Maranhão perde R$ 345 milhões por causa de distorção fiscal na indústria automobilística

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Programa de incentivo foi criado para gerar empregos no Nordeste, mas acabou prejudicando o estado com o corte da redistribuição do IPI não recolhido nos estados em que essas empresas se instalaram. Prejuízo deve chegar a R$345 milhões até 2025, sendo R$69 milhões por ano;

São transferidos para a iniciativa privada recursos equivalentes ao que foi investido nas seguintes obras estruturantes: Uma transposição do rio São Francisco a cada 2,3 anos; Uma Ferrovia Transnordestina a cada 1,5 anos, Uma Ferrovia Norte Sul a cada 3 anos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse recentemente que a área econômica pode promover uma redução mais agressiva no Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ), de 10 pontos percentuais, caso seja possível remover isenções fiscais. E um dos maiores incentivos é para as montadoras no Nordeste, que não entregam o que deveriam, e ainda prejudicam outros estados. Esse incentivo já está na mira do Paulo Guedes.

O Estado do Maranhão perde mais de R$ 69 milhões de reais por ano, por causa de uma das maiores distorções fiscais da história. O programa de incentivo às montadoras, que tinha como objetivo a geração de emprego e renda no Nordeste, acaba causando efeito contrário. Isto ocorre devido ao corte da redistribuição do IPI para os outros estados do Brasil, já que o imposto não é recolhido na Bahia e Pernambuco, locais onde as empresas beneficiadas se instalaram. Até 2025, o Maranhão deverá ter um prejuízo de R$ 345 milhões, gerado pela renovação deste benefício, de acordo com dados extraídos do Fundo de Participação dos Estados do Senado Federal.

Este incentivo foi criado há 20 anos, favorecendo apenas duas montadoras, Fiat e Ford. E mesmo assim, a Ford não hesitou em deixar o país, ocasionando milhares de desempregos diretos e indiretos. Recentemente, a Ford também revelou que terá que devolver, no mínimo, R$ 2,5 bilhões ao governo da Bahia, justamente por não fazer jus ao propósito do benefício.

Essa contínua renovação de incentivos federais para empresas privadas, sob a falsa argumentação de falta de competitividade, precisa ser revisada com o máximo de urgência. Pode-se dizer que o Estado vem atuando como uma espécie de Robin Hood às avessas, retirando de outros estados e das pessoas menos favorecidas recursos que poderiam melhorar a vida de milhões de brasileiros.

Com R$ 4,8 bilhões que deixaram de entrar nos cofres públicos, seria possível, em apenas 1 ano:

·         Construir 16 mil creches ou 2.550 escolas

·         Construir 1.600 hospitais de campanha

·         Comprar 8.900 ambulâncias

Por esse mecanismo, são transferidos para a iniciativa privada recursos equivalentes ao que foi investido nas seguintes obras estruturantes:

  • Uma transposição do rio São Francisco a cada 2,3 anos;
  • Uma Ferrovia Transnordestina a cada 1,5 anos
  • Uma Ferrovia Norte Sul a cada 3 anos

Duas montadoras são privilegiadas com o equivalente a 60% do orçamento de investimentos do Ministério da Infraestrutura.

A PEC 186, aprovada recentemente, pode garantir que a extensão dos benefícios fiscais federais até 2025 esteja com os dias contatos. No entanto, o Governo Federal tem menos de seis meses para apresentar um projeto de Lei prevendo o percentual e o cronograma de redução destes benefícios, que devem ser cortados gradualmente até 2029, passando dos atuais 4,8% para 2% do PIB. O governo terá que negociar e encarar empresas que pertencem a grupos econômicos poderosos, que, em última instância, poderiam ser, inclusive, apoiadores para futuras eleições ou outros pleitos. A conferir.

O texto substitutivo, de autoria do senador Marcio Bittar, estabelece no artigo 6º que a emenda constitucional entrará em vigor na data de sua publicação, com exceção do inciso XII do art. 167 – que trata da criação, ampliação ou renovação de benefício ou incentivo tributário –, cuja entrada em vigor seria em 1º de janeiro de 2026. O parágrafo único do art. 6º determina que a reavaliação dos referidos benefícios e incentivos se aplica também àqueles já existentes, considerando-se como termo inicial a data de promulgação da emenda constitucional.

Fonte: Os dados foram retirados do Fundo de Participação dos Estados do Senado Federal.

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Deputado Othelino Neto garante novas obras de infraestrutura urbana ao município de Santa Helena

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Othelino Neto após reunião com Flávio Dino, o prefeito de Santa Helena, Zezildo Almeida, e o vice, Joãozinho Pavão, no Palácio dos Leões

São Luís – Santa Helena receberá novas obras de infraestrutura urbana, graças à solicitação do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), feita ao governador Flávio Dino, durante reunião realizada na tarde desta segunda-feira (2), no Palácio dos Leões, na presença do prefeito do município, Zezildo Almeida, e do vice, Joãozinho Pavão. 

A revitalização da Beira Rio, a construção da Praça da Família e de quadras poliesportivas, além da chegada de uma nova etapa do Mais Asfalto, foram alguns dos serviços já autorizados pelo Governo do Estado.

Na reunião, Othelino Neto destacou que as obras vão melhorar a infraestrutura do município e proporcionar melhor qualidade de vida à população helenense. “A cidade, que já conta com importantes serviços viabilizados pelo Governo do Estado, com o nosso apoio, terá mais opções de lazer e melhorias na trafegabilidade de ruas e avenidas”, enfatizou o parlamentar.  

Parceria

O governador Flávio Dino ressaltou a importância do trabalho conjunto para que mais benefícios cheguem a Santa Helena. “Já temos uma grande obra em andamento no município, que é o IEMA. Agora, mais serviços estão chegando com essa parceria de trabalho firmada entre Prefeitura, Governo e Assembleia em prol do povo helenense”, afirmou o chefe do Executivo Estadual.

O prefeito Zezildo Almeida agradeceu as parcerias que muito têm beneficiado o município. “Sempre atencioso com a nossa cidade, o deputado Othelino conhece, realmente, a realidade do nosso povo. Tenho certeza de que a população ficará muito feliz com a chegada dessas novas obras”, disse o gestor, ao lado do vice-prefeito Joãozinho Pavão, que também participou do encontro.

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DIA DOS PAIS COM PRESENTES PARA TODOS OS ESTILOS

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Lojas Potiguar contam com opções que cabem no bolso dos filhos e atendem aos mais variados gostos

No próximo dia 08 de agosto será comemorado o Dia dos Pais, data que merece comemorações especiais em torno daquele que é o grande herói dos filhos e o primeiro e maior amigo da família.

Para agradar no presente do papai a dica é surpreendê-lo com algo que combine com sua personalidade e que será útil para as atividades que ele pratica. Melhor ainda se for um presente que pai e filhos possam desfrutar em conjunto, criando memórias felizes e inesquecíveis. Em épocas de pandemia, os filhos que ainda podem contar com a presença física de seus pais, devem aproveitar a celebração para fazer um programa diferente em família, comemorando a saúde e a vida do papai.

Nas lojas Potiguar de São Luís e Imperatriz há muitas opções pra o presente do Dia dos Pais, e o melhor, com preços que cabem folgadamente no bolso dos filhos.

Para os pais gourmets ou churrasqueiros, itens como panelas especiais em cerâmica, churrasqueiras de todos os tamanhos, tábuas, espetos e facas ou kits para churrasco são ótimas opções. Já para aqueles que curtem um bom vinho há mini adegas; abridor e outros acessórios. Para os papais fitness e que levam comida para o trabalho, nada melhor que a marmita elétrica, que esquenta os alimentos sem usar água, apenas ligando na tomada. Para aqueles que gostam de alimentos mais saudáveis, a fritadeira elétrica Air Fryer Silver Agratto é tudo de bom.  Outra dica que agrada sempre são as pipoqueiras elétricas.  

Para os aventureiros, há mochilas, lanternas e outros itens para acampar e fazer trilhas com segurança. Já os adeptos das bikes, nada como se proteger com capacetes especiais ou manter a hidratação com as mochilas – cantis. Para os que são habilidosos e resolvem tudo em casa, nada como as furadeiras e ferramentas multi – uso.

Para os pais executivos, uma cadeira ergonômica para trabalhar em home office ou no escritório é um presente que vai garantir mais saúde e qualidade de vida. Outra boa dica é o ring light portátil, para iluminar melhor as videoconferências. Ou ainda um fone de ouvido, acessório essencial para quem usa muito o computador seja para jogar ou trabalhar.

E para tomar aquela cervejinha gelada ou levar água e suco para a malhação, nada como os copos e garrafas térmicas em inox da marca Stanley. E outra opção que vale para todos os gostos de papais que curtem relaxar: cadeiras espreguiçadeiras em alumínio para a praia ou jardim; ou as famosas cadeiras do papai em couro, com grande nível de inclinação e ideal para ler, ver TV ou curtir um bom filme.  

Seja qual for o estilo do papai, além do presente, que tal preparar um café da manhã, um almoço com mesa posta caprichada ou mesmo fazer um picnic em família em um parque da cidade? Para todas essas opções, há itens na Potiguar que podem fazer a sua surpresa ainda mais bela. Passar um tempo de lazer saudável em família é o maior e melhor presente que os pais esperam dos filhos, então fica a dica para celebrar essa data em grande estilo.

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DOS MEUS AVÓS E DA MINHA NETA

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Eu já escrevi, bem ou mal, sobre tanta gente ao longo de minha vida jornalística, que perdi as contas.

No correr desta última semana de julho, o dia 26 foi   dedicado merecidamente aos inesquecíveis vovós, oportunidade que me transportei para um passado, no qual os meus avós paternos, pela importância que tiveram na minha existência e pela privilegiada condição de ser o neto preferido, receber deles uma imensidão de afeto, carinho e apoio material, que nunca me faltaram enquanto vida tiveram.

Os meus pais- Deonila e Abdala, construíram uma prole de oito filhos. Os dois primeiros, eu e a minha irmã, Lisiane (já falecida), tivemos a felicidade de sermos apadrinhados pelos nossos avós. Eu, pelos paternos, os libaneses Rafiza e João Buzar; Lisiane, pelos maternos, Neusa e José Paulo Bogéa.

Os meus avós paternos, ambos nascidos em Zahle, ele, com 31 anos, ela, com 25, vieram para o Itapecuru, a convite do primo, Chafi Buzar, pai do compositor Nonato Buzar, que os convenceram a atravessar as águas que separavam o mundo árabe do Brasil num navio em direção a Marselha, na França, de onde tomaram o destino do porto de Salvador, na Bahia, desembarcando a 21 de abril de 1913.

Chegaram ao Brasil sem nenhum documento, supondo-se que viajaram clandestinamente, mas com alguma quantia em dinheiro, para as despesas corriqueiras. A minha avó desembarcou grávida e sem saber se o futuro rebento seria do sexo masculino ou feminino.

Na cidade baiana de Juazeiro, nasceu o meu pai, Abdala, mas registrado em Itapecuru, onde a família Buzar chegou depois de um longo percurso realizado principalmente em canoas, barcos, carros de boi ou usando os próprios pés. Nessas penosas caminhadas, cuidaram de se ajustar à nova vida, mascateando produtos para a sobrevivência.

Ao chegarem a Itapecuru, o primo Chafi  se encarregou de introduzi-los nas atividades comerciais, com as quais imediatamente se identificaram e começaram a ganhar dinheiro numa loja montada às margens daquele caudaloso rio que banhava as principais cidades do Maranhão, por   onde trafegavam os produtos primários, com destino a São Luís e desta traziam  artigos de consumo e de primeira necessidade às  populações ribeirinhas.

Como os meus avós não tinham hora para trabalhar, rapidamente prosperarem nos negócios, incrementados com a ajuda dos filhos Abdala, José João, Nagib e Ana, os dois últimos, filhos de João Buzar com a primeira esposa, que posteriormente se mudaram para a cidade de Codó.

De comerciantes se transformaram também em industriais, com a instalação de usinas de beneficiamento de arroz e de transformação do algodão em pluma.

Nos dias de hoje, em que, lamentavelmente, os meus inesquecíveis avós já partiram para a eternidade, resta-me a saudade e de tê-los como paradigmas.

Foi com base no que Rafiza e João Buzar me proporcionaram ao longo da vida, que me espelho e hoje tenho a descomunal felicidade de ser avô. Eu e Solange, devemos essa privilegiada situação ao filho Rodrigo e à nora, Melissa, que trouxeram ao mundo em dezembro de 2018 a netinha, Luísa, que nos encanta e enternece pela amabilidade, meiguice, inteligência e ternura.

Nesta reta final de vida em que me encontro, só espero que a minha neta seja para mim o que eu fui para os meus avós.   

HUMBERTO DE CAMPOS E VITORINO FREIRE

No segundo volume do Diário Secreto, do escritor Humberto de Campos, ele relata como conheceu o então jovem Vitorino Freire.

“A 9 de setembro de 1934, procedente do Maranhão, chegou hoje, à tarde, ao Rio, o secretário-geral da Interventoria, um moço de nome Vitorino, um pouco estourado e conservador. Chegou, e veio logo visitar-me. E me deu notícias da política.

“A chapa de deputados federais do Partido Social Democrático ainda não foi publicada. Mas os nomes principais que a constituirão, são já conhecidos: o comandante Magalhães de Almeida, o desembargador Couto, o capitão Becker, e o senhor. O partido fará, seguramente, cinco deputados. Os outros farão dois. Mas os suplentes imediatos serão nossos de modo que, com a passagem do comandante Magalhães e do senhor para o Senado, nos continuaremos com a maioria.

CANDIDATO À ABL

O ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal do Piauí, Hugo Napoleão, casado com a maranhense Leda Chaves, teve a candidatura lançada à Academia Brasileira de Letras.

Concorrerá à vaga do pernambucano Marco Maciel.

FAVORITOS DE BOLSONARO

Se tivesse cacife político para indicar o futuro governador do Maranhão, o presidente Jair Bolsonaro, certamente optaria por dois candidatos.

Pela ordem de chegada, o senador Roberto Rocha seria o primeiro e o deputado federal Aluísio Mendes o segundo.

Como Bolsonaro não tem nenhuma condição de meter o bedelho na eleição do Maranhão, vai ter de engolir o sucessor de Flávio Dino, o atual vice, Carlos Brandão.

BOLSONARO E VARGAS

Jair Bolsonaro não se cansa de dizer que só sai morto do Palácio do Planalto.

Getúlio Vargas em 1954 também dizia isso e acabou deixando o Palácio do Catete praticando um inesperado suicídio.

A MALDITA CODEVASF

Durante muitos anos, a Codevasf- Comissão de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, era um órgão bisonho e de pouca presença na administração pública federal.

Nos últimos anos, a Codevasf transformou-se numa das repartições mais faladas do país, não pelos bons serviços prestados ao Brasil, mas por servir de biombo para os parlamentares federais desviarem recursos e se locupletarem.

Em Brasília, sabe-se que os representantes maranhenses, salvo poucas e honrosas exceções, frequentam mais a Codevasf do que o Congresso Nacional.   

FADINHA E A TERCEIRA VIA

Se a maranhense de Imperatriz, Fadinha, que brilhou nas Olimpíadas de Tóquio, tivesse idade e intimidade com as coisas da política, poderia até participar do processo eleitoral e se candidatar a algum cargo eletivo em 2022.

Como no Brasil, em matéria de política, tudo pode acontecer, quem sabe, não teria o nome lançado, como terceira via, para os que não desejam votar em Lula ou Bolsonaro à presidência da República.

O TRABALHO DE VICE

Quando vejo a luta que os políticos maranhenses travam para ser candidatos a vice governador do Estado, não posso esquecer de uma frase do saudoso jornalista carioca, Stanislau Ponte Preta, que é de uma impressionante atualidade: “Vice acorda mais cedo para ficar mais tempo sem fazer nada”.

SUPLENTE DE SENADOR

O engenheiro Clóves Fecury está com tudo e não está prosa para ser candidato nas eleições de 2022, a suplente de senador.

Ele, que nasceu em Brasília, pode ser indicado para companheiro de chapa ao Senado da ministra Flávia Arruda, que, como deputada federal, ocupa um cargo no governo Jair Bolsonaro.

Clóves, anos atrás, figurou na chapa de João Alberto como suplente de senador.    

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Stenio e Nostradamus

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Quando eu tinha uns 12 anos, Stenio, irmão de Teté, nossa mãe de criação, nos deu de presente um velho livro, que segundo ele continha profecias que diziam tudo que aconteceria com o mundo a partir de 1555, quando foi publicado pela primeira vez.

Em espécies de saraus, que ele organizava, no terraço da casa de nossos pais, no Outeiro da Cruz, ele nos contou a história do tal profeta. Disse que ele era um francês e que se chamava Nostradamus, nome que mais tarde descobri ser um daqueles escolhidos pelos judeus convertidos ao catolicismo, como os nomes de árvores usado pelos cristãos novos em Portugal.

Stenio nos contou que mesmo em seu tempo, Nostradamus era muito famoso, que perdeu sua mulher e seus filhos na peste negra que devastou a Europa. Uma das grandes curiosidades sobre aquele profeta dizia respeito ao fato dele ter previsto a morte do rei Henrique IV, que trabalhou para a rainha Maria de Medicis, que inclusive teria sido ela quem mandara Daniel de La Touche fundar a cidade de Saint Louis, em terras que pertenciam naquela época a um Portugal que era então dominado pela Espanha.

Nossa infância foi muito rica, cheia de informações advindas de pessoas como Stenio e seu Braz, um velho cearense de Sobral, motorista de nosso pai.

O tal livro se apresentava em uma velha encadernação de capa dura, tinha o papel de suas páginas manchado pelas águas do tempo. Por sua composição gráfica aparentava ser um livro muito antigo. Tempos mais tarde, quando já tinha algum convívio e informação sobre livros, procurando uma ficha catalográfica ou algo que pudesse me dar uma noção de quando ele tinha sido publicado, encontrei um número impresso em algarismos romanos que pareciam ser o ano de sua edição: MCMXXII (1922)

Durante muito tempo aquele livro povoou nossa mente, até porque, ao se ler As Centúrias, conjuntos de versos com 100 quadras em rimas de quatro linhas, elas realmente nos faziam encaixá-las em acontecimentos ocorridos, como no caso da citação quase literal de um dos anticristos arrolados no livro: Hilter. Nostradamus troca o lugar da letra “L” no nome do cabo Adolf.

Faz algum tempo, depois de muitos anos sem lembrar do velho Nostra, uma alusão foi feita a ele, envolvendo-o numa fraudulenta centúria onde ele supostamente teria previsto a pandemia do Covid-19 ou Novo Corona Vírus.

Os fraudulentos versos são: “E no ano dos gêmeos, uma rainha surgirá do leste e espalhará a praga dos seres da noite pela terra das 7 colinas, transformando em pó os homens do crepúsculo, culminando na sombra da ruína”. E sua interpretação seria: “Em 2020 uma epidemia iniciada na China e proveniente de morcegos, atingirá inclusive a Itália, matando principalmente as pessoas mais velhas e causando uma grande devastação na economia mundial.

Quem criou tais versos, é um gênio do embuste!… Mas aqui abandono Nostradamus para focar no novo coronavírus.

Em pleno século XXI, em tempos de tamanha evolução tecnológica, a humanidade ainda é atingida de forma avassaladora por surtos, epidemias e pandemias!… Segundo as estatísticas da OMS, morrem vítimas dos mais diversos tipos de gripe, duas pessoas por minuto, 120 por hora, mais de 2.800 pessoas por dia, mais de 86.000 por mês, o que totalizaria mais de 1 milhão e 50 mil pessoas anualmente.

Mas, há um dado ainda muito mais alarmante que o dessa peste que se abate sobre a humanidade, ciclicamente.

Em meio a tudo isso nós somos confrontados a uma realidade muito mais cruel e permanente que a da saúde. Falo da fome, um dos quatro Cavaleiros do Apocalipse, que junto com a Peste, a Guerra e a Morte se espalharão pela terra e a devastarão.

Segundo estatísticas da FAO, a fome mata pelo mundo, 10 pessoas por minuto, 600 por hora, mais de 14.000 por dia, algo em torno de 430.000 por mês, totalizando mais de 5 milhões, 180 mil pessoas por ano…

Por incrível que parece a Guerra, outro Cavaleiro do Apocalipse mata muito menos pessoas. Estimativas indicam que aproximadamente 200 mil pessoas morreram em 2019 nas guerras convencionais em curso no mundo, o que é muito inferior a quantidade de outras mortes, causada pelos outros agentes citados anteriormente.

Nota de pesar: Meu querido “tio”, Stenio Magalhães Barros, faleceu há alguns meses. Ele não entrou nas estatísticas da Covid-19. Foi atropelado na porta de sua casa, no bairro do Anil. Com ele se foi, boa parte das lembranças de minha infância, um dos maiores patrimônios que tenho e um dos que mais tenho motivo para me orgulhar, pois foi lá que foi gestada, nascida e criada a pessoa que sou.

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