Desmatamento e poluição tomam conta do Itapecuru

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Com nascente na serra do município de Mirador e desembocando na baía do arraial em São Luís, o Rio Itapecuru é o mais maranhense de todos os rios. As águas do Itapecuru, são responsáveis por abastecer 55 municípios de todo o estado, abastecendo com água potável quase metade da população do Maranhão.

Apesar de toda sua importância e beleza, ao observar as margens do Rio Itapecuru é possível perceber através da paisagem morta que faz parte das margens do rio, que ele passa por um processo de desmatamento e degradação sem limites. Em vários pontos da sua extensão é possível ver resíduos sólidos compondo o cenário do local, como garrafas pet, lixo e o despejo de poluentes.

A degradação do Itapecuru tem chamado a atenção do ambientalista e engenheiro florestal José Carlos Arouche, que atualmente realiza um diagnóstico da situação do rio e revela que a falta de políticas públicas e a poluição causada pela própria população dificulta a preservação do local.

“Atualmente esse rio está sendo muito degradado pela própria população em torno dele e também não há políticas públicas ambientais direcionada para esse rio. Eu acho que ele está em plena degradação antrópica. Você vê muito resíduo sólido, as matas ciliares não estão sendo preservadas de acordo com o código florestal”, explica o ambientalista.

A origem do descaso com o rio está no desmatamento dos seus afluentes, como por exemplo, o Riacho São José localizado no município de Caxias e é um dos principais afluentes do Itapecuru. No local, é possível observar muito entulho, pneus e resíduos que levam décadas para se decompor.

“São cenas chocantes e preocupantes de degradação ambiental. Você vê pneus, vasos sanitários, o descarte de resíduos sólidos de maneira inadequada e isso é preocupante. Eu acho que a população tem uma parcela de culpa nesse quadro de degradação ambiental”, afirma José Carlos Arouche.

Para o secretário de Meio Ambiente de Caxias, Pedro Marinho, é necessário realizar ações urgentes para a preservação do Itapecuru, que por onde passa possui uma importância para todas as cidades que são ou não banhadas por ele.

“É preciso todo um trabalho de educação ambiental e revitalização desses cursos de água. Caxias por exemplo, ao invés de crescer, inchou. A expansão urbana desordenada e falta de saneamento básico, tudo isso contribui para a degradação desses cursos d’água do rio”, disse o secretário.

Foto: Reprodução: TV Mirante

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Crime ambiental

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Secretaria do Ambiente de Ribamar apreende máquinas pesadas desmatando terreno sem licenças

Secretaria do Ambiente de Ribamar apreende máquinas desmatando terreno sem licenças

Ação da Secretaria do Ambiente de São José de Ribamar (SEMAM-SJR), realizada na tarde de sábado (7), com o apoio dos homens da Guarda Municipal, resultou na apreensão em flagrante de quatro máquinas pesadas que estavam desmatando terreno na Avenida da Maranguape, na Maiobinha.

Foram apreendidas duas caçambas, uma carregadeira e uma retroescavadeira. De acordo com informações prestadas pelo encarregado responsável, a obra é da Dimensão Engenharia.

As informações do desmatamento chegaram à Secretaria do Ambiente por meio de denúncias anônimas. Fiscais foram encaminhados para o local e constataram o crime. Os equipamentos foram conduzidos para o pátio da sede da Secretaria Municipal de Transporte Coletivo, Trânsito e Defesa Social (SEMTRANS).

De acordo com o que explicou o secretário do Ambiente, Nelson Weber, o encarregado da obra não apresentou nenhuma licença para executar o trabalho.

“Os equipamentos utilizados na infração ambiental foram apreendidos e a empresa responsável foi informada a comparecer na sede do órgão ambiental competente para apresentar as devidas licenças”, explicou o secretário.

A Secretaria do Ambiente foi uma das medidas iniciais tomadas pelo prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), na reforma administrativa aprovada na Câmara na última terça-feira (3).

Só na primeira semana, a Secretaria já deflagrou várias ações, fiscalizando diversos empreendimentos que se instalaram na cidade, onde alguns não cumprem as normas ambientais previstas em lei. As ações de fiscalização e monitoramento tem caráter contínuo e visa conscientizar, mas também de coibir os ilícitos ambientais.

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