Vá para Marabá!

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Por Adriano Sarney

O Maranhão acaba de perder uma siderúrgica da Vale em parceria com os Chineses para o Pará. Perdeu por falta de representação política forte a nível nacional e por incompetência do governo estadual.

O investimento será de R$ 1,5 bilhão e gerará 15 mil empregos em Marabá. Vou lançar o slogan: “Atenção maranhenses, querem emprego já? Vá para Marabá!” Nada como fatos reais para superar fake news, pós-verdades, argumentum ad hominem e outras técnicas utilizadas pelos comunistas para justificar a inércia de um estado que não cria empregos, não atrai grandes empreendimentos e aumenta, segundo o IBGE, o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

Para o projeto comunista tudo vale a pena para se manter no poder e a culpa é sempre do passado. Mas o Maranhão, antes do PCdoB, já tinha ferrovias, portos e grandes indústrias como a Vale, Alumar, Eneva e Suzano. Até mesmo a vinda do porto da WTorre foi articulada no governo retrasado, mas ainda encontra-se no papel. Não é fácil atrair empreendimentos desse porte, é necessário força política nacional para não perder a batalha para outros governos estaduais; todos querem gerar emprego, renda e receita para seu estado.

Aliado a articulação, um governo que queira atrair um grande projeto, precisa ter um ótimo pacote de incentivos e dar agilidade na concessão de licenças. Nada desses pré-requisitos acima o “governo da mudança” consegue entregar.

Quando o Maranhão tinha uma forte representação política à nível nacional, conseguiu, com muito esforço, que o minério de ferro fosse escoado pelo nosso porto e isso gerou um enorme desgaste com o Pará na época. O estado vizinho queria comandar toda a cadeia do produto – extração, escoamento e beneficiamento. O maior medo dos paraenses era do Maranhão ficar com a etapa de beneficiamento do mineral (a parte da siderurgia), já que estudos comprovam que é mais viável a siderúrgica localizar-se próxima do porto.

Acontece que a eficiência e a articulação política do recém-eleito governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), convenceu a Vale e os Chineses para ficar em seu estado, na cidade de Marabá, bem no limite com o Maranhão. E o pior é que aqui não ouvimos falar de um esforço sequer do governador ou dos senadores para reverter essa situação. Talvez estejam muito ocupados, fazendo oposição ao governo federal.

Não foi apenas a falta de interesse e de força política que fez o Maranhão perder a siderúrgica para o Pará, foi também o desmonte de nossa política de atração de empresas. Uma das primeiras medidas do atual governo foi acabar com o programa ProMaranhao de incentivo a novos investimentos que atraiu dezenas de projetos para o estado. No seu lugar colocou um programa que até hoje, quase 5 anos de governo, ainda não atraiu nenhum empreendimento significativo.

O atual governo também cancelou os recursos que já tinham sido destinados para a continuidade das obras dos distritos industriais no interior do Maranhão. A siderúrgica de Marabá ficará no distrito industrial da cidade. Lá tem distrito industrial para facilitar as licenças e incentivos para novos projetos.

qui no Maranhão, foi previsto recurso do BNDES no âmbito do programa Viva Maranhão para a conclusão dos distritos industriais de cidades médias. Porém, o dinheiro foi desviado para fazer asfalto de péssima qualidade durante o período eleitoral. O asfalto, em sua grande maioria, já não existe mais, foi embora como os empregos que foram para Marabá.

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Moto arranca empate e segue na Série D

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O Moto segue vivo na luta pelo acesso à Série C. De agora em diante são quatro jogos para realização do sonho da torcida rubro-negra.

Com um gol do zagueiro Wanderson aos 49 minutos do segundo tempo, o Moto empatou com o Águia, em Marabá por 1 a 1 e se classificou para a terceira fase do Campeonato Brasileiro Série D.

No primeiro jogo, o Moto havia vencido por 1 a 0, no Castelão. O time perdia por 1 a 0 e iria decidir a vaga nos pênaltis. Em quatro jogos com o Águia, o Moto venceu duas vezes e empatou outras duas.

O Moto não fez um bom jogo, mas brigou até o fim. Depois de levar 1 a 0, no primeiro tempo, o Moto foi melhor no segundo tempo e foi buscar o gol da classificação.

“O jogo não foi fácil. As duas equipes criaram muitas oportunidades e nós conseguimos o resultado que precisávamos para a nossa classificação. Agora as coisas se afunilam mais e quem vier agora a gente vai ter que passar˜, disse o técnico Ruy Scarpino.

Com o empate, o Moto garantiu a classificação e segue invicto na competição. O adversário da próxima fase será o vencedor do confronto entre São Raimundo-PA x Juazeirense-BA.

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Ruy define Moto para decisão em Marabá

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Técnico do Moto Club, Ruy Scarpino observa time

Técnico do Moto Club, Ruy Scarpino

O técnico Ruy Scarpino definiu o time do Moto para o duelo decisivo contra Águia, em Marabá, no domingo (10), às 16h, pelo Campeonato Brasileiro Série D. O Moto sabe que se vencer estará praticamente na próxima fase.

As novidades serão o volante Dudu que retorna ao time após cumprir suspensão e o atacante Muller que fará a estreia com a saída de Rodrigo Dantas.

O restante da equipe será a mesma que empatou com o Tocantinópolis, por 1 a 1, no último domingo com Márcio, Diego Renan, Fred, Wanderson e Chico Bala. Dudu, Batata, Felipe Dias e Marco Goiano. Gabriel e Muller.

O confronto com o Águia vale briga direta pela liderança. O Águia está em primeiro no grupo A4 com 7 pontos e garantirá a classificação em caso de vitória. Com 6 pontos, o Moto, se vencer assume a liderança com 9 pontos e ficará a um empate do mata-mata.

O outro confronto pelo grupo A4 será entre Santos e Tocantinópolis, às 17h, em Macapá.

Foto: Welliandrei Campelo

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