Evandro Junior
1 de abril de 2026
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Cantora Carla Sibele se apresenta nessa quinta-feira (2), a partir das 20h30, no restaurante Villa do Vinho Bistrô
São Luís – Em meio à agenda de feriado prolongado, o restaurante Villa do Vinho Bistrô, comandado pelo empresário Werter Bandêira, apresenta uma programação que combina gastronomia, música e enogastronomia como convite a quem busca experiências mais intimistas na capital maranhense.
Nesta quinta-feira (2) à noite, tem jantar especial que marca o início do feriado. O destaque fica por conta da apresentação da cantora Carla Sibele, às 20h30, reforçando a proposta do espaço de unir boa música ao ambiente acolhedor. E o melhor, sem cobrança de couvert artístico.
Além do repertório romântico ao vivo, o restaurante oferece aos clientes a possibilidade do jantar com harmonização de vinhos, com orientação personalizada do sommelier da casa. A experiência, cada vez mais valorizada por apreciadores da enogastronomia, busca explorar combinações entre rótulos e pratos do menu, ampliando a percepção de sabores.
Nos dias seguintes, a operação do bistrô sofre alteração. Na sexta-feira (3), sábado (4) e no domingo de Páscoa, o funcionamento será restrito ao almoço, e também com o serviço de delivery funcionando.
Evandro Junior
31 de março de 2026
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DJs que fizeram história no Clubão da Cohab estarão no evento deste domingo (5). no Casarão Beira Dumar
SÃO LUÍS – O Casarão Beira Dumar, na Avenida Beira Mar, será palco, neste domingo (4), às 20h, de uma festa especial em homenagem ao Clubão da Cohab, icônico ponto de encontro de baladeiros de São Luís, especialmente dos bairros Cohab e Cohatrac. O espaço, que marcou a vida noturna da cidade nos anos 90 e 2000, volta a ser lembrado por meio de uma celebração que promete reviver a energia daquela época.
O Clubão da Cohab era conhecido pelos domingos animados, com baladas comandadas por DJs que se tornaram referências na cena local, como Mauro Blug, Fábio Freitas (Fabio Macaco), DJ Sidney e Katonga. Agora, a festa no Casarão trará de volta esse clima, com um repertório especial de flashback, assinado pelos DJs Zeca Pinheiro, Júnior Katonga, Augusto Júnior e Mauro Blug, prometendo embalar os convidados ao som dos clássicos que marcaram gerações.
Além da trilha sonora nostálgica, o evento contará com show ao vivo do cantor Pepê Júnior, reforçando a homenagem a uma época em que o Clubão da Cohab era ponto de encontro e diversão garantida. A expectativa é reunir, principalmente, o público que viveu de perto os domingos históricos do local e agora terá a chance de reviver essas memórias.
“Para muitos, será uma viagem no tempo, lembrando os encontros com amigos, a música que embalava noites inesquecíveis e a energia única que transformou o Clubão da Cohab em um marco da vida noturna de São Luís”, diz Ricardo Fernandes Pororoca, idealizador do evento.
Evandro Junior
31 de março de 2026
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Não há dúvida que Jesus promoveu uma revolução no coração das pessoas e na sociedade da sua época
Os que buscavam a morte de Jesus estavam submissos às leis romanas e não detinham autonomia para executar a pena capital, por isso, foram até o palácio onde o governador Pôncio Pilatos se hospedava durante a Páscoa. Na ocasião, afirmaram que Jesus pervertia a nação, impedia o pagamento de tributos a César e desejava se fazer rei, o que era gravíssimo, pois afrontava a autoridade do Imperador romano.
Não há dúvida que Jesus promoveu uma revolução no coração das pessoas e na sociedade da sua época. No entanto, foi um tipo de revolução comportamental e na forma de enxergar o outro, que nada tinha a ver com a acusação de “perverter a nação”. As ideias propagadas pelo Nazareno contribuíam para a difusão do amor, da paz e de uma felicidade que fosse imperturbável, mesmo diante de fatores externos adversos.
Ocorre que os acusadores estavam imersos em um mar de ambição desvairada e luta pelo poder que prevalecia no meio social em que estavam inseridos, razão pela qual foram incapazes de compreender ou aceitar o conteúdo da mensagem de Cristo. Temiam o que não entendiam, enxergando “perversão” e “agitação” em tudo aquilo que fosse diferente do mundo que conheciam.
Quanto à segunda acusação, de impedir o pagamento de tributos a César, tratou-se de outra afirmação inverídica e ardilosa, pois quando Jesus foi publicamente questionado sobre o tema, não negou o direito do Imperador de cobrar tributos e disse para que todos ouvissem: “Dai, pois, a César as coisas que são de César, e a Deus as coisas que são de Deus.”
A resposta foi objetiva: não se pode confundir o reino de Deus com os interesses e deveres mundanos. Em outras palavras, Jesus explicou que sua mensagem não dependia dos poderosos, nem mesmo do maior de todos os Imperadores da época.
A terceira e última das acusações era a mais grave e absurda, pois partia do pressuposto de que o Nazareno queria se fazer rei dos judeus e ameaçava a autoridade do Imperador romano. Ocorre que Jesus falava de um reino de outro mundo, algo que não competia com a autoridade do Império Romano nem de qualquer outro.
Ora, um reino de outro mundo não poderia ameaçar as instituições e a estabilidade romana. Seguindo essa premissa, Pilatos concluiu que Jesus era inocente e que não havia qualquer delito. Contudo, para se livrar da incômoda insistência dos acusadores, Pilatos tentou transferir a obrigação de julgar o caso para Herodes Antipas, governante da Galileia, visto que o acusado era originário dessa região.
Herodes também interrogou Jesus, mas não encontrou motivos ou fundamentos para condená-lo. Dessa maneira, a única solução encontrada foi devolver o acusado para a corte de Pilatos. Uma vez mais, o governador romano decidiu pela inocência do Nazareno, porém, a fúria dos acusadores era retumbante e induziu o povo a clamar por sangue.
Pilatos perguntou: “Então o que quereis que eu faça daquele a que chamais de Rei dos Judeus?”
A resposta do povo foi: “Crucifica-o”.
Pilatos insistiu: “Por quê? Que mal ele fez?”
A resposta dessa vez foi avassaladora, e os gritos de “Crucifica-o” ecoavam ao longe. Os principais sacerdotes disseram: “Nós não temos rei, senão César”.
O ato de Pilatos “lavar as mãos” entrou para a história como símbolo da omissão humana diante das injustiças. Ainda nos dias de hoje, acontecem inúmeros casos em que juízes e tribunais publicam decisões equivocadas por causa de comodismo ou por conta da pressão pública e dos meios de comunicação, gerando graves prejuízos à vida de outras pessoas.
Sobre o assunto, Rui Barbosa enfatizou: “De Anás a Herodes o julgamento de Cristo é o espelho de todas as deserções da justiça, corrompida pelas facções, pelos demagogos e pelos governos.”
Fica a pergunta: Por que mataram Jesus?
Sabe-se que a escalada de tensão entre os líderes religiosos e Jesus alcançou o ápice quando o Nazareno, montado em um jumentinho, adentrou de maneira triunfal na cidade de Jerusalém, sendo acompanhado pela multidão que o admirava e louvava.
Na ocasião em que Jesus se revoltou com os que praticavam comércio dentro do templo e os criticou publicamente, acabou irritando os sacerdotes que obtinham elevados lucros com as oferendas feitas pelo povo. Durante os festivais religiosos, eram estipulados preços exorbitantes pelos animais que eram dados em sacrifício. Uma pomba chegava a valer até cem vezes mais o preço que normalmente era praticado.
A grande verdade é que as pregações e o comportamento de Jesus representavam uma afronta direta às autoridades religiosas, aos sedentos pelo poder, aos intolerantes e a todos aqueles que se apegavam ao materialismo, individualismo e egocentrismo.
Passados mais de dois mil anos do julgamento de Cristo, a dureza do coração humano permanece, o culto ao materialismo e aos comportamentos individualistas e extremistas alcançaram patamares estratosféricos. Por mais difícil que seja admitir, caso alguém se comportasse de maneira similar ao Nazareno em nossa época, teria grandes chances de também sofrer humilhações, torturas e a própria morte.
*(Esse texto faz parte do livro “JESUS CRISTO E OS DIREITOS HUMANOS”, de Cristiano Sardinha e Vítor Sardinha, publicado pela Editora Juruá).
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Cristiano Sardinha é escritor, professor e tabelião, graduado em Direito, Filosofia e História, Mestre em Cultura e Sociedade pela UFMA, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela UMSA e Doutor em Direito Constitucional pela UNIFOR.
Evandro Junior
30 de março de 2026
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Público lota Seresta Prime em uma das edições de domingo
São Luís – O Projeto Seresta Prime, que já celebra dois anos de sucesso, promete agitar mais um domingo no bairro Turu. Realizado na Associação da Sucam a partir das 15h, o evento combina música ao vivo e dança, proporcionando momentos de diversão e bem-estar para o público a partir de 20 anos.
A banda Seresta Prime, formada pelos cantores Ítalo Cardoso, Faby Love e Nina Santos, pelo músico Adrian Campos e pelo maestro Paulinho Viana, comanda o repertório. Além deles, participam Eduardo Ébano, Fabiana Alves e outros convidados especiais a cada edição. Neste domingo (5), o projeto entra em nova fase com a inauguração da nova pista de dança, que deve receber mais de mil pessoas. Participam Walber Carvalho, Lilian Castro, Laércio Ribeiro, Cassiana Costa, Suave Veneno, Val Show e Kim Matos.
Descontração dá o tom das edições da Seresta Prime
Mais do que entretenimento, a Seresta Prime aposta na “Seresterapia”, uma prática de dança guiada por professores terapeutas, disponível das 16h às 18h. Após esse horário, os dançarinos cobram uma taxa por música.
Segundo Ary Otello, da Camisa 10 Produções, responsável pelo evento, a iniciativa ajuda a integrar, exercitar e elevar a autoestima dos participantes. “Cerca de 70% do nosso público é feminino, e metade delas vem sem par de dança. Elas amam aprender novos passos e se divertir no ritmo da música”, afirma Otello.
Seresta Prime é realizada na Associação da Sucam todos os domingos
Especialistas em saúde destacam que a dança traz benefícios físicos e emocionais, como melhora da coordenação motora, fortalecimento muscular, redução do estresse e aumento da sociabilidade. “Na Seresta Prime, cada passo é também uma oportunidade de terapia, conexão e alegria, mostrando que a dança é muito mais do que um hobby, ou seja, é uma ferramenta de bem-estar para todas as idades”, finaliza Ary Otello.
Evandro Junior
25 de março de 2026
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Festa vai relembrar a Boate Gênesis, casa noturna que fez muito sucesso na capital maranhense
São Luís – Um dos maiores símbolos da vida noturna maranhense está de volta. A lendária Boate Gênesis, que marcou gerações desde sua fundação, em 1986, será celebrada com uma grande festa no próximo dia 11 de abril, às 20h, no Hotel Blue Tree, no bairro Calhau.
Batizado de “Gênesis 40 anos”, o evento promete reunir o público que viveu a era de ouro da casa noturna, além de atrair novas gerações interessadas em reviver o clima das décadas de 80 e 90, período que consolidou a boate como referência em entretenimento na capital maranhense.
Durante os anos em que esteve em funcionamento, a Gênesis ficou conhecida por sua pista móvel lotada, pela curadoria musical e pela capacidade de reunir diferentes tribos em torno da dança e da música. Mais do que um espaço de lazer, tornou-se parte da memória afetiva da cidade, sendo palco de encontros, celebrações e momentos marcantes da vida social ludovicense.
A edição comemorativa traz uma novidade: pela primeira vez, o evento contará com dois ambientes e duas pistas, ampliando a experiência do público e oferecendo maior diversidade musical ao longo da noite.
DJs icônicos da Gênesis
O line-up reúne nomes conhecidos da cena local, muitos deles ligados à própria trajetória da Gênesis. Estão confirmados os DJs Álvaro Carneiro, Arsênio Filho, Ricardo Pacífico, Walter Júnior, Salim Lauande, The Paul e Paulo Pirulito, que prometem um repertório repleto de clássicos que marcaram época.
A expectativa dos organizadores é de casa cheia e de uma atmosfera marcada pela nostalgia, mas também pela celebração da permanência da cultura das pistas de dança em São Luís. Já se sabe que o evento reunirá mais de 800 pessoas.
Evandro Junior
25 de março de 2026
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Nos dias 3 e 4 de abril, a hospedagem à beira-mar aposta em programação musical ao pôr do sol e em recreação infantil para proporcionar feriado de desconexão
São Luís – O fim da Semana Santa em Tutóia (MA) vai ganhar uma trilha sonora relaxante e eclética. O Oiti Beach Resort preparou uma programação que une o cenário privilegiado da região do Delta do Parnaíba e dos Pequenos Lençóis Maranhenses a uma curadoria musical que transita pela MPB, pop rock e reggae, transformando o entardecer da sexta-feira (3) e do sábado (4) em um momento de contemplação e bem-estar.
Na sexta-feira, o artista Ivan Caio abre a programação a partir das 16h, com uma apresentação acústica que promete trazer a atmosfera ideal para o feriado. No sábado, a música fica sob a responsabilidade de Henrick Diamonds e banda, que traz uma sonoridade um pouco mais vibrante para o fim de tarde. Além de explorar o pop rock, a MPB e o reggae, seu repertório vai incluir xote e os clássicos do forró até as 19h.
Para a gerente do Oiti Beach Resort, Cláudia Costa, a proposta musical para o período visa oferecer uma experiência alinhada à celebração da Páscoa e que atenda hóspedes de todas as idades. “Nossa intenção é criar um refúgio onde a música dialogue com a data e com o astral do litoral, convidando a desfrutar o pôr do sol, enquanto as famílias contam com todo o suporte para o lazer das crianças”, ressalta.
Henrick Diamonds
Comodidades
Além das atrações musicais, o resort mantém uma estrutura completa de lazer, bem-estar e conveniência, que inclui piscina com bar molhado, quadra de beach tennis, áreas infantis e espaço fitness, estacionamento coberto e recepção 24 horas. No empreendimento há ainda serviços de spa e restaurante com vista para o mar. Nos dois dias de programação, contará com uma equipe de recreação dedicada ao público infantil para o entretenimento monitorado dos pequenos.
Evandro Junior
24 de março de 2026
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Artista visual Kelliane Santana, do Quintal Criativo, e Werter Bandêira, que promovem, neste sábado (28), o evento “Villa do Vinho Experiences – Vivência Artística de Pintura em Tela e Degustação de Vinhos”, das 16h às 19h, com vagas limitadas
São Luís – O empresário Werter Bandêira lança mais um projeto diferenciado em seu restaurante Villa do Vinho Bistrô no Olho D´Água. Trata-se do Projeto “Villa do Vinho Experiences”, que chega para tornar as tardes de sábado ainda mais relaxantes e especiais.
A proposta é promover momentos únicos para relaxar, sentir prazer, criar e aprender enquanto se brinda à vida com bebidas especiais. Com vagas limitadas para que as pessoas recebam muita atenção, o primeiro evento do projeto “Villa do Vinho Experiences” acontece nesse sábado (28.03), das 16h às 19h e vai oferecer uma experiência completa que reúne degustação especial de vinhos e espumantes, guiada pelo sommelier da casa à vivência artística de pintura em tela, em parceria com o Quintal Criativo, da artista visual Kelliane Santana.
Por R$ 189,90 o cliente tem direito à degustação de vinhos e espumantes, além da aula presencial e todo o material de pintura, incluindo a tela individual, que depois pode ser levada para a casa com a sua pintura.
E para completar a experiência sensorial, e combinar com os vinhos e espumantes servidos, a Villa do Vinho preparou um menu especial de entradas e sobremesas, que harmonizam perfeitamente com as bebidas servidas, com pratos à parte. São várias opções que podem ser pedidas na hora. Como serão poucas vagas, a dica é garantir seu lugar nesse momento de puro prazer. Reservas pelo fone (98) 99961 4908.
Evandro Junior
24 de março de 2026
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Todas as segundas e terças-feiras, aniversariantes do mês têm entrada gratuita para assistir ao espetáculo
São Luís – O Circo Americano preparou uma ação especial para quem deseja celebrar o aniversário de um jeito diferente. Todas as segundas e terças-feiras, aniversariantes do mês têm entrada gratuita para assistir ao espetáculo.
A proposta é simples: transformar a data em um momento de alegria compartilhada, reunindo amigos e familiares em uma experiência que resgata o encantamento do circo e cria memórias afetivas.
Instalado na área externa do Shopping da Ilha, o espetáculo vem atraindo grande público e se destacando não apenas pela grandiosidade da estrutura, mas principalmente pela conexão que estabelece com a plateia. Debaixo da lona, crianças e adultos se deixam envolver por um universo de cores, luzes e música, enquanto artistas conduzem números que desafiam a gravidade e despertam emoção do início ao fim.
Para garantir o benefício, basta apresentar um documento oficial com foto que comprove a data de nascimento. A gratuidade é individual e válida apenas para o aniversariante.
Com uma proposta que une tradição e tecnologia, o Circo Americano segue em temporada na cidade, reforçando o papel do circo como uma das formas de entretenimento mais afetivas e acessíveis para todas as idades.
Evandro Junior
24 de março de 2026
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São Luís – Um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, a atriz Neuza Borges é um dos grandes destaques da 31ª edição da Paixão de Cristo de Floriano, no Piauí. Aos 83 anos, ela volta ao teatro após três décadas afastada dos palcos, trazendo ainda mais força simbólica ao espetáculo que já é considerado um dos maiores do país ao ar livre.
Com uma trajetória que atravessa gerações, são quase 70 anos de carreira e mais de 100 personagens interpretados na televisão, no cinema e no teatro, sua última atuação nos palcos havia sido em 1995. Agora, em Floriano, ela assume o papel de Herodíades, personagem marcada por intensidade dramática e presença cênica.
A participação da atriz também carrega um forte significado pessoal. Criada na tradição católica, Neusa relembra a relação profunda com a fé e com os rituais da Semana Santa. “Desde criança, participei das procissões. A Sexta-feira Santa sempre foi um momento muito importante na minha vida. Estar aqui hoje, fazendo parte da Paixão de Cristo, é algo emocionante”, afirma.
A presença de uma artista desse porte reforça a dimensão cultural do espetáculo e amplia o interesse do público de diferentes regiões, especialmente do Maranhão, que conta com caravanas organizadas para acompanhar a encenação durante o feriado. Realizada há mais de três décadas na cidade cenográfica de Floriano, construída especialmente para o espetáculo, a montagem reúne cerca de 400 profissionais entre elenco e equipe técnica, em uma estrutura que impressiona pela grandiosidade. A cada noite, a expectativa é receber cerca de 5 mil espectadores.
Além de Neusa Borges, o elenco conta com nomes conhecidos do público brasileiro, como Miguel Rômulo no papel de Jesus, Eriberto Leão como Pilatos, Sílvia Pfeifer como Maria, Felipe Roque como Caifás e Rodrigo Silva como Herodes, além de dezenas de atores locais que dão vida aos personagens bíblicos.
Mais do que um espetáculo teatral, a Paixão de Cristo de Floriano se consolida como uma experiência cultural e de fé, que movimenta o turismo regional e se firma como uma opção de programação para quem deseja viver a Semana Santa de forma intensa e simbólica.
Evandro Junior
24 de março de 2026
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Dramaturgia é livremente inspirada em obras literárias que abordam questões cruciais da existência humana e do futuro do planeta
São Luís – O espetáculo ‘Argila’, de Áurea Maranhão,obra-instalação que escava as urgências do presente, tem como ponto de partida provocações trazidas pelas obras do escritor e neurocientista Sidarta Ribeiro e do líder indígena e escritor Ailton Krenak. A apresentação única acontece dia 27 de março, às 20h, no Teatro Napoleão Ewerton, no prédio da Fecomércio/Sesc/Senac, em frente ao Hotel Íbis.
Em Argila, uma atriz, uma musicista e uma cidade em miniatura em cena contam histórias de ancestralidade e uma sociedade adoecida pelo sistema, com direção, dramaturgia e performance de Áurea Maranhãoe direção e performance musical deValda Lino. O espetáculo é produzido pelo núcleo artístico Terra Upaon Açú, de São Luís do Maranhão, aprovada no Edital Fomento Núcleos Artísticos – PNAB, chamamento público 006/2025 – SECULT/SL, com recursos da Política Nacional Aldir Branc de Fomento à Cultura (Lei Nº 14.399/2022).
A dramaturgia é livremente inspirada em obras literárias que abordam questões cruciais da existência humana e do futuro do planeta, como “Sonho Manifesto”, do neurocientista Sidarta Ribeiro, e livros de Ailton Krenak, como “O Amanhã Não Está à Venda”,”A Vida Não é Útil” e “Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”.
“Apesar dos desafios apresentados, tanto Ribeiro quanto Krenak oferecem perspectivas otimistas e inspiradoras, convidando à ação e à transformação social. Suas vozes ressoam como faróis de esperança e inspiração, apontando para um caminho de renovação e transformação em meio aos desafios e incertezas do presente”, revela a idealizadora da montagem, Áurea Maranhão.
O trabalho é uma espécie de ritual cênico, no qual palavra, barro e música respiram juntos. Essa travessia sensorial começa na penumbra de um símbolo de justiça e termina num grito coletivo por reinvenção. Cada gesto sobre o barro questiona a herança violenta que carregamos, e propõe uma ética radical do cuidado.
Esses trabalhos oferecem reflexões profundas sobre a importância da reconexão com a natureza e a sabedoria ancestral para uma vida mais sustentável, criticando o paradigma do progresso a qualquer custo e destacam a necessidade de uma abordagem mais consciente e inclusiva para o desenvolvimento humano.
Com um cenário de cidade em miniatura feito de argila, e complementado por uma iluminação e trilha sonora original, a peça convida o público a refletir sobre a transformação pessoal e coletiva necessária para nossa sobrevivência e prosperidade.
A argila não é apenas um mineral, aqui é trazida como um símbolo poderoso de resiliência, adaptação e renascimento. “Nosso trabalho com a argila busca ser uma ferramenta visceral para recuperar a escuta do corpo e curar as mazelas da contemporaneidade, como a solidão causada pelo excesso de virtualidade e a falta de intimidade com nossos próprios desejos”.
Performer alterna narrativa épica e confissão íntima
Essa narrativa costura texto falado, narrativas em off, trilha original percutida ao vivo por Valda Lino (que também assina a direção musical) e uma coreografia de luz que lentamente “escava” o palco. Em cena, a performer alterna narrativa épica e confissão íntima, atravessando temas como sonho coletivo, justiça climática e resistência feminina.
Poesia física, som imersivo e discurso afiado, Argila transforma sala, auditório ou palco italiano em arena de diálogo entre espectadores e as grandes perguntas do nosso tempo: quem fomos? quem somos? e quem ainda podemos ser, se ousarmos sonhar juntos?
A peça é protagonizada por uma equipe diversa de artistas residentes em São Luís do Maranhão. Além da diretora, dramaturga e performer, estão no time Valda Lino, responsável pela direção musical e performance musical; Luty Barteix, pela direção de movimento e assistência de direção; Renato Guterres, pelo desenho e operação de luz; Eliane Barros, pela direção de arte, maquiagem e figurino: Tathy Yazigi, pela provocação e orientação; e Amanda Travassos, identidade visual, designer (projeto) e social media, Rob Falcão produção de palco e contrarregragem.
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QUEM SOU EU
Jornalista profissional formado pela Universidade Federal do Maranhão e que há mais de 20 anos integra o staff do Grupo Mirante, Evandro Júnior é do Imirante.com, titular da coluna Tapete Vermelho, dentro do Caderno PH Revista, e coordenador e colaborador diário e interino da coluna de Pergentino Holanda (PH) no Imirante.com. A proposta é trazer informações sobre generalidades, com um destaque especial para as esferas cultural, empresarial e política.