Eleições em Codó: continuidade ou mudança

0comentário
Grupão Liberta Codó, grupo de lideranças políticas que forma a oposição ao atual governo

Sexta maior cidade do Maranhão, com mais de 122.000 habitantes, é natural que Codó atraia a atenção de todo o estado nestas eleições.

O atual prefeito, Francisco Nagib, concorre à reeleição, enfrentando uma grande rejeição da população, principalmente na área da saúde. Codó hoje registra 2.783 casos confirmados e 61 óbitos, enquanto a vizinha  Caxias com seus 165.000 habitantes, registra 1.000 casos a menos e 51 óbitos.

Enquanto a popularidade do prefeito Nagib cai, na oposição, nomes como o do ex-prefeito Ricardo Archer e do médico Zé Francisco, aparecem entre os mais cotados. Outros possíveis candidatos à Prefeitura de Codó são Biné Figueiredo, Chiquinho do SAAE e Pedro Belo, ambos com influência política na região. Estes juntamente com Ricardo Archer, e Zé Francisco formaram uma frente contrária ao prefeito Francisco Nagib, batizada de Grupão Liberta Codó, mas por enquanto cada um à sua maneira tenta se viabilizar como o candidato do grupo, sem chegar a um consenso.

Ricardo é um empresário bem sucedido na região, e quando prefeito teve sua gestão muito bem avaliada, principalmente nos quesitos saúde e educação. Prefeito por duas vezes, já foi Secretário de Estado, Vereador mais votado no Maranhão proporcionalmente, Deputado Estadual, e presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem).

Nagib e Zé Francisco, já concorreram na mesma chapa na eleição anterior

Dr. Zé Francisco, já concorreu em outras eleições, mas não obteve êxito. Inclusive para vice prefeito de Francisco Nagib na eleição de 2012, quando os dois além de perderem as eleições, se tornaram inelegíveis por compra de votos e abuso de poder econômico. Apesar de terem revertido temporariamente a situação nos tribunais, a qualquer momento Zé Francisco e Nagib podem ser impedidos de concorrer às eleições, ou se eleitos podem ser cassados pela justiça no futuro.

Pesa ainda contra o Dr. Zé Francisco, uma denúncia em Capinzal do Norte, pelo desvio de recursos do SUS, quando ele foi diretor do Hospital São José. Uma curiosidade, Dr. Zé Francisco já tentou também se eleger prefeito em Capinzal do Norte, mas por lá também nunca se elegeu a nada, foi então que desistiu da política em Capinzal e resolveu tentar a sorte em Codó. Em Codó, Zé Francisco concorreu ainda para Deputado Federal em 2018, e mais uma vez perdeu as eleições. Agora, tenta se viabilizar pré-candidato a prefeito, mas a má fama adquirida em não cumprir acordos, faz com que o médico seja visto com desconfiança por possíveis adversários.

Importante lembrar, que o atual prefeito Francisco Nagib, se elegeu com um discurso de renovação, apesar de ter sido eleito com o apoio do seu antecessor, Zito Rolim, envolvido em inúmeros escândalos ao longo de sua carreira política, que vão desde o superfaturamento de caixões até a compra de votos.

Nagib e Zito, já foram concorrentes em eleições anteriores, hoje estão unidos por interesses pessoais

Ainda sobre a dupla Zito/Nagib, os dois juntos foram responsáveis pelo maior desemprego em massa que a cidade de Codó já viu. Um dos argumentos de Zito para pedir votos para Nagib na eleição passada, foi que nenhum funcionário da prefeitura seria demitido se Francisco Nagib ganhasse as eleições. Uma vez eleito, ao assumir a prefeitura, Nagib demitiu de uma só vez 3.000 funcionários.

Em Codó, muitos dos que aparentam ser inimigos políticos, na verdade já estiveram ou continuam juntos. Zé Francisco já concorreu a vice de Francisco Nagib para prefeito, contra Zito Rolim. Zito por sua vez apoiou Nagib nas eleições passadas. Nagib se elegeu e agora tenta a reeleição com o apoio de Zito. Como diz o povo, muitos deles acabam sendo tudo “farinha do mesmo saco”. Enquanto isto, a oposição ao prefeito continua “cozinhando o galo”.

sem comentário »

Novo endereço do Blog de Zeca Soares

0comentário

O nosso blog agora está em um novo endereço: https://zecasoares.com

Entre lá e acesse agora mesmo.

Muito obrigado!!!!

sem comentário »

BRK AMBIENTAL PROMOVE FEIRÃO DE NEGOCIAÇÃO VIRTUAL

0comentário
Agora todo o atendimento de negociação com a BRK Ambiental será online, de forma virtual e com condições facilitadas para pagamento enquanto durar o Feirão Online.

Por meio da plataforma Acordo Certo, iniciativa auxilia pessoas que buscam condições facilitadas de pagamento


Com o objetivo de auxiliar os clientes que enfrentam dificuldades financeiras diante da crise provocada pela pandemia do novo Coronavírus, a BRK Ambiental, empresa responsável pelos serviços de água e esgoto em Paço do Lumiar e São José de Ribamar, realiza o Feirão de Negociação On-Line para clientes residenciais, na plataforma Acordo Certo.


A ação, que já começou e vai até o próximo dia 31 de julho, irá auxiliar os clientes que têm débitos com a concessionária e buscam condições facilitadas para regularizar os valores. A partir do uso de um sistema de inteligência artificial, todo o processo de negociação é digital, o que evita deslocamentos até as lojas da concessionária e torna o atendimento ao cliente ainda mais simplificado. 


Os acordos são exclusivos, conforme as necessidades de cada pessoa, e oferecem opções como pagamento de faturas vencidas à vista com isenção de multas e juros, parcelamento ou até mesmo o reparcelamento de uma negociação realizada anteriormente.


“Estamos diante de um momento sem precedentes em todo o mundo e entendemos que é importante adotarmos medidas que auxiliem e tranquilizem os nossos clientes que estão com dificuldades de realizar os pagamentos das faturas. Neste momento, nossa prioridade é garantir a manutenção dos serviços de água e esgoto para todos”, diz Raniere Siqueira, gerente comercial da BRK Ambiental no Maranhão.
As negociações são realizadas no site www.acordocerto.com.br/brk. Para acessar, basta criar um cadastro a partir dos dados pessoais do cliente (CPF, data de nascimento, e-mail e número de telefone celular) e iniciar o processo de negociação na plataforma.


A BRK Ambiental reforça ainda que, além de promover ações para facilitar o pagamento de faturas, a empresa toma todas as medidas preventivas necessárias para garantir preservação da saúde e do bem-estar de seus colaboradores e clientes. Entre elas, estão higienização constante de veículos e equipamentos utilizados nas operações, inclusive itens de proteção individual, a adoção de trabalho remoto para funções administrativas, e a redução da circulação de leituristas, instituindo a cobrança pela média do consumo nos casos em que os hidrômetros se encontram dentro das residências.  

sem comentário »

SERVIÇO PÚBLICO NA REPÚBLICA LUDOVICENSE

0comentário

Na semana passada, o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei que cria o Marco Legal do Saneamento, que altera o atual modelo de contrato de programas junto a empresas estaduais de água e esgoto e abre concessão para empresas privadas, ato com repercussão no Maranhão, pois permitiria que a Caema – Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão viajasse do domínio público para o privado e transformada em empresa viável, como aconteceu, anos atrás, com a Cemar- Companhia Energética do Maranhão, comprada pela Equatorial Energia.

VOTO DA BANCADA

Esse importante projeto de lei, ao ser votado no Senado, não obteve consenso na bancada do Maranhão, pois só um dos três senadores votou a favor da matéria, ato lamentado pelo deputado Gastão Vieira, que viu no posicionamento de nossa representação, um comportamento identificado com um esquerdismo ultrapassado no tempo e no espaço.

Gastão está literalmente certo, ao fazer essa crítica sensata e oportuna aos que votaram contra uma lei que no Maranhão, se adotada,  seria útil e proveitosa para o governo e a população, principalmente quando se coteja a situação administrativa, econômica e financeira de duas empresas que nasceram ao mesmo tempo – Cemar e Caema, mas tomaram caminhos diferentes e hoje apresentam desempenhos antagônicos. Enquanto a primeira, por ser privatizada, é bem administrada e opera com eficiência; a segunda, ainda mantida pelo poder público, continua mal gerida e ineficiente.

LIVRO DE PALHANO

Por falar nessas duas empresas, lembro e recomendo o extraordinário livro da autoria do professor, Raimundo Palhano, publicado pelo IPES- Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais em 1968, que, pela importância e procura, a Secretaria de Ciência e Inovação Tecnológica o reeditou em 2017.

Trata-se da obra “Serviços públicos e cidadania na república ludovicense”, que, com fidelidade e objetividade, mostra a instalação, produção, distribuição e consumo dos serviços públicos de água, esgoto, higiene, iluminação, bondes e o comportamento da verba pública em relação aos serviços urbanos de São Luís.

AS PRIMEIRAS INICIATIVAS

Afirma Raimundo Palhano que, no período compreendido entre os anos 1850 e 1870, ocorreu o surgimento e o desenvolvimento inicial dos serviços públicos em São Luís.

Os serviços de água e esgoto foram os primeiros que os governantes maranhenses se preocuparam em instalar na cidade.  Por serem os mais necessários à saúde pública, com base na Lei de 4 de dezembro de 287, nasceu em 1850 uma companhia para o encanamento das águas do Rio Anil.

No tocante à iluminação, “o primeiro contrato para introduzir a iluminação a gás, em substituição à álcool terenbentinado, substituto da iluminação de azeite, de 1825, traz a data de 1861.”

Quanto ao transporte coletivo, o emérito pesquisador afirma que “A primeira proposta para assentamento de trilhos urbanos em São Luís foi de 1870, expressa em requerimento dirigido à Assembleia Provincial, que solicitava licença para a montagem de um serviço com veículos a vapor, a qual acabou sendo concedida em 1871, com a assinatura de um contrato para fazer correr diligências em trilhos de ferro, puxados por muares ou a vapor, empresa essa que recebeu o nome de Companhia Ferro-Carris.”   

A PROBLEMÁTICA ÁGUA

Com respeito ao precioso líquido, o autor do livro diz que “À companhia encarregada de fornecer agua encanada, concedeu-se um privilégio de 60 anos, o que provocou muita controvérsia, não só pelo generoso incentivo, mas também pela desconfiança que era vista a idoneidade dos contratantes, principalmente depois dos ataques movidos por aqueles que possuíam interesses no mercado da água.

“A colocação de chafarizes na cidade, por seu turno, foi apontada como imitação do que se passava na capital do Império, o que revelava a presença de algum grau de desconfiança em relação á utilidade de tais serviços.”

 ÁGUA DE DONANA JANSEN

 “Na verdade, a companhia de oposição à Companhia do Anil era comandada pelo poderosa Donana Jansen (então a maior latifundiária e proprietária de imóveis urbanos da Província) e seu sócio, José da Cunha Santos, um espanhol de nascimento, em razão da virtual ameaça aos bons negócios que aquela senhora obtinha com a venda de água de seus poços do Apicum e do Vinhais. Antes de se tornarem sócios, José da Cunha Santos, o principal fornecedor de águas na cidade e para os navios que ancoravam no porto, abastecendo-se das fontes de Donana Jansen, cujas águas gozavam a fama de serem excelente qualidade. Até então o acondicionamento da água era feito em pipas e conduzidas através de carros de boi ou em canoas. A vendagem se fazia de porta em porta e o preço do caneco de 18 litros girava em torno de dez réis. Eram também precárias as condições de higiene dos carros pipas onde vinha a água, o que era atenuado pela decantada qualidade da mesma.”

INICIATIVAS MALOGRADAS

Afirma Palhano que “As iniciativas do poder público, a partir de 1850, visando o encanamento das águas do Rio Anil, mostraram que o abastecimento da água na cidade já se constituía em um problema, senão grave, pelo menos em processo de agravamento, que culminou com a dissolução da primeira diretoria da Companhia do Anil, processo que só se esgotaria, em sua primeira fase, em meados de 1867. Nestes 17 anos, não se conseguiu mudar basicamente em nada o quadro existente, a não ser a colocação dos seis chafarizes em pontos estratégicos da cidade.”

O problema do abastecimento de água à população de São Luís, não se esgota com a Companhia do Anil. Depois dela, com outras empresas privadas, os governos estaduais, tanto na fase imperial como na republicana, firmaram contratos, mas nunca alcançaram resultados satisfatórios.

Governadores como João Gualberto, Artur Quadros Colares Moreira, Luiz Domingues, Herculano Parga e Urbano Santos, lutaram incansavelmente, contraindo até empréstimos externos, para que as empresas privadas pudessem prestar bons serviços de abastecimento de água ao povo de São Luís, mas, lamentavelmente, nesse intento, fracassaram.

A ULEN EM AÇÃO

O fato mais audacioso, com relação a essa problemática, deu-se na gestão do governador Magalhães de Almeida (1926-1930), por conta de assinatura de contrato com a poderosa empresa americana Ulen Management Company, para assumir em São Luís a prestação de serviços de água, esgoto, luz, tração(bondes) e prensa de algodão, contrato contestado pelos políticos de oposição, no entendimento de que explorava o consumidor.

Nesse episódio, deve-se ressaltar a atuação de José Maria Reis Perdigão, que, na condição de líder no Maranhão da Revolução de Trinta, fez o Governo federal rescindir o contrato com a gigante americana, depois de lutas nas esferas jurídicas e diplomáticas.   

NASCIMENTO E MORTE DO SAELTPA

Para substituir a Ulen, vem à tona em 1932 um órgão com o pomposo nome de SAELTPA – Serviços de Água, Esgoto, Luz, Tração e Prensa de Algodão, que bem ou mal serve a população da cidade, mas desaparece no mandato do governador Matos Carvalho, que a desdobra em três autarquias: DAES, Departamento de Águas e Esgotos, CEMAR, Centrais Elétricas do Maranhão, DTSUL, Departamento de Transportes Urbanos.

Na gestão seguinte, do governador Newton Bello, nova tentativa surge para minimizar o problema de falta de água em São Luís, com a criação da SANEL, que teve vida curta, pois com a posse do governador José Sarney, em 1966, aflora uma autarquia não apenas para cuidar do abastecimento de água na capital, mas de todas as cidades maranhenses, a CAEMA, Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão, atualmente denominada de Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, que continua carregando os mesmos problemas de outrora.      

sem comentário »

O novo calendário eleitoral de 2020

0comentário

Em razão da pandemia da covid-19, o Congresso Nacional aprovou e promulgou uma emenda constitucional para promover mudanças e adequações no processo eleitoral de 2020.

O entendimento dos congressistas é que o adiamento da eleição se tornou uma necessidade imperiosa, em virtude das incertezas que envolvem a crise sanitária, sem acarretar prejuízo ao exercício da cidadania.

Após a publicação da emenda constitucional, o Tribunal Superior Eleitoral vai adaptar a sua resolução que disciplina o calendário eleitoral de 2020. A maior parte dos prazos foi alongada em 42 dias, seguindo o mesmo período do adiamento da data do primeiro turno.

Nos municípios que não tenham condições sanitárias para realizar a eleição em novembro, a emenda admitiu a possibilidade de o pleito ser realizado até 27 de dezembro, cabendo ao Congresso editar um decreto legislativo para marcar a nova data da eleição municipal.

A emenda constitucionalizou a autorização para partidos políticos realizarem convenções e reuniões virtualmente para escolher candidatos e formalizar coligações. O desiderato do legislador é evitar a aglomeração de correligionários.

Veja, abaixo, as datas mais importantes do novo calendário eleitoral, conforme o texto da PEC aprovada:

11 de agosto – data a partir da qual é vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato;

31 de agosto – data a partir da qual, até 16 de setembro, é permitida a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e a escolher candidatos;

26 de setembro – último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem à Justiça Eleitoral, até as 19h, o requerimento de registro de seus candidatos;

27 de setembro – data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral, inclusive na internet;

9 de outubro – início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão relativa ao primeiro turno;

15 de novembro – data do primeiro turno;

29 de novembro – data do segundo turno;

15 de dezembro – data-limite para os candidatos e partidos apresentarem a prestação de contas de campanha;

18 de dezembro – último dia para diplomação dos eleitos.

27 de dezembro – último dia para realização da eleição nos municípios mais afetados pela pandemia.

sem comentário »
Twitter Facebook RSS