Estreia da Paixão de Cristo em Floriano arrebata público no Piauí

Realismo das cenas de flagelação e o peso da cruz carregada por Jesus arrancaram lágrimas da plateia

FLORIANO – Sob o céu estrelado do sertão piauiense, o Teatro Cidade Cenográfica abriu seu portão nesta sexta-feira (3) para a aguardada estreia da Paixão de Cristo de Floriano 2026. Em sua 31ª edição, o espetáculo reafirmou sua posição como um dos maiores eventos religiosos do Brasil, transformando a fé em uma experiência sensorial inesquecível para milhares de fiéis e turistas.

Desde as primeiras horas da tarde, caravanas de diversas regiões do Nordeste e do país lotaram os arredores da Cidade Cenográfica. Estima-se que cerca de 10 mil pessoas tenham passado pelos portões, criando um mar de rostos atentos e emocionados. O silêncio respeitoso que se instalou durante a abertura do espetáculo foi o primeiro sinal de que a noite seria marcada por uma profunda conexão espiritual.

Enquanto isso, nos bastidores, o clima era de concentração máxima. O elenco, composto por centenas de atores locais e nomes de destaque nacional, não escondeu o nervosismo.

“Não importa quantos anos de palco você tenha, interpretar a história mais importante da humanidade em um cenário desse tamanho sempre causa um frio na barriga”, comentou Neusa Borges (atriz) antes de entrar em cena.

A responsabilidade de dar vida a figuras bíblicas icônicas exigiu meses de ensaios intensos, e o nervosismo inicial logo se transformou em entrega total assim que as primeiras luzes iluminaram os cenários.

“Há 25 anos participo do espetáculo, e sempre fico ansioso com a apresentação, entendo a minha responsabilidade em cena, e sei que não podemos falhar para não quebrar a harmonia do roteiro. Mas estamos confiantes, será uma apresentação emocionante e abençoada,”  falou Júnior Max, ator local.

E a cada cena, o público era transportado para a Jerusalém de dois mil anos atrás. A precisão dos figurinos e a grandiosidade dos cenários naturais e dos palácios ricamente produzidos serviram de moldura para momentos de pura emoção.

O Sermão da Montanha trouxe uma aura de paz que contagiou a plateia, com muitos espectadores visivelmente emocionados com as palavras de esperança, destaque para o momento do Pai Nosso aonde as luzes nas mãos dos figurantes davam a sensação de que as estrelas estavam próximas da multidão.

Na Santa Ceia, um momento de introspecção que preparou o público para a carga dramática que viria a seguir. As palavras de Jesus para os discípulos foram como um alerta sobre a dor e sofrimento que ele passaria pela salvação da humanidade.

O ponto alto da comoção foi a via sacra. O realismo das cenas de flagelação e o peso da cruz carregada por Jesus arrancaram lágrimas e orações espontâneas da multidão. A dor de Maria e das mulheres que seguiam Cristo pareciam cortes na alma.

A Ressurreição, o encerramento apoteótico, marcado por efeitos especiais e uma iluminação vibrante, trouxe a mensagem de renovação, sendo recebido com uma salva de palmas prolongada.

“Ver a morte de Jesus é doloroso, mas saber que ele venceu a morte e que agora vive no céu nos traz esperança, um sentimento de renovação espiritual única e que vai além de qualquer emoção que já sentimos,” falou Estefany Machado que há 6 anos vem de Angical do Piauí contemplar a Paixão de Cristo em Floriano.

Ao final da apresentação, o sentimento geral era de fé renovada. Para quem assistiu, não foi apenas uma peça de teatro, mas um reencontro com a própria fé. A Paixão de Cristo de Floriano segue em cartaz, prometendo repetir o sucesso de público neste sábado (4), as 20h no Teatro Cidade Cenográfica, em Floriano.

O espetáculo é uma produção do grupo Escândalo Legalizado de Teatro (ESCALET) que consegue envolver mais de 400 pessoas, a maioria é parte do elenco que dá vida aos cenários da Cidade Cenográfica, além de produtores, técnicos e seguranças.

“Foram mais de 4 meses de ensaios, preparação, estudos e pesquisas, muita gente envolvida e muita dedicação por parte de todos, a estreia desta sexta-feira, nos traz a sessão de que estamos no caminho certo, emocionando e revivendo essa que é a maior história da humanidade,” disse César Crispim, diretor do espetáculo.

A Paixão de Cristo é uma realização do grupo ESCALET e conta com o patrocínio do Governo do Estado do Piauí, Secretaria de Cultura do Estado do Piauí, Prefeitura do Município de Floriano, Deputado Marcos Vinícius, Ferroleste e Via Bebidas, com promoção da Rede Clube emissora afiliada a Rede Globo no Piauí.

Pós-graduação da Faene aposta em mercado promissor no MA e no Brasil

Porto do Itaqui, em São Luís

São Luís – Com o crescimento das exportações, a modernização dos portos e o avanço das relações comerciais internacionais, o Brasil vive um momento estratégico no setor de logística e comércio exterior. Nesse cenário promissor, a qualificação profissional se torna um diferencial decisivo. E é exatamente essa a proposta do curso de Gestão de Transportes Marítimos, Portos e Comércio Exterior oferecido pela Faculdade de Negócios Faene.

Localizada no bairro Angelim, a instituição aposta em uma formação alinhada às demandas reais do mercado, preparando profissionais para atuar em um dos segmentos que mais crescem no país. O Brasil, com sua extensa costa marítima e forte vocação exportadora, depende cada vez mais de especialistas capazes de gerenciar operações portuárias, logística internacional e cadeias de suprimentos globais. O mesmo se diz do Maranhão, com o destaque do Porto do Itaqui.

“A pós-graduação da Faene surge como uma oportunidade estratégica para quem deseja se posicionar nesse mercado competitivo. O curso aborda desde a gestão de transportes marítimos até práticas de comércio exterior, passando por temas como legislação, operações portuárias e estratégias logísticas, conhecimentos essenciais para atuação em empresas, terminais portuários e organismos internacionais”, frisa a diretora geral da Faene, Michele Carreira.

Outro diferencial está no corpo docente. A instituição reúne professores com ampla experiência acadêmica e atuação direta no mercado, proporcionando aos alunos uma formação que une teoria e prática. Essa conexão com a realidade do setor garante uma visão atualizada e aplicada, preparando profissionais para desafios concretos da área.

Cristiano Sardinha “O mal é banal”

“O maior perigo não está nos monstros da história, mas nas pessoas comuns que escolhem não pensar. Inclusive nós mesmos”

No filme “Nuremberg”, em exibição nos cinemas brasileiros, acompanhamos um psiquiatra avaliando a sanidade de oficiais nazistas de alta patente, levados a julgamento pelos crimes cometidos durante a II Guerra Mundial. A obra cinematográfica, inspirada no livro “O Nazista e o Psiquiatra”, apresenta um enredo carregado de drama e reflexões que nos tiram da zona de conforto.

Na maioria dos filmes e livros, os nazistas são retratados como pessoas absolutamente perversas e doentias. Ainda que de maneira subconsciente, o mal acaba sendo visto como algo desumano, distante da nossa realidade.

Contudo, em “Nuremberg”, percebemos que a maldade também pode ser praticada por pessoas comuns, que simplesmente se recusaram a pensar ou cederam ao meio social em que estavam inseridas.

Hannah Arendt aborda a possibilidade de o mal extremo ser realizado por cidadãos que apenas cumprem ordens, sem reflexão crítica. Ao cobrir o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, Arendt concluiu que não estava diante de um monstro fanático, mas de um burocrata que almejava ascensão profissional.

Lembremos que Adolf Hitler foi um pintor fracassado que hipnotizou as massas com movimentos teatrais e discursos performáticos. Por meio da máquina de propaganda nazista, tornou-se um dos homens mais fotografados e filmados da história.

Hitler arrastou o mundo para a guerra, sendo responsável pela morte de milhões de pessoas. Essa é uma lição permanente sobre o que ditadores populistas podem fazer quando são endeusados e seguidos de maneira irracional.

O maior perigo não está nos monstros da história, mas nas pessoas comuns que escolhem não pensar. Inclusive nós mesmos.

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Cristiano Sardinha é escritor, professor e tabelião, graduado em Direito, Filosofia e História, Mestre em Cultura e Sociedade pela UFMA, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela UMSA e Doutor em Direito Constitucional pela UNIFOR.

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QUEM SOU EU

Jornalista profissional formado pela Universidade Federal do Maranhão e que há mais de 20 anos integra o staff do Grupo Mirante, Evandro Júnior é do Imirante.com, titular da coluna Tapete Vermelho, dentro do Caderno PH Revista, e coordenador e colaborador diário e interino da coluna de Pergentino Holanda (PH) no Imirante.com. A proposta é trazer informações sobre generalidades, com um destaque especial para as esferas cultural, empresarial e política.

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