Balsas abandonadas pela Vale no Rio Mearim causam dano ambiental e ameaçam pescadores e ribeirinhos

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Balsa abandonada pela Vale causa dano ambiental e prejuízos financeiros a pescadores do Rio Mearim e ribeirinhos

Duas balsas abandonadas pela Vale, no Rio Mearim, após as obras de duplicação da Ferrovia Carajás, em Arari, vêm causando sérios danos ambientais na região e prejuízos financeiros a pescadores e famílias ribeirinhas. A população apela às autoridades para que removam as embarcações do curso d’água, a fim de evitar uma tragédia.

As balsas foram abandonadas pela Vale no povoado Arraial após o término das obras na estrada de ferro. A cidade de Arari está toda mobilizada diante da ameaça de um desastre ecológico, já que as embarcações estão provocando grave problemas às margens do Rio Mearim.

Os mais ameaçados são os proprietários de embarcações do povoado Arraial, em Arari, que temem pelo seu patrimônio e por suas vidas, pois as balsas, depois que se desprenderam dos pontos onde estavam paradas, passaram a se deslocar rio abaixo, causando estragos por onde passam. Por causa do comprimento, de cerca de 80 metros, e da largura das balsas, os donos de barcos, a maioria pescadores, não têm como segurá-las, o que aumenta o perigo de colisões.

Balsa abandonada têm diâmetro e largura gigantescos, o que dificulta remoção

A Secretaria de Meio Ambiente de Arari já tentou, por várias vezes, fazer com que a Vale tome providências em relação ao abandono das balsas em pleno rio, mas a empresa jamais se manifestou sobre o assunto, demonstrando total desinteresse em solucionar o problema.

Alerta

Populares alertam que a situação só se agrava a cada dia, pois, há dois dias, uma dessas balsas encalhou na entrada do Igarapé do Nema, de grande importância para o município. O curso d’água foi comprometido pela referida balsa, pois a água que entra e sai, em um processo natural, agora está com seu volume acima do normal, o que representa risco de mortandade para os peixes que se reproduzem nesse trecho do rio. No referido ponto, já é possível ver o avanço do mururu, planta típica da região, diminuindo o espaço para respiração dos cardumes.

Presença de balsa favorece crescimento descontrolado de mururu, planta típica da região, que representa risco de mortandade de peixes

Pescadores, representantes da Secretaria de Meio Ambiente local e populares mobilizam-se para tentar diminuir o impacto que as balsas estão causando ao Rio Mearim. “Pedimos encarecidamente que os meios de comunicação locais nos deem apoio para solucionar este problema”, apelou um morador de Arari, que preferiu não se identificar por receio de represália.

Em tempo

Uma operação foi realizada, no início da tarde de hoje, na tentativa de remover a balsa batizada de Manaus WPL-81, que está obstruindo o Igarapé do Nema. Até uma retroescavadeira foi usada com a finalidade de retirar a embarcação e desobstruir o curso d’água, mas não houve êxito.

Assista ao vídeo da operação frustrada de remoção de uma das balsas abandonadas:

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