FMF quer retomar o Maranhense em agosto

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A Federação Maranhense de Futebol (FMF) convocou os clubes para discutir o retorno das atividades no futebol e da retomada do Campeonato Maranhense que foi interropido por conta da pandemia do novo coronavírus.

Na reunião virtual marcada para o dia 12 de junho, às 10h, a FMF apresentará a data de 1º de agosto para a retomada dos jogos do Campeonato Maranhense sem a presença de público.

A FMF também divulgou uma portaria abrindo novas inscrições e registros de atletas a partir do dia 15 de junho.

Pelo cronograma da FMF, a volta dos treinamentos nos clubes está programada para o dia 22 de junho, dentro dos protocolos e de acordo portaria do governo do Maranhão que prevê retorno nesta data dasatividades nas academias e no esporte.

Mas a volta do futebol vai depender da situação da pandemia e da liberação de acordo com as orientações do Ministério da Saúde e do governo do Maranhão.

Foto: Lucas Almeida/L17 Comunicação

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Times maranhenses de unem contra o racismo

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Quatro times de futebol do Maranhão se manifestaram nas redes sociais contra o racismo, após a morte do negro George Floyd pela polícia nos Estados Unidos. As imagens mostradas pela TV provocaram revolta no mundo inteiro.

Desde a semana passada, os Estados Unidos vem sendo palco de várias maifestações e confrtontos com a polícia.

Aqui, o Moto Club afirmou que somente quem passa por isso sabe o que é ser julgado pela cor da sua pele.

“Só aqueles que passam diariamente por isso sabem o quão doloroso e revoltando é ser julgado pela cor de sua pele. Que as vítimas desse crime não sejam esquecidas jamais. Que momentos como esse sejam oportunidade para nos fazer refletir sobre nossa sociedade e estilo de vida. Que possamos evoluir para deixarmos de ser intolerantes.  O Moto Club diz não ao racismo e a qualquer tipo de preconceito”.

O Imperatriz escreveu que racismo é crime, não é piada.

“O racismo mata e destrói famílias, racismo é crime, não é piada. Não seja conivente, denuncie. Nós nos importamos com todos, por osso somos Sociedade Imperatriz de Desporto”.

O MAC, disse nas redes sociais que todas as vidas importam.

Não ao racismo! Racismo não é brincadeira, piada, racismo é crime!
Todas as vidas importam! Todos são iguais! Denuncie! E diga não ao racismo!

O Juventude, de São Mateus também se manifestou e disse que racismo não é opinião ou preferência política.

“Racismo não é opinião ou preferência política, racismo é crime! Devemos combater toda forma de racismo, pois é violência, é desrespeito à vida. Não se cale!”.

O Sampaio só se manifestou nesta terça-feira (2), após a postagem do Blog do Zeca Soares registra que o clube tinha permanecido calado.

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Mirante AM lança podcast com jogos de futebol

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A Rádio Mirante AM lança, na próxima segunda-feira (1º), o seu segundo podcast e que também estará disponíveis nas plataformas Spotify, Deezer e SoundCloud.

Após o sucesso do podcast “Mensagem do Dia” com as mensagens do jornalista Roberto Fernandes, no Ponto Final, a emissora lança um novo podcast  exclusivo para as transmissões dos jogos de futebol e que vai se chamar “Jogão”.

“A Rádio Mirante AM é a emissora maranhense que sempre manteve a liderança absoluta no segmento esportivo, especialmente no futebol e nossos ouvintes acompanham muitos os jogos e gostam muito de solicitar que as nossas transmissões sejam disponibilizadas. Nós pensamos em cada episódios trazer os jogos mais importantes que temos em nossos arquivos, mas também vamos fazer enquetes para que os ouvintes opinem sobre jogos históricos”, explica o coordenador Zeca Soares.

“Além dos jogos mais antigos, a nossa ideia é disponibilizar assim que o futebol volte a rolar todos os jogos transmitidos pela Rádio Mirante AM. Nós queremos que o torcedor maranhense acompanhe tudo, que relembre as grandes vozes do esporte e fiquem ainda mais próximo da emissora nas jogadas esportivas, antes, durante e após os noventa minutos dos jogos”, acrescentou Zeca Soares.

Todo o trabalho de pesquisa, edição e atualização das plataformas do podcast “Jogão” está sob a responsabilidade de Marcelo Rodrigues e a direção de Zeca Soares.

Foto: Arte/Marketing

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Situação de Paulo Sérgio no Sampaio é uma incógnita

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O zagueiro Paulo Sérgio disse aguarda o Sampaio para definir a sua situação no clube. Em uma live com o jornalista Zeca Soares no Instagram, o capitão Tricolor contou que não aceitou proposta feita pelo clube para a sua rescisão de contrato.

Desde o início do ano, o jogador disse que aceitou ter o seu salário reduzido, mas ao contrário de outros 14 jogadores que já rescindiram contrato e deixaram o clube, Paulo Sérgio não concordou com a proposta do Sampaio e a sua permanência no clube e uma grande interrogação. Ele disse esperar uma conversa com o presidente do clube.

“Está indefinido ainda. Estou esperando o retorno deles. Tive uma conversa com o diretor jurídico, que eu não aceitei o acordo que eles propuseram pra mim (de rescisão). Estou agora esperando o retorno do presidente, pois eu tenho uma abertura direta com ele. De a gente conversar olhando olho no olho. Estou esperando essa ligação. Breve a gente vai tomar nossas decisões. Se eu sair vai ser bom para mim e para o Sampaio. Vida que segue”, explicou.

Na Live, Paulo Sérgio contou detalhes da sua carreira e disse que se espelha no zagueiro Lúcio, ex-Seleção Brasileira e apontou Luís Otávio, do Ceará como melhor zagueiro no futebol brasileiro na atualidade.

O zagueiro defendeu maior investimento dos clubes de futebol do Maranhão nas divisões de base para que possam revelar jogadores e lembrou que o Maranhão tem material humano suficiente para isso.

Foto; Reprodução

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Nhozinho Santos será a novidade na volta do futebol

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O estádio Nhozinho Santos deverá ser a grande novidade no retorno do futebol assim que as atividades forem retomadas é claro dentro das condições epidemiológicas necessárias por conta da pandemia do novo coronavírus, o que deve ocorrer entre julho e agosto.

Além dos jogos finais do Campeonato Maranhense, o Nhozinho Santos poderá ser utilizados por Sampaio e Moto nos jogos do Brasileirão 2020.

O secretário de Esporte, Jasson Lago Neto disse que a obra está 95% concluída, faltando apenas alguns acabamentos.

“Hoje estive com as equipes Semdel e Secom para ajustar detalhes finais da obra de modernização do Estádio Nhozinho Santos. Na ocasião, a secretária da Secom Conceiçào Castro já ordenou toda a sinalização interna para acessos, informativos e fins publicitários”, afirmou.

“A obra está 95% concluída, faltando apenas questões de acabamento como pintura, impermeabilização e sinalização. O gramado encontra-se pronto, com sua irrigação e drenagem já em funcionamento. Os vestiários estão totalmente reformados e instalados sistemas de ventilação. As cabines de imprensa, tribuna de honra e cadeiras de arquibancada inteiramente restauradas. Os alambrados agora contam com vidro temperado, facilitando a visão do campo. Enfim, falta realmente pouca coisa”, acrescentou.

Jasson deixou claro que o estádio será enfim, entregue em pouco tempo.

“Sabemos que o momento é delicado e ainda temos a incerteza quanto à inauguração. Não é possível realizar eventos de aglomeração de pessoas e o esporte, como atividade coletiva e como todos sabem, tem sido bastante comprometido com essa situação. Para isso, precisamos aguardar e ter fé que logo, logo tudo vai melhorar. Mesmo com todas as dificuldades, seguimos em frente”.

“É com muito orgulho que digo que o Nhozinho Santos será entregue todo revitalizado, na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior. Em breve, o público admirador do esporte poderá voltar a usufruir desse templo do futebol maranhense”, finalizou.

Fotos: Divulgação

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Sampaio revela os nomes dos dois primeiros reforços

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Após dispensar 14 jogadores dentro da reformulação que promove na equipe durante a pandemia do novo coronavírus, o Sampaio anunciou os dois primeiros reforços no seu novo tuime para as disputas da reta final do Campeonato Maranhense e do Campeonato Brasileiro Série B, assim que as atividades no futebol forem lioberadas pelas autoridades de saúde.

Os primeiros nomes anunciados são o do zagueiro Flávio Boaventura, ex-São Bento-SP e o do volante Léo Costa, ex-Patrocinense-MG.

O zagueiro Flávio Boaventura tem 32 anos e começou nas divisões de base do Joinville-SC e depois jogou no Marília-SP, Vila Nova-GO, Mogi Mirim-SP, ABC, América-RN, CRB, Grêmio Barueri-SP, Paraná, Atlético Paranaense e Novorizontino-SP. Além do Paços de Ferreira, de Portugal e no Army United, da Tailândia.

O volante Léo Costa tem 24 anos. Revelado pelo Manthiqueira-SP, atuou em várias equipes do interior paulista, além do PSTC-PR, Tupi-MG e Hercílio Luz-SC.

O Sampaio deve contirmar outros nomes nos próximos dias.

Foto: Lucas Cerejo

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Bolsonaro tenta forçar barra para retorno do futebol

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O presidente Jair Bolsonaro continua brincando com a pandemia do novo coronavirus. No dia em que o Brasil bateu recorde de mortes e hegou a 310 mil casos confirmados e 20 mil e 47 óbitos, segundo o Ministério da Saúde, a pauta do presidente foi a volta do futebol no país.

Na quarta-feira, o presidente já havia se reunido com os presidentes de Vasco e Flamengo e chegou a discutir a possibilidade de trazer os dois times cariocas para treinarem em Brasília. Acertadamente, Botafogo e Fluminense são contrários à volta do futebol.

De fato, o futebol foi atingido em cheio como tudo no país, mas falar em futebol agora a mim parece uma brincadeira de mal gosto. Como brasileiro que sou e amante do futebol, também gostaria de estar vendo a bola rolar, mas ainda é cedo demais para isso diante dos números crescentes no país.

Mesmo com 32 mil casos e 3 mil 412 mortos pela Covid-19, até ontem, no Rio de Janeiro, Bolsonaro se reuniu em Brasília com Marcelo Crivella e pediu ao prefeito que autorizasse a volta do Campeonato Carioca. 

“Em um primeiro momento, tinha muito jogador que era contra. Agora já tem um outro entendimento dos jogadores, obviamente sem torcida. Está nas mãos do prefeito Marcelo Crivella isso”, disse Bolsonaro.

“No que depender do Ministério da Saúde, o ministério também é favorável a dar um parecer nesse sentido. Para que a gente possa assistir a um futebolzinho no sábado, domingo – afirmou. – Os jogadores querem. O que interessa é isso: os jogadores querem voltar a jogar. E afinal de contas, não sabe até quando vai esta pandemia e todo mundo pede por isso aí. Espero que o Marcelo Crivella resolva autorizar a volta do campeonato Carioca. Espero que o mesmo aconteça nos demais estados”, completou.

Foto: Reprodução

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Sampaio dispensa Eloir e chega a 14 atletas liberados

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O Sampaio anunciou, neste domingo (17), que o meia Eloir, de 32 anos não faz mais parte do grupo para a temporada 2020.

O clube segue reformulando o elenco para o restante da temporada. Após a chegada do técnico Léo Condé, 14 jogadores já deixaram o Sampaio.

“Queremos agradecer aos serviços prestados até aqui do nosso maestro Eloir. Devido a essa incerteza com a pandemia, rescindimos de forma amigável o contrato com o atleta”, informou o Sampaio nas redes sociais.

Também foram dispensados neste fim de semana o Moisés (goleiro), Neto (meia) e Éverton Silva (lateral-direito).

Deixaram o Sampaio, o goleiro Andrey (goeliro), Everton Dias (volante), Ramon (volante), Matheus Steinmetz (atacante), Victor Lube (goleiro), Ricardo Capanema (volante), Chaveirinho (atacante), Thiago Duchatsch (zagueiro) , Kellyton (lateral-dieito) , Abuda (volante), Moisés (goleiro), Neto (meia), Éverton Silva (lateral-direito) e Eloir (meia).

Se for seguir o que está escrito no regulamento do Campeonato Maranhense, com tantos atletas dispensados, o Sampaio pode ter dificuldade para terminar a competição assim que for confirmado o seu reinício. A menos que sejam permitidas novas incrições de atletas sem número determinado.

Foto: Divulgação

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FMF garante fim do Campeonato Maranhense este ano

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O presidente da Federação Maranhense de Futebol (FMF) Antonio Américo disse em entrevista ao Abrindo o Verbo, na Mirante AM que não acredita na possibilidade da retomada do Campeonato Maranhense antes do mês de agosto, com os clubes reiniciando as atividades de treinamento na segunda quinzena de julho.

Segundo Américo é prematuro falar na volta do futebol antes disso. Ele garantiu que o Campeonato Maranhense será reiniciado de onde parou e que não haverá nenhuma mudanças na regras da competição.

“O Estatuto do Torcedor nos impõe uma série de regras e critérios de classificação das equipes para competições nacionais e de rebaixamento por critério técnico e critério técnico é dentro de campo. Nós não podemos desobedecer as normas do Estatuto do Torcedor. A posição da Federação é de que não mudaremos as regras em hipótese alguma e o campeonato será concluído, nem que seja em dezembro, mas ele será concluído”, garantiu.

O presidente da FMF falou sobre a ajuda da CBF aos clube e disse que ainda pretende discutir mais uma ajuda financeira por conta da pandemia do coronavírus.

“Ficou para se discutir na frente, para se discutir no futuro e já chegou esse futuro sobre uma outra parcela de ajuda aos clubes. Nós estamos conversando com a CBF que está com razão muito reticente porque não sabe como ficarão as determinações do governo Federal, mas nós estamos tentando sensibilizar a CBF para que libere mais um verba para os clubes”, disse.

Américo apelou para a sensibilidade do governador Flávio Dino para que libere uma ajuda aos clubes de futebol assim como está sendo feito aos artistas por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

“Existem dois projetos tramitando na Secretaria de Estado. O secretário está sensível a essa situação. O governador já havia se manifestado no sentido de ajudar os clubes, mas a gente está um pouco preocupado porque parece que não teve continuidade. A gente apela e espera que isso seja resolvido o mais rápido possível”, finalizou.

Foto: O Estado

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Morre o jornalista esportivo Alfredo Menezes

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Registramos hoje, o falecimento do jornalista Alfredo Menezes que durante 30 anos trabalhou no jornal O Estado. Ele foi vítuma da Covid-19.

A história de Alfredo Menezes na crônica esportiva se confunde com a história do esporte amador no Maranhão, pois era Sem dúvida alguma o mais completo profissional É maior conhecedor das modalidades amadoras.

Era um apaixonado pelo Vasco da Gama, uma de suas grandes paixões.

Descanse em paz, gigante Alfredo Menezes!!!!

Quem foi Alfredo Menezes

Alfredo Menezes foi durante 30 anos editor de esporte do jornal O Estado do Maranhão. Vivia praticamente nas salas de redação e editoração, Alfredo Menezes lembrava da época em que era correspondente de rádios maranhenses em Itapecuru/MA. Foi o caminho trilhado até chegar a São Luís e trabalhar como rádio-escuta de futebol, nos áureos tempos do radialista Guioberto Alves. Teve um grande trabalho ao entrar para o jornalismo e conhecer os detalhes do esporte amador e suas modalidades de infinitas categorias. Viu muitos atletas bons competindo pelo Maranhão.

Filho de Itapecuru – Ser filho da terra do Maranhão era um grande prazer para Alfredo Meneses. E ser de Itapecuru, nem se fala. Mantinha guardado o título de eleitor de sua cidade, que visitava não só em época de eleições, já que tinha muitos parentes e amigos por lá.

As amizades eram antigas, formadas desde a década de 1940. O pai dele, Alfredo Meneses, foi músico – tocador de trombone de pisto, muito amigo de Mundico Cardoso, também músico, saxofonista. Quando Alfredinho nasceu em 11 de fevereiro de 1948, o pai convidou Mundico e Antônia Meireles Cardoso para serem seus padrinhos.

Os laços eram estreitos entre eles. Foi na casa de Mundico Cardoso, que Alfredo Menezes conheceu os radialistas Edi Garcia (redator e locutor) e Zé Silva (programador) da rádio Difusora. Como gostava e acompanhava o futebol amador de Itapecuru, se ofereceu para mandar aos dois as notícias locais através de correspondências (cartas e telegramas) enviadas via ferrovia. Assim nasceu a paixão pelas notícias do esporte, quando estava com 16 anos de idade.

Chegando a São Luís – Em 1969, resolvido a estudar em São Luís, deixou ‘seu’ Alfredo (pai), d. Concita (mãe), irmãos, e veio para casa dos padrinhos, que haviam se mudado para a capital. Recebendo tratamento de filho, como fazia questão de frisar, Alfredo Meneses se sentia seguro para encontrar-se com o pessoal de rádio, velhos conhecidos. Foi à rádio Difusora, e aceitou trabalhar primeiramente como ‘foca’ (o que colhia as notícias e passa para a redação), cobrindo os treinos dos clubes de futebol e plantonista.

Somente três anos depois foi ser rádio-escuta, passando a enfrentar uma nova fase de sua vida. Aprendeu a manusear simultaneamente os botões de vários aparelhos de rádio para assim captar as notícias de esporte de todo o país a serem divulgadas nas jornadas esportivas. Chegava a falar ao vivo nos plantões esportivos. Confessava que tremia todas as vezes que falava, pela própria timidez.

Memória – Grandes radialistas desse período ainda estavam na cabeça de Alfredo Meneses, mesmo sem uma ordem cronológica. Nessa época o rádio atravessava uma ótima fase. Conheceu nomes como Guioberto Alves (locutor), Fernando Sousa (comentarista), Zé Branco (repórter de pista e comentarista), J. Alves (repórter de pista e narrador), Zé Santos (apresentador), Mauro Campos (redator, locutor e repórter de pista), Zé Aroso (foca), dentre outros.

Um dos fatos mais marcantes desse período em que esteve na rádio Difusora foi a morte do radialista Guioberto Alves

Alfredo Menezes ficou na Difusora até 1974. Depois passou por todas as outras rádios: Ribamar, Timbira, Gurupi, Educadora. Foi um dos fundadores da Associação de Cronistas e Locutores Esportivos do Maranhão – ACLEM. Secretariou o presidente da entidade na época, Jámenes Calado e manteve o mesmo posto nas administrações de Fernando Sousa, Fernando Júnior e Jairo Rodrigues.

30 anos no jornal O Estado do Maranhão – Em fevereiro de 1980 entrou para o jornal O Estado do Maranhão levado pelo jornalista Edivan Fonsêca. Foi contratado para redigir as notícias esportivas nacionais, que obtinha em sua maioria, pelo aparelho de rádio, lembrando os tempos de rádio-escuta. Anotava todas as informações e corria para a redação.

A equipe de ‘O Estado’ tinha Edivan Fonsêca, redator das notícias do esporte profissional maranhense. Cabia a J. Alves a responsabilidade sobre as notícias do esporte amador. Garrincha sempre dava uma ajuda a todos.

Por volta de 1983, quando J. Alves saiu do jornal, Alfredo Menezes assumiu a editoria de esporte amador. Sua primeira providência foi conhecer os atletas, os dirigentes, os técnicos, para se familiarizar com as diferentes modalidades praticadas.

Atletas de destaque – Das inúmeras pessoas que fizeram parte de suas notícias nos 30 anos de profissão (completados em 1º de fevereiro de 2018), destacava a jogadora de basquete Hortênsia. Contava Alfredo: “Vi Hortênsia jogando pela primeira vez em São Luís no Campeonato Brasileiro defendendo o Estado de São Paulo em 1979 no ginásio Costa Rodrigues. Voltei a encontrar com ela no amistoso Brasil x Estados Unidos no Castelinho (82/83), o mesmo acontecendo em 94, amistoso Brasil e Cuba antes do Campeonato Mundial e em 96, amistoso Brasil e Eslováquia, antes das Olimpíadas de Atlanta. Ninguém no mundo vai ser tão técnico no basquete quanto ela”.

Muitos outros atletas faziam parte da lista de destaques que Alfredo Meneses viu atuando. Dentre todos, dois marcaram mais: Rafael Leitão (do xadrez) e China (do handebol).

Um grande amigo – As pessoas que trabalham com o esporte amador, consideravam em sua maioria Alfredo Menezes como um grande amigo. Foi por causa de uma grande amizade que o médico e desportista Phil Camarão convidou Alfredinho para ser seu assessor de imprensa, quando esteve à frente da Secretaria de Desportos e Lazer no governo Edson Lobão.

Jornalista internacional – Alfredo Menezes teve sua profissão reconhecida inúmeras vezes. Mas o ápice foi estar em Sidney/Austrália, em 2000, acompanhando as Paraolimpíadas, destinadas a atletas portadores de deficiência física. Atendeu a um convite do Comitê Olímpico Brasileiro. Essa primeira cobertura internacional chegou como um prêmio pelo trabalho desenvolvido nesses últimos anos.

Fora o trabalho e qualquer outra viagem, Alfredinho (chamado pelos mais íntimos) era uma pessoa extremamente pacata. Tinha como rotina escutar os programas de rádio de todo país nas jornadas esportivas das quartas-feiras. Lembrava de seus velhos tempos e de outros rádio-escuta de sua época: Mauro Campos, Murilo Costa Ferreira e Lima Coelho. “Era uma briga para ver quem dava em primeira mão as notícias de fora. Tenho saudades!”, nos diz Alfredinho

Vascaíno ‘roxo’ – Outro programa dele era ir aos sábados ao aeroporto para ver a chegada e saída de aviões.

Vascaino doente, era do tipo que ficava zangado quando o clube perdia e gozava de todo mundo em dia de vitória.

Costumava visitar os parentes. Não teve filhos. Gostava de transmitir amor aos sobrinhos. Também tinha um zelo extremo pelos inúmeros afilhados, lição que aprendeu com a família Meireles Cardoso. Dizia ele: “Meus padrinhos – Raimundo e Antônia – me criaram em São Luís como a um filho. Quando meu padrinho morreu, Maria das Dores, filha deles, passou a cuidar de mim. Os três já estão no céu, mas a minha gratidão será eterna”. Alfredo Menezes tem como irmãos os filhos dos padrinhos: Cardoso, Conceição, Idalina, Antônio José, José do Carmo, Zeza e Didi.

Grande coração era o de Alfredo Menezes, que crescia a cada dia com a chegada de mais um amigo. A COVID-19 rompeu esse elo. Mas o amor que temos por ele jamais acabará.

Texto: Tânia Biguá

Foto: Reprodução

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