Eduardo Braide discute reforma das igrejas no Iphan

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O deputado federal Eduardo Braide esteve reunido, nesta quarta-feira (31), com o superintendente do IPHAN-MA, Mauricio Itapary, para tratar da reforma de quatro igrejas que estão localizadas no Centro Histórico de São Luís.

“Trouxe os padres Clemilton, Heitor e o frei Rafael aqui no IPHAN, para juntos tratarmos com o superintendente Mauricio, das reformas das igrejas de Santo Antonio, São João, Santana e Igreja do Carmo. Discutimos os projetos, seus prazos e tudo aquilo que será recuperado em cada igreja. Certamente um ganho para o centro histórico de São Luís”, destacou Braide.

Ao final da reunião, Eduardo Braide garantiu a destinação de emenda parlamentar, caso haja a necessidade de complementação dos projetos de recuperação das igrejas.

“A recuperação dessas igrejas há muito tempo é esperada. Por isso, o meu compromisso na destinação de emenda parlamentar ao IPHAN, para contribuir na execução dessas e de outras obras”, afirmou o parlamentar.

Segundo o IPHAN-MA, as obras de recuperação das igrejas do Carmo, São João e Santana têm previsão para começar ainda este ano. Já a igreja de Santo Antonio, no início de 2020.

“As igrejas do centro de São Luís guardam memórias importantes da nossa cidade, do nosso Estado. Preserva-las é também cuidar da nossa história”, concluiu Eduardo Braide.

Foto: Divulgação

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De olho na farra

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A recomendação da Procuradoria Regional Eleitoral do Maranhão a capelães religiosos, diretórios estaduais de partidos políticos e aos principais dirigentes de igrejas e entidades religiosas do estado sobre a não promoção de atividades que possam ser entendidas como propaganda eleitoral ou emprego de recursos dos templos religiosos em prol de determinadas candidaturas, especialmente nos locais de cultos, é um balde de água fria na movimentação do governador Flávio Dino.

Nos meses de abril e maio deste ano, ganhou repercussão nacional o caso que ficou conhecido como a “Farra de Capelães” da gestão Dino. Na ocasião das denúncias, que foram levadas ao Ministério Público, Dino já havia ampliado de 14 para 50 o número de cargos de capelães na estrutura da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e até da Polícia Civil.

Foram nomeados líderes religiosos de algumas das principais denominações religiosas do estado, o que ficou caracterizado pela oposição como um aparelhamento político do comunista junto às igrejas. Atento à movimentação do chefe do Executivo, a PRE alertou para a propaganda eleitoral e para o uso político das entidades religiosas.

Vale ressaltar que no último fim de semana, Dino participou como convidado do 36º Congresso Estadual de Missionárias e Dirigentes de Círculo de Oração, das Igrejas Assembleia de Deus, em Lago da Pedra.

Na ocasião, o comunista foi ao evento em um helicóptero do CTA. Para a oposição, uso da máquina fora da agenda oficial do Executivo.

Exagero?

Estado Maior

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PRE quer igrejas fora de propaganda eleitoral

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A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Maranhão enviou recomendação aos capelães religiosos do estado do Maranhão, aos diretórios estaduais de partidos políticos e aos principais dirigentes de entidades religiosas, orientado qualquer pessoa que represente liderança de uma religião, a não promover ou participar de atividades que possam ser entendidas como propaganda eleitoral ou emprego de recursos dos templos religiosos em prol de determinadas candidaturas, especialmente nos locais de cultos.

Segundo a PRE, a recomendação, que se destina à orientação de padres, sacerdotes, clérigos, pastores, ministros religiosos, presbíteros, epíscopos, abades, vigários, reverendos, bispos, pontífices ou qualquer representante religioso, leva em consideração o entendimento, firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de que a propaganda eleitoral em prol de candidatos feita por entidade religiosa, ainda que de modo velado, pode caracterizar abuso de poder econômico e, por isso, deve ser uma prática vedada.

Para o procurador regional eleitoral Pedro Henrique Castelo Branco, a utilização dos recursos dos templos pode causar desequilíbrio na igualdade de chances entre os candidatos, o que poderia atingir gravemente a normalidade e a legitimidade das eleições e até mesmo levar à cassação do registro ou do diploma dos candidatos beneficiados, se eleitos.

A íntegra da Recomendação PRE-MA nº 06-2018 pode ser acessada aqui.

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Outras igrejas

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Apesar de o foco estar sendo todo na Assembleia de Deus – que tem a maior parte dos indicados e está mais na linha de frente do debate político – o excesso de capelães promovidos pelo governador Flávio Dino (PCdoB) no sistema de Segurança envolve outras denominações evangélicas, e a igreja católica.

Denominações como a Igreja Batista do Angelim, de cunho pentecostal, e a Presbiteriana, do ramo das igrejas históricas, também indicaram capelães religiosos a Flávio Dino.

De todas as denominações religiosas mais tradicionais, não se tem conhecimento apenas de membros da Igreja Batista indicado para compor o quadro de “conselheiros espirituais” nas forças policiais durante o governo comunista. Aliás, é da Batista que vem a única manifestação oficial contra o que ficou convencionado na imprensa como “farra dos capelães”.

O presidente da Ordem dos Pastores Batista (OPB), pastor Elizeu Fernandes, manifestou-se publicamente contra a indicação de capelães sem concurso público e criticou duramente o excesso promovido por Flávio Dino.

“Essa prática vem trazendo prejuízos à imagem dos evangélicos, porque se entende como uma mistura das práticas religiosas com a política”, disse o reverendo Fernandes.

No foco do debate sobre o tema, as lideranças da Assembleia de Deus não se posicionaram.

Capelania – Soa como pura falta do que dizer a tentativa do governo comunista de acusar aqueles que questionam a nomeação excessiva de capelães de estarem agindo contra os evangélicos.

Em primeiro lugar, líderes religiosos que agem de forma questionável, por interesses pessoais e políticos, não podem ser apontados como representantes da massa evangélica. Logo, questioná-los, em absoluto refere-se à essência do segmento religioso ou da denominação a qual pertencem.

Segundo: em nenhum momento a imprensa livre ou membros da oposição agiram contra os evangélicos, pelo contrário. Agiram em favor da capelania séria e da premissa moral de que representantes religiosos devem estar isentos da manipulação política.

Estado Maior

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