Pedra fundamental do Cefet de Araioses será lançada amanhã

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Amanhã terá início a primeira edição do Festival Gastronômico do Caranguejo, em Araioses-MA, a 462 km de São Luís. O objetivo do evento é promover o caranguejo-uçá e seu habitat como um atrativo turístico.

O deputado federal Gastão Vieira (PMDB-MA) participará da abertura do festival amanhã (9), quando será lançada a pedra fundamental do Cefet da cidade. “Além de conseguir o apoio, via Ministério do Turismo para o festival, estou muito otimista de que logo poderemos ver o Cefet de Araioses pronto. A prefeita Luciana também está animada”, disse o deputado.

Catadores

No último mês, Vieira e a prefeita da cidade, Luciana Trinta, estiveram com o ministro da Aqüicultura e Pesca, Luiz Sérgio, para pedir o reconhecimento dos catadores de caranguejo dentre a categoria de trabalhadores que recebem o Seguro Defeso, ou seja, uma remuneração quando ocorre a entre safra do caranguejo. O ministro mostrou-se sensibilizado e prometeu tomar providências para atender à demanda.

O município de Araioses é o maior produtor de caranguejo-uçá do País e com uma população de aproximadamente 42 mil habitantes (Censo-2010). Destes, acredita-se que 5 mil pessoas sobrevivam da cata desse crustáceo. “Estou acompanhando a solicitação junto ao ministro Rossi para que os catadores tenham seu direito garantido”, disse o deputado.

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Feliz Aniversário São Luís!!!

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Hoje estamos comemorando os 399 anos da nossa querida São Luís. Neste dia, só posso deseja que a nossa cidade seja respeitada, bem tratada, que tenha saúde para oferecer à população, felicidade para contagiar nossas crianças, muito e muitos anos de vida para termos a certeza de que a nossa esperança em ver São Luís melhor não é inútil!

Que possamos comemorar nossos 400 anos de história com mais alegria e orgulho que hoje! São Luís merece mais!

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Gastão comemora entrega de obras para Guimarães

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Guimarães (MA) – No último sábado (27/08), o deputado federal Gastão Vieira (PMDB-MA) esteve em sua cidade natal, Guimarães, ao lado do prefeito William Guimarães, para a entrega de obras viabilizadas durante sua gestão, em 2009, na secretaria de Planejamento do Governo do Estado do Maranhão.

O portal de entrada da cidade é fruto de recurso extra-orçamentário viabilizado por Vieira em 2007, como deputado federal. A população também recebeu o Matadouro Municipal, o Aterro do Cumã, o Trapiche de Genipaúba – uma ponte de 360 metros que dá acesso à Praia do Recreio, e pavimentação das ruas Senador Patrício, Travessa da Paz, Emílio Habib e Dias Vieira. “O deputado Gastão sempre colaborou com Guimarães, é filho da terra e tenho certeza que poderemos contar com ele sempre”, disse o prefeito William.

Obras – Segundo o prefeito, uma das obras mais importantes para a população do município e que era esperada com ansiedade é o Matadouro Municipal, que tem capacidade para o abate de até 20 animais por dia e que custou no total R$ 466 mil, sendo 419.406,49 provenientes do Governo do Estado. “A governadora Roseana Sarney, atendendo ao meu pedido, nos ajudou a trazer tantas benfeitorias para Guimarães. Ao longo de muito tempo expresso meu carinho político por Guimarães sempre colocando emendas para obras que melhore a vida da população”, disse Gastão Vieira.

Retrospectiva – Ao todo, Vieira já disponibilizou quase R$2 milhões desde 2001 para a cidade de Guimarães. Dentre as principais obras estão a construção de terminal rodoviário, campo de futebol, creche Pro-infância e transporte escolar. Para este ano, estão previstos ainda recursos para fardamento e mobiliário escolar, por meio de emenda parlamentar individual, que aguarda liberação do Ministério da Educação.

Gastão Vieira anunciou ainda que pretende levar para Guimarães um campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). “A ideia é aproveitar o ótimo espaço da Vila Gen, antigo projeto dos padres italianos, que dispõe de estrutura física, já usada parcialmente pela UFMA, aos fins de semana, em cursos de licenciatura. Tentarei, inicialmente, uma unidade das UFMA, ou um Centro de Vocação Tecnológica ou um Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifet)”, discursou o parlamentar durante o evento.

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Gastão Vieira pede ajuda para formação de professores alfabetizadores

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Brasília – O Ministério da Educação realizou seminário na última quarta-feira (31) sobre “Educação Superior no contexto do Plano Nacional de Educação 2011/2010” com o objetivo de debater com os representantes de ensino superior público e privado as estratégias a serem adotadas para o alcance das metas definidas pelo PNE, que define as políticas educacionais para os próximos dez anos.

Em dois dias de evento, reitores, mantenedores particulares e autoridades de todo o Brasil debateram as estratégias que serão adotadas no Ensino Superior. O presidente da Comissão Especial do PNE, deputado federal Gastão Vieira (PMDB-MA), concentrou sua apresentação na Meta 12 da proposta que tramita na Câmara dos Deputados. Para ele, existe um problema de demanda a ser resolvido. “A oferta parece ser maior que a procura embora certamente a distribuição de quantidade de vagas nas diferentes regiões do país não seja homogênea”, disse o parlamentar.

Vieira revelou dados de 2009 das vagas oferecidas em cursos de graduação em que das mais de 3,16 milhões de vagas, apenas 1,5 milhões foram efetivamente preenchidas. Na hipótese de todos os concluintes do Ensino Médio em 2008, ou seja, 1,7 milhões, tivessem ingressado na educação superior, teriam preenchido apenas 38% do total de vagas. “A ineficiência da educação básica em promover a conclusão dos jovens da faixa de 17 a 19 anos deve ser corrigida para evitar distorções”, defendeu.

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MEC não aceita mais gastos de Estados e municípios em cheque

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O Ministério da Educação modificou as regras de comprovação de uso de verba federal em convênio com Estados e municípios. Desde o último sábado, 26, ficou proibido fazer pagamentos por meio de cheques. A movimentação dos recursos deve ocorrer exclusivamente por meio eletrônico, mediante crédito em conta-corrente de fornecedores e prestadores de serviços, para que sejam identificados os favorecidos com os pagamentos efetuados.
 
Estabelecidas pelo Decreto nº 7.507/2011 e detalhadas pela Resolução nº 44/2011 as novas regras valem para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), os programas nacionais de alimentação (Pnae), de transporte escolar (Pnate), de dinheiro direto na escola (PDDE), de inclusão de jovens (Projovem) e Brasil Alfabetizado, além do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância).

“Essa medida vai permitir melhor controle e mais transparência sobre os gastos dos recursos repassados pelo FNDE, além de facilitar a análise das prestações de contas”, disse a coordenadora-geral de execução e operação financeira do FNDE, Gina Loubach.
 
No caso de cheques emitidos e não compensados até esta sexta-feira, 26, estados, municípios e DF devem resgatá-los com os fornecedores para fazer o pagamento por meio eletrônico. Caso não seja possível, os débitos lançados devem ser justificados nas correspondentes prestações de contas.
 
Independentemente de autorização do titular da conta, o FNDE divulgará mensalmente, pela internet, os extratos das contas-correntes movimentadas por estados, DF e municípios, com a identificação dos beneficiários dos pagamentos realizados.

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Gastão garante direito dos alunos bolsitas integrais de escolas particulares ao Pronatec

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Brasília- O Plenário da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (31), a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O objetivo da proposta é aumentar a oferta de cursos profissionalizantes e de qualificação. O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Educação e Cultura ao Projeto de Lei 1209/11, do Executivo. 

O público-alvo do Pronatec são os estudantes de ensino médio da rede pública, os trabalhadores e os beneficiários de programas federais de transferência de renda e deverá atender até oito milhões de pessoas até 2014, segundo o Ministério da Educação. 

Uma das ações previstas é a oferta de bolsas. As ações do programa poderão contemplar também os povos indígenas, as comunidades de quilombolas e jovens infratores. Ele inclui entre os trabalhadores que poderão pleitear bolsas os pescadores, agricultores familiares, aquicultores, extrativistas e silvicultores.

Emendas

Alunos que cursaram o Ensino Médio em instituições particulares com bolsa integral poderão ter acesso ao programa. “Na proposta original, todos os alunos egressos de instituições particulares não poderiam participar do Pronatec, no entanto, consegui incluir os bolsistas que, naturalmente, precisam de incentivo para seguir na vida profissional”, afirma o autor da proposta, o deputado federal Gastão Vieira (PMDB-MA). 

O parlamentar, que é o presidente da Comissão Especial que analisa o Plano Nacional de Educação, aprovou outras duas emendas. O Governo Federal ficou obrigado a produzir material pedagógico exclusivo para o Ensino Técnico. Segundo ele, apenas o Sistema S produz material específico até hoje, o que penaliza mais da metade dos alunos. 

O deputado do Maranhão sugeriu mudança que obriga o Ministério da Educação a conceder bolsas de intercâmbio a profissionais vinculados a empresas de setores considerados estratégicos pelo governo brasileiro para colaborar com pesquisas junto às universidades públicas e institutos federais de educação, ciência e tecnologia. A proposta segue para votação no Senado.

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Prova ABC vai criar índice para ciclo de alfabetização

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Do Portal do MEC

Desde 28 de março deste ano, o programa Todos Pela Educação aplica a Prova Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização (Prova ABC). O processo de aplicação, em parceria da organização não governamental Todos pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), deve ocorrer em até 45 dias. A divulgação dos resultados, nacionais e por região, está prevista para a segunda quinzena de junho.

Diferente da Provinha Brasil, aplicada a alunos no segundo ano de escolarização para diagnosticar a aprendizagem e intervir durante o ano letivo, a Prova ABC pretende criar um indicador para identificar o nível de alfabetização dessas mesmas crianças ao fim do ciclo. Seis mil alunos de 262 turmas de escolas municipais, estaduais e particulares das 27 unidades da federação farão a prova, que será aplicada por um examinador designado pelo programa — na Provinha Brasil, os próprios professores aplicam a prova. As escolas foram selecionadas por sorteio, respeitada a distribuição de crianças matriculadas em cada rede de ensino.

Foram preparados 20 cadernos de prova diferentes — dez com 20 questões de matemática e dez com 20 questões de literatura —, compostos a partir de rotação de itens. Todas as provas contam com redação. Cada estudante fará uma das versões da prova, com questões de literatura ou de matemática, e a redação.

A secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, vê com bons olhos o indicador não governamental. “O índice pode servir para sabermos se as políticas públicas para os três primeiros anos do ensino fundamental — Provinha Brasil, literatura infantil, Pró-Letramento, que forma os professores — têm dado resultado”, afirmou.

Dentro das políticas para educação infantil, Maria do Pilar ressalta que toda criança deve saber ler, escrever e interpretar texto ao fim do terceiro ano da educação básica.

10 respostas sobre a Prova ABC

A intenção é avaliar o nível de alfabetização dos alunos com referência nos conteúdos aprendidos no 3º ano do Ensino Fundamental

O que é a Prova ABC? É uma nova avaliação que será aplicada a alunos recém-ingressados no 4º ano do Ensino Fundamental para identificar o nível de alfabetização e de compreensão da matemática, ao final do primeiro ciclo. A Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização acontecerá nos meses de abril e maio de 2011. Ela foi desenvolvida em uma parceria do movimento Todos Pela Educação, o Instituto Paulo Montenegro, a Fundação Cesgranrio e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, ligado ao Ministério da Educação).

A prova tem caráter experimental, por isso será aplicada apenas uma vez. Segundo Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos, essa avaliação servirá de base para futuras avaliações nacionais realizadas pelo Inep. Ela conta que a prova exemplo responde a medidas previstas no novo PNE (Plano Nacional de Educação) <http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/12514/mec-divulga-plano-nacional-de-educacao-2011-2020>, como a criação de um exame nacional de avaliação para crianças de oito anos. “Estamos fazendo um piloto desse tipo de avaliação. A função de analisar o desempenho [educacional brasileiro] é do Inep”, diz Priscila.

Ao todo, 262 escolas públicas e particulares foram sorteadas para aplicação da prova, que será feita por seis mil estudantes de todo país. Se o seu filho não é um deles, vale ficar preparado para – quem sabe – ajudá-lo nas avaliações do Inep nos próximos anos. Se ele for um dos alunos das instituições sorteadas, fique atento a mais detalhes da prova experimental.

Por que a Prova ABC foi criada?

A Prova ABC foi criada para identificar o nível de alfabetização dos estudantes ainda no início do Ensino Fundamental. Assim, políticas públicas para melhorar deficiências na alfabetização de algumas crianças poderão ajudar os alunos desde cedo. “Se você não tem uma criança alfabetizada plenamente até os oito anos de idade, o aprendizado a que ela tem direito no futuro não ocorrerá. O instrumento inicial de compreensão do mundo é a alfabetização”, diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos pela Educação.

Quando a prova será aplicada?

A prova ABC será aplicada durante os meses de abril e maio. A previsão é de que a avaliação se torne anual. O Instituto Paulo Montenegro será responsável pela aplicação. Já a elaboração da avaliação ficou por conta da Fundação Cesgranrio.

Quem deverá fazer a Prova ABC?

Apenas os alunos das 262 escolas sorteadas pelos idealizadores deverão fazer a avaliação. Ao todo, serão 6 mil estudantes. “Amostra não é muito grande, mais isso vai dar para nós termos um parâmetro sobre a alfabetização”, diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação. Nas escolas sorteadas, só uma sala entre todas as do 4º ano terá seus alunos avaliados. Mais do que testar as crianças individualmente, a prova pretende ter uma amostragem de como caminha a alfabetização no Brasil com um todo.

O que a Prova ABC avalia?

A prova avalia os conteúdos de Português, Matemática e Leitura. Os alunos deverão responder a 20 questões de Matemática ou de Português (cada estudante será avaliado em uma ou outra disciplina). Todos farão uma prova de redação, com um tema fixo. A aplicação será feita por profissionais externos, e não pelos professores.

Quais os materiais para a realização da prova?

Além do caderno de prova, os alunos terão à disposição lápis de cor para fazer a avaliação. A intenção é tornar o ambiente menos assustador para as crianças de 8 anos. O discurso dos aplicadores também será mais fácil para a compreensão dos pequenos durante a prova.

Como será feita a correção das provas?

A correção será feita pelos organizadores da Prova ABC (Todos Pela Educação, Instituto Paulo Montenegro, Fundação Cesgranrio e Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Os dados estatísticos serão apresentados por região.

Os resultados serão divulgados com qual finalidade?

Os resultados da prova serão divulgados para todos os brasileiros. A intenção é ter uma amostragem do nível de alfabetização no país, ainda no início do Ensino Fundamental. A partir disso, a elaboração de políticas públicas para mudar um possível quadro negativo poderá ajudar os alunos com dificuldades desde cedo. O nível de alfabetização no Brasil será divulgado por região. Já a divulgação da colocação de cada escola ou de cada rede de ensino com relação à avaliação não será feita. Os resultados estarão disponíveis no mês de junho no portal do movimento Todos pela Educação <http://www.todospelaeducacao.org.br/>.

Como os resultados poderão ajudar os educadores?

As instituições responsáveis pela organização da Prova ABC ainda não discutiram a respeito. “Precisamos conversar sobre como dar um retorno para as escolas que participaram [da prova]”, fala a diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz. Ela conta que para elaboração da Prova ABC foi criada uma Matriz de Agilidade do Aluno, mostrando qual é o nível ideal de aprendizagem em que um aluno de oito anos deve estar. Segundo a diretora, esse material deverá ser disponibilizado para as escolas que participaram da avaliação.

Os alunos devem ser preparados para a Prova?

As escolas devem evitar “treinar” os alunos para a prova. Afinal, a intenção é saber justamente o nível de conhecimento dos alunos brasileiros no início do Ensino Fundamental.

Quais as diferenças entre a Prova ABC e a Provinha Brasil?

As principais diferenças são o caráter, o formato e a divulgação dos resultados das provas. A Prova ABC tem caráter experimental e a intenção de avaliar o nível de alfabetização das crianças brasileiras até o 3º ano do Ensino Fundamental. Ela servirá como modelo para futuras provas a serem realizadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, ligado ao Ministério da Educação). A escola que faz a prova é sorteada. E os alunos respondem a 20 questões relacionadas à Matemática ou ao Português. A redação é obrigatória para todos os estudantes. Além disso, os resultados dessa avaliação serão divulgados para todo país. A intenção é fazer um panorama da alfabetização brasileira no início do Ensino Fundamental.

Já a Provinha Brasil <http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/provinha-brasil-515189.shtml>, criada em 2008, é uma avaliação aplicada a alunos do 2º ano do Ensino Fundamental, desenvolvida pelo MEC. A prova é recomendada para todas as escolas de Ensino Fundamental no Brasil passarem por um diagnóstico do aprendizado de seus estudantes – escolas públicas e particulares podem optar por aplicar ou não a avaliação aos alunos. A Provinha é dividida em duas avaliações com 20 questões cada: uma prova de leitura e outra de matemática. Além disso, ela é aplicada em duas etapas: no início e no fim do ano letivo. Os professores são os responsáveis pela aplicação. Os resultados da Provinha Brasil não são divulgados para todo país. Apenas os professores e gestores de cada escola têm acesso a eles.

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A avaliação deve fechar todo um ciclo, diz Gastão em discurso na Câmara

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Brasília – O deputado federal Gastão Vieira (PMDB-MA), presidente da Comissão Especial que analisa o Plano Nacional de Educação, voltou a comentar, nesta segunda-feira (29) o resultado da avaliação educacional das séries iniciais, 1ª, 2ª e 3ª séries, executada pelo movimento Todos pela Educação, em parceria com o IBOPE e com o Ministério da Educação.

Vieira chamou atenção para o que chamou de “tímida” repercussão na mídia em detrimento da relevância do tema. Segundo ele, a educação brasileira melhora de forma muito lenta. “Temos visto sindicatos, sociedade civil, as organizações sociais repetirem algo que é indispensável na melhoria da educação brasileira: a valorização do professor. Mas há um ator que não está presente, há um ator que não pode falar porque a educação que recebe não lhe permite formular de forma clara os seus direitos: refiro-me aos alunos, refiro-me às crianças”, disse.

Segundo o parlamentar, as crianças chegam à escola na idade correta, cheias de esperança e não estão aprendendo. “Não conseguem distinguir na área de matemática, onde a situação é até mais dramática do que em português, uma fração de outro tipo de operação matemática”, ressalta e acrescenta que “ao olharmos para a escola, é necessário olhar o professor e o aluno”.

A tese do deputado passa pela necessidade da valorização do professor, que deve ter remuneração compatível e ser preparado para desempenhar a sua função. No entanto, é indispensável que seja preservado o direito do aluno de aprender. Caso contrário, se estudante não obtiver êxito nas séries iniciais, vai tropeçar no Ensino Fundamental e chegar ao Ensino Médio com uma idade avançada, trabalhando de dia, estudando de noite. Nesta fase, segundo ele, a alternativa é entrar no caminho do Ensino Profissionalizante para, consequentemente, buscar emprego no mercado de trabalho que lhe ajude a sobreviver e ajudar sua família.

“É na porta de entrada que se decide o futuro do aluno. É por isso que sempre falo em primeira infância, em educação infantil nesta Casa. Precisamos agora dar as crianças brasileiras, que não aprendem, o direito de ter uma alfabetização que lhes permita vislumbrar um futuro melhor. Essas crianças têm de ser parte do problema”, defende Vieira.

O ciclo sugerido pelo deputado é: o professor ensina, o aluno aprende, a família acompanha. Para ele, é desta forma que será possível fazer uma avaliação de quem cumpriu bem o seu papel na equação.

“O professor não tem uma orientação clara do que deve ensinar. O professor se vira como pode, ensina o que sabe, da forma que sabe. E o aluno aprende ou não aprende”, afirma o presidente da Comissão Especial do PNE, que questiona ainda o porquê da diferença regional, se o exercício e a prática dentro da sala de aula são os mesmos. Ele acredita que os movimentos sociais e a sociedade civil devem incorporar ao coro de reivindicações o direito do aluno em aprender para que os índices educacionais possam, verdadeiramente, melhorar.

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A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

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Por Eliane Brum*

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falha não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

*Eliane Brum é jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br  Twitter: @brumelianebrum

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Lição de matemática tem de incluir pai e filho

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Publicado em O Globo, 29/08/2011
 
Medo da disciplina transmitido por adultos e falta de interesse da família agravam péssimas taxas de aprendizagem na área

“Você sabe muito mais matemática do que pensa que sabe.” A frase de incentivo não é para nenhum aluno de colégio, mas para o pai e a mãe do estudante. Parte da introdução de “Matemática para pais e professores das séries iniciais”, de Osmar Nina Garcia Neto e João Batista Araujo e Oliveira, a frase também deu o tom de um seminário ocorrido este mês no Rio, para discutir justamente o ensino de matemática pelos estudantes do nível fundamental.

Muito do problema com a matemática, disciplina que tem alguns dos piores índices de aprendizagem – não alcança 20% o percentual de alunos no país que chegam ao fim do fundamental sabendo o adequado para a sua série em matemática, segundo dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) -, vem não só de um ensino escolar deficiente ou pouco estimulante, mas também do medo que os próprios pais têm do assunto e o transmitem aos filhos.

Outra pesquisa recente também confirmou a dificuldade de aprendizado. Na quinta-feira passada, o movimento Todos pela Educação divulgou o resultado de um teste aplicado em seis mil alunos de todas as capitais do país: 57,2% dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental não sabem resolver operações matemáticas básicas.

É justamente para tirar o temor dos pais que o livro de Garcia Neto e Oliveira quer deixar clara a presença da matemática no cotidiano. Por exemplo: “Quando foi a última vez que você usou a regra de três? E quando calculou uma porcentagem? Quando estimou o tempo que falta para suas férias, ou para sua aposentadoria?”

Dever de casa de pelo menos uma hora por dia

Um dos autores, Osmar Garcia Neto chama a atenção para a importância de o aluno ver o interesse do pai ou da mãe na matéria que ele leva para casa:

– O dever de casa precisa ser de pelo menos uma hora ao dia. É o momento em que faz diferença se o pai só olha se o filho fez o dever, sem querer saber se a criança entendeu ou não.

Mãe de João Victor Borges, de 8 anos, do 3º ano do fundamental, a psicóloga Denise Borges, moradora de Niterói, no Grande Rio, diz que a facilidade que o filho tem com matemática foi estimulada por ela, com brinquedos, desde que ele tinha 4.

Mais tarde, outra solução encontrada pela mãe do menino foi trazer a matemática para o cotidiano – incentivando, por exemplo, contas com dinheiro:

– Sempre gostamos de dar quebra-cabeças para ele, que já ia se acostumando com as formas geométricas. Com 4 anos, demos um jogo que era como se fosse um baralho, mas com números, para ele descobrir o resultado das contas. Também nessa época, começamos a mostrar para ele jogos como o Banco Imobiliário; então ele já passou a fazer contas brincando com notinhas de dinheiro de mentira.

João Batista Oliveira, que também é presidente do Instituto Alfa e Beto, organizador do seminário no Rio, destaca a relação do aprendizado com o currículo nos colégios: programas mais enxutos – mas menos superficiais em cada ponto ensinado – aumentam o desempenho dos alunos, sublinha.

– Os países com melhor desempenho em matemática nos anos iniciais ensinam pouco, mas com profundidade. Com um currículo gordo, como o nosso, você ensina muitos pontos mas de forma superficial, e sem terminá-los. Como o aprendizado da matemática é cumulativo, se isso ocorre nos anos iniciais, o problema vai piorando; por isso os resultados no ensino médio são piores. Lá na frente, a base faz falta – diz Oliveira. – Para o professor das séries iniciais, é mais importante conhecer a matéria que ele ensina em sala do que ter pós-graduação em matemática, por exemplo.

No Colégio Municipal Professor Paris, em Belford Roxo, Baixada Fluminense, as aulas de matemática do ensino fundamental são complementadas por oficinas no contraturno das aulas, para marcar justamente conteúdos básicos como as quatro operações e fração.

– O dominó é o que eu mais gosto, dá para a gente jogar – diz Ana Beatriz dos Santos, de 10 anos, sobre um dominó de fração que é usado nas oficinas, com o qual os alunos aprendem a reconhecer as frações para poder juntar as peças do jogo.

Sentada à sua frente, Juliana Ferreira Barcelos Pereira, também de 10 anos e colega de turma de Ana Beatriz no 5º ano do fundamental na Professor Paris, conta por que gosta do ábaco, outra ferramenta utilizada nas oficinas.

– Gosto mais do que quando o exercício é no quadro, porque aí (com o ábaco) eu entendo a conta. Fazendo a conta assim a gente mesmo se explica – diz.

– Para os alunos saberem calcular área e volume, por exemplo, pedimos para medirem suas casas e fazerem a planta. Aí eles vão ver quanto precisariam de telha, tijolo… – diz a professora de matemática Joselina Soares Bastos, que na Professor Paris coordena o “Mais educação”. – A matemática tem de estar na vida deles.

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