A pá de lixo

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Por Joaquim Haickel

Política é um jogo bem parecido com o xadrez! É preciso que se pense com cautela e argúcia nas consequências dos movimentos que fazemos. Movimentarmos peões, cavalos, bispos e torres sem o devido conhecimento das consequências dessas ações, acarreta situações que em alguns casos serão decisivas, positiva ou negativamente, no sucesso do jogo.

Os jogadores mais gabaritados do xadrez político, adversários do presidente Jair Bolsonaro, devem saber que tirar o capitão da presidência da República irá causar um efeito diverso daquele que eles pretendem, pois seu substituto, general Hamilton Mourão é muito mais bem preparado e não fará as bobagens que seu comandante em chefe comete tão corriqueiramente!

Imagino que o que na verdade os adversários de Bolsonaro querem, não é simplesmente tirá-lo do poder, mas, tal qual o Adélio Bispo, esfaqueá-lo, repetidamente, para fazê-lo sangrar, enfraquecendo-o, para ganhar dele a eleição em 2022 e assim voltarem ao poder. Pelo andar da carruagem, tudo indica que irão conseguir seu intento!

As diversas burrices que comete o presidente Bolsonaro formam um conjunto de coisas absurdas, dignas representantes daquilo que o genial Sergio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, nomeou como Febeapá, Festival de Besteiras que Assola o País. E não adianta os adoradores do Mito virem dizer que ele não é burro, que não é ignorante, mal educado, que ele faz tudo como deve ser feito, tanto que por isso se elegeu presidente da República. O fato é que ele não se elegeu presidente, ele foi usado como uma conveniente pá de lixo, que por acaso agradava, naquele momento aos eleitores!

Da mesma forma como acontece com as pás de lixo, depois de algum tempo, depois de terem cumprido o seu papel, elas são descartadas e jogadas fora, junto com o mesmo lixo que elas ajudaram a eliminar.

Com um verdadeiro líder acontece diferente, ele pode até ser descartado eleitoralmente, como aconteceu com Churchill, que depois de liderar o Reino Unido e o mundo contra Hitler e os nazistas, perdeu a eleição. Mas, ocorre que ele será sempre lembrado como um líder, alguém que como Moisés liderou seu povo em momentos decisivos de sua história, mesmo que como punição, Deus o tenha proibido de entrar na terra prometida. Alguém que como Martin Luther King lutou por uma correta e justa ideia e até morreu por ela, sem vê-la realizada.

Já está passando da hora de Jair Bolsonaro resolver se vai entrar para a história do Brasil como apenas uma pá de lixo, fato que para ele, em sua forma desfocada e obtusa de ver as coisas, parece ser o suficiente.

Para nós, que esperamos muito mais daqueles que devem liderar nosso país, nossa nação e nosso povo, na conquista de tempos e condições melhores, uma pá de lixo não é a solução, pois o lixo sempre vai se acumular.

Precisamos de um líder que estabeleça as condições necessárias para que tenhamos tudo que se precisa para viver de forma minimamente digna e aceitável, onde inclusive se tenha garantias de um serviço de limpeza, não apenas sanitária, mas também política, que impeça o lixo humano de se apropriar do poder, dos corações e das mentes de nosso povo.

Não sei se ainda há tempo para Bolsonaro deixar de ser apenas uma pá de lixo, mas o povo brasileiro ficaria muito feliz se pelo menos ele realmente tentasse.

Foto: Isaac Nóbrega

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Flávio Dino diz que isolamento vertical é ímpossível’

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O governador Flávio Dinom(PCdoB), criticou, nas redes sociais, a proposta de isolamento vertical que vem sendo defendida pelo presidente da República Jair Bolsonaro, deixando idosos e pessoas vulneráveis e com doenças em casa ou em hotéis.

“Isolamento vertical é uma invenção inexequível no Brasil. Basta conhecer a nossa realidade habitacional. Nem a classe média consegue. A não ser que Bolsonaro esteja pensando em colocar idosos e pessoas mais frágeis em campos de concentração. Não me surpreenderia.”

Para Flávio Dino, o isolamento verticam é impossível de ser executado.

“Como o isolamento vertical é impossível de ser executado, No momento temos somente duas posições: 1) medidas preventivas baseadas na prudência e nas orientações dos profissionais de saúde; 2) liberar geral e assumir o risco da morte de milhares de pessoas em nome da economia.””

“Real agenda econômica, debatida em todos os países do mundo (até pelo governo de Trump, nos Estados Unidos), é como compatibilizar o combate ao coronavírus com a proteção às empresas e empregos. No mundo inteiro, só Bolsonaro quer o caos, enquanto faz “piadas” de esgoto.”, finalizou Flávio Dino.

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Governadores decidem manter o isolamento social

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Vinte e cinco dos vinte e sete governadores brasileiros decidiram que vão manter o isolamento social com principal medida para tentar barrar o avanço da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Os governadores de todo o país, exceto o do Distrito Federal participaram na tarde desta quarta-feira (25) de uma videoconferência e aprovaram uma carta com uma série de reivindicações ao governo Federal.

Governadores do Acre, Amapá, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais Pará, Paraíba, Parará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins vão continuar com as medidas de isolamento. Apenas os governadores de Rondônia e Roraima não se manifestaram.

Após o pronunciamento polêmico de ontem à noite, o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar com a imprensa no Palácio da Alvorada e repetiu o tom do pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV.

Enquanto isso, o vice–presidente da República, Hamilton Mourão afirmou que a posição do governo é manter o isolamento e distanciamento social. “A posição do nosso governo, por enquanto, é uma só: o isolamento e o distanciamento social”, afirmou.

Foto: Divulgação

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Políticos criticam pronunciamento de Jair Bolsonaro

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Políticos de todo o país criticaram o pronunciamento feito em cadeia nacional pelo presidente da República Jair Bolsonaro.

O governador do Maranhão, Flávio Dino disse que há poucas esperanças de que Bolsonaro possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidência da República. O presidente do Senado, Davi alcolumbre também criticou o pronunciamento de Bolsonaro e líder do governo Major Vitor Hugo elogiou o pronunciamento do presidente e classificou de excelente”.

Veja a repercussão:

Flávio Dino – governador do Maranhão
“Pronunciamento de hoje mostra que há poucas esperanças de que Bolsonaro possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidência da República. Os danos são imprevisíveis e gravíssimos. Em respeito às vidas dos maranhenses, bem como em sintonia com cientistas e profissionais da saúde, manterei no Maranhão todas as providências preventivas e de cuidado em face do Coronavírus.”

Davi Alcolumbre – presidente do Senado
“Neste momento grave, o país precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população. Consideramos grave a posição externada pelo presidente da República hoje, em cadeia nacional, de ataque às medidas de contenção ao Covid-19.”

Major Vitor Hugo – Líder do governo
“Excelente pronunciamento do nosso presidente Jair Bolsonaro! A sua visão de estadista e a sua coragem em ir na contramão da histeria coletiva, construída sem critérios racionais, vão salvar as vidas de milhões de brasileiros. Salvar vidas e proteger empregos!.”

Eliziane Gama – Senadora
“A cada dia vemos que o presidente se supera. A Índia e o resto do mundo decretando quarentena e aqui a ordem do presidente é a aglomeração. Definidamente sem palavras pra definir tamanha irresponsabilidade. A cada dia vemos que o presidente se supera. A Índia e o resto do mundo decretando quarentena e aqui a ordem do presidente é a aglomeração. Definidamente sem palavras pra definir tamanha irresponsabilidade.”

Márcio Jerry – deputado federal
“Que psicopatia faz Jair Bolsonaro ter esse desejo de ver o povo exposto ao coronavírus? Nenhum respeito pelos 46 mortos até aqui. Nenhuma preocupação com outros tantos que morrerão. Quanta malvadeza! Quanta crueldade!.”

Joice Hasselmann – deputada federal
“Em relação ao pronunciamento do PR sobre o coronavírus concluo: Jair Bolsonaro foi irresponsável, inconsequente, insensível! O Brasil precisa de um líder com sanidade mental. Todas as chances que o PR teve de acertar ele mesmo jogou fora. Erra e se orgulha do erro estúpido.”

Flávio Bolsonaro – senador
“Jair Bolsonarofala a verdade ao povo brasileiro: proteger os mais vulneráveis (idosos e com doenças pre-existentes) e retomar a normalidade no país! Outros líderes mundiais já esboçam iniciar o mesmo movimento. Com coragem, Presidente Jair Bolsonaro faz pronunciamento para que onda do coronavírus seja menos mortal que a onda da recessão, logo a seguir.”

Foto: Isaac Nóbrega

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Flávio Dino dispara contra Bolsonaro no Twitter

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O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) voltou a criticar, nas redes sociais, o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Dino, Bolsonaro cria confusão para ocultar o fato de que o presidente não sabe administrar o país.

“Bolsonaro já criou confusão com governadores, jornalistas, artistas, parlamentares, membros da sua equipe, outros países. Tudo isso para tentar ocultar seu maior problema: não sabe administrar o Brasil. Crescimento pífio, desemprego, dólar nas alturas, paralisação administrativa”, afirmou no Twitter.

Para Flávio Dino, neste momento no país reinam a paralisia administrativa, o extremismo e agressões.

“Não há no momento qualquer ação para impulsionar a economia e ampliar investimentos. Reinam a paralisia administrativa, o extremismo, as agressões. O coronavírus só agrava os problemas já existentes. Que não se culpe o vírus por todos os males”, disparou.

Foto: Divulgação

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Parlamentares maranhenses reagem a Jair Bolsonaro

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Parlamentares maranhense se manifestaram nas redes sociais, após o presidente Jair Bolsonaro divulgar vídeo com chamado para manifestação contra o Congresso Nacional.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) disse que o fechamento do Congresso é uma afronta ao Brasil.

“O presidente da República tem obrigação de preservar a harmonia entre os poderes. De forma alguma o presidente eleito pode ter qualquer relação, mesmo que distante, com ato que sugere fechamento do Congresso Nacional e subversão da ordem democrática. O Brasil é signatário de dezenas de acordos comerciais que podem ajudar muito os brasileiros, e todos estes acordos multilaterais são feitos com democracias. Sugerir subversão da ordem democrática e fechamento do Congresso é uma afronta a esses acordos, é uma afronta ao Brasil”, afirmou.

O deputado Juscelino Filho (DEM) disse que nada justifica tamanha afrnta ã Democracia e ao Estado de Direiro.

“A redemocratização do país é uma preciosa conquista do povo brasileiro. Nós sabemos o incalculável preço que foi pago para se ter de volta a liberdade de opinião, as instituições democráticas em pleno funcionamento e a cidadania sendo exercida pelo soberano voto popular. Por isso, é inadmissível que autoridades públicas estimulem atos de flagrante desrespeito ao Congresso Nacional e às Cortes Supremas. Nada justifica tamanha afronta à Democracia e ao Estado de Direito. Diferenças devem ser resolvidas com diálogo:, destacou.

Para o deputado Pedro Lucas Fernandes (PTB), o Brasil precisa de equilíbrio institucional.

“O Brasil precisa de equilíbrios institucionais, de poderes harmônicos, independentes e respeitando-se para poder crescer. Isto é Democracia!”, disse.

O deputado Márcio Jerry (PCdoB)também repudiou a mensagem de Jair Bolsonaro.

“Mensagem de Jair Bolsonaro em defesa de ato contra o Congresso Nacional afronta a democracia, transgride a lei e apequena ainda mais o presidente da República que jurou cumprir e respeitar a Constituição. Total repúdio ! Viva a democracia!”, finalizou.

Foto: Agência Senado

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Adriano diz que pedido de Flávio Dino é ‘puro marketing’

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O deputado estadual e líder da Oposição na Assembleia Legislativa, Adriano Sarney (PV), reagiu a proposta do governador do Maranhão, Flávio Dino, ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que pediu audiência para tratar sobre a situação das estradas federais que cortam o Maranhão.

Nas redes sociais, Flávio Dino disse ter pedido audiência com Bolsonaro para tratar da situação precária das BRs no Maranhão.

Adriano Sarney classificou como “puro marketing” o pedido de audiência de Dino a Bolsonaro.

O parlamentar perguntou sobre a situação das MAs, dentre elas a obra do Anel da Soja, que já deveria ter sido concluído com recurso do BNDES.

“Flávio Dino diz querer “ajudar” o presidente a melhorar as BRs do Maranhão. Puro marketing! As estradas estaduais estão precárias. Além das obras estruturantes paradas do governo passado. Cadê o recurso do BNDES para conclusão do Anel da Soja governador?”, questionou Adriano.

Segundo Adriano, o governador deveria primeiro resolver o problemas nas estradas estaduais antes de oferecer “ajuda” a Bolsonaro.

“Governo do Maranhão deve olhar para o próprio umbigo antes de oferecer “ajuda” que sabe que não vai cumprir. Já fiz inúmeras audiências públicas para o governo executar os recursos do BNDES com obras de qualidade para criarmos empregos e oportunidades!”, disse.

Foto: Kristiano Simas/Agência Assembleia

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Flávio Dino pede audiência com presidente Bolsonaro

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O governador do Maranhão Flávio Dino (PcdoB) disse no Twitter que pediu audiência com o presidente da República Jair Bolsonaro para tratar da situação das rodovias federais que cortam o Maranhão.

Flávio Dino diz que vai oferecer ajuda ao Governo Federal para recuperar as BRs em “péssimas situação”.

Como todo mundo sabe, Flávio Dino tem sido crítico ferrenho de Bolsonaro, desde à época da campanha eleitoral.

Bolsonaro até reagiu em alguns momentos às alfinetadas do governador do Maranhão.

A iniciativa é muito interessante. Resta saber se agora os dois vão conseguir manter pelo menos uma conversa institucional.

“Ontem pedi ao presidente da República uma audiência para tratar sobre a péssima situação de estradas federais BRs no Maranhão. Desde o início do ano passado solicitações de obras foram feitas, mas com nenhum resultado. Na audiência, vou oferecer ajuda ao Governo Federal”, disse Dino.

A BR-135, principal via de acesso a São Luís foi alvo de protesto por parte de motoristas, hoje mais cedo no trecho próximo à cidade de Miranda do Norte, devido à péssima condição de tráfego na rodovia.

Hoje à noite, a bancada maranhense na Câmara dos Deputados que é comandada pelo deputado federal Juscelino Filho (DEM) terá reunião às 19h20, com o diretor-geral do Dnit, em Brasília. A pauta é a situação das BRs que cortam o Maranhão.

Bem, mas e a situação das estradas estaduais?

Foto: Divulgação

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Flávio Dino volta a criticar Jair Bolsonaro

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O governador Flavio Dino (PCdoB), criticou, nas redes sociais, o presidente da República Jair Bolsonaro por ter se manifestado acerca da morte do miliciano Adriano da Nóbrega pela polícia baiana.

Segundo Flávio Dino, a morte do miliciano é um assunto da Polícia e não do presidente Jari Bolsonaro.

“Morte de miliciano acusado de crimes não deveria ser assunto do presidente da República, e sim da Polícia. O presidente da República deveria ter outras prioridades: desemprego; crescimento da economia; preço do gás de cozinha; educação e saúde, entre outros”, afirmou.

Em entrevista à imprensa neste domingo, Bolsonaro defendeu que a morte de Adriano da Nóbrega precisa ser esclarecida. Segundo Bolsonaro, Adriano foi morto pela polícia da Bahia que é comandada por um governador do PT.

“A execução do ex-Capitão Adriano não pode deixar de ser esclarecida, a exemplo do caso Celso Daniel, onde ao PT não interessa a verdade”, disse.

Foto: Divulgação

Veja aqui a entrevista de Bolsonaro

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Flávio Dino é o terceiro em pesquisa de El País

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A aprovação do Governo de Jair Bolsonaro se mantém estável, sua reprovação caiu e, se as eleições fossem hoje, o presidente largaria na frente em todos os cenários. É o que mostra levantamento realizado pela consultoria política Atlas Político entre os dias 7 e 9 de fevereiro. A pesquisa aponta que, até o momento, os principais rivais de Bolsonaro são o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-juiz Sergio Moro. Sem o petista e o ministro da Justiça na disputa, o atual presidente aparece com 41% das intenções de voto, com larga distância entre o segundo colocado, o apresentador Luciano Huck (sem partido), com 14% dos votos. Atrás deles estão o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), com 13%, e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 2,5%.

A quantidade de eleitores indecisos ou que declararam voto branco ou nulo é expressiva, chegando a 27%. O percentual é muito próximo da realidade das presidenciais de 2018, quando essa faixa do eleitorado bateu 30%. Por outro lado, as abstenções diminuem significativamente quando Lula e Moro entram na disputa. Neste cenário, o total de votos brancos, nulos e indecisos fica em 9%. Bolsonaro e Lula brigam pelo primeiro lugar, com 32% e 28% das intenções de voto, respectivamente. Moro, que tem refutado oficialmente qualquer intenção de disputar a presidência como rival do atual presidente, segue logo atrás, com 20%, seguido de Huck (6%), Dino (3%) e Doria (0,6%). A pesquisa foi realizada na Internet via convites randomizados com 2.000 pessoas, entre os dias 7 e 9 de fevereiro, em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

O cenário em que Lula disputa a eleição é meramente hipotético hoje. Condenado em segunda instância no processo do tríplex, mesmo solto desde novembro o petista não pode se candidatar, já que se enquadra na Lei da Ficha Limpa. Seus advogados, no entanto, tentam anular a condenação, questionando a atuação do então juiz Sergio Moro no caso. O pedido começou a ser julgado no Supremo Tribunal Federal no ano passado, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Caso a maioria dos ministros do STF decida que Moro atuou de forma parcial, a condenação do ex-presidente no caso do tríplex volta à estaca zero, retornando para a primeira instância. Neste caso, Lula deixaria de ser ficha suja e estaria livre para se candidatar.

Em linhas gerais, a pesquisa do Atlas Político de agora mostra cenários bastante parecidos com o de 2018. Naquele ano, o PT lançou Lula candidato enquanto o petista ainda estava preso. Os levantamentos mostravam que ele liderava com folga em todos os cenários. Mas, impedido de disputar, o ex-presidente acabou substituído no último instante do prazo para o registro de candidaturas pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. As intenções de voto no “candidato de Lula” despencaram, mas ainda assim Haddad foi para o segundo turno. Bolsonaro foi eleito com 55% dos votos, contra 44% do ex-prefeito paulistano.

Esse cenário se repete nesta pesquisa. Se o segundo turno das eleições fosse hoje, um candidato apoiado por Lula —qualquer que fosse ele—também ficaria em segundo lugar nos dois cenários criados pelos pesquisadores. Contra Jair Bolsonaro (45%), alguém apoiado por Lula teria 35% dos votos. O percentual do indicado pelo petista permanece parecido (36%) quando a disputa é contra Sergio Moro. O que muda, no entanto, é que o ministro ganharia com ainda mais folga, com 54% das intenções de voto.

El País

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