Flávio Dino confirma segunda morte por Covid no MA

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O governador Flávio Dino (PCdoB), confirmou, nas redes sociais, o segundo óbito no Maranhão de paciente vítima do novo coronavírus.

“Temos agora, 18h24 de sábado, 96 casos confirmados e 2 óbitos no Maranhão”, escreveu.

Flávio Dino não informou idade, sexo e nem as condições e o local da morte do paciente.

Segundo Flávio Dino que segue priorizando as informaçães no seu perfil pessoal do twitter, antecipando inclusive, os boletins oficiais da Secretaria de Saúde do Maranhão (SES), até agora 96 casos confirmados do novo coronavírus e dois óbitos em todo o estado.

Mais tarde, por volta de 20h, o secretário Carlos Lula divulgou o boletim oficial e deu mais detalhes sobre a morte da segunda pessoa por coronavírus no Maranhào, uma mulher de 89 anos com comorbidades.

“Terminamos o sábado com 26 casos descartados e mais 8 confirmados. Os primeiros casos na cidade de Timon e mais um óbito, desta vez em hospital da rede privada. Paciente de 89 anos, com comorbidades. Vamos nos cuidar, gente”, destacou.

A primeira morte de paciente com o novo coronavírus no Maranhão havia sido registrada no domingo (29) de março.

Foto: Reprodução/TV Mirante

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Governo realiza fiscalização educativa na Cohab

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Fiscais da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde (SES) percorreram, neste sábado (04), ruas e avenidas da Cohab para orientar os estabelecimentos sobre a intensificação das medidas para o combate ao Covid-19 no Maranhão, bem como acerca das boas práticas de higiene, relacionadas à produção, circulação de mercadorias e consumidores.

A ação contou com apoio da Polícia Militar e foi realizada com base no decreto nº 35.714 instituído pelo Governo do Estado, que suspende temporariamente o funcionamento de atividades e serviços não essenciais e dispõe sobre outras medidas para enfrentamento da emergência de saúde em razão dos casos confirmados de novo coronavírus no estado.

Foram visitados estabelecimentos localizados na Avenida Jerônimo de Albuquerque e em ruas do bairro da Cohab. Além das orientações aos estabelecimentos que oferecem serviços considerados essenciais, os fiscais explicaram sobre a necessidade da desinfecção de carrinhos, cestas, máquinas de cartão, corrimões, esteiras e balcões de atendimento, além de outras medidas previstas no decreto.

Durante as fiscalizações, alguns estabelecimentos de serviços não essenciais foram fechados, enquanto outros foram orientados a adotar medidas sanitárias a fim de evitar o risco de eventual contaminação. As visitas foram somente para orientar sobre a intensificação das medidas de higiene que, consequentemente, irão minimizar a propagação do vírus.

Foto: Jardel Scot

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A pá de lixo

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Por Joaquim Haickel

Política é um jogo bem parecido com o xadrez! É preciso que se pense com cautela e argúcia nas consequências dos movimentos que fazemos. Movimentarmos peões, cavalos, bispos e torres sem o devido conhecimento das consequências dessas ações, acarreta situações que em alguns casos serão decisivas, positiva ou negativamente, no sucesso do jogo.

Os jogadores mais gabaritados do xadrez político, adversários do presidente Jair Bolsonaro, devem saber que tirar o capitão da presidência da República irá causar um efeito diverso daquele que eles pretendem, pois seu substituto, general Hamilton Mourão é muito mais bem preparado e não fará as bobagens que seu comandante em chefe comete tão corriqueiramente!

Imagino que o que na verdade os adversários de Bolsonaro querem, não é simplesmente tirá-lo do poder, mas, tal qual o Adélio Bispo, esfaqueá-lo, repetidamente, para fazê-lo sangrar, enfraquecendo-o, para ganhar dele a eleição em 2022 e assim voltarem ao poder. Pelo andar da carruagem, tudo indica que irão conseguir seu intento!

As diversas burrices que comete o presidente Bolsonaro formam um conjunto de coisas absurdas, dignas representantes daquilo que o genial Sergio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, nomeou como Febeapá, Festival de Besteiras que Assola o País. E não adianta os adoradores do Mito virem dizer que ele não é burro, que não é ignorante, mal educado, que ele faz tudo como deve ser feito, tanto que por isso se elegeu presidente da República. O fato é que ele não se elegeu presidente, ele foi usado como uma conveniente pá de lixo, que por acaso agradava, naquele momento aos eleitores!

Da mesma forma como acontece com as pás de lixo, depois de algum tempo, depois de terem cumprido o seu papel, elas são descartadas e jogadas fora, junto com o mesmo lixo que elas ajudaram a eliminar.

Com um verdadeiro líder acontece diferente, ele pode até ser descartado eleitoralmente, como aconteceu com Churchill, que depois de liderar o Reino Unido e o mundo contra Hitler e os nazistas, perdeu a eleição. Mas, ocorre que ele será sempre lembrado como um líder, alguém que como Moisés liderou seu povo em momentos decisivos de sua história, mesmo que como punição, Deus o tenha proibido de entrar na terra prometida. Alguém que como Martin Luther King lutou por uma correta e justa ideia e até morreu por ela, sem vê-la realizada.

Já está passando da hora de Jair Bolsonaro resolver se vai entrar para a história do Brasil como apenas uma pá de lixo, fato que para ele, em sua forma desfocada e obtusa de ver as coisas, parece ser o suficiente.

Para nós, que esperamos muito mais daqueles que devem liderar nosso país, nossa nação e nosso povo, na conquista de tempos e condições melhores, uma pá de lixo não é a solução, pois o lixo sempre vai se acumular.

Precisamos de um líder que estabeleça as condições necessárias para que tenhamos tudo que se precisa para viver de forma minimamente digna e aceitável, onde inclusive se tenha garantias de um serviço de limpeza, não apenas sanitária, mas também política, que impeça o lixo humano de se apropriar do poder, dos corações e das mentes de nosso povo.

Não sei se ainda há tempo para Bolsonaro deixar de ser apenas uma pá de lixo, mas o povo brasileiro ficaria muito feliz se pelo menos ele realmente tentasse.

Foto: Isaac Nóbrega

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As lições da crise até aqui

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Por Adriano Sarney

A atual crise evidenciou que: os países não cooperam entre si, os economistas liberais se calaram, as tecnologias em diagnósticos precisam evoluir e a humanidade vai se abalar, mas não vai acabar. No Brasil, o coronavírus escancarou a fragilidade de nossa econômica.

​Em tempos de murici, cada um cuida de si. Os Estados Unidos enviaram 23 aviões cargueiros para buscar equipamentos de saúde na China. Essa mercadoria fazia parte das encomendas de países como o Brasil e a França. Os EUA, com o consentimento do governo chinês, pagaram mais caro e levaram a melhor. Não se trata de capitalismo selvagem, mas da lei dos que têm mais para oferecer. A última palavra do capitalismo chinês vem do partido comunista e não foi o preço mais elevado que fez os EUA passarem na frente da fila. Certamente os chineses negociaram uma cláusula do acordo comercial entre as duas potências.

​Já os economistas liberais, aqueles que rejeitam o intervencionismo estatal, estão mudos durante a crise. A clara necessidade de ações do governo tanto na saúde quanto na economia, colocou o Ministro Guedes, um liberal de carteirinha, em uma sinuca de bico. Nesse momento, a iniciativa privada pouco pode fazer para amenizar a crise. Todas as ações serão governamentais, inclusive a reconstrução social e da economia quando tudo acabar; são obrigações do governo!

​Os avanços tecnológicos dos últimos anos parece não ter surtido efeito na área de diagnósticos. Como pode em pleno século XXI, um teste demorar 7, 10, 14 dias? Ainda mais um vírus cuja família já era conhecida há anos. Se todos tivéssemos um teste rápido, instantâneo, conseguiríamos planejar a reabertura das atividades econômicas com maior segurança e amenizar as dores dos micro, pequenos e médios empresários, maiores empregadores do país.

​Outra constatação extraída da pandemia é a de que o coronavírus irá devastar a humanidade em vários aspectos, mas não irá extingui-la, como colocou Yuval Noah Harari, autor de “Sapiens, Uma breve historia da humanidade”. O vírus mata em média 3% a 5% dos infectados, diferente do ebola, por exemplo, que pode matar até 80% dos pacientes. É preciso levar em consideração que os casos do coronavírus, tanto os de infectados quanto os óbitos, estão sendo subnotificados. As consequências sociais e econômicas farão também novas vítimas, assim como o estresse psicológico do isolamento social, medo e desamparo. Mas, a raça humana não será extinta e a tendência após a crise da pandemia atual é de alterar a maneira como vivemos e funcionamos, promovendo inovações que facilitam as mudanças necessárias ao tempo e momento em nossas vidas.

No Brasil, a crise do coronavírus expos a fragilidade da economia. A nossa bolsa de valores foi a que mais caiu (em dólares) no mundo, -52%. O valor das empresas brasileiras, em média, tiveram uma desvalorização de metade de seus preços de mercado. Isto se deve à enorme valorização do dólar frente ao real e à desconfiança, principalmente de investidores estrangeiros, do poder de recuperação de nossa economia. Enquanto pensávamos que o Brasil iria voar em céu de brigadeiro esse ano, vimos, de fato, uma economia frágil se derreter mais do que as outras no mundo. É hora de começarmos a nos preocupar com a economia real.

​Após essa crise, o mundo não será o mesmo.  Os países vão ser mais autossuficientes, a máquina pública vai ter que salvar a iniciativa privada, as empresas vão dar mais foco nas tecnologias da saúde e as pessoas vão ser mais resguardadas. Outras lições virão.

Foto: Agência Assembleia

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