Prefeitura de São Luís rescinde contrato com Banco Master

Por: Daniel Matos • 14 de abril de 2026 • 0 comentários

Dono do Master, o banqueiro Daniel Vorcaro atualmente está preso

A Prefeitura de São Luís rescindiu unilateralmente o credenciamento que mantinha com o Banco Master para a operação de descontos em folha de pagamento de servidores municipais, por meio de empréstimos consignados. A rescisão foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira (10).

O controlador da instituição, Daniel Vorcaro, é está no centro de investigações e foi preso em operação que apura suspeitas de irregularidades no sistema financeiro.

A decisão, formalizada pela Secretaria Municipal de Administração (SEMAD), teve efeitos retroativos a dezembro de 2025 e foi motivada, entre outros pontos, pela perda da autorização de funcionamento da instituição.

Abaixo, trecho inicial da publicação do contrato no Diário Oficial do Município de São Luís:

Fonte: Marrapá


Projeto de Cristiano Sardinha leva noções de direitos humanos e cidadania a estudantes da rede pública

Por: Evandro Junior • 14 de abril de 2026 • 0 comentários

Cristiano Sardinha é o mentor do projeto

São Luís – Doutor em Direito Constitucional e tabelião, Cristiano Sardinha desenvolveu uma iniciativa educacional voltada à formação cidadã de estudantes da rede pública, com foco em noções básicas de Direitos Humanos, Constituição Federal e Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A proposta busca combater a desinformação e estimular uma compreensão mais ampla sobre direitos e deveres desde a fase escolar.

Segundo Sardinha, a ideia surgiu a partir da experiência em sala de aula no ensino superior. “Mesmo nas universidades, dando aula para pessoas adultas que já tinham sua formação, eu percebi que havia uma certa desinformação com relação aos direitos humanos, certos preconceitos. Pensei: se pessoas que estão cursando Direito já têm essa visão distorcida, imagine quem ainda não tem acesso à informação”, afirmou.

Como resposta a esse cenário, ele criou o material “Direitos Humanos em Quadrinhos”, distribuído gratuitamente para a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e já presente em escolas públicas. O conteúdo também está disponível nas redes sociais do autor, com o objetivo de ampliar o alcance e facilitar o acesso de estudantes e professores.

O projeto dialoga com iniciativas legislativas em tramitação no Congresso Nacional. Sardinha destaca o Projeto de Lei 70/2015, de autoria do senador Romário Faria, que propõe a inclusão de noções de Direito Constitucional e do ECA no currículo escolar. Para ele, a medida é essencial para a formação de cidadãos mais conscientes. “É necessário que os jovens tenham noção não apenas dos seus direitos, mas também dos seus deveres”, pontuou.

O especialista reforça que a educação é o principal caminho para a transformação social. “Não é um caminho fácil, nem rápido, mas é o único que nós temos. É preciso investir na formação de uma cidadania consciente, baseada no respeito e na universalidade dos direitos humanos”, concluiu.


Mais segurança na zona rural: Equatorial Maranhão dá dicas que protegem a vida

Por: Daniel Matos • 14 de abril de 2026 • 0 comentários

O cuidado com a energia elétrica deve ser sempre redobrado. Dentro ou fora de casa, é essencial que a população esteja atenta às situações envolvendo eletricidade.

Isso inclui também o caso das instalações elétricas realizadas na zona rural. O avanço de atividades agropecuárias em todo o Maranhão convive com um risco silencioso — e, muitas vezes, subestimado: acidentes envolvendo energia elétrica em áreas rurais.

Em uma região marcada por forte incidência de tempestades e descargas atmosféricas, práticas inadequadas na instalação de cercas e estruturas elétricas têm elevado o potencial de ocorrências graves, incluindo mortes.

Nessas áreas, por exemplo, é comum a instalação de cercas de arame para delimitar propriedades, garantir a proteção das famílias que residem na localidade, a seguridade dos animais e a integridade das plantações. Contudo, se as cercas não forem instaladas corretamente ou não seguirem os padrões técnicos e de segurança, podem colocar em risco a vida de várias pessoas.

Considerando a alta incidência de tempestades e descargas atmosféricas na região, é imprescindível realizar um aterramento eficiente das cercas de arame. Além disso, o seccionamento – descontinuidade elétrica – adequado é fundamental para proteger tanto a cerca quanto as famílias e os animais, em caso de raios.

Dicas de Segurança que Salvam Vidas

De acordo com o Executivo de Segurança da Equatorial Maranhão Gabriel Vieira a principal recomendação é “jamais fazer a instalação de cercas de arame por conta própria, de forma improvisada. Para realizar a construção de cercas em zonas rurais, é necessário consultar profissionais qualificados e empresas especializadas para que tudo seja feito da forma correta, seguindo os critérios de segurança, pois se eventualmente um raio cair e atingir a cerca, não haverá a propagação da descarga elétrica e a população estará mais segura’’, afirma Gabriel Vieira.

Seguem as Dicas de Segurança da Equatorial Maranhão referentes aos cuidados nas áreas rurais, com orientações que ajudam a evitar acidentes – que muitas vezes podem ser fatais:

Escolha do material adequado: Consulte especialistas para selecionar o tipo de arame mais adequado às condições locais, levando em consideração o clima e outros fatores;
Disposição das estacas: Determine a distância ideal entre as estacas para garantir a estabilidade da cerca. Profissionais locais podem oferecer orientações precisas sobre essa disposição;
Aterramento e seccionamento: Certifique-se de realizar um aterramento adequado e o seccionamento correto das cercas para proteger contra raios e curtos-circuitos, proporcionando maior segurança para todos;
Manter distância segura entre cercas metálicas e redes elétricas aéreas;
Evitar o uso de materiais improvisados ou reaproveitados sem avaliação técnica;
Não manusear estruturas metálicas durante tempestades;
Inspecionar periodicamente as instalações elétricas da propriedade;
Utilizar dispositivos de proteção, como para-raios e disjuntores adequados;
Nunca tocar em fios caídos ou estruturas energizadas.

Em caso de acidentes, é fundamental manter a calma e acionar os serviços de emergência adequados, como o Corpo de Bombeiros (193) ou o SAMU (192).

Se o acidente envolver fios da rede de distribuição de energia, entre em contato com a Central de Atendimento da Equatorial Maranhão (116).

Esteja atento às medidas de segurança e previna-se contra acidentes elétricos em áreas rurais. A segurança de todos depende do cuidado e da atenção em cada etapa da construção e manutenção das cercas de arame.


Felipe Ribeiro fala sobre guerra no Oriente Médio e impacto silencioso no mercado imobiliário

Por: Evandro Junior • 14 de abril de 2026 • 0 comentários

Felipe Ribeiro é engenheiro formado pela Universidade de São Paulo e CEO da RendMais Invest e Esa Empreendimentos

Os conflitos no Oriente Médio voltaram ao centro do debate global. E, como de costume, o primeiro impacto aparece no petróleo. Mas o que pouca gente observa é o efeito em cadeia, especialmente no mercado imobiliário.

Quando o petróleo sobe, não é só o combustível que encarece. Toda a cadeia produtiva é pressionada. Na construção civil, isso significa aumento direto nos custos de materiais como cimento, aço, argamassa e, principalmente, derivados como o PVC.

Além disso, o transporte fica mais caro. E isso, inevitavelmente, chega ao custo final da obra. Construir passa a custar mais. E esse é o ponto central.

Quando o custo de construção sobe, novos empreendimentos tendem a ser lançados com preços mais elevados. Ao mesmo tempo, imóveis já prontos ou em fase avançada ganham relevância, pois carregam um custo passado — muitas vezes mais competitivo.

Mas o impacto não para por aí. Se a pressão inflacionária aumenta, os juros tendem a reagir. E isso afeta diretamente o crédito imobiliário, tornando o financiamento mais caro e seletivo.

Temos, então, um cenário com três movimentos simultâneos: mais custo, mais pressão inflacionária e crédito potencialmente mais restrito.

À primeira vista, isso pode parecer negativo. Mas existe um ponto estrutural que não pode ser ignorado: o imóvel é um ativo real.

Ao longo do tempo, ele acompanha o custo da economia. Se construir fica mais caro, o valor do que já está pronto tende a se ajustar. Por isso, em cenários de instabilidade global, o mercado imobiliário não enfraquece, mas se reposiciona.

No curto prazo, pode haver ajustes. No longo prazo, ativos bem localizados e com bons fundamentos tendem a se valorizar. Para quem investe com visão estratégica, momentos como esse não são de retração. São de posicionamento.

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Felipe Ribeiro é engenheiro formado pela Universidade de São Paulo


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