Os atletas e a tocha olímpica

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China

China participou da Olimpíada de Atlanta

Por China

O Maranhão estado que tem mais de 6 milhões de habitantes e onde somente 10 atletas participaram das olimpíadas e onde tivemos mais de 140 pessoas conduzindo a tocha olímpica, não convidar esses 10 atletas que foram, que já suaram e que são exemplos a ser seguidos para o esporte, afinal de contas estamos falando de olimpíadas e paraolimpíadas, é um contra-senso total.

Não adianta os mal informados ou defensores virem dizer que foi porque patrocinador X, Y ou Z tiveram a maior parcela e indicou a grande maioria. Isso é desculpa de quem quer defender dirigente ou secretário, prefeito ou governador.

Não sou contra a participação de pessoas que tenham história de vida exemplar, de superação etc., até porque a função do esporte é de justamente integrar e mesclar pessoas, culturas, credos etc., mas não colocar 10 atletas olímpicos foi digno de quem não sabe realmente o que é o espírito olímpico.

Pelo menos vimos alguns, pena que estando todos os 10 atletas maranhenses vivos, não participaram da festa que um dia ajudaram a construir e literalmente com muito suor.

Um deles pra mim representaria todos, Ary Façanha, ele foi às olimpíadas de Helsinque, na Finlândia em 1952 e de 1956 em Melbourne, na Austrália, representando o atletismo.

Foi um dos idealizadores dos Jogos Escolares Brasileiros.

Hoje, nosso desbravador olímpico está com 88 anos e não conduziu a tocha olímpica em sua terra natal.

*China do Handebol é atleta olímpico em 1996 em Atlanta e campeão dos jogos pan-americanos em 2003 com a seleção Brasileira de handebol

Foto: Paulo de Tarso Jr.

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Uma história que ninguém vai apagar…

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Thaynara OG acende a Pira Olímpica, no palco da Cerimônia de Celebração, em São Luís

A passagem da Tocha Olímpica em São Luís provocou muita discussão por conta da escolha dos condutores e deixou marcas que jamais serão apagadas.

Desconheço os critérios e quem escolheu os condutores da Tocha Olímpica, mas vou citar apenas três casos que considero emblemáticos para que os maranhenses possam refletir sobre uma grande injustiça cometida com alguns personagens que fizeram e fazem a história do esporte por aqui.

Os organizadores jamais poderiam ter deixado de escolher entre os condutores o atleta de handebol China que foi atleta Olímpico do Brasil em Atlanta, em 1996. Ele foi um dos primeiros atletas maranhenses a disputar uma Olimpíada. Isso diz alguma coisa?

Outro grande equívoco foi em relação ao nadador Frederico Castro que até pouco tempo lutava para conseguir o índice para disputar a Olimpíada no Rio de Janeiro.

O que China e Fred fizeram para não conduzir a Tocha? Será que o profissionalismo, o talento, as horas de treinos, a doação ao esporte não significam nada?

Bom, mas o maior equívoco mesmo foi a presença da advogada maranhense Thaynara Gomes ou Thaynara OG, que ficou conhecida após colocar um monte de coisas que alguns acham “divertidas” nas redes sociais. Só isso.

Ela foi a última condutora do dia, percorreu a escadaria da Igreja Nossa Senhora dos Remédios e teve a oportunidade de acender a Pira Olímpica, no palco da Cerimônia de Celebração.

Não foi pela presença de Thaynara OG que talvez nem tenha compreendido o seu papel em meio a tantos desportistas, mas pelo grave “esquecimento” de nomes consagrados no esporte maranhense, que a passagem da Tocha pelo Maranhão deixará fissuras que jamais serão fechadas.

Mas que fique claro a quem escolheu os condutores: história de Fred e China ninguém vai apagar da memória do povo maranhense e que isto sirva para a reflexão de todos.

Foto: Tiago Carvalho/ Divulgação Coca-Cola

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Tocha Olímpica em São Luís

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TochaacesaemSaoLuis

Largada para revezamento da Tocha Olímpica foi em frente à sede da Prefeitura de São Luís

Um domingo com espírito Olímpico em São Luís com o revezamento da Tocha Olímpica. Ao todo, a Tocha será conduzida por 143 pessoas em um percurso de 39 Km.

O revezamento começou na Praça Dom Pedro II, em frente à sede da Prefeitura. A estudante Jaqueline Caldas, de 12 anos, foi a 1ª condutora da Tocha em São Luís.

Depois a largada na sede da Prefeitura, a Tocha será conduzida para o Anjo da Guarda com parada prevista para a Praça da Ressurreição. Depois, nova parada na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

RevezamentoTocha

Revezamento da Tocha em frente a Catedral da Sé, na Praça Dom Pedro II, neste domingo (12)

O próximo bairro visitado será o Cohatrac, com parada na praça Nossa Senhora de Nazaré. No Turu a parada será na Praça Irmã Gabriela Torselli.

O percurso contempla ainda a Praça do Pescador, na Avenida Litorânea, a Península da Ponta d’areia e a Lagoa da Jansen. Depois, os condutores seguem para a grande celebração, na Praça Maria Aragão.

Na segunda-feira (13), a Tocha percorrerá as belas paisagens de Barreirinhas, nos Lençóis Maranhenses e na terça-feira (14) será a vez de percorrer Imperatriz.

Fotos: Brasil 2016

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A Tocha Olímpica

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Por Joaquim Haickel

Outro dia, assistindo ao Jornal Nacional, me peguei sonhando em ser um dos escolhidos para carregar a Tocha Olímpica em sua passagem por São Luís.

Imaginei aquele menininho que era levado pelo pai para ver os jogos do Moto no velho Estádio Santa Isabel, ou que ganhara do tio Samuel as flámulas dos times de futebol de salão dos anos 1950: Cometas, Drible, Saturno, Riachuelo…

Depois minha imaginação me levou ao Jaguarema e ao Lítero, para as tardes e noites esportivas, nas terças e quintas. Para as primeiras aulas de basquete com Sergio, Gafanhoto e Paulão. Mais tarde, para os animados jogos de tênis com Cléon, Ratinho, Jaime, Mario Filho, Alexandre, Maia Ramos, Heraldo Guimarães…

Ao mesmo tempo em que eu pensava nisso, minha autocrítica dizia pra mim que só isso jamais me faria merecedor de tal honraria. Então resolvi turbinar meus motivos, afinal eu tinha sido um bom jogador de basquete, seleção maranhense… Joguei tênis razoavelmente, venci diversos torneios, fui um grande duplista de meu tempo… Isso tudo ainda me parecia muito pouco para toda aquela honra.

Apelei! Desferi um golpe abaixo da linha da cintura nos argumentos que se opunham ao fato de eu desejar carregar a tocha. Eu havia sido o autor da lei de incentivo à cultura e ao esporte. Lei que é a responsável pelo grande e excelente desempenho desses setores em nosso estado, principalmente no esporte, o que propiciou a construção de diversas praças esportivas, a realização de grandes eventos locais e nacionais, a conquista de diversos títulos para nosso esporte, inclusive o de campeão da Liga Nacional de Basquete Feminino pelo Sampaio.

Sempre me orgulhei muito de ter desenvolvido o bom senso como forma de me posicionar em relação ao mundo, e ele, meu bom senso, naquele momento, deu um tapa, de mão aberta, na minha cara.

Em meio aqueles pensamentos, como um balde de água fria, raciocinei a seguinte coisa. Quais seriam os convidados para carregar a Tocha em nossa cidade? Imaginei que deveriam ser pessoas importantes para o esporte, pessoas de relevância na comunidade. Comecei imediatamente a fazer uma lista daquelas pessoas que eu imaginava tivessem muito mais legitimidade que eu em ter aquele privilégio.

O professor Dimas, pioneiro no ensino de modalidades esportivas em nosso estado; Claudio Alemão, um dos nossos primeiros dirigentes esportivos, responsável pela primeira geração de grandes atletas de nossa terra; Manoel Martins, pesquisador e historiador do futebol; Alfredo Menezes, jornalista esportivo; Jota Alves, radialista e incentivador do esporte; Hamilton ou Juca Baleia, representando os jogadores de futebol; professor Mangueirão, responsável pelo esporte paraolímpico em nossa terra; professor Mesquita, a alma do JEMs; professor Eduardo Teles, representando os abnegados treinadores de nossa terra; os atletas olímpicos que representaram o Maranhão em outros jogos, Tania, Ana Paula, Silvia, Joelma, Codó, China, entre outros.

Passou o nome de tanta gente boa e mais merecedora que eu pela minha cabeça! Uma infinidade de professores e atletas, uma enorme quantidade de dirigentes esportivos e educacionais, personalidades importantes na cidade, como dr. Generoso, diretor do Hospital do Câncer…

De repente me lembrei daqueles dirigentes esportivos comunitários que não saiam da Sedel, pleiteando material, transporte, e apoios de um modo geral para desenvolverem o esporte em suas comunidades. Todos mereciam muito mais do que eu aquela honraria.

Lembrei-me também da equipe de deficientes visuais do futebol de salão, que sem enxergar, chutavam uma bola com muito mais garra que eu. Depois disso caí na realidade e me conformei em não ter sido convidado para carregar a Tocha Olímpica. Foi ai que a desilusão de não realizar aquele sonho deu lugar a uma grande satisfação proveniente da constatação da grandeza de nosso esporte e das queridas pessoas que construíram e constroem a sua história.

Sinto-me plenamente representado por elas, mesmo que elas também não tenham sido convidadas para carregar a Tocha Olímpica, em sua passagem por São Luís!

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China é excluído do evento da Tocha no MA

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China

Ex-atleta de Handebol China

Um dos grandes atletas do handebol brasileiro, o maranhense China postou em seu perfil no Facebook um artigo no qual se manifesta sobre o fator de ficar fora da lista de atletas que conduzirão a Tocha Olímpica no Maranhão.

Aos desavisados, antes de cometerem esse equívoco grave um lembrete: China foi atleta da seleção brasileira olímpica de handebol em Atlanta em 1996. Acredito que isso já diz muita coisa.

Mas de forma lamentável, um dos maiores atletas do Maranhão ficou fora e ninguém sabe os motivos. Mas quem são as pessoas que conduzirão a Tocha?

“Quem escolheu? Quem elegeu os contemplados para carregar a tocha olímpica em sua peregrinação pelo Brasil? Nos estados? Nas cidades? Os delegados dessa missão ouviram a população? A classe esportiva? Ou escolheram aleatoriamente pessoas em uma decisão meramente politiqueira como sempre fazem em um segmento que eles são completamente perdidos? Que legitimidade esses senhores que escolheram os condutores da tocha possuem para ter escolhido ou sequer ocupar o cargo que ocupam? Sabem das responsabilidades dos seus cargos, executam suas funções adequadamente ou ocupam as cadeiras e cargos como cabide de emprego e para justificar cargos e salários?”, pergunta China.

China faz um desabafo e diz que o esporte faz parte dele.

“Eu não vou conduzir a tocha porque fui para rede social brigar para conduzir algo. Eu não fui colocado no esporte como aventureiro, não caí de paraquedas no meio esportivo, sou legítimo, o esporte faz parte de mim, tenho a minha história nas páginas do esporte nacional e internacional, o esporte faz parte do meu DNA, diferentemente de quem está de passagem por secretarias e se locupletando em cargos e desempenhando pessimamente a função que era para ser de técnicos, por pessoas que estudaram sobre o esporte, o lazer e atividade física, enfim, por quem entende de esporte e não por aventureiros incompetentes e péssimos gestores”, escreveu.

Que injusto isso não é gente????

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Tocha Olímpica passa em junho no Maranhão

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FabianaeDilmaA jogadora de vôlei Fabiana foi a primeira atleta brasileira a conduzir a Tocha Olímpica. A chama foi acesa e entregue pela presidente Dilma Rousseff.

São Luís será a 14ª capital do Brasil a receber a tocha olímpica. A chama olímpica sairá de Brasília no dia 3 maio, circulando por várias cidades brasileiras até o dia 5 de agosto, data da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

No calendário, mais de 300 cidades brasileiras sediarão visitas da chama. Depois da celebração em São Luís, no dia 12 de junho, a Tocha visitará as cidades de Barreirinhas e Imperatriz nos dias 13 e 14 de junho, respectivamente.

O percurso da tocha olímpica em São Luís cobrirá 39 quilômetros. O percurso oficial tem início na sede da Prefeitura de Luís e contará com oito pontos de apoio – Palácio La Ravardière, Anjo da Guarda, Cohatrac, Turu, Avenida Litorânea, Espigão Costeiro e Praça Maria Aragão. Cada ponto contará com palco para atrações culturais e esportivas. O revezamento será encerrado na Praça Maria Aragão, onde será acesa a pira olímpica.

Ao todo, 140 maranhenses carregarão a Tocha Olímpica.

Foto: Wilton Junior/Agência Estado

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Cidade Celebração

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“Do calor. Da chama. Do povo. Do Brasil. Dos jogos”. Esse é o tema do Tour da Tocha Olímpica 2016, no qual a cidade de São Luís concorre à posição de Cidade Celebração. A gerente regional do Revezamento da Tocha, Jeniffer Oliveira, apresentou a proposta ao prefeito Edivaldo e à equipe de governo. Ao todo, 250 cidades vão receber o tour da Tocha Olímpica e 83 cidades serão Celebração do evento. O anúncio das cidades que receberão o evento sairá em junho.

“É uma grande alegria receber essa proposta de ser Cidade Celebração da Tocha Olímpica 2016. Firmar São Luís no roteiro fará com que ela seja projetada nacionalmente e internacionalmente. Será um orgulho apresentar nossa cidade ao mundo”, disse o prefeito Edivaldo. As Olimpíadas serão realizadas em setembro de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, e pela primeira vez na América do Sul.

O Tour da Tocha Olímpica deve durar cerca de cem dias e visitar 250 cidades do país. As cidades devem receber a tocha em um tour de até 4 horas e as cidades celebração ficarão com a tocha em solo durante 24h – 12 das quais em exposição pelos principais pontos da cidade. Ao fim do dia de atividades, é oferecido um show para cidade.

O Comitê Olímpico fornecerá um guia de planejamento para o evento e a Prefeitura de São Luís entra com a parte logística, oferecendo toda a infraestrutura para o evento, como atendimento médico de emergência, ordenamento do trânsito na cidade no dia do evento, limpeza, divulgação e mobilização para o evento. O prefeito Edivaldo determinou a criação de comitê executivo que realizará reuniões periódicas. Este comitê trabalhará alinhado com o Comitê Olímpico, com encontros realizados a cada três ou quatro meses. O Tour da Tocha deve passar pela cidade entre os meses de junho e julho de 2016.

À frente do comitê, o secretário municipal de Desportos e Lazer, Júlio França, aposta que o evento será um momento de união para cidade. “Para nossa equipe de governo, será um grande desafio e um grande presente para cidade, é uma forma de mostrarmos para o mundo a beleza e potencial de nossa, a nossa gente que é alegre e festiva. O nosso objetivo é projetar São Luís no cenário nacional e internacional. A tocha virá em um momento oportuno, que demonstrará a amizade, a união dos povos e a gente acredita que será um dos maiores eventos da cidade de São Luís”, disse Júlio.

A equipe da Semdel, juntamente com a gerente regional do Revezamento, realizou um passeio pela cidade, a fim de mapear os pontos que irão compor o roteiro de passagem da Tocha Olímpica, caso São Luís seja escolhida como uma das cidades celebração. A comitiva passou por locais como Avenida Litorânea, Espigão, Área Itaqui-Bacanga, Centro Histórico, Tirirical, BR-135, Palácio de La Ravardière e outros bairros mais periféricos da cidade.

Foto: A. Baeta

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