Aviso aos navegantes, perigo a vista.

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 Mais uma vez o Instituto Nacional de Pesquisa sobre o Àlcool e outras Drogas – INPAD e a Univesidade Fedral de são Paulo – UNIFESP se aliam para brindar à população brasieira com novas pesquisas importantes e reveladoras sobre o consumo de álcool e doutras drogas em nossa população.

Desta feita, trata-se do II Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas – II LENAD publicado há tres dias atrás pela grande mídia nacional. Trata-se de uma pesquisa complexa, realizado em 149 municípios em todas regiões do país. Foram entrevistadas 4.607 pessoas com idade acima de 14 anos.

Um dos fatos mais mais relevantes é o aumento de 20% no consumo de álcool entre os que consomem álcool uma vez ou mais por semana, que é um padrão sócio-cultural de consumo de álcool do nosso país. Também houve aumento no número de pessoas que ingerem grandes quantidades de álcool (quatro unidades para mulheres e cinco para homens) em um curto período de tempo (duas horas) padrão de consumo denominado de “berber em bing”, isto é, as pessoas estão bebendo muito em pouco tempo. Entre esses consumidores, essa forma de beber passou de 45%, em 2006, para 59% no ano passado.

O II LENAD destaca ainda o aumento do consumo abusivo de álcool entre as mulheres, ao meu ver o fato mais preocupantes, Isto é as mulheres estão bebendo mais se aproximando muito do padrão de consumo de álcool verificado entre os homens. A pesquis revelou que a proporção das mulheres que passaram a beber uma vez ou mais por semana cresceu 34,5% já que em seis anos, onde o índice passou de 29% para 39%. As mulheres que ingerem quatro doses em até duas horas passaram de 36%, em 2006, para 49% no ano passado, isto é as mulheres estão bebendo mais e mais rapidamente um padrão histórico comum entre os homens.

A preocupação maior está no fato de que as mulheres se tornam mais facilmente dependente do álcool que os homens quando ambos tem o mesmo padrão de consumo. A pesquisa mostra ainda que quando comparamos os índices de consumo de álcool com o de outros países, a taxa de pessoas que não bebem no Brasil é baixa, cerca de 50% da população.

Para a mesma pesquisadora entre os fatores que podem explicar o crescimento desse modo nocivo de beber, está na ascensão econômica da população nos últimos anos, isto é , a população tem mais recurso para gastar com bebida. “A grande mudança de 2006 para cá foi o aumento da renda, especialmente nas classes C e D. Quem não bebia continua não bebendo. Por isso não tivemos aumento do número de bebedores. Agora, quem já bebia demonstraram a tendência de poder beber mais.

Outro pesquisaor e coordenador do LENAD Prof. Ronaldo Laranjeira destaca ainda, deficiências na política publica sobre o álcool como causa do aumento do consumo abusivo desta substância em nosso país, pois a falta de política pública desincentiva a ingestão de bebidas alcoólicas. “O mercado do álcool permanece intocado. Temos 1 milhão de pontos de venda que são estimulados a aumentar cada vez mais o consumo, com isto constata-se que para cada 200 pessoas há um ponto de venda de bebida alcoólica em nosso país sem qualquer controle médico social.

Diante destes fatos temos que repensar muitas coisas que não aparecem no grande debate público sobre drogas em nosso país. A prioridade absoluta no controle do consumo do craque nos deixando cegos ante o aumento do consumo nocivo do álcool, os preços baixos de bebidas alcoólicas, a propaganda vergonhosa para se vender bebidas, a juventude bebendo cada vez mais e com menos idade, a facilidade de acesso ao álcool, o fato das mulheres estarem bebendo mais, enfim temos que ficar atentos, pois daqui há pouco teremos olimpíadas, copa do  mudo, copa das confederações  e todas estes eventos patrocinados pelas grandes cervejarias internacionais o que acarretará mais consumo e por conseguinte mais mazelas por demais conhecidas provocadas pelo consumo abusivo de álcool.

 

 

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