Situação de Paulo Sérgio no Sampaio é uma incógnita

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O zagueiro Paulo Sérgio disse aguarda o Sampaio para definir a sua situação no clube. Em uma live com o jornalista Zeca Soares no Instagram, o capitão Tricolor contou que não aceitou proposta feita pelo clube para a sua rescisão de contrato.

Desde o início do ano, o jogador disse que aceitou ter o seu salário reduzido, mas ao contrário de outros 14 jogadores que já rescindiram contrato e deixaram o clube, Paulo Sérgio não concordou com a proposta do Sampaio e a sua permanência no clube e uma grande interrogação. Ele disse esperar uma conversa com o presidente do clube.

“Está indefinido ainda. Estou esperando o retorno deles. Tive uma conversa com o diretor jurídico, que eu não aceitei o acordo que eles propuseram pra mim (de rescisão). Estou agora esperando o retorno do presidente, pois eu tenho uma abertura direta com ele. De a gente conversar olhando olho no olho. Estou esperando essa ligação. Breve a gente vai tomar nossas decisões. Se eu sair vai ser bom para mim e para o Sampaio. Vida que segue”, explicou.

Na Live, Paulo Sérgio contou detalhes da sua carreira e disse que se espelha no zagueiro Lúcio, ex-Seleção Brasileira e apontou Luís Otávio, do Ceará como melhor zagueiro no futebol brasileiro na atualidade.

O zagueiro defendeu maior investimento dos clubes de futebol do Maranhão nas divisões de base para que possam revelar jogadores e lembrou que o Maranhão tem material humano suficiente para isso.

Foto; Reprodução

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Boas práticas de Caxias no combate ao novo coronavírus ganham destaque no Jornal Hoje, da Globo

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As boas práticas de Caxias no enfrentamento ao novo coronavírus foram mostradas em nível nacional pelo Jornal Hoje, da Rede Globo. A instalação e disponibilização para a população de seis cabines de desinfecção e 50 pias para higienização ganharam destaque no segundo maior telejornal da emissora como exemplo na adoção medidas de combate à Covid-19.

Município do Maranhão com mais de 100 mil habitantes com o menor número de casos confirmados e óbitos provocados pela doença, Caxias vai se tornando referência para o Brasil no enfrentamento à pandemia.

“As ações da prefeitura estão se mostrando eficientes. Isso é gestão competente”, afirmaram populares ao assistir à reportagem, produzida pela TV Mirante, afiliada da Rede Globo no Maranhão.

Assista:

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Com novos donos, o Salão L´unique segue com reforma e promete ser um dos salões mais modernos de São Luís

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A empresária e modelo, Anna Bosco com Rosane Maciel, que também comando o Beauty Lounge WDW

Espaço voltará a funcionar seguindo os padrões mais modernos para higienização dos clientes, adotando medidas atualizadas da Organização Mundial da Saúde (OMS)

Estima-se que, no Brasil, já existam 500 mil estabelecimentos de beleza formalizados. Esse corresponde à metade dos salões em todo o país, visto que cerca de 48% dos existentes são informais. Até 2021, o número desse tipo de estabelecimento pode aumentar em 4,5%, mesmo com crise causada pelo Covid-19, segundo dados do IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o setor ainda tem esperança em uma rápida recuperação, levando em consideração um ponto forte dos brasileiros, a vaidade e a busca bela beleza e bem-estar vem aumentando muito.

Antes do fechado do comércio em São Luís, o salão L´unique, localizado no Centro Comercial José Silva, Calhau, mudou a sua bandeira para L´unique WDW, com isso, administram agora dois salões em São Luís, o outro chama-se Lounge WDW, localizado na Av. dos Holandeses e quem administra são as empresárias, Rosane Maciel e Anna Bosco.

Outro ponto são os profissionais que estão sendo contratados. “Grande parte da equipe na gestão anterior continua, pois temos grandes profissionais por aqui, mas outros estamos contratando para oferecendo um novo padrão de atendimento. Faremos constantemente também cursos profissionalizando para valorização do quadro da equipe”, conta a empresária Rosane Maciel.

Na mudança, a equipe iniciou automaticamente uma grande reforma e quando voltar com suas atividades normais, uma novidade. “Durante esse período de reforma, aproveitamos para alterar o projeto inicial adotando medidas mais exigentes garantindo o bem-estar de todos, seguindo normas da OMS”, conta Anna Bosco.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal e Cosméticos (Abihpec), o mercado de beleza avançou cerca de 2% em 2018. A inflação dos produtos de higiene fechou 2018 com queda de 3,2%, indo contra o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que subiu 3,75%. Em 2019, o crescimento chegou próximo de 4,1% nas vendas, algo em torno de R$ 50,43 bilhões a mais na economia.

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CONTO DA QUARENTENA

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Alírio sempre foi um solitário. Gabava-se disso. Dizia: “Quem procura a companhia dos outros é porque não consegue suportar a si mesmo”. Sem filhos, tinha uma namorada aqui outra ali, porque sedução não lhe  faltava. Esse seu modus vivendi era, para ele, a felicidade: amava as mulheres desde que não o tirassem de sua solidão, sua mais querida companheira.

Alírio sempre foi um solitário. Gabava-se disso. Dizia: “Quem procura a companhia dos outros é porque não consegue suportar a si mesmo”. Sem filhos, tinha uma namorada aqui outra ali, porque sedução não lhe  faltava. Esse seu modus vivendi era, para ele, a felicidade: amava as mulheres desde que não o tirassem de sua solidão, sua mais querida companheira.

A pandemia chegou e, com ela, a quarentena. Na ocasião  os amigos lhe diziam, com uma ponta de inveja: “Para você tudo bem, não é Alírio ? Sempre foste um lobo solitário”.

Veio a primeira semana, depois outra, mais outra, e o que não se esperava aconteceu: Alírio  perturbou-se  com essa nova solidão. A  razão foi  fácil descobrir:  “ Uma coisa é ser solitário por vontade própria, outra é sê-lo  por imposição. Estavam lhe roubando também a sua liberdade,  associada à sua solidão”. Lembrou-se de uma frase de Rubem Braga “ O chato é aquele que te rouba a solidão sem te fazer companhia.”

E a quarentena continuou. Só havia espaço agora, na vida, para políticos se digladiando, cientistas atarantados e repórteres histéricos. Uma ideia lhe acudiu: se suicidar. Por que não? Parecia-lhe uma solução factível, mas logo recuou. Talvez, se encontrasse quem o matasse, mas isso era impraticável. E Agora?

Uma coisa puxa outra. Uma nova ideia lhe pareceu exequível: matar alguém. Por exemplo: o vizinho de seu apartamento. O desgraçado perturbava sua solidão, agora angustiante, com sons de música sertaneja, estrondosos, paupérrimos, avassaladores. Isso era tétrico, horripilante, asqueroso. Um motivo mais que suficiente para matar alguém, pensou. 

Tinha um revólver antigo, escolheu o dia e a hora, mas não deu. Seu vizinho, parecendo desconfiar do motivo pelo qual ia ser morto, de repente,  parou de escutar o maldito som de dupla sertaneja e o substituiu por samba, rock e jazz, que Alírio apreciava. Alírio desistiu de sua intenção,  mas não foi apenas  por isso. Era um homem bom.

Mais dias se passaram, trazendo-lhe uma nova ideia. Matar um animal e procurar a Polícia. Passou a acompanhar cachorros e  gatos nas raras vezes em que o permitiam sair de seu apê.  Nem precisaria gastar a bala do seu revólver, bastava-lhe uma pedra. Em vão. Até que em uma manhã de desespero aconteceu. Um rato apareceu no chão de sua sala, em quietude convidativa. Mesmo tomado de inquietante compaixão Alírio apontou o revólver. Não apontou pra valer, mas o animal morreu. Lágrimas lhe desceram  dos olhos.

Em seguida, foi à delegacia se apresentar ao delegado de plantão.  

– Eu cometi um crime, pode me prender, sou um assassino.

– Como?

– Matei um pobre animal. Este rato.

– Senhor, não podemos lhe prender por causa de um rato morto. Vá para casa, descansar. Essa tensão tá pegando meio mundo

Alírio  fez a maior confusão e ameaçou chamar repórteres da tevê. Gritou que aquele era um pobre animal que, no  entanto, valia mais que os seres humanos – pelo menos ratos não corriam para suas tocas com medo de um vírus.  E devia valer muito mais,  também para Deus, porque não roubavam o dinheiro da Saúde destinado às vítimas.  O delegado tentou contornar.

– Calma,  amigo, sente-se Uma psicóloga está vindo.

– Poupe seu trabalho. Da minha solidão cuido eu. Você já leu algum dia esta  frase de Montagne? Anote-a em seu caderno:

“A solidão é muito boa, só que tem um problema. Você precisa de alguém para dizer isso.”

                                                                      

José Ewerton Neto é autor de A Ânsia do Prazer, disponível na plataforma de ebooks da Amazon

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GRIPE ESPANHOLA MATA GOVERNADOR MARANHENSE

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No começo deste mês, o jornalista e confrade Antônio Carlos Lima, publica matéria em O Estado do Maranhão, focalizando o falecimento de um dos homens públicos mais importantes de nossa terra, Urbano Santos, que não resistiu ao vírus da gripe espanhola e contraiu uma infecção pulmonar, quando viajava de São Luís para o Rio de Janeiro, a bordo do vapor “Minas Gerais”, no dia 7 de maio de 1922, para tomar posse, pela segunda vez, na função de vice-presidente da República.

Urbano Santos não foi o único governante maranhense, que falece em decorrência da devastadora gripe que invadiu e se alastrou em São Luís, no século passado, ceifando a vida de muitos conterrâneos.

Quatro anos antes da morte do vice-presidente, a 9 de outubro de 1918, quando o vírus da moléstia atingia o pico em nossa cidade, o político José Joaquim Marques, eleito 1º vice-governador do Estado, que se encontrava no exercício do cargo de governador, morre em sua residência, na Rua de Santana.

  QUEM ERA JOSÉ JOAQUIM MARQUES

Nascido em Penalva e sobrinho do grande intelectual, Celso Magalhães, inicia os estudos no Seminário das Mercês, pois pensava dedicar-se à atividade religiosa. Anos depois, troca o Seminário pela Escola de Agronomia de Minas Gerais, pela qual gradua-se, após o que parte para a Europa, onde faz cursos de especialização. De volta ao Brasil, ingressa no magistério, tornando-se professor e diretor das Escolas de Agronomia da Bahia e de Uberaba.

No seu retorno ao Maranhão, exerce o cargo de diretor da Estação Experimental de Coroatá, de onde, pelas mãos de Benedito Leite, torna-se político e elege-se deputado estadual na legislatura de 1916 a 1918. Pela brilhante atuação parlamentar, preside a Assembleia Legislativa do Maranhão em 1917, legislatura em que pontificavam figuras de realce como Henrique Costa Fernandes, Georgino Gonçalves, Inácio Parga, Libânio Lobo, Tarquínio Lopes Filho, Tucídides Barbosa, Afonso Giffening Matos e Luís Carvalho.

VICE- GOVERNADOR E GOVERNADOR

Para cumprir o mandato de governador do Maranhão, no quadriênio 1918 – 1922, elege-se, pela terceira vez, Urbano Santos de Araújo Costa. Pela legislação da época, o governador poderia ter como companheiros de chapa três candidatos, razão porque os políticos José Joaquim Marques, Raul Machado e Lisboa Filho se elegeram 1º, 2º e 3º vice-governadores.

 Também, pela permissividade da legislação, pela segunda vez, Urbano Santos se elegia vice-presidente da República, desta feita, na chapa encabeçada pelo mineiro Artur Bernardes.

Convocado para tomar posse como vice-presidente da República, Urbano Santos não assume o cargo de governador do Estado do Maranhão, ato que enseja a ascendência do 1º vice, José Joaquim Marques, à chefia do Poder Executivo, a 1º de março de 1918, cargo que recebe das mãos de Brício de Araújo.

Marques, portanto, na condição de 1º vice-governador, ocupa o Palácio dos Leões até o dia 9 de outubro de 1918, quando a gripe espanhola atacava indiscriminadamente a população da capital maranhense.

VERSÃO FALSA DA MORTE

O governador em exercício, contava 49 anos e morreu, segundo informações nada oficiais, “pelo peso das contrariedades e pela baixa politicagem vigente no Maranhão”, divulgação essa contraditada pela imprensa, que a achava falsa, descabida e fruto da invencionice política, com o objetivo de embair a sociedade, que tinha absoluta certeza de que a morte de José Joaquim Marques resultara, como centenas de outros maranhenses, da terrível moléstia que contaminava estupidamente a cidade de São Luís.

A GRIPE ESPAHOLA NO BRASIL

 A epidemia começou em agosto de 1917 nas casernas e rapidamente ganhou as ruas.

 Com medo de ser contaminada, a população brasileira evitou sair de casa, mas de pouco adiantava se esconder, porque a doença alcançava suas vítimas em qualquer lugar e os hospitais sem leitos disponíveis para atender os doentes, que acabavam morrendo em casa ou nas ruas, onde, muitas vezes, ficavam insepultos.

Só no Rio de Janeiro, o vírus matou em poucos meses, cerca de 15 mil pessoas.

A GRIPE ESPANHOLA NO MARANHÃO

De acordo com o jornal Pacotilha, no ano de 1918, a gripe espanhola atacou a população de São Luís sem dó e piedade, doença que já vinha ceifando a vida dos maranhenses desde 1917.

A moléstia chegou na capital maranhense a bordo dos vapores que atracavam em nosso porto, que transportavam gente e cargas, mas só desembarcavam depois que os agentes sanitários inspecionavam as embarcações, os passageiros e as bagagens.

Mesmo assim, a doença não estancava e provocava numerosas mortes na cidade, cujos doentes eram encaminhados a um hospital de isolamento, instalado no bairro do Lira, onde os médicos Almeida Nunes, Carlos Nunes e Hamleto Godois se desdobravam para atendê-los e curá-los à base de remédios que visavam combater a profilaxia da gripe, para isso praticavam a antissepsia da cavidade bucal e das fossas nasais.

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