Graça Aranha é o patrono da Feira do Livro de São Luís 2018

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O maranhense Graça Aranha será o patrono da Feira do Livro de São Luís (Felis) deste ano. Outros nomes foram cogitados, incluindo autores vivos e em atividade, mas a escolha acabou recaindo sobre o pré-modernista.
Filho de Maria da Glória da Graça e Temístocles da Silva Maciel Aranha, Graça Aranha nasceu em São Luís a 21 de julho de 1868. Transferiu-se para o Recife, onde formou-se em Direito, iniciando sua carreira na magistratura, assumindo o cargo de juiz no Espírito Santo. Viajou por diversos países, publicando na França o drama “Malazerte”.
Já como escritor renomado, Graça Aranha teve forte presença na Semana de Arte Moderna de 1922, quando criticou de forma dura as instituições que tentavam manter regras estéticas com as quais a nova onda pretendia romper. Durante o evento, proferiu a palestra “A emoção estética na arte moderna”.
Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, teve violentos embates com a instituição, chegando a declarar que a sua criação tinha sido um erro. O confronto culminou, em 18 de outubro de 1924, com o desligamento do autor de Canaã da ABL, da qual se despediu com palavras não muito lisonjeiras: “A Academia Brasileira morreu para mim, como também não existe para o pensamento e para a vida atual do Brasil. Se fui incoerente aí entrando e permanecendo, separo-me da Academia pela coerência.”
Naquele mesmo ano, o acadêmico Afonso Celso tentou promover o retorno de Graça Aranha, num esforço que se mostraria inútil. Agradecendo o convite, o maranhense reiterou sua posição declarando que sua separação da Academia era definitiva. Ressalvou, no entanto, que “de todos os nossos colegas me afastei sem o menor ressentimento pessoal e a todos sou muito grato pelas generosas manifestações em que exprimiram o pesar da nossa separação”.
Graça Aranha faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 26 de janeiro de 1931.

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