Conto indígena e fábulas de La Fontaine em escolas de todo o Brasil

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Acabo de receber pelos Correios exemplares dos livros “Fábulas de La  Fontaine” em cordel e “As aventuras de Wiraí”, ambos selecionados pelo governo federal por meio do PNLD Literário 2019. Com ilustrações belíssimas de Cibele Queiroz, ambos os títulos foram publicados pela Kits Editora e agora serão distribuídos a escolas de todo o Brasil para atender alunos do Ensino Fundamental.

Fábulas de La Fontaine traz para o leitor algumas das mais famosas fábulas de Esopo, grande artista da antiguidade, que, mais tarde, teria suas histórias revisitadas por um outro gênio das letras, o poeta francês La Fontaine. Entre as fábulas escolhidas está a célebre “A cigarra e a formiga”.

Já as aventuras de Wiraí, também em cordel, nos apresenta em rimas a tocante história de um pequeno guajajara que se perde da mãe na floresta. Empreendendo seu caminho de volta, o pequeno herói faz amizades, escapa de ciladas, até reencontrar com o pai, que o reconduz à aldeia num clima de profunda comoção. O conto faz parte do rico repertório dos guajajara, ou tenetehara, povo que habita regiões da Amazônia maranhense.

Agradeço a todos os gestores de escolas que através do programa escolheram os meus livros. E espero, é claro, que suas leituras sejam de prazer e muito aprendizado.

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Produzindo uma animação: passo a passo

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Muita gente pensa que graças à mágica da computação e dos programas ultra sofisticados,  fazer uma animação virou um passeio. Não é bem assim. Realizar uma animação é quase sempre um processo trabalhoso, que envolve muita gente e que, normalmente, não sai barato. Para dar uma ideia do que a produção de uma animação envolve, pedi ao parceiro Kirlley Velôso (juntos estamos produzindo um episódio piloto do Touchê e sua turma) para listar num passo a passo as diversas etapas envolvidas.

Acompanhe.
1. Definir tema /personagens.

2. Materializar os personagens (ilustrando-os)… criando um ‘guia de estilo’ com expressões, ideias de movimentos, estética a ser usada.

3. Criação de roteiro(os).

4. Criação de storyboard pra definir ações, enquadramentos, cenários, lapidação de diálogos.

5. Escalação de elenco (atores que interpretarão os personagens).

6. Gravação de vozes, com tratamento e mixagem de áudio.

7. Animação de cenas em takes separados / colorização de cenários / sincronismo labial.

8. Edição geral de takes para montar o episódio completo.

9. Inserção de sonoplastia (passos, porta rangendo, chave balançando, movimento de puxar, correr, etc).

10. Inserção de trilha sonora.

11. Masterização completa de áudio.

12. Finalização completa com inserção de ‘cards títulos’ e créditos.

Uma trabalheira, não é?

Mas também super prazeroso.
Fica o convite para acompanhar o projeto nas redes sociais.
@wilsonmarques.ma

www.kirlleyveloso.com.br

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Aluísio de Azevedo é o patrono da Felis 2019

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O patrono da Feira do Livro de São Luís deste ano será Aluísio de Azevedo. Mais uma vez a organização opta por um autor que já faz parte da história em vez de um autor ou autora que esteja vivo e atuante. Mas, segundo a coordenadora da Felis, a decisão não segue nenhuma orientação especial, tendo sido essas escolhas circunstanciais.

No caso da Feira deste ano, por exemplo, o nome apontado foi o da escritora Arlete Nogueira, que recusou a honraria. Já ano passado, explica a coordenadora, a preferência recaiu sobre um autor morto porque a Felis corria o risco de não acontecer. Nesse caso, justifica, escolher um escritor para depois dizer que não teria feira seria no mínimo constrangedor. Segundo Rita, a ideia é que a Feira siga homenageando autores vivos, como forma de incentivar e prestigiar suas produções. Esperemos 2020.

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Lendas caxienses em livro para as crianças

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Em uma de minhas viagens a Caxias tomei conhecimento de algumas lendas muito interessantes. Como, por exemplo, a da Veneza, que conta a desafortunada história de uma pobre garota que vendo-se obrigada pela madrasta a atravessar uma perigosa floresta, termina atacada pelas feras.

Conta-se também que nos subterrâneos da igreja do Rosário  esconde-se uma serpente monstruosa, que de quando em vez se move provocando rachaduras no piso e nas paredes. Enriquecendo esse plantel de criaturas  horripilantes, temos ainda o Pé de Garrafa, que, como personagem, me pareceu um dos mais intrigantes. Trata-se de um monstrengo cujos pés, como o próprio nome denuncia, tem formato de garrafa, e que anda, por condenação, a perseguir quem não tem nada a ver com sua desgraça.

A lista de lendas, causos e histórias de Caxias continua, e imagino ser tão grande quanto a imaginação do seu povo. Mas de qualquer modo estas e mais a lenda da Mãe d’Água foram suficientes para eu escrever um pequeno livro para as crianças inspirado no tema.

A ideia, assim como em outros textos que publiquei com a turma do Touchê, é resgatar elementos da nossa cultura popular, reavivando nos pequenos leitores o interesse pela nossa cultura e tradições.

Por enquanto, “O Pé de Garrafa e outras lendas Caxienses” encontra-se apenas em versão digital, no site da Amazon. Mas esperamos que em breve tenhamos o livro impresso e devidamente ilustrado pelo Eduardo Azevedo, que produziu a capa.

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Sobre a nova edição de “Os tambores de São Luís”

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Li “Os tambores de São Luís” na juventude e, como bom ludovicense, coloca a experiência como das mais marcantes na minha trajetória de leitor. Mas nem em sonho poderia imaginar que muitos anos depois iria participar do relançamento dessa que é considerada a obra-prima do escritor Josué Montello. O projeto, do qual me orgulho, foi finalizado este ano, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura com patrocínio do grupo Cemar Equatorial, e permitiu devolver aos leitores de Montello esse magistral romance que se encontrava esgotado e fora de catálogo.

Um monte de gente, é claro, trabalhou junto para que tudo desse certo. A começar pela parceria da Casa de Cultura Josué Montello, dirigida por Joseane Souza e da prontidão das herdeiras do escritor, que não hesitaram em autorizar a nova publicação.  Em São Paulo contamos com a colaboração de Thais Ometto e Thais Pedroso, que cuidaram do projeto gráfico, edição de arte e diagramação. Contamos também por lá com a experiente editora Leda Cintra, uma entusiasta desde cedo desse trabalho. Agradeço também ao Zema Ribeiro, responsável pela última revisão; ao José Serra, da Virada Comunicação, que tocou a produção gráfica. E Edgar Rocha, autor da foto da capa.

Nesta edição especial o romance foi dividido em dois volumes acondicionados num box. Acompanha ainda um livreto com informações sobre a obra e autor. Para divulgar o livro, principalmente entre os jovens, foi ainda programado o ciclo de palestras “Os tambores de São Luís em debate”, em que pesquisadores e especialistas, com a mediação da jornalista Talita Guimarães, têm aprofundado o entendimento e estimulado as discussões em torno do romance. Os encontros continuam acontecendo na Casa de Cultura Josué Montello, com portas abertas ao público.

Vale lembrar que antes dos Tambores, também por meio da Lei e com patrocínio da Cemar, publicamos “Janelas fechadas”, primeiro romance de Josué Montello. E “O tesouro de D. José e outros contos”, seu primeiro livro para crianças, como parte das homenagens pela passagem dos cem anos de nascimento do escritor. Que venham novos desafios!

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Vem aí Touchê animado

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Amarilda, Touchê e Rafa: cena de animação piloto

Já faz tempo eu e o ilustrador Kirlley Velôso pensamos em levar o personagem Touchê e seus amigos para as telas. Por uma série de motivos isso não foi possível. Mas agora resolvemos enfrentar as dificuldades e produzir um episódio piloto, trabalho cujo andamento estamos compartilhando com amigos e seguidores nas nossas redes sociais.

O Touchê surgiu faz uns vinte anos. É o amigo imaginário de um garoto chamado Rafael e sempre se apresenta quando o menino precisa de uma forcinha nos estudos. Mais tarde surgiu a Amarilda, menina meio geniosa, que passou a compartilhar com Rafa e o sábio Touchê uma série de aventuras.

Até agora lancei seis livros com esses personagens, todos adotados em diversas escolas de São Luís e outras cidades. Agora, estamos nos propondo esse novo desafio.

Para saber mais sobre a animação que estamos tocando, só seguir no face ou insta o @wilsonmarques.ma

Outras notícias em breve.

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