Operação "Frequência Destrutiva" identifica fraudes em medidores e resulta em prisões em Timon
Por: Daniel Matos • 10 de março de 2026 • 0 comentários

Uma operação realizada entre os dias 2 e 5 de março, no município de Timon, resultou na identificação de diversos casos de furto de energia elétrica. A ação, denominada “Operação Frequência Destrutiva”, contou com a atuação da Polícia Civil, do Instituto de Criminalística (ICRIM) de Timon e teve como objetivo investigar irregularidades em unidades suspeitas de fraude no consumo de energia.
De acordo com o ICRIM, os exames periciais foram realizados a partir da solicitação da autoridade policial, com o objetivo de coletar vestígios materiais nos medidores de energia e nas instalações das unidades consumidoras investigadas.
Durante a operação, foram registrados nove casos de irregularidades, sendo cinco em flagrante. As autuações ocorreram em residências e estabelecimentos comerciais de grande porte, com maior concentração na área urbana do município.
Segundo o levantamento pericial, grande parte das fraudes foi realizada diretamente nos medidores de energia, por meio da utilização de um equipamento conhecido como Megatron. O aparelho provoca avarias no medidor, fazendo com que o equipamento deixe de registrar corretamente o consumo de energia elétrica. Essa manipulação pode resultar em consumo irregular e prejuízos ao sistema elétrico.

A constatação do uso desse dispositivo levou os peritos a aprofundarem as investigações, com a análise detalhada dos equipamentos e das instalações das unidades consumidoras envolvidas.
A prática de furto e fraude de energia elétrica, além de configurar crime, pode provocar sérios danos ao sistema elétrico. Ligações irregulares e dispositivos clandestinos sobrecarregam a rede, podendo causar interrupções no fornecimento, afetando serviços essenciais como hospitais e escolas, além de aumentar o risco de acidentes, incêndios e explosões.
Paraná Pesquisas: Eduardo Braide e Orleans Brandão empatam para o governo do Maranhão
Por: Daniel Matos • 10 de março de 2026 • 0 comentários
Sobrinho do atual governador Carlos Brandão cresceu quase dez pontos percentuais desde o ano passado, segundo levantamento

Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta terça, 10, mostra um empate técnico para o governo do Maranhão. O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), continua na liderança numérica, com 34,6% das intenções de voto. Como a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, há empate técnico com o secretário de Assuntos Municipalistas do governo maranhense, Orleans Brandão (MDB), que tem 30,3%.
Brandão, que é sobrinho do atual governador, Carlos Brandão (sem partido), disparou em relação à última rodada de pesquisa feita pelo instituto, em agosto do ano passado. Naquele mês, Orleans Brandão tinha 20,9%, ante 33,7% de Braide.
Veja o resultado da pesquisa para o governo do Maranhão:
Eduardo Braide (PSD): 34,6%
Orleans Brandão (MDB): 30,3%
Lahesio Bonfim (Novo): 16,1%
Felipe Camarão (PT): 6,9%
Não sabe/não opinou: 5,7%
Nenhum/branco/nulo: 6,4%
Segundo turno
O Paraná Pesquisas também simulou dois cenários de segundo turno. Orleans Brandão perderia de Eduardo Braide, mas venceria Lahesio Bonfim. Veja os resultados:
Orleans Brandão (MDB): 39,1% x 47,3%: Eduardo Braide (PSD)
Orleans Brandão (MDB): 47,1% x 36,8%: Lahesio Bonfim (Novo)
Senado
O instituto sondou dois cenários para o Senado. No primeiro, Carlos Brandão aparece empatado na liderança com o ex-senador Roberto Rocha (Republicanos). No segundo, sem o governador, Rocha empata na frente com Roseana Sarney (MDB). Veja:
Cenário 1
Carlos Brandão (sem partido): 34,6%
Roberto Rocha (Republicanos):
27,8%
Weverton (PDT): 20,5%
André Fufuca (PP): 19,2%
Eliziane Gama (PSD): 16,8%
Pedro Lucas Fernandes (União): 10,1%
Dr. Yglésio (PRTB): 10%
Mical Damasceno (PSD): 5,2%
Hilton Gonçalo (Mobiliza): 4,8%
César Pires (PSD): 4,7%
Nenhum/branco/nulo: 9,5%
Não sabe/não opinou: 6,1%
Cenário 2
Roberto Rocha (Republicanos): 29,2%
Roseana Sarney (MDB): 24,4%
Weverton (PDT): 21,7%
André Fufuca (PP): 20,5%
Eliziane Gama (PSD): 17%
Pedro Lucas Fernandes (União): 10,3%
Dr. Yglésio (PRTB): 9,8%
Mical Damasceno (PSD): 5,5%
César Pires (PSD): 5,3%
Hilton Gonçalo (Mobiliza): 5%
Nenhum/branco/nulo: 10,2%
Não sabe/não opinou: 5,8%
Sobre a pesquisa
O Paraná Pesquisas entrevistou 1.300 eleitores maranhenses entre os dias 5 e 8 de março. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos; o nível de confiança, de 95%, e o protocolo de registro na Justiça Eleitoral, ΜΑ-00634/2026.
Fonte: Veja
SET anuncia readequação temporária da frota de ônibus de São Luís
Por: Daniel Matos • 10 de março de 2026 • 0 comentários
Medida é motivada pela alta dos combustíveis causada pela instabilidade geopolítica global

O SET São Luís comunica a necessidade de uma readequação temporária na frota de ônibus da capital. A medida é motivada por fatores econômicos externos e de força maior que impactam o setor.
A instabilidade geopolítica global causou uma alta histórica no preço dos combustíveis. No mercado nacional, o valor do óleo Diesel sofreu um reajuste de 25% apenas na última semana.
Devido a esse aumento, as empresas enfrentam inviabilidade financeira para manter 100% da operação. O ajuste é necessário para garantir a sustentabilidade básica do serviço de transporte.
O sindicato mantém diálogo direto com a Prefeitura para buscar soluções emergenciais ao sistema. O objetivo é viabilizar o equilíbrio econômico e minimizar os impactos aos usuários.
Em julgamento no STF, PGR pede condenação de Josimar de Maranhãozinho, Pastor Gil e outros 6 acusados de desvio de emendas parlamentares
Por: Daniel Matos • 10 de março de 2026 • 0 comentários
Entre os réus estão três deputados federais denunciados por suposta cobrança de propina sobre verbas destinadas a municípios

O subprocurador-geral da República Paulo Vasconcelos Jacobina defendeu, nesta terça-feira (10), a condenação dos oito réus da Ação Penal (AP) 2670, que envolve deputados federais do Partido Liberal (PL) denunciados por suposto desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares. O julgamento ocorre na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação foi apresentada após a leitura do relatório (resumo do caso) pelo ministro Cristiano Zanin, relator da ação penal. Na ocasião, Jacobina reiterou integralmente as alegações finais da Procuradoria-Geral da República (PGR) e se manifestou pela procedência total da denúncia.
O subprocurador pediu a condenação dos deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho; Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil; do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), conhecido como Bosco Costa; e do assessor parlamentar João Batista Magalhães pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Também requereu a condenação de Thalles Andrade Costa por organização criminosa e de Antônio José Silva Rocha, Abraão Nunes Martins Neto e Adones Gomes Martins por corrupção passiva.
Segundo a denúncia, para destinarem R$ 6,67 milhões em recursos públicos por meio de emendas parlamentares, em 2020, os deputados teriam solicitado ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), José Eudes, o pagamento de R$ 1,6 milhão, equivalente a 25% do valor das emendas, como contrapartida.
Para a PGR, as provas indicam que os réus, sob a liderança do deputado Josimar Cunha Rodrigues, integravam uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas, voltada à obtenção de vantagens indevidas por meio da destinação de emendas parlamentares a municípios. Segundo a acusação, além da cobrança de propina, o grupo teria adotado o percentual de 25% como referência para o pagamento das vantagens ilícitas.
A Procuradoria também contestou argumentos das defesas, segundo os quais os valores identificados corresponderiam a acertos de despesas pessoais ou a empréstimos. De acordo com Jacobina, depósitos, transferências bancárias e outras movimentações financeiras indicam a origem ilícita dos recursos e apontam para tentativa de dificultar o rastreamento das operações.
Gravidade dos fatos
Na avaliação da PGR, os fatos são ainda mais graves diante do contexto socioeconômico do Maranhão, estado com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A acusação sustenta que o esquema envolveu recursos destinados à saúde pública, o que teria causado prejuízos ao Sistema Único de Saúde (SUS) em uma região que já enfrenta forte carência de recursos.
Em sua manifestação, o subprocurador-geral detalhou a atuação dos investigados, organizados em dois grupos: núcleo central e grupo de execução.
Núcleo central
Josimar Cunha Rodrigues – apontado como líder da organização, coordenava a destinação das emendas, monitorava a liberação dos recursos e controlava planilhas de pagamento, além de realizar cobranças de propina quando necessário.
Gildenemir de Lima Sousa – destinaria emendas conforme as orientações do líder do grupo e teria atuado diretamente na solicitação de propina, inclusive ao tentar agendar reuniões com o prefeito de São José de Ribamar em locais neutros.
João Bosco da Costa – seria responsável pelo patrocínio de emendas de maior valor e, segundo a acusação, recebia vantagens indevidas por meio de transferências bancárias, inclusive para contas de familiares.
Grupo de execução
João Batista Magalhães – assessor parlamentar que atuaria como intermediário, monitorando a liberação das emendas, recrutando prefeitos e tratando pendências de pagamento em secretarias municipais de saúde.
Thalles Andrade Costa – filho do então deputado João Bosco da Costa, teria atuado como intermediário nas negociações das emendas de seu pai e recebido repasses financeiros do líder da organização.
Antônio José Silva Rocha – ex-prefeito que, segundo a acusação, abordava gestores municipais para exigir o pagamento de 25% do valor das emendas como propina.
Abraão Nunes Martins Neto e Adones Gomes Martins – apontados como prepostos e cobradores subordinados a Pocovan, teriam participado de abordagens ao então prefeito de São José de Ribamar e a integrantes da administração municipal para pressionar pelo pagamento da vantagem indevida.
O subprocurador ressaltou que Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pocovan, foi excluído da denúncia após a extinção de sua punibilidade em razão de sua morte violenta, ocorrida em 14 de junho de 2024, no Maranhão. Segundo a acusação, ele atuava como principal responsável pela cobrança de propina junto a gestores públicos.
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