Mulheres que lideram: as múltiplas versões de quem move o Maranhão com energia

Por: Daniel Matos • 7 de março de 2026 • 0 comentários

Com talento, visão e coragem, lideranças femininas da Equatorial Maranhão impulsionam o setor elétrico e transformam desafios em oportunidades

Na semana do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Equatorial Maranhão lança um olhar sensível para as mulheres que constroem, todos os dias, a história da Distribuidora no estado. Mais do que ocupar cargos de liderança, elas transformam rotinas, impulsionam resultados e inspiram equipes com competência e propósito.

A data convida à celebração de conquistas, à reflexão sobre os desafios ainda existentes e à renovação do compromisso com a equidade de gênero. Na Equatorial Maranhão, essa valorização se traduz na presença feminina em áreas estratégicas, operacionais e de decisão, espaços onde a liderança é exercida com firmeza, escuta ativa e visão de futuro.

Liderança com propósito

Na Região Norte do estado, quem representa essa força é Vanessa Soares, há 20 anos na Equatorial Maranhão, onde atualmente está como Gerente de Relacionamento com o Cliente. À frente de estratégias que aproximam a empresa da população, Vanessa lidera equipes, fortalece o diálogo com os clientes e contribui para a construção de relações baseadas na transparência e na confiança.

“Minha trajetória na empresa começou ainda muito jovem, como atendente em uma agência no interior do estado. Ao longo desses 20 anos, construí minha base profissional com muito aprendizado, amadurecimento, dedicação e resiliência. Estar hoje à frente da Gerência de Relacionamento com o Cliente é motivo de orgulho e gratidão. Liderar é desafiador, mas também é uma oportunidade diária de evoluir e inspirar outras pessoas, especialmente mulheres que desejam crescer no setor elétrico”, destacou Vanessa.

Mãe de dois filhos e esposa, Vanessa concilia os desafios da liderança com seu papel mais importante: o de mãe. Apaixonada pela vida em família, valoriza os momentos em casa, assistindo a doramas e realizando programações ao lado do marido e dos filhos. Para ela, o equilíbrio entre carreira e vida pessoal é construído com organização, propósito e amor pelo que faz.

Inspiração que se multiplica

Histórias como essa refletem uma realidade presente em diferentes áreas da Equatorial Maranhão. Mulheres lideram equipes, tomam decisões estratégicas e colaboram diretamente para o fortalecimento da empresa e do setor elétrico no estado.

Promover a equidade de gênero é um compromisso permanente da Distribuidora. A presença feminina em posições de liderança amplia a diversidade de pensamento, impulsiona a inovação e fortalece a construção de um ambiente cada vez mais inclusivo e representativo.

Além disso, a empresa apoia iniciativas que ampliam a participação feminina no setor elétrico, como turmas exclusivas para mulheres na Escola de Eletricistas, que oferecem capacitação técnica e novas oportunidades de carreira, e projetos do Instituto Equatorial, como o Energia Feminina, voltado ao empreendedorismo e ao fortalecimento da autonomia das mulheres.

Neste Dia Internacional da Mulher, a Equatorial Maranhão reafirma seu respeito e reconhecimento a todas as colaboradoras que, com talento e dedicação, evidenciam a força, a competência e o protagonismo da liderança feminina na construção de um setor elétrico mais diverso e inovador. Às clientes, a Distribuidora também dedica um reconhecimento especial, por serem parte essencial dessa trajetória, inspirando conquistas, fortalecendo comunidades e movendo o Maranhão com a força de sua própria energia.


Da sucessão à liderança: mulheres ampliam protagonismo no agronegócio maranhense

Por: Daniel Matos • 7 de março de 2026 • 0 comentários

De herdeiras do campo a líderes de fazendas, mulheres ampliam espaço na pecuária e articulam redes de apoio no sul do Maranhão

Criado no segundo semestre de 2025 a partir de uma reunião de mulheres do agro em Porto Franco, o AgroUnidas já soma mais de 100 integrantes

A presença feminina no agronegócio brasileiro deixou de ser coadjuvante para ocupar espaços de liderança, gestão e sucessão familiar no campo. Um movimento que ganha corpo sobretudo quando mulheres se organizam em redes próprias para troca de conhecimento e apoio mútuo. No sudoeste do Maranhão, um exemplo concreto dessa transformação é o grupo AgroUnidas Nacional, uma iniciativa que reúne produtoras rurais com foco em fortalecer a atuação feminina no setor, promover aprendizado coletivo e ampliar as conexões entre mulheres que atuam na pecuária e na agricultura.

Criado no segundo semestre de 2025 a partir de uma reunião de mulheres do agro em Porto Franco, o AgroUnidas já soma mais de 100 integrantes e se consolida como um espaço para compartilhar experiências, tirar dúvidas práticas sobre gestão de propriedades, sucessão familiar e desafios do dia a dia na fazenda. 

A iniciativa vem se fortalecendo por meio de ações práticas. Em fevereiro deste ano, o AgroUnidas Nacional realizou seu primeiro Dia de Campo, reunindo produtoras, técnicos e instituições parceiras para discutir tecnologias, práticas de manejo e tendências de mercado, marcando um passo importante na consolidação do grupo.

“Estamos transbordando de alegria. É um sucesso. Conseguimos passar bastante conhecimento para o pessoal. É um marco no nosso grupo”, afirma a vice-presidente do AgroUnidas Nacional, Eulina Diniz, destacando a importância de espaços coletivos que incentivam a troca de experiências e inspiram outras mulheres a assumirem papéis de liderança no campo.

Do legado familiar à liderança no campo

São diversas as histórias de mulheres que atuam no agronegócio maranhense. Trajetórias marcadas por desafios, perdas, sucessão familiar e pela necessidade de assumir responsabilidades ainda jovens. No AgroUnidas Nacional, essas experiências deixam de ser isoladas e passam a se entrelaçar, fortalecendo uma rede que transforma vivências individuais em aprendizado coletivo.

A vice-presidente do grupo, Eulina Diniz, cresceu no ambiente rural. O pai, que inicialmente trabalhava no setor ceramista, tornou-se produtor rural e a inseriu desde cedo na rotina da fazenda. Aos 16 anos, após a morte dele, Eulina precisou assumir a condução da propriedade. “Ele sempre dizia: aprende de tudo e usa o que você precisar. Quando ele faleceu, eu tive que tocar a fazenda sozinha”, relembra.

A história da presidente do AgroUnidas Nacional, Rossi Cavalcanti, da Fazenda Bom Sossego, em Porto Franco, segue caminho semelhante. Ela começou a trabalhar no agro aos 16 anos, em um processo de sucessão que, segundo define, não foi planejado, mas se construiu na prática. Com a morte do pai, em 2017, assumiu integralmente a gestão dos negócios e hoje já prepara os filhos para dar continuidade à terceira geração da família na atividade rural.

A iniciativa reúne produtoras rurais com foco em fortalecer a atuação feminina no setor, promover aprendizado coletivo e ampliar as conexões entre mulheres

As duas trajetórias refletem uma realidade cada vez mais comum no campo: mulheres que assumem a liderança da produção, da gestão financeira e das decisões estratégicas das propriedades rurais.

Para Rossi, a presença feminina no agro não deve ser medida apenas pelo enfrentamento ao preconceito, mas pela capacidade de entrega de resultados. “O preconceito é problema do outro, não é meu. Não tem preconceito que resista a resultados”, afirma.

Ela reconhece que o setor ainda carrega resistências e que o desafio da aceitação feminina no comando de propriedades rurais existe. No entanto, afirma que nunca permitiu que isso definisse sua trajetória. O foco, de acordo com Rossi, sempre esteve no trabalho e nos resultados. 

Superadas as barreiras iniciais, o maior desafio hoje é acompanhar a velocidade das transformações do mercado agropecuário. “Tudo muda muito rápido. A maior dificuldade é estar adequada sempre a essa nova situação”, aponta.

Foi justamente dessa necessidade de atualização constante e de troca de experiências que surgiu o AgroUnidas Nacional. Para Eulina, a iniciativa representa não apenas um espaço de aprendizado, mas também de inspiração. “Surge uma responsabilidade muito grande, mas nos inspira a seguir melhor a cada dia”, reforça.

Conexão, conhecimento e impacto econômico

O avanço da presença feminina no agro não se restringe à representatividade. Está diretamente relacionado à dinâmica econômica do setor e à modernização da gestão no campo.

Dados do Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio 2025, elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), indicam que as mulheres representam cerca de 37% das pessoas ocupadas no agronegócio brasileiro, somando mais de 10 milhões de trabalhadoras. 

O levantamento mostra ainda que, nos últimos anos, o crescimento da participação feminina ocorreu em ritmo superior ao da masculina, especialmente em funções ligadas à gestão, administração e qualificação técnica.

Para a analista do Sebrae e gestora de empreendedorismo feminino na Unidade Imperatriz, Aline Maracaípe, a organização em rede tem sido decisiva para consolidar esse avanço.

“A mulher sempre esteve no campo, mas muitas vezes invisibilizada na gestão. Quando ela passa a se reconhecer como empresária rural, muda a forma como administra, busca capacitação e acessa mercado. O AgroUnidas nasce exatamente nesse contexto de fortalecimento coletivo”, afirma.

Rossi Calvalcanti e Eulina Diniz são coautoras do livro “Rainhas internacionais do Agro” que fala sobre o protagonismo feminino no agronegócio, discutindo estratégia e liderança

Aline acompanhou a reunião que deu origem ao grupo, em Porto Franco, e também participou do primeiro Dia de Campo promovido pela iniciativa. Segundo ela, o movimento demonstra maturidade e visão estratégica das produtoras da região. “Não é apenas sobre ocupar espaço, mas sobre qualificar a gestão, melhorar indicadores e ampliar competitividade”, afirma.

Para as integrantes do AgroUnidas, os números nacionais ajudam a contextualizar, mas é na prática da fazenda que as transformações se concretizam, seja na sucessão familiar, na adoção de novas tecnologias ou na articulação coletiva para enfrentar um mercado cada vez mais exigente. 

Esse movimento observado no campo acompanha uma tendência mais ampla no estado: o crescimento da liderança feminina em diferentes segmentos da economia maranhense.

Empreendedorismo feminino cresce no Maranhão

Dados do Sebrae apontam um crescimento expressivo da liderança feminina nas Micro e Pequenas Empresas (MPEs) no Maranhão. De 2024 a 2026, o número de MPEs comandadas por mulheres no estado passou de 118.360 para 145.367, avanço evidenciado, principalmente, pelo crescimento das Microempreendedoras Individuais (MEIs).

Nesse cenário, o Sebrae Delas se consolidou como um dos principais programas do Maranhão voltado ao fortalecimento do empreendedorismo feminino. A iniciativa foi criada para apoiar mulheres que já possuem um negócio ou que desejam empreender, oferecendo capacitação, orientação estratégica e estímulo ao desenvolvimento pessoal e empresarial.

Outra iniciativa importante é o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, uma das principais premiações do país voltadas ao reconhecimento de mulheres que lideram negócios inovadores e de impacto. Na edição de 2025 do prêmio, o Maranhão conquistou um resultado histórico: duas empreendedoras, de São Luís e Imperatriz, venceram a etapa nacional da premiação, resultado que reflete a força do empreendedorismo feminino no estado.


Orleans Brandão participa de nova agenda de entregas e inaugurações na Região Tocantina

Por: Daniel Matos • 7 de março de 2026 • 0 comentários

Em mais um dia de entrega de obras na Região Tocantina, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, esteve em Açailândia e Imperatriz, acompanhando o governador Carlos Brandão, que cumpre compromissos institucionais na região por conta da ‘Semana da Segunda Capital Maranhense’, iniciada na segunda-feira (02).

A agenda de entregas iniciou por Açailândia, onde o secretário participou da inauguração de uma nova escola municipal, com a presença do prefeito, Benjamim de Oliveira. A unidade ampliou a estrutura da rede pública de ensino, fortalecendo a educação no município.

“Fizemos questão de participar da inauguração dessa escola municipal em Açailândia, onde o Governo do Estado já tem muitas ações concretizadas. Inclusive, entregamos recentemente uma sala de Informática para ampliar a inclusão digital dos estudantes no município. E, muito breve, voltaremos aqui para entregarmos centenas de tablets aos alunos do Ensino Médio da rede pública estadual”, assegurou Orleans.

O governador Carlos Brandão falou da alegria de participar da entrega da escola em Açailândia. “Vamos fazer novas escolas no município e serão no mesmo padrão de excelência dessa aqui”, afirmou.

O prefeito Benjamim de Oliveira agradeceu as parcerias que vêm sendo realizadas para o desenvolvimento do município. “O Governo do Estado está muito presente em nossa cidade, com obras como a Ponte da Nativa, a 13 de Maio, pavimentação asfáltica e várias outras”, disse o gestor.

Infraestrutura urbana

Após a inauguração da unidade escolar, a comitiva governamental seguiu para Imperatriz, onde foram realizadas novas entregas voltadas ao fortalecimento da gestão municipal e da infraestrutura urbana.

No município, foram entregues três veículos, por meio do Programa Coopera Maranhão, coordenado pela Secretaria de Estado de Governo (Segov). Os veículos foram destinados à Secretaria Municipal de Assistência Social, à Secretaria Municipal de Educação e à Câmara de Imperatriz. A iniciativa visa fortalecer a estrutura administrativa e ampliar a capacidade de atendimento à população.

A cidade de Imperatriz também foi contemplada com duas praças, uma no bairro Planalto e outra no Pedro Neiva de Santana. Os equipamentos públicos foram estruturados com diversos elementos de esporte, lazer e bem-estar, transformando-os em um espaço multifuncional, com quadra de areia, pista de caminhada, academia ao ar livre, playground, urbanização com paisagismo, alambrados de proteção, bancos de convivência e sistema de iluminação.

“São praças lindas construídas em parceria com o Governo do Estado, que muito tem feito por nossa cidade”, afirmou o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral.


Programas Sociais do Porto São Luís desenvolvidos para mulheres alavancam capacitação, geração de renda e qualidade de vida

Por: Daniel Matos • 7 de março de 2026 • 0 comentários

O Porto São Luís, empreendimento portuário localizado na capital maranhense, tem priorizado programas estruturantes voltados à capacitação profissionalizante, em especial de mulheres, residentes nas comunidades do Cajueiro, Mãe Chica e seu entorno.

O Programa Social do Porto São Luís tem investido na oferta de cursos – tais como empreendedorismo básico, manipulação de alimentos, produção de doces e salgados, bolos caseiros; corte e costura, beleza, entre outros – que despertam novas habilidades produtivas, criando alternativas reais de capacitação, trabalho e geração de renda para moradoras da região.

Ao qualificar mulheres da própria comunidade, os programas contribuem para ampliar a autonomia econômica das famílias e estimular pequenos empreendimentos locais, estimulando e fortalecendo a rede da economia comunitária. E muitas dessas mulheres — antes afastadas de qualquer atividade remunerada — passam a se reconhecer como agentes econômicos ativos, tornando-se contribuintes diretas da renda familiar, ou até mesmo únicas provedoras destas famílias.

“O impacto dessas iniciativas vai muito além da renda. Muitas mulheres recuperam a confiança em si mesmas, passam a se sentir produtivas e protagonistas de suas próprias trajetórias. Essa é a melhor forma de nos relacionarmos com a comunidade – ajudando a desenvolver pessoas e a potencializar talentos”, afirma a gerente do Porto São Luís Lívia Cândice.

Impacto social multiplicador e histórias inspiradoras

Para muitas das mulheres beneficiadas, as diversas capacitações gratuitas ofertadas pelo Porto São Luís – através de parcerias com entidades como SENAI, SENAR, SEBRAE e instituições privadas – representaram a oportunidade que faltava e os primeiros passos para saírem da invisibilidade produtiva e ingressarem em uma trajetória ascendente de independência financeira, orgulho, protagonismo e pertencimento. E mais que isso, de novos sonhos e renovação de vidas.

Foi o que aconteceu com a ex-dona de casa Flor de Lys Pereira de Araújo, que aos sessenta anos comemora o sucesso como artesã, e confessa que nunca esteve tão feliz. Ela produz bolsas e mochilas no ateliê que montou em sua casa, após fazer um curso de corte e costura ofertado pelo Porto São Luís: “Parece que eu renasci, quando aprendi a costurar. Comprei minha máquina, que é minha grande companheira hoje. Faço bolsas, mochilas e meus produtos já começaram a ser levados para outros estados. Quero inspirar mais mulheres a buscarem trabalho e renda. Estou com sessenta anos e nunca me senti mais produtiva em toda a minha vida” diz sorrindo a artesã, moradora do Cajueiro.

Outra “jovem” artesã e crocheteira de sucesso é a dona Maria Antônia Ferreira Reis Conceição, moradora da Mãe Chica. Ela também tem sessenta anos e coleciona conhecimento: Já fez quatro cursos diferentes – empreendedorismo básico; doces e salgados, corte e costura e curso de bolos caseiros – todos ofertados gratuitamente pela empresa na própria comunidade. Com cada curso foi aprendendo um pouco mais, e despertando a confiança na qualidade de seu trabalho, e na viabilidade da sua grife M A Artes e Crochê: “Fiz o curso de empreendedorismo básico e lá aprendi sobre qualidade, como controlar as finanças, como cobrar pelos meus produtos e a valorizar meu trabalho; e foi assim que comecei a lucrar mais. Já comprei uma máquina industrial e estou realizando o antigo sonho de reformar a minha casa. Tudo isso aconteceu devido às oportunidades que o Porto São Luís trouxe para a comunidade; e valorizo muito todo o conhecimento que adquiri nesses cursos”.

Quem também despertou para o empreendedorismo foi Maria de Jesus Sales de Lacerda, conhecida como dona Dijé, de 57 anos. Ela fez o curso de Alimentação Alternativa oferecido pelo Porto e essa experiência mudou sua vida. “Decidi empreender e abri o restaurante Praia do Cajueiro / Quintal Gastronômico, que comando com meu esposo. O sucesso veio e com a renda do negócio já estamos finalizando a reforma da nossa casa que era um sonho nosso; e em breve vamos reformar também o restaurante. E foi graças ao curso oferecido pelo Porto que despertei para o meu talento” conta a dona Dijé.

Aos 33 anos Raylane Gomes Dias conquistou sua independência financeira após fazer o curso de bolos caseiros. Hoje ela vende seus bolos na comunidade; conquistou um contrato fixo para o fornecimento de lanches para os projetos sociais do Porto, e teve sua vida transformada com seu trabalho: “Sou muito grata ao Porto São Luís pelas oportunidades que me deu. Hoje sustento minha família com esse trabalho” reflete Raylane.

Mãos virtuosas: uma mulher cresce, sonha e puxa outras

Jacilene Pereira Correia de Abreu tem 37 anos, criou e comanda o grupo de economia criativa e solidária Mãos Virtuosas, formado por mulheres da comunidade Mãe Chica. Ela quer dar a chance para outras mulheres de crescerem como ela própria, e realizarem sonhos com seu trabalho.

“Eu fiz o curso Mulheres Empreendedoras ofertado pelo Porto quando estava iniciando como costureira. Depois fiz outros cursos deles e todos me ajudaram a perder o medo de investir e gerir o meu negócio. Me especializei na fabricação de bolsas e comecei com apenas uma máquina de costura caseira. Hoje tenho três máquinas industriais, uma prensa plana para sublimar camisetas e bolsas e outra para canecas e garrafas, e vou investir mais no ramo de personalizados. Este ano, também consegui comprar a primeira máquina de costura da minha mãe, realizando um sonho dela, que adiou isso quando investiu em mim, e ajudou a comprar a minha primeira máquina. Com o meu trabalho, hoje a minha família vive com mais dignidade” conta Jaci.

Essa transformação de vidas através do trabalho também se estende a outras mulheres do Mãos Virtuosas. Em novembro de 2025 o grupo criado por Jaci foi aprovado em um edital público para fornecer mais de 800 ecobags para a SETRES / Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária. E Jaci sonha em ir muito além…

“Quero aumentar meu negócio para poder atender também mais mulheres com o Mãos Virtuosas. Teve uma integrante do nosso grupo que estava morando com o marido e o filho em uma casa sem portas. E foi com o trabalho dela em nosso grupo, que conseguiu comprar a porta de casa” lembra emocionada.


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