Boi de Maracanã tem vasta programação nesta terça-feira e amanhece na Capela de São Pedro

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Boi de Maracanã é um dos mais esperados na Capela de São Pedro, na manhã de quarta-feira, dia 29

São Luís – O Boi de Maracanã tem vasta programação nesta terça-feira (28), véspera do feriado de São Pedro. As apresentações do centenário grupo folclórico começam pelo Arraial do Lili, no bairro Planalto Vinhais, às 20h30. Depois, às 22h, o batalhão estará na Associação da Caema, no Tirirical.

Por volta das 23h, o Boi de Maracanã fará uma apresentação especial na Igreja de São João, no Recanto dos Vinhais e, na sequência, será aplaudido no grande arraial da Praça Maria Aragão, coordenado pela Prefeitura de São Luís, por volta de 1h.

A manifestação folclórica não para por ai. Vai ainda para a Associação da Eletronorte, no bairro Turu, por volta das 3h, e de lá seguirá para a Casa das Minas, na Rua de São Pantaleão, centro de São Luís, onde amanhece tocando matracas. Em seguida, desce para a Capela de São Pedro, para participar do encontro de bumba bois de matraca.

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Por falta de ferryboats, passageiros não conseguem retornar à Baixada Maranhense

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Passageiros no aguardo de ferryboats para retornar à Baixada Maranhense

São Luís – Por falta de ferryboats no Terminal da Ponta da Espera, moradores da Baixada Maranhense não conseguiram retornar para casa no sábado (25). A situação provocou revolta e tumulto: uma consequência da crise desencadeada no serviço de transporte aquaviário que opera na travessia entre a São Luís e o continente desde a intervenção governamental na Servi-Porto, maior empresa do setor no estado e que está impossibilitada de resolver a situação.

Dezenas de pessoas, inclusive várias crianças e idosos ficaram amontoados aguardando para embarcar, sem qualquer perspectiva quanto ao horário da viagem. A falta de informações da administração do terminal sobre o motivo do problema aumentou a indignação.

A falta de ferryboats para cumprir o cronograma de viagens entre a Ponta da Espera e o Cujupe é mais um fato que escancara o colapso no transporte aquaviário entre a capital e a Baixada Maranhense.

O governo estadual vem gastando muito dinheiro com a aquisição de uma balsa adaptada para operar como ferryboat, mas esta não foi liberada pelas autoridades para navegar na Baía de São Marcos.

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Crônica de José Fernandes: “O que aprendi com Jamerson”

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Os fortes impactos emocionais abalam os alicerces de nossa alma

APESAR DE TUDO o que li, do que me foi ensinado nos livros sobre a condição humana, e de minha tendência espiritualista, foi muito difícil – e ainda está sendo – perder o meu péssimo hábito de discriminar, ou melhor, de estigmatizar pessoas de comportamento diferente daquele que eu entendia ou julgava fora dos padrões normais.

Mesmo quando era bem jovem, nos anos de 1950, não sentia nenhuma simpatia pelo comportamento hippie dos jovens americanos, que pregavam “paz e amor”, isso em razão da maneira excêntrica como procediam; tinha por eles uma silenciosa aversão; censurava-os pelo modo imponderável de levar a vida, incluindo os seus imitadores no Brasil.

Também fazia restrições aos homossexuais e assemelhados, às diferenças de gênero, aos bêbados e drogados, e era intolerante até com os negros e negras quando expunham suas bastas cabeleiras despenteadas, como a do cantor Chico César, de quem me tornei admirador.

Entrementes, naqueles tempos juvenis, achando-me poeta, tornei-me amigo de um rapaz de minha geração, lírico talentoso, autor de uma bonita obra poética, educado, cordial e solidário, tanto que até escreveu a orelha de meu segundo livro de imaturos poemas, ocasião em que o levei, como convidado, ao meu chão interiorano.

Esse poeta fraterno chamava-se Jamerson Lemos; viera de Recife, e passara a residir em São Luís, com sua família de classe média e de bom nível social. Transcorrido um bom tempo, o bardo, seu pai empresário e familiares mudaram-se de nossa cidade, e não mais o vi, mas senti falta da sua alegre presença.

Anos se passaram e, num domingo pela manhã, jornadeando de carro por locais pitorescos da Ilha, junto com minha mulher, minhas filhas e meu filho, ainda crianças, me deparei com um grupo de hippies, acampados no largo da antiga fábrica de tecidos, no Anil. Olhando-os de longe, distingui, distanciado dos demais, uma pessoa de longas barbas e densos cabelos, revoltos e descuidados, que me pareceu familiar. Aproximei-me e, para minha surpresa, me defrontei com aquele amigo poeta de anos atrás, pobremente vestido – era o Jamerson Lemos.

Desci do carro, apresentei-o aos meus familiares, conversamos ligeiramente e perguntei-lhe e se eu poderia retornar para uma conversa mais demorada. Com o seu assentimento, conduzi meu pessoal à nossa casa e, meia hora depois, retornei. Almoçamos juntos e reatamos os velhos papos de outrora. Depois, curioso, perguntei por que ele, pessoa culta e bem situada socialmente, ingressara naquela vida difícil de andarilho sem norte. Revelou-me, aí, que havia se cansado da mesmice cotidiana e, querendo viver novas experiências, optara por aquele viver erradio, sem eira nem beira, trabalhando com artesanato, comendo com o pouco dinheiro que conseguia amealhar, não se demorando nos lugares por onde transitava, dormindo nos logradouros públicos das periferias de cada cidade ou, com as chuvas, em abrigos improvisados.

Preocupado com o viver do meu amigo, sugeri que ele ficasse em nossa cidade: arranjar-lhe-ia hospedagem e emprego condizente com seu nível cultural e ofereci-lhe trabalhar comigo, na minha gráfica. Ele recusou a sugestão – queria continuar hippie. Com profunda tristeza, despedimo-nos, para sempre.

Hoje, dia 19 de março de 2021, conversando com o amigo José Maria Nascimento, poeta e fotógrafo, fiquei sabendo que, anos depois, Jamerson recuperou-se: abandonou aquela vida de andarilho e, depois de haver residido em várias localidades, fixou-se definitivamente em Teresina-PI; casou-se e progrediu muito, tornando-se prestigiado profissional; como poeta e intelectual publicou vários livros e participou dos movimentos culturais da capital mafrense. Acometido, porém, de fatal enfermidade, ali falecera, em 2004, aos 59 anos. Que Deus proteja o querido amigo, onde ele estiver.

Contei este fato para dizer que aquele meu encontro imprevisto com Jamerson Lemos, no bairro do Anil, mudou meus sentimentos com relação à maneira de sentir pelos outros. Possivelmente, devido ao apreço que lhe tributava, nunca mais discriminei ninguém. Passei a admitir as desigualdades. Não mais censurei o procedimento diferenciado das pessoas, possivelmente graças ao último encontro com o poeta hippie, que, sem querer nem perceber, muito me sensibilizou e me tornou mais humano.

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Filme “Um Dia Qualquer” já está em cartaz em algumas capitais brasileiras

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Paulo Ricardo Dias (esq.) com o protagonista do filme, Augusto Madeira

São Luís – “Um Dia Qualquer”, novo lançamento da Elixir Entretenimento e da Com Domínio Filmes, estreou na última quinta-feira (23), no Rio de Janeiro. O filme também está em cartaz em São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Natal e Brasília.

O longa-metragem com direção de Pedro von Krüger, produção de Denis Feijão e distribuição da Pipa Pictures, com coprodução do Canal Space, já participou de 13 festivais no Brasil e exterior. No Rio, a estreia contou com a presença do empresário, ator e escritor maranhense Paulo Ricardo Dias.

Sob os pilares “Drama Materno”, “Milícia/Violência” e “Emoções Extremas”, o filme mostra que um dia qualquer nos subúrbios cariocas pode ser qualquer coisa, exceto algo comum. Quando o Estado é omisso, forças paralelas assumem seu lugar. Milícia, tráfico e corrupção fazem parte de uma combinação explosiva em que a principal vítima é a família e comunidade dos subúrbios cariocas.

O maranhense Paulo Ricardo Dias (de camisa azul) com atores que estão no longa-metragem
Paulo Ricardo Duas com o diretor do filme, Pedro von Krüger

 “O filme drama-ficção é repleto de emoções e traz em seu elenco nomes como Augusto Madeira (Quirino), Mariana Nunes (Penha), Jefferson Brasil (Seu Chapa), Vinicius de Oliveira (Maciel), Willean Reis (Beto), André Ramiro (Participação especial – Delegado), Juan Paiva (Juninho), Eli Ferreira (Jéssica), Samuel Melo (Robson), Tainá Medina (Bruna), Adriano Garib (Participação especial – Dr. Menezes), entre outros.

Por trás de um cotidiano aparentemente simples e rotineiro, a violência diária e o clima de guerra civil obrigam os moradores a iniciar uma verdadeira jornada por sobrevivência. Nesse delicado momento para os moradores, diversas histórias se misturam e mostram que viver mais um dia pode não ser tão fácil assim. E revela, ainda, as entranhas e, principalmente, a maneira como nasce e se consolida o poder paralelo em uma zona esquecida pelas instituições públicas.

Em um retrospecto de 10 anos, vemos o tráfico de Seu Chapa perder espaço para Quirino, um correto Policial Civil que passa a adequar suas convicções às novas dimensões: os fins, agora, justificam os meios.

“Acredito que a arte cinematográfica tem a importância de ampliar o debate sobre temas complexos do nosso tempo. Quando eu criei “Um dia qualquer” pensei que o avanço das milícias e seu poder paralelo, a injustiça social sofrida pela população negra, as buscas das mães de vítimas da violência e as agressões domésticas decorrentes do machismo, são questões que precisam ser resolvidas na nossa sociedade atual”, diz o diretor Pedro von Krüger.

 SINOPSE

 O clima de festa do primeiro domingo após o Carnaval é logo interrompido com o desaparecimento do filho de Penha. Certa de que seu desaparecimento só pode ser obra da máfia comandada pelo ex-policial Quirino, uma velha antipatia, Penha logo saberá as consequências de fazer justiça com as próprias mãos. Enquanto um jovem desaparece, outros se reúnem tentando preencher suas vidas com a realidade principal em que estão inseridos: o Projeto Quirino. O que antes era um dia como qualquer outro, agora carrega muitos dias dentro. Sob as máscaras e fantasias de mais um dia na Baixada Fluminense, esconde-se a intensa realidade de famílias e vizinhos que vivem sob as regras da crescente máfia carioca.

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Personagens do ‘Mundo Bita’ farão show em São Luís em julho

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Flora, Lila, Dan, Tito e o amigão de bigode laranja retornam a São Luís no mês de julho com o show “Dentro do Mundo Lá Fora”

São Luís – Eles são sucesso entre as crianças. Dos clipes para os palcos, vem ai o ‘Mundo Bita’: Flora, Lila, Dan, Tito e o amigão de bigode laranja retornam a São Luís no mês de julho com o show “Dentro do Mundo Lá Fora”. A apresentação será no dia 16, às 17h30, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana – Multicenter Sebrae. 

Vendas com ingressos limitados e por assentos marcados. O evento é uma realização da Dux Produções com Mr. Plot, empresa criadora do Mundo Bita. 

“Por causa da pandemia, paramos completamente o show e agora voltamos com o tema que estávamos trabalhando. Falamos sobre como é importante incentivar as brincadeiras ao ar livre e a amizade”, destaca Chaps Melo, criador do Mundo Bita.

Flora, que já conquistou o coração da criançada nos outros shows e tem participação constante nos clipes do Mundo Bita, segue como cantora nesta temporada. Ela é uma das protagonistas ao lado da turminha e terá um importante papel de conscientização da nossa saúde. Diversos outros personagens terão participação no show, a exemplo da Baratinha em “Insetos”, a Vaquinha em “Fazendinha” e o Palhaço Quebra-Queixo em “Palhaçada”.

“Dentro do Mundo Lá Fora” tem um repertório com 19 canções, contemplando todos os álbuns da animação. A seleção contou com a interação do público por meio das redes sociais, que escolheu as que não poderiam faltar no espetáculo. 

Sobre o Mundo Bita

O Mundo Bita ganhou vida há 10 anos, em Recife (PE), nos estúdios da Mr. Plot, produtora de conteúdo fundada por Melo e seus sócios – João Henrique Souza, Enio Porto e Felipe Almeida -, todos pais. A princípio, Bita seria o protagonista de um livro digital, mas a ideia não vingou e a virada aconteceu quando a figura dele foi transportada para o audiovisual. “Decidi compor algumas letras, melodias e testar a ideia”, conta Chaps.

A ideia deu tão certo que os mais de 90 clipes autorais lançados no Brasil ultrapassam 10 bilhões de visualizações no Youtube. As produções dos conteúdos autorais abordam, com leveza, cor e muita música, temáticas atuais e assuntos que contribuem para a formação saudável e solidária das crianças. Mundo Bita fala sobre preservação da natureza, criação dos filhos, inclusão social, igualdade de direitos, família, sentimentos, higiene e outros temas importantes que permeiam o universo infantil. 

Serviço

Dia: 16/07/2022

Horário: 17h30

Local: Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana – Multicenter SEBRAE.  

Endereço: Av. Jerônimo de Albuquerque, s/n – Cohafuma, São Luís – MA

Ingressos:

De R$ 30,00 – R$ 80,00

Crianças de até 1 ano e 11 meses não pagam, desde que fiquem no colo dos responsáveis. Dos 2 aos 12 anos pagam meia-entrada apenas com apresentação de documento de identificação, que será obrigatória na entrada. Idosos, professores e deficientes também tem garantida a meia-entrada.

Pontos de venda

– Site: https://www.bilheteriadigital.com/show-do-bita-16-de-julho

– PDV físico: Bilheteria Digital do Rio Anil Shopping 

Horário de funcionamento: 10h às 22h

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Arraial da Leitura agita a Biblioteca Comunitária Luiz Phelipe Andrès nesta quinta-feira

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Biblioteca Comunitária Luiz Phelipe Andrès

São Luís – O clima junino contagia o Projeto “Cidadania e Leitura” na Biblioteca Comunitária Luiz Phelipe Andrès (Vila Ariri), que receberá o Arraial da Leitura, nesta quinta-feira (23), das 14h às 17h. Sempre abordando o calendário cultural do estado, a programação temática será toda voltada para o ciclo festivo deste mês de junho.

“A ideia é trabalhar esse período tão especial e rico da cultura maranhense que vivemos para ampliar o leque de conhecimento das crianças e suas vivências do cotidiano, a partir do livro e da leitura”, ressalta a bibliotecária Rosa Maria Ferreira Lima, coordenadora do Projeto “Cidadania e Leitura”.

A programação destaca o espetáculo infantil “O desejo de Catirina”, Contação de Histórias do Ciclo Junino, Leitura e manuseio de livros do acervo do próprio espaço e do Carro Biblioteca da SAB. Ao final, as crianças saboreiam lanche produzido por empreendedores da área.

No roteiro das atividades, manifestações populares, a exemplo do bumba meu boi e do tambor de crioula, e personagens como Pai Francisco e Mãe Catirina ganharão a cena no projeto, realizado pela Sociedade de Amigos das Bibliotecas do Maranhão (SAB/MA), com apoio da Lei Rouanet, patrocínio do Instituto Cultural Vale e parceria da Associação Comunitária do Itaqui-Bacanga (ACIB).

“A Biblioteca Comunitária Luiz Phelipe, sem dúvida, é um espaço que está contribuindo para incentivar a leitura entre crianças jovens e adultos da nossa comunidade”, afirma a diretora da Microrregião da ACIB na Vila Ariri, Ruthe Araújo França.

“O Projeto Cidadania e Leitura veio somar ao trabalho de educação que a ACIB vem desenvolvendo. A instalação das Bibliotecas é uma ação importante e necessária para a qualidade do ensino das escolas da àrea Itaqui-Bacanga, que já está surtindo efeitos positivos”, destaca River Souza, presidente da ACIB.

Instalada na sede da ACIB (rua da Igreja, s/n, Vila Ariri), a Biblioteca Comunitária Luiz Phelipe Andrès foi inaugurada no dia 14 de maio, sendo a segunda entregue pelo projeto “Cidadania e Leitura” na área Itaqui-Bacanga – a primeira foi a Biblioteca Comunitária Maria Aragão, aberta em outubro último, na Vila Bacanga.

Serviço
O quê:

Arraial da Leitura, na Biblioteca Comunitária Luiz Phelipe Andrès

Onde:
Sede da Biblioteca Comunitária Luiz Phelipe Andrès (ACIB – rua da Igreja, s/n, Vila Ariri)

Quando:
Nesta quinta-feira (23), das 14h às 17h

Mais informações:
Selma Figueiredo: 98 98111-8810 – WhatsApp // 98 98874-9703
Rosa Maria Ferreira Lima, coordenadora do projeto: 98 984077979

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Juiz da 2ª Vara do Trabalho de São Luís ministrará curso de extensão na Faene

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Saulo Tarcísio de Carvalho Fontes é mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e doutorando em Direito pelo Uniceub

São Luís – O juiz Saulo Tarcísio de Carvalho Fontes, titular da 2ª Vara do Trabalho de São Luís e auxiliar da Presidência do Tribunal Regional do Trabalho, é quem ministrará o curso de extensão em Direito e Processo do Trabalho, de 14 a 16 de julho, na Faculdade de Negócios Faene, no Residencial Pinheiros. O curso, presencial com transmissão online, será direcionado a alunos da instituição e público externo, bem como de áreas afins e de outros campos de atuação.

Nos dois primeiros dias, as aulas acontecerão das 18h às 22h e no sábado, de 8h às 12h. O conteúdo abordará, entre outros assuntos, “Acidente de Trabalho e Doenças Ocupacionais”, “Sistema Recursal Trabalhista”, “Tutelas Provisórias” e “Prova no Processo do Trabalho”, entre outros.

De acordo com o juiz, o conteúdo abordará atualizações incorporadas durante o período da pandemia do novo coronavírus, as quais refletiram no Direito e no processo de trabalho.

“Com a chegada do novo coronavírus no Brasil, o trabalho em formato homeoffice, por exemplo, se tornou tendência. E essa mudança repentina fez com que as leis trabalhistas também mudassem, tendo que atender à nova realidade. São mudanças na jurisprudência, decorrentes, inclusive, das inovações tecnológicas. Vamos detalhar as alterações mais relevantes”, frisou.

O curso é direcionado a estudantes de Direito e de áreas correlacionadas, profissionais de Recursos Humanos, sindicalistas e até da medicina do trabalho, entre outras. Saulo Tarcísio de Carvalho Fontes é mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutorando em Direito pelo Uniceub, com tese já defendida.

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Instituto Alcoa promove a segunda edição do Festival da Cultura Empreendedora

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São Luís – Discutir impacto social, diversidade e a potência das comunidades empreendedoras é o tema central da segunda edição do Festival da Cultura Empreendedora, promovido pelo Instituto Alcoa, de 22 a 24 de junho. Ao longo dos três dias, a programação contará com oficinas, painéis, rodas de conversas, feiras de exposição, além de atividades culturais de diferentes regiões do Brasil.

O evento reunirá especialistas, colaboradores Alcoa, membros dos Conselhos Consultivos de Relações Comunitárias, organizações sociais, empreendedores das regiões do Pará, Maranhão, Minas Gerais e São Paulo e todos(as) os(as) interessados(as) em dialogar sobre cultura empreendedora e a importância de fortalecer a diversidade em projetos de geração de renda, assim como encontrar caminhos para toda a sociedade apoiar essas iniciativas em prol de um país mais igualitário.

A edição de 2022 será híbrida. As atividades dos dias 22 e 24 serão presenciais, nos territórios de atuação do Instituto Alcoa. No dia 23, as atividades serão online, gratuitas e abertas para todos os interessados no tema.

“Toda a comunidade pode impulsionar o empreendedorismo local e fortalecer esse campo. Existem ótimas iniciativas acontecendo nos territórios onde a Alcoa atua e, por isso, acreditamos que trazer essas experiências e trajetórias pode ser uma forma de incentivar que mais pessoas possam seguir o caminho de uma vida empreendedora, aproveitando seus talentos e trocando conhecimento com quem já passou por isso”, comenta Tatiana Bizzi, diretora-executiva do Instituto Alcoa.

Juntamente com Educação, Geração de Trabalho e Renda é uma das frentes prioritárias da atuação do Instituto Alcoa, que há 32 anos atua em parceria com atores locais para promover o desenvolvimento e tornar as regiões de Poços de Caldas, em Minas Gerais; São Luís, no Maranhão; e Juruti, no Pará, mais inclusivas e menos desiguais.

Nesse sentido, a cultura empreendedora se coloca como tema fundamental. Apoiamos ações de qualificação profissional, inclusão produtiva e incentivo ao empreendedorismo para o acesso a trabalho e renda, principalmente a partir do nosso Programa de Apoio a Projetos. Em 2021, investimos mais de 1,9 milhão de reais em 16 projetos comunitários.

Por dentro da programação

No dia 23, o Festival será 100% online, aberto e gratuito, com quatro atividades programadas. O painel de abertura, por exemplo, terá como tema ‘Empreender é transformar realidades: valorização das diversidades em iniciativas de geração de trabalho e renda’, e contará com três convidadas para discutir a importância e os benefícios de considerar as diversidades em iniciativas de geração de trabalho e renda.

Em seguida, três empreendedoras compõem a roda de conversa que trará dicas para que todos e todas possam participar e fortalecer o empreendedorismo local. Completam a programação do dia 23 um Banco de Práticas no qual empreendedores irão compartilhar suas experiências, e a atividade cultural, que terá a participação de colaboradores Alcoa com músicas, danças e outras atrações.

Já os dias 22 e 24 contarão com atividades presenciais e online nas localidades. No dia 22 em Juruti (PA), no dia 24 em Poços de Caldas (MG) e São Luís (MA). Nos territórios, serão realizadas palestras, rodas de conversa, oficinas, feiras de exposição de empreendedores e outras atividades.

Como participar

A programação completa e detalhada, bem como a lista de todos os convidados e convidadas, pode ser acessada na página do Festival (www.festculturaempreendedora.com.br).

Para as atividades do dia 23/06 não é preciso fazer inscrição prévia. Basta escolher aquela que gostaria de participar e clicar no botão “assista” no horário determinado para se conectar pela ferramenta Microsoft Teams. Nos demais dias é necessário conferir previamente as informações específicas de cada território (horário, local, se a programação é aberta) e a forma de participação.

No site, é possível também conferir diversos materiais, como reportagens, podcasts e pesquisas a respeito da temática, assim como baixar um kit de comunicação do evento, que pode ser compartilhado nas redes sociais.

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Boi de Maracanã será batizado nesta quinta-feira

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Ritual de batizado do Boi de Maracanã é uma tradição para abençoar os brincantes antes de iniciarem a jornada de apresentações pelos diversos arraiais de São Luís e interior do estado

São Luís – É nesta quinta-feira (23) o ritual de batizado do centenário Boi de Maracanã, com início às 19h, na sede do grupo folclórico, em Maracanã, zona rural de São Luís. Durante o evento, o cantador Ribinha de Maracanã celebrará 25 anos de cantoria e Humberto Filho, por sua vez, 20 anos.

O evento reunirá diversas atrações culturais convidadas, como grupos de bumba meu boi, cacuriá, dança portuguesa e quadrilhas.

A festa começa com o ritual de batizado do Boi Guerreiros de São João, nome escolhido para a temporada junina deste ano.

Ribinha de Maracanã, que está comemorando 25 anos de cantoria e vai festejar durante o batizado

Logo depois, o Boi de Maracanã se apresentará no terreiro e sairá para dançar pela comunidade, incluindo Igreja de Santo Antônio, Igreja de São Sebastião Alegria Maracanã, Casa de Dona Carly, Itapera de Maracanã e Casa de Martinho da Vila (Vila Sarney). 

Na sexta-feira (24), será realizada, às 17h, a tradicional Procissão de São João com os brincantes e simpatizantes pela comunidade do Maracanã. Depois, a partir das 20h, o boi sairá para apresentações nos arraiais de São Luís.

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Crônica de José Fernandes: “Um templo na solidão do Agreste”

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Dependendo de férrea vontade e esforço, você pode edificar o seu próprio templo, mentalmente, e nele se situar, interagindo com o destinatário de sua devoção

TENHO VERDADEIRA atração por templos, de quaisquer crenças e doutrinas cristãs. Por onde ando, os visito. De preferência os de aspectos mais antigos, os que exalam cheiros de parafinas e incensos. Mas não deixo de admirar os mais modernos, as catedrais imponentes, luxuosas, com altares banhados de ouro e prata, como a igreja da Candelária, no Rio, a catedral do Chile (em cujo livro de visitas deixei uma mensagem), a de Santo Antônio, em Pádua (para visitá-la, exigimos o desvio de roteiro do ônibus em que excursionávamos pelo Velho Mundo), sem falar na igreja do Vaticano, um exagero de luxo, e no Templo de Salomão, da Igreja Universal, em São Paulo, outro símbolo de riqueza e ostentação.

Em contraste com essas suntuosidades, apreciei uma igrejinha humilde, sem ninguém, numa praça erma de Veneza, onde um velhinho simpático tocava um realejo para obter uns trocados. Em todas me sinto em paz, em harmonia, não por afeição às liturgias, mas, possivelmente, pelas saudáveis egrégoras emanadas pelas pessoas que frequentam esses ambientes teístas.

Assim, eu me apego aos vetustos templos de qualquer parte, abadias e mosteiros, como uma pequena e velhíssima igreja, localizada numa rua movimentada de Recife, desprovida de fiéis, em que ouvi, sozinho e na penumbra, em plena manhã de uma segunda-feira, um jovem frade, num órgão quase medieval, executar um cantochão gregoriano.

Quando vou ao interior, na cidade em que nasci, entro na igreja de minha infância, em hora vazia, e contemplo, no hierático silêncio, a bissecular imagem, esculpida em Portugal, de Bom Jesus dos Passos, por cá identificada como Bom Jesus dos Aflitos. Só lamento não mais encontrar – porque fora demolida – a velha igreja evangélica da Assembleia de Deus, defronte à minha casa, que o bom pastor Moisés, nos anos de 1940, construiu sozinho, tijolo por tijolo, mesmo sem ser pedreiro.

Frequento, portanto, sem discriminação, templos, igrejas e centros, tal como o Templo Esotérico da Comunhão do Pensamento, em São Paulo, onde se ouve palestras, se ora e se medita, o Vale do Amanhecer, em Brasília, ambos de viés espiritual e, se tempo e saúde tiver, visitarei templos budistas, nos plainos do Himalaia.

Certa vez li, num livro de preceitos transcendentais, que cada um de nós, se quisermos e nos sentirmos capacitados, podemos construir, sem nenhum dispêndio, os nossos próprios templos: o nosso templo interno, que se pode obter por meio do raciocínio (espécie de exercício de nossa alma em sintonia com os poderes que existem, ocultos, nas profundezas do nosso ser), e, mentalmente, também construir o nosso templo externo, esplendorosamente imaginado como um templo físico, normal, onde quisermos, que será o nosso sacrário, com paredes, instalações e móveis, tudo de acordo com o nosso desejo.

Mediante esses ensinamentos do livro, venho desenvolvendo uma técnica simples, para edificar o meu Templo particular: no alto de uma montanha – exatamente a serra Negra, localizada na solidão do agreste, serra com quem tenho uma mística ligação (dela emanam as águas donde nasce o rio em cuja beira nasci), concebo e erijo o meu templo individual. Delineei-o na mente, paulatinamente, a meu modo, gosto e prazer, com todas as minúcias imagináveis; ainda não está totalmente pronto, mas já posso desfrutá-lo.

É a esse Templo maravilhoso, implantado no píncaro daquela serra, que me faço transportar, pelo místico poder mental, e faço as minhas meditações, em plena quietude eremítica, iniciando-as, a título de preparação, com esta resumida prece: “Abro toda a minha natureza a ti, Espírito Universal, para que eu possa receber tua sagrada influência”. Procurando me revestir da maior serenidade possível, esvazio o meu pensamento para que ele voe pelo cosmo, e, desse modo, tento e, paulatinamente, passo a me relacionar com os poderes que regem a vida.

Bem-aventurados os atributos do pensamento!

Esta epifania é uma deferência que faço a você, leitor/leitora. Não é uma fatuidade, uma incongruente lucubração, uma fantasia vulgar. É um extravasamento sincero, uma voluntária manifestação da minha individualidade, mostrando como, sem sair de casa, podemos nos conectar com um Mundo Maior, sobretudo se estivermos envolvidos e estimulados, nas nossas introspecções, por uma afortunada ambiência, como a que oferece uma serra perdida na distância, em meio de um exuberante agreste.

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