Dia 31 de maio, Dia Mundial SemTabaco

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O link abaixo nos leva a página do INCA, que trata da data de hoje onde se comemora, desde 1987 o Dia Mundial sem Tabaco. A data foi criada pela OMS com o intuito de prevenir os danos a saúde provocado pelo consumo de tabaco. Particularmente, considero uma das datas mais significativas para a saúde individual pública, pois como se sabe, o cigarro responde por 50% das doenças humanas evitáveis, isto é, se nós seres humanos nos livrássemos do fumo deixaríamos de morrer de 50% das doenças que nos matam. Só no Brasil morrem 200 mil pessoas por ano por causa do tabagismo.

O tabagismo é uma das mais graves dependências químicas e, contrariamente ao que muita gente pensa deixar de fumar não é uma tarefa simples. Exige esforço, determinação, disposição psíquica e acima de tudo motivação. A dependência tabágica, em nosso país responde por 9% dos usuários de tabaco daaí porque estima-se que haja neste país próximo de 20 milhões de pessoas dependentes(viciadas) em tabaco em suas diferentes formas de uso. Graças a evolução dos conhecimentos desta matéria, chegamos a patamares de recuperação muito grande. O surgimento de modernos farmacos antitabágicos, modernas técnicas de abordagem do tabagista, as psicoterapias cognitivo-comportamentais, (por sinal uma das técnicas mais recomendadas na recuperação destes paciente), as grande ações do governos especialmente desenvolvidas pelo INCA, todas estas medidas justapostas fizeram com que houvesse mudanças acentuadas no cenário de recuperação e tratamento do tabagismo no Brasil.

Este país dispõe de um dos mais importantes programas de combate ao tabagismo do mundo e o melhor da América Latina. Portanto, é hora dos fumantes se tocarem e tomarem medidas mais ostensivas sobre sua doença e procurem tratamentos sobre este grande mal que assola a humanidade. A Secretaria de Saúde do Estado atravésda da Coodenação do Programa de Tabagismo, muito bem conduzido pela minha amiga Tereza Carvalho, oferece, através dos consultórios de tabagismo, que já existem em nossa cidade, assistência integral a quem deseja parar de fumar. Portanto, procurem este apoio só você ganha. Vá em frente e VIVA este 31 DE MAIO, e MUITOS OUTROS COM MUITA SAÚDE. PARABÉNS A ESTA DATA E ABAIXO O TABAGISMO

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/dia_mundial_sem_tabaco/site/2012
www2.inca.gov.br
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Atividade física, envelhecimento e doença de Alzheimer

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A cada dia crescem as evidências que o homem
contemporâneo, produto de uma era repleta de novos conhecimentos, pode viver
mais e melhor. Esta é certamente uma das mais importantes notícias que todos
nós queríamos ouvir, pois a busca da longevidade e da vida eterna é uma das
mais antigas aspirações dos seres humanos e isto está se concretizando a passos
largos.

Não é utópico nem exagero. O homem moderno em
pouco alcançou patamares significativos de longevidade como nunca houve em
outra época em seu desenvolvimento histórico.

Nos últimos 50 anos demos um salto muito
grande na qualidade e em nosso estilo de vida atingindo índices de longevidade
nunca antes alcançados, pois estamos vivendo mais e melhor. Sabe-se, que para
atingirmos isto houve uma coincidência de fatores que garantiram estas
conquistas quanto nossa maior longevidade: os avanços no crescimento da nutrologia,
da bioquímica da imunologia, na farmacologia (surgimento de modernos e fármacos
mais eficientes para o controle e combate ostensivo de doenças, da ergonomia e,
principalmente, os conhecimentos de neurofisiologia e neuroquímica cerebral e do
comportamento. Não se pode desconsiderar os avanços imprescindíveis no campo da
tecnologia médica, os avanços sociais e econômicos, sobretudo na distribuição
da renda e a maior participação de todos na cadeia produtiva e no trabalho.

Particularmente, na área da neurofisiologia e da neuroquímica cerebral, muitas pesquisas científicas têm evidenciado que a
atividade física protege o envelhecimento cerebral e da doença de Alzheimer. Duas
condições que ameaçam a nossa saúde e a nossa longevidade.

Estudos com um grupo de mais de 700 indivíduos idosos sem demência, desenvolvendo níveis
elevados de atividades físicas nas 24 horas, avaliada objetivamente pela actigrafia
(que mede o ciclo de atividade/repouso através dos movimentos do pulso), verificaram
que estes indivíduo apresentavam um menor risco para o desenvolvimento da
doença de Alzheimer, bem como uma taxa mais lenta de declínio cognitivo. Esta
descoberta dos pesquisadores apóia os esforços dos mesmos para incentivar a atividade
física, mesmo em pessoas muito idosas.

A maioria dos estudos demonstra que a atividade física diminui o risco de
declínio cognitivo e demência. Por outro lado segundo os pesquisadores, uma
pessoa com baixa atividade física diária apresenta um risco mais de 2 vezes
maior de desenvolver Doença de Alzheimer (DA), em comparação com um que
participe com alta atividade física cotidiana global. O nível de atividade
física cotidiana global também foi associado com uma taxa mais lenta de
declínio cognitivo global, particularmente para a memória episódica, memória de
trabalho, velocidade na percepção e habilidades visuais / espaciais. Isto é,
todas as funções cognitivas se beneficiam com atividade física regular.

Os estudos também demonstram que não é só de exercício físico, mas
também um incremento das atividades sem exercício, estão associados com uma
maior desempenho cognitivo na velhice. Indivíduos mais velhos, para quem a
participação no exercício formal esteja limitado por problemas de saúde, pode
se beneficiar de um estilo de vida mais proativo através do aumentos de todo o
espectro de atividades de rotina. Isto é mesmo que a pessoa não pratique
formalmente o exercício mas se tem uma vida ativa, também se beneficiam
evitando muitos transtornos neuropsiquiátricos.

Estes resultados podem ter importantes implicações práticas para a saúde
pública, pois motivar os idosos a serem fisicamente ativos, mesmo que a
mobilidade seja limitada, pode diminuir seu risco de desenvolver Alzheimer e
muitas outras doenças. Práticas como cozinhar, lavar pratos, jogar cartas, e
até mesmo a atividade no cenário de mobilidade reduzida, como mover uma cadeira
de rodas com os braços, são exercícios e atividades físicas, em que as pessoas
idosas podem se beneficiar.

Portanto acabou-se definitivamente o  mito e a falsa crença preconceituosa que
atividade física é coisa só para manter a beleza, o que também é salutar ,
porém a atividade física e a adoção de uma vida ativa nos faz viver mais e
melhor, pois estas práticas nos impede de sermos acometido de doenças senis
graves e avassaladoras em populações de idosos, tais como a demência de
Alzheimer e outras demências vasculares.

 

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O STF, o traficante e a sociedade.

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Há duas semanas, caiu como uma bomba entre nós a decisão do Supremo Tribunal
Federal – STF de conceder um Habeas Corpus a um traficante de drogas que se
encontrava preso, há três anos, sem ter sido julgado.

A decisão do Tribunal foi baseada em entendimento da maioria dos ministros sobre
a inconstitucionalidade do artigo 44 da Lei 11.343/2006 (Lei de Drogas), o qual proíbe a concessão de liberdade provisória aos que cometem crime de tráfico de entorpecentes.

Ao ouvir a notícia fiquei estarrecido, pois a meu ver estaria havendo um tremendo
abrandamento da prisão de criminosos terríveis que abastassem nossa sociedade,
e particularmente nossos jovens, de drogas, um dos mais sérios problemas sociais, de segurança e de saúde do nosso povo.

Além do mais, ao examinar melhor a situação, percebi que minha perplexidade e indignação se baseavam também no fato de ver que a decisão do Egrégio STF poderia, entre outras coisas, gerar um tremendo precedente no Brasil, embasando os Tribunais de outras instâncias a decidir de igual maneira, ou seja, permitindo que traficantes de drogas, presos em flagrante, sejam soltos e respondam em liberdade.

Pus-me a pensar que a decisão do STF poderia pôr em risco as conquistas da sociedade brasileira, que aspira por normas jurídicas mais rígidas, mais severas e mais ostensivas contra estes bandidos que representam um elo fortíssimo para a manutenção dos problemas do uso e tráfico de drogas entre nós.

Fiquei a pensar, como um leigo nas letras jurídicas e como um cidadão que sou, será que o Egrégio Tribunal, atento exclusivamente à inconstitucionalidade do artigo da lei, não suspeitou que isto poderia influenciar estes criminosos a se manterem no crime sabedores que são agora que poderão responde-los em liberdade. Pedagogicamente se sabe que a certeza da punição pode inibir a conduta delituosa.

Sabemos que o enfrentamento do problema das drogas passa obrigatoriamente pelo controle ostensivo ao tráfico e, para tanto, é necessário que se busque leis mais severas contra os criminosos. Da mesma forma que estamos caminhando para a busca de “tolerância zero ao álcool”, para punir infratores que dirigem embriagados no trânsito deste país, devemos também buscar “tolerância zero ao tráfico de drogas”, para punir criminosos que fomentam a violência, enriquecem ilicitamente com a morte e infelicidade de muita gente inocente.

Eis o drama. Por um lado, os Doutos da lei defendem rigorosamente a Constituição contestando  um artigo de uma lei que é importante e que vem contribuindo muito para se avançar no trato destas questões. Por outro lado, a sociedade ficou confusa e perplexa com a medida,pois em sua realidade e em seu imaginário, quer medidas mais severas e mais ostensivas contra os estes criminosos.

Espero que esteja completamente equivocado, mas com a decisão  tomada pelo STF, a impressão que tenho é que haverá um terrível abrandamento no trato com traficantes de drogas e o que todos querem é que haja cada vez menos tolerância com estes criminosos.

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“Um ponta – pé na bunda”

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Finalmente encerran-se os debates em torno da
redação final da chamada “Lei Geral da Copa”, um texto que regulamentará os jogos
da copa do mudo de 2014. Alguns temas polêmicos desde o início esquentaram os
debates sobre a lei, entre os quais, a liberação do consumo de bebidas
alcoólicas nos estádios brasileiros por ocasião dos jogos.

Da forma como o projeto foi apresentado para o debate no
Congresso Nacional não havia muito que fazer para mudar as exigências da FIFA.
Mesmo assim, esperava-se que os parlamentares, especialmente acerca da
liberação de bebidas alcoólicas nos estádios, pudessem dar outro rumo à questão,
já que sabidamente o consumo de álcool neste país é um grave problema de saúde
pública.

Mas isso não aconteceu. Enquanto na Câmara dos Deputados passou-se
mais de seis meses debatendo a assunto, no Senado Federal, sob rigorosa pressão
do executivo, pelo menos é o que alegam alguns, não houve demora e logo a
matéria foi aprovada na íntegra, conforme texto enviado pela Câmara.

Que pena! O parlamento brasileiro, ao aprovar essa lei, perdeu uma
grande chance de demonstrar seu compromisso em defender nossos interesses e não
se subordinar à pressão econômica de grupos internacionais que não querem saber
se temos ou não problemas com álcool.

O consumo de álcool entre nós representa um grave problema na
área da saúde pública. Infelizmente não disseram isso ao aprovarem a lei, mas
ao contrário, demonstram-se indiferentes às inúmeras questões do consumo de
álcool. Apresentaram à população brasileira desculpas esfarrapadas para
justificar seus votos. Mas nós sabemos que, no fundo, o que estava em jogo são
lobbys poderosos de representantes das indústrias internacionais fabricantes de
cervejas e de outras bebidas. Nosso país se curvou aos interesses da FIFA,
muito bem representada pelos Srs. Blatter e Jérôme, este último protagonista do
episódio do “pé na bunda” na comissão organizadora da copa.

O que fizeram com a aprovação desta lei foi rasgar um
dispositivo histórico que tínhamos em nossas mãos, o Estatuto do Torcedor, que
proibia a venda destas bebidas nos estádios há 10 anos, interferindo nos
gravíssimos problemas que tivemos com essa prática nesses ambientes. Com o Estatuto,
houve uma redução drástica da violência nos estádios, que resultou em redução
de mortes de muitos torcedores.  Nada disso
adiantou, rasgaram o documento e autorizaram a venda de álcool.

Os parlamentares aprovaram um documento que, entre outras coisas,
mantém os índices de 70% dos acidentes de trânsito que estão relacionados ao
uso de bebida alcoólica. Ignoraram que, destes acidentes, 60% dos envolvidos
morrem no local; que mais de 90% dos homicídios brasileiros são cometidos sob a
influência de álcool; que 1/3 dos suicídios, idem; que 25% dos acidentes de
trabalho estão relacionados ao consumo de álcool e altos índices de absenteísmo
laboral.

Então vejam: o que o parlamento nacional fez, ao aprovar a Lei
Geral da FIFA, foi referendar outros interesses que não os nossos. Desconsideraram
o sofrimento da população na luta pela redução do consumo de álcool entre nós. Agora
o Sr. Blatter e o Sr. Jérôme não se preocuparão mais com os atrasos das obras, muito
menos com a votação de seu projeto no Brasil, “país do futebol”. Agora, seus
interesses estão garantidos, tudo é festa e sorrisos de ambos os lados. Jamais
mandariam de novo um “ponta-pé na bunda” de ninguém,
porém nós brasileiros envolvidos com a saúde coletiva, com a moralidade
pública, com o bem estar e a segurança de nossa população, poderiam tê-lo feito.

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