Bacia do Itapecuru será monitorada via satélite

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Preocupado com a situação do Itapecuru, que está em vias de extinção, o deputado federal Hildo Rocha procurou a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), empresa vinculada ao Ministério das Minas e Energia, em busca de alternativas para a preservação de toda a bacia do Itapecuru. Clique aqui e veja o vídeo.

“Desde que assumi o mandato de deputado tenho buscado formas de ajudar na preservação do rio Itapecuru. Sabemos da importância desse rio para milhões de maranhenses. Em 2017 viabilizei, por meio de emenda de uma emenda de bancada, R$ 5 milhões para que fosse feito o diagnóstico da bacia do Itapecuru. A UEMA foi contratada, através de convênio com a Codevasf, para fazer o estudo que deverá ficar pronto ainda neste primeiro semestre”, explicou Hildo Rocha.

Monitoramento via satélite

Agora, o parlamentar conseguiu junto ao governo federal mais um reforço nas ações em prol da preservação do Itapecuru. “Logo após a posse do presidente Jair Bolsonaro, que foi deputado junto comigo, levei ao conhecimento dele, lá no palácio, o problema e as possíveis formas de solução. Ele deu apoio e determinou ao diretor de hidrologia da CPRM, Antonio Bacelar que apresentasse alternativas para a questão. A solução foi apresentada ontem, durante reunião no meu gabinete, na Câmara dos Deputados”, destacou o deputado.

Rocha enfatizou que com essa solução o Maranhão ganha um grande reforço nas ações em defesa da preservação do Rio Itapecuru. “Graças ao apoio do presidente Jair Bolsonaro, passamos a utilizar tecnologia de ponta que fornece informações precisas para que o Rio Itapecuru continue a existir e abastecer São Luís e todas as cidades que estão localizadas ao longo do seu curso”, ressaltou Hildo Rocha.

Estação Hidrometeorológica

Bacelar informou que por determinação do presidente Jair Bolsonaro e a pedido do deputado Hildo Rocha já foi instalado o equipamento e o monitoramento será feito por meio de Estação Hidrometeorológica na cidade de Itapecuru-Mirim. De acordo com Bacelar essa é a primeira estação instalada no Maranhão e a 16ª no âmbito nacional.

“Essas estações são administradas em tempo real, fornecendo informações de tudo o que ocorre na Bacia do Itapecuru. Os dados serão disponibilizados no nosso site e poderão ser acessados por todos os cidadãos, pela Caema, pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, e por todas as prefeituras que tenham interesse em receber os dados coletados”, destacou Bacelar.

Dados em tempo real

Os equipamentos registram dados referentes à elevação dos níveis das marés, a influência do nível das marés no Itapecuru, a influência das secas e estações invernosas, entre outas informações, em tempo real. “É o que existe de mais moderno em termo de monitoramento de bacias hidrográficas no mundo”, afirmou Bacelar, geólogo maranhense, com mais de trinta anos de formação e servidor de carreira da CPRM.

Foto: Divulgação

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Desmatamento e poluição tomam conta do Itapecuru

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Com nascente na serra do município de Mirador e desembocando na baía do arraial em São Luís, o Rio Itapecuru é o mais maranhense de todos os rios. As águas do Itapecuru, são responsáveis por abastecer 55 municípios de todo o estado, abastecendo com água potável quase metade da população do Maranhão.

Apesar de toda sua importância e beleza, ao observar as margens do Rio Itapecuru é possível perceber através da paisagem morta que faz parte das margens do rio, que ele passa por um processo de desmatamento e degradação sem limites. Em vários pontos da sua extensão é possível ver resíduos sólidos compondo o cenário do local, como garrafas pet, lixo e o despejo de poluentes.

A degradação do Itapecuru tem chamado a atenção do ambientalista e engenheiro florestal José Carlos Arouche, que atualmente realiza um diagnóstico da situação do rio e revela que a falta de políticas públicas e a poluição causada pela própria população dificulta a preservação do local.

“Atualmente esse rio está sendo muito degradado pela própria população em torno dele e também não há políticas públicas ambientais direcionada para esse rio. Eu acho que ele está em plena degradação antrópica. Você vê muito resíduo sólido, as matas ciliares não estão sendo preservadas de acordo com o código florestal”, explica o ambientalista.

A origem do descaso com o rio está no desmatamento dos seus afluentes, como por exemplo, o Riacho São José localizado no município de Caxias e é um dos principais afluentes do Itapecuru. No local, é possível observar muito entulho, pneus e resíduos que levam décadas para se decompor.

“São cenas chocantes e preocupantes de degradação ambiental. Você vê pneus, vasos sanitários, o descarte de resíduos sólidos de maneira inadequada e isso é preocupante. Eu acho que a população tem uma parcela de culpa nesse quadro de degradação ambiental”, afirma José Carlos Arouche.

Para o secretário de Meio Ambiente de Caxias, Pedro Marinho, é necessário realizar ações urgentes para a preservação do Itapecuru, que por onde passa possui uma importância para todas as cidades que são ou não banhadas por ele.

“É preciso todo um trabalho de educação ambiental e revitalização desses cursos de água. Caxias por exemplo, ao invés de crescer, inchou. A expansão urbana desordenada e falta de saneamento básico, tudo isso contribui para a degradação desses cursos d’água do rio”, disse o secretário.

Foto: Reprodução: TV Mirante

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