“O esporte e as Forças Armadas na Primeira República: das atividades gymnasticas às participações em eventos esportivos internacionais (1890-1922)”

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Estou escrevendo pois a Karina Cancella e eu gostaríamos de te convidar para o evento de lançamento do livro de autoria dela intitulado “O esporte e as Forças Armadas na Primeira República: das atividades gymnasticas às participações em eventos esportivos internacionais (1890-1922)” publicado pela Editora Biblioteca do Exército.

 


A obra versa sobre o processo de introdução das práticas de atividades físicas de forma sistematizada nas Forças Armadas brasileiras desde o século XIX, analisando os principais argumentos e usos adotados pela Marinha do Brasil e pelo Exército Brasileiro para a introdução das ginásticas e dos esportes no processo de treinamento de seus militares. Aborda também o movimento de transição das práticas corporais somente com objetivos de preparação militar para o esporte competitivo, a partir da fundação das Ligas Esportivas Militares em 1915, culminando com análises sobre a participação das Forças Armadas na organização e preparação de esportistas para eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos de 1920 e os Jogos Esportivos do Centenário de 1922. Essa é a primeira obra publicada no Brasil na área de “História do Esporte Militar” e contém informações historiográficas inéditas e relevantes. 

O evento será no dia 15 de agosto às 10h no Palacete Laguna (São Cristóvão – RJ). Seria uma grande alegria poder contar com vossa presença e de demais interessados na temática.  

Em anexo, segue o convite com todas as informações detalhadas.

Um forte abraço,
Leonardo Mataruna  e  Karina Cancella.

Prof. Dr. Leonardo Mataruna
Research Fellow – CTPRS
Coventry University – UK
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CEV Novidades – •O Estado e a Formulação de Uma Política Nacional de Esporte no Brasil

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CEV Novidades – Lei Nº 13.017, de 21 Julho de 2014. –

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Educação Física em Pernambuco: Extinguir o Ministério do Esporte?

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CEV Novidades – Recorde: Revista de História do Esporte – Revista Licere

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O BRASIL É TETRA!!!! Seleção Universitária de Futsal Feminino: isso, ninguém divulga!!!

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Fotos de Eder ·

Eder Popiolski  -  Trabalho realizado!

A Seleção Brasileira Universitária de Futsal Feminino conquistou o tetracampeonato Mundial no último domingo (20), em Antequera-Málaga (ESPANHA) ao vencer a anfitriã por 3 a 1 e isso, de minha parte, merece uma contextualização.

Já havia atuado anteriormente nos Mundiais de 2010 em Novi Sad (SÉRVIA) e de 2012 em Braga (PORTUGAL), conquistando os títulos de ambas. Desde dezembro de 2012 não exercia o papel de treinador em clube, todavia, me mantive acompanhando treinamentos e competições.

Em janeiro deste ano a CBDU fez o convite para seguir no comando do selecionado. Confesso que fiquei um tanto em dúvida, mas decidi pelo desafio, afinal sempre fui encantado pela quadra de futsal e acredito ter, mesmo com o recesso, competências para exercer a função.

Pensamos, eu e meus colegas de CT que seria necessário um período de preparação de 10 dias antes da competição, contudo o calendário coincidiu eventos e os clubes não puderam liberar as atletas pelos compromissos assumidos. Resultado, viajamos sem treinar. O desafio aumentava.

Chegando na Espanha três dias antes. Ok, vamos treinar? mas o cenário era de fadiga pela viagem e pelo fuso horário. Quem viaja assim sabe o quanto é desconfortável adaptar 5 horas de diferença. O desafio estava cada vez maior.

A organização disponibilizou apenas uma hora diária de treino para cada seleção. Tentamos dar um jeitinho brasileiro, mas sem sucesso. O desafio continuava crescendo.

Reclamar? Não. O negócio foi aproveitar ao máximo cada sessão e estabelecer uma estratégia diante das circunstâncias. Nossas atletas são bem treinadas em seus clubes e optamos por conduzir o processo a partir de conteúdos comuns, acrescentando conceitos de entendimento sobre o jogo.

Acredito ter dado certo e a equipe foi se apresentando melhor a cada rodada, resolvendo problemas na medida que se apresentavam. Na primeira fase passamos por Taipei (16-1), Russia (4-1) e Costa Rica (5-0).

A partir daí é que as coisas exigiriam mais. A semifinal diante de Portugal mostrou a capacidade de lidar com placar adverso. Saímos perdendo e fomos para o intervalo na desvantagem (1-2). Retornamos fazendo um jogo perto daquilo que projetávamos como máximo (como se isso fosse possível trabalhando com jogadoras talentosas e dedicadíssimas) e viramos o jogo (6-2).

A final foi a que todos que acompanhavam de perto ou longe aguardavam. Brasil e Espanha é sempre emocionante e em alto nível. Ainda mais com ginásio lotado, transmissão por tv… Os espanhóis eram maioria, mais o torcida brasileira presente fazia sua festa. O jogo começou tenso pra nós, alguns erros e a Espanha desperdiçou oportunidades. Tempo pedido, equipe ajeitada, gol, golaço! Vanessa desfere um chute potente, no ângulo, sem chances. Fomos para o intervalo com o placar de 1 a 0.

Retornamos e assumimos o controle da partida. Finalizamos várias vezes e, em uma delas, Nega fez 2 a 0. Em outra Tampa ampliou para 3. Espanha tentou com goleira-linha. Marcamos bem, contudo, no finalzinho, conseguiram descontar.

Fim de jogo, 3 a 1, Brasil campeão, ou melhor, teeetra!!!

Muitos trabalhos, com ou sem conquistas, marcam minha trajetória. Esse, com certeza, foi um deles e merecem agradecimentos, como seguem:

Começo por quem tem o mérito maior: as ATLETAS. Se reuniram no aeroporto e se dedicaram a aproveitar cada segundinho de treino. Nos jogos foram valentes e produziram uma sinergia parecendo crer que treinavam juntas a anos.

Em seguida, agradeço meus colegas de COMISSÃO TÉCNICA (Sabóia, Coelho e Dênis), que aceitaram o desafio e que juntos conseguimos idealizar um jogo competitivo e de boa estética. Receber elogios de Javier Lozano Cid foi uma honra sem descrição. Aqui, também, cabe uma menção aos treinadores dos clubes que pertencem as atletas selecionadas (Chapecó, Brusque, Caçador e Unifor).

Recebi a tarefa pela terceira vez consecutiva e por essa confiança no trabalho agradeço a CBDU (Luciano, Alim, Juca, Marcelo…).Mais uma vez a entidade deu todo o suporte e condições necessárias para extrairmos o melhor do grupo e maximizar o resultado.

Por fim, muito obrigado para todos que torceram e vibraram pelo conquista. O futsal feminino brasileiro continua sendo referência mundial na modalidade e um dos orgulhos do esporte do país. Ver mais

— com Marcelo Falcão, Joao Coelho, Diana Santos, Alim Maluf Neto, Caroline da Silva, Tatiane Debiasi Croceta, Amanda Lyssa, Giga Patrícia Moraes, Valéria Schmidt, Poliana Irleu, Vanessa Pereira, Lediane Marcolan, Renata Adamatti e Missi Papst.

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Curso de Nivelamento Para Mestrado

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Clioterapia: Efeitos na Homeostasia Muscular Após o Exercício

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Educação Física no Ceará: Curso de Nivelamento Para Mestrado na Uece

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Fitness e Qualidade de Vida: Fabricante de Cigarros é Condenada a Pagar R$ 53 Bilhões à Viúva de Fumante

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A Influência da Aprendizagem Baseada em Problemas no Processo de Ensino-aprendizagem …

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CEV Novidades – Publicações Periódicas de Ead do Evento Edulearn em Barcelona 2014

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EAD – Educação a Distância: Compartilho Publicações Periódicas de Ead do Evento Edulearn em Barcelona 2014

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Efeito da Alteração Ambiental em Componentes Psicológicos e Parâmetros Fisiológicos Durante a Corrida em Atletas

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Efeitos do Treinamento Concomitante e Suplementação de Glutamina Sobre a Hipertrofia do Músculo Esquelético em Ratos

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Relação Entre as Distâncias Parciais no Salto Triplo e o Desempenho em Competição

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Manifestações Emocionais em Atividades Motoras de Crianças de 5 a 6 Anos de Idade da Educação Infantil

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CEV Novidades – •Idolatria e Malandragem: a Cultura Brasileira na Biografia de Romário

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Educação Física e Esporte: 7×1 Foi Pouco, no Nobel Está 103 a Zero.

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Marketing Esportivo: Uma Nova Opção de Investimento

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Mídia, Lazer e Tédio

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Idolatria e Malandragem: a Cultura Brasileira na Biografia de Romário

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Futebol e Cultura Brasileira

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Atividade Física e Doença de Parkinson: Mudança de Comportamento, Auto-eficácia e Barreiras Percebidas

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FIEP – Federação Internacional de Educação Física: Primeiro Congresso da Fiep na Asia

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Handebol: Ciência. Documento do Congresso da Federação Européia de Handebol no Ar.

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Panathlon: Panathlon Club São Paulo – 40 Anos

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Legislação Desportiva – CEVLeis: Coordenador-geral Seleções Cbf

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O legado não pode ser o choro – by futebolderua

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Por Fábio Cabral *

A cena que mais me marcou na copa do mundo não foi o incrível gol de cabeça do holandês Van Persie, a goleada alemã por sete a um no Brasil, nem a mordida do uruguaio Luis Suárez no adversário italiano (certamente, essa a mais marcante para o zagueiro Chiellini).

A imagem que me chamou atenção nas últimas semanas repetiu-se toda vez que a seleção brasileira esteve em campo na última copa: o choro compulsivo dos jogadores antes, durante e depois dos jogos, seja na vitória ou na derrota.

Não quero aqui atribuir a má atuação brasileira ao choro dos atletas. Também sou defensor da ideia de que a seleção perdeu principalmente porque não tinha tática, organização, padrão de jogo definido, além de hoje ter muito menos jogadores que podem decidir uma partida do que antes. Mas isso é outra conversa.

Voltemos ao choro. Muito se opinou em mesas redondas e de bares, arquibancadas e redes sociais, sobre as lágrimas derramadas em campo. Se cada brasileiro já era um técnico de futebol, também passou a ser um psicólogo por esses dias. A pressão de jogar uma copa em casa, a obrigação de vencer, a pouca experiência de jogadores em copas foram algumas das explicações oferecidas pelos divãs montados, país afora.

Confesso que desde o primeiro jogo quando vi as lágrimas caírem dos olhos da maioria dos jogadores brasileiros na hora do hino, acreditei que a seleção não estava equilibrada para disputar uma copa. Comentei o fato na hora com a minha esposa, com quem assistia ao jogo na ocasião, e nem percebi que ela também chorava ao meu lado vendo a cena daqueles marmanjos aos prantos (ainda bem que pelo menos ela não estava em campo).

Insensível? Nada a ver com a opinião de que homem não deve chorar. Aliás, como um chorão assumido, jamais poderia dizer isso. Apenas não me parecia salutar naquela ocasião em que a partida iria começar, observar tamanho desequilíbrio emocional.

Jogo a jogo a cena se repetiu, e a minha incredulidade com o fato também.

Não tentarei fazer uma abordagem freudiana sobre o tema, uma vez que não tenho esse conhecimento. Prefiro recorrer a observação e a reincidência de alguns fatos pela história do esporte brasileiro.

Encerrada a copa e depois de sete bons motivos para refletir dei-me conta de que a cena assistida repetidas vezes nos jogos, não é exclusividade dos jogadores de futebol do Brasil. Ela também já aconteceu com atletas brasileiros de outras modalidades esportivas.

Buscando na memória, lembrei-me rapidamente do choro de Daiane dos Santos, Diego Hipólito, Fabiana Murer, todos atletas de ponta do país que carregaram o peso do favoritismo para uma Olimpíada e viram o sonho da medalha olímpica terminar em meio as lágrimas. Alguém poderá dizer que esses atletas não choravam antes de suas apresentações, apenas depois. Por outro lado, também é bom lembrar que nessas modalidades não existem rituais de execução de hinos antes das partidas. Parte-se direto para a competição.

Todos eles, no entanto, carregaram em algum momento, o estigma de “amarelar” na hora da decisão. É assim que são vistos no país, os atletas favoritos quando perdem uma medalha.

Do outro lado sempre nos impressionamos com a frieza dos alemães, russos, americanos, japoneses, todos, quando favoritos, centrados nos seus objetivos e, fora algumas exceções, conquistando medalhas para seus países

Nessa hora os “comentaristas de plantão” atribuem o nosso desempenho claudicante ao sangue latino do brasileiro, mais emotivo que os demais. Não devemos esquecer, no entanto, que países como Itália, Espanha, que também carregam o “DNA latino”, possuem desempenho compatível com as suas pretensões e tamanhos.

O cerne da questão deveria ser outro: que diferenças existem na formação dos atletas nesses países e no Brasil? Como eles tratam o esporte como direito e como nós tratamos? Qual a formação cidadã dessas pessoas?

Limitar a discussão do choro dos atletas brasileiros ao puro desequilíbrio emocional por conta de pressão ou obrigação de vencer é fechar os olhos para a ausência de uma política publica de esporte estruturante em nosso país, que possa assegurar a universalização do direito ao esporte a todos e compreender que esse direito, assim como tantos outros ainda negados a maioria da nossa população, é fundamental para a constituição do ser humano enquanto cidadão.

No país ideal, a formação dos atletas de alto rendimento deveria vir como conseqüência desse direito assegurado combinado com o interesse e desempenho de alguns. Entretanto, a realidade ainda é muito desigual. Poucos, entre duzentos milhões de habitantes, têm a possibilidade de alcançar o alto nível de competitividade e desempenho. Conquista essa, fruto na maioria das vezes de ações isoladas, investimento pessoal, dedicação, talento e muita sorte. São protagonistas de uma história ímpar, que não tem continuidade.

Mesmo no futebol, onde nos projetamos mundialmente como um país formador de craques e conquistamos ao longo da história mais copas do mundo do que qualquer outra seleção, não existe uma estrutura de formação adequada, que trabalhe além do jogador a formação do ser humano. Na maioria dos casos, a opção por jogar futebol é uma oportunidade de melhorar de vida, que poucos na prática alcançam.

Por isso, quando chegam a uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada, muitos desses atletas carregam o peso de representarem uma nação, e assumem a condição de redentores de um povo que não teve a mesma sorte que eles, ou simplesmente projetam na vitória a superação de todas as dificuldades e esforços individuais vivenciados ao longo de sua preparação, bem diferente dos oponentes do primeiro mundo.

Voltando ao futebol e ao choro dos nossos jogadores, não podemos deixar que o legado da copa das copas seja resumido ao das lágrimas. Olhando para frente e com uma Olimpíada a realizar no país daqui a dois anos deveríamos nos preocupar com a construção de um real legado para o esporte em nosso país, em que o objetivo principal não seja apenas a vitória da exceção dentro de campo, nos tatames ou na quadra, mas a garantia do direito e políticas estruturantes para o desenvolvimento do esporte em nosso país.

Assim, podemos trocar as lágrimas pelo sorriso.

* Diretor do Instituto Formação e Coordenador da Incubadora de Artes, Mídias e Tecnologias

** Foto AFP retirada site R7

futebolderua | julho 18, 2014 às 6:03 pm | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/pScrW-gk
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