Conheça as cinco doenças que mais causam dor no estômago

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Problemas gastrintestinais começam de forma branda, mas podem evoluir e se tornar doenças graves

A médica Graziela Medeiros prestou consultoria para o levantamento que apontou doenças digestivas de maior incidência

Sabe aquela dor no estômago que já causou incômodo, mas passou? Quase todo mundo já sentiu algo assim. Mas aí mora um perigo: a maioria das pessoas tende a acreditar que a dor é provocada por gases, estresse ou má digestão de algum alimento que não caiu tão bem. “Quando a causa é uma dessas, de fato, o desconforto costuma passar em poucos dias. Mas se o incômodo for frequente, a ponto de fazer a pessoa não largar remédios ao longo da semana, do mês, essa dor pode revelar um sintoma de alguma doença que precisa de tratamento”, explica a clínica geral Graziela Medeiros Braide, do Hapvida Saúde.

A especialista lembra que são vários os problemas que atacam o aparelho gastrintestinal, porém todos são diagnosticados somente com a realização de exames. Um deles é a endoscopia, que consiste em introduzir um pequeno tubo com uma câmera pela boca para visualização do esôfago e da primeira parte do intestino delgado. “A ideia é checar o que há de errado em todo o sistema gástrico e, assim, passar um diagnóstico mais preciso”, afirma a médica.

É importante ficar atento às dores, mas o médico garante que doenças mais graves, como, como gastrite e refluxo, também vêm acompanhadas de outros sintomas. Nesta terça-feira, 29 de maio, a Organização Mundial da Saúde celebra o Dia Mundial da Saúde Digestiva. Por isso, com a consultoria da médica Graziela Medeiros, fizemos um levantamento para que você conheça agora as cinco doenças que mais costumam provocar dores e incômodos nos pacientes.

Gastrite

Inflamação nas mucosas das paredes do estômago, causada especialmente pela bactéria H Pylori, que desequilibra o PH gástrico. O consumo de alimentos gordurosos, cítricos, álcool em excesso, cigarro e até medicamentos, pode agravar o problema e favorecer a atividade da bactéria. O tratamento recomendado pelos médicos, além de medicamentos, é a adoção de uma alimentação mais leve, com mais fibras, menos alimentos industrializados e uma série de indicações que varia de acordo com o paciente. No entanto, há casos em que a gastrite é atrófica, ou seja, crônica, em que o paciente já possui predisposição para desenvolver a doença. Quando isso ocorre, o ideal é fazer acompanhamento e exames regulares e seguir o tratamento indicado pelo médico.

Refluxo

A doença é causada pela abertura constante da válvula do esôfago, que deveria abrir só com a ingestão de alimento. Por permanecer aberta, o alimento ingerido volta, causando dores no estômago, azia e também queimação no esôfago. Essa abertura pode ser provocada pelos hormônios liberados pelo estresse e por alimentos como café, refrigerante e bebidas alcoólicas. Comer muito rápido, sem mastigar o suficiente, também pode causar refluxo. Anteriormente, o tratamento mais comum era a cirurgia que corrigia o fechamento da válvula. Hoje, porém, o mais indicado pelos médicos é a terapia medicamentosa, suficiente para corrigir o problema. A longo prazo, o refluxo pode ser um fator de risco para câncer de esôfago, se não tratado a tempo.

Intolerância alimentar

Provocada pela falta de enzimas responsáveis por digerir alguns elementos do que se é ingerido, como o glúten, proteína presente no trigo, e a lactose, o açúcar do leite. O problema pode ser adquirido ao longo da vida e, além da dor estomacal, outros sinais da doença são gases, enjoo, vômito e diarreia. Para diagnosticar a causa da intolerância, é necessário tirar alguns alimentos da dieta por alguns dias até que se consiga avaliar qual deles é o responsável pelos sintomas. Ao ser identificado, o paciente deve restringir o consumo de qualquer alimento que possa provocar a reação.

Pancreatite

Uma dor forte na região do estômago é o principal sintoma dessa doença, provocada, especialmente, pelo excesso de bebidas alcoólicas. A pancreatite pode ser aguda ou crônica. A primeira é causada pela formação de pequenos cálculos biliares que obstruem os canais do pâncreas e inflamam o tecido do órgão. Já a pancreatite crônica, também provocada pelo excesso de álcool, atrofia os canais do pâncreas e enrijece o tecido. Na maioria dos casos, a doença só é identificada quando a dor estomacal se torna insuportável, o que indica que o problema já está em um estágio avançado. A pancreatite não tem cura, mas existe tratamento medicamentoso para amenizar os sintomas, quando o quadro não é emergencial, o que exige atendimento imediato.

Câncer de intestino

A incidência da doença tem aumentado no Brasil. Estudos mostram que o consumo excessivo de carne, de produtos industrializados e alimentos defumados pode acelerar o surgimento da doença. Por ter início assintomático, a mortalidade causada por este tipo de câncer ainda é alta. Quando surgem os principais sintomas – intestino preso, dor de estômago, fezes com sangue e vontade de evacuar constantemente – o câncer pode estar em fase avançada. A doença pode ser tratada com medicamentos e cirurgia. O melhor é ficar atento aos sinais que o corpo dá e não hesitar em procurar ajuda profissional se as dores de estômago ou qualquer um dos sintomas acima durarem mais de cinco dias. A partir dos 50 anos, recomenda-se a fazer exames de colonoscopia regularmente, que ajudam a diagnosticar qualquer sinal da doença.

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