A única pista para o que o homem pode fazer é o que o homem fez
Por: Joaquim Haickel • 9 de abril de 2026 • 0 comentários

Durante algum tempo pensei que o cinema não mais produziria grandiosos filmes épicos, como Ben-Hur, Lawrence da Arábia, Os Dez Mandamentos, Spartacus, E o Vento Levou, Cleópatra, Quo Vadis, El Cid, A Ponte do Rio Kwai, Guerra e Paz, Apocalypse Now, O Poderoso Chefão, Ran, Coração Valente, Doutor Jivago, Gandhi, Titanic, A Lista de Schindler, Dança com Lobos, Uma Ponte Longe Demais, apenas para citar alguns, dos quais assisti a todos mais de uma vez. Alguns deles assisti uma dúzia de vezes e jamais me cansaram.
Pensei que iríamos nos acostumar com épicos de outra natureza, moldados por uma nova gramática visual, como Gladiador, O Senhor dos Anéis, Troia, Cruzada, Avatar, Duna, Game of Thrones, Vikings, The Crown, Chernobyl, todos igualmente vistos, revisitados e assimilados.
Pensei, também, que o uso cada vez mais sofisticado de tecnologias visuais acabaria por obscurecer aquilo que sempre foi o núcleo do cinema, a força das histórias, dos enredos, dos personagens, daquilo que inquieta mais do que impressiona. Mas, ao assistir a Nuremberg tive a confirmação de que o épico do nosso tempo não desapareceu, ele apenas mudou de lugar. Saiu dos campos de batalha e se instalou, com mais intensidade, dentro da consciência humana.
Mesmo sendo um tema amplamente conhecido, o julgamento dos criminosos nazistas ocorrido em 1946, o filme surpreende ao deslocar o eixo da narrativa. Não se trata apenas de reconstituir fatos, mas de investigar as condições psicológicas que os tornaram possíveis. Não é o que aconteceu que está em jogo, mas como aquilo pôde acontecer sem que o próprio homem se percebesse como aquilo era.
O que o filme expõe, com precisão incômoda, é a fragilidade daquilo que gostamos de chamar de consciência individual. Não há monstros no sentido clássico, não há caricaturas do mal. O que há são homens que pensaram, justificaram, obedeceram, organizaram e, sobretudo, se adaptaram. O mal ali não surge como ruptura, mas como continuidade. Ele não explode, ele se instala. Não é um desvio, é um processo.
E talvez seja esse o ponto mais perturbador. Aqueles homens não apenas participaram de uma engrenagem moralmente monstruosa, eles se tornaram compatíveis com ela. Não houve uma fratura interna suficiente para detê-los. Houve, ao contrário, uma reorganização íntima da realidade que tornou o inaceitável psicologicamente habitável.
Não se trata, portanto, de simples mentira ou cinismo. Trata-se de algo mais profundo e mais inquietante, a capacidade humana de reconstruir internamente os próprios atos de modo a preservá-los dentro de uma narrativa suportável. O homem não precisa ignorar o que fez, ele precisa apenas reinterpretar o que fez. E isso basta.
Dito isso, fica claro que “A única pista para o que o homem pode fazer é o que o homem fez”. Não há natureza ideal escondida sob a história, nem um “verdadeiro eu” moralmente protegido das circunstâncias. O homem é aquilo que já provou ser capaz de fazer quando as condições permitiram.
Essa constatação dissolve a distância confortável entre “eles” e “nós”. O filme, nesse sentido, não é apenas um tribunal histórico, é um espelho moral. Não julgamos apenas os réus, somos levados, inevitavelmente, a nos confrontar com a possibilidade de que os mecanismos que operaram ali continuam disponíveis, intactos, dentro de qualquer consciência humana.
Há, ao longo do filme, uma tensão constante entre culpa e responsabilidade. Muitos daqueles homens não se reconhecem culpados, mas são, inescapavelmente, responsáveis. E essa dissociação é reveladora. A culpa é um sentimento, a responsabilidade é um fato. O julgamento, portanto, não depende da consciência do acusado, mas da realidade dos seus atos.
E é nesse ponto que o filme alcança sua dimensão verdadeiramente épica. Não há multidões em marcha, não há batalhas coreografadas, não há grandiosidade externa. O que há é um conflito silencioso, travado no interior da consciência humana, entre aquilo que se fez e aquilo que se é capaz de admitir que fez. É um épico sem espetáculo, mas de uma grandeza moral sufocante.
No fim, o que permanece não é a sentença, nem os fatos, já conhecidos, mas a impossibilidade de escapar da pergunta que o filme nos impõe. Não se trata mais de saber se somos diferentes daqueles homens. Trata-se de reconhecer em que circunstâncias deixaríamos de ser.
PS: A frase título deste texto, “A única pista para o que o homem pode fazer é o que o homem fez”, de autoria de R. G. Collingwood, aparece no final do filme “Nuremberg”.
106 anos de Coroatá: Brandão entrega obras de educação, saneamento, pavimentação e de lazer
Por: Daniel Matos • 9 de abril de 2026 • 0 comentários

A quarta-feira (8) foi de comemoração em Coroatá, já que o município chegou aos seus 106 anos. Para marcar a data, o Governo do Maranhão fez entregas de obras para beneficiar a população do município. O governador Carlos Brandão inaugurou o Centro Educa+ Clodomir Milet, a reforma do Mercado Municipal, obras de pavimentação, abastecimento d’água e de novos espaços de lazer e prática esportiva. Na ocasião, o governador Carlos Brandão falou da satisfação em poder trabalhar em parceria com o município, fortalecendo as ações e melhorias para a vida dos coroataenses.
“Eu fico muito feliz de ver as obras saindo do papel, onde prometemos no aniversário do ano passado e, hoje, estamos aqui, entregando. Vendo aqui uma ambulância chegando hoje para a UPA, vendo as entregas dos equipamentos que fizemos aos agentes comunitários de saúde, que vão de casa em casa; entrega de uma praça, entrega de mais uma escola, inauguração de vias urbanas, entrega de sistema de abastecimento de água, entre tantas outras obras que estamos aqui, entregando para a população. E ainda temos diversas outras em andamento, que serão inauguradas em breve”, comemorou Brandão.
O prefeito de Coroatá, Edimar Vaqueiro, destacou que a presença do Governo do Maranhão no município tem levado ações efetivas, com o cumprimento dos compromissos firmados. “Coroatá está passando por uma transformação, em pleno desenvolvimento, e o governador Brandão faz parte desse processo, entregando obras que muitos prometeram, mas não cumpriram, como o estádio, o mercado e tantas outras. Nós só temos a agradecer ao Governo pela presença, o povo de Coroatá agradece, por tantas obras importantes que foram entregues hoje”, disse o prefeito.
A primeira entrega do dia foi o Centro Educa+ Clodomir Milet, reforçando a educação no município. A unidade está localizada na Rua Gonçalves Dias, nas proximidades do Fórum, e tem capacidade para 246 estudantes e estrutura com 5 salas de aula, salas de secretaria, diretoria e dos professores, biblioteca, sala de informática, laboratório, cozinha e refeitório. A unidade também tem quadra coberta para prática de atividades físicas. A escola foi adaptada para garantir a acessibilidade de alunos e profissionais com deficiência.
Raimundo Josias Silva, gestor geral da escola, afirmou que a obra representa um marco significativo para a educação do município. “Esta escola oferecerá educação em tempo integral para os nossos alunos. Por isso, é com grande satisfação que celebramos hoje a entrega da segunda maior escola de tempo integral em nossa cidade com uma estrutura sem precedentes em nosso município. Como educadores e na minha função de gestor, expresso nossa grande alegria, pois esta escola proporcionará aos nossos alunos amplas oportunidades de estudo e aprendizado, impulsionando seu desenvolvimento intelectual e sua busca pelo conhecimento”, enfatizou.
O governador Carlos Brandão também fez a entrega de 163 tablets e fardamentos destinados aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Os kits entregues aos ACSs incluem bolsa, camisa e colete, além do tablet utilizado nas atividades em campo. O equipamento permite o registro em tempo real das visitas domiciliares, atualização de cadastros das famílias acompanhadas e monitoramento das condições de saúde da população atendida, o que contribui para maior integração das informações e agilidade na tomada de decisões pelas equipes da rede pública.
A distribuição dos equipamentos faz parte das ações de fortalecimento da Atenção Primária em Saúde (APS) desenvolvidas pelo Programa Cuidar de Todos, iniciativa que amplia a cooperação entre o Governo do Maranhão e os municípios, para qualificar o trabalho. Ainda no âmbito da saúde, também foram entregues 200 óculos de grau, por meio do programa Cuidar dos Olhos – Cirurgias e Óculos, da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A ação integra o cronograma permanente do programa, que segue em execução em diferentes municípios e mantém o atendimento oftalmológico como prioridade da gestão estadual.

Para garantir espaços de lazer, convivência comunitária e prática esportiva, no município foi entregue também a Praça da Família Pastor Raimundo Bené da Silva, no Bairro Novo Areal. A praça conta com 1.376 metros quadrados de área urbanizada, playground, academia ao ar livre, projeto paisagístico e iluminação artística.
O morador José Raimundo afirmou que a nova praça vai proporcionar uma nova perspectiva para a comunidade. “Com essa praça vamos renovar a visão sobre a nossa rua, que se tornou mais valorizada, pois antes não era tão notada pela administração pública. Hoje, graças a Deus, temos em nossa rua, em nosso bairro, uma praça de grande porte”, comemorou.
Em seguida, foi entregue a obra do Mercado Municipal, executada pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). O mercado passou por serviços de revitalização da cobertura e piso, reformulação dos boxes e arquibancadas, além da construção de banheiros para uso pelos comerciantes e consumidores.
Melhorando a mobilidade urbana, o Governo do Estado entregou 2 quilômetros de pavimentação asfáltica, no trecho que liga a Avenida Magalhães de Almeida até a Areninha Esportiva no povoado Marajá, localizada às margens da MA-332.
A Areninha Esportiva representa um incentivo para que os jovens desenvolvam suas potencialidades no mundo do esporte. O espaço conta com quadra, arquibancada, aparelhos de exercícios físicos, iluminação, bancos, passeio e caramanchão.
No encerramento da programação, foram entregues dois sistemas simplificados de abastecimento de água, beneficiando as comunidades dos bairros União e Centro, ampliando o acesso à água encanada e tratada.
Na oportunidade, o governador Carlos Brandão também visitou as instalações da Fazenda da Esperança de Coroatá, acompanhado do prefeito Edimar Vaqueiro, dos deputados Estaduais Arnaldo Melo e Helena Duailibe; e demais autoridades. A instituição é uma comunidade terapêutica católica de destaque na recuperação de dependentes químicos.
Orleans Brandão foca início da pré-campanha em São Luís
Por: Daniel Matos • 8 de abril de 2026 • 0 comentários

O pré-candidato do grupo governista, Orleans Brandão, iniciou sua pré-campanha percorrendo as ruas e concedendo entrevistas em São Luís. Com diversas obras do Governo do Estado em andamento na capital, ele tem destacado os resultados alcançados nos últimos quatro anos e acompanhado de perto a execução de novas intervenções.
Desde o início da semana, Orleans tem visitado bairros da capital, ouvindo a população para subsidiar a construção de seu Plano de Governo. No Bairro de Fátima, na última segunda-feira, reuniu centenas de pessoas para dialogar sobre as principais demandas da comunidade. Nesta quarta-feira, esteve no bairro Janaína, onde realizou visitas a moradores e lideranças locais.

Além da escuta ativa, o pré-candidato também tem apresentado um balanço das ações do Governo do Estado em São Luís ao longo dos últimos anos. O conjunto de obras e programas sociais consolida um portfólio robusto de realizações voltadas à população ludovicense. Nesse contexto, ele também tem acompanhado de perto intervenções estruturantes, como a Avenida Metropolitana.
Com presença constante nas comunidades e foco no diálogo direto com a população, Orleans Brandão busca consolidar uma pré-campanha baseada na escuta, na transparência e na apresentação de resultados concretos, fortalecendo sua conexão com a realidade dos ludovicenses e projetando os próximos passos de sua proposta de governo.
Arquidiocese de São Luís promove a I Corrida Corpus Christi 2026 no dia 3 de maio, na Avenida Litorânea
Por: Daniel Matos • 8 de abril de 2026 • 0 comentários
Evento abrirá as celebrações católicas de Corpus Christi num movimento que reúne fé, esporte e qualidade de vida

Em sintonia com o crescimento da prática das corridas de rua e a busca por mais qualidade de vida, a Arquidiocese de São Luís – de forma inédita – decidiu integrar ao calendário de celebrações de Corpus Christi desse ano, um momento de espiritualidade aliado à prática esportiva.
No próximo dia 3 de maio, domingo, a cidade recebe a primeira edição da Corrida Corpus Christi, evento que abre oficialmente o calendário das celebrações religiosas, com largada marcada para as 6h, na Avenida Litorânea, um dos principais cartões-postais da cidade.
A expectativa é reunir cerca de 2 mil participantes, entre atletas experientes, corredores amadores, famílias e católicos ligados à Igreja. Todos são bem vindos e convidados a participarem dessa ação com cunho beneficente.
Essa iniciativa surge em um momento em que São Luís consolida seu protagonismo no circuito de corridas de rua no Nordeste. Nos últimos anos, a capital viu multiplicar o número de provas, assim como das assessorias esportivas e dos praticantes — um movimento que agora passa a dialogar também com a dimensão espiritual.
“A I Corrida Corpus Christi é uma oportunidade para celebrarmos juntos a vida, a saúde e a Igreja, reunindo as pessoas e colorindo a Litorânea de fé num movimento que é também em prol da qualidade de vida”, afirma o arcebispo de São Luís, dom Gilberto Pastana.
Com percursos de 5 km, 10 km e caminhada livre, a prova foi pensada para ser inclusiva, atendendo desde iniciantes até corredores mais competitivos. A proposta, no entanto, vai além do desempenho esportivo. Mais do que uma disputa por tempo, a Corrida Corpus Christi se apresenta como um gesto coletivo de integração comunitária — um encontro entre corpo, fé e bem-estar.

A simbologia não é casual. Em uma tradição religiosa que valoriza o corpo como “templo do Espírito Santo”, a prática esportiva surge como extensão da espiritualidade. A preparação para a solenidade de Corpus Christi ganha, assim, um novo significado: movimento, saúde e convivência.
Como se inscrever e garantir o preço do primeiro lote
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pela internet, através da plataforma: www.centraldacorrida.com.br.
O primeiro lote, com vagas limitadas, custa R$ 120 e inclui kit completo (com camiseta oficial, sacola, medalha e chip de cronometragem). Em breve será divulgado o local para a entrega dos kits aos corredores inscritos.
A expectativa da organização é que a corrida passe a integrar, de forma permanente, o calendário esportivo e religioso da cidade. Se depender da adesão crescente dos ludovicenses às corridas de rua — e da forçada fé católica —, a tendência é que a Litorânea, acostumada ao vai e vem de corredores ao amanhecer, ganhe no próximo dia 3 de maio um novo cenário: o de uma multidão que corre, caminha, ora e celebra, unida por um mesmo propósito de mais bem estar coletivo e qualidade de vida.
A Corrida Corpus Christi nasce com a proposta de se consolidar como um dos principais eventos do calendário religioso e esportivo de São Luís, promovendo uma experiência única que une corpo, mente e fé, e visa incentivar hábitos saudáveis ao mesmo tempo em que ajuda a fortalecer o vínculo entre esporte e espiritualidade.
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