Prefeitura de São Luís aciona Justiça para que 100% da frota de ônibus voltem a circular

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Usuários do transporte público aguardam a condução em vão em parada de ônibus

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) divulgou nota em que informa ter acionado a Justiça do Trabalho para que 100% da frota de ônibus da capital seja colocada em circulação. Desde a madrugada desta quinta-feira (21), todos os coletivos que servem aos bairros da capital estão recolhidos nas garagens e os rodoviários estão de braços cruzados para reivindicar direitos como reajuste salarial de 13%, tíquete-alimentação de R$ 800, plano de saúde e auxílio-creche.

A paralisação total dos ônibus desculpe a decisão liminar proferida em favor da administração municipal determinando que pelo menos 90% da frota fosse colocada em operação durante a greve de motoristas e cobradores.

A Prefeitura de São Luís garante que sempre esteve aberta a negociar com trabalhadores e empresários do sistema de transporte público, afirmação que é negada pelos sindicatos que representam as duas partes.

Confira a nota:

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São Luís deve amanhecer sem ônibus circulando

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O Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Estado do Maranhão (SETCEMA) confirma que a greve geral está mantida para às primeiras horas desta quinta-feira (21), por tempo indeterminado, ou até que uma contraproposta seja apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET).

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PODEMOS), já disse que não fará nenhum tipo de reajuste à tarifa de ônibus, não cedendo à pressão de empresários do setor e os rodoviários.

A greve geral deve acontecer apesar de haver duas ações judiciais. A desembargadora federal do Trabalho, Ilka Esdra Silva Araújo, determinou a manutenção de, no mínimo 90%, da frota do transporte público na grande São Luís (capital, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar) para garantir a prestação de serviços essenciais da comunidade. A multa, em caso de descumprimento, é de R$ 50 mil por dia.

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Grupo Arruda ao vivo no Casarão Colonial

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Grupo Arruda fará show pela primeira vez em São Luís, no Casarão Colonial

São Luís – Um dos mais aplaudidos grupos de samba do Rio de Janeiro, Arruda desembarca no Casarão Colonial, na Rua Afonso Pena, neste domingo (24), para fazer a abertura do projeto “Casarão Errejota – O Estilo Carioca de ser Maranhense”, capitaneado pelas produtoras culturais Mirella Castelo Branco e Ana Souza, por meio do selo “Salve Simpatia”. A programação começa às 16h. Além do convidado especial, haverá outras atrações para alegrar a tarde/noite no espaço mais prestigiado do Centro Histórico de São Luís.

Arruda vem direto do Bar da Alcione, no Rio. É formado por Gustavo Palmito (repique de mão e percussão geral), Fabão Araújo (surdo), Marcelinho (tan-tan), Anderson Popó (percussão geral) e Nego Josy (voz e pandeiro), além de Armandinho do Cavaco (cavaquinho bandolim) e Maria Menezes (voz).

Trata-se de uma proposta influenciada por nomes como Cartola, João Nogueira, Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Fundo de Quintal, entre outros. Em 2021, o projeto completa 16 anos de existência. O nome, Arruda, surgiu do hábito de seus integrantes levarem galhos de arruda para as rodas de samba, ficando esses encontros conhecidos como “Pagode da Arruda”. De lá, saiu para as melhores casas de shows e eventos do Rio de Janeiro e São Paulo.

DVD – Em 2015, foi selecionado para o primeiro DVD / CD “Samba Social Clube – Nova Geração”, da MPB FM, ao lado de outros artistas do novo cenário do samba, lançado em 2016 pela Universal Music. Em julho do mesmo ano, gravou o primeiro DVD ao vivo, intitulado “Guerreiros do Bem”. O DVD já soma mais de 2 milhões de streamings nas plataformas digitais e o número não para de crescer. Dentre as faixas de maior sucesso, “Pra Matar Preconceito”, “Reconvexo”, “Agradecer e Abraçar” e “Batucada do Arruda”.

Em 2017, Arruda lançou seu primeiro videoclipe, “Chama Berenice”, da música “Berenice”, de Nego Josy e Armandinho do Cavaco, tendo Ketula Mello como Berenice e as participações especiais de Alcione, Marcelo Chocolate e da Tia Zezé da Mangueira. Direção de Leonardo Siqueira.

Recentemente, lançou, em todas as plataformas e em seu canal no YouTube, o DVD “Flores em Vida – Arruda canta Cleber Augusto”, gravado ao vivo em São Paulo, em setembro de 2019, com direção de Léo Queiroz e produção musical de Alessandro Cardozo. Arruda homenageia o poeta Cleber Augusto, ex-Fundo de Quintal, autor de clássicos como “A Amizade”, um dos maiores sucessos do grupo Fundo de Quintal, do qual Cleber Augusto fez parte por 26 anos.

Serviço

O quê

Grupo Arruda no Casarão Colonial

Quando

Neste domingo, às 16h

Onde

Rua Afonso Pena, no Centro Histórico

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CENTENÁRIO DE ALEXANDRE COSTA

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As novas gerações maranhenses, que ocupam cargos públicos, eletivos ou nomeados, pouco ou nada sabe a respeito de uma das figuras humanas, nascida em Caxias a 13 de outubro de 1921, batizada com o nome de Alexandre Alves Costa, que se ainda estivesse entre nós, teria completando cem anos de vida.

Para quem desconhece a trajetória pública de Alexandre Costa, vale dizer que foi um dos políticos mais bravos, destemidos e corajosos que marcaram presença na cena maranhense, exercendo postos e funções de relevo num período em que as lutas partidárias se travavam com denodo e paixão.

Em 1948, Alexandre concluiu o curso de Engenharia Civil, em Belo Horizonte, mas pouco atuou na profissão, pois o destino reservou a ele a destinação  política, que abraçou em 1950, bandeando-se para o vitorinismo, apoiando e lutando pela candidatura do cunhado, Eugênio Barros , ao governo do Estado, cuja eleição, por causa da fraude eleitoral,  foi contestada nos tribunais pelos líderes oposicionistas, e repelida, nas ruas, pelo povo de São Luís. 

Naquela época de tumulto político, Alexandre Costa foi nomeado para o seu primeiro cargo público: prefeito de São Luís, mas não teve condições de administrar a cidade, face à paralização de todas as atividades públicas e privadas no Maranhão.

Ao cessar o movimento grevista contra a posse de Eugênio Barros, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, o governador nomeou o cunhado para o cargo de secretário do Interior, Justiça e Segurança, onde teve atuação destacada, que o credenciou na sucessão de Eugênio a ser o candidato a vice-governador, na chapa encabeçada pelo médico José de Matos Carvalho, que venceu a eleição majoritária de 1955, mas como a do antecessor, inabilitado a assumir o governo, porque as Oposições Coligadas, novamente impugnaram a vitória do candidato vitorinista.

Enquanto se aguardava a decisão da Justiça Eleitoral, sobre a posse do novo governador e do vice, irrompe na Assembleia Legislativa um movimento de deputados oposicionistas e de  governistas, não afinados com Alexandre Costa, para a revogação da emenda constitucional, que dava direito ao vice-governador eleito de presidir as sessões do Poder Legislativo, a partir de janeiro de 1956, proposta essa que Alexandre, resistiu e conseguiu não ser aprovada.  

Bastaram apenas dois meses depois de empossados governador e vice, a 8 de julho de 1957, por decisão do TSE, tornou-se visível e problemático o  relacionamento político e pessoal entre Matos Carvalho e Alexandre Costa, fato que veio à tona numa viagem do governador ao Rio de Janeiro em setembro de 1957, quando não transmitiu o cargo ao vice, o qual, de seu gabinete, na Assembleia Legislativa, passou a assinar decretos e aprovar leis que contrariavam os interesses do PSD.

A crise só acabou porque Matos Carvalho imediatamente retornou a São Luís e investiu-se no cargo, ato que levou Alexandre Costa a se passar de armas e bagagens para as Oposições Coligadas, tornando-se o candidato a vice-governador, na chapa encabeçada pelo deputado Clodomir Millet, em 1960 e vencida pelo candidato vitorinista, Newton Bello.

Nas eleições de 1962, candidatou-se à Câmara de Deputados pelo PSP, mas ficou na suplência, motivo pelo qual assumiu o lugar de Neiva Moreira, cassado em 1964, pelo regime militar, que Alexandre apoiou ardorosamente e participou ativamente da campanha eleitoral de 1965, que conduziu o deputado José Sarney ao Palácio dos Leões.

Com a introdução no país do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional, concorrendo em 1966 novamente à Câmara dos Deputados.

No pleito de 1970, foi convocado por Sarney para se candidatar ao Senado sendo eleito e reeleito em 1978. Com o fim do bipartidarismo em 1979, filiou-se ao Partido Democrático Social. Com José Sarney na Presidência da República, recebeu convite para governar Brasília, cargo que recusou para não perder o mandato de senador. 

Nas eleições majoritárias de 1986, novamente concorreu ao Senado da República, sendo eleito pelo Partido da Frente Liberal. Em dezembro de 1992, foi nomeado para o cargo de ministro do Interior e Organismos Regionais, pelo presidente Itamar Franco. Pelo desempenho em favor das prefeituras municipais do Maranhão, recebeu expressiva votação para o exercício de seu quarto mandato de senador, no começo do qual foi surpreendido por uma doença de fundo neurológico, que o afastou definitivamente de suas funções parlamentares. No final de agosto de 1998, seu estado de saúde agravou-se e o levou à morte a 29 daquele mês.

COVID E CÂNCER

No Maranhão, depois que a Covid-19 diminuiu a sua força na sociedade, deixando de causar a morte de tantas pessoas, algumas das quais bem quistas e prestadoras de bons serviços à população, eis que outra perniciosa doença passou a atacar de modo impiedoso os maranhenses.

Trata-se do câncer, que, nos últimos meses, tem tirado do nosso meio social um bom número figuras humanas conhecidas e que deixaram saudades pelo modo como atuavam e praticavam ações dignas na vida privada ou pública do Maranhão.   

 TROCA DE MINISTROS

Há três meses, o presidente Jair Bolsonaro indicou o seu ex-ministro da Justiça, André Mendonça, para a vaga do ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, mas até hoje o Senado não o sabatinou, condição indispensável para integrar a mais alta Casa do Poder Judiciário.

Sugestão para o impasse ser resolvido: o presidente da República trocar a indicação de um “ministro terrivelmente evangélico”, por um ministro terrivelmente católico.

LINHA DE CRÉDITO

Com o custo de vida cada vez mais subindo e fazendo com que grande parte da nossa população, à falta de recursos, esteja passando fome, corre a notícia de que a Caixa Econômica pensa abrir uma nova linha de crédito e com uma destinação específica.

Permitir que a grande maioria do povo tenha condições de ter carne na mesa e possa pagar a conta de luz com juros especiais e parcelamento em dez vezes.

CRUZEIROS MARÍTIMOS

Anuncia-se que ainda este ano, os cruzeiros marítimos deverão retornar à costa brasileira, presenças suspensas pela pandemia e quando estavam em alta no país.

A partir de novembro, acredita-se que os cruzeiros marítimos, que incrementaram bastante o turismo no nordeste brasileiro, retornem à atividade.

Está na hora do setor do governo maranhense, a quem cabe fomentar o nosso turismo, entrar em ação e com firmeza e competência incluir São Luís no roteiro dos cruzeiros marítimos.

DE OLHO NA AML

Nesta quinta-feira, 21 de outubro, intelectuais e políticos estarão com as vistas voltadas para a Academia Maranhense de Letras.

Naquele dia, às 17 horas, não o governador, mas o homem de cultura, Flávio Dino, disputará com quatro concorrentes, o direito de fazer parte da mais importante instituição cultural do Maranhão.

Pelos entendidos em eleições acadêmicas, Flávio Dino é o favorito no pleito. 

PONTA PÉ NO VANDALISMO

A convite da estimada e competente amiga, Kátia Bogéa, que preside a Fundação do Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Luís, marquei presença no evento público, na Praça Benedito Leite, presidido pelo prefeito, Eduardo Braide.

O evento marcava a deflagração de um projeto com o propósito de combater o vandalismo reinante nesta cidade e também voltado para sensibilizar a população da necessidade imperiosa de preservar e cuidar do patrimônio histórico de São Luís.

PALMAS PARA O PREFEITO

Gostei e bato palmas ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que na sua oração ao referir-se a Benedito Leite, com segurança e propriedade, traçou um breve perfil de um homem público que teve por um longo tempo presença marcante na vida pública maranhense.

Espero que o comportamento do prefeito se repita sempre em ocasiões como aquela, pois informa sobre a ação da prefeitura e do significado da obra para a sociedade, principalmente de fundo histórico ou de natureza relevante. 

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Atos de Scrooge, palavras de Jesus

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Revisava o argumento de um curta-metragem ficcional cujo enredo retrata um personagem bastante comum na vida de quase todas as pessoas, o desafeto, o adversário, o inimigo, o vilão, alguém que cujo todos os predicados são seus defeitos, pois eles são as únicas coisas relevantes em sua personalidade.

Já havia relacionado um predicado infame com cada letra do alfabeto, para adjetivar o indigitado: Argamandel, bilontra, canalha, desonesto, escroque, frasqueiro, ganancioso, hipócrita, ignóbil, joldreiro, larápio, mesquinho, nécio, ordinário, patife, quezilento, ribaldo, soez, torpe, usurpador, velhaco, xexelento e zangado.

Estava escolhendo alguns icônicos personagens da literatura nos quais pudesse basear a pesquisa para o desenvolvimento do tal personagem, quando meu telefone tocou.

Um senhor dizia ao telefone que leria para mim um versículo da Bíblia, e antes que eu dissesse que não poderia atende-lo, ele foi logo falando: “Atos dos Apóstolos, 17:11. Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo.”

Ao final ele me explicou do que se travava o tal versículo. Disse que aquela passagem servia para alertar os fiéis de que todos os ensinamentos e orientações, que precisassem de Deus, poderiam ser encontradas na Bíblia, que o livro sagrado é o manual para o bem viver das pessoas.

Eu que estava pesquisando sobre vilões, seres abjetos, personagens repugnantes, já havia relacionado Iago, de Otelo; Javert, de Os miseráveis; o porco Napoleão, de A Revolução dos bichos; Fernand Mondego, de O conde de Monte Cristo; Fiquei imaginando quantos daqueles tipos haviam na Bíblia!

Foi aí que me lembrei que no ano passado, motivado pela desagradável convivência com uma figura com todos estes predicados, eu havia escrito um artigo comparando-o a Ebenezer Scrooge, imortalizado por Charles Dickens em Um conto de natal. Um personagem repugnantemente, avarento, autoritário, irascível, hipócrita, alguém a quem nem mesmo os três fantasmas da história, conseguiriam redimir.

Nessa hora entendi que se eu desejava realizar um projeto cinematográfico relevante, de sucesso, algo pra ganhar prêmio, deveria retratar o personagem central da obra como alguém que gosta de ser um biltre, que não tem amigos verdadeiros, que não valoriza nem a família, alguém como Scrooge, um ser vil, patife, torpe, como aquele nosso “conterrâneo”, cuja história certamente terá um desfecho triste como sua própria vida, fim comum a esse tipo de personagem, que só atinge a redenção por benevolência, pelo perdão de alguma alma caridosa.

Como já havia acontecido antes, quando o tal senhor ligou para ler pra mim um trecho da Bíblia, meu trabalho foi interrompido novamente quando meu netinho, o Theo, empunhando um brinquedo, entrou na sala onde eu estava. Era um boneco do Coringa, arqui-inimigo do Batman. Ele olhou para mim, fez uma cara engraçada, arregalou os olhos e dando um sorriso rasgado, como o do Coringa, se jogou sobre mim e brincamos por algum tempo.

Quando ele saiu, chispando como entrou, me dei conta que fui eu quem deu a ele o tal boneco. Lembrei inclusive do discurso que fiz ao explicar-lhe quem era o Coringa, o que era um vilão, e a relação entre heróis e vilões. Tudo bem que ele é uma criança, mas já tem bastante noção do que é certo e o que é errado.

Depois de lembrar do que eu ensinei para o meu netinho sobre o Coringa, vi que eu estava errado em não relevar as vilanias do “nosso” Ebenezer Scrooge. Lembrei também do senhor que me orientou a procurar as respostas dos problemas na Bíblia, o que me remeteu imediatamente a Lucas, 6:29, que diz literalmente: “Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra…” Foi então que resolvi escrever esse texto para dizer ao tal desafeto que o perdoo, até porque nem ele, nem ninguém, nem nada, vale o pesar.

Nessa hora, as palavras de dois de meus heróis, Pessoa e Quintana, me vieram a mente: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, “Eles passarão, eu passarinho.”

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