Lagoa da Jansen ganha praça inclusiva que amplia o brincar para todas as crianças

Por: Daniel Matos • 24 de março de 2026 • 0 comentários

A praça foi oficialmente apresentada à sociedade civil organizada e ao Ministério Público do Maranhão durante reunião realizada no Auditório do João Goulart

“Como mãe atípica, de uma criança cadeirante, acho uma iniciativa muito boa. Hoje não temos praças tão acessíveis e é uma grande iniciativa. Se conseguirmos ter uma praça como essa, será muito importante. A gente sente muita falta de uma praça assim. Brincar é um direito das crianças”, comenta Helen Caldas, mãe da pequena Isa, de sete anos, ao destacar a iniciativa do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Governo (Segov) na implantação da Praça Aymar Mesquita, a primeira do Maranhão voltada para crianças neurodivergentes e com deficiência.

O espaço, que está com obras em estágio avançado de andamento, ficará localizado na Lagoa da Jansen e contará com diversos equipamentos, como brinquedos, gazebos, bancos, quiosques, mapa tátil e apoio às crianças.

A praça foi oficialmente apresentada à sociedade civil organizada e ao Ministério Público do Maranhão (MP-MA) na manhã desta sexta-feira (20), durante reunião realizada no Auditório do João Goulart, no Centro de São Luís.

Na reunião, a Segov teve como foco central apresentar o projeto oficial da Praça Aymar Mesquita e dialogar com o público presente sobre sugestões de aperfeiçoamento para o espaço até sua entrega ainda no primeiro semestre de 2026.

Presente no encontro, Helen Caldas parabenizou o Governo do Estado pelo diálogo com a sociedade e por buscar medidas para que a praça possa atender o maior número possível de crianças neurodivergentes e portadoras de deficiência presentes na Região Metropolitana da capital maranhense.

“Hoje, a Isa, [minha filha], com sete anos, tem dificuldade em se divertir em parques públicos e particulares, por não conseguir brincar em todos os brinquedos. Ter um espaço em que ela seja acolhida, em que ela se sinta parte, é muito importante e muito representativo. Para ela, tenho certeza de que será muito bom”, parabenizou a mãe.

Para Lena Brandão, secretária adjunta de projetos da Segov, a praça nasce na Segov como parte importante do processo de revitalização da Lagoa da Jansen. “É uma praça completamente inclusiva. Ela pensa não somente na acessibilidade, mas também pensa nas crianças neurodivergentes, nas [crianças] com dificuldade de mobilidade e portadoras de deficiência. Nas pessoas como um todo. Uma praça em que estamos em um momento de escuta, para termos um projeto ainda mais exitoso”, pontuou, ao destacar a reunião realizada.

A secretária acrescenta, ainda, que o diálogo com o público e o MP-MA é uma forma de sensibilizar os envolvidos para as transformações e a inclusão que a Praça Aymar Mesquita irá proporcionar para as crianças maranhenses.

“Pensamos em um espaço completamente acessível, mas temos brinquedos que visam a inclusão das crianças que possuam alguma neurodivergência, ou portadoras de alguma divergência, para que possam estar incluídas, brincando com sua família e seus irmãos. Estamos trabalhando para que a praça seja um espaço de acolhimento, onde o brincar é mais ativo. Um espaço que a criança possa também ter a autonomia do brincar e do se recolher”, concluiu Lena Brandão.

Praça Aymar Mesquita

A Praça Aymar Mesquita foi concebida como um espaço público inclusivo, acessível e acolhedor, destinado ao uso de todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou cognitivas.

O projeto prioriza, também, a integração social, o estímulo ao desenvolvimento infantil e a garantia do direito ao lazer em condições de igualdade, planejado com circulações contínuas e acessíveis, com equipamentos que tragam conforto e independência a todos, caminhos amplos e nivelados, revestidos com materiais regulares que permitem o deslocamento seguro dos usuários.


'Argila', com Áurea Maranhão, faz apresentação única no Teatro Napoleão Ewerton

Por: Evandro Junior • 24 de março de 2026 • 0 comentários

Dramaturgia é livremente inspirada em obras literárias que abordam questões cruciais da existência humana e do futuro do planeta

São Luís – O espetáculo ‘Argila’, de Áurea Maranhão,obra-instalação que escava as urgências do presente, tem como ponto de partida provocações trazidas pelas obras do escritor e neurocientista Sidarta Ribeiro e do líder indígena e escritor Ailton Krenak. A apresentação única acontece dia 27 de março, às 20h, no Teatro Napoleão Ewerton, no prédio da Fecomércio/Sesc/Senac, em frente ao Hotel Íbis.

Em Argila, uma atriz, uma musicista e uma cidade em miniatura em cena contam histórias de ancestralidade e uma sociedade adoecida pelo sistema, com direção, dramaturgia e performance de Áurea Maranhãoe direção e performance musical deValda Lino. O espetáculo é produzido pelo núcleo artístico Terra Upaon Açú, de São Luís do Maranhão, aprovada no Edital Fomento Núcleos Artísticos – PNAB, chamamento público 006/2025 – SECULT/SL, com recursos da Política Nacional Aldir Branc de Fomento à Cultura (Lei Nº 14.399/2022).  

A dramaturgia é livremente inspirada em obras literárias que abordam questões cruciais da existência humana e do futuro do planeta, como “Sonho Manifesto”, do neurocientista Sidarta Ribeiro, e livros de Ailton Krenak, como “O Amanhã Não Está à Venda”,”A Vida Não é Útil” e “Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”. 

“Apesar dos desafios apresentados, tanto Ribeiro quanto Krenak oferecem perspectivas otimistas e inspiradoras, convidando à ação e à transformação social. Suas vozes ressoam como faróis de esperança e inspiração, apontando para um caminho de renovação e transformação em meio aos desafios e incertezas do presente”, revela a idealizadora da montagem, Áurea Maranhão.

O trabalho é uma espécie de ritual cênico, no qual palavra, barro e música respiram juntos. Essa travessia sensorial começa na penumbra de um símbolo de justiça e termina num grito coletivo por reinvenção. Cada gesto sobre o barro questiona a herança violenta que carregamos, e propõe uma ética radical do cuidado.

Esses trabalhos oferecem reflexões profundas sobre a importância da reconexão com a natureza e a sabedoria ancestral para uma vida mais sustentável, criticando o paradigma do progresso a qualquer custo e destacam a necessidade de uma abordagem mais consciente e inclusiva para o desenvolvimento humano.

Com um cenário de cidade em miniatura feito de argila, e complementado por uma iluminação e trilha sonora original, a peça convida o público a refletir sobre a transformação pessoal e coletiva necessária para nossa sobrevivência e prosperidade. 

A argila não é apenas um mineral, aqui é trazida como um símbolo poderoso de resiliência, adaptação e renascimento. “Nosso trabalho com a argila busca ser uma ferramenta visceral para recuperar a escuta do corpo e curar as mazelas da contemporaneidade, como a solidão causada pelo excesso de virtualidade e a falta de intimidade com nossos próprios desejos”.

Performer alterna narrativa épica e confissão íntima

Essa narrativa costura texto falado, narrativas em off, trilha original percutida ao vivo por Valda Lino (que também assina a direção musical) e uma coreografia de luz que lentamente “escava” o palco. Em cena, a performer alterna narrativa épica e confissão íntima, atravessando temas como sonho coletivo, justiça climática e resistência feminina.

Poesia física, som imersivo e discurso afiado, Argila transforma sala, auditório ou palco italiano em arena de diálogo entre espectadores e as grandes perguntas do nosso tempo: quem fomos? quem somos? e quem ainda podemos ser, se ousarmos sonhar juntos?

A peça é protagonizada por uma equipe diversa de artistas residentes em São Luís do Maranhão. Além da diretora, dramaturga e performer, estão no time Valda Lino, responsável pela direção musical e performance musical; Luty Barteix, pela direção de movimento e assistência de direção; Renato Guterres, pelo desenho e operação de luz; Eliane Barros, pela direção de arte, maquiagem e figurino: Tathy Yazigi, pela provocação e orientação; e Amanda Travassos, identidade visual, designer (projeto) e social media, Rob Falcão produção de palco e contrarregragem.


Michele Carreira participa da quarta edição do Blue Mulher

Por: Evandro Junior • 24 de março de 2026 • 0 comentários

Michele Carreira está confirmada na quarta edição do Blue Mulher

São Luís – A diretora geral da Faculdade de Negócios Faene, Michele Carreira, participa, nesta terça-feira (24), às 21h, de mais uma edição do evento Blue Mulher, realizado no Oito Restaurante, localizado no Blue Tree Towers São Luís, no bairro Calhau.

O encontro, que chega à sua quarta edição, tem como proposta impulsionar o empreendedorismo feminino, reunindo mulheres que acreditam na força das conexões, da troca de experiências e do aprendizado coletivo. A iniciativa vem se consolidando como um importante espaço de diálogo e fortalecimento de lideranças femininas em diferentes áreas de atuação.

À frente da Faene, Michele Carreira tem se destacado por uma gestão moderna e estratégica, contribuindo para o fortalecimento da instituição no cenário educacional.

O trabalho é desenvolvido em parceria com o diretor de Negócios, Ricardo Carreira, em um projeto familiar que valoriza a presença feminina em posições de liderança e decisão.


Após reunião do deputado Wellington com concursados de Cururupu, prefeitura anuncia cronograma de nomeações até abril

Por: Daniel Matos • 24 de março de 2026 • 0 comentários

O deputado Wellington do Curso ouviu candidatos aprovados no concurso público para a Guarda Municipal de Cururupu, o que levou a prefeitura a se mobilizar para divulgar cronograma de nomeações

Após reunião do deputado estadual Wellington do Curso com candidatos aprovados no concurso para a Guarda Municipal em Cururupu, ocorrida semana passada, a prefeitura local informou que divulgará até o mês de abril um cronograma com a previsão de nomeações. Antes da visita do parlamentar, as pessoas que aguardavam para assumir os cargos estavam sem qualquer resposta da administração municipal.

Wellington do Curso destacou o resultado positivo da sua visita, que foi determinante para a solução da pendência. “Nomear aprovado em concurso público não é favor, é obrigação!”, ressaltou.

O deputado informou que, mesmo com a promessa feita pela gestão municipal de divulgar um cronograma de nomeações dos aprovados, encaminhará as informações ao Ministério Público para que as providências necessárias sejam adotadas.

Além dessa medida, Wellington do Curso formalizou ofício em que cobrou informações oficiais do Município quanto aos precatórios do FUNDEF, recursos do FUNDEB e sobras e ainda a relação atualizada com escolas e a possibilidade de concessão de reajuste salarial para os professores.


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