NOVIDADES EM CIÊNCIAS DO ESPORTE – CEV

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O Clubismo na Imprensa Desportiva Portuguesa: os Clássicos das épocas 2008/2009, 2009/2010 e 2010/2011

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Educação Física e Esporte: Academia Online. Aulas Pela Internet com Bons Resultados.

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Gestão do Conhecimento: Uma Abordagem Estratégica dos Processos, da Informação e do Conhecimento nas Organizações Públicas

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Exercício físico deve começar na infância

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Publicação da Unesco traz diretrizes para o ensino de Educação física de qualidade

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Preocupada com os crescentes níveis de inatividade física, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) lançou o estudo Educação física de qualidade: Guia para os legisladores. A publicação é voltada para os gestores governamentais e destaca os benefícios de se investir em Educação Física desde os primeiros anos escolares.


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Preocupada com os crescentes níveis de inatividade física, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) lançou o estudo Educação física de qualidade: Guia para os legisladores (disponível apenas em inglês – clique aqui para acessar). A publicação é voltada para os gestores governamentais e destaca os benefícios de se investir em Educação Física desde os primeiros anos escolares.

A inatividade física é considerada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que contribui para a morte de 3,2 milhões de pessoas todos os anos – mais do dobro das mortes por AIDS. “Nossa visão é clara – esporte e Educação física são essenciais para a nossa juventude, para termos vidas mais saudáveis, sociedades resilientes e combatermos a violência. Mas isso não acontece por conta própria – é preciso ações dos governos e apoio da comunidade internacional”, diz Irina Bokova, diretora-geral da Unesco, na introdução do guia.

“Um ponto relevante, tanto do Guia como da Carta Internacional da UNESCO, é o fato de alertarem subliminarmente que não basta apenas instigar ou mesmo ofertar legalmente a Educação Física e o Esporte, mas que a atividade deve ser ministrada por Professores Qualificados”, escreveu em depoimento Jorge Steinhilber*, presidente do Conselho Federal de Educação Física (Confef) e conselheiro do Educar para Crescer.

A publicação trata de diversas áreas que precisam de atenção na definição de políticas públicas sobre a disciplina, como o currículo, a formação dos professores, a implementação nas escolas e a infraestrutura. A organização chama bastante atenção também para a importância de uma prática inclusiva, que deve capacitar meninas, encorajar o diálogo e compreensão intercultural, apoiar o fortalecimento das pessoas com deficiência, romper barreiras e desafiar estigmas e aumentar as chances de vida.

Veja outros dados sobre a importância de uma política de Educação física de qualidade:

– 97% dos países alegam que a Educação física é uma prática compulsória, mas só 79% deles tem um currículo prescrito;

– Em 54% deles, a Educação física tem uma apreciação de status mais baixa que outras disciplinas;

– Só 53% das escolas primárias têm professores de Educação física que foram adequadamente capacitados e treinados.

Matéria publicada pelo site Educar para Crescer

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Natação para bebês garante melhora do desenvolvimento motor e previne lesões na vida adulta

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OLIMPÍADAS COLEGIAIS DE IMPERATRIZ – OCOI = JOGOS ESCOLARES DE IMPERATRIZ – JEI – 37 ANOS!!!

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Em 1975 o Prof. Alberto Milleo Filho, então diretor do Campus Avançado de Imperatriz, criou a OLIMPIADA COLEGIAL DE IMPERATRIZ – OCOI -; foram realizadas tres edições, nos anos de 1976 – eu já estava na direção da mesma, junto com a Marilene Mazzaro -; e em 1977, a 3a. também dirigida por nós. Em 1977 tivemos a participação do então DEFER-MA, com as participação do Sidney Zimbres, Marcão, Gil Pinheiro e Lino Castellani Filho… em 1978, tendo deixado a coordenação de educação física, e a Mary Di Pinho assumido, foram realizadas o I JEI, esquecendo-se dos tres jogos anteriores, com outro nome… tal o qual aconteceu em São Luis, com os FEJ e os JEMs… esqueceram-se das origens e wse reinventou a roda…   basquete do feminino da EST, campeão de um torneio realizado na quadra da UEMA - Miriam Salomoni, Cássia Silva Miranda Godoy, Fernanda Rocha, Adriana Galletti, Maria Alice, Erlane

Foto de Dy Ed.
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ano era 1976, e a então diretora da escola, irmã Dulcinda recebe das mãos do administrador de Imperatriz, o intervent
FELIS 2013 - ATLAS
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EST - 1976 - NATAÇÃO
MILLEO
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CIÊNCIAS DO ESPORTE NO BRASIL, HOJE… visite o CEV

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9º Congresso Brasileiro de História do Esporte, Lazer e Educação Física: História e Ciências Sociais, Fontes e Métodos

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ISHPES Congress 2014

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Futebol: Intensidade no Jogo de Futebol

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Educação Física no Mato Grosso: Corpo, Gênero e Sexualidade na Educação Física Escolar

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Legislação Desportiva – CEVLeis: Legalidades de Liga Esportiva

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CBCE – Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte: Roda de Conversa com o Valter Bracht na Ufpr!

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A Hora e a Vez dos Esportes: a Criação do Jornal dos Sports e a Consolidação da Imprensa Esportiva no Rio de Janeiro (1931-1950)

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Esportes Náuticos: Lars Grael é Vice Continental na Classe Star

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Jogadas Insólitas: Amadorismo e Processo de Profissionalização no Futebol Carioca (1922-1924)

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Educação Física Escolar: Corpo, Gênero e Sexualidade na Educação Física Escolar

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A Trajetória da Queda. as Narrativas da Derrota e os Principais Vilões da Seleção Brasileira em Copas do Mundo

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Educação Física na Bahia: Corpo, Gênero e Sexualidade na Educação Física Escolar

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Gênero e Esporte: Corpo, Gênero e Sexualidade na Educação Física Escolar

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Pelé e o Complexo de Vira-latas: Discursos Sobre Raça e Modernidade no Brasil

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Educação Física no Ceará: I Congresso Norte-nordeste de Saúde Baseada em Evidencias

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Educação Física no Ceará: Seleção Para Professor Substituto da Uece

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REI ZULU E SEU ESTILO DE MMA – O “TARRACÁ”

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Encaminhei para O ESTADO DO MARANHÃO – Caderno Alternativo; que encaminhou para o Caderno de Esportes; como já tem mais de semana e não houve manifestação – apenas que o Alternativo, na parte Cultura teve reduzido o numero de páginas e o texticulo ficou um pouco longo, então posto aqui:

 

REI ZULU E SEU ESTILO DE MMA – O “TARRACÁ”

 

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

IHGM / ALL

 

 

O lutador de Vale-Tudo (MMA) maranhense Rei Zulu – Casimiro de Nascimento Martins, por não ‘pertencer’ a uma escola do então Vale Tudo, ‘inventa’ a tradição de luta aprendida dos índios, TARRACÁ – atarracar, ou atarracado – que vai se constituir em um estilo – maranhense – disseminado tanto por ele, Zulu, em suas investidas no mundo da luta livre pelo mundo afora, como por seu filho Zuluzinho, quando coloca que seu estilo fora criado por seu pai – quem o treinava –  e se chamaria ‘Tarracá’, de tradição indígena e negra, maranhense.

O Vale-Tudo é uma modalidade de combate sem armas, onde os lutadores utilizam apenas os seus corpos para ferir e possui com isso, poucas regras, o suficiente para preservar a integridade física dos lutadores, bastante amplo em termos técnico-táctico com um sistema muito próprio de preparação e desenvolvimento bastante complexo devido à exigência das lutas.

É uma luta com contacto pleno (full contact) em que os adversários nem sempre precisam seguir um único estilo de arte marcial. Essa modalidade foi muito difundida no Brasil, inicialmente pelos irmãos Gracie. O evento que mais difundiu a modalidade foi o Ultimate Fighting Championship – UFC -, que em seus primórdios havia menos regras e restrições, além de haver várias lutas na mesma noite, sem limite de tempo: O vale-tudo começou na terceira década do século XX, quando Carlos Gracie, um dos fundadores da luta marcial brasileira Gracie Jiu-Jitsu, convidou cada competidor de modalidades de luta diferentes. Isso era chamado de “Desafio do Gracie”. Mais tarde, Hélio Gracie e a família Gracie e principalmente, Rickson Gracie, mantiveram este desafio que passaram a se dar como duelos de Vale Tudo sem a presença da mídia. In http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_tudo

Tendo como referência o Rei Zulú, tem-se a origem do “Tarracá” e, leva-nos ao moderno movimento das lutas corporais, hoje corporoficadas na sigla MMA – as artes marciais misturadas modernas com suas raizes em dois acontecimentos: o vale-tudo no Brasil, e o “shoot wrestling japonês. Wrestling” (lit. luta) é uma arte marcial que utiliza técnicas de agarramento como a luta em “clinch”, arremessos e derrubadas, chaves, pinos e outros golpes do “grappling”. Uma luta de “wrestling” é uma competição física entre dois (às vezes mais) competidores ou parceiros de “sparring”, que tentam ganhar e manter uma posição superior. Há uma grande variedade de estilos, com diferentes regras tanto nos estilos tradicionais históricos, quanto nos estilos modernos (Wikipédia).

Dentre as correntes esportivas contemporâneas, encontramos, dentre outros, os Esportes Tradicionais, esportes consolidados pela prática durante muito tempo – os Esportes das Artes Marciais – provenientes da Ásia, inicialmente praticadas militarmente pelos guerreiros feudais, e hoje práticas esportivas: jiu-jitsu, judô. Karatê, taekwondo; os Esportes de Identidade Cultural, que são aqueles com vinculação cultural: no Brasil, a Capoeira principalmente; são identificadas outras modalidades esportivas de criação nacional, de prática localizada nos seus ”lócus”, inclusive as indígenas: Uka-uka, Corrida de Toras, etc., sem preocupações de práticas por manifestação. (TUBINO, 2010, p. 54-57).

SENHORAS E SENHORES PERMITAM-ME APRESENTAR-LHE…TARRACÁ.

[…] ladies and gentlemen, let me introduce you to…Tarracá. It was used by a Vale Tudo fighter who called himself “Rei Zulu” in the early 80´s here in Brazil; he kicked (better yet, throwed around) quite a few asses before getting tapped out by Rickson in 1984 IN www.bullshido.net

No Japão, década de 80, Antonio Inoki organizou uma série de lutas de artes marciais misturadas – o “shootwrestling, com a formação de uma das primeiras organizações japonesas de artes marciais misturadas conhecida como “shooto”. A partir de 1993, Rorion Gracie e outros sócios criaram o primeiro torneio de UFC, quando as artes marciais misturadas obtiveram grande popularidade nos Estados Unidos. Os japoneses, em 1994, criam o “Free Style Japan Championship” ou “Open Free Style Japan” em 1994.

Rickson Gracie – um grande lutador de Vale Tudo do Brasil na década de 1970 e 1980, e que fazia lutas em MMA no Open Japan, vencendo as duas primeiras edições (1995 e 1995); luta também nas Primeiras edições do “PRIDE Fighting Championships. O UFC passou a ficar em baixa, perdendo valor e sendo proibido em vários estados dos Estados Unidos. Em 2001, os empresários Dana White, Lorenzo e Frank Fertitta compraram o UFC, fundando uma empresa chamada Zuffa. Após várias mudanças nas regras conseguiram legalizar o esporte em praticamente todos os estados americanos. Em 2007 o UFC compra o Pride, levando vários atletas do Japão para os EUA e tranformando o UFC na maior organização de MMA do planeta.

WingChun Lawyer se posiciona, em sítio dedicado ao MMA: Eu tenho medo que não tenha dados concretos sobre Zulu. Ele lutou basicamente dependendo de sua força impressionante, e foi-me dito que ele conseguiu lançar Rickson fora do ringue um par de vezes antes de serem apresentados. Principalmente o que eu encontrar on-line são posts no fórum com informações úteis ou não mas confiáveis, em inglês ou em português. Eu pensei que era um assunto interessante porque, bem, parece que o Tarracá foi criado do zero – As habilidades de boze de Rei Zulu são realmente estranhas, seus movimentos são estranhos, e olhar áspero – embora alguns dos seus lances faria muitos uma judoca invejosos. Só sei que afirma ter criado Tarracá do zero porque eu achei uma entrevista curta sobre um blogspot, aparentemente ainda luta e executa um ginásio onde ele ensina Tarracá.

Rei Zulú é a maior referencia do “Vale Tudo” no/do Maranhão. Nascido Casimiro de Nascimento Martins, em 09 de junho de 1947 é um lutador de Vale-Tudo. Ficou famoso por desafiar lutadores do Brasil e de outras partes do mundo. Após 17 anos de competição estava invicto após 150 lutas (década de 1980). Lançou um desafio à família Gracie para ver quem era o melhor lutador de Vale Tudo de toda a nação.  Em entrevista – antes da primeira luta contra Rickson Gracie (1980) -, disse que “seria mais um freguês de pancada e que não se preocupava com a alimentação antes da luta, pois “comia até ferro derretido”.

O Rei Zulu tornou-se famoso também pelas caretas que faz enquanto luta. Ele diz que as caretas são para mostrar que está feliz por estar ali. Nunca freqüentou academias de musculação, mas desenvolveu um estilo de luta próprio, e realiza seu treinamento físico diariamente com pedras pesadas, pneus, marreta e diz não gostar de freqüentar academia, por isso treina no quintal de casa: empurrar paredes, lançar pedras com mais de 5 Kg a grandes distâncias, correr entre arbustos, levantar carroças com pedras e andar com uma corda no pescoço puxando dois pneus eram instrumentos utilizados em seu arcaico treinamento. Possuía uma força naturalmente descomunal.

É pai do também lutador Zuluzinho. Em entrevista (Budo International, Blackbelt) Zuluzinho enumera seu jiu-jítsu (faixa-roxa) e Vale Tudo, afirma ter aprendido Tarracá com seu pai, responsável pelo método de treinamento utilizado pelo lutador em todos esses anos.

Rei Zulu nunca praticou artes marciais, desenvolveu seu estilo próprio que se aproxima de brigas de ruas: Eu só sei que ele afirma ter criado Tarracá a partir do zero, porque eu encontrei uma entrevista muito curto em um blogspot, aparentemente, ele ainda luta e corre uma academia onde ensina Tarracá. (WingChun Lawyer)

Mauricio Kubrusly, em “Me leva Brasil” entrevistou Rei Zulu em São Luis do Maranhão, onde reside: Quem primeiro me treinou foi meu pai. E tem a prática com zorras, os pneus… é que no interior chama zorras. E ele conhecia também o tarracá, a luta dos índios. 

Marc Magapi, em outra reportagem, descreve o ritual do Rei Zulú em suas lutas, como também informa ser seu pai o criador do estilo que “desenvolveu”: Rei Zulú (Eu como até ferro derretido) – Nascido em São Luiz, Maranhão, este folclórico lutador, é protagonista de inúmeras histórias por conta das décadas em que praticou o vale tudo (um cartel com mais de 250 lutas). Zulú entrava no ginásio, seguindo um ritual, que tinha início com uma volta olímpica, na qual saudava o público presente, sempre com o braço esquerdo estendido. Ao subir no ringue, o maranhense jogava-se no chão, rolava para o lado, dava cambalhotas, movimentava os ombros para frente e para trás e fazia inúmeras caretas. Zulú tinha a característica de zombar de seus adversários, acreditando sempre em sua força descomunal para vencê-los no momento que bem quisesse. Um autodidata do mundo das lutas, que sempre se disse representante do “Tarracá”; estilo criado por seu pai, que consistia basicamente em se “atracar” com o adversário, nunca teve aulas de jiu-jitsu, capoeira ou luta livre em uma academia.

Esse mesmo autor informa ter havido em São Luís do Maranhão uma “arena de lutas”, denominada de “Terreiro Tarracá”, no Bairro do João Paulo, onde era disputado um campeonato semanal de Vale Tudo, conforme se vê em “O encontro de Magapi com Rei Zulú”: 1997 São Luis – MA – tem uma faixa lá no João Paulo (bairro) chamando as pessoas para assistir o (pásmem!!!) semanal campeonato de vale tudo do Tarracá e dizendo que o Rei Zulú vai lutar movimentadas com uma média de 3 minutos para cada uma […] nesse local tinha luta todo final de semana mesmo […] Era um sábado, o local era escuro, a entrada era R$5,00 e no programa estavam confirmadas 6 lutas. O nome do local é Arena do Tarracá ou Baixada do Tarracá.

Mestre Baé – da Federação de Capoeira – responde e informa sobre o “ATARRACAR” em correspondência eletrônica, Com relação ao tema ATARRACAR; posso lhe adiantar o seguinte: desde criança tenho ouvido falar,assim como quase todos que também como eu sou da Baixada maranhense, grande parte da minha família é de Viana, Penalva, e Municípios vizinhos. Minha família sempre foi voltada para criação de gado e pescaria no interior, quando éramos crianças sempre a gente se atarracava um com o outro na beira do curral ou do rio e até no campo para ver quem era melhor de queda e isso porque a gente via os mais velhos fazerem também ,meus avós e tiso/avós falavam que isso sempre existiu o nome ATARRACAR e conhecido em vários interiores do Maranhão mas nunca ouvir dizer que era uma LUTA ou eu tenho lido algo afirmando ser luta, sempre foi o nome dado a forma de nos pegarmos para dar uma queda no outro em um corpo a corpo mais nunca foi denominado como luta até porque era baseada mais na força física e jeito de cada um pegar e arremessar o outro no chão através de uma queda.Luta pelo que eu tenho conhecimento possui técnica, bases, nomenclatura de movimentos, regras e etc..

Então, é uma tradição na Baixada, uma forma de movimento agonístico, em forma de luta, conforme Baé guarda em suas memórias. Este Mestre Capoeira não considera aquela brincadeira como luta, dado seu conhecimento da Capoeira, e sua sistematização.

Em outra correspondência, recebida de Mestre Marco Aurélio, em que indaguei sobre a busca da origem do “TARRACÁ”, estilo de luta livre (hoje seria MMA) adotado pelo lutador maranhense Zuluzinho, que aprendera com seu pai, o Rei Zulú; Zulu, criado em Pontal, no interior do Maranhão, onde aprendera uma luta cabocla praticada e ensinada por índios e negros da região: o Tarracá: Quanto ao Atarracado, desconheço sua presença no centro-sul do Maranhão, apesar de poder haver, mas é uma prática muito comum no centro-norte, pelo menos na região do Pindaré e na Baixada, nesta última, pelo que já ouvi de alguns capoeiras originários daquela região das águas falarem-me a respeito.  No que diz respeito à sua presença na região do Pindaré é fato, pois eu mesmo a praticava bastante, tendo sido ao longo do tempo, na qualidade de menino, e aí vai até meus doze (12) anos, a base de tudo o que sabia nas minhas ”brigas de rua”.  Apesar de ter nascido em São Luís, me criei, desde bebê, até os sete (07) anos de idade, na cidade de Pindaré-Mirim, outrora, Engenho Central, e em sua origem, Vila São Pedro. Como toda criança ribeirinha, as brincadeiras eram em torno do rio, dos lagos e igarapés, ou então nas várzeas, e aí, não faltavam os embates. Lembro-me que a minha afinidade com a prática era bastante estreita, talvez, por desde pequenino ter sido corpulento, de maneira que não era muito afeito à briga “corpo fora”, como se dizia, mas, mais no “atarracado“, ou “corpo dentro”, o que se dava a partir de uma cabeçada. A ponto de quando ousava me aventurar pelo “corpo fora”, na maioria das vezes saía perdendo… Foi na Capoeira, que fui aprender o embate, digamos, “corpo fora”, a partir da ginga, de peneirar… – por favor, deixo claro que “corpo fora” e “corpo dentro”, não é nem um tipo de modaliade de luta, mas somente para fins, talvez, de didática, consoante dizíamos no interior.

Quanto à origem do Atarracado – Tarracá -, Mestre Marco Aurélio diz: […] não sei afirmar, se indígena ou africano, quiçá, até mesmo européia, nesta senda, somente pesquisando-se para buscar referências.  Posso afirmar, no entanto, o que não quer dizer que a priori seja africana, é que tive oportunidade de ver, em um evento internacional de lutas de origem africana, em Salvador/BA, em 2005, quando levamos daqui, a “Punga dos Homens” uma prática que existe rasteiras e desequilibrantes, no tambor de crioula, um pessoal de Angola/África, apresentar a Bassúla, uma luta, a despeito de alguns golpes diferentes, muito semelhante ao Atarracado, pois imediatamente, quando vi os angolanos praticando-a, eu achei bastante parecida com o Atarracado, impressão esta, também denunciada pelo Mestre Alberto Eusamor, que lá estava comigo, assim como tantos outros, representando o Maranhão. No que diz respeito a uma influência indígena direta, e que é uma brincadeira da região do Pindaré e, acho, da região Norte como um todo, é o “Cangapé”, uma espécie de rabo de arraia e outros molejos que se pratica lançando-se para cima do contrário, na água.

Em outra mensagem eletrônica, Mestre Marco Aurélio acrescenta: Falei de como o atarracado tem semelhança com a Bassúla, luta de um país africano (Angola) e, no entanto, não me lembrei, na oportunidade, de falar de uma luta de origem indígena, o que se faz necessário, para ponderarmos, trata-se do Uka-Uka, um embate indígena, que consiste em fazer com que o contrário ponha um dos ombros no chão, hoje, ocorrente durante o “Quarup” um grande evento-cerimonial existente entre os povos do Alto-Xingú.  Mas poderiam perguntar o que uma prática existente entre povos indígenas do Alto-Xingú tem a ver com uma prática ocorrente no Maranhão? Segundo Roberto da Mata, desculpem-me não dispor da referência bibliográfica, os povos Krahô e Xavante saíram em uma corrente migratória, a partir do Maranhão, para onde se encontram hoje, respectivamente, Tocantins e Alto-Xingú. Daí há de notar-se que o Maranhão em razão de ser banhado por inúmeras e grandes bacias hidrográficas era e é um celeiro de alimentos, o que deve ter sido berço de inúmeros povos indígenas, entre atuais, extintos e migrantes. Talvez, esse berçário, para os que possuem uma visão míope, e consideram que o maranhense tenha uma cultura ”preguiçosa” é por desconhecerem exatamente esse manancial de alimentos que é e, que outrora, tenha sido ainda mais.  

Encontrei, ainda, descrição de luta-jogo semelhante, trazida por vaqueiros portugueses, durante o período colonial, a Galhofa – o “wrestling tradicional transmontano” – que se define como um desporto de combate. É tida como a única luta corpo a corpo com origens portuguesas. Tradicionalmente, este tipo de luta era parte de um ritual que marcava a passagem dos rapazes a adultos, tinha lugar durante as festas dos rapazes e as lutas tinham lugar à noite num curral coberto com palha.

Em depoimento de Álvaro (Vavá) Melo, de Osvaldo Pereira Rocha, e de Edomir Martins, jovens nos seus mais de 80 anos, que quando crianças e adolescentes, costumavam praticar o ‘atarracado’ e o ‘atarracar’, na região da Baixada, onde moravam. Osvaldo Rocha, ilustre pesquisador e historiador, disse-me que, embora franzino, costumava ganhar algumas das ‘brincadeiras’, pois o segredo era a agilidade em agarrar a perna do adversário e levá-lo ao chão; tão logo autorizado o combate, a rapidez com que se lançava ao adversário era fundamental.

Já Álvaro Mello, Vavá, presidente da Federação das Academias de Letras do Maranhão, cronista do Arari e de São Bento, deu seu depoimento, ressaltando que os embates se davam na beira do rio, e os combatentes saiam cobertos de lama; O mesmo disse Aymoré Alvim – ilustre pesquisador hoje aposentado, da nossa UFMA/Medicina.

De Barreirinhas, em conversa com alguns professores de educação física de algumas comunidades do interior daquele município, falaram-me haver por ali, ainda, um jogo/luta semelhante ao descrito, mas que ali, denominavam de ‘queda’.

 

MALUTA OU QUEDA

Características. É uma forma de luta tradicional, conhecida em quase todo o distrito [Guarda] e praticada ainda em várias aldeias. É semelhante à luta grco-romana, embora tecnicamente mais rudimentar. Espaço. É no feno e na palha, no Outuno e no Inverno, que os homens que os homens das zonas rurais medem as suas forças testando derrubar o opositor. Também no Verão, na época das malhas, surgem os desafios nas eiras. Desenvolvimento. Na Maluta ou Queda, os dois lutadores agarram-se, passando um dos braços por cima do ombro do adversário e o outro por baixo, entrelaçando os dedos das mãos, assentes sobre as costas do adversário. O único objetivo do jogo é fazer cair o opositor, por forma a que toquem com as costas no solo. Conforme o combinado, poderá fazer-se ou não uso da ‘travinca’ (meter a perna para desequilibrar o outro lutador). Trata-se, pois, de lutas saudáveis, em que os participantes continuam amigos depois de medirem forças, independentemente dos resultados e das pequenas mazelas que possam ser originados pela entrega mútua ao jogo.

Rei Zulú, que praticava o que denominou de “tarracá” em sua infância, como atividade corriqueira, jogo/luta de sua infância, e dada suas características físicas, em um dado momento, ainda no quartel, vale-se de ambas – a forma de ‘luta’ e a força – para conquistar um espaço, que vem a se tornar uma profissão.

Para justificar seu estilo peculiar – força bruta – e por não ‘pertencer’ a uma escola do então Vale Tudo, ‘inventa’ a tradição de luta aprendida dos índios, TARRACÁ – atarracar, segundo Baé, ou atarracado, segundo Marco Aurélio – que vai se constituir em um estilo – maranhense – disseminado tanto por Zulu, em suas investidas no mundo da luta livre pelo mundo afora, como por seu filho Zuluzinho, quando coloca que seu estilo fora criado por seu pai – quem o treinava –  e se chamaria ‘Tarracá’, de tradição indígena e negra, maranhense…

Foi encontrado que em diversas regiões do Maranhão, ainda hoje, se pratica uma luta, que recebe diversas denominações – tarracá, atarracado, atarracar, queda – de origem possível portuguesa, tradicional hoje nas brincadeiras de crianças.

 

PARA ILUSTRAÇÃO:

 

 

http://forum.portaldovt.com.br/forum/index.php?showtopic=126140

Rei Zulu e seu filho Zuluzinho
- Quem primeiro me treinou foi meu pai. E tem a prática com zorras, os pneus… é que no interior chama zorras. E ele conhecia também o tarracá, a luta dos índios. http://fantastico.globo.com/platb/melevabrasil/2008/04/08/zuluzinho-x-zuluzao/

 

 

Wrestlers da Grécia Antiga

 

Algumas lutas de Zuluzinho:

http://www.youtube.com/watch?v=2RZtRfylWqA; http://www.youtube.com/watch?v=twbmb_i5YNk

[1] http://www.bullshido.net/forums/showthread.php?t=51830&page=3

 

 

 

ILUSTRES LUTADORES DO TARRACÁ DA BAIXADA MARANHENSE

Álvaro Melo         Edomir Martins      Osvaldo Rocha         Aymoré Alvim

c/ irmã Moema

 

 

 

Mestre Baé                              Mestre Marco Aurélio

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COMEÇOU O VII JESDOM

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Foto de Semel SaoDomingos.
Foto de Semel SaoDomingos.
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A Secretaria Municipal de Esporte de São Domingos do Maranhão deu arrancada, nesta sexta feira, em uma reunião técnica, o VII JESDOM (Jogos Escolares de São Domingos). O evento foi realizado na escola Teresinha Rocha e contou com a participação de Diretores e Professores das Redes: Municipal, Estadual e Particular. Segundo o Secretário Eliseu Sousa, este ano os jogos alcançará o recorde de participantes, pois com a realização do 43º JEMS que será realizado no Município, aumenta a expectativa dos jovens da cidade de São Domingos, uma vez que tem despertado interesse pelo Projeto em toda Região circunvizinha, ou seja, de Presidente Dutra à Balsas. Visto que nossa cidade é detentora de uma reconhecida estrutura física. Desde Ginásios, Campos de Futebol à Piscina. Constatando-se o feito, o evento contou com a presença do Secretário Municipal de Esportes da cidade de Gonçalves Dias, que veio visitar as praças esportivas do Município. O Secretário saiu vislumbrado, declarando assim: “Saio daqui impressionado com a estrutura e organização do esporte de São Domingos, é um exemplo e estímulo para nossa região”. O evento tem o indispensável e incansável apoio do prefeito Kleber Andrade (Tratorzão), e isso faz com que os jogos alcance a VII Edição e seja referência em toda região, bem como frisou o Secretário de nosso município vizinho.
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Synésio Mariano de Aguiar – de Belém para Holywood…

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Foto de Belém Antiga.
Foto de Belém Antiga.
Foto de Belém Antiga.

A alucinante vida do menino rico de Belém, que foi estudar na Suiça, mas que na verdade vivia em Hollywood, onde dividia o quarto de pensão com Rodolfo Valentino, virou um dos maiores astros do cinema mundial e acabou a carreira quando foi flagrado em cima de um camelo, nas telas do Cinema Olympia.

Só foi identificado, 50 anos depois do sucesso, doente. A história de Hollywood não seria mesmo sem o filme da vida deste home, que ficou para a história como Syn de Conde.

Synésio Mariano de Aguiar nasceu em 1894. era filho de um industrial paraense, quando a borracha ainda inspirava alguma riqueza da Belém do início do sec. XX. . Como de praxe nas ricas famílias de então, foi mandado para a Suiça para concluir estudos básicos.

Vivendo de mesada, escrevia para os pais contando sobre o aproveitamento escolar, enquanto planejava destino completamente diferente do planejado. Embarcou para a América do Norte.

Foi morar em Hollywood, dividindo um quarto de pensão com outro aventureiro italiano chamado Rodolfo Valentino. Influenciado por ele, o paraense Synésio virou dançarino de tango nas boates elegantes.

Em uma das apresentações, uma cantada bem dada, resultou em um bilhete com endereço e o telefone. Era a atriz Alah Nazimova ( que namoraria Valentino em seguida). Foi ela que a apresentou a ele um estúdio de cinema. Ao presenciar uma cena onde dançavam um tango, foi petulante o bastante para dizer ao diretor que faria melhor, provando tal qualidade. Acabou como coadjuvante, passando a figurar em produções “classe A”.

Foram oito filmes durante 2 anos. As tais cartas ao pai eram regularmente enviadas de um amigo na Suiça. Sinésio só não contava com o sucesso. Um amigo do pai disse que tinha visto o filho no Cine Olympia, em Belém, atuando em Hollywood.

O pai só acreditou quando o informante quando comprovou que ele estava sim puxando um camelo no papel do árabe Abdulah em “A Chama do Deserto” (Flame of Desert), solicitando a volta do rebelde, que a esta altura já se casara com a Anna Pauley. Divorciado, foi morar em Nova York, segundo o New York Times, em 1921,

Em 1927 voltando ao Rio de Janeiro, escalou um prédio na Av. Rio Branco ganhando manchetes de jornais, para provar que não eram apenas americanos que galgavam alturas ( estreava lá “O Homem Mosca” (Safety Last, 1923) onde Harold Lloyd escalava um edifício).

Em 1928, já em Belém, o rebelde virou professor de inglês, e foi viver em um casamento arranjado pelo pai, sem nunca ter se transformado em um sério chefe de família. Syn de Conde foi descoberto só em 1972, pelo crítico Pedro Veriano, que o encontrou doente, num dos sobrados da Av. Serzedêlo Corrêa, herdado de familiares, onde confirmou toda a história. No fim da década de 1980,

Synésio retornou ao Rio, morrendo em 1990. A vida de um dos primeiros galãs de Hollywood, nascido em Belém, esquecido pela cidade daria um grande filme.

Fontes: Luzia Miranda Álvares/ Pedro Veriano/ Filmografia. 
http://www.imdb.com/name/nm0208087/ Foto : CINEARTE(1927), Texto: Jornal Vivendo (1939)

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