Coordenador de Maketing, Manlio Jordan Alves dos Reis, de 50 anos, morre em grave acidente de trânsito entre Alto Alegre do Maranhão e Peritoró

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A identidade do condutor do veículo que sofreu o acidente com vitima fatal

O treinador de vendas e consultor de Marketing, Manlio Jordan Alves dos Reis, de 50 anos, morreu em um grave acidente, na tarde deste sábado (16), na BR-316, entre os municípios de Alto Alegre do Maranhão e Peritoró.

Pelas informações, o carro conduzido por Manlio Jordan, em alta velocidade, ficou descontrolado, saiu da pista e capotou, parando na área de mato no acostamento. Com o veículo ainda virado, outros condutores e populares, que testemunharam o acidente, correram para socorrer a vítima, que ficou presa às ferragens.

Por conta dos graves ferimentos, Manlio Jordan não resistiu e morreu antes da chegada de uma equipe médica ao local.

Manlio Jordan trabalhava como coach, e especialista em Marketing e campanhas publicitárias, e prestava serviços para prefeituras de diversas regiões do Estado do Maranhão e empresas, inclusive em Caxias (MA), onde era o responsável pela coordenação de marketing e comunicação da Secretaria Municipal de Politicas Públicas para as Mulheres (SMPM), e até pouco tempo também era o responsável pela coordenação de marketing e comunicação da Faculdade do Vale do Itapecuru (FAI).

Recentemente, o marqueteiro assumiu a direção comercial do Sistema Veneza de Comunicação, (TV Band Caxias, TV Record Caxias e Rádio Veneza FM 102.3), de propriedade do empresário, e ex-prefeito de Caxias, MA, e ex-deputado federal Paulo Celso Fonseca Marinho.

Manlio Jordan, era casado, deixa filhos. Ele era natural de Bacabal, mas residia em São Luís. Ele também prestava serviços de marketing para prefeituras da Região do Médio Mearim. Ele era proprietário da MJ Guerrilla Marketing Strategies, localizada no Residencial Athenas Park, em São Luís

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Eleição OAB: Ex-vice de Gustavo Carvalho compõe Chapa de Diego Sá após denúncia de suposto acordão para beneficiar o candidato

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São Luís – Após divulgar vídeo denunciando uma espécie de “acordão” entre o grupo de Imperatriz “A Ordem é Avançar” – liderado por Márcia Cavalcante – e o grupo de Diego Sá, visando favorecer a candidatura desde à OAB-MA, o advogado Gustavo Carvalho, que também concorre as eleições da Ordem, acredita que sua denuncia se confirmou ao constatar o nome de Márcia Cavalcante, sua ex-vice, na composição da Chapa de Diego Sá, para assumir a função de vice-presidente da Caixa de Assistência dos Advogados.

Márcia Cavalcante, líder do grupo imperatrizense que daria apoio a Carvalho e que chegou, inclusive, a participar do ato de lançamento oficial da sua pré-candidatura, desistiu de compor a chapa de Gustavo Carvalho, segundo ele, numa “demonstração clara de cooptação com base em acordos espúrios”.

No vídeo-denúncia divulgado por Carvalho, ele informou que, durante uma reunião realizada no dia 8 deste mês, em um grande escritório de Imperatriz, com a presença de representantes do Grupo de São Luís “Nossa Voz é Ordem”, ele e os advogados Augusto Ferro e Ribamar Alves, representantes do Valor & Ordem, foram convidados a desistir da campanha e a “aderirem ao projeto político e de poder de Diego Sá”.

“No entanto, essa proposta foi prontamente refutada pelos representantes do nosso grupo, o ‘Valor & Ordem’, que acreditam realmente em uma OAB livre e não pertencente a grupos políticos classistas ou partidários, que querem a qualquer custo continuar mandando na Ordem e deixando a advocacia em segundo plano, inclusive com a proposta espúria de oferta de dinheiro”, disse Carvalho.

Na ocasião, Carvalho disse ainda que lamentava a saída da advogada Márcia Cavalcante e do seu candidato à Subseção de Imperatriz, Judson Lopes, mas que jamais participaria de qualquer acordo para beneficiar os interesses de quem quer que fosse, em detrimento do que realmente acredita para a OA

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CENTENÁRIO DE ALEXANDRE COSTA

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As novas gerações maranhenses, que ocupam cargos públicos, eletivos ou nomeados, pouco ou nada sabe a respeito de uma das figuras humanas, nascida em Caxias a 13 de outubro de 1921, batizada com o nome de Alexandre Alves Costa, que se ainda estivesse entre nós, teria completando cem anos de vida.

Para quem desconhece a trajetória pública de Alexandre Costa, vale dizer que foi um dos políticos mais bravos, destemidos e corajosos que marcaram presença na cena maranhense, exercendo postos e funções de relevo num período em que as lutas partidárias se travavam com denodo e paixão.

Em 1948, Alexandre concluiu o curso de Engenharia Civil, em Belo Horizonte, mas pouco atuou na profissão, pois o destino reservou a ele a destinação  política, que abraçou em 1950, bandeando-se para o vitorinismo, apoiando e lutando pela candidatura do cunhado, Eugênio Barros , ao governo do Estado, cuja eleição, por causa da fraude eleitoral,  foi contestada nos tribunais pelos líderes oposicionistas, e repelida, nas ruas, pelo povo de São Luís. 

Naquela época de tumulto político, Alexandre Costa foi nomeado para o seu primeiro cargo público: prefeito de São Luís, mas não teve condições de administrar a cidade, face à paralização de todas as atividades públicas e privadas no Maranhão.

Ao cessar o movimento grevista contra a posse de Eugênio Barros, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, o governador nomeou o cunhado para o cargo de secretário do Interior, Justiça e Segurança, onde teve atuação destacada, que o credenciou na sucessão de Eugênio a ser o candidato a vice-governador, na chapa encabeçada pelo médico José de Matos Carvalho, que venceu a eleição majoritária de 1955, mas como a do antecessor, inabilitado a assumir o governo, porque as Oposições Coligadas, novamente impugnaram a vitória do candidato vitorinista.

Enquanto se aguardava a decisão da Justiça Eleitoral, sobre a posse do novo governador e do vice, irrompe na Assembleia Legislativa um movimento de deputados oposicionistas e de  governistas, não afinados com Alexandre Costa, para a revogação da emenda constitucional, que dava direito ao vice-governador eleito de presidir as sessões do Poder Legislativo, a partir de janeiro de 1956, proposta essa que Alexandre, resistiu e conseguiu não ser aprovada.  

Bastaram apenas dois meses depois de empossados governador e vice, a 8 de julho de 1957, por decisão do TSE, tornou-se visível e problemático o  relacionamento político e pessoal entre Matos Carvalho e Alexandre Costa, fato que veio à tona numa viagem do governador ao Rio de Janeiro em setembro de 1957, quando não transmitiu o cargo ao vice, o qual, de seu gabinete, na Assembleia Legislativa, passou a assinar decretos e aprovar leis que contrariavam os interesses do PSD.

A crise só acabou porque Matos Carvalho imediatamente retornou a São Luís e investiu-se no cargo, ato que levou Alexandre Costa a se passar de armas e bagagens para as Oposições Coligadas, tornando-se o candidato a vice-governador, na chapa encabeçada pelo deputado Clodomir Millet, em 1960 e vencida pelo candidato vitorinista, Newton Bello.

Nas eleições de 1962, candidatou-se à Câmara de Deputados pelo PSP, mas ficou na suplência, motivo pelo qual assumiu o lugar de Neiva Moreira, cassado em 1964, pelo regime militar, que Alexandre apoiou ardorosamente e participou ativamente da campanha eleitoral de 1965, que conduziu o deputado José Sarney ao Palácio dos Leões.

Com a introdução no país do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional, concorrendo em 1966 novamente à Câmara dos Deputados.

No pleito de 1970, foi convocado por Sarney para se candidatar ao Senado sendo eleito e reeleito em 1978. Com o fim do bipartidarismo em 1979, filiou-se ao Partido Democrático Social. Com José Sarney na Presidência da República, recebeu convite para governar Brasília, cargo que recusou para não perder o mandato de senador. 

Nas eleições majoritárias de 1986, novamente concorreu ao Senado da República, sendo eleito pelo Partido da Frente Liberal. Em dezembro de 1992, foi nomeado para o cargo de ministro do Interior e Organismos Regionais, pelo presidente Itamar Franco. Pelo desempenho em favor das prefeituras municipais do Maranhão, recebeu expressiva votação para o exercício de seu quarto mandato de senador, no começo do qual foi surpreendido por uma doença de fundo neurológico, que o afastou definitivamente de suas funções parlamentares. No final de agosto de 1998, seu estado de saúde agravou-se e o levou à morte a 29 daquele mês.

COVID E CÂNCER

No Maranhão, depois que a Covid-19 diminuiu a sua força na sociedade, deixando de causar a morte de tantas pessoas, algumas das quais bem quistas e prestadoras de bons serviços à população, eis que outra perniciosa doença passou a atacar de modo impiedoso os maranhenses.

Trata-se do câncer, que, nos últimos meses, tem tirado do nosso meio social um bom número figuras humanas conhecidas e que deixaram saudades pelo modo como atuavam e praticavam ações dignas na vida privada ou pública do Maranhão.   

 TROCA DE MINISTROS

Há três meses, o presidente Jair Bolsonaro indicou o seu ex-ministro da Justiça, André Mendonça, para a vaga do ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, mas até hoje o Senado não o sabatinou, condição indispensável para integrar a mais alta Casa do Poder Judiciário.

Sugestão para o impasse ser resolvido: o presidente da República trocar a indicação de um “ministro terrivelmente evangélico”, por um ministro terrivelmente católico.

LINHA DE CRÉDITO

Com o custo de vida cada vez mais subindo e fazendo com que grande parte da nossa população, à falta de recursos, esteja passando fome, corre a notícia de que a Caixa Econômica pensa abrir uma nova linha de crédito e com uma destinação específica.

Permitir que a grande maioria do povo tenha condições de ter carne na mesa e possa pagar a conta de luz com juros especiais e parcelamento em dez vezes.

CRUZEIROS MARÍTIMOS

Anuncia-se que ainda este ano, os cruzeiros marítimos deverão retornar à costa brasileira, presenças suspensas pela pandemia e quando estavam em alta no país.

A partir de novembro, acredita-se que os cruzeiros marítimos, que incrementaram bastante o turismo no nordeste brasileiro, retornem à atividade.

Está na hora do setor do governo maranhense, a quem cabe fomentar o nosso turismo, entrar em ação e com firmeza e competência incluir São Luís no roteiro dos cruzeiros marítimos.

DE OLHO NA AML

Nesta quinta-feira, 21 de outubro, intelectuais e políticos estarão com as vistas voltadas para a Academia Maranhense de Letras.

Naquele dia, às 17 horas, não o governador, mas o homem de cultura, Flávio Dino, disputará com quatro concorrentes, o direito de fazer parte da mais importante instituição cultural do Maranhão.

Pelos entendidos em eleições acadêmicas, Flávio Dino é o favorito no pleito. 

PONTA PÉ NO VANDALISMO

A convite da estimada e competente amiga, Kátia Bogéa, que preside a Fundação do Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Luís, marquei presença no evento público, na Praça Benedito Leite, presidido pelo prefeito, Eduardo Braide.

O evento marcava a deflagração de um projeto com o propósito de combater o vandalismo reinante nesta cidade e também voltado para sensibilizar a população da necessidade imperiosa de preservar e cuidar do patrimônio histórico de São Luís.

PALMAS PARA O PREFEITO

Gostei e bato palmas ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que na sua oração ao referir-se a Benedito Leite, com segurança e propriedade, traçou um breve perfil de um homem público que teve por um longo tempo presença marcante na vida pública maranhense.

Espero que o comportamento do prefeito se repita sempre em ocasiões como aquela, pois informa sobre a ação da prefeitura e do significado da obra para a sociedade, principalmente de fundo histórico ou de natureza relevante. 

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Deputado Wellington sofre ataque de “milícia virtual” e é vítima de fake news após denunciar contrato de R$ 18 milhões de Flávio Dino com empresa de internet

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Desde a última sexta-feira (15), o deputado estadual Wellington do Curso tem tido sua imagem divulgada em redes sociais por perfis fakes que estão disseminando notícias falsas sobre o parlamentar. Tudo iniciou com a publicação de uma notícia falsa em um blog sobre um suposto flagrante da prática de sexo na avenida Litoranea e supostamente, com o envolvimento de um deputado estadual. Em seguida, diversos perfis fakes começaram a atacar covardemente o deputado Wellington do Curso, divulgando montagens com sua imagem. Os ataques vieram um dia após o deputado Wellington ter denunciado um contrato de R$ 18 milhões firmado entre Governo do Estado e a empresa Wiki Telecomunicações, responsável por fornecer links de internet.

Sobre a situação, o deputado Wellington relembrou que em 2016 quando disputou a prefeitura de São Luís sofreu ataques covardes parecidos, lamentou que políticos maranhenses cheguem a esse nível e afirmou que não se intimidará com esses ataques mentirosos.

“Estou como deputado estadual pelo voto limpo e consciente. Tenho uma história respeitada, integra e de superação de vida. Respeito todos. O que fiz na Assembleia Legislativa foi o meu papel de parlamentar de fiscalizar, denunciar o que está errado e cobrar investigação. Agora, já identificamos mais de 100 perfis fakes que disseminam mentiras sobre mim. Não estou envolvido com nada desse tipo. Respeito quem opte por isso, mas não é o meu caso. Sou hétero e nem precisava afirmar isso, pois quem me conhece sabe. Inventaram uma mentira que chegou até a minha filha, chegou até a minha mãe, amigos e pessoas que gostam de mim e sofreram com essas fake news e montagens criminosas. Estarei oficiando a Polícia Federal para identicar os perfis fakes que cometeram crime disseminando que eu seria o deputado estadual envolvido no falso episódio na litoranea. Se é uma tentativa para me calar, erraram. São covardes, mas eu tenho coragem e vou seguir firme na fiscalização, cobrança e denunciando as coisas erradas no governo Flávio Dino ”, disse o deputado Wellington.

O parlamentar destacou seu posicionamento político e reafirmou seu compromisso com a população na luta por um Maranhao melhor.

“Entrei na política não foi para atacar as pessoas. Entrei na política foi para atacar os problemas! Eu ataco a corrupção, o aumento de impostos, a falta de segurança, a falta de água, de emprego e a falta de investimentos na saúde e na educacao. Eu ataco a falta de respeito e a não nomeação dos aprovados nos concursos, ataco a ganância de quem está no poder pelo poder e que usa o dinheiro público e a propaganda enganosa para se manter no poder e para tentar destruir a imagem das pessoas. Saibam que vou continuar na luta contra esse desgoverno e agora vou aumentar ainda mais a fiscalização, denúncias, cobranças e apresentação da solução dos problemas para o nosso estado. Agradeço a confiança, o carinho e da defesa da população contra essas fakes News”, finalizou o deputado Wellington.

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Atos de Scrooge, palavras de Jesus

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Revisava o argumento de um curta-metragem ficcional cujo enredo retrata um personagem bastante comum na vida de quase todas as pessoas, o desafeto, o adversário, o inimigo, o vilão, alguém que cujo todos os predicados são seus defeitos, pois eles são as únicas coisas relevantes em sua personalidade.

Já havia relacionado um predicado infame com cada letra do alfabeto, para adjetivar o indigitado: Argamandel, bilontra, canalha, desonesto, escroque, frasqueiro, ganancioso, hipócrita, ignóbil, joldreiro, larápio, mesquinho, nécio, ordinário, patife, quezilento, ribaldo, soez, torpe, usurpador, velhaco, xexelento e zangado.

Estava escolhendo alguns icônicos personagens da literatura nos quais pudesse basear a pesquisa para o desenvolvimento do tal personagem, quando meu telefone tocou.

Um senhor dizia ao telefone que leria para mim um versículo da Bíblia, e antes que eu dissesse que não poderia atende-lo, ele foi logo falando: “Atos dos Apóstolos, 17:11. Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo.”

Ao final ele me explicou do que se travava o tal versículo. Disse que aquela passagem servia para alertar os fiéis de que todos os ensinamentos e orientações, que precisassem de Deus, poderiam ser encontradas na Bíblia, que o livro sagrado é o manual para o bem viver das pessoas.

Eu que estava pesquisando sobre vilões, seres abjetos, personagens repugnantes, já havia relacionado Iago, de Otelo; Javert, de Os miseráveis; o porco Napoleão, de A Revolução dos bichos; Fernand Mondego, de O conde de Monte Cristo; Fiquei imaginando quantos daqueles tipos haviam na Bíblia!

Foi aí que me lembrei que no ano passado, motivado pela desagradável convivência com uma figura com todos estes predicados, eu havia escrito um artigo comparando-o a Ebenezer Scrooge, imortalizado por Charles Dickens em Um conto de natal. Um personagem repugnantemente, avarento, autoritário, irascível, hipócrita, alguém a quem nem mesmo os três fantasmas da história, conseguiriam redimir.

Nessa hora entendi que se eu desejava realizar um projeto cinematográfico relevante, de sucesso, algo pra ganhar prêmio, deveria retratar o personagem central da obra como alguém que gosta de ser um biltre, que não tem amigos verdadeiros, que não valoriza nem a família, alguém como Scrooge, um ser vil, patife, torpe, como aquele nosso “conterrâneo”, cuja história certamente terá um desfecho triste como sua própria vida, fim comum a esse tipo de personagem, que só atinge a redenção por benevolência, pelo perdão de alguma alma caridosa.

Como já havia acontecido antes, quando o tal senhor ligou para ler pra mim um trecho da Bíblia, meu trabalho foi interrompido novamente quando meu netinho, o Theo, empunhando um brinquedo, entrou na sala onde eu estava. Era um boneco do Coringa, arqui-inimigo do Batman. Ele olhou para mim, fez uma cara engraçada, arregalou os olhos e dando um sorriso rasgado, como o do Coringa, se jogou sobre mim e brincamos por algum tempo.

Quando ele saiu, chispando como entrou, me dei conta que fui eu quem deu a ele o tal boneco. Lembrei inclusive do discurso que fiz ao explicar-lhe quem era o Coringa, o que era um vilão, e a relação entre heróis e vilões. Tudo bem que ele é uma criança, mas já tem bastante noção do que é certo e o que é errado.

Depois de lembrar do que eu ensinei para o meu netinho sobre o Coringa, vi que eu estava errado em não relevar as vilanias do “nosso” Ebenezer Scrooge. Lembrei também do senhor que me orientou a procurar as respostas dos problemas na Bíblia, o que me remeteu imediatamente a Lucas, 6:29, que diz literalmente: “Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra…” Foi então que resolvi escrever esse texto para dizer ao tal desafeto que o perdoo, até porque nem ele, nem ninguém, nem nada, vale o pesar.

Nessa hora, as palavras de dois de meus heróis, Pessoa e Quintana, me vieram a mente: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, “Eles passarão, eu passarinho.”

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