CEV – NOVIDADES:10th Symposium On Computer Science In Sport Of The German Society Of Sport Science

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Tecnologia no Esporte: 10th Symposium On Computer Science In Sport Of The German Society Of Sport Science

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Frequência, Distribuição e Tendências Temporais de Tipos de Atividade Física de Lazer no Brasil, 2006-2012.

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Educação Física e Esporte: Com Tantos Recursos o Esporte do Brasil Não Pode Morrer na Praia. José Cruz

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Interferência Contextual e Nível de Habilidade na Aprendizagem do Serviço do Voleibol

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  • Organização Curricular da Educação Física na Escola.

Elementos Estruturais de Um Modelo Formal dos Esportes Coletivos de Invasão.

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Interferência Contextual e Nível de Habilidade na Aprendizagem do Serviço do Voleibol.

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Atitude Crítica de Idosos Sobre Atividade Física.

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Intenção de Mudança de Comportamento em Adolescentes Para a Prática de Atividades Físicas de Lazer.

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Os Conteúdos Escolares das Disciplinas de História e Ciências e Suas Relações com a Organização Curricular da Educação Física na Escola.

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CEV Novidades – •A Teoria dos Jogos Competitivos de Norbert Elias Como Alternativa à Leitura das Políticas Públicas de Esporte e Lazer no Brasil

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Ciclismo: Rodas da Paz Protocola Denúncia Ao Ministério Público do Df

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Espaço Público de Lazer das Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais: o Espaço a Ser Conquistado

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Motivos Para a Prática de Exercício Físico em Universitários e Fatores Associados

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As Origens do Judô Brasileiro: a árvore Genealógica dos Medalhistas Olímpicos

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A Teoria dos Jogos Competitivos de Norbert Elias Como Alternativa à Leitura das Políticas Públicas de Esporte e Lazer no Brasil

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Perfil da Atividade Física na Vida Diária de Homens e Mulheres Idosos Fisicamente Independentes.

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Educação Física e Esporte: Acompanhe, Ao Vivo, a Olimpíada da Juventude (de Nanjing) Pela Internet

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Mídia e Esportes: Transmissão Olimpíada de Nanjing

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Educação Física em Minas Gerais: Lançamento de Livro de Direito Desportivo na Savassi

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CEV Novidades – •A Avaliação da Produtividade em Pesquisa na Educação Física: Reflexões Sobre Algumas Limitações dos Indicadores Bibliométricos

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Educação Física no Ceará: Eventos (congressos) na área de Educação Física

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Legislação Desportiva – CEVLeis: Lanfredi Será Juiz Auxiliar no Cnj

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Cartas de Referência do Crescimento Somático de Crianças dos Seis Aos 10 Anos de Idade do Concelho da Maia, Portugal.

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Comparação do Sinal Emg e das Características da Passada em Diferentes Protocolos de Corrida Incremental.

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A Avaliação da Produtividade em Pesquisa na Educação Física: Reflexões Sobre Algumas Limitações dos Indicadores Bibliométricos.

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Efeito da Amplitude de Movimento no Número Máximo de Repetições no Exercício Supino Livre.

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Interação de Variáveis Biomecânicas na Composição de Feedback Visual Aumentado Para o Ensino do Ciclismo.

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ABENEFS – Associação Brasileira de Ensino da Educação Física para a Saúde: Livro Grátis: a Formação do Profissional de Ef Para o Setor Saúde

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NA ESTRADA

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Caríssimos,

estou já em Londrina-Paraná. Para participar logo mais da Abertura do XIII Congresso Brasileiro de História dos Esportes, Lazer, e Educação Física. Já tenho avisado, e postado, várias vezes sobre isso.

Hoje, teremos credenciamento logo mais a partir das 16:00 horas, e as 19 a abertura…

Amanhã, a partir das 14:00 horas começam os trabalhos. Logo as 14 tenho uma apresentação – sobre a Capoeira – e ao mesmo tempo, coordeno a mesa; e a ultima apresentação do dia, 16 horas, também é minha – sobre o Tarracá… creio que por estar na mesa não terei condições de acompanhar todos as apresentações de temas livres de hoje… nem as de sexta-feira, pois nesse dia tenho 3 trabalhos para apesentar…; na quinta não tem apresentação de tema livre…

Mas vou poder ver a quase todas as mesas redondas, das 16 até as 21 horas…

Até mais…

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INFLUENCIA MILITAR NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

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Este um dos trabalhos que apresento na quarta-feira, no XIII Congresso de História; simultaneo com o lançamento do livro sobre a Historia do Esporte Militar, da Karina Cancella, orientada pelo Leonardo Mataruna:

 

O esporte e as Forças Armadas na Primeira República

 

INFLUENCIA MILITAR NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

IHGM / ALL

vazleopoldo@hotmail.com

 

RESUMO – A historiografia no campo da educação física tem afirmado, em vários estudos, a prerrogativa dos militares na educação por meio da educação física. Desde o século XVIII, encontram-se propostas precursoras de um tipo de Educação Física que se tornaria em modelo pedagógico para os séculos seguintes: a gymnastica, constituída como um conjunto de exercícios organizados com o objetivo de cuidar do corpo.

EDUCAÇÃO FÍSICA. INFLUENCIA MILITAR. HISTÓRIA

 

A historiografia no campo da educação física tem afirmado, em vários estudos, a prerrogativa dos militares na educação por meio da educação física (FINOCCIO, 2013).Desde o século XVIII, encontram-se propostas precursoras de um tipo de Educação Física que se tornaria em modelo pedagógico para os séculos seguintes (Basedow; Guts Muths; Vieth; Nachtegall; e outras): a gymnastica, constituída como um conjunto de exercícios organizados com o objetivo de cuidar do corpo (FINOCCHIO, 2013).

O pedagogo e ativista político Friedrich Ludwig Jahn, por volta de 1809, adotou um princípio educacional realista, à guerra nacional, e desenvolveu um tipo de ginástica com valorização da luta. Criou aparelhos que se constituíam em representações de obstáculos naturais (ROUYER, 1977, citado por FINOCCHIO, 2013).

Além de criar aparelhos e novas formas gímnicas, fundou, em 1811, o primeiro ginásio ao ar livre de Hasenheide, Berlim. Daí nasceu o termo “Turnkunst” pelo qual ele substitui a palavra “Gymnastik”. A ginástica de Jahn, com um conteúdo mais social e patriótico, rapidamente superou as ideias pedagógicas de Guts-Muths, tendo por objetivo formar homens fortes para defender a pátria. Embora já houvesse várias formas de ginástica, acrescentou aos exercícios já conhecidos, as barras e a barra alta.

Para Coertjens, Guazzdelli e Wasserman (2004) a utilização dos ‘turner’ entre o discurso nacionalista e a prática esportiva nos pequenos estados que, anos mais tarde, formaram o Estado alemão. A ginástica (turnen) se transforma em uma escola de patriotismo, educação para se preparar para a guerra de libertação; seu curso visava o “despertar da identidade nacional” (construção de uma nação).

A ginásticaé um conceito que engloba modalidades competitivas e não competitivas e envolve a prática de uma série de movimentos exigentes de força, flexibilidade e coordenação motora para fins únicos de aperfeiçoamento físico e mental. Tem sua origem no grego, gymnastiké – da palavra grega “gymnos” (nu) pelo fato de, na antiguidade clássica, os exercícios se praticarem com o corpo nu. É o conjunto dos exercícios corporais sistematizados, para esse fim, realizados no solo ou com auxílio de aparelhos e aplicados com objetivos educativos, competitivos, artísticos e terapêuticos, etc.

A prática só voltou a ser retomada – com ênfase desportiva e militar – no final do século XVIII, na Europa, com a influência de vários pensadores que se debruçaram sobre as vantagens da prática do exercício físico, destacando-se o contributo de Jean-Jacques Rousseau na obra pedagógica “Emílio”, em que o autor se refere à necessidade da pratica física como meio para atingir a razão. A partir daqui surgiram várias correntes, que encontraram eco na Alemanha com Johann Bernard Basedow, pedagogo e educador, que conseguiu assimilar e transformar os princípios orientadores de Rousseau e impulsionou a ginástica, tendo para isso criado em 1775 o pentatlo de Dassau, no seu “Philanthropicum“, constituído por provas de corrida, saltos, transporte, de equilíbrio e de trepar. Foi o primeiro pedagogo, desde a Antiguidade, a defender que o exercício físico deveria fazer parte dos programas das escolas primárias.

Em 1784, Christian Gotthlif Saltzmann, pedagogo e educador, abre outro “Philanthropicum“, em Schneppenthal. Em 1785, Johann Christoph Friedrich Guts-Muths, professor e educador, inicia sua obra com um novo conceito de ginástica. As ideias filantrópicas e os conteúdos pedagógicos de Guts-Muths tiveram eco nos países da Europa, especialmente na Suécia, Dinamarca e França. No período de 1861 a 1871 verifica-se a presença de alunos de nacionalidade brasileira no Philantropinum, sediado em Schnepfenthal.

John Locke (1632-1704), um dos mais importantes teóricos do liberalismo, sintetiza suas concepções educacionais: formação do gentleman e dos “sem propriedades”. A educação dos que possuem a propriedade privada e posses deveria ser feita por preceptores capacitados e cultos, em local aprazível e com boas condições higiênicas, com ênfase nos saberes clássicos e na preparação do jovem como bom administrador dos negócios da família, para assumir posições de comando no estamento estatal e na guerra.

Desde 1771 em Portugal, sob o balizamento da Universidade de Coimbra, se estabeleceu que as atividades físicas como conteúdo educacional, atendiam aos pressupostos da nova educação. As “Artes Liberais” nos Estatutos do Collegio Real de Nobres da Corte, e cidade de Lisboa eram a Cavalaria, Esgrima, e Dança. Apesar de contar ainda um sentido cavalheiresco (educação dos nobres), essa introdução se deu através das ideias burguesas.

Immanuel Kant (1724-1804) propôs o fortalecimento das escolas públicas, em relação às domésticas, sob a consideração de que são mais propícias ao ensino de várias habilidades, e formadoras do caráter. Recomendava ainda escolas experimentais, que dariam direcionamento às várias escolas elementares. Em síntese, tinha como plano educativo uma educação pela moralidade, o fortalecimento das escolas públicas e o desenvolvimento de uma experimentação educativa.

Para Finocchio (2013) em suas propostas de formação do ser humano, a burguesia pensava a educação como essencial à formação plena da personalidade do indivíduo, incluindo aí a educação do corpo como uma necessidade. A gymnastica consistia na metodização da educação do corpo, imprescindível à formação do homem, não só fortalecendo o corpo, mas enriquecendo o espírito e enobrecendo a alma.

Francisco de Amorós y Ondeano (1770-1848) é conhecido por ser um dos fundadores da Educação Física moderna. Em razão de suas ideias liberais e do apoio a José Bonaparte I, em 1814 exilou-se na França e aí desenvolveu a Escola Francesa de Ginástica. Seu método, de inspiração pestalozziana e fundamentado em Locke e Rousseau, defendia a “educação integral”. Contudo, em sua ginástica prevalecia o lado militar sobre o educativo, tal como se pode notar em seu tratado Nouveau Manuel d’Education Physique, Gymnastique et Morale, no qual propõe um soldado da Pátria e um benfeitor da Humanidade.

Diferente da europeia, desenvolvida ao final do século XVIII e início do seguinte, de caráter nacionalista, e visando à disciplina e ao treinamento físico, bem como à defesa nacional, a Educação Física na Inglaterra tomou aspecto diverso de outras nações: seu destaque não se deu na ginástica, mas no Esporte, em estreita relação com as transformações socioeconômicas resultantes das alterações produzidas pela Revolução Industrial, iniciada em 1760. Ainda que adotasse a gymnastica nas escolas básicas, como meio da educação do físico, era no ensino secundário, destinado à aristocracia e à burguesia, que se aprimoravam o cuidado do físico e o cuidado da formação moral, empregando os esportes. No começo do século XIX, o clérigo Thomas Arnold se utilizou de uma forma de ócio da classe dirigente, os jogos populares, para criar um novo modo de educação. O desporto, naquele momento, teve por função propor às classes dirigentes enriquecidas, mas em estado de degradação física e moral, uma formação mais adequada, em relação à tradicional. Apesar de grande reação religiosa e dos meios intelectuais, o desporto foi adotado para responder às conveniências práticas do imperialismo britânico (ROUYER, 1977, citado por FINOCCHIO, 2013).

A partir da segunda metade do século XIX houve, ao seu final, uma biologização da educação física (PAIVA, 2003), ocorrendo a migração da preocupação com a abrangência da formação humana para o estabelecimento de sua especificidade, biológica.

Finocchio (2013) ao analisar o processo de constituição do pensamento burguês nas relações econômicas, políticas e sociais brasileiras e o papel, dito civilizador, da educação em suas propostas de adequação da nação ao modo de produção capitalista, enfoca as expressões do pensamento burguês na Europa e sua influência sobre a gymnastica/educação física, considerando-a como elemento constitutivo de seu projeto educacional. Num segundo momento, observa a inclusão da Educação Física/Gymnastica na educação burguesa e, finalmente, identifica como essa prática assume funções objetivas em atendimento às sociedades em que se manifestaram e como são organizadas em “métodos” de Gymnastica. Às condições políticas da Alemanha no século XIX, por exemplo, deve-se o desenvolvimento de uma ginástica com função militarnacionalista; no desenvolvimento industrial e científico da Suécia, sobressai uma função nacionalista, de cuidados com o cidadão de forma que pudesse preservar a paz, na formação do soldado e do operário. O método ginástico de Ling (1776-1839), fundamentado em estudos anatomo-fisiológicos, com um viés médico higiênico, é composto por uma série de movimentos segmentados, com uma série racional de movimentos.

De acordo com Cancella (2012); Cancella e Mataruna (2013); e Finocchio (2013) a prática esportiva em meio militar foi intensificada na virada do século XIX para o XX sob o argumento de que para a estruturação das Forças Armadas era fundamental o desenvolvimento físico do pessoal militar. Estas atividades eram consideradas importantes para a formação não somente de militares mais preparados, mas também de potenciais “soldados-cidadãos” e “cidadãos-marinheiros” entre os praticantes civis. Por isso, as atividades físicas e esportivas foram gradativamente incorporadas aos currículos de instituições de ensino do país, iniciando este processo pelas escolas militares.

Percebe-se a aproximação dos militares não somente das atividades ginásticas, mas também de práticas que possibilitassem o desenvolvimento de habilidades fundamentais para o exercício militar no período, práticas que posteriormente passariam a ser realizadas também em caráter esportivo como a natação, a esgrima e a equitação (Cancella, 2011).

Os projetos de modernização para o Exército Brasileiro espelhavam-se nos modelos de organização das Forças estrangeiras. Assim, na edição de 1906 da Revista Militar, o Capitão do Estado-Maior de Artilharia Liberato Bittencourt destacava no artigo “Princípios geraes de organização dos exércitos” 12 temas que deveriam ser levados em conta neste processo de modernização. Entre os princípios elencados pelo autor, destaca-se o de número 10 “[...] Principio de educação physica, intellectual e moral: organisar os exércitos de modo a serem elles grandes escolas de educação physica, intellectual e moral da mocidade [...]”.

A prática dos exercícios físico-militares nas escolas fazia parte de uma filosofia educacional geralmente desconhecida por regentes e pais. Alguns destes acreditavam que seus filhos corriam o risco de ter que entrar para a carreira militar por estarem participando dessas aulas nas escolas. Também havia aqueles que não viam nenhum sentido ou utilidade nos exercícios. Outros apontavam os riscos para a saúde de crianças e jovens, especialmente por inexistirem espaços físicos para a realização das atividades. (Nascimento, 2012).

Prossegue Nascimento (2012), essas atividades ensinadas por professores e militares tinham como objetivo preparar os alunos, a fim de que pudessem ser chamados para defender a nação em conflitos armados no futuro. O funcionamento dos nossos batalhões formados por estudantes e a prática desses exercícios nas escolas daqui foram bem menos intensos do que na Europa, mas ocorreram em instituições educacionais de vários estados e geraram muita polêmica.

Melo e Peres (2013) e Peres (2013) trazem que a Junta Central de Hygiene Pública apresentava um relatório – a 15 de abril de 1885 -, cuja “espinhosa tarefa” era “levar ao conhecimento do Governo Imperial os factos mais culminantes occorridos no Império relativamente à saúde publica” (1885, p. A-F-1). A análise da estatística das mortes na cidade do Rio de Janeiro, um dos pontos centrais do relatório, dedicava especial atenção às causas da “notável” mortalidade infantil ocorrida no ano anterior.

As relações entre higiene, medicina e saúde estruturaram projetos públicos e privados de educação (sobretudo, escolar) da população brasileira no decorrer do Império. Assim, a relação entre educação física, exercícios corporais e saúde pública não era gratuita e nem óbvia. Tratava-se de uma construção que se deu de forma lenta, paulatina e muitas vezes pouca harmônica entre atores, práticas e ideias que configuravam o saber médico-científico do século XIX. (MELO, PERES, 2013; PERES, 2013).

 

BIBLIOGRAFIA

BITTENCOURT, Liberato. Princípios geraes de organização dos exércitos. Revista Militar, ano VIII, p. 341, citado por Cancella, Karina. A defesa da prática esportiva como elemento de preparação dos militares por meio das publicações institucionais “Revista Marítima Brasileira” e “Revista Militar”. Anais do XV Encontro Regional de História da ANPUH-RIO, 2012.

BRASIL. Decreto n° 2.116, de 01 de março de 1858. Aprova o Regulamento reformando os da Escola de aplicação do exercito e do curso de infantaria e cavalaria da Província de S. Pedro do Rio Grande do Sul, e os estatutos da Escola Militar da Corte. Disponível em: http://www.camara.gov.br/Internet/InfDoc/conteudo/colecoes/ Legislacao/1858-pronto/leis-1858/dec%20n%b02116-p1-01031858.pdf#page=1.

BRASIL. Decreto n° 4.720, de 22 de abril de 1871. Altera o Regulamento da Escola de Marinha, em virtude da autorização contida no § 18 art. 8º da Lei nº 1836 de 27 de Setembro de 1870.

BRASIL. Decreto n° 5.529, de 17 de janeiro de 1874. Aprova o Regulamento para as Escolas do Exercito.

Cancella, Karina Barbosa O esporte e a Marinha do Brasil: primeiras aproximações e a institucionalização da prática esportiva através da criação da Liga de Sports da Marinha. In Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011

Cancella, Karina. A defesa da prática esportiva como elemento de preparação dos militares por meio das publicações institucionais “Revista Marítima Brasileira” e “Revista Militar”. Anais do XV Encontro Regional de História da ANPUH-RIO, 2012.

Cancella, Karina Barbosa; MATARUNA, Leonardo. Liga Militar de Football e a Liga de Sports da Marinha: uma análise comparativa do processo de fundação das primeiras entidades de organização esportiva militar do Brasil. In HOFMANN, Annette; VOTRE, Sebastião (organizadores). Esporte e Educação Física ao redor do mundo – passado, presente e futuro. Rio de Janeiro: Editora Gama Filho, 2013, p. 119-132.

COERTJENS, Marcelo, GUAZZELLI, Cesar Barcellos; e WASSERMAN, Cláudia. Club de Regatas Guahyba-Porto Alegre: o nacionalismo em revistas esportivas de um clube teuto-brasileiro (1930 e 1938). In Rev. bras. Educ. Fís. Esp, São Paulo, v.18, n.3, p.249-62, jul./set. 2004,

FINOCCHIO, José Luiz. A inserção da Educação Física/gymnastica na Escola Moderna – Imperial Collegio de Pedro II (1837-1889). 2013. 258f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Linha de Pesquisa: História, Políticas e Educação. Centro de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 2013

FREIRE, Domingos José. Relatório do Presidente da Junta Central de Hygiene Publica. In: BRASIL. Ministério do Império. Relatorio do anno de 1884 apresentado a assemblea geral legislativa na 1ª sessão da 19ª legislatura (publicado em 1885). Rio de Janeiro: Ministério do Império. p.A-F-1 – A-F-9. 1885, citado por PERES, 2013.

FREIRE, Domingos José. Relatório apresentado ao governo imperial pelo Dr. Domingos José Freire, Presidente da Junta Central de Hygiene Publica. Epidemias na cidade e subúrbios. Endemias. Tuberculoses pulmonares. In: BRASIL. Ministério do Império. Relatorio do anno de 1883 apresentado a assemblea geral legislativa na 4ª sessão da 18ª legislatura (publicado em 1884). Rio de Janeiro: Ministério do Império. p.A-F2-1 – A-F2-39. 1884; citado por PERES, 2013, obra citada.

KANT, Immanuel (1724-1804). Sobre a Pedagogia. Trad. Francisco Cock Fontanella. Piracicaba: Unimep, 1996.

MAZO, Janice Zarpellon; PEREIRA, Ester Liberato. PRIMORDIOS DO ESPORTE NO RIO GRANDE DO SUL: os imigrantes e o associativismo esportivo. IN GOELLNER, Silvana Vilodre; MÜHELEN, Joanna Coelho von. MEMORIA DO ESPORTE E LAZER NO RIL GRANDE DO SUL. Porto Alegre, 2013. Vol. 1.

MELO, V. A., PERES, F. F. O corpo da nação: posicionamentos governamentais sobre a educação física no Brasil monárquico. História, ciências, saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, 2013, no prelo.

PAIVA, Fernanda Simone Lopes de. Sobre o pensamento médico-higienista oitocentista e a escolarização: condições de possibilidade para o engendramento do campo da Educação Física no Brasil. 2003. 475 f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2003.

PERES, Fábio. Educação Física, Higiene e Saúde Pública na Corte – Parte 1. Blog História(s) do Sport, disponibilizado em dezembro de 2013, in http://historiadoesporte.wordpress.com/2013/12/15/educacao-fisica-higiene-e-saude-publica-na-corte-parte-1/#like-4117 , acessado em 14 de dezembro de 2013.

TESCHE, Leomar. A Prática do Turnen entre Imigrantes Alemães e seus descendentes no Rio Grande do Sul: 1867-1942. Ijuí: Ed. Unijuí, 1996.

TESCHE, L. O TURNEN, a Educação e a Educação Física. Ijui: Unijui, 2002

TESCHE, Leomar.. O Turnen, a Educação e a Educação Física nas Escolas Teuto-brasileiras, no Rio Grande do Sul: 1852-1940. Ijuí: Ed. Unijuí, 2002.

TESCH Leomar. Turnen: transformações de uma cultura corporal europeia na América. Ijuí: Ed. Unijuí, 2011

http://vamos_fazer_educacao_fisica.blogs.sapo.pt/10679.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gin%C3%A1stica

 

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CEV Novidades – Lançamento de Livro Histórico do Esporte Militar

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Sobre a Obra

Mostra a inserção dos esportes nas Forças Armadas brasileiras, no final do século XIX e início do século XX, e seus impactos na organização interna dessas instituições, bem como nas suas relações com a sociedade. Num tempo em que não se cultivavam atividades sistemáticas de exercícios físicos, Exército e Marinha participaram decisivamente do processo de instalação das primeiras escolas de educação física no país na década de 1910. A autora destaca que os militares passaram não somente a praticar vários tipos de ginástica e de esportes no interior dos quartéis, mas também desempenharam importante papel de fomentadores dessas atividades na sociedade, como instrutores ou esportistas em competições de diferentes modalidades.

Endereço: http://www.bibliex.ensino.eb.br/?Token=MQ==700470&l=Mzgz410933

 


O esporte e as Forças Armadas na Primeira República

Espaço, Escola, Educação Física e Ensino Médio: Um Caminhar Sistêmico

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Fisiologia do Exercício

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Bola na Cesta e Mãos na Taça – em Memória de Uma Geração Bicampeã

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O Esporte e as Forças Armadas na Primeira República

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Educação Física Militar: Lançamento de Livro Histórico do Esporte Militar

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EDUCAÇÃO FÍSICA DO SUL DO MARANHÃO – AÇÃO; DIVERSÃO; MOVIMENTO – 31/08 a 1o/09 – BEIRA RIO

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IMPERATRIZ VAI SE SURPREENDER COM UM MEGA EVENTO QUE ACONTECERÁ DIA 31 DE AGOSTO E 1º SETEMBRO NA BEIRA RIO.
MOBILIZANDO TODA COMUNIDADE!!!
VENHA PARTICIPAR JUNTAMENTE CONOSCO, CONVIDE FAMILIARES E AMIGOS PARA ESTARMOS JUNTOS.
CURTA E COMPARTILHE!!! É GRATUITO.
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CEV Novidades – •Planejamento de Equipamentos de Lazer

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Estudo Comparativo dos Níveis de Cortisol Salivar e Estresse em Atletas de Luta Olímpica de Alto Rendimento

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Análise da Intervenção de Um Programa de Atividade Física nos Hábitos de Lazer

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Postura Corporal: Um Problema Que Aflige os Trabalhadores.

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Rbso Revista Brasileira de Saúde Ocupacional

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Dança: Especialização em Dança Educação, Inscrições Prorrogadas

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Planejamento de Equipamentos de Lazer

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NOTA DE REPÚDIO – REPLICO EM SOLIDARIEDADE AOS ALUNOS DE IMPERATRIZ, AO CHARLES E À DINALVA…

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PREFEITURA DE IMPERATRIZ.

NOTA DE REPÚDIO

Chocado com as cenas de violência e barbárie protagonizadas por homens do  Corpo de Bombeiros de São Luís, contra alunos, menores de idade, da Escola
Municipal Maria das Neves Marques de Souza , que se encontrava na capital  participando dos Jogos Escolares Maranhenses, o prefeito de Imperatriz
Sebastião Madeira, vem a público, em seu nome, e nome da população de  Imperatriz, repudiar veementemente tal atitude, a que considera
repugnante e indigna daqueles que, em tese deveriam zelar pela segurança  da população.

É inconcebível que em pleno século XXI o Maranhão e o Brasil ainda se  deparem com episódios como esse, eivado, sobretudo de fortes doses de
preconceito contra um grupo de adolescentes, recém saídos da infância, que  em São Luís realizava o sonho de pela primeira vez participar dos Jogos
Escolares Maranhenses.

O episódio atenta, e fere de morte, de uma só vez, diversos princípios  constitucionais, entre eles o da dignidade da pessoa humana.

Temos consciência de que esse é um episódio isolado que não reflete na  imagem do Corpo de Bombeiros do Maranhão, uma entidade séria e benquista
por todos os maranhenses, e com quem desenvolvemos diversas  parcerias; contudo,  Isolado, ou não, o que se espera é a punição exemplar de todos os
envolvidos no triste episódio, de modo que casos similares não ocorram mais  e não maculem mais ainda a imagem Maranhão.

Fica aqui registrado, nosso repúdio e nossa indignação diante dessa  atitude grotesca contra nossos alunos e a certeza de que o Sistema de
Segurança, com quem entramos em contato imediatamente ao tomarmos  conhecimento  do caso, adote as medidas necessárias para não deixar impune os culpados.

Aos nossos alunos, aos seus familiares, e professores a nossa  solidariedade e votos para que superem o mais breve possível o trauma
sofrido.

Sebastião Torres Madeira

 

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