenas com decisões formais, porque atingem comunidades inteiras, tradições, territórios e modos de vida.
Foi isso que se viu em Caxias, entre os dias 9 e 13 de março, quando a Praça de Justiça e Cidadania mobilizou Justiça Federal, Justiça Estadual, Ministério Público, Defensorias, Prefeitura e diversos órgãos estaduais e federais em torno de um objetivo comum: aproximar a população dos serviços da Justiça e de outros órgãos públicos. O resultado foi expressivo. Mais de 10 mil atendimentos foram realizados em áreas como saúde, documentação, orientação jurídica, assistência social, regularização fundiária e conciliação.
Houve 300 audiências promovidas pela Justiça Federal, 400 atendimentos da Justiça Eleitoral, 150 pela Justiça do Trabalho, 1.800 pela Defensoria Pública, além de milhares de atendimentos prestados por secretarias municipais e instituições parceiras. Esses dados constam do material encaminhado pelo usuário e também dialogam com a perspectiva exposta no texto anexo.
Mas o que dá densidade institucional à experiência de Caxias não é apenas a dimensão numérica. O que distingue a Praça de Justiça e Cidadania de um simples mutirão é justamente sua capacidade de articular, ao lado dos atendimentos individuais, respostas a questões coletivas e estruturais. O texto anexo destaca, com precisão, a realização de audiência pública sobre a duplicação da BR-316 no trecho Caxias-Timon, com participação do DNIT e impactos sobre vinte municípios do leste maranhense, revelando que a Praça não se limitou ao balcão de serviços, mas se abriu também ao debate público de temas sensíveis para toda a região.
Nesse contexto, merece especial relevo a atuação do Juiz Federal Luiz Régis Bomfim Filho, cuja organização foi decisiva para o êxito da iniciativa em Caxias. Coube-lhe articular atendimentos, alinhar instituições, coordenar a logística e assegurar o funcionamento integrado dos diversos eixos do evento. O êxito da Praça também contou com a colaboração do advogado Washington Leite Torres, que auxiliou na coordenação dos trabalhos e contribuiu para a formação dessa ampla rede institucional. Em experiências dessa natureza, o resultado não decorre do acaso, mas de liderança concreta, planejamento rigoroso e capacidade de diálogo.
Se Caxias mostrou a força da Justiça como presença pública e solução concreta de demandas sociais, Alcântara projetou esse modelo para uma dimensão ainda mais profunda. A Semana da Paixão, realizada entre 23 e 27 de março, no âmbito do Projeto Viva Alcântara – Desenvolvimento Sustentável, reuniu cidadania, fé, cultura, escuta comunitária e desenvolvimento social em um território historicamente marcado por disputas fundiárias, memória coletiva e resistência quilombola. Mais do que uma programação religiosa e cultural, o evento assumiu o significado de uma ação institucional de reparação, pacificação e reconstrução de vínculos.
O texto anexo acrescenta um dado central para a compreensão dessa experiência: em novembro de 2024, a Corte Interamericana de Direitos Humanos proferiu sentença no caso das Comunidades Quilombolas de Alcântara vs. Brasil, responsabilizando o Estado brasileiro por violações que comprometeram o projeto de vida coletivo de numerosas comunidades quilombolas. Nesse cenário, a Semana da Paixão não foi apenas simbólica. Ela se inseriu como parte de um esforço concreto de cumprimento da sentença internacional, por meio de escutas, articulação institucional, regularização documental, promoção de direitos e fortalecimento da legitimidade das instituições junto às comunidades afetadas.
Em Alcântara, portanto, a Justiça foi além da conciliação tradicional. Tornou-se mediadora social de um conflito estrutural, ligando o universo jurídico ao território, à cultura e à dignidade coletiva. A procissão pelas ruas históricas, a missa na Igreja do Carmo, a participação das caixeiras do divino e as referências à Festa do Divino Espírito Santo não foram elementos periféricos. Foram expressões vivas da identidade cultural de um povo, demonstrando que, naquela realidade, direito territorial, memória, religiosidade e pertencimento não podem ser separados.
Nesse quadro, sobressai a atuação do Juiz Federal Hugo Abas Frazão, cuja organização da Semana da Paixão em Alcântara evidenciou que projetos dessa magnitude exigem não só domínio jurídico, mas sensibilidade territorial, capacidade de articulação e leitura humana dos conflitos. Também nessa iniciativa houve a colaboração do advogado Washington Leite Torres, que ajudou a coordenar os trabalhos e a integrar os diversos atores institucionais envolvidos. A presença da AJUFER, de magistrados federais e estaduais, de representantes do sistema de justiça e de autoridades públicas reforçou o caráter plural e cooperativo da ação.
O ponto de unidade entre Caxias e Alcântara está justamente aí. Ambas as experiências revelam que o sistema de justiça pode assumir papel mais amplo do que o de mero solucionador tardio de litígios individuais. Pode funcionar como rede colaborativa de escuta, presença, mediação e reconstrução social. Essa visão, ressaltada no texto anexo, parte da compreensão de que o sujeito de direito não é uma abstração isolada, mas alguém inserido em relações familiares, sociais, econômicas, culturais e institucionais. Quando essas relações se rompem, a exclusão não é apenas jurídica: é humana, comunitária e histórica.
É por isso que Praças de Justiça e Cidadania, Semanas temáticas e outras formas de atuação territorial têm relevância crescente. Elas materializam, no território, aquilo que metas e indicadores nem sempre conseguem expressar: presença estatal efetiva, cuidado com a saúde das relações sociais e solução concreta de conflitos complexos. O que o anexo chama de “redes colaborativas do sistema de justiça” traduz exatamente isso: uma forma de atuação em que Judiciário, Ministério Público, Defensorias, entes federativos e sociedade civil deixam de agir de modo fragmentado e passam a construir respostas conjuntas.
Caxias e Alcântara, cada qual a seu modo, demonstram que esse caminho é viável, necessário e replicável. Em Caxias, a Justiça encontrou a população no espaço público e mostrou eficiência administrativa, capilaridade social e impacto regional. Em Alcântara, a Justiça se aproximou da cultura, da fé, da memória e da luta quilombola, reafirmando que a legitimidade institucional também se constrói pelo respeito à história e à identidade das comunidades.
Essas experiências, conduzidas sob a liderança do Ministro Carlos Brandão e do Desembargador Federal Roberto Veloso, com participação destacada dos Juízes Federais Luiz Régis Bomfim Filho e Hugo Abas Frazão, além da colaboração do advogado Washington Leite Torres, merecem não apenas elogio, mas reflexão. Elas apontam para uma Justiça que não renuncia à técnica, mas a coloca a serviço da vida concreta. Uma Justiça que não abandona a decisão, mas compreende que decidir, muitas vezes, também é escutar, articular, mediar e reconstruir.
O modelo já se expande. Em abril, São Miguel do Guamá, no Pará, receberá nova edição da Praça, com apoio da Coordenadoria dos Juizados Especiais Federais do TRF da 1ª Região. Ali, a Juíza Federal Priscila Garrastazu Xavier lida com conflitos envolvendo direitos de indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Entre 12 e 15 de maio, será a vez de Porto Calvo, berço de Calabar, em Alagoas, onde o Ministro Brandão já realizou visita técnica preparatória.
Maranhão, Pará, Alagoas. A rede se espraia e já se projeta como política judiciária nacional.
Quando a Justiça vai à praça, ela não apenas amplia o acesso a serviços. Ela reafirma sua vocação mais alta: a de ser instrumento de cidadania, dignidade e pacificação social.
O deputado Wellington do Curso destacou que a tecnologia assistiva não é um detalhe, é o que garante acesso real à educação
A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou por unanimidade o Projeto de Lei nº 057/25, de autoria do deputado estadual Wellington do Curso, que institui a Política Estadual de Tecnologia Assistiva. A proposta agora segue para sanção do governador.
O projeto tem como objetivo garantir o uso de tecnologias assistivas nas escolas da rede estadual e também em instituições privadas, promovendo a inclusão e assegurando melhores condições de aprendizagem para estudantes com deficiência.
“A tecnologia assistiva não é um detalhe, é o que garante acesso real à educação. Esse projeto é para assegurar que nenhum aluno fique para trás”, destacou o deputado Wellington do Curso.
A iniciativa está alinhada à Constituição Federal, que assegura a educação como direito de todos, e à Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que reforça o acesso à educação em condições de igualdade e sem discriminação.
Entre as diretrizes previstas estão a capacitação contínua de profissionais da educação, o incentivo à pesquisa e à inovação, a realização de diagnósticos nas unidades de ensino e a integração entre áreas como educação, saúde e tecnologia, garantindo um atendimento mais eficiente às necessidades dos alunos.
Com a aprovação, a expectativa é que a nova política contribua para reduzir desigualdades e fortalecer uma educação mais inclusiva, acessível e moderna em todo o Maranhão.
O texto aguarda agora a sanção do Poder Executivo para entrar em vigor.
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