Superintendente do IPHAN-MA vai a Brasília acertar detalhes da inspeção da Unesco no Centro Histórico de SL

1comentário

centro.jpgA superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Maranhão, Kátia Bogéa, viaja hoje a Brasília para reunir-se com o presidente do órgão, Luís Fernando Andrade, e com representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) com o objetivo de acertar os detalhes da inspeção que a entidade internacional deverá fazer no Centro Histórico de São Luís.

A capital maranhense corre o risco de perder o título de Patrimônio Histórico da Humanidade, concedido pela Unesco em 1997, por causa da descaracterização de dezenas de imóveis que compõem o acervo, em especial os cerca de 50 casarões que foram transformados em estacionamento. Nove deles foram emrgados durante operação conjunta do IPHAN, Ministério Público Federal e Estadual, Polícia Federal, entre outros órgãos.

Kátia Bogéa disse que ainda não foi agendada a data da vistoria, mas que é possível que haja essa definição durante as reuniões das quais participará na capital federal. “Estarei de volta no fim de semana. Segunda-feira devo ter alguma informação nova. É possível que a data da inspeção seja logo marcada”, afirmou.

A polêmica sobre a ameaça de perda do título teve início tão logo o presidente do IPHAN constatou a degradação de grande parte dos imóveis históricos. Para Luís Fernando Andrade, chamou mais atenção a destruição parcial de casarões para dar lugar a estacionamentos privados. Em reunião com representantes de órgãos envolvidos na preservação do patrimônio histórico, no último dia 30 de julho, ele anunciou que convocaria a comissão da Unesco para fazer a vistoria.    

1 comentário para "Superintendente do IPHAN-MA vai a Brasília acertar detalhes da inspeção da Unesco no Centro Histórico de SL"


  1. pedro gomes (AMBIENTALISTA)

    Onde? Mas onde mesmo estava o pessoal do orgao municipal, estadual e federal ligados a questão da preservação do nosso acervo patrimonial, claramente omissos durante todo esse tempo, em que proprietários de imoveis tiveram tempo mais que suficiente para modificar a seu bel-prazer, este bem publico patrimonial, em estacionamento privativo? Todo mundo aqui em são luis, pensava até que estes proprietarios haviam sido beneficiados com o derrame de “LICENCIAMENTOS”, que lhes garantia a construção de estacionamentos. A verdade porém é outra: —a constatação da denuncia do fato, somente aconteceu por exigencia da propria UNESCO, num tipico caso de omissão das nossas ditas autoridades publicas, locais.

deixe seu comentário

Twitter Facebook RSS