Flávio Dino remaneja recurso da Uema para a Cultura, mas mantém super orçamento da Comunicação

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Flávio Dino tem sido generoso com o amigo e secretário de Comunicação, Márcio Jerry, enquanto prejudica outros setores com cortes orçamentários drásticos

O governador Flávio Dino (PCdoB) baixou decreto por meio do qual remaneja R$ 400 mil da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) para a Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur). Enquanto a instituição de ensino superior amarga o desfalque expressivo em sua receita, a Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos (Secap) mantém intacto o seu super orçamento e segue aparelhando a estrutura midiática e de propaganda do governo.

O remanejamento da verba foi ordenado pelo Decreto nº 32.956, de 1º de junho de 2017. O recurso, que seria utilizado para a formação de profissionais de nível superior, agora será empregado no apoio às manifestações artístico-culturais no Maranhão.

Detalhe: no dia 1º deste mês, mesma data em que o decreto foi baixado, professores da Uema fizeram um ato público no portão de entrada do Campus Paulo VI para cobrar do governo Flávio Dino o cumprimento de um acordo firmado em setembro do ano passado que prevê três benefícios à categoria: a concessão de uma gratificação técnica, o pagamento de compensação da Unidade Real de Valor (URV) (unidade monetária que antecedeu o Real) e a incorporação da gratificação técnica aos vencimentos. O Estado prometeu efetivar os ganhos aos docentes em março deste ano, mas até hoje não cumpriu.

Comunicação fortalecida

Decreto que remanejou R$ 400 mil da Uema para a Sectur foi baixado no mesmo dia em que professores da instituição de ensino superior protestaram por valorização salarial

Se outros órgãos e setores do governo vêm sofrendo cortes orçamentários drásticos, a exemplo da Saúde, a Comunicação palaciana, comandada com mãos de ferro pelo jornalista, presidente estadual do PCdoB e amigo predileto de Flávio Dino, Márcio Jerry, segue em franco aparelhamento, com inserções publicitárias em jornais, emissoras de rádio e TV e portais de internet locais e de outros estados, tudo graças a uma receita que aumentou de R$ 43,8 milhões em 2016 para R$ 58,9 milhões em 2017.

A estratégia inclui, até mesmo, o arrendamento de rádios para veiculação de programas chapa branca, que abrem espaço também para duros ataques a adversários políticos dos comunistas, e contratações, a peso de ouro, de comunicadores outrora não alinhados ao projeto político governista.

O favorecimento de uma só área em detrimento das demais tem sido alvo de severas críticas, com eco amplamente desfavorável nas redes sociais. Na Saúde, por exemplo, os cortes, propagandeados como grande feito pelo Palácio dos Leões, atingiram R$ 508 milhões entre 2015 e 20107, e resultaram, entre tantos outros prejuízos, no sucateamento de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), no fechamento de hospitais e desestímulo de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos em radiologia e outros profissionais cuja missão é salvar vidas.

Enquanto Flávio Dino banca a fartura na comunicação governista, admitindo claramente o seu medo de perder o poder, essa mesma máquina midiática apresenta ao povo um governo de ficção.

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