DIMAS – UMA BIOGRAFIA

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Será nesta quarta-feira a homenagem que a UFMA prestará aos primeiros professores de Educação Física… Dentre eles: DIMAS – UMA BIOGRAFIA dimas copa Professor Dimas – nascido Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo, nasceu em 30 de julho de 1928 na cidade de Mirador, Estado do Maranhão. Filho legítimo de Fernando de Araújo Costa e Eloína Bezerra de Araújo, maranhenses. Eram sete irmãos.

CLAUDIO VAZ, JOAQUIM HAICHEL, DIMAS

CLAUDIO VAZ, JOAQUIM HAICHEL, DIMAS

Casado com Maria da Graça Martins de Araújo, com quem teve seis filhos biológicos, “fora os criados”:Maurício é engenheiro e ex-técnico de basquetebol;Viviane, professora de educação física; administradora, auditora fiscal; Denise, professora de Educação Física;Silvana, professora de Educação Física; Rildo é instrutor de esportes; e Hélio, ator e dançarino; dos filhos adotivos, sente muito orgulho de Letícia, Medica. Seu pai era fazendeiro, pequeno proprietário – criador de gado, e plantava cana, mantinha um pequeno engenho, para o fabrico de rapadura; sua infância, passada na fazenda localizada num lugar chamado Mumbuca, ficava 12 léguas a cavalo da cidade, pois não havia estradas. Na fazenda, tinha contato com cavalo, com boi, ajudando muito ao pai no serviço da roça, nos afazeres com o engenho de cana, com o fabrico da rapadura, com caça e as brincadeiras de crianças de fazenda. Para estudar, tinha que ir para a casa de tios, na cidade. Os pais continuaram lá, na Fazenda Mumbuca. Começou seus estudos em Mirador: aos 11 anos foi recebido pela tia-avó, Delcina Ribeiro de Souza. Isso em 1939, para estudar, lá em Coroatá. Moraram também em Timbiras e Coelho Neto; depois a família foi para Monte Alegre, hoje Timbiras. Seu primeiro contato com o esporte foi em Coroatá – após ter saído de Mirador. Foi quando assistiu a uma pelada de futebol… TURNEN - FRAN PAXEXO Enquanto morava no interior, só estudava e fazia todo serviço de casa, compras no mercado. Na escola, fazia o primário. Quando estava no quarto ano, veio para São Luís, submeter-se ao exame de admissão. Naquela época, 1944, era exigido o quinto ano, para fazer exame de admissão. Estudou, então, no Colégio Ateneu Teixeira Mendes; depois no Colégio de São Luiz, e conseguiu transferência para o Liceu Maranhense (46 e 47). Pode-se dizer que foi no Liceu o começou sua vida esportiva, participando do time de futebol. Também estudou no Marista. Terminou o ginásio no Rio de Janeiro, no Colégio Frederico Ribeiro. Foi soldado, servindo ao Exército Brasileiro; praticou toda sorte de esporte, destacando-se pelo seu físico. Fez seleção para o Curso de Sargento. Passou, foi chamado e foi para o Rio de Janeiro. Lá também se destacou como atleta, participando de vários eventos esportivos. Fo da Polícia do Exército – PE -, do Batalhão de Guarda Presidencial; Foi enviado para a Escola de Educação Física, onde cursou a Monitoria. Sargento monitor de Educação Física. Quando deixou o Exército, teve seus estudos equiparados como de nível superior, conforme a legislação permitia. Ao dar baixa, retorna à São Luis, passando a trabalhar como professor de educação física. Colégios Batista, Marista, Academia do Comércio e de seu primeiro colégio – o Ateneu. Era 1954… Casa-se e passa a trabalhar com o sogro, numa fazenda no Pindaré – a Uirapurú. No Pindaré não deixou a educação física e os esportes. Lá, quiseram fazê-lo prefeito… Quebra, e retorna a São Luis – casado e com os filhos – volta a trabalhar com a educação física. Era o que fazia de melhor… O ambiente já era outro. Cláudio Vaz já havia começado o movimento dos jogos escolares. Era época do FEJ – Festival Esportivo da Juventude; época da Televisão Educativa do Maranhão – o CEMA. Dimas passa a atuar junto ao Estado, com Cláudio Alemão; na TVE/CEMA – onde apresentava um programa de educação física. Em uma de suas viagens, toma conhecimento do movimento esportivo dos Jogos Escolares Brasileiros. Ary Façanha de Sá, seu amigo, nascido em Guimarães, estava à frente desse movimento, abrindo-lhe as portas- e ao Maranhão – para se inserir naquele movimento. 20140901_140940 O Estado não tinha professores de educação física – pelo menos, não suficiente – para atender a demanda. Começa a importação de professores, técnicos e atletas – primeiro, para coordenar os Jogos Escolares, depois, vão se fixando e vê-se a necessidade da criação de um curso de educação física. Várias tentativas – FESM, hoje UEMA, Pitucinha, Escola Técnica… por fim, a implantação das Práticas Esportivas (obrigatória) na Universidade; depois o Curso de Educação Física… a criação da SEDEL, a primeira secretaria dedicada do Brasil, sucessora do DEFER… Dimas esteve ‘metido’ em todos esses movimentos… o reinicio dos esportes escolares no Maranhão, nos anos 70; a (re)criação dos Jogos Escolares, o movimento para a fundação de um curso de educação física, a criação da SEDEL, o movimento do EPT, a criação do curso de educação física na UFMA, a pós graduação em Manaus, os cursos de especialização que a UFMA ofereceu, já nos anos 80; a consolidação do Curso de Educação Física, nos anos 90, até sua aposentadoria… retorna por duas vezes às atividades, como professor substituto… Parece pouco? Passa-se uma vida em menos de duas laudas… mas nosso Querido professor Dimas, de sua chegada a São Luis, envolvido com o esporte escolar, com o ensino da educação física, da natação, da ginástica, do handebol, da recreação – desde 1944 – são já 70 anos, de seus 86 anos de vida… Esse é o nosso Querido Professor Dimas… natação no jaguarema – dimas professor 2JEMS 97 - CAMPEÃO HANDEBOLATLETISMO - ARY FACANHA8 de maio 1948BASQUETE 1973bBASQUETE 1974 ETFMbBASQUETE FEMININO 1973b Batista 1Digitalizar0010VOLEIBOL 193720140901_140045

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MORRE LULA ALMEIDA – UM DOS ÍCONES DA EDUCAÇÃO FÍSICA IMPERAUTA: VÁ TER COM DEUS, PROFESSOR!!!

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Replico aqui a homenagem de Edmilson Sanches ao Professor Lula Almeida, um dos maiores incentivadores da Educação Física e Práticas Esportivas da região de Imperatriz.

Descanse em paz, Professor!!!

 

Foto de Edmilson Sanches.
Foto de Edmilson Sanches.
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LULA ALMEIDA: 12/09/1963—22/09/2014

Exatamente 10 dias após completar 51 anos, morreu, na noite desta segunda-feira, 22 de setembro de 2014, o advogado, bacharel em História, professor, político, duas vezes secretário estadual, ex-deputado estadual e ex-vereador (cargos assumidos na condição de suplente) e, atualmente, secretário municipal de Imperatriz e empresário da Educação Superior José Raimundo Silva de Almeida, o Lula Almeida. Foi presidente estadual do Instituto Teotônio Vilela, sediado em São Luís, cargo em que o sucedi sem o mesmo sucesso, em razão de dificuldades burocráticas havidas na época.

Lula Almeida de nascimento era baiano, do município de Itororó, de pouco mais de 20 mil habitantes e 330 quilômetros quadrados de área, criado em 1958, apenas cinco anos antes de Lula nascer.

Tive muitos momentos de convivência com Lula Almeida. Primeiro, no começo da amizade, pelas afinidades ideológicas e idealísticas. Nos idos da década de 1980, Lula era o aluno de História na mesma faculdade em que estudei. Ambos éramos servidores públicos federais.

De inteligência e memória privilegiadas, excepcional capacidade de articulação política, detentor de vasto conhecimento da história e da realidade política atual brasileira, maranhense, regional e imperatrizense, Lula Almeida desfiava nomes, números, fatos, interações e inter-relações de tudo isso com uma simplicidade que parecia fluida, líquida e certa, parecendo água entre e sobre pedras. Sabia dizer com naturalidade a quantidade de votos de praticamente qualquer candidato da política maranhense e de expressão nacional em diversos anos. Para mim, era impressionante como brotavam aqueles números de votações.

Por incontáveis vezes sentamo-nos em mesas de bares e restaurantes, em pé em salões sociais e políticos, em ambientes de ensino, em viagens por terra e pelo ar, e conversávamos muito. Aqui e acolá ele me ligava, inclusive este ano, falando de sonhos e projetos para os quais demonstrava vontade de ter-me como participante.

Lula Almeida, sem abdicar da inteligência ideológica e filosófica, foi-se tornando um homem de inteligência prática, no sentido de voltar-se à realização de uma vontade senão ideal: criar uma Instituição de Ensino Superior. Criou o Instituto Exitus com sua irmã Joane e o professor Gilvan e lançou, em 1999, o Prêmio Exitus de Literatura, voltado para alunos do Ensino Fundamental de Imperatriz.

Quantas vezes Lula me contava um ou outro passo na longa caminhada até a realidade da Unisulma, instituição de ensino superior que de há muito é um dos melhores exemplos do empreendedorismo imperatrizense associado a empreendedores da capital, pois que um estabelecimento de ensino desse porte é realização de fôlego — recomendável, portanto, parceria para, com trocadilho, inspirar juntos. Por diversas vezes fui convidado para ministrar palestras e aulas magnas na Unisulma, onde também recebi homenagem conferida pela Instituição.

Por diversas vezes, em tribuna política e em entrevistas na TV, eu disse que Imperatriz estava “devendo” um mandato parlamentar para Lula Almeida — preferencialmente no Congresso Nacional, tal, ao meu ver, o talento e o tamanho políticos do Lula, o mais imperatrizense dos baianos, ou o mais baiano dos imperatrizenses, já que oficialmente lhe foi conferido, em 2006, o título de “Cidadão de Imperatriz” (recebera também os títulos de Cidadão Maranhense, em 2005, e de São Luís, um ano antes). Lamentavelmente, embora algumas candidaturas que enfrentou com muito esforço (inclusive de saúde), Lula Almeida não foi eleito titular de um mandato.

Quando há alguns anos o nome de Lula foi explorado e, até, vitimizado na Imprensa e na Política em razão de falada investigação da Polícia Federal, fui à tribuna para dizer que, diferentemente de outros discursos, “Lula Almeida não precisava de defesa; pois não haveria melhor e mais competente advogado da causa do que ele mesmo, pelos largos conhecimentos jurídicos que detinha e, sobretudo, por ser ele, Lula, a maior autoridade em sua própria vida e no assunto ora sob exploração”. Lula Almeida telefonou tempos depois, agradecendo a oportunidade e lucidez do meu pronunciamento.

Algumas vezes a convite fui à sua residência onde, em almoço, ele discutia comigo alguns assuntos e me pedia opinião. Também me dizia, confessional, de impressões e opiniões acerca de certas “figuras” políticas municipais com as quais a convivência muito próxima era mais por tolerância que por gosto ou vontade. Acerca de uma delas, revelou-me: “Ele não gosta de mim, nem de ti nem de (…Fulano de Tal …); porque nós temos personalidade própria e, ante a insegurança dele, representamos uma ameaça”. Se Lula, fluido e jeitoso, aprendera a jogar o jogo, eu sequer sabia disso ser espectador… Pior para mim…

Casado com Tânia (formada em Serviço Social e Direito), pai de quatro filhos, Lula Almeida faleceu em razão de problemas pulmonares no Hospital São Rafael, onde há dois meses estava internado. Muito ligado aos irmãos, de um deles, aliás, uma irmã, Joane, que o auxiliava na administração da Unisulma, recebeu uma demonstração especial de carinho e coragem: um rim, que Lula, paciente renal, carregava dentro de si e lhe deu melhores condições de, durante muitos anos, tocar a vida com relativa normalidade, inclusive pequenos excessos próprios do ser humano que, sabendo de seus limites, se permitia ultrapassá-los aqui e acolá ante “la joie de vivre”.

Agora, com seu passamento para o outro estágio da vida, fica a grande contribuição de Lula Almeida à Educação Superior local e regional e o registro de seu talento na Política e na Administração Pública imperatrizense e maranhense.

Lula Almeida também tinha talento literário. Escritor bissexto, foi coautor de uma pouco conhecida antologia de autores imperatrizenses. Laivos dessa competência no escrever pode-se entrever em frases de alguns dos textos que ele produziu com opiniões sobre mim. Transcrever trechos será uma forma de lembrar o patrimônio mútuo de referências interpessoais, mesmo sem nos frequentarmos mais amiúde.

Eis o que me escreveu o Lula Almeida:

“Nesta época tão carente de pessoas honestas, sérias e idealistas Edmilson Sanches apresenta-se como um verdadeiro arauto em busca de uma cidade unida em seus ideais, solidária na paz e comprometida com a justiça.”

Em outra oportunidade, sobre a forma de eu “fazer” política e desenvolver minha candidaturas e campanhas eleitorais:

“Um partido precisa do militante obreiro, aquele que entrega o santinho, amarra a faixa no poste, arruma o palanque…

Um partido precisa do militante pensador, que formula suas teses, produz seus manifestos, elabora seus princípios…

Um partido necessita do militante corajoso, capaz de enfrentar adversidades, disposto a candidatar-se mesmo sem chance alguma de vitória…

O meu amigo Sanches reúne estas três características de um bom militante político, é trabalhador, honesto, intelectual rigoroso, simples e corajoso.”

Por fim, a capacidade de síntese, de amigo para amigo:

“Há homens que têm inveja. Há homens que dão inveja. É o seu caso.”

* * *

Lula, descanse em paz. Da infância humilde na Bahia ao profissional liberal e empreendedor educacional, você sonhou — e realizou — sonhos possíveis para você, e (quase) impossíveis para muitos.

Sou grato pelos gestos de confiança e distinção que me dispensou durante sua passagem neste lado de cá da vida.

“Sit tibi terra levis”.

EDMILSON SANCHES

________
FOTOS – Em cima: Edmilson Sanches, ladeado por Lula Almeida e sua irmã Joane Gláucia Silva de Almeida e Almeida, diretora geral da Unisulma; atrás, podem ser vistos o professor Sebastião Rodrigues, a jornalista Linda Veloso e a ex-vice-prefeita de Imperatriz Teresa Simões. Abaixo, Lula Almeida entrega a Edmilson Sanches placa com homenagem. Na outra foto, Edmilson Sanches discursa pela homenagem recebida. Na mesa, a diretora Joane Almeida, e, atentos ao palestrante, o empresário Jorge Mendes, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), e Lula Almeida.

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CEV Novidades – Beisebol é a Novidade no Esporte

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Fitness e Qualidade de Vida: Cartão Vida Ativa é Bom Para os Idosos e Para os Profissionais

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Legislação Desportiva – CEVLeis: Questão Sindical no Futebol Profissional:jogadores & árbitros

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A industrialização francesa e os efeitos no futebol do país – by fvannierborges

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A industrialização francesa e os efeitos no futebol do país

by fvannierborges

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Para quem olha pela primeira vez e compara com outros países da Europa, o mapa do futebol francês pode parecer estranho. Quando se pensa na concentração de equipes e títulos nas grandes capitais, ver o PSG como o único time de Paris na primeira divisão, tendo vencido apenas 4 vezes o título nacional, sendo que os últimos dois depois da chegada dos petrodólares, não combina com outros países europeus. Pode-se argumentar que Manchester e Liverpool não são as capitais da Inglaterra, mas possuem grandes times e concentram um grande número de títulos do campeonato inglês, mas então como explicar que Saint-Étienne é o clube que mais vezes ganhou o campeonato francês? A resposta passa um pouco pelo exemplo dado anteriormente, pois Manchester e Liverpool são duas cidades com alto nível de industrialização e concentração urbana.

A geografia do futebol francês reflete o processo de industrialização do país. Na França, não houve grandes cidades industriais como havia em meados do século XIX na Inglaterra. Assim, assistir, viver e falar sobre o futebol não era algo tão comum e um passatempo obrigatório passado por gerações. A industrialização foi pontual na região de Lille; Nordeste (Strasbourg, Alsácia…); centro e sudeste (St-Étienne, Lyon e região); ao redor de Marselha; e região de Paris. Foi um processo mais gradual, ao invés de mudar a balança de poder tão rapidamente entre campo e cidade. Nos anos 30, um terço da população ativa ainda estava empregada no setor primário, e o êxodo rural só foi acontecer com mais intensidade no pós-guerra, e só foi acompanhado de um crescimento econômico nos anos 70. Em relação a sua organização, ao invés de grandes concertações industriais, o modelo francês se baseava em “cidades-indústria”, muitas de organizações familiar, em que uma indústria dominava a mão-de-obra de uma pequena ou média cidade.

Esse modelo de industrialização criou uma forte ligação entre os clubes e as indústrias, e não por acaso aqueles que tiveram maior sucesso foram os com ligação direta a elas. O profissionalismo dos jogadores não era muito avançado, de modo que muitos jogadores estavam ligados às empresas para poder jogar. Além disso, fragmentação do futebol francês em pequenas cidades impediu que grandes massas de torcedores estivessem em torno de um clube. Os clubes mais populares estavam ligados (em seus nomes ou estádios) a essas indústrias, por exemplo, o Sochaux tem fortes ligações a montadora Peugeot e o St-Étienne ao grupo de varejo Casino.

Os clubes e jogadores de mais sucesso eram de cidades com menos de 50 mil habitantes, o que pode ajudar a explicar um pouco da falta de popularidade nacional do futebol frente a outras modalidades como o rugby e o tênis. Os primeiros clubes a atrair mais de 10 mil pessoas em jogos da Liga foram Olympique de Marselha, Racing Club de Paris, Racing Club de Strasbourg e Olympique Lillois – das grandes concentrações urbanas e industriais. Baseando-se em pequenas cidades industriais, e apoiado pela municipalidade, cada cidade tinha um time, não criando assim rivalidades através de dérbis, os clássicos municipais, que muito contribuem para aumentar o apoio do torcedor. Os estádios na França eram pequenos comparados a outros países europeus, só por ocasião das olimpíadas de 1924 que se construiu, em Paris, um estádio com capacidade de 50 mil pessoas, enquanto em Wembley já cabiam 100 mil espectadores.

A guerra também não ajudou muito. Mesmo que lentos, os progressos foram interrompidos com a dominação alemã durante a guerra, e todo o sistema teve que se reorganizar durante o pós-guerra. A partir de 1945, o período dos 30 gloriosos anos, serviu para França alcançar outras potências no desenvolvimento econômico. Só em meados dos anos 70 que a Economia começou a mudar, estando mais centrada nos serviços que na indústria, e com isso também mudou o perfil das pessoas que migravam para os grandes centros urbanos, até os anos 70, grande parte da população que migrava para Paris matinha a sua filiação com a sua origem (e seu departamento), e dessa forma mantendo a ligação com o time local.

No período entre guerras, e até brevemente pós-2ª guerra existiam clubes em Paris com sucesso de público e esportivo, como o Olympique Pantim, Red Star e o Racing Club. Com o tempo foi se tornando mais difícil mantê-los nas divisões de elite, principalmente sem a grande ajuda do poder municipal, que contribuía para o sucesso de outros times, uma vez que Paris só foi ter a sua prefeitura municipal em 1977. Mas a mudança social e da própria organização do futebol, que aos poucos estava mais baseada na publicidade e na venda de direitos televisivos, não passou desapercebida aos fundadores do Paris Saint-Germain, que foi criado com o intuito de ser uma potência no cenário Francês.

Apesar de alguns altos e baixos nesse caminho, a chegada dos sheiks a Paris aparenta ter consolidado o PSG como potência esportiva e ter dado sustentabilidade ao projeto do clube e sua ligação com a cidade. Com a perda da importância das indústrias, as cidades usam o esporte como forma de atrair atenção e tentar desenvolver os locais. Antes, o apoio da municipalidade (ajuda financeira e uso do estádio) servia mais como forma de estabilizar as contas do que como grande vantagem financeira – além disso, os prefeitos achavam que podiam interferir muito no clube. Com a nova organização do futebol, a partir de meados dos anos 80, novos dirigentes apareceram, e os clubes passaram a ser usados como forma de divulgar as cidades mais amplamente.

Para Manuel Castells, com a globalização, ao invés de perderem importância, as grandes cidades se tornam “hubs” (pontos de encontro e grande fluxo de uma rede) vitais da economia global. Com um peso cada vez maior da imagem na construção da marca, o sucesso de um empreendimento está associado a elementos simbólicos e um futebol moderno, globalizado e espetacularizado, que está muito em função da televisão, isso não poderia ser diferente.  Ao investir no PSG, uma das justificativas dadas era a noção de que uma grande capital europeia precisava de um grande time e não foi por acaso a contratação de David Beckham para o PSG, o seu papel era muito mais comercial do que esportivo. Da mesma forma, tem uma função estratégica a loja do PSG localizada no Champs-Elysées, um dos pontos de maior prestígio e fluxo de turistas da cidade de Paris, bem como a mudança do emblema da equipe, que deu mais destaque a ligação com Paris. A História avança, mudam a Geografia e a Economia de um país e o futebol vai junto.

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Do lado esquerdo, o escudo que foi usado a partir de 2002 e o novo emblema, no lado direito.

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Evolução dos escudos do PSG

fvannierborges | 22/09/2014 às 05:30 | Categorias: História do Esporte | URL: http://wp.me/pvzlx-1da
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CEV Novidades – •Perfil dos Participantes de Bullying Escolar em Crianças e Adolescentes de Alta Vulnerabilidade Social

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CEV Novidades

Link to Centro Esportivo Virtual

Educação Física no Maranhão: Homenagem Aos Fundadores do Curso de Educação Física, Ufma, Dia 24/9

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Função Sexual e Qualidade de Vida de Participantes, com e Sem Dor Crônica Musculoesquelética, Engajados em Programas de Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica com ênfase no Exercício Físico

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Avaliação da Execução do Salto Vertical de Crianças Segundo Modelo Teórico de Gallahue, Considerando Idade, Sexo, Composição Corporal e Tipo de Prática

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Pressão Arterial Elevada e Sua Associação com Atividade Física, Fatores Sociodemográficos e de Saúde em Idosos Residentes em Lafaiete Coutinho, Bahia, Brasil: Estudo de Base Populacional

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Perfil dos Participantes de Bullying Escolar em Crianças e Adolescentes de Alta Vulnerabilidade Social da Grande Florianópolis – Sc

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Análise de Parâmetros Cinemáticos no Desempenho do Chute Giro Dorsal no Karatê

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I COPA INTERCURSOS DE FUTSAL FEMININO UNIVERSITÁRIO.

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ATENDENDO A DEMANDA DO PÚBLICO FEMININO UNIVERSITÁRIO A ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA ACADÊMICA UFMA ESTARÁ REALIZANDO DURANTE O MÊS DE OUTUBRO E NOVEMBRO A I COPA INTERCURSOS DE FUTSAL FEMININO UNIVERSITÁRIO. INSCRIÇÕES ATÉ O DIA 17 DE OUTUBRO

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Homenagem Aos Fundadores do Curso de Educação Física, Ufma, Dia 24/9

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Homenagem Aos Fundadores do Curso de Educação Física, Ufma, Dia 24/9

Dia 24 marca homenagem aos fundadores do curso de Educação Física

O evento será realizado no Auditório Central da Cidade Universitária

SÃO LUÍS – No dia 24 de setembro, às 8h, o Departamento de Educação Física e o Centro Acadêmico “Prof. Dimas” realizarão, no Auditório Central da Cidade Universitária, uma cerimônia que homenageará os professores que fundaram o curso de Educação Física na Universidade Federal do Maranhão.

O evento será um momento de confraternização entre os alunos ingressos e egressos, além de reunir professores, ex-professores e aposentados que estão ou estiveram lotados no Departamento de Educação Física da Universidade. Nesta homenagem aos fundadores do curso, duas serão in memorian e uma com a presença do professor Dimas Antônio Maria Zacharias Bezerra de Araújo, que hoje está com 86 anos.

Durante o evento, além das homenagens, o docente mais conhecido como “professor Dimas” ministrará uma palestra na qual ele contará um pouco sobre a sua contribuição na fixação do curso no Estado e como foi esse processo de implantação. Além disso, o professor falará um pouco sobre a criação dos Jogos Escolares no Maranhenses (JEMs).

Segundo o chefe do Departamento de Educação Física, Mario Sevilio, a ideia surgiu depois de uma conversa informal com o professor Dimas. “Conversando sobre a homenagem que o nosso Centro Acadêmico deu, em 2007, colocando o nome do professor no Centro Acadêmico, Dimas me informou que não sabia desta homenagem e questionei se os professores fundadores do curso já haviam recebido alguma homenagem e ele me disse que não. Então, resolvemos, em assembleia, conceder esta homenagem”, disse.

O Departamento de Educação Física informa que o evento contará com a presença de todos os alunos, professores, ex-alunos, ex-professores, familiares, amigos, federações ligadas ao esporte.

Saiba mais  

O curso de Educação Física da Universidade Federal do Maranhão possui quase quatro décadas de existência. Atualmente, está em 50º lugar em uma avaliação que foi feita com quase mil instituições. Com relação aos cursos da UFMA, na área de ciências e biológicas, o curso está em terceiro lugar, perdendo apenas pra nutrição e biologia.

O curso conta, atualmente, apenas com licenciatura, entretanto, a partir de 2015, será bacharelado também. A Universidade está aguardando a autorização da capes para iniciar o Mestrado em medicina do esporte.

Produção: Marcele Costa Revisão: Charles Mendes

Lugar: Cidade Universitária Campus do Bacanga

FONTE: http://portais.ufma.br/PortalUfma/paginas/noticias/noticia.jsf?id=43941


Visite: Educação Física no Maranhão – Centro Esportivo Virtual
http://cev.org.br/comunidade/maranhao/

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CEV Novidades – Revista Panathlon Distrito Brasil N. 9 Mai-jul 2014 no Ar

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Legislação Desportiva – CEVLeis: Derecho-publico-del-deporte de Gabriel Real Ferrer

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O Universo Desportivo de Cegos e Deficientes Visuais : Uma Interpretação

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Educação Física no Distrito Federal: A Capital Federal Continua Torrando Dinheiro com o Pretexto do Esporte

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Panathlon: Revista Panathlon Distrito Brasil N. 9 Mai-jul 2014 no Ar

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Oficina (Gratuita) de Danças Folclóricas Maranhenses

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Oficina Gratuita de Danças Folclóricas Maranhenses

O Observatório Cultural SLZ – UFMA oferece uma Oficina de Danças Folclóricas Maranhenses, totalmente gratuita, em sua sede (Centro Pedagógico Paulo Freire, térreo – asa norte UFMA), as inscrições acontecem de 22 a 26 setembro de 2014. Durante a oficina serão transmitidos os conhecimentos teóricos e práticos sobre o folclore de cada região do Maranhão.

Vagas limitadas!!

As inscrições vão até o dia 26 de setembro
pelo email: observatorioculturalslz@gmail.com.br,
ou na sede do Projeto: Universidade Federal do Maranhão, Centro Pedagógico Paulo Freire, – térreo – Asa Norte – São Luís – MA.
Informações: (98) 84306810

Manifestações Abordadas:
Bumba meu boi (todos os sotaques)
Cacuriá
Dança do Coco
Tambor de Crioula

Ficha de inscrição
Download
http://www.4shared.com/office/xfoF8GVdce/FICHA_DE_INSCRIO_-_OFICINA_DE_.html

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CEV Novidades – •Quando o Estado Joga a Favor do Privado : as Politicas de Esporte Apos a Constituição de 1988

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CEV Ndades

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