Evandro Junior
24 de março de 2026
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Todas as segundas e terças-feiras, aniversariantes do mês têm entrada gratuita para assistir ao espetáculo
São Luís – O Circo Americano preparou uma ação especial para quem deseja celebrar o aniversário de um jeito diferente. Todas as segundas e terças-feiras, aniversariantes do mês têm entrada gratuita para assistir ao espetáculo.
A proposta é simples: transformar a data em um momento de alegria compartilhada, reunindo amigos e familiares em uma experiência que resgata o encantamento do circo e cria memórias afetivas.
Instalado na área externa do Shopping da Ilha, o espetáculo vem atraindo grande público e se destacando não apenas pela grandiosidade da estrutura, mas principalmente pela conexão que estabelece com a plateia. Debaixo da lona, crianças e adultos se deixam envolver por um universo de cores, luzes e música, enquanto artistas conduzem números que desafiam a gravidade e despertam emoção do início ao fim.
Para garantir o benefício, basta apresentar um documento oficial com foto que comprove a data de nascimento. A gratuidade é individual e válida apenas para o aniversariante.
Com uma proposta que une tradição e tecnologia, o Circo Americano segue em temporada na cidade, reforçando o papel do circo como uma das formas de entretenimento mais afetivas e acessíveis para todas as idades.
Evandro Junior
24 de março de 2026
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São Luís – Um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, a atriz Neuza Borges é um dos grandes destaques da 31ª edição da Paixão de Cristo de Floriano, no Piauí. Aos 83 anos, ela volta ao teatro após três décadas afastada dos palcos, trazendo ainda mais força simbólica ao espetáculo que já é considerado um dos maiores do país ao ar livre.
Com uma trajetória que atravessa gerações, são quase 70 anos de carreira e mais de 100 personagens interpretados na televisão, no cinema e no teatro, sua última atuação nos palcos havia sido em 1995. Agora, em Floriano, ela assume o papel de Herodíades, personagem marcada por intensidade dramática e presença cênica.
A participação da atriz também carrega um forte significado pessoal. Criada na tradição católica, Neusa relembra a relação profunda com a fé e com os rituais da Semana Santa. “Desde criança, participei das procissões. A Sexta-feira Santa sempre foi um momento muito importante na minha vida. Estar aqui hoje, fazendo parte da Paixão de Cristo, é algo emocionante”, afirma.
A presença de uma artista desse porte reforça a dimensão cultural do espetáculo e amplia o interesse do público de diferentes regiões, especialmente do Maranhão, que conta com caravanas organizadas para acompanhar a encenação durante o feriado. Realizada há mais de três décadas na cidade cenográfica de Floriano, construída especialmente para o espetáculo, a montagem reúne cerca de 400 profissionais entre elenco e equipe técnica, em uma estrutura que impressiona pela grandiosidade. A cada noite, a expectativa é receber cerca de 5 mil espectadores.
Além de Neusa Borges, o elenco conta com nomes conhecidos do público brasileiro, como Miguel Rômulo no papel de Jesus, Eriberto Leão como Pilatos, Sílvia Pfeifer como Maria, Felipe Roque como Caifás e Rodrigo Silva como Herodes, além de dezenas de atores locais que dão vida aos personagens bíblicos.
Mais do que um espetáculo teatral, a Paixão de Cristo de Floriano se consolida como uma experiência cultural e de fé, que movimenta o turismo regional e se firma como uma opção de programação para quem deseja viver a Semana Santa de forma intensa e simbólica.
Evandro Junior
24 de março de 2026
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Dramaturgia é livremente inspirada em obras literárias que abordam questões cruciais da existência humana e do futuro do planeta
São Luís – O espetáculo ‘Argila’, de Áurea Maranhão,obra-instalação que escava as urgências do presente, tem como ponto de partida provocações trazidas pelas obras do escritor e neurocientista Sidarta Ribeiro e do líder indígena e escritor Ailton Krenak. A apresentação única acontece dia 27 de março, às 20h, no Teatro Napoleão Ewerton, no prédio da Fecomércio/Sesc/Senac, em frente ao Hotel Íbis.
Em Argila, uma atriz, uma musicista e uma cidade em miniatura em cena contam histórias de ancestralidade e uma sociedade adoecida pelo sistema, com direção, dramaturgia e performance de Áurea Maranhãoe direção e performance musical deValda Lino. O espetáculo é produzido pelo núcleo artístico Terra Upaon Açú, de São Luís do Maranhão, aprovada no Edital Fomento Núcleos Artísticos – PNAB, chamamento público 006/2025 – SECULT/SL, com recursos da Política Nacional Aldir Branc de Fomento à Cultura (Lei Nº 14.399/2022).
A dramaturgia é livremente inspirada em obras literárias que abordam questões cruciais da existência humana e do futuro do planeta, como “Sonho Manifesto”, do neurocientista Sidarta Ribeiro, e livros de Ailton Krenak, como “O Amanhã Não Está à Venda”,”A Vida Não é Útil” e “Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”.
“Apesar dos desafios apresentados, tanto Ribeiro quanto Krenak oferecem perspectivas otimistas e inspiradoras, convidando à ação e à transformação social. Suas vozes ressoam como faróis de esperança e inspiração, apontando para um caminho de renovação e transformação em meio aos desafios e incertezas do presente”, revela a idealizadora da montagem, Áurea Maranhão.
O trabalho é uma espécie de ritual cênico, no qual palavra, barro e música respiram juntos. Essa travessia sensorial começa na penumbra de um símbolo de justiça e termina num grito coletivo por reinvenção. Cada gesto sobre o barro questiona a herança violenta que carregamos, e propõe uma ética radical do cuidado.
Esses trabalhos oferecem reflexões profundas sobre a importância da reconexão com a natureza e a sabedoria ancestral para uma vida mais sustentável, criticando o paradigma do progresso a qualquer custo e destacam a necessidade de uma abordagem mais consciente e inclusiva para o desenvolvimento humano.
Com um cenário de cidade em miniatura feito de argila, e complementado por uma iluminação e trilha sonora original, a peça convida o público a refletir sobre a transformação pessoal e coletiva necessária para nossa sobrevivência e prosperidade.
A argila não é apenas um mineral, aqui é trazida como um símbolo poderoso de resiliência, adaptação e renascimento. “Nosso trabalho com a argila busca ser uma ferramenta visceral para recuperar a escuta do corpo e curar as mazelas da contemporaneidade, como a solidão causada pelo excesso de virtualidade e a falta de intimidade com nossos próprios desejos”.
Performer alterna narrativa épica e confissão íntima
Essa narrativa costura texto falado, narrativas em off, trilha original percutida ao vivo por Valda Lino (que também assina a direção musical) e uma coreografia de luz que lentamente “escava” o palco. Em cena, a performer alterna narrativa épica e confissão íntima, atravessando temas como sonho coletivo, justiça climática e resistência feminina.
Poesia física, som imersivo e discurso afiado, Argila transforma sala, auditório ou palco italiano em arena de diálogo entre espectadores e as grandes perguntas do nosso tempo: quem fomos? quem somos? e quem ainda podemos ser, se ousarmos sonhar juntos?
A peça é protagonizada por uma equipe diversa de artistas residentes em São Luís do Maranhão. Além da diretora, dramaturga e performer, estão no time Valda Lino, responsável pela direção musical e performance musical; Luty Barteix, pela direção de movimento e assistência de direção; Renato Guterres, pelo desenho e operação de luz; Eliane Barros, pela direção de arte, maquiagem e figurino: Tathy Yazigi, pela provocação e orientação; e Amanda Travassos, identidade visual, designer (projeto) e social media, Rob Falcão produção de palco e contrarregragem.
Evandro Junior
24 de março de 2026
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Michele Carreira está confirmada na quarta edição do Blue Mulher
São Luís – A diretora geral da Faculdade de Negócios Faene, Michele Carreira, participa, nesta terça-feira (24), às 21h, de mais uma edição do evento Blue Mulher, realizado no Oito Restaurante, localizado no Blue Tree Towers São Luís, no bairro Calhau.
O encontro, que chega à sua quarta edição, tem como proposta impulsionar o empreendedorismo feminino, reunindo mulheres que acreditam na força das conexões, da troca de experiências e do aprendizado coletivo. A iniciativa vem se consolidando como um importante espaço de diálogo e fortalecimento de lideranças femininas em diferentes áreas de atuação.
À frente da Faene, Michele Carreira tem se destacado por uma gestão moderna e estratégica, contribuindo para o fortalecimento da instituição no cenário educacional.
O trabalho é desenvolvido em parceria com o diretor de Negócios, Ricardo Carreira, em um projeto familiar que valoriza a presença feminina em posições de liderança e decisão.
Evandro Junior
24 de março de 2026
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“A credibilidade das instituições depende de ações éticas, transparência e coerência perante a sociedade”, diz Cristiano Sardinha
São Luís – Há uma famosa expressão que diz: “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. Para compreender plenamente esse pensamento, precisamos nos teletransportar ao período da República Romana, quando ocorreu um escândalo envolvendo Caio Júlio César e sua esposa.
Pompeia organizou uma festa religiosa em sua residência, destinada às mulheres mais importantes de Roma. No entanto, um homem chamado Clódio infiltrou-se no evento disfarçado com roupas femininas. Ao ser descoberto, surgiram suspeitas de que ele seria amante da esposa de César. O episódio rapidamente se espalhou, tornando-se assunto dominante nas ruas, praças e repartições públicas.
Mesmo sem provas concretas, César divorciou-se de Pompeia em 62 a.C., alegando que sua esposa deveria estar “acima de qualquer suspeita”. Alguns historiadores defendem que Pompeia foi injustiçada, sugerindo que o marido buscava qualquer pretexto para encerrar a relação que já não lhe convinha. Júlio César era um político astuto que sabia manipular as massas e mesmo em suas relações privadas continuava sendo extremamente calculista e ardiloso.
Independentemente da existência de infidelidade, esse episódio oferece lições valiosas para os dias atuais. A República é uma forma de governo, caracterizada pela alternância de poder e prevalência dos interesses do povo. Por essa lógica, os ocupantes de cargos públicos precisam ser honestos no exercício de suas funções, como também devem zelar pela imagem das entidades governamentais que representam.
As frequentes notícias de casos de corrupção envolvendo autoridades públicas, que ilegalmente recebem valores astronômicos para manter um estilo de vida digno de fazer inveja até aos mais ricos reis e faraós da antiguidade, acabam desmoralizando a nossa jovem República. Os críticos mais pessimistas já a apelidaram de “republiqueta” ou “república das bananas”.
A credibilidade das instituições depende de ações éticas, transparência e coerência perante a sociedade. Parte significativa dos brasileiros lutam diariamente para sobreviver, mal conseguindo arcar com as despesas básicas. Roubar-lhes até a esperança de dias melhores é algo desumano.
Diante disso, é urgente que a nossa República não apenas seja honesta, mas também pareça honesta.
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Cristiano Sardinha é escritor, professor e tabelião, graduado em Direito, Filosofia e História, Mestre em Cultura e Sociedade pela UFMA, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela UMSA e Doutor em Direito Constitucional pela UNIFOR.
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QUEM SOU EU
Jornalista profissional formado pela Universidade Federal do Maranhão e que há mais de 20 anos integra o staff do Grupo Mirante, Evandro Júnior é do Imirante.com, titular da coluna Tapete Vermelho, dentro do Caderno PH Revista, e coordenador e colaborador diário e interino da coluna de Pergentino Holanda (PH) no Imirante.com. A proposta é trazer informações sobre generalidades, com um destaque especial para as esferas cultural, empresarial e política.